Acobar no Rio Boat Show 2025: conheça os projetos da entidade

Associação que visa fortalecer a qualidade e a cultura do setor náutico no Brasil terá estande no salão, de 26/04 a 04/05

Por: Nicole Leslie -
15/04/2025

A Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) estará presente no Rio Boat Show 2025, que acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Sem fins lucrativos, a entidade busca fortalecer a qualidade e a cultura do setor náutico no Brasil, com projetos públicos e apoio aos associados.

A Acobar tem parcerias com mais de 70 empresas de diferentes setores, como despachantes, estaleiros, fabricantes de implementos, fornecedores de matérias-primas, lojas, marinas, mídias, motorização e prestadores de serviços. Os laços buscam criar uma rede de apoio aos associados.

 

Além disso, a entidade é associada ao Conselho Internacional das Associações das Indústrias Náuticas (Icomia), órgão técnico internacional voltado à pesquisa e desenvolvimento da construção de embarcações.

Conheça alguns projetos da Acobar

Programa Venha Navegar

O Programa Venha Navegar tem como base um site que busca democratizar a pesquisa de quem quer ingressar na navegação, com o primeiro barco. A plataforma serve como um glossário para sanar as principais dúvidas desse público.

 

Documentações básicas para a compra de uma embarcação e os trâmites envolvidos, atualizações do segmento náutico e indicações de novidades são alguns dos conteúdos com os quais o site é abastecido.

Programa de Certificação

Junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Acobar desenvolveu um programa de certificação para avaliar a qualidade e a segurança das embarcações construídas no Brasil. Para receber o certificado, o barco deve ser aprovado na vistoria de um inspetor auditor, que deve seguir um checklist.

A lista engloba pontos relacionados ao produto, usuário e valor da embarcação. Uma vez aprovada, ela recebe o selo de qualidade ACOBAR e ABNT. A Certificação diferencia a embarcação no meio competitivo, aumentando a credibilidade do estaleiro.

Guia do Construtor

No portal da Acobar é possível encontrar um leque de documentos em PDF que orientam em funções específicas quem busca iniciar um projeto de construção. Até o momento, são 28 arquivos gratuitos que se aprofundam em temas como fogo a bordo, reparo e ergonomia. A entidade dispõe, em seu site oficial, as documentações e contatos necessários para se tornar um associado.


Rio Boat Show 2025

Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

 

Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

 

Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025

Quando: De 26 de abril a 4 de maio
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Mais forte que tomada: com 860 volts, espécie de enguia detém recorde de choque

    Voltagem do animal pode ser até 7 vezes mais forte que as tomadas no Brasil

    Por: Nicole Leslie -

    Se um choque de 127V ou 220V já dá calafrios só de pensar, imagine encarar uma descarga elétrica sete vezes mais forte vinda diretamente de um animal. Pode parecer exagero, mas é ciência. Um estudo publicado na revista Nature Communications revelou uma nova espécie de enguia-elétrica capaz de gerar impressionantes 860 volts, estabelecendo desde então um novo recorde bioelétrico no reino animal.

    Durante mais de 250 anos, a ciência acreditou que existia apenas uma espécie da enguia-elétrica no gênero Electrophorus, o conhecido poraquê (Electrophorus electricus). No entanto, o estudo descobriu um dado que mudou essa história — como um choque de realidade.

     

    Pesquisadores identificaram três diferentes espécies dentro desse gênero, incluindo uma que produz a maior descarga elétrica já registrada no reino animal.

    Nova espécie descoberta foi feita por meio de análises genéticas, morfológicas e ecológicas
    Foto: Sander van der Wel / Reprodução / Flickr

    O poraquê, já conhecido, liderava o ranking de potência bioelétrica com um choque de 650 volts, 24% menos forte do que o registrado pela nova espécie, Electrophorus voltai. A descoberta foi feita por meio de análises genéticas, morfológicas e ecológicas de amostras coletadas em diversas regiões da bacia amazônica, uma das áreas de maior biodiversidade do planeta.

     

    O estudo mostrou que essas espécies compartilham o mesmo habitat geral, mas cada uma ocupa nichos ecológicos específicos, com diferenças anatômicas e comportamentais. As linhagens, segundo os cientistas, já estavam separadas há milhões de anos — desde os períodos Mioceno e Plioceno — , mas passaram despercebidas pela ciência.


    Enquanto isso, acreditávamos que todas as enguias Electrophorus eram poraquês, ou seja, da mesma espécie.

    Muito além dos choques

    As enguias elétricas não são apenas curiosidades da natureza, mas fonte de inspiração científica e tecnológica há séculos. No artigo científico, inclusive, os pesquisadores contam que foram as enguias que ajudaram Alessandro Volta a desenvolver a primeira bateria elétrica.

    Enguias-elétricas podem atingir até 2,5m de comprimento
    Foto: opencage / Creative Commons / Reprodução

    Atualmente, os mecanismos naturais que essas enguias usam para gerar e armazenar energia têm servido de modelo para o desenvolvimento de baterias biológicas, protocélulas sintéticas e até sistemas capazes de alimentar implantes médicos. A descoberta de uma nova espécie com ainda mais potência pode abrir caminhos para inovações tecnológicas que aproveitem essas capacidades eletrobiológicas.

    Amazônia ainda guarda surpresas

    Essa descoberta alerta que a biodiversidade da Amazônia, embora muito estudada, ainda não é completamente mapeada. E este caso, que envolve enguias elétricas, animais relativamente grandes e famosos, que podem atingir 2,5 metros de comprimento, é uma prova. Imagine quantos animais ainda podem ser redescobertos nos aproximados 4,2 milhões de km² da Amazônia brasileira.

     

    Identificar novas espécies é mais importante do que pode parecer: é uma forma de entender melhor os ecossistemas e estudar substâncias e mecanismos com potencial científico. Para isso, é importante reforçar a importância de conservar a natureza e, no caso, uma das regiões mais ricas (e ameaçadas) do planeta.

     

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      Rio Boat Show 2025: Sessa Marine fará estreia da KL40 em águas cariocas

      Estande do estaleiro ainda terá embarcações conhecidas repaginadas. Salão acontece de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

      Por: Nicole Leslie -
      14/04/2025

      A Sessa Marine é mais um estaleiro confirmado no Rio Boat Show 2025, que começa em 26 de abril e vai até 4 de maio, na Marina da Glória. Um dos barcos que a marca apresentará durante o salão tem modelo esportivo e foi lançado no Brasil no último São Paulo Boat Show: a Sessa KL40, da linha Key Largo.

      Original da Europa, a lancha voltou a ser fabricada em solo brasileiro em 2024. A KL40 é uma center console e tem como foco o lazer ao ar livre, mas não dispensa conforto dentro do barco. O modelo, aliás, tem dois camarotes, que recebem quatro pessoas no pernoite.

      Foto: Revista Náutica

      Um dos diferenciais da embarcação é o cockpit modular, que oferece versatilidade a partir de sofás com encostos que podem mudar de lado, ficando voltados para a mesa de refeições central ou para os deques laterais, quando o barco estiver parado. Outro ponto alto — literalmente — é o pé direito da parte interna: 1,98 metro.

      Foto: Revista Náutica

      Atrás do posto de comando central, a KL 40 conta com o chamado espaço gourmet, com pia, armário, espaço para uma geladeira, icemaker e um grill ou, opcionalmente, um cooktop. Como o posto de comando fica no centro da lancha, tanto o piloto quanto os seus dois acompanhantes (há três poltronas individuais) têm boa visão dos dois bordos.

      Foto: Sessa Marine / Divulgação

      O estaleiro oferece duas opções para a motorização, exclusivamente de popa: três Mercury V10 de 400 hp cada ou dois V12 de 600 hp cada. Segundo a Sessa, a lancha pode ultrapassar 45 nós de velocidade.


      A Sessa Marine também levará ao evento duas embarcações já conhecidas pelo público, a F48 e F42. Desta vez, porém, o visitante pode esperar por modelos repaginados com novos materiais e interiores modernizados.

      Rio Boat Show 2025

      Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

      Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

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      Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

      Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

       

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      RIO BOAT SHOW 2025

      Quando: De 26 de abril a 4 de maio
      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
      Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
      Ingressos: site oficial de vendas

       

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        Brasil se torna o 1º país do mundo a incluir educação oceânica no currículo escolar

        Documento assinado na última quarta-feira (9) contou com apoio e reconhecimento internacional da Unesco

        Por um futuro mais “azul”, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a incluir oficialmente a educação sobre oceanos no currículo escolar nacional.

        Na última quarta-feira (9), em Brasília, o acordo pioneiro foi assinado por meio do Protocolo de Intenção. O ato contou com a presença de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e do Ministério da Educação (MEC), além de Luciana Santos, Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

        Foto: Rodrigo Cabral/ Ascom/ MCTI

        Com isso, o país adota o chamado “currículo azul”, que será integrado nas escolas de todo o país e adaptado às realidades locais. O ensino trará uma visão completa do oceano como “regulador climático, fonte essencial de vida e catalisador de soluções sustentáveis”, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

         

        A medida posiciona o Brasil como referência internacional em educação para sustentabilidade e ação climática. Inclusive, a UNESCO destacou o país como protagonista global no avanço da Cultura Oceânica como política pública.

        [A iniciativa] nasce da escuta ativa e plural da sociedade brasileira — Ronaldo Christofoletti, especialista em Cultura Oceânica da UNESCO

        Para Luciana Santos, o lançamento do compromisso do Governo Federal com o Currículo Azul é um “momento histórico” para o país e para a agenda internacional da cultura oceânica.

        [O acordo] representa um passo firme em direção a uma sociedade mais consciente, resiliente e comprometida com o futuro do planeta — Luciana Santos

        A inclusão da educação dos oceanos está alinhada à recomendação da diretora-geral da ONU, Audrey Azoulay, para que todos os Estados-membros (que totalizam 193 países) insiram, até este ano, a cultura oceânica nas escolas.

        Um grande passo para o futuro

        A assinatura do Protocolo de Intenção integra a programação da Semana da Cultura Oceânica, também realizada em Brasília, entre os dias 7 e 11 de abril. Para além disso, o acordo chega num momento crucial para o combate à crise climática, que ameaça a saúde dos oceanos, além de vários outros fatores.

        Foto: valuavitaly/ Envato

        O aquecimento dos oceanos está atingindo níveis recordes e já ocasiona consequências drásticas para a Terra. Com esse fenômeno de impacto negativo, as temperaturas das águas têm aumentado, o nível do mar tem ficado cada vez mais elevado e as águas oceânicas estão mais ácidas.

         

        Quanto mais avançado o aquecimento global, mais ele prejudica a vida marinha — como corais, moluscos e peixes — e pessoas que dependem dos oceanos como subsistência, onde estão as milhões de pessoas que vivem em comunidades costeiras.

        Co-presidente do grupo de especialistas em Cultura Oceânica da Unesco, Ronaldo Christofoletti. Foto: Unesco/ Divulgação

        A inclusão da educação dos oceanos no currículo escolar vem como uma resposta educativa e estratégia para enfrentar as recentes alterações não só nas águas, como em toda natureza.

         

        A medida também corrobora com a pauta ambiental dos oceanos — que, inclusive, é um grande aliado para o equilíbrio do clima junto às florestas — no COP30, que acontecerá pela primeira vez no Brasil em Belém (PA). O evento integra a agenda da Década do Oceano da ONU, que reúne eventos realizados de 2021 a 2030.

        Tudo tem um começo

        Em 2021, a cidade de Santos, em São Paulo, aprovou a Lei Municipal nº 3.935, que estabeleceu a cultura dos oceanos como política pública de educação em escolas municipais. Nos últimos quatro anos a ideia ganhou força e notoriedade, até chegar à assinatura do protocolo de Cultura Oceânica.

        Foto: goinyk/ Envato

        Inclusive, reconhecendo o pioneirismo de Santos, a Unesco escolheu a cidade para sediar um evento internacional sobre a cultura oceânica, medida essa que coloca o Brasil no mapa global do tema.

