Ameaçadas de extinção, baleias-francas são monitoradas via satélite pela 1ª vez no Brasil

Iniciativa visa entender padrões de migração para ajudar a conservar a espécie. Saiba como acompanhar a movimentação dos animais

20/10/2024

De junho a novembro, as baleias saem da Antártica rumo ao Brasil à procura de águas quentinhas para se reproduzirem. Entre elas estão as baleias-franca (Eubalaena australis), que encontram refúgio, principalmente, no litoral de Santa Catarina. E é justamente por lá que, agora, a espécie ganhou a ajuda da tecnologia para driblar a ameaça de extinção.

Um projeto conduzido por pesquisadores do projeto ProFranca, do Instituto Aqualie e do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul vai monitorar baleias-franca em tempo real, através do uso de satélites. O objetivo é conservar a espécie, que tem sua população atualmente ameaçada, através do entendimento de seus padrões de migração.

Foto: Rafael Soriani / ProFRANCA / Reprodução

Essa será a primeira vez que um trabalho como esse será feito no Brasil. Ao todo, oito baleias que estavam em Imbituba — conhecido como um berçário natural da espécie –, no sul de Santa Catarina, receberam os transmissores.

 

Através dos satélites, pesquisadores conseguirão identificar o caminho feito pelas baleias-francas entre a Antártica e Imbituba, conseguindo, assim, traçar meios de proteger esse corredor e preservar a espécie.

 

Por meio do site oficial do projeto ProFranca, é possível acompanhar o caminho feito pelos animais, batizados de Moçamba, Guarda, Garopa, Ibira, Itapira, Galheta, Jagua e Rincão. A baleia Ibira, inclusive, é conhecida desde 2004, ano em que nasceu. Em 2012 foi registrada com um filhote e, desde então, já teve pelo menos outros dois filhotes em Santa Catarina.

Foto: ProFRANCA / Reprodução

Satélites são alocados nas baleias-francas como “brincos”

Os satélites que vão monitorar as baleias-francas são alocados no animal através de um processo conhecido como telemetria, que implica em instalar o dispositivo no dorso das baleias, como se fossem “brincos”, através de uma espécie de “arpão” com ar comprimido.

Foto: THP-Creative / Envato

O transmissor fica aparente no dorso do animal, assim, sempre que a baleia for à superfície para respirar, o dispositivo vai emitir um sinal para os satélites, com sua localização em tempo real.

 

O processo não oferece riscos ao animal, mas pode gerar uma reação ao disparo. O biólogo Federico Sucunza, que faz esse trabalho há 15 anos, revelou ao G1 que “hoje em dia, a maior ameaça para a conservação das baleias a nível mundial é a colisão com embarcações”.


“Como a gente sabe que ela vai utilizar esses corredores em períodos específicos, a gente pode fazer proposições, tanto de velocidade quanto de evitar essas rotas para minimizar o impacto”, explicou o biólogo.

 

A expectativa é que os transmissores emitam o sinal por um ano, tempo suficiente para que os pesquisadores monitorem todo o ciclo migratório dessas baleias. Conforme os resultados, mais transmissores podem ser aplicados na próxima temporada migratória.

 

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    Mortes suspeitas e “monges fantasmas”: essa ilha francesa tem fama de amaldiçoada

    Entre lendas e falecimentos repentinos, a pequena Ilha de Boëdic já presenciou sequestro e resistência durante guerra

    19/10/2024

    ilhas muito lindas pelo mundo, com paisagens encantadoras, histórias maravilhosas e um astral único. Dito isso, a Ilha de Boëdic definitivamente não é uma delas. Este local carrega a fama de amaldiçoado e não é em vão: mortes — quiçá assassinatos — , monges fantasmas e outras lendas atiçam a má reputação da região.

    Não que seja exclusividade desta ilha ter a alcunha de “amaldiçoada” em território francês — afinal, a capital da França está, literalmente, acima de várias catacumbas. Mas Boëdic, localizada no sul da Bretanha, também não carrega boas histórias, mesmo possuindo apenas 11 hectares de extensão.

    Ilha de Boëdic. Foto: Creative Commons/ Reprodução

    O motivo para o tamanho dela ser relativamente pequeno se dá pela sua separação. Segundo a história, essa porção de terra teria se separado do continente, ao largo de Vannes — mais especificamente de Arradon, uma das comunas mais abundantes da região.

     

    Entre lendas populares e notícias criminais, o local parece passar longe de um refúgio de luxo. Mas afinal, quais são os motivos para morar ou passear em Boëdic ser uma péssima ideia?

    Monges do além e fantasma “do vinho branco”

    Pelo que se conta, a ilha teria começado há muito tempo a ser ocupada por monges de “silhuetas misteriosas e encapuzadas [que] percorriam o local ao amanhecer, quando a névoa ainda pairava durante as primeiras orações”.

    Ilha de Boëdic. Foto: Creative Commons/ Reprodução

    Seja por respeito ou medo, muitos pescadores não se aventuravam por ali. No século 19, no entanto, foi construída uma mansão — chamada de “castelo”, pelos locais — com 160 m², três andares, um jardim e uma fazenda com pedras extraídas de pedreiras no Golfo de Morbihan.

     

    Entre as duas praias privadas do terreno, uma delas abriga uma série de pedras, onde se destaca a escultura de um homem encapuzado. Embora possa parecer assustador, o rosto esculpido é de um famoso monge, apelidado pelos marinheiros de “Pervinca” — uma espécie de “padroeiro” da ilha.

    Monge esculpido em pedra, na Ilha de Boëdic. Foto: Creative Commons/ Reprodução

    A arte foi feita por pedreiros que trabalhavam na construção da prefeitura, entre 1864 e 1865, e o monge era bem querido na região, tendo até festa com algumas garrafas de vinho branco. Desde então, a tradição diz que qualquer navio que passe por ali deve tocar sua buzina e beber uma taça de vinho branco sem respirar, para garantir uma boa viagem.

    Sequestro e mortes suspeitas

    Está preparado para histórias menos folclóricas e mais pesadas? A capela da ilha dedicada a São José foi feita por Narcisse Passot, no século 20. Um industrial parisiense, ele se tornou proprietário da ilha amaldiçoada em 1919. E, então, sequestrou a própria família e trouxe para morar em Boëdic, a fim de que “não se misturassem com o mundo”.

    Capela construída na Ilha de Boëdic, em 1930. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público

    Já durante a Segunda Guerra Mundial, o castelo de Boëdic se tornou um importante ponto de resistência de luta pela libertação, já que a ilha oferecia uma vista privilegiada da “pequena Chambord” — como apelidavam os moradores próximos –, um local de ocupação alemã.