         

        De acordo com Luciana Santos, existem outras iniciativas em prol dos oceanos em andamento no país, como o Programa Escola Azul. O projeto mobiliza mais de 100 mil estudantes em todas as regiões, com 20 municípios em quatro estados brasileiros já integrando a pauta em seus currículos.

        Programa Escola Azul. Foto: Gilearde Gomes/ Ascom/ MCTI.

        Outras medidas educativas são, por exemplo, a formação de jovens embaixadores do oceano, a expansão internacional da Olimpíada do Oceano e a articulação de uma rede de universidades comprometidas com a formação de professores.

         

        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

         

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          Veleiro centenário vira navio de pesquisa de alta tecnologia para expedição de 1 ano

          Embarcação partiu de Bergen, na Noruega, para explorar oceanos e monitorar os impactos das mudanças climáticas

          Por: Nicole Leslie -

          O clássico veleiro centenário Statsraad Lehmkuhl, de 111 anos, ganhou uma nova missão — e uma nova roupagem. Na última sexta-feira (11), ele zarpou de Bergen, na Noruega, como um verdadeiro laboratório flutuante. A saída marcou o início da expedição One Ocean, que durante 12 meses percorrerá 26 portos em três continentes, unindo tradição e inovação para pesquisar e desvendar os segredos dos mares.

          Com quase 100 metros de comprimento e uma história que atravessa gerações, a embarcação agora navega equipada com tecnologia de ponta da Kongsberg Discovery. O objetivo é medir correntes oceânicas, mapear ecossistemas marinhos e entender, com precisão científica, como as mudanças climáticas estão impactando a vida sob as ondas.

          Expedição One Ocean dura 12 meses e percorrerá 26 portos em três continentes
          Foto: Jeffrey Bary / Flickr / Licença Creative Commons / Reprodução

          A bordo, cientistas e pesquisadores contam com um arsenal tecnológico de respeito: hidrofones de última geração, sistemas meteorológicos, sensores inerciais GNSS, amostradores de água, plataformas digitais como o Blue Insight e até um sistema completo de consciência situacional. Um salto gigantesco para um veleiro centenário que agora escuta os oceanos — literalmente.

           

          Isso porque um dos focos da missão é entender como o movimento das águas influencia a vida marinha. Para isso, serão utilizados hidrofones subaquáticos, capazes de captar os sons dos oceanos, que vão desde o sussurro das baleias até os ruídos gerados pela ação humana.


          Entre as escalas da jornada estão países como Groenlândia, Canadá, México, Colômbia e Irlanda. E em uma das paradas mais esperadas, em Nice, na França, a tripulação irá participar da Conferência dos Oceanos da ONU de 2025, onde poderá compartilhar os dados mais frescos e valiosos colhidos em alto-mar.

           

          Agora reformado e revitalizado, o centenário Statsraad Lehmkuhl navega como símbolo de um futuro onde tradição e ciência velejam lado a lado. Após um ano cruzando os mares, o veleiro retorna ao seu porto de origem, em Bergen, a tempo da One Ocean Week de 2026, agendada para os dias 18 a 24 de abril.

          Expedição do veleiro centenário busca explorar oceanos e monitorar os impactos das mudanças climáticas
          Foto: Marius Vassnes / Reprodução / Licença Creative Commons

          O que é a One Ocean Week?

          A One Ocean Week é um evento que integra a Década dos Oceanos da ONU e teve a primeira edição em 2023. Sediada anualmente em Bergen, a iniciativa reúne cientistas e cidadãos comuns em uma semana de conferências e experiências culturais voltadas para um oceano mais sustentável.

           

          A agenda tem datas marcadas até 2030, todas em abril. O principal objetivo é fomentar debates para inspirar ações concretas que melhorem a qualidade dos oceanos e mares a fim de, em 2030, termos águas mais saudáveis.

           

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            Globe 40: equipe brasileira ganha reforço para volta ao mundo em veleiro

            Velejador paulista Jonas Muro Gomes integrará equipe Barco Brasil como co-skipper

            Em setembro, o veleiro Barco Brasil partirá de Cádiz, na Espanha, para a Globe 40, uma regata de volta ao mundo que deve durar sete meses — não à toa, a disputa é considerada a mais forte em duplas dentro da modalidade. Por isso, um reforço na equipe sempre cai bem e, agora, ele tem nome e sobrenome: Jonas Muro Gomes.

            O velejador paulista é o mais novo co-skipper do Barco Brasil e atuará ao lado de José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, em um esquema de revezamento.

            Foto: Instagram @jonas_tresnomundo / Reprodução

            Natural de São Paulo (SP) e residente em Ilhabela (SP), Jonas traz no currículo grandes travessias desde a infância, incluindo uma volta pelo Atlântico com sua família. Em 2023, ele disputou a Mini Transat, uma regata solo que cruza o Atlântico em barcos de apenas 6,5 metros.

            Estou animadíssimo e muito agradecido ao Zé Guilherme e ao Bolina pela oportunidade de participar desse time – revelou o velejador

            Em breve, o velejador se juntará a José e Luiz para um período de treinos na Europa. A dupla, inclusive, já treina por lá. Recentemente, os dois velejaram cerca de 2.500 milhas náuticas (4.800 km) com o Class40, barco que será utilizado na regata de volta ao mundo, em uma preparação que envolveu ventos fortes, ondas de até seis metros e condições extremas.

            Da esquerda para a direita: José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, já integrantes do Barco Brasil. Foto: On Board Sports/ Divulgação

            Ainda antes da Globe 40, a equipe disputará a tradicional Fastnet Race, em julho, uma das provas offshore mais exigentes do mundo.


            Barco Brasil na Globe 40

            A primeira edição da Globe 40 durou nove meses e percorreu todos os mares do mundo, em um percurso de 54 mil milhas. Os velejadores partiram de Ushuaia, na Argentina, e passaram por oito locais, incluindo Recife.

            Foto: On Board Sports/ Divulgação

            O Barco Brasil, usado pela dupla brasileira, é um Class40 n°15, que atualmente está no estaleiro do experiente velejador espanhol Roberto “Chunny” Bermudez, onde passa por ajustes técnicos.

             

            Esta será a segunda vez em que o Brasil participará de uma campanha oficial de volta ao mundo de veleiro. A primeira aconteceu há 19 anos, quando o campeão olímpico Torben Grael liderou o Barco Brasil 1 na Volvo Ocean Race.

             

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              Gisele, CR7 e mais: barcos de famosos estarão no Rio Boat Show 2025

              Confira quais modelos escolhidos por celebridades atracarão no evento, de 26/04 a 04/05

              Barcos de famosos nacionais e internacionais estarão na 26ª edição do Rio Boat Show. O salão, tido como o mais charmoso do setor na América Latina, reunirá dezenas de embarcações sobre as águas na Marina da Glória, inclusive modelos eleitos por grandes celebridades, como Gisele Bündchen, o craque português Cristiano Ronaldo e a cantora Simone Mendes.

              De 26 de abril a 4 de maio, o visitante que atracar no Rio Boat Show poderá conferir as escolhas dos famosos de pertinho — e, quem sabe, garantir uma igual. O evento ainda reserva ao público uma série de atrações para mergulhar no universo náutico.

              Barcos de famosos no Rio Boat Show 2025

              Gisele Bündchen: Schaefer V44

              No início deste ano, a modelo Gisele Bündchen e o namorado, Joaquim Valente, adquiriram uma Schaefer V44, do estaleiro catarinense Schaefer Yachts — e já foram vistos navegando na lancha nas águas de Miami.

              Foto: Instagram @schaeferyachts.us / @giselebundchenonline / Reprodução

              Projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam barcos de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa, a V44 escolhida pelo casal tem 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca (largura).

               

               

              Essa walk around nasceu com os avanços da indústria náutica de ponta no mundo, começando pela tripla motorização de popa de 400 hp cada — que pode chegar a uma impressionante trinca de 600 hp cada.

              Foto: Ito Cornelsen / Divulgação

              Cristiano Ronaldo: Azimut Grande 27 Metri

              Se Gisele vai de lancha, o craque Cristiano Ronaldo vai de iate. A Azimut Grande 27 Metri, do estaleiro italiano Azimut Yachts, foi comprada pelo jogador ainda em 2020. O barco, produzido no Brasil, tem, como o nome sugere, 27 metros (88 pés).

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Como se espera em um barco desse porte, o iate conta com amplas áreas exteriores, que incluem lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge, além de um beach club e espaço gourmet na popa. Até dez pessoas mais quatro tripulantes conseguem aproveitar todas as mordomias do barco luxuoso em um pernoite.

               

               

              Vale destacar que a Azimut Grande 27 Metri possui superestrutura de fibra de carbono, que contempla todo o casario acima do convés principal. O material nobre resulta em uma série de confortos a bordo, como a instalação de grandes janelas de vidro, que não aumentam o peso e ainda melhoram a estabilidade da embarcação.

              Foto: Reprodução / Instagram @georginagio

              Simone Mendes: Azov Z260 Open

              Comprada por Simone Mendes no final de 2024, a Azov Z260 Open, da Azov Yachts, tem 8,40 metros (26 pés). À época, o estaleiro afirmou que o barco escolhido pela sertaneja é o único da categoria 26 pés com teto em fibra. A lancha acomoda confortavelmente 13 passageiros, mais o piloto, na navegação diurna.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Na praça de popa há um espaço gourmet com churrasqueira e barra para wakeboard — especialmente adicionada a pedido de Simone e Kaká Diniz, marido da cantora, devido à paixão que o filho Henry, de 10 anos, tem pelo esporte.

               

               

              Na proa, um solário personalizado, que pode ser transformado em área com sofás, mesa e até guarda-sol, garante o aproveitamento completo do passeio em dias quentes. O modelo também conta com banheiro, paiol embaixo dos assentos e sistema de som.

              Kaká Diniz, Paulo Rabelo e Simone Mendes. Foto: Divulgação

              Orochi: Solara 410

              Um dos barcos mais vendidos pelo estaleiro, a Solara 410 HT foi a escolha do rapper Orochi. A lancha, de 41 pés, foi adquirida durante o São Paulo Boat Show de 2023.

              Foto: Instagram @solarayachts_shop / Reprodução

              A embarcação traz design sofisticado, com uma plataforma de popa espaçosa e submergível — ideal para aproveitar os passeios a bordo pertinho do mar. Quando a ideia é permanecer dentro do barco, os hóspedes dispõem de área de estar e uma cozinha totalmente equipada, além de cabine espaçosa com cama de casal, banheiro privativo e cama à meia nau.

              Foto: Solara / Divulgação

              A lancha comporta até 14 passageiros de dia — seis no pernoite. A Solara 410 HT ainda chega equipada com teto elétrico.

              Helinho Castro Neves: Mestra 212

              O automobilista Hélio Castro Neves — ou Helinho, como é mais conhecido –, optou, também ao final de 2024, depois do São Paulo Boat Show daquele ano, por uma lancha da Mestra para trocar as pistas pelas águas.

              Foto: Mestra / Divulgação

              O modelo eleito por Helinho, uma Mestra 212, tem 6,17 m (21,45 pés) de comprimento e 2,38 m de boca. O barco pode ser equipado com um motor centro-rabeta de 100 hp a 220 hp, e tem capacidade para até nove pessoas.

               

              De acordo com o estaleiro, a lancha que fecha a lista dos barcos de famosos no Rio Boat Show “atende as necessidades de espaço interno e comodidade para os amantes da náutica, tendo em seu DNA as características Mestra de navegabilidade, estabilidade e conforto”.