     

    Ao fim da guerra, o “castelo” foi comprado pelos irmãos Goupy, que viveram com autossuficiência graças a um sistema de coleta de água de chuva e sua fazenda de ostras. A ilha amaldiçoada chegou até a ser palco de gravação do filme Le Cavaleur, em 1979.

    Ilha de Boëdic. Foto: Creative Commons/ Reprodução

    Até que, repentinamente, um dos irmãos Goupy morreu e o outro foi diagnosticado com Alzheimer. Logo, a ilha amaldiçoada foi vendida ao famoso advogado Olivier Metzner em 2021, por 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões, em valores convertidos em outubro de 2024).

    E adivinha só? O advogado também foi encontrado morto numa praia de Boëdic. Embora a autópsia tenha apontado suicídio, há teorias que indicam a possibilidade de que seu amante, Alexandre Despallières, seja o autor do crime. Não seria de se estranhar, já que Alexandre também é suspeito de ter assassinado seu ex-amante, o produtor australiano Peter Ikin.

     

    Em 2015, a ilha foi comprada por 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 24 milhões, em conversão realizada em outubro de 2024) pelo bilionário francês Christian Latouche, CEO da Fiducial. O magnata se encontra vivo até o momento, aos 84 anos, e segue sem temer a terrível fama do local.

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Triton Yachts é mais um estaleiro brasileiro confirmado no Boat Show de Fort Lauderdale

      Representada nos Estados Unidos pela marca Hanover, Triton vai expor embarcações de 25 a 41 pés na Flórida

      18/10/2024

      Já há 40 anos no mercado, a Triton Yachts é um estaleiro consolidado no Brasil. A marca, contudo, ainda conseguiu conquistar um dos maiores mercados náuticos do mundo: os Estados Unidos, para onde destina 60% de sua produção. Toda essa tradição será apresentada no Fort Lauderdale International Boat Show (FLIBS), que está entre os principais salões náuticos do planeta.

      O FLIBS acontece de 30 de outubro a 3 de novembro, na Flórida, EUA, e deve reunir mais de mil expositores. Entre eles estará a Triton Yachts, representada pela Hanover. Através da marca, embarcações de 25 a 41 pés do estaleiro serão exibidas em solo norte-americano.

      Nossa participação no FLIBS reforça nosso compromisso de expandir ainda mais nossa atuação nesse mercado tão competitivo e promissor– afirma Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts

      Entre os modelos, destaque para a Triton 38 Flyer, conhecida nos EUA por Hanover 387. A lancha traz amplos ambientes de convivência, começando pela popa, onde uma plataforma submergível facilita os banhos de mar.

      Foto: Triton Yachts / Divulgação

      O espaço gourmet, equipado com churrasqueira e sofá com encosto rebatível, é um convite para momentos de lazer. Esse ambiente pode ser ampliado por uma plataforma lateral, formando um verdadeiro beach club sobre as águas.


      Com 11,60 metros de comprimento e capacidade para 14 pessoas durante o dia e cinco no pernoite, a embarcação traz um design robusto e uma boca mais larga para maior estabilidade. No cockpit, os amplos sofás com mesa para refeições e o posto de comando são protegidos por um T-Top ou Hard Top.

      Foto: Triton Yachts / Divulgação

      Outro diferencial é o solário triplo na proa, com encostos reclináveis e porta-copos integrados, além da passagem ampla pelo para-brisa, que conecta o espaço ao cockpit.

      Foto: Triton Yachts / Divulgação

      A cabine, por sua vez, com 1,90 metro de altura, tem dois quartos abertos: o primeiro na proa e o segundo à meia-nau, com uma cama de casal e sofá. A cozinha conta com espaço para frigobar e micro-ondas. Há ainda um banheiro com chuveiro.

      Foto: Triton Yachts / Divulgação
      Foto: Triton Yachts / Divulgação

       

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        Jet 100% elétrico da Ventura será um dos destaques do 1º Salvador Boat Show

        Marca ainda vai ao salão com três lanchas e ATV; evento acontece de 6 a 10 de novembro, na Bahia Marina

        Quem conhece a Ventura Experience sabe que seu repertório conta com uma ampla diversidade de produtos. Por isso, a marca atracará no estreante Salvador Boat Show com nada menos que três lanchas, o primeiro jet elétrico do Brasil e ainda um ATV de quatro lugares.

        Os modelos V400 Crossover, V300 Crossover e V265 Cabin, além do jet e do ATV, poderão ser vistos de pertinho sobre as águas da Marina Bahia, na icônica baía de Todos-os-Santos, de 6 a 10 de novembro. O Salvador Boat Show será o primeiro da história apresentado 100% na água.

        Conheça as embarcações da Ventura que atracarão em Salvador

        Ventura Orca Performance by Taiga

        Já testado por NÁUTICA, o Ventura Orca Performance by Taiga dispensa o uso de combustível, garante zero emissões de poluentes e não produz ruídos ou cheiros.

         

         

        Alimentado por uma unidade de tração integrada com motor inversor de 6ª geração da Taiga, o jet oferece eficiência de até 120 kw de potência de pico (até 160 cv) e 170 nm de torque, resultando em uma velocidade máxima de 100 km/h, segundo a marca.

        Foto: Victor Santos / Revista Náutica
        A bateria, de acordo com a Ventura, tem autonomia para até duas horas de uso e, para carregá-la, basta estacionar e conectar a embarcação a qualquer tomada padrão. No estande da Ventura durante o Salvador Boat Show, o modelo estará à venda a partir de R$ 149 mil.

        V400 Crossover

        Apontada pela Ventura como uma “legítima proa aberta com cabine”, a V400 Crossover tem 12,31 metros de comprimento e 3,55 metros de boca. Espaçosa, a lancha comporta até 20 pessoas durante o dia, sendo que quatro podem curtir um pernoite no barco.

        Foto: Ventura / Divulgação

        A V400 Crossover navega com dois motores de 350 hp a 380 hp (gasolina) ou dois de 270 hp a 320 hp no diesel. A lancha sairá a partir de R$ 1,5 milhões no salão.

        V300 Crossover

        Ventura 300 Crossover é uma lancha ideal para cruzeiros curtos, mas também se destaca em passeios mais longos, já que dispõe de cabine com cama de casal à meia-nau e banheiro. Durante o dia, 16 passageiros aproveitam as comodidades da lancha com motorização de 300 a 430 hp, sendo que quatro conseguem pernoitar. No evento, o barco sairá a partir de R$ 588 mil.

        V300 Crossover. Foto: Ventura / Divulgação

        V265 Cabin

        A V265 Cabin apresenta 8,02 metros de comprimento e 2,69 metros de boca. Seu tamanho confere espaço para até 11 pessoas curtirem a lancha durante o dia, sendo que duas podem pernoitar — na cabine, inclusive, há um sofá em U, que pode ser transformado em uma cama, além de banheiro com porta.