              Rio Boat Show 2025

              Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

               

              Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

              Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

               

              Anote aí!
              RIO BOAT SHOW 2025

              Quando: De 26 de abril a 4 de maio
              Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
              Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; 01 e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Não era viking: pesquisa revela barco estilo “caravela” mais antigo da Escandinávia

                Cientistas acreditavam que embarcação pertencia ao tempo dos guerreiros nórdicos, mas se surpreenderam

                13/04/2025

                Por mais que realmente parecesse, um conhecido naufrágio de 500 anos na costa da Suécia não se trata de um navio viking. Estudos recentes realizados na região revelaram que, na verdade, esse é o barco escandinavo mais antigo construído no estilo “caravela”, que permitia carregar canhões e era mais robusto.

                Localizado em Landfjärden, perto de Häringe, ao sul de Estocolmo, o naufrágio faz parte de outros cinco que foram encontrados no local. Entretanto, acredita-se que a  “caravela” (nomeada de Wreck 5 pelos cientistas) é a mais antiga delas, tendo sido construída entre 1460 e 1480.

                Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                Antes da descoberta da idade do barco, pesquisadores acreditavam que o navio pertencia à Era Viking, que durou por volta de 793 a.C. até 1066 a.C. Além disso, quatro dos outros naufrágios estudados datavam do século 16 e 17 — ou seja, nenhum teria vivido no tempo dos guerreiros nórdicos.

                Este navio representa um elo fascinante entre a construção naval medieval e moderna — Håkan Altrock, curador do museu Vrak e gerente do projeto

                Com o recurso da fotogrametria, os cientistas do museu fizeram um modelo digital, para que todos que buscam pela embarcação possam vê-la.

                Nem viking, nem caravela

                Além da sua data, o que torna a descoberta ainda mais particular, é a sua técnica de construção. De acordo com Altrock, diferentemente dos navios da época, predominantemente construídos em clínquer — com uma tábua sobreposta à outra, como uma canoa — , o barco estilo caravela foi feito de maneira diferente.

                Montagem do Wreck 5. Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                Esta embarcação foi construída usando o método carvel, com tábuas colocadas de ponta a ponta em uma estrutura para criar um casco liso — explica Altrock

                Os barcos construídos em clínquer eram mais leves e flexíveis. Por isso, o uso do modelo de caravela — com origem no Mediterrâneo, cujo primeiros exemplares são datados do século 6 a.C. — surpreendeu os pesquisadores.

                Ilustração de como era o Wreck 5. Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                É um navio grande, provavelmente com 35 metros de comprimento e 10 metros de largura — disse o curador do museu Vrak

                Como explica Altrock, o estilo clínquer ficou obsoleto na época por conta da ascensão do novo formato carvel. Logo, esses detalhes tornam o “antigo navio viking” essencial para entender a transição dos modelos de construção, num momento importante da história marítima sueca.

                Ainda segundo o estudo, a madeira utilizada para construir o navio foi derrubada em Möre, na região de Kalmar ou no leste de Blekinge, na Suécia. Altrock complementa que pesquisadores pretendem continuar os estudos e devem solicitar um financiamento externo para uma nova escavação.

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  Instituto tomou decisão depois de parque com lagoa artificial registrar mais de 30 ataques a banhistas em 2025

                  Por: Nicole Leslie -
                  12/04/2025

                  Um complexo de diversão em Bonito, no Mato Grosso do Sul (MS), foi interditado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) nos últimos dias devido a ataques de peixes tambaqui (Colossoma macropomum) a banhistas. Desde o início do ano forram 30 ocorrências, quase metade do número registrado durante todo o ano de 2024.

                  O caso ocorreu no balneário Praia da Figueira, complexo que reúne atrações naturais e artificiais ligadas ao universo aquático. Dentre as atividades do parque estão flutuação, acqua play e um balneário, onde há uma lagoa artificial com peixes para banhistas relaxarem.

                  Foto: Instagram @praiadafigueira / Reprodução

                  No início deste mês, o Imasul interditou o parque e, de acordo com o Diário Oficial Eletrônico do Governo de MS, as atividades na lagoa artificial foram suspensas — as que não envolvem contato com a água permanecem liberadas no local. O documento instituiu, ainda, que o atrativo turístico instalasse barreira física e educativa que impedisse o acesso de banhistas à lagoa.


                  Porque os peixes tambaqui atacam banhistas?

                  O biólogo e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), José Sabino, atua na região de Bonito e revelou ao g1 que a espécie tambaqui, associada a muitos dos ataques a banhistas, não é encontrada naturalmente na bacia do Alto Paraguai, que abrange os rios da região.

                  Peixe tambaqui
                  Foto: diegograndi / Envato / Reprodução

                  O especialista disse que por se alimentarem de frutos, os tambaquis e outros peixes também presentes na lagoa artificial ficam atentos a quaisquer movimentos dentro d’água, o que dá margem para eventuais mordidas em banhistas. Além disso, por consumirem alimentos duros, os tambaquis têm força suficiente para causar ferimentos graves em seres humanos.

                   

                  A Revista Náutica tentou contato com o Imasul e com a Praia da Figueira para posicionamentos sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                   

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                    Titanic: com detalhes inéditos do naufrágio, documentário estreia neste fim de semana

                    Produção chegará ao Disney+ neste domingo (13) no Brasil. Assista ao trailer

                    11/04/2025

                    Desde sua viagem inaugural, há 113 anos, o Titanic é um assunto que parece não ter fim. Já virou filme, alvo de expedições submarinas e causa fascínio em muita gente. E esses fãs já têm programa para este final de semana, quando acontece a estreia de um documentário cheio de detalhes inéditos do naufrágio mais famoso do mundo.

                    Produzido pela National Geographic, “Titanic: A Ressurreição Digital” estreia neste sábado (12), nos Estados Unidos, e chegará ao Brasil no domingo (13), na plataforma de streaming Disney+.

                     

                    Com a estreia, o documentário do Titanic promete novas evidências para os entusiastas de barcos mergulharem como nunca no tema. A produção vai apresentar um modelo 3D em escala real do navio, revelando detalhes inéditos da tragédia que marcou gerações.

                    Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                    O documentário de 90 minutos é fruto da parceria entre a National Geographic e a empresa Magellan, especializada em mapeamento em águas profundas. O navio, que se encontra a 3,8 mil metros de profundidade no oceano Atlântico, foi mapeado com o uso de robôs subaquáticos.

                     

                    Ao todo, mais de 700 mil imagens de diversos ângulos do Titanic foram capturadas através do equipamento.

                    É o modelo mais preciso do Titanic já feito: um gêmeo digital em escala 1:1, preciso até o último rebite– informou a National Geographic, sobre o resultado da iniciativa

                    Confira o trailer do novo documentário sobre o Titanic:

                     

                    https://www.youtube.com/watch?v=OB1niWYTB9A

                     

                    Documentário do Titanic: o que de novo os fãs podem esperar da estreia?

                    O documentário do Titanic chega para contrariar quem pensava que a história do naufrágio não tinha mais para onde se desenvolver. Algumas das novas evidências descobertas a partir da produção, inclusive, já foram reveladas — então, cuidado com os spoilers que vem a seguir.

                    Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                    As imagens feitas pelos robôs submarinos revelaram uma válvula de vapor, que aparece aberta. A peça é parte fundamental de um relato conhecido, sobre os engenheiros da Sala de Caldeiras Dois. Eles teriam permanecido em seus postos por mais de duas horas após a colisão com o iceberg, às 23h40 de 14 de abril de 1912.

                     

                    A atitude teria sido decisiva para manter a energia do navio, permitindo a comunicação via rádio e salvando centenas de vidas. Nenhum dos 35 homens dessa equipe sobreviveu.

                    Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                    O modelo digital do barco em 3D ainda desbanca a ideia de que o Titanic se partiu ao meio. A análise dos destroços leva a crer que, na verdade, o navio foi destruído com força, de modo a se romper diretamente na área das cabines da primeira classe.

                     

                    E para quem acreditava na teoria de que o Primeiro Oficial William Murdoch teria abandonado o navio, aí vem outra nova evidencia: a localização de uma serviola de bote salva-vidas (usada para baixar as embarcações) mostra que ele foi levado pelo mar no momento em que tentava organizar o resgate.


                    O naufrágio do Titanic

                    Considerado o mais moderno e luxuoso navio de sua época, o Titanic foi construído pela companhia White Star Line, e partiu em sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912, saindo de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York (EUA).

                     

                    Na noite de 14 de abril, o navio colidiu com um iceberg no meio do oceano Atlântico. Os danos à embarcação fizeram com que ela começasse a afundar. Estima-se que às 2h20 da madrugada do dia 15 de abril o barco naufragou completamente.

                     

                    Havia cerca de 2,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas morreram, principalmente por hipotermia, nas águas geladas do oceano.

                     

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                      Olhar para a água: o impacto de estruturas náuticas na transformação de uma cidade

                      Especialista no assunto, Bianca Colepicolo analisa como territórios podem, aos poucos, criar uma cultura náutica

                      Instalar uma simples rampa de acesso ou um pequeno píer à beira de um rio, represa ou trecho de mar pode parecer um gesto modesto diante das complexidades urbanas. Mas, na prática, esse movimento em prol da água costuma marcar o início de uma revolução silenciosa, porém profunda, na cultura, na economia e na relação das pessoas com uma cidade ou território.

                      Historicamente, muitas cidades cresceram de costas para seus corpos d’água. O espaço náutico ficou restrito a poucos privilegiados ou foi tratado como zona de descarte, invisível para quem caminhava pelas ruas.

                       

                      Mas basta criar uma estrutura de acesso — mesmo que simples — para que o olhar coletivo mude. A água volta a existir como paisagem, possibilidade e pertença.

                      Foto: akophotography/ Envato

                      Uma rampa para pequenas embarcações ou um píer de madeira bem posicionado faz com que crianças e idosos se aproximem da água, que moradores passem a sonhar com canoas, caiaques ou barquinhos, que turistas tirem fotos e que o comércio local descubra uma nova vocação.

                      O efeito dominó do acesso

                      Com o acesso, vem o uso. Com o uso, surgem as demandas. E é aí que a economia náutica local começa a pulsar.

                      Estruturas flutuantes Metalu no Rio Boat Show 2016. Foto: Arquivo Revista Náutica

                      A presença de embarcações, mesmo as mais simples, traz a necessidade de serviços como manutenção, reparo, pintura, guarda, aluguel e abastecimento. Profissionais que antes atuavam em outras áreas passam a se especializar nesse novo mercado.

                      Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato

                      Além disso, os jovens começam a enxergar oportunidades de formação técnica e geração de renda ligadas ao território. Empresas começam a se interessar por investir. E o mais interessante: tudo isso pode acontecer com um investimento relativamente baixo e alto impacto de retorno.

                      Consciência ambiental: do olhar à ação

                      Ao se aproximar da água, as pessoas inevitavelmente passam a enxergar também os problemas que a afetam: lixo flutuante, esgoto, desmatamento de margens. Assim, estruturas náuticas não apenas impulsionam a economia, mas também despertam uma nova consciência ambiental.

                      Imagem ilustrativa. Foto: emneemsphotos/ Envato

                      Um píer ou uma rampa bem projetados podem incluir painéis educativos, sistemas de coleta seletiva, sinalização ambiental e até tecnologias sustentáveis, como captação de água da chuva ou energia solar. Quando bem integrados ao contexto local, viram espaços de convivência e aprendizado.

                      Cultura viva e pertencimento

                      Por fim, é impossível ignorar o impacto cultural. A água, antes distante, volta a fazer parte do cotidiano simbólico da cidade. Festas náuticas, regatas populares, passeios educativos e até rituais religiosos ganham novos contornos com a presença de um espaço acessível e seguro. A identidade local se fortalece, e com ela, o sentimento de pertencimento.

                      Imagem ilustrativa. Foto: scalatore1959/ Envato

                      Investir em estrutura náutica é mais do que abrir um acesso à água: é abrir caminhos para o desenvolvimento integrado, sustentável e afetuoso das cidades. E tudo pode começar com algo tão simples quanto uma rampa.