        Foto: Ventura / Divulgação

        Para navegar, a embarcação utiliza motorização de 225 hp a 350 hp, disponível para motores de popa ou centro-rabeta. No salão de Salvador, o barco da Ventura será comercializado a partir de R$ 426 mil.


        1º Salvador Boat Show

        O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Durante cinco dias, mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estarão na capital baiana.

        Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

        Visitantes terão a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento promete ainda experiências exclusivas e um mar de oportunidades.

         

        Anote aí!

        1º SALVADOR BOAT SHOW

        Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
        Horário: Das 14h às 21h
        Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
        Ingressos: site oficial de vendas
        Mais informações: 
        site oficial do evento

         

         

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          5ª Regata Marina Itajaí Marejada acontece neste domingo (20), com mais de 150 velejadores

          Evento marca o encerramento do 2º Circuito de Regatas Marina Itajaí, que começou em fevereiro

          A vocação náutica de Itajaí, em Santa Catarina, será retratada em mais um grande evento sobre as águas neste final de semana. Além do Marina Itajaí Boat Show, maior salão náutico do Sul do país, que atracou por lá em julho, neste domingo (20) a cidade será palco da 5ª Regata Marina Itajaí Marejada, considerada uma das mais importantes do setor.

          A regata, que começará a partir das 12h em frente ao Centreventos de Itajaí, reunirá mais de 150 velejadores e cerca de 30 barcos. As inscrições, abertas para amadores e profissionais até o dia do evento, podem ser feitas através de um formulário oficial, sendo que as classes contempladas são: ORC, BRA-RGS, RGS Cruizeiro e RGS-Cruiser A e B (antiga Bico de Proa).

          A Regata Marina Itajaí Marejada é um evento bastante aguardado pelos velejadores, pois se trata de uma competição referência em Santa Catarina– Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí

          Foto: Marina Itajaí / Divulgação

          O evento deste domingo marca o encerramento do 2º Circuito de Regatas Marina Itajaí, que foi ampliado para seis etapas neste ano. As regatas começaram ainda em fevereiro, e passaram por cidades como Balneário Camboriú e Navegantes.

          A cada regata mais velejadores participam, reunindo não só equipes experientes mas também atraindo novos participantes, o que demonstra a grande vocação náutica de Itajaí– ressaltou Gayoso


          Após a chegada dos veleiros, uma cerimônia de premiação e confraternização das equipes acontecerá no Centreventos, como parte da programação da Marejada. Confira, a seguir, o cronograma completo da 5ª Regata Marina Itajaí Marejada:

           

          10h – Reunião de comandantes e café da manhã na Marina Itajaí;

          11h30 – Check-in nas proximidades do Centreventos (Marejada);

          12h – Início da sinalização de partida da Regata de Percurso;

          17h – Premiação e confraternização das equipes.

           

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            Schaefer Yachts exibirá 7 lanchas no salão náutico de Fort Lauderdale, na Flórida

            O estaleiro catarinense promete levar ao evento o lançamento V33 Fishing e mais modelos. Confira!

            Entrar no mercado náutico dos Estados Unidos, o maior do planeta, é o desejo de muitos estaleiros. Para a Schaefer Yachts, contudo, isso já é uma realidade há quase 10 anos, quando a marca atracou pela primeira vez em Miami com uma Phantom 365. Já consolidado no país, o estaleiro agora se prepara para levar sete de suas embarcações ao Fort Lauderdale International Boat Show 2024 (ou apenas FLIBS) — um dos maiores salões náuticos do mundo.

            A catarinense Schaefer Yachts estreou no FLIBS em 2016, quando apresentou por lá as lanchas Phantom 303, Phantom 365 e a Schaefer 560. Esse número, em 2024, mais do que dobrou. Ao todo, serão sete lanchas da marca na Flórida, de 30 de outubro a 3 de novembro.

            Schaefer V33, que estará no salão, é a lancha brasileira mais vendida nos EUA. Foto: Revista Náutica

            Entre os modelos estará o lançamento V33 Fishing — ainda sem informações divulgadas.

            Além da novidade, as águas americanas receberão lanchas já consagradas da marca no FLIBS 2024: Schaefer V33, Schaefer V44, Schaefer 375, Schaefer 400, Schaefer 450 e a Schaefer 660.

            A Schaefer 660 será o maior modelo exposto pela Schaefer Yachts em Fort Lauderdale. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

            A presença da marca nos Estados Unidos começou com a adaptação de barcos feitos para o mercado nacional, para o mercado norte-americano. Não demorou, contudo, para que o estaleiro começasse a produzir embarcações já pensadas para o público internacional.


            Exemplo disso é a Schaefer V33, lancha brasileira mais vendida nos Estados Unidos. Lançada no São Paulo Boat Show 2020, a embarcação traz características valorizadas pelos consumidores do país, desde o console central e o estilo walk around, até, principalmente, a motorização de popa.

             

             

            Com tamanho sucesso, no início de 2024, a V33 ganhou uma irmã: a V44. Dotada das mesmas características que agradam os norte-americanos, a lancha chegou com mais conforto em seu espaçoso cockpit, que ainda ostenta uma proa aberta que se equilibra com maestria entre beleza e funcionalidade.

            Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen/Divulgação

            Após a presença em Fort Lauderdale, é a vez da Schaefer atracar no Nordeste do Brasil para o Salvador Boat Show, que acontece de 6 a 10 de novembro na Bahia Marina. A marca apresentará quatro embarcações nas águas da baía de Todos-os-Santos.

             

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              Linha completa da Azov Yachts estará no Salvador Boat Show, com direito a lançamento

              Estaleiro pernambucano terá quatro lanchas no salão que acontece de 6 a 10 de novembro, na Bahia Marina

              As lanchas do estaleiro pernambucano Azov Yachts prometem atrair os olhares calibrados dos amantes de barcos no 1º Salvador Boat Show. E falta pouco para o maior salão Náutico do Nordeste começar! De 6 a 10 de novembro, mais de 30 embarcações estarão nas águas da Baía de Todos-os-Santos.

              No evento, a Azov Yachts exibirá sua linha completa — inclusive a recém-lançada Azov Z380C. Além dela, o público de Salvador poderá ver de perto os modelos Azov Z480 HT, Azov Z380 Open e Azov Z260 Open atracados na Bahia Marina.

               

              Conheça, a seguir, mais detalhes das lanchas Azov que estarão no Boat Show de Salvador.

              Lanchas Azov no Salvador Boat Show

              Azov Z380C

              Lançada em setembro, no São Paulo Boat Show, a Azov Z380C tem 12,15 metros de comprimento. Como o nome sugere, a lancha é a versão cabinada da Azov Z380 Open, e surgiu de um pedido dos clientes da marca. Bem por isso, o estaleiro utilizou o mesmo casco do modelo anterior para a construção da nova embarcação, assim como aproveitou a área do cockpit e da popa.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              O ponto chave do barco é a cabine, de 1,75 metro de altura, que proporciona pernoite para até cinco pessoas (ao todo, 15 podem navegar na lancha). O espaço conta com sofá, TV, cama, armários, banheiro (com ducha) e uma área gourmet.