                       

                      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                       

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                        Para quem já está acostumado a conhecer grandes destinos turísticos paradisíacos, a prática de reservar uma espreguiçadeira nas praias mais cobiçadas não é novidade. Entretanto, a Itália foi além: em breve, o turista que quiser ir à Praia de Tuerredda, na areia mesmo, precisará agendar sua visita por um aplicativo.

                        Forte destino turístico italiano, a belíssima praia da região de Sardenha busca reduzir o excesso de turistas no local, que chega a superlotar durante o verão. A nova regra vem como parte de um esforço das autoridades para gerenciar as multidões e proteger o ambiente delicado de Tuerredda.

                        Praia de Tuerredda. Foto: SardegnaTurismo/ Divulgação

                        Desde 2020, a praia segue o limite de 1.100 banhistas por dia no verão, mas o conselho local planeja introduzir ainda mais regulamentações. Com essa atualização, os turistas não terão outra escolha a não ser agendar sua visita online pelo novo aplicativo.

                        Esperamos começar com o novo sistema em julho — Angelo Milia, prefeito de Tuelada

                        O aplicativo é uma tentativa de “melhorar a experiência do visitante e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente”. Ele também deve agilizar o processo de agendamento para visitar a praia — além de incentivar o turismo sustentável em Tuerredda.

                        Praia de Tuerredda. Foto: SardegnaTurismo/ Divulgação

                        Os detalhes específicos de como o app irá funcionar ainda não foram divulgados. Contudo, espera-se que o sistema permita agendamentos, pagamentos e forneça informações sobre os regulamentos da praia.

                        Por um turismo mais equilibrado

                        Na Itália, a praia de Tuerredda não está sozinha na “batalha” contra o sobreturismo (congestionamento causado pelo excesso de turista). Numa cúpula sobre o tema, que contou com prefeitos de vários destinos turísticos do país, como Capri e Positano, o app foi uma das ideias discutidas.

                        Ilha de Capri. Foto: edb3_16/ Envato

                        Essas cidades são como ímãs para visitantes internacionais e, em muitos casos, a infraestrutura e os recursos locais ficam sobrecarregados pela multidão. Por isso, há quem defenda mais ações contra o sobreturismo.

                        Paolo Falco, prefeito de Capri — ilha italiana localizada no Golfo de Nápoles e conhecida por suas várias atrações turísticas — disse que gostaria, inclusive, de introduzir um limite de hora em hora no número de balsas. A ação teria efeito, por exemplo, na Marina Grande, principal porto da região.

                        É essencial que nosso município tenha voz ativa no cronograma de conexões marítimas — Paolo Falco

                        Ilha de Capri. Foto: edb3_16/ Envato

                        Em meados de 2024, Capri sofreu com falta de água e chegou a bloquear a entrada de turistas. O local tem dezenas de milhares de moradores, mas ultrapassa a barreira dos 2 milhões de visitantes estrangeiros durante as férias de verão.

                        Em Capri, queremos proteger ao máximo quem vem nos visitar e garantir uma experiência de qualidade para todos — Paolo Falco

                        Para Michele Cereghini, prefeito de Pinzolo, nos Alpes Italianos, o equilíbrio é tudo: “estamos bem cientes do valor e da importância do turismo para o crescimento de nossas áreas, mas estamos igualmente cientes da necessidade de garantir o bem-estar de nossos moradores.”

                         

                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                         

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                          Começa neste sábado (12) a última etapa do Campeonato Paulista da Classe HPE25

                          Regatas nas águas da Guarapiranga acontecem em 12 e 13/4. Eduardo Souza Ramos disputa a liderança aos 81 anos

                          Neste ano, o tradicional Campeonato Paulista da Classe HPE25 chega à sua 22ª edição. A disputa, que começou no último final de semana (4 e 5 de abril), com 11 barcos e 45 velejadores, segue a partir deste sábado (11) e domingo (12), no Yacht Club Santo Amaro, nas águas da Represa de Guarapiranga, em São Paulo.

                          Os dois primeiros dias de regatas registraram ventos de intensidade entre 12 e 16 nós, e foram marcados por um nome bastante conhecido da vela: Eduardo Souza Ramos. O velejador, que idealizou a Classe HPE25 ao lado de Felipe Furquim, deu trabalho aos demais competidores — especialmente no domingo.

                          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                          A bordo do Onda, Ramos cravou duas vitórias entre quatro regatas disputadas nos dois dias. Aos 81 anos, ele vai para o segundo final de semana da competição disputando a liderança do campeonato.

                           

                          Embora seu desempenho tenha impressionado, quem assume a ponta até agora é o Espetáculo, de Luis Fernando Staub. Isso porque o velejador garantiu um 1º lugar no sábado, e apareceu entre as três primeiras colocações mais duas vezes no domingo. Confira o panorama geral até aqui:


                          Campeonato Paulista da Classe HPE25 até aqui

                          Regatas do sábado (5)

                          1ª regata:

                          • 1º Espetáculo (Luis Fernando Staub);
                          • 2º Ginga (Breno Chvaicer);
                          • 3º Ubuntu (Fabio Faccio);

                          2ª regata:

                          • 1º Ciribaí (Mario Lindenhayn) – vitória na estreia;
                          • 2º Revoada (Marcelo Bellotti);
                          • 3º Ginga.

                          Regatas do domingo (6)

                          1ª regata:

                          • 1º Onda;
                          • 2º Ciribaí;
                          • 3º Espetáculo;

                          2ª regata:

                          • 1º Onda;
                          • 2º Espetáculo;
                          • 3º Ubuntu.

                          Classificação geral após quatro regatas:

                          • Espetáculo – 10 pontos;
                          • Onda – 12 pontos;
                          • Ginga – 14 pontos;
                          • Ciribaí – 17 pontos;
                          • Ubuntu – 21 pontos;
                          • Revoada (Marcelo Belotti) – 22 pontos;
                          • Saci (Fabio Cotrim) – 28 pontos;
                          • Zoom (Juan de La Fuente) – 30 pontos;
                          • Cabalinho (Mauro Dottori) – 30 pontos;
                          • Rex (Arthur Vasconcellos) – 38 pontos;
                          • Jolly Roger (Fabio Bodra) – 41 pontos.

                          No próximo final de semana, dias 12 e 13, o campeonato prossegue com a previsão de mais quatro regatas. A partir da quinta, as equipes podem descartar o seu pior resultado. Ou seja, considerando ao menos mais duas regatas e um descarte, nada está decidido ainda.

                           

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                            Projeto JAQ discutirá mobilidade náutica sustentável no Rio Boat Show

                            Visitantes terão acesso a painéis de debate e a ação em estande flutuante de 60 m². Marina da Glória recebe o evento de 26/04 a 04/05

                            Desenvolver barcos movidos a hidrogênio verde, revolucionar o transporte marítimo no mundo e reduzir significativamente as emissões de gases poluentes. Essas são as premissas do Projeto JAQ, que serão estendidas em dois seminários sobre uma mobilidade náutica mais sustentável durante o Rio Boat Show 2025.

                            O salão náutico acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Por lá, visitantes poderão conhecer mais do Projeto JAQ, detentor das duas primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio produzido a bordo. No dia 29, a iniciativa levará ao evento dois seminários, às 16h e às 17h, no espaço do ciclo de palestras NÁUTICA Talks.

                             

                            O primeiro painel terá como tema “Mobilidade náutica sustentável: hidrogênio e o caminho para a descarbonização”, enquanto o segundo falará sobre “Transição energética e COP30: desafios e caminhos para um futuro sustentável”. Além dos seminários, um estande flutuante de 60 m² estará nas águas da Baía de Guanabara com uma maquete da embarcação H1 Explorer, além de filmes e ações voltadas aos visitantes.

                            O Projeto JAQ

                            Liderado pela Itaipu Parquetec, referência na produção de combustível sustentável no Brasil, e coordenado por Irineu Mário Colombo, diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, o projeto conta com a parceria da JAQ Apoio Marítimo, divisão do Grupo Náutica, e envolve duas embarcações: Explorer H1 e Explorer H2. Há ainda o apoio da GWM, que está fornecendo toda a sua tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

                            Documento que firmou a parceria entre o JAQ e o Itaipu Parquetec foi assinado na abertura do Boat Show de Foz, em novembro de 2024. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

                            Com 36 metros de comprimento, a Explorer H1 é equipada com sistema de hidrojatos (adequado também para navegação em águas rasas) e será apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em novembro, em Belém (PA). Atualmente, encontra-se no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE).

                             

                            Já a Explorer H2, com 50 metros de comprimento, está em desenvolvimento no Estaleiro Arpoador, no Guarujá (SP), e será destinada ao apoio de operações de mergulho e coleta de dados hidrográficos e oceanográficos.


                            Esta embarcação vai usar um motor fabricado pela marca MAN, importado da Alemanha, que funciona tanto com diesel quanto hidrogênio. Ao usar apenas 20% de hidrogênio, essa embarcação já vai conseguir reduzir suas emissões em 80%. Após a apresentação da Explorer H1, a segunda fase do projeto focará na finalização e entrega da Explorer H2.

                            Foto: Capa do jornal Valor Econômico do dia 3 de fevereiro de 2025/ Reprodução

                            Em entrevista ao Valor Econômico, em fevereiro deste ano, Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, destacou que “essa vai ser uma solução para o nosso país, que já fez os carros movidos a álcool há 30 anos”.

                            O etanol é mais limpo que a própria bateria e é coisa do Brasil– afirmou Paciornik ao Valor Econômico

                            Ele enfatizou também a importância de iniciativas como essa para a educação, já que, após o desenvolvimento, ambas as embarcações serão transformadas em laboratórios flutuantes, salas de aula e plataformas tecnológicas para fomentar a pesquisa, a educação ambiental e a preservação dos biomas brasileiros. Os recursos do Explorer H2, inclusive, também serão utilizados pelo Grupo NÁUTICA.

                            Rio Boat Show 2025

                            Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                            Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                             

                            Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                            Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                             

                            Anote aí!
                            RIO BOAT SHOW 2025

                            Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                            Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; 01 e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                            Ingressos: site oficial de vendas

                             

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                              Rede Intermares no Rio Boat Show: resort, marina e lancha em um só investimento

                              Experiência tem sistema de uso compartilhado com direito a hospedagem em clube na Bahia. Salão acontece de 26/04 a 04/05

                              Por: Redação -
                              10/04/2025

                              A Rede Intermares oferece uma cota de investimento aos amantes do mundo náutico que também gostam de lazer em terra firme. E o melhor: no Rio Boat Show 2025, a cota será oferecida por 85% do valor original. No pacote, que aceita até quatro pessoas, os membros têm acesso a sete dias num resort e à navegação privada com marinheiro particular em dois deles.

                              A empresa se autodefine como um “projeto audacioso“, mas garante que o investimento vale a pena. Nela, durante o período de um ano, o cotista tem direito a sete dias no Beach Club & Marina Paradiso, em Porto Seguro, na Bahia (BA), com até três acompanhantes.

                              Rede Intermares oferece solução aos amantes do mundo náutico que também gostam de lazer em terra firme
                              Foto: Divulgação / Rede Intermares

                              Além disso, em dois dos dias no resort, o grupo pode navegar em uma lancha Ventura de 25 pés com marinheiro e seguro inclusos. Tudo isso sem os custos que envolvem ter uma embarcação própria.

                               

                              O valor do investimento fora do evento é de R$ 70 mil. Durante o Rio Boat Show 2025, os participantes terão acesso à cota da Intermares por R$ 59.980,00 — mantendo a duração e quantidade de membros.

                              Cotistas têm acesso ao Beach Club & Marina Paradiso, em Porto Seguro, na Bahia (BA), com até três acompanhantes, por 7 dias no período de um ano
                              Foto: Divulgação / Rede Intermares

                              Na prática, a Rede explica que a cota pode ser traduzida em uma experiência única, onde o membro se torna coproprietário de uma fração da embarcação e também sócio cotista do clube de praia, com parque náutico e marina integrada, em uma das regiões mais cobiçadas do Brasil.


                              O direito à hospedagem anual de sete dias no resort e o uso da lancha por dois dias estão garantidos por 100 anos, como parte da cota adquirida, segundo a marca. A cota Intermares aceita até quatro pessoas, sendo que caso o grupo seja de cinco pessoas, um valor proporcional para incluir o 5° membro no pacote é negociável. Os membros do grupo não precisam ter grau de parentesco.

                              Rio Boat Show 2025

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                              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

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                              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
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                                Disputa no Rio de Janeiro foi cancelada a menos de um mês da data marcada após acidente

                                Por: Nicole Leslie -

                                Martine Grael, capitã do veleiro Mubadala Brazil SailGP Team, que compete no SailGP, lamentou o cancelamento do Rio SailGP, que aconteceria nos próximos dias 3 e 4 de maio. A decisão foi tomada pela organização do evento após identificarem um defeito nas Velas Asas (wingsails) dos catamarãs F50 que sofreram um acidente recentemente.

                                Fica um sentimento de frustração, principalmente porque estávamos muito empolgados para correr em casa e dar continuidade à evolução que vínhamos construindo como equipe — Martine Grael, capitã do time brasileiro no SailGP

                                Apesar da frustração, Grael reconhece a importância da decisão, que busca conseguir tempo para revisar e adequar os veleiros do campeonato antes da próxima etapa, em Nova York, marcada para o mês de junho.

                                Martine Grael comanda o veleiro Mudabala Brazil no SailGP
                                Foto: AT Films / Divulgação

                                Nesse momento, a prioridade precisa ser a segurança– destacou Martine

                                “Sabemos que ainda temos outras etapas importantes pela frente e o foco agora é seguir trabalhando duro para manter o ritmo de crescimento”, completou a atleta que, na estreia do Brasil na competição, sagrou-se como a primeira mulher a assumir o posto de capitã na história da disputa.

                                "Agora, quero transformar essa energia em motivação para as próximas disputas", revela Grael
                                Foto: SailGP / Divulgação

                                Esperançosa, Martine relembra que ela e outros colegas de competição estavam animados com a etapa do campeonato na “Cidade Maravilhosa”. Agora, ela busca “transformar essa energia em motivação” para as próximas etapas.


                                O cancelamento do Rio SailGP foi oficializado nesta quarta-feira (9), menos de um mês antes da data prevista. O acidente que motivou a pesquisa na estrutura dos veleiros aconteceu na etapa de San Francisco, nos Estados Unidos, no último dia 23.

                                 

                                Na ocasião, a vela da equipe australiana se rompeu logo após a largada e quase atingiu outras tripulações. No momento do acidente, a Baía de San Francisco registrava ventos de 10 a 15 nós e a causa do impasse envolvendo a estrutura do veleiro ainda é desconhecida.

                                Vela de barco australiano quebrou na etapa de San Francisco do SailGP, em 23 de março. Foto: Simon Bruty / SailGP / Divulgação

                                No entanto, foi constatado que o colapso aconteceu logo após uma manobra abrupta feita pela equipe australiana, que tentou evitar uma colisão com e equipe italiana. Por acontecer em alto-mar e em alta velocidade, o susto foi grande — apesar de ninguém ter sido ferido.

                                 

                                De acordo com a política do SailGP, todos os portadores de ingressos serão reembolsados integralmente nos próximos dias, enquanto o campeonato avalia possíveis opções para remarcar o evento de 2025 do Rio de Janeiro.

                                 

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                                  Descobertas pelo arqueólogo Kamal el-Mallakh, em 1954, embarcações tiveram detalhes revelados

                                  Quantos segredos escondem os barcos solares que foram escondidos sob a icônica Grande Pirâmide de Gizé, no Egito? Mais de um século após a descoberta, feita em 1954 pelo arqueólogo Kamal el-Mallakh, alguns deles foram revelados — e mostram a engenhosidade da época.

                                  Conhecidos como “Barcos de Quéops”, essas embarcações de 43 metros de comprimento foram escondidas em poços selados com blocos de calcário logo abaixo da imponente construção.

                                   

                                  Acredita-se que elas faziam parte do ritual funerário do faraó Quéops, enterrado sob Gizé, e estavam lá para que, quando o governante renascesse, pudesse passar pelo processo de pesagem do seu coração e transformação no Deus do Sol Rá.

                                  Foto: Jon Bodsworth / Wikimedia Commons / Reprodução

                                  Essas estruturas foram alvo de um estudo, publicado na revista Applied Sciences. De acordo com a análise, os barcos foram construídos a partir de madeira de cedro libanês importada, material que pode ter sido escolhido pelas “boas propriedades mecânicas, durabilidade aprimorada e características hidrofóbicas”, como aponta a análise. Mas não para por aí.

                                  A engenhosidade por trás dos barcos solares

                                  Os barcos solares foram desmontados na época da descoberta de el-Mallakh. Para se ter uma ideia, levou mais de um ano e meio para remover todas as 1.224 peças do primeiro deles — o segundo foi mais difícil de recuperar, por isso permaneceu selado em seu poço original até 2009.

                                  Foto: Patrick Di Maio / Wikimedia Commons / Reprodução

                                  A estrutura do primeiro barco foi reconstruída e colocada em exposição no Museu do Barco Solar em Gizé, antes de ser realocado para o Grande Museu Egípcio, em 2021. Atualmente, ambas as embarcações já foram remontadas, o que conferiu aos estudiosos novas descobertas, principalmente, sobre a engenhosidade da época.


                                  A mais impressionante delas é que os barcos não levavam pregos em sua estrutura. Os pesquisadores notaram que as enormes tábuas de madeira foram meticulosamente trabalhadas para se encaixarem umas às outras, como peças de um quebra-cabeças. Uma extensa rede de amarrações é a responsável por ajudar a unir os componentes — além de manter a vedação.

                                  Foto: Ovedc / Wikimedia Commons / Reprodução

                                  Apesar de terem sido construídas há cerca de 4.500 anos, durante o reinado de Quéops, os barcos solares egípcios impressionam pela sofisticação. Feitos com ferramentas simples de cobre e sílex, essas embarcações são as mais antigas do mundo e, segundo os especialistas, poderiam navegar mesmo nos dias atuais — embora não se saiba se foram realmente usadas em rios ou apenas para fins simbólicos.

                                   

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                                    Elacca: superiate de 164 pés prova que menos é mais

                                    Refinada, embarcação foge do excesso e busca conectar os hóspedes com o ambiente externo

                                    Esqueça os barcos luxuosos que esbanjam inúmeros detalhes minuciosos para serem apreciados tim-tim por tim-tim. Projetado pelo talentoso designer naval Jay Aberdoni, o superiate Elacca chega para romper esse paradigma e apresentar um barco extravagante, porém, minimalista.

                                    Jay Aberdoni gosta do simples, mas muito bem feito. Dentro da filosofia do “minimalismo dominante”, o Elacca cria um ambiente calmo para seus passageiros por meio de sua decoração simplificada — que não é sinônimo de pouca ambição. Para o designer, o luxo do superiate não está apenas no físico, mas também na experiência.

                                     

                                    A embarcação de 164 pés (50 metros) foi inspirada nos cruzeiros do Mediterrâneo, priorizando a conexão com a natureza por meio de amplos espaços abertos, baluartes baixos e muito vidro. Com três deques e visual moderno, o barco se destaca pela proa vertical e a silhueta aerodinâmica — uma estética rara e atemporal.

                                    Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução

                                    [Elacca] se afasta de visuais excessivamente projetados para revelar um mundo de espaço, luz e uma conexão perfeita com o mar– destacaAberdoni

                                    Na parte externa, são vastos 470 metros quadrados de lazer, com terraços ao ar livre, piscina de proa cercada por espreguiçadeiras e assentos casuais. Para quem não abre mão dos momentos de leitura e relaxamento, a embarcação tem um espaço só para isso, que conta com vistas deslumbrantes.

                                    Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução

                                    No convés superior há uma grande área ao ar livre com um lounge parcialmente sombreado pelo hard-top, um bar e outra piscina. Além disso, mais uma área aberta de relaxamento está no deque principal, equipada com várias opções de assentos — inclusive, todos os móveis ficam soltos em cada convés, o que permite maior personalização.

                                    Com cinco cabines, o Elacca é capaz de acomodar até dez hóspedes, e o proprietário pode ostentar uma suíte suntuosa no convés principal. Claro, não podia faltar uma sacada privativa para o dono.

                                    Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução

                                    Do casco ao design de interiores, o barco mantém a pegada minimalista em cada palmo da embarcação. Na parte interna, o superiate dispõe de espaços de estar claros e arejados com peças de mobiliário de baixo perfil — ou seja, mais próximos do chão — , cortinas de musselina e tons quentes de madeira.

                                    O Elacca não busca impressionar à primeira vista, mas sim mergulhar no conforto, na liberdade e no luxo sem esforço do próprio espaço– Jay Aberdoni

                                    O Elacca, como todo superiate de luxo, tem consigo uma garagem de tender, que fica na proa e abriga um barco de apoio. Porém, com o tender acionado, essa área se transforma em mais um terraço, dedicado à cabine do proprietário.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Passar tanto tempo no mar não é para qualquer um. O mergulhador Bruno Viana dos Santos comemorou 3 mil dias no mar em Breves, no Pará (PA), e o marco foi celebrado pelo Suboficial da Marinha do Brasil a bordo, onde recebeu cumprimentos oficiais.

                                      Segundo a Diretoria geral do pessoal da Marinha, é considerado “dia de mar” todos os períodos que durarem entre 12 e 24 horas a bordo de embarcações . O marco alcançado pelo mergulhador foi resultado de seus 27 anos de carreira.

                                      Bruno afirma que seu sentimento com o marco é de missão cumprida
                                      Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha

                                      Natural do Rio de Janeiro, o Suboficial ingressou na Força Naval em 1997, no Espírito Santo, e desde então sua rotina tem passado por diferentes marés.

                                       

                                      Bruno revelou à Agência Marinha de Notícias que sua memória guarda em um lugar especial duas passagens: as experiências nos Navios de Assistência Hospitalar da Marinha e as atividades no continente gelado, Antártica — que inclusive foi bastante desafiadora.

                                      Conquista de Bruno foi comemorada a bordo, onde profissional recebeu cumprimentos oficiais
                                      Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha

                                      Cercado por gelo e água gelada, os mergulhos antárticos foram mais complexos devido às baixíssimas temperaturas, conta o mergulhador. Na ocasião, ele coletou materiais para pesquisa e guardou embarcações, enquanto outros colegas mergulhavam.


                                      Se fosse sem pausas, o tempo de mar de Bruno corresponderia a mais de 8 anos. Para ele, o sentimento é de missão cumprida, apesar de toda dificuldade. Além dos desafios a bordo, ele pontua que a família também precisa se adequar à rotina incerta e que a compreensão dos parentes é um pilar muito importante.

                                       

                                      A marca de 3 mil dias no mar representa uma jornada repleta de aprendizados, obstáculos superados e laços de amizade construídos ao longo do caminho. Mesmo diante das adversidades da rotina a bordo, o mergulhador é categórico ao afirmar que viveria tudo novamente.

                                      Suboficial ingressou na Força Naval em 1997, no Espírito Santo
                                      Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha

                                       

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                                        Por: Redação -
                                        09/04/2025

                                        A etapa Rio do SailGP 2025 foi cancelada. A competição estava marcada para os próximos dias 3 e 4 de maio, quando faria sua estreia não apenas no Brasil, mas na América do Sul. A organização do evento tomou a decisão depois de identificar um defeito nas Velas Asas (wingsails) de catamarãs F50, que sofreram acidente recentemente.

                                        Na última competição, realizada no último dia 23, em San Francisco, nos Estados Unidos, a vela da equipe australiana se rompeu logo após a largada e quase atingiu outras tripulações. Por acontecer em alto-mar e em alta velocidade, o susto foi grande — apesar de ninguém ter sido ferido. Na ocasião, a Austrália não competiu a regata final daquela etapa.