              Foto: Revista Náutica
              Foto: Revista Náutica

              Para navegar, o barco pode ser equipado com motores de centro ou popa. No salão, a lancha será comercializada a partir de R$ 930 mil.

              Foto: Revista Náutica

              Azov Z480 HT

              Maior barco do estaleiro, a Azov Z480 HT já foi testada por NÁUTICA e possui grandes janelas no costado, que trazem muita luz natural para dentro do barco.

               

               

              Nas áreas externas, os deques com vista para o mar dão um charme a mais para a lancha, que tem ainda uma boa praça de popa. No interior, possui salão, cozinha, uma suíte máster e um quarto à meia-nau.

              Foto: Azov Yachts / Divulgação

              A Azov Z480HT tem 15,30 m de comprimento, 3,98 m de boca e capacidade para 20 passageiros durante o dia, enquanto 5 deles podem passar a noite no barco. A lancha é equipada com dois motores de 440 hp e, durante o Boat Show de Salvador, sairá a partir de R$ 3,9 milhões.


              Azov Z380 Open

              Com proa aberta, bom espaço interior e opções de personalização, a Azov Z380 Open é, segundo a marca, sinônimo de esportividade e aventura. O painel digital da embarcação oferece boa visibilidade inclusive durante o dia, com informações que facilitam a navegabilidade.

              Foto: Azov Yachts / Divulgação

              A lancha tem 12,15 m de comprimento e 2,98 de boca, com capacidade para até 16 pessoas em um passeio, e é equipada com dois motores de 200 hp a 300 hp. Durante o salão náutico, a embarcação poderá ser adquirida a partir de R$ 830 mil.

              Foto: Azov Yachts / Divulgação

              Azov Z260 Open

              A Azov Z260 Open é uma lancha de 26 pés com banheiro e uma boa área gourmet e de lazer. A menor embarcação da Azov que estará em Salvador já foi testada pela equipe técnica da NÁUTICA e tem 8,40 m de comprimento e 2,70 m de boca.

               

               

              Para motorização, o barco utiliza um motor de 250 hp a 300 hp. Lancha de entrada do estaleiro, a Azov Z260 sairá a partir de R$ 410 mil no salão e comporta até 14 passageiros em passeios diurnos.

              Foto: Azov Yachts / Divulgação
              Foto: Azov Yachts / Divulgação

              1º Salvador Boat Show

              O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Durante cinco dias, mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estarão na capital baiana.

              Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

              Visitantes terão a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento promete ainda experiências exclusivas e um mar de oportunidades.

               

              Anote aí!

              1º SALVADOR BOAT SHOW

              Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
              Horário: Das 14h às 21h
              Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
              Ingressos: site oficial de vendas
              Mais informações: 
              site oficial do evento

               

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                Neste domingo (20), festival de esportes náuticos em Salvador fortalece luta contra câncer de mama

                Com parte da renda revertida à causa, Festival Náutico Outubro Rosa terá 9 modalidades esportivas, palestras e shows. Veja programação!

                17/10/2024

                Neste domingo (20), as águas terão um papel fundamental em uma luta importante, que ganha ainda mais destaque no mês de outubro: o combate ao câncer de mama. Idealizado por Agatha Wicks e Tata Mott, o Ellas Festival de Esportes Náuticos Outubro Rosa vai reunir em Salvador pessoas de todo país em uma ação de conscientização e saúde.

                Além de promover a prática de esportes aquáticos — serão nove modalidades no evento –, a ação visa, principalmente, arrecadar fundos para a luta contra o câncer de mama, reforçando a importância da prevenção e do cuidado com a saúde feminina.

                Marina da Penha será o palco do Ellas Festival de Esportes Náuticos – Outubro Rosa. Foto: Divulgação

                O encontro, que é apoiado por NÁUTICA, acontecerá na Marina da Penha, das 8h às 18h, com uma programação completa.

                Foto: Instagram @meninasdavela / Reprodução

                Atletas amadores e profissionais poderão participar de práticas como stand up paddle (SUP), canoa havaiana, surfski, paddle board, kite foil, wakeboard, windsurf e vela de oceano, além de rallys de jets e lanchas. Mas não para por aí!

                Tata Mott e Agatha Wicks, idealizadoras do Ellas Festival de Esportes Náuticos Outubro Rosa. Foto: Divulgação

                Focado em promover o bem-estar físico e mental das mulheres e reforçar a importância do diagnóstico precoce, o Ellas Festival de Esportes Náuticos contará ainda com palestras, rodas de conversa com mulheres que superaram o câncer através do esporte e apresentações culturais.

                Foto: Instagram @meninasdavela / Reprodução

                O objetivo do festival é incentivar a prática de esportes náuticos entre mulheres, promover a conscientização sobre o câncer e arrecadar fundos para instituições que apoiam mulheres– Agatha Wicks, uma das idealizadoras do projeto

                As presenças ilustres dos atletas Renata Bonavides (atleta de canoa havaiana e embaixadora do projeto) e Bruno Jacob (campeão mundial de jet) prometem engajar ainda mais a causa. Isso, claro, além da música, que ficará por conta das bandas As Nandas, Percussivas e DJ.

                Renata Bonavides é atleta de canoa havaiana e embaixadora do projeto. Foto: Ádamo Mello / Reprodução

                Ainda dá tempo de participar: basta se inscrever na página do festival e pagar uma taxa, de R$ 110. Parte da arrecadação será destinada a instituições dedicadas ao combate à doença, reforçando a mensagem de solidariedade e fortalecimento feminino.


                Programação do Ellas Festival de Esportes Náuticos Outubro Rosa

                08h

                • Recepção dos participantes
                • Mesa de frutas/ Grupo Percursivas

                09h

                • Abertura oficial do evento e boas vindas da Embaixadora
                • Briefing atividades – SUP, canoa e paddleboard

                09h30

                • Início das aulas de SUP e Canoa
                • Início das aulas de vela
                • Mulheres no Timão – Lixo Zero

                10h

                • Revezamento de equipes
                • Mesa redonda Clínica Elsimar Coutinho
                • Início aulas de percussão

                11h

                • Remadão
                • Case Peruca solidária
                • Depoimentos

                12h

                • Largada da Regata de Oceano

                12h30

                • Demonstração Bruno Jacob – Campeão mundial de jet

                13h

                • Premiação revezamento de equipes
                • Início da chegada do rally lancha e jet

                14h

                • Banda As Nandas
                • Atividades interativas

                16h

                • Encerramento da banda
                • Mesa redonda
                • Mastologista/Dr.Tulio

                17h

                • Premiação vela de oceano e demais modalidades
                • Ciranda Mulheres no Timão

                18h

                • Encerramento do evento

                 

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                  Concurso de foto mais hilária da natureza tem de elefante marinho sorridente a lontra “rezando”

                  Fotógrafos profissionais e amadores do mundo todo participam do Comedy Wildlife Photography Awards; veja finalistas

                  Os flagrantes mais hilários da natureza estão reunidos no Comedy Wildlife Photography Awards, concurso de fotografia criado em 2015 que, todos os anos, recebe milhares de registros engraçados da vida selvagem ao redor do mundo todo.