                                         

                                        Segundo a SailGP informou nesta quinta-feira (10), o acidente motivou uma análise mais detalhada sobre as wingsails. O estudo identificou um defeito com a adesão do material no núcleo do painel da alma de cisalhamento de algumas das asas rígidas — o que pode comprometer a integridade estrutural dessas peças.

                                        Vela de barco australiano quebrou na etapa de São Francisco do SailGP, no último dia 23
                                        Foto: Simon Bruty / SailGP

                                        Sabemos que essa notícia será extremamente decepcionante, mas a segurança de nossos atletas é nossa prioridade máxima– Russell Coutts, CEO do SailGP

                                        O CEO do SailGP, Russell Coutts, disse que cancelar a etapa Rio do campeonato, neste momento, foi uma ação necessária. O evento foi suspenso, segundo o comunicado, para garantir tempo suficiente para a conclusão de estudos e reparos dos veleiros antes da próxima etapa do campeonato, em Nova York, marcada para junho.

                                        Agradecemos aos fãs apaixonados do Brasil pelo apoio contínuo ao SailGP e à equipe brasileira, assim como aos nossos parceiros no país e ao redor do mundo– Russell Coutts, CEO do SailGP

                                        Em nota, a organização do evento informou que avalia opções para remarcar a etapa do Rio de Janeiro. Além disso, afirma que as primeiras informações sobre a temporada 2026 serão divulgadas nos próximos dias — incluindo o retorno ao Rio.

                                        Reembolso e nova estreia no Brasil

                                        A organização do SailGP informou que todos que compraram ingressos para esta etapa serão reembolsados integralmente nos próximos dias. O site pontua que apenas os compradores originais dos ingressos têm direito a receber o valor, não se responsabilizando por revendas.

                                         

                                        Criada em 2018, a liga SailGP faria sua estreia na América do Sul durante a competição no Rio de Janeiro. Os ingressos eram ofertados em diferentes categorias, com preços de ingressos individuais entre R$ 313 e R$ 937.


                                        Acidente no SailGP em San Francisco

                                        O susto em San Francisco aconteceu logo após a largada da competição no último dia 23. Em poucos segundos, a vela de 24 metros da embarcação australiana colapsou e caiu, quase atingindo tripulações próximas. O barco era comandado por Tom Slingsby.

                                        Susto envolveu o catamarã F50, considerado o mais rápido do mundo
                                        Foto: Felix Diemer / SailGP

                                        No momento do acidente, a Baía de San Francisco registrava ventos de 10 a 15 nós e a causa do acidente envolvendo a estrutura do veleiro ainda é desconhecida. No entanto, foi constatado que o colapso aconteceu logo após uma manobra abrupta feita pela equipe australiana, que tentou evitar uma colisão com e equipe italiana.

                                         

                                        O SailGP é conhecido como a Fórmula 1 do mar, onde catamarãs de alto desempenho competem em alta velocidade, podendo ultrapassar 100 km/h. O campeonato reúne representantes de diversos países e intercala etapas em diferentes mares.

                                         

                                        Náutica Responde

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                                          Por: Nicole Leslie -

                                          O Governo do Estado de São Paulo (SP) anunciou, na última segunda-feira (7), a construção de uma barreira física para conter o avanço do mar na Barra do Una, em Peruíbe. A proteção terá 200 metros de extensão e será construída com blocos de pedra de até 3 metros de altura.

                                          Segundo a pasta, a iniciativa busca proteger moradores e a estrada, já que o avanço do mar provoca impactos na cidade e sociedade, apesar de ser um fenômeno natural. Entre as mudanças estão a perda de áreas praianas, o impacto na vegetação de restinga e a ameaça a moradias próximas.

                                          Muralha será erguida para conter o avanço do mar em Barra do Una (SP)
                                          Foto: Governo do Estado de SP / Divulgação

                                          A construção da muralha será feita pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio da SP Águas. Não foram divulgados prazos para a conclusão da obra.


                                          O Governo de SP também informou que são estudadas medidas para restaurar o escoamento natural do Rio Una, que foi alterado por mudanças climáticas, também responsáveis pelo avanço do mar. A busca tem recebido apoio da Fundação Florestal, que será responsável por replantar a vegetação de restinga ao longo do rio assim que o fluxo natural for retomado.

                                           

                                          A administração pública informou que a obra integra o Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Semil, que prevê ações voltadas à proteção de zonas costeiras. Divulgou também que a Defesa Civil vai monitorar o caso, inclusive ouvindo queixas da população.

                                           

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                                            Se você não tem um superiate particular para assistir ao Grande Prêmio de Mônaco a bordo de uma embarcação luxuosa, não fique triste: um dos maiores barcos a vela do mundo oferece um cruzeiro dos sonhos aos amantes de Fórmula 1, com direito a ingressos para as corridas.

                                            Por trás desse passeio extravagante está a WindStar Cruises, empresa especializada em viagens de cruzeiro. Para essa missão em Mônaco, a companhia mandou o que há de melhor no seu arsenal: o badalado Wind Surf, veleiro que levará seus passageiros de Roma, na Itália, até Barcelona, na Espanha.

                                            Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            Durante o itinerário, o cruzeiro terá uma parada especial em Monte Carlo, para acesso exclusivo ao final de semana do GP de Mônaco, nos dias 24 e 25 de maio.

                                             

                                            Para completar, um especialista da competição apresentará o evento como um palestrante. Os convidados, por sua vez, participarão de um coquetel e jantar especial temático da corrida — tudo a bordo do Wind Surf.

                                            Porto de Monte Carlo durante os dias de Fórmula 1. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                            Durante os dois dias do GP, os passageiros poderão aproveitar os assentos da Seção K — que são mais altos –, tanto para os testes, no sábado, quanto para a final, no domingo.

                                             

                                            Para completar, cada hóspede receberá um pacote de presente temático, que inclui binóculos de alta definição, protetores de ouvido, bonés e almofada.

                                            Itinerário do Wind Surf. Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            Ao todo, além do pernoite em Monte Carlo, em Mônaco, o itinerário do cruzeiro — que começa em 20 de maio e dura oito dias — passará por Barcelona e Palamos (Espanha), Sanary-Sur-Mer e Cannes (França), Portoferraio e, por fim, Roma (Itália).

                                             

                                            Segundo a WindCruises, os preços para aproveitar esse sonho automobilístico saem a partir de US$ 10,2 mil, quase R$ 58 mil (conversão realizada em abril de 2025).

                                            A bordo do paraíso

                                            Como se não bastasse a comodidade de acompanhar a Fórmula 1 direto de Mônaco, o cruzeiro Wind Surf, carro-chefe da WindStar, proporciona tudo do bom e do melhor para os passageiros a bordo.

                                            Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            O barco a vela pode acomodar até 342 hóspedes em 150 suítes de luxo, com direito a vista para o mar. De acordo com a empresa, todas as cabines possuem camas queen size e TV de tela plana — a suíte do proprietário inclui uma área de estar.

                                            Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            Com toda a pompa dos cruzeiros luxuosos, o Wind Surf oferece dois restaurantes: um com culinária gourmet, prato por prato, à noite; e outro de buffet casual e serviço completo para café da manhã e almoço. O barco ainda conta com spa, plataforma de esportes aquáticos, lounge, piscina e banheira de hidromassagem.

                                            Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            Esse gigante tem nada menos do que 162 metros de comprimento (535 pés), e está entre os maiores barcos a vela do mundo. Além disso, a embarcação ostenta cinco enormes mastros de 67,5 metros de altura, com sete velas modernas — auto-enroláveis e operadas por computador.

                                            Segundo a WindCruises, o enorme barco a vela é equipado com quatro grupos geradores de diesel-elétricos, além de dois motores também elétricos. Logo, o cruzeiro pode atingir até 12 nós (22 km/h), ou 15 nós (27 km/h) quando combina energia eólica com assistência de motor.

                                            Foto: WindStar Cruises/ Divulgação

                                            Vale ressaltar que o Wind Surf foi atualizado recentemente sob a iniciativa Setting Sails. Por conta disso, a embarcação apresenta áreas comuns redesenhadas, como no restaurante principal e no deque da piscina/bar, além de ter ganhado uma nova sala de vinhos. O redesenho completo será concluído em 2026.

                                             

                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                             

                                            Náutica Responde

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                                              SS United States iniciou sua última viagem com destino ao Golfo da Flórida, onde será submerso

                                              Por: Nicole Leslie -

                                              O navio SS United States, inaugurado em 1952, será aposentado no Golfo da Flórida, nos Estados Unidos da América (EUA). O transatlântico será afundado para virar um enorme recife de corais — com potencial para ser um dos maiores do mundo. A viagem de despedida foi iniciada em fevereiro e o processo de limpeza, transporte e afundamento é estimado entre um e dois anos.

                                              Com 302 metros de comprimento, a embarcação esteve atracada no rio Delaware, a sul da Filadélfia (EUA), por quase 30 anos, tempo em que foi consideravelmente deteriorada pelo clima. Depois de perder condições para navegar, a associação que tutela o navio e o proprietário dele resolveram que o melhor fim seria a submersão.

                                              Transatlântico que será afundado foi corroída pelo tempo, apresentando ferrugens e falhas na estrutura
                                              Foto: Nick Herber / @nickherber / Flickr

                                              No último mês de fevereiro, a carcaça do SS United States iniciou o trajeto de despedida sendo rebocada para a cidade de Mobile, no estado de Alabama (EUA), onde será limpa e preparada para a submersão. Depois, será levada ao ponto final, no Golfo da Flórida, e finalmente afundada.

                                               

                                              A expectativa das autoridades do condado de Okaloosa, região onde será criado o recife, é que a atração gere milhões de dólares anuais. Além de mergulhos turísticos para visitar o transatlântico afundado, as receitas também englobam custos de barcos e hotéis utilizados para a atividade.

                                              Conheça mais sobre o transatlântico SS United States

                                              Terminada sua construção em meados do século 20, a primeira viagem desse então gigante dos mares foi em 1952. Apesar das proporções grandes já para a época — sendo maior que o Titanic, que tinha 269 metros de comprimento — o navio conseguiu atingir a velocidade média de 36 nós, o equivalente a mais de 66 km/h, e conquistou o recorde de velocidade transatlântica.

                                              Imagem mostra transatlântico que será afundado em operação
                                              Foto: biblioteca estadual de queensland

                                              A embarcação levou três dias, 10 horas e 40 minutos para atravessar o Oceano Atlântico, superando o então recordista RMS Queen Mary com uma diferença de 10 horas.

                                               

                                              Em 1969, o navio passou a ser de reserva (quando está equipado, mas não é necessariamente utilizado) e então passou por vários proprietários, que apesar do intuito comum de repaginá-lo, acabaram não o fazendo. Por isso, ele ficou décadas no rio Delaware até perder a capacidade de navegar em segurança.


                                              Ressignificados: de carcaça de navio a ecossistema

                                              A ação de afundar navios, lanchas, iates e demais embarcações é mais comum do que pode parecer. Ao perderem estrutura suficiente para não poderem mais navegar com segurança, esses objetos muitas vezes são naufragados propositalmente.

                                               

                                              Além de recifes de corais, as estruturas submersas viram parte do ecossistema marinho e contribuem para diferentes formações naturais, além de atrair vida marinha.

                                               

                                              Em alguns meses, o SS United States será mais um transatlântico afundado que contribuirá para a diversificação dos ecossistemas no mar do Golfo da Flórida (EUA).

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Cachorros latem, gatos miam e galinhas cacarejam. Mas qual som um tubarão faz? Um estudo conseguiu responder essa questão, e revelou uma espécie do predador que é capaz de produzir ruídos semelhantes ao clique de um mouse.

                                                A pesquisa foi publicada na revista Royal Society Open Science, por uma equipe de estudiosos da Nova Zelândia. Os cientistas registraram evidências do cação-pintado-de-estuário (Mustelus lenticulatus) “clicando” seus dentes. Ouça o som produzido pelo animal:

                                                 

                                                 

                                                O estudo revela uma nova forma de comunicação entre os tubarões, que carregam a fama de “assassinos silenciosos”. Isso porque esses predadores carecem de órgãos produtores de som, facilmente encontrados em outros peixes, que grunhem, gemem e até latem.

                                                 

                                                Ao contrário da maioria dos peixes, que dependem de uma bexiga natatória (órgão cheio de gás que os ajuda a manter a flutuabilidade, além de produzir e detectar sons), os tubarões não possuem essa característica. Assim, a produção de barulho se torna improvável.

                                                Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato

                                                Segundo o portal Science, o primeiro registro de ruído detectado em peixes cartilaginosos (que inclui tubarões, raias e quimeras) aconteceu em 1970, quando pesquisadores relataram estalos enquanto cutucavam uma arraia-focinho de-vaca (Rhinoptera bonasus) em cativeiro.

                                                 

                                                Desde então, os estudos que “caçam” sons em tubarões tiveram poucos avanços. Por muito tempo, acreditava-se que o silêncio poderia ser uma adaptação evolutiva que tornava o predador ainda mais habilidoso, sem chamar a atenção das presas.

                                                Rhinoptera bonasus. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                De acordo com Neil Hammerschlag, presidente da Atlantic Shark Expeditions e diretor-executivo da Shark Research Foundation — que não participou da pesquisa — , até este estudo, a comunicação dos tubarões se dava principalmente através da linguagem corporal e possíveis sinais químicos.

                                                 

                                                O tubarão cação-pintado-de-estuário, em específico, mede de 0,7 a 1,5 metro, e costuma habitar a costa da Nova Zelândia, onde se alimenta, principalmente, de caranguejos e outros crustáceos.

                                                Eles sabem “falar”

                                                O estudo foi liderado por Carolin Nieder, investigadora pós-doutoral no Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Massachussetts, e envolveu 10 cações-pintados-de-estuário juvenis — cinco machos e cinco fêmeas — capturados na costa da Nova Zelândia.

                                                Tubarão-cação-pintado-de-estuário. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                Durante a pesquisa, quando os tubarões eram movidos de um tanque de laboratório marinho para outro, ou quando os cientistas os seguravam, os animais começaram a emitir o som de clique, que teve uma duração extremamente curta, de 48 milissegundos — mais rápido que um piscar de olhos humano.

                                                 

                                                Inclusive, os cientistas não têm certeza se os tubarões conseguem ouvir o seu próprio som, já que a frequência principal está na faixa de 2.400 a 18.500 hertz — bem acima da média de audição deste animal, de 150 a 800 hertz. Porém, o pulso inicial baixo permite que a espécie consiga detectar o barulho.

                                                Segundo Nieder, conforme os animais se habituavam ao protocolo experimental diário, eles paravam de fazer os estalos, “como se tivessem se acostumado ao cativeiro e à rotina experimental”. Foi nesse momento que ela percebeu que estava observando, de fato, um novo som.

                                                 

                                                De acordo com a pesquisa, cerca de 70% dos cliques ocorriam quando o tubarão balançava lentamente de lado a lado. Outros 25% aconteciam em movimentos explosivos, enquanto 5% vinham quando o animal não estava movendo seu corpo — pelo menos, não de maneira óbvia.

                                                Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato

                                                Os ruídos foram gravados em ambiente laboratorial controlado, e agora os pesquisadores querem descobrir se os cações-pintados-de-estuário produzem esses barulhos na natureza — e em quais condições. Também ainda não está claro se outros tubarões emitem som, embora Nieder acredite que sim.

                                                Embora não saibamos realmente se o som produzido pelos cações-pintados-de-estuário foi simplesmente um subproduto do manuseio, isso abre algumas novas questões, possibilidades e caminhos para pesquisas futuras– Carolin Nieder

                                                Tubarão, que som é esse?

                                                Já que não há órgãos especializados em produzir som nesses animais, os cientistas confiam que os cliques, na verdade, vêm de seus dentes fortes e interligados, batendo um nos outros. Logo, o caso foi documentado como o primeiro de um tubarão fazendo sons deliberadamente debaixo d’água.

                                                Detalhes da dentição de um tubarão-cação-pintado-de-estuário masculino juvenil, em fotografias tiradas da mandíbula superior. Foto: Nieder et al./ Divulgação

                                                O padrão consistente e a frequência dos cliques sugerem que os sons são intencionais, em vez de acidentais, segundo Carolin. Porém, ainda não se sabe o motivo exato para que os tubarões dessa espécie emitam esses cliques.

                                                 

                                                Há a possibilidade de que esse barulho sirva como um sinal de angústia, em reação ao manuseio do experimento. Se eles não estão usando suas capacidades vocais para se comunicar entre si, os estalos podem ser um sinal de alerta ou forma de agressão em torno de presas perigosas, segundo os pesquisadores.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Estrutura de 1893, em Londres, foi convertida em condomínio que mantém características vitorianas até em academia

                                                  Fazer uma aula de natação contemplando a estrutura e os vitrais de uma igreja datada de 1893 é possível no Repton Park, no bairro de Redbridge, em Londres. O local, que foi o hospital psiquiátrico Claybury Hospital até 1997, se transformou em um conjunto de apartamentos de luxo que atrai até atletas da elite do futebol inglês.

                                                  A piscina, de 24 metros, é um dos pontos fortes do complexo, onde a Virgin Active implantou uma academia em meio ao cenário vitoriano da época. Os alunos treinam cercados por enormes arcos, vitrais e o teto, com um clássico formato abobadado.

                                                  Foto: Virgin Active/Divulgação

                                                  A antiga capela do hospital psiquiátrico foi transformada. Hoje, uma sauna toma o espaço do que antes foi um confessionário. Há ainda chuveiros, uma banheira de hidromassagem e uma sala de musculação, onde as janelas chegam aos 5 metros de altura. O teto arqueado, com detalhes em tons de dourado e azul-claro, levam quem passa por ali a um passado que se faz presente nos detalhes.

                                                  O complexo do antigo Claybury Hospital. Foto: Jeroen Komen / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                  Há quem diga que o Repton Park é um condomínio popular entre celebridades. O que se escuta é que Jeremy Clarkson, Lily Allen, Kate Moss, Patsy Palmer e Simon Webbe viveram lá em algum momento. A propriedade também é famosa por ser a escolha de jogadores de times consagrados do futebol inglês, como o Arsenal.

                                                  Foto: Virgin Active/Divulgação

                                                  O antigo Claybury Hospital

                                                  O que hoje é um condomínio luxuoso antes foi um hospital psiquiátrico, o primeiro construído pelo London County Council e projetado por George Thomas Hine, renomado arquiteto especializado em instituições psiquiátricas.

                                                  Foto: Hunt Property Services Ltd. / Divulgação

                                                  O local era considerado um modelo moderno para a época, uma vez que incorporava inovações no tratamento de doenças mentais, como espaços arejados, jardins terapêuticos e separação por gênero. Durante décadas, o hospital abrigou milhares de pacientes e seguiu as mudanças nas abordagens psiquiátricas do século 20, passando da custódia para tratamentos com medicamentos e terapias.

                                                   

                                                  Com a crescente adoção da desinstitucionalização no Reino Unido, nas décadas de 1980 e 1990, que priorizava o tratamento comunitário, o Claybury Hospital entrou em declínio, sendo oficialmente fechado em 1997, quando se transformou no Repton Park, que preserva elementos históricos da arquitetura original.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    08/04/2025

                                                    Além de inúmeros lançamentos, os visitantes do Rio Boat Show 2025 poderão conferir barcos internacionais atracando no Brasil pela primeira vez. É o caso dos modelos das marcas francesas Fountaine Pajot e Jeanneau, representadas no salão pela GB Yachts.

                                                    O catamarã Fountaine Pajot Astréa 42 e o veleiro Jeanneau Sun Odyssey 490 estarão atracados nas águas da Baía de Guanabara para o evento, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.

                                                    Fountaine Pajot Astréa 42. Foto: Fountaine Pajot / Divulgação

                                                    Barcos da GB Yachts no Rio Boat Show

                                                    Fountaine Pajot Astréa 42

                                                    Para a Fountaine Pajot, o Astréa 42 é “um símbolo de navegação versátil e elegante”. O catamarã foi projetado para os desafios da navegação oceânica e “as explorações mais ousadas”, como explica a marca francesa.

                                                    Foto: Fountaine Pajot / Divulgação

                                                    O modelo, de 42 pés, tem uma área de vela de 70 m², além de cabines espaçosas, salão com ampla entrada de luz e áreas exteriores ideais para relaxar. A cozinha, em formato de U, se destaca pela facilidade de uso. Os espaços são conectados à estação do leme, grande o suficiente para acomodar duas pessoas com segurança e boa visão do plano de vela.

                                                    Jeanneau Sun Odyssey 490

                                                    Carro-chefe da linha Sun Odyssey, o veleiro de 49 pés se destaca pelos amplos espaços. A cabine dianteira, aliás, dispõe de beliche de 1,60 m por 2 m, amplo armazenamento, televisão integrada e acesso privativo a um banheiro com chuveiro, pia e sanitários separados. Destaque também para o salão espaçoso e a cozinha, totalmente equipada.

                                                    Foto: Jeanneau / Divulgação

                                                    O cockpit se transforma em uma área de estar para relaxar quando o barco está ancorado, com deck, beach club e um refrigerador. Além das comodidades, o catamarã foi projetado para travessias mais longas, logo, é estável, de alto desempenho e seguro, conforme destaca a marca francesa.

                                                    Rio Boat Show 2025

                                                    Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                                    Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                     

                                                    Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                                    Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                     

                                                    Anote aí!
                                                    RIO BOAT SHOW 2025

                                                    Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                    Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; 01 e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                    Ingressos: site oficial de vendas

                                                     

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                                                      Desde os 10 anos, quando navegava pelas águas do rio Juruá — que nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas –, Valdemar Negreiro sonhava em morar em um barco. Agora, mais de 70 anos depois, esse desejo está mais do que realizado. Junto com a esposa, ele divide uma casa em forma de barco projetada por ele mesmo, que atrai olhares no município de Mâncio Lima, no interior do Acre.

                                                      Feita toda em madeira, a casa começou a ser construída em meados de 2019. Naquela época, o “Lago Verde”, onde está “ancorada” a casa, na verdade, nem existia — tampouco levava esse nome. O olho d’água ganhou a forma que tem hoje pelas mãos de Valdemar.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      “Era um chavascal. O pessoal fazia dali um lixão. Jogavam carro velho, pneu velho e até cabeça de gado”, explica Lucimar Gomes (67), esposa de Valdemar, que completa: “tiramos o lixo com um tripó. Pegávamos com um carrinho de mão para levar mais adiante. Ele conseguiu com a ajuda de Deus e de toda família”. O casal, aliás, tem 11 filhos, 23 netos e três bisnetos.

                                                      Enquanto estava construindo ouvia que era doido, depois que ficou pronta vieram atrás de comprar– revela o dono da casa-barco

                                                      O próprio Valdemar fez a planta da residência, que soma 25 metros de comprimento por 5 metros de largura. Ao todo, ele ressalta que são 10 janelas, um banheiro, dois quartos, cozinha e áreas de lazer tanto na proa, quanto na popa. A casa também já chegou a receber 40 pessoas em uma visita de alunos de uma faculdade, curiosos com a estrutura.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Na proa, onde tudo começa, há uma pia com água que vem de um poço, pensado por Valdemar para funcionar sem a necessidade de bombas e motores. “Cavei dois metros de profundidade, coloquei um cano e aterrei, sem precisar de bomba, de motor.”