                  Aberto de forma gratuita a fotógrafos tanto amadores quanto profissionais, o concurso busca levar ao público uma apreciação saudável da natureza, tantas vezes representada por imagens de animais e habitats em perigo.

                  Foto: Christine Haines / Comedy Wildlife Photography / Divulgação

                  Liderado pelos fundadores Paul Joynson-Hicks MBE e Tom Sullam, o Comedy Wildlife Photography deste ano tem 44 fotos hilárias da natureza como finalistas, que concorrerão a um safári de uma semana no Quênia, para duas pessoas, como principal prêmio.

                   

                  A votação para o prêmio “escolha do público” está aberta até 31 de outubro e os vencedores serão anunciados no dia 10 de dezembro. Nessa categoria, quem vota concorre a 500 libras, o equivalente a cerca de R$ 3,6 mil (valores convertidos em outubro de 2024).


                  Confira algumas fotos finalistas do Comedy Wildlife Photography

                  Foto: Charles Janson / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Marti Phillips / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Inés Godínez / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Ingo Hamann/ Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Wim Bellemans / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Andy Rouse / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Christopher Arnold / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Alexander Fine / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Andrea Rosado / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Damyan Petkov / Comedy Wildlife Photography / Divulgação
                  Foto: Eberhard Ehmke / Comedy Wildlife Photography / Divulgação

                  Você pode conferir, no site da Comedy Wildlife Photography, as demais fotos hilárias da natureza que são finalistas do concurso e registrar o seu voto.

                   

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                    Boat Show de Foz: garanta 20% de desconto no hotel oficial do evento

                    Público do salão tem condições exclusivas no Recanto Cataratas Thermas Resort, que oferece spa e refúgio em meio à natureza

                    As águas do icônico Lago de Itaipu, no Paraná, receberão o Foz Internacional Boat Show 2024 de 28 de novembro a 1º de dezembro. Com a data se aproximando, esse é o momento ideal para garantir sua hospedagem na região. A boa notícia é que, no hotel oficial do evento, tanto público quanto expositores garantem tarifas imperdíveis, com 20% de desconto.

                    Para oferecer uma experiência inesquecível, o hotel oficial do Boat Show de Foz em 2024 é o Recanto Cataratas Thermas Resort. O empreendimento fica em meio à natureza e oferece recursos que combinam perfeitamente com quem busca a tranquilidade de navegar sobre as águas.

                    Foto: Divulgação

                    Por lá há uma estrutura completa e acolhedora, com amplas áreas de lazer e até um relaxante spa — refúgio ideal após você explorar todos os detalhes do salão durante os quatro dias de evento.

                    Foto: Divulgação

                    O hotel oficial do Boat Show de Foz dispõe de mais de 500 unidades, entre apartamentos e suítes, para garantir que hóspedes de todas as idades desfrutem de conforto e diversão no destino que é lar de uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo, as Cataratas do Iguaçu — um convite a mais para visitar o Foz Internacional Boat Show.


                    Boat Show de Foz 2024: como garantir o desconto no hotel oficial

                    Para garantir as tarifas especiais com 20% de desconto no hotel oficial do Boat Show de Foz 2024, basta utilizar o cupom BOATSHOW20 nas reservas feitas diretamente pelo site do Recanto Cataratas Thermas Resort.

                     

                    O hotel fica na Avenida Costa e Silva nº 3500, em Foz do Iguaçu. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone (45) 2102-3000 ou e-mail [email protected].

                     

                    Anote aí!
                    2º FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW

                    Quando: De 28 de novembro a 1º de dezembro de 2024
                    Horário: Das 15h às 22h
                    Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020 – Jd Porto Dourado)
                    Mais informações: site oficial do Foz Internacional Boat Show

                     

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                      Superiate navegador de 148 pés é nova aposta de estaleiro italiano

                      Mais recente projeto da ISA Yachts, embarcação exploradora entrega 5,5 mil milhas náuticas, beleza e conforto de sobra

                      Para quem gosta de se aventurar pelos mares navegando com tranquilidade e espaço de sobra, o estaleiro italiano ISA Yachts revelou um novo modelo de superiate, com 148 pés, que se encaixa perfeitamente nesse propósito: o explorador Voyager 45.

                      Projetado de ponta a ponta pela Enrico Gobbi Team for Design — com exceção da engenharia naval, que ficou por conta do estaleiro — , a embarcação é a nova aposta da ISA, que promete inovar em termos de design e tecnologia a cada barco construído — e com esse não será diferente.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Apesar de não ser o maior já feito pelo estaleiro, o espaço e as comodidades dessa belezura de 45 metros de comprimento não deixam a desejar. Se o visual chama atenção à primeira vista, as comodidades internas e externas confirmam a primeira impressão.

                      Com a elegância típica da marca italiana, o Voyager 45 — que, traduzido, vira ‘Viajante’ — valoriza o desempenho e a estética. Como descreve a própria ISA Yachts, a embarcação entrega uma aparência “robusta” e “agressiva”, mas sem deixar de lado a sofisticação característica da construtora.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Prova disso é o casco de aço — mais recomendado para superiates — , aliado a uma proa moderna inclinada e um convés de popa aberto com conforto de sobra. A popa, inclusive, pode ser configurada das mais diferentes maneiras, acompanhando as demandas e necessidades dos proprietários.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Por exemplo: uma possibilidade de configuração inclui uma piscina de popa cênica de 4,5 metros e uma grande área de relaxamento com móveis confortáveis — sendo que ainda haveria espaço para um barco de apoio de seis metros. O guindaste do tender é discretamente ligado ao corrimão lateral.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Como um barco de exploração, o Voyager 45 não poderia deixar faltar um espaçoso beach club. Essa área localizada na popa vem equipada com espreguiçadeiras, hamam, academia e um banheiro com chuveiro — todos iluminados por uma janela no teto, que permite a entrada de luz natural.