                                                      A água vem do poço, natural, sem precisar de equipamentos – ele destaca

                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Da proa se tem acesso a sala, tipicamente brasileira: um sofá de frente para uma TV, com o aconchego de um lar familiar. Logo após, um grande corredor vai ligando os outros cômodos da “casa-barco”. Quartos, banheiro, cozinha… a longa passarela, com janelas que a acompanham do começo ao fim, dá acesso a tudo, com detalhes da família que fazem da casa, um lar.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal
                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Lucimar Gomes conta que, para ela, a melhor parte da casa é o quarto, mas não esconde que é da cozinha que “saem as melhores coisas”. Entre elas estão os peixes que, em ocasiões especiais, são pescados na Lagoa Verde. “É um mercado para nós. Quando a gente quer comer um ‘peixinho’, pegamos uma garrafa, um anzol e fazemos uma pescaria”.

                                                      O lago tem várias espécies, como curimatã, traíra, tilápia, matrinxã e o pirarucu– conta Valdemar

                                                      Valdemar, a esquerda, e Lucimar, sua esposa, na ponta direita. Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Firme e forte

                                                      Apesar da forma de barco, a casa de Valdemar não tem motor, tampouco navega pelo Lago Verde. Trata-se de uma estrutura fixa, pensada por ele mesmo para ser firme e estável.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Até por isso, Valdemar conta que a parte mais difícil de toda a construção de seu sonho de infância “foi fazer a estrutura de baixo” da casa, onde ela fica “ancorada”, uma vez que “vários caminhões de barro” foram necessários para cercar a Lagoa Verde.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      Embora a estrutura não saia do lugar, Valdemar não se distanciou de suas origens. “Construí família sempre andando de barco, vendendo minhas mercadorias”, ele relembra. Assim, ao lado da casa, está atracada uma pequena embarcação para até seis pessoas, que ele usa para desbravar o rio Moa, na serra do Divisor, na fronteira Brasil–Peru.

                                                      No Moa eu levava merenda para as comunidades, as escolas, levava turista para passear. Eu parei de viajar, mas tenho esse barco para passear, subir a serra, pegar peixe– conta

                                                      Através de uma ponte — ou trapiche, como Valdemar prefere chamar –, é possível sair das dependências do Lago Verde e vice-versa, para ter acesso a outras partes do terreno, como à plantação de temperos, criação de patos e galinhas e a oficina em que Valdemar prepara, com as próprias mãos, novos móveis para a casa-barco.


                                                      Isso porque a ideia é aumentar as dimensões da estrutura, com toques especiais de Valdemar, que espera equipar os cômodos “tudo em modelo de barco”, como ele explica. Uma mesa com formato de embarcação, inclusive, já saiu de suas mãos.

                                                      Foto: Arquivo Pessoal
                                                      Foto: Arquivo Pessoal

                                                      A verdade é que, em seu grande sonho materializado, as reformas prometem seguir acontecendo enquanto sua imaginação puder pensar e realizar.

                                                       

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                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Quanto vale um conteúdo viral? Para um digital influencer, custou a liberdade. O ucraniano Mykhailo Viktorovych Polyakov, de 24 anos, foi preso na última quinta-feira (4) depois de ir até a Ilha Sentinela do Norte, na Índia, para tentar contato com os sentineleses, que vivem isolados da sociedade. A aproximação desse povo foi oficialmente proibida em 1957, quando a ilha onde vivem foi declarada reserva tribal.

                                                        O influencer utilizou um bote motorizado para se aproximar da ilha e, segundo as autoridades, filmou o trajeto para que virasse conteúdos para suas redes. Além de ir até a Ilha Sentinela — o que já é proibido — , ele tentou chamar atenção dos nativos com apitos persistentes e deixou uma lata de Coca-Cola e cocos como oferenda a eles.

                                                        Os sentineleses são considerados o povo ‘mais isolado do mundo’. Foto: Survival Internacional / Divulgação

                                                        Mykhailo navegou 40 km até o local e não conseguiu contato com os nativos, que têm o histórico de matar quem se aproxima de suas terras. No entanto, o ato de ir até a Ilha Sentinela do Norte, onde vive o povo mais isolado do mundo, configura crime e, por isso, o influenciador digital foi preso.


                                                        Em 2018, o missionário estadunidense Allen Chau foi morto por esse povo após desembarcar na ilha com o objetivo de evangelizá-los. O corpo do americano não foi recuperado, mas pescadores que o deixaram próximo ao local acreditam ter o visto sendo enterrado pelos nativos.

                                                        Quem são os sentineleses?

                                                        Os sentileneses vivem isolados da sociedade a pelo menos 60 mil anos, por isso estão entre os povos mais isolados do mundo. Não se sabe muito sobre a vida e cultura deles, mas a estimativa é que o grupo tenha entre 35 e 500 membros.

                                                         

                                                        Em 1956, o governo da Índia declarou a Ilha Sentinela do Norte, habitat desse povo, uma reserva tribal. A ação proibiu viagens a menos de 5,6 km do local e também tornou ilegal o registro de imagens deles.

                                                         

                                                        Além dos riscos a quem ousa se aproximar do povo Sentinelês, por viverem completamente isolados a aproximação de pessoas que vivem em sociedade pode torná-los vulneráveis a doenças. Isso acontece pelo potencial risco de levar microrganismos que os sentineleses não estão acostumados através de aproximação física ou de objetos, como latas de refrigerante.

                                                         

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                                                          Hidea promete lançamento de motor náutico no Rio Boat Show 2025

                                                          Fabricante levará ainda dois outros equipamentos no salão náutico, que acontece de 26/04 a 04/05

                                                          07/04/2025

                                                          Para agitar ainda mais o Rio Boat Show 2025, a Hidea promete uma novidade no salão náutico carioca: um novo motor com partida elétrica. Além do lançamento, outros dois equipamentos já conhecidos pelo público vão compor o leque de opções da marca durante o evento.

                                                          De 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, o público que atracar no salão náutico mais charmoso da América Latina poderá conferir de perto os detalhes dos equipamentos, ao lado de especialistas da marca. Destaque para o lançamento: o motor de popa de 6 hp, quatro tempos e partida elétrica — uma atração para a categoria de motores portáteis do universo náutico.

                                                          Novo motor de popa 6 hp de quatro tempos. Foto: Hidea/ Divulgação

                                                          De acordo com a Hidea, o motor se sobressai pela eficiência e praticidade. O equipamento conta com bateria de lítio que se recarrega automaticamente durante o uso, além de vir acompanhado de um carregador externo para maior conveniência e sistema de alimentação carburado, responsável pelo bom desempenho e manutenção simplificada do motor, conforme explica a marca.

                                                           

                                                          Fácil de transportar, o equipamento ainda possui alça ergonômica e está disponível em duas versões: 30,5 kg com rabeta de 15 polegadas e 31,5 kg na versão com rabeta de 20 polegadas.


                                                          Para a marca, o novo motor que será lançado no Rio Boat Show 2025 é ideal para caiaques, veleiros, botes de apoio e outros barcos de pequeno porte. Segundo a Hidea, o equipamento de 6 hp sairá a partir de R$ 10 mil durante o salão.

                                                          Outras atrações da Hidea no Rio Boat Show 2025

                                                          A fabricante chinesa atracará no Rio Boat Show 2025 com outros dois motores de popa de quatro tempos: o 130 hp e o 60 hp. O primeiro deles oferece maior torque, tecnologia e desempenho na navegação — seja ela de lazer ou profissional.

                                                          Foto: Instagram @hideamotores/ Reprodução

                                                          O equipamento possui quatro válvulas por cilindro (16 no total), sistema de comando duplo no cabeçote (DOHC) — que otimiza a entrada de ar — , injeção eletrônica inteligente e tacômetro integrado, além de Power Trim e outras funções que o visitante do salão náutico poderá conhecer de pertinho.

                                                           

                                                          O 60 hp, or sua vez, é um dos campeões de venda da marca no Brasil, segundo a própria Hidea. Equipado com EFI (injeção eletrônica de combustível) e quatro cilindros, ele tem um funcionamento mais silencioso e sistema de alerta inteligente.

                                                          Foto: Instagram @hideamotores/ Reprodução

                                                          Segundo a fabricante, este 60 hp entrega uma aceleração poderosa — logo, maior manobrabilidade e controle do barco — e economia de 20% de combustível na velocidade de cruzeiro. Nas palavras da Hidea, esse é o motor ideal para embarcações de médio porte.

                                                          Rio Boat Show 2025

                                                          Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                                          Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                           

                                                          Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                                          Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                           

                                                          Anote aí!
                                                          RIO BOAT SHOW 2025

                                                          Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                          Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                          Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                          Ingressos: site oficial de vendas

                                                           

                                                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Maior rede de marinas da América Latina, a BR Marinas recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o selo Empresa Amiga da Mulher – edição 2024/2025. O reconhecimento celebra as iniciativas das companhias que atuam pela construção de ambientes de trabalho mais seguros, inclusivos e igualitários para mulheres.

                                                            A atuação do grupo em suas nove unidades foi reconhecida durante cerimônia realizada no fim do mês de março, no Hotel Fairmont, em Copacabana. O selo foi conferido pelas Secretarias da Mulher; Desenvolvimento Econômico; Indústria e Comércio; e Serviços.

                                                            Marina da Glória, no Rio de Janeiro, uma das marinas que pertencem ao porfólio da BR Marinas. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            Para Gabriela Lobato Marins, CEO da BR Marinas, receber esses selo é um reconhecimento do compromisso diário de “fazer da empresa um ambiente em que todas as pessoas, especialmente as mulheres, possam trabalhar com segurança, respeito e oportunidades reais de crescimento”.

                                                            Acreditamos que transformações consistentes começam com escuta ativa e ações concretas de apoio– Gabriela Lobato Marins

                                                            De acordo com a BR Marinas, a empresa tem investido em ações voltadas à escuta, proteção e desenvolvimento de suas colaboradoras nas suas nove unidades, espalhadas ao longo do litoral do Rio de Janeiro.

                                                            Karime Pavan, gerente de Recursos Humanos, e Gabriela Lobato Marins, CEO da BR Marinas. Foto: Foto: LinkedIn/ BR Marinas/ Reprodução

                                                            Entre as práticas reconhecidas pelo selo estão a criação de um Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), e a realização de rodas de conversa com o RH nas unidades da rede, por meio do programa “RH quer ouvir você” — que serve como apoio direto a colaboradoras em situação de violência doméstica.

                                                            Além disso, a BR Marinas também oferta bolsas de estudo para mulheres em busca de qualificação profissional. Por isso, para Karime Pavan, gerente de Recursos Humanos, o selo é um sinal de que a empresa está cumprindo seu papel na integração feminina no trabalho.

                                                            É um sinal de que estamos no caminho certo e um lembrete de que cuidar de pessoas é, também, cuidar do futuro que queremos construir– Karime Pavan

                                                            Tudo pela igualdade

                                                            Nesta edição, 64 empresas foram certificadas, o dobro do número alcançado no ciclo anterior, o que consolidada o Rio de Janeiro como o estado com maior número de organizações reconhecidas no país por ações voltadas à promoção dos direitos das mulheres.

                                                            Marina da Glória, no Rio de Janeiro, uma das marinas que pertencem ao porfólio da BR Marinas. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            O edital da certificação “Empresa Amiga da Mulher” estabelece 12 critérios para avaliação, considerando aspectos como a promoção da saúde, integridade física e emocional das trabalhadoras e da garantia de um ambiente digno e seguro.

                                                             

                                                            Na premiação que deu o selo à BR Marinas, acessibilidade e condições adequadas para mulheres com deficiência também foram pontos avaliados.

                                                            Foto: LinkedIn/ BR Marinas/ Reprodução

                                                            Durante o processo, as empresas precisaram comprovar que divulgam, interna e externamente, ações afirmativas e informativas sobre temas voltados aos direitos da mulher, principalmente sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006) e demais dispositivos legais que tratem do enfrentamento à violência doméstica.

                                                             

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