                      Conforto e longo alcance em alto-mar

                      Gostou do que viu até aqui? Isso porque falta conferir o deque superior, mobiliado com sofá em L, poltrona e tela expansiva. Enquanto isso, o entretenimento adicional está disponível no convés, onde um arranjo de assentos na popa aguarda o proprietário e seus convidados.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Por falar em convidados, a boreste, há uma área de jantar com capacidade para 10 pessoas, e outros dois sofás estruturais podem ser encontrados em direção à proa — que, por sua vez, vem com espreguiçadeiras, para quem curte pegar um bronzeado.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Na parte interna, os hóspedes contam com quatro camarotes duplos no convés inferior. Já o dono terá a seu dispor uma cabine máster luxuosa no convés principal do Voyager 45, com direito a escritório e banheiro com chuveiro e pia dupla.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Ainda na parte de dentro do superiate de 148 pés, outros detalhes merecem um olhar atento, como uma parede de vidro na sala de estar, portas e tetos nivelados, além de janelas amplas com abertura embutida. Um friso preto na parede vem também para esconder os guias de cabos.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Se você prefere cores suaves, o Voyager 45 é a sua cara. Os espaços de convivência internos — como dito, projetados pela Enrico Gobbi Team for Design — remetem a um ambiente de acolhimento, com uso de madeiras claras, detalhes em couro e uma paleta de creme e cinza.

                      Foto: ISA Yachts/ Divulgação

                      Em termos de potência, o ISA Voyager 45 é movido por dois motores Caterpillar, que entregam uma velocidade de cruzeiro de 12 nós (aproximadamente 22km/h) e máxima de 14 nós (aproximadamente 26 km/h). Navegando a 10 nós (cerca de 18 km/h), o superiate tem o longo alcance de 5,5 mil milhas náuticas (aproximadamente 10 mil quilômetros).

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        Após 3 anos vivendo em veleiro de 10 metros, Tamara Klink anuncia volta ao Brasil

                        Atualmente na Groenlândia, navegadora revelou que voltará à França e ao Brasil temporariamente para reencontrar familiares e amigos

                        16/10/2024

                        Depois de três anos morando a bordo de seu veleiro de 10 metros, a Sardinha 2, Tamara Klink decidiu que era a hora de voltar “para casa” — ao menos temporariamente. As aspas ao se referir ao lar da jovem de 27 anos se dão pelo fato de que, cada vez mais, a aventureira mostra que sua casa, mesmo, não tem endereço fixo.

                        O anúncio da volta ao Brasil foi feito através de seu Instagram na última segunda-feira (14). Não é de hoje, contudo, que o mar se mostra como o lugar onde a filha do navegador Amyr Klink — a primeira pessoa a atravessar o oceano Atlântico a remo, em 1984 — se sente mais confortável.

                         

                         

                        Ver esta publicação no Instagram

                         

                        Uma publicação partilhada por TAMARA KLINK (@tamaraklink)

                        Esse barco foi minha casa na França, me trouxe pra Groenlândia/Kalaallit Nunaat, me abrigou dos gelos, foi tolerante com meus erros e foi minha cidade quando o mar congelou– escreveu ela em seu Instagram

                        Tamara atravessou o Mar do Norte em solitário, da Noruega à França, em 2020, e se tornou, em 2021, a mais jovem brasileira a cruzar o Atlântico também em solitário — da França ao Brasil. Seu maior feito, contudo, aconteceu neste ano, quando ela atravessou o Circulo Polar Ártico e se tornou a primeira mulher a passar o inverno no Ártico sozinha, presa no mar congelado da Groenlândia por oito meses.

                        Depois de 3 anos morando na Sardinha-2, desaprendi a ter água corrente, chuveiro, tomada e cadeiras que saem do lugar– revelou a jovem navegadora


                        “Daqui a pouco, o mar vai recongelar. Invernar de novo foi tentador, mas estava na hora de reencontrar minha avó antes do aniversário de 90. Agradeço aos groenlandeses e à prefeitura de Ilulissat por nos receber, nos emprestar o playground da escola para pôr o barco e cuidarem da Sardinha-2”, completou Tamara, ainda em seu Instagram.

                        Foto: Tamara Klink / Divulgação

                        Durante sua invernagem no Ártico, a navegadora passou três meses sem ver o sol, quatro sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40ºC, derretendo pedaços de icebergs para beber água.

                        Foto: Tamara Klink / Divulgação

                        O cenário gélido e o estilo de vida na Groenlândia, contudo, parecem ter encantado Tamara Klink de alguma forma. Isso porque, ainda no post, ela revela que sua ideia, agora, é “visitar família e amigos na França e no Brasil, antes de voltar pra casa, na Groenlândia”.

                         

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                          Dupla de lanchas recém-lançadas pela Real Powerboats estará no Salvador Boat Show

                          Real 34 e 35 Cabriolet estarão na estreia do salão ao lado de outros dois barcos da marca; evento acontece de 6 a 10 de novembro

                          As águas do Nordeste conhecerão, durante o 1º Salvador Boat Show, os dois últimos lançamentos da Real Powerboats: as lanchas Real 34 e Real 35 Cabriolet, apresentadas com exclusividade durante o São Paulo Boat Show deste ano, em setembro.

                          Os modelos poderão ser conferidos de perto nas águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos, de 6 a 10 de novembro. As lanchas estarão lado de outras duas embarcações já consagradas da marca, a Real 40 HT e a Real 280.

                          Real 34C. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                          Conheça os lançamentos da Real Powerboats que estarão em Salvador

                          Segundo Paulo Thadeu, CEO da Real Powerboats, as lanchas Real 34 e Real 35 Cabriolet já somam mais de 30 unidades vendidas. Parte desse sucesso, que começou quando as embarcações ainda eram projetos em 3D, se dá pelo conforto que oferecem.

                          Real 35C. Foto: Revista Náutica

                          Ainda de acordo com Paulo, o encosto dos bancos é mais grosso graças à espuma de 7 cm a 9 cm escolhida — contra a de 4 cm normalmente usada. Em largura, os assentos ganharam de 10 cm a 15 cm, o que garante que a perna não fique no vazio.

                          Real 35C. Foto: Revista Náutica

                          Além do tamanho, o que muda de um barco para o outro é a motorização e consequente layout. A 35C aparece com motor de popa e móvel gourmet, que promove um melhor aproveitamento do ambiente. Em contrapartida, a 34C, com motor de centro-rabeta, conta com um solário de popa e plataforma ampla, embutida no deck beach.

                          Real 35C. Foto: Revista Náutica

                          No cockpit, a 34C recebe sofá em “L” e um complemento, ao passo que a 35C conta com três separados, que deixam o centro livre para comportar uma mesa. A partir daí, é tudo igual, começando por uma pia em mármore com geleira, bancada para drinks, porta-garrafas e gavetas.

                          Real 34C. Foto: Revista Náutica

                          No posto de comando, há dois assentos rebatíveis e, logo ao lado, a escada para a cabine — configurada com uma cama à meia-nau e uma de proa, que recebe uma gaiuta para ventilação e luminosidade. O banheiro, fechado por porta com maçaneta, tem chuveiro, sanitário e pé-direito de 1,95 metro.

                          Real 35C. Foto: Revista Náutica

                          Uma passagem lateral, acessada por meio de alguns degraus, garante a ida à proa, com solário para quem gosta de aproveitar passeios diurnos.

                          Real 34C. Foto: Revista Náutica
                          Real 34C. Foto: Revista Náutica
                          Real 34C. Foto: Revista Náutica

                          1º Salvador Boat Show

                          O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Durante cinco dias, mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estarão na capital baiana.

                          Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

                          Visitantes terão a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento promete ainda experiências exclusivas e um mar de oportunidades.

                           

                          Anote aí!

                          1º SALVADOR BOAT SHOW

                          Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                          Horário: Das 14h às 21h
                          Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                          Ingressos: site oficial de vendas
                          Mais informações: 
                          site oficial do evento

                           

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                            Último lançamento da NX Boats atracará no 1º Salvador Boat Show

                            NX41 Horizon estará nas águas da Bahia Marina ao lado da NX 44 design by Pininfarina, de 6 a 10 de novembro

                            O 1º Salvador Boat Show acontecerá pertinho da sede do estaleiro pernambucano NX Boats. E, para dar início ao já consagrado maior salão náutico do Nordeste em grande estilo, a marca decidiu apresentar dois grandes modelos de seu enorme repertório.

                            São elas as lanchas NX41 Horizon, lançada em setembro no São Paulo Boat Show 2024 e a NX 44 design by Pininfarina, produzida em parceria com o estúdio de marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac. Ambas estarão nas belas águas da Bahia Marina, na icônica Baía de Todos-os-Santos, de 6 a 10 de novembro.

                            Conheça a nova NX 41 Horizon

                            Lancha mais vendida pela marca no São Paulo Boat Show 2024, a NX 41 Horizon destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa, mas seus atributos não param por aí.

                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                            A nova embarcação teve como base a NX 400 HT Horizon, mas com recursos melhorados. Além do acesso à proa por dentro do barco — mais fácil e seguro –, a popa ficou maior, assim como o espaço do cockpit.

                            Foto: Revista Náutica

                            A lancha dispõe de duas cabines, que garantem pernoite para cinco pessoas, sendo que o barco é homologado para até 20 passageiros. Destaque também para o banheiro, com mais de 1,90 metro de altura e box fechado.

                            Foto: Revista Náutica

                            Na motorização, é possível escolher entre motores de popa ou de centro, a gasolina ou a diesel. Com dois Mercruiser de 350 HP cada, a lancha sai a partir de R$1,8 milhões.

                            Foto: Revista Náutica

                            Ficou curioso (a) para saber mais detalhes também da NX 44 design by Pininfarina? NÁUTICA testou a lancha! Confira no vídeo a seguir:

                             


                            1º Salvador Boat Show

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                            1º SALVADOR BOAT SHOW

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                            Horário: Das 14h às 21h
                            Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                            Ingressos: site oficial de vendas
                            Mais informações: 
                            site oficial do evento

                             

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                              Joseph Malinowski se recusou a deixar a embarcação durante os furacões Helene e Milton, que atingiram a Flórida, nos EUA

                              Assim que autoridades confirmaram que o furacão Milton passaria pela Flórida, nos Estados Unidos, moradores da região começaram a resguardar suas vidas. Alguns saíram da cidade, outros buscaram refúgio em abrigos. Mas Joseph Malinowski, que vive em um veleiro de seis metros na baía de Tampa — a mais afetada pelo furacão –, decidiu que seu barco era o lugar mais seguro para se estar.

                              O furacão Milton atingiu a Flórida entre a noite da última quarta-feira (9) e a madrugada de quinta (10), deixando um rastro de destruição até se esvair ir em direção ao Atlântico. Antes disso, “Tenente Dan”, como é conhecido Malinowski, recusou o pedido de autoridades e até da prefeita de Tampa, Jane Castor, para que deixasse sua embarcação e procurasse um lugar seguro. Para ele, o “lugar seguro” era mesmo o barco.

                              Foto: X / @BrianEntin / Reprodução

                              “Acredito em meu coração que Deus quer que eu fique aqui até que tudo isso acabe”, disse Malinowski à CNN antes do furacão, enquanto policiais de Tampa alertavam sobre o perigo de morte diante de sua decisão e até ameaçavam prendê-lo.


                              O apelido “Tenente Dan”, contudo, não foi dado a Malinowski à toa. O nome faz referência ao personagem de Gary Sinise no filme Forrest Gump. Isso porque, assim como o Tenente Dan, Malinowski é amputado. Mas, mais do que isso: ele não teme os fenômenos da natureza.

                              Foto: X / @BrianEntin / Reprodução

                              À CNN, Malinowski contou que aos 16 anos perdeu uma perna em um acidente de scooter, sobreviveu ao câncer e ao vício em opioides. Além disso, o Tenente Dan passou ileso ao furacão Helene, que atingiu principalmente a Flórida e a Carolina do Norte há pouco tempo, no final de setembro deste ano — de dentro, claro, de seu veleiro.

                              O lugar mais seguro para estar em uma enchente é em um barco. Aprendemos isso com Noé (…) se a maré subir, eu subo. Contanto que a água fique fora do barco, ficarei bem– disse Malinowski aos repórteres antes do Milton

                              Apesar de todo o risco que correu, no final, Joseph Malinowski realmente ficou bem. Quem atestou o fato foi o repórter Brian Entin, da News Nation, que foi até a baía verificar a situação de Malinowsk após a passagem do furacão Milton, conforme mostra o vídeo a seguir, publicado por ele mesmo:

                               


                              O repórter chama por “Tenente Dan” e não obtém resposta imediata, mas não demora até Joseph aparecer de sua cabine confirmando estar tudo certo com ele.

                               

                              Seu barco, contudo, chegou a ser arrastado pela correnteza. Em uma transmissão ao vivo, Malinowsk contou que o Milton o fez “bater na parede algumas vezes” mas que isso “já era esperado”.

                               

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                                Principais players do mercado náutico se reuniram no restaurante Assador para garantir vagas na 26ª edição do salão, que acontecerá de 26 de abril a 4 de maio

                                Por: Redação -

                                O Rio Boat Show 2025 está mais do que confirmado. Nesta terça-feira (15), os principais players do mercado náutico se reuniram no restaurante Assador, na Cidade Maravilhosa, para conhecerem em primeira mão os principais detalhes da 26ª edição do evento e, claro, reservarem uma vaga no salão náutico mais charmoso da América Latina.

                                Promovido pelo Grupo Náutica, por meio da Boat Show Eventos e da Revista Náutica, o encontro oficial foi um sucesso. O coquetel de lançamento contou com apresentações de Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, Thalita Vicentini, diretora-geral da Boat Show Eventos e de Eduardo Colunna, presidente da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos).

                                Foto: Revista Náutica

                                O Rio Boat Show 2025 vai ancorar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio. Por lá, o visitante poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com uma vista mais do que privilegiada, já que o evento acontece nas águas da Baía de Guanabara, sob os braços do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar como plano de fundo.

                                Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA. Foto: Revista Náutica

                                Pronto para mais uma edição do salão, Ernani Paciornik comemorou os bons números em 2024 dos maiores eventos náuticos do grupo, nas cidades do Rio e de São Paulo. Segundo ele, “é uma indústria que está ficando adulta”.

                                 

                                O presidente de NÁUTICA ainda destacou o número recorde de Boat Shows organizados pelo grupo neste ano — serão seis até o final de novembro.

                                Se depender do Grupo Náutica, seremos responsáveis por 80% da venda do mercado náutico brasileiro– afirmou Ernani  

                                Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos. Foto: Revista Náutica

                                Thalita Vicentini, por sua vez, revelou que a campanha da 26ª edição do Rio Boat Show vai celebrar os 460 anos da cidade do Rio de Janeiro, a partir do tema “Entre o mar e o Pão de Açúcar: legado e futuro nos 460 anos da Cidade Maravilhosa”. Foi na cidade, inclusive, onde nasceu o primeiro evento náutico Boat Show, em 1998.

                                Existe uma série de movimentos que o Rio de Janeiro nos proporciona. Cada vez mais a gente vem voltando esse olhar, para não só atrair o comprador do barco, mas toda essa cadeia que gera esse movimento– destacou Thalita

                                Conheça as primeiras marcas confirmadas no 26º Rio Boat Show: Schaefer Yachts, Azimut, Sessa Marine, Solara, Triton, FS Yachts, Princess Yachts, Aloha Náutica (com Beneteau e Excess), Grupo Sailing (Lagoon), Green Yachts (Jeanneau e Fountaine Pajot), Azov Yachts, NX Boats, Real Powerboats, Lanchas Coral, Mestra Boats, Ventura, Zath Mariner, Yamaha, Volvo, Yanmar, Mercury, Quadricenter (BRP), CFMoto (Armazém Off Road), Ademicon, Kapazi, Agroquímica São Gabriel (Kelson’s), Car Station e JF Sun.

                                Planta do Rio Boat Show 2025 após o coquetel de lançamento do evento. Imagem: Divulgação

                                Rio Boat Show 2025

                                O evento náutico mais charmoso da América Latina já tem data para acontecer. De 26 de abril e 4 de maio, na Marina da Glória, amantes do lifestyle náutico se reunirão em um cenário mais do que propício para imergir nas belezas que só uma vida em alto mar pode proporcionar.

                                Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                Lanchas, iates, veleiros, catamarãs, jets, infláveis, motores e os mais diversos equipamentos, serviços e acessórios do mundo náutico estarão reunidos em um só lugar, contemplados pela brisa da Baía de Guanabara, sob os braços do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar como plano de fundo.

                                 

                                Para garantir a sua vaga como expositor em mais uma edição de sucesso do Rio Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

                                 

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                                  Ministério do Turismo faz diagnóstico das necessidades de estruturas náuticas no Brasil

                                  Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Isabella Pozzeti Guimarães afirmou que oito projetos pilotos de infraestrutura estão sendo implantados

                                  15/10/2024

                                  Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, a arquiteta e analista de infraestrutura Isabella Pozzeti Guimarães, coordenadora geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo, apresentou a palestra Visões e Ações do Ministério do Turismo em relação ao setor náutico.

                                  Há menos de um ano no Ministério do Turismo, Pozzeti lida com os assuntos relativos à demandas turísticas que têm relação com a mobilidade e conectividade — e ressaltou o legado que seus antecessores deixaram.

                                  Minha responsabilidade é de manter e melhorar as ações que já foram propostas pelo Ministério– disse Isabella

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  “Tudo o que se move e tem turista dentro passa por lá: a parte de transporte aéreo, rodoviário, náutico e até ferroviário. Mas, ultimamente, as maiores demandas têm a ver com o turismo náutico. E a gente vem trabalhando bastante na questão da conectividade”, acrescentou.

                                   

                                  Dentro de seu período no Ministério, Isabella destacou a recente aprovação  da nova Lei Geral do Turismo (Lei 14.978/24), que autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios a criarem Áreas Especiais de Interesse Turístico, consideradas prioritárias para facilitação da atração de investimentos no âmbito do Mapa do Turismo Brasileiro.

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  Pela nova lei, sancionada pelo presidente Lula, as cidades passam a ser categorizadas como: municípios turísticos; municípios com oferta turística complementar e municípios de apoio ao turismo.

                                  •  Municípios turísticos: são destinos que concentram os maiores fluxos de visitantes e detêm os principais atrativos e serviços turísticos;
                                  • Municípios com oferta turística complementar: são municípios que possuem atrativos e serviços que agregam à oferta da região;
                                  • Municípios de apoio ao turismo: são destinos que apresentam movimento turístico pouco expressivo, mas se beneficiam da atividade fornecendo, para cidades com oferta complementar, mão de obra, serviços ou produtos associados ao setor.

                                  Para o turismo náutico, a atualização da LGT garante mais segurança, novas oportunidades e novos recursos financeiros.

                                  Graças a ela, 30% dos recursos do Fenac (Fundo Nacional de Aviação Civil) vão ser incorporados ao turismo. A gente tem uma expectativa grande de poder investir no setor náutico muito mais do que conseguimos investir até agora– Isabella Pozzeti

                                  Entre os projetos em andamento em sua pasta, Isabella destacou um estudo sobre o transporte intermodal de passageiros na área de fronteira. “Vamos começar a estudar as fronteiras do país, em que boa parte são divisas com rios e lagos”, disse ela. O objetivo é promover a integração sul-americana.

                                  Queremos fazer uma ligação um pouco maior com os países vizinhos, para que essa fronteira não seja uma barreira– disse a coordenadora

                                  Quanto ao turismo náutico especificamente, Isabella disse que herdou vários projetos já desenvolvidos, incluindo estudos sobre o turismo náutico. Segundo ela, há um relatório definido dentro de um grupo técnico, o GT das Águas, feito dentro do Fórum de Mobilidade que existia no Ministério do Turismo.

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  Esse fórum foi extinto, mas todo esse conteúdo está sendo incorporado ao Conselho Nacional do Turismo, que foi restabelecendo no passado

                                  Alguns resultados desses estudos são:

                                  • o reconhecimento da profissão de condutor do Turismo Náutico;
                                  • o lançamento da Plataforma Qualifica Turismo, que tem alguns cursos de captação de condutor de turismo náutico;
                                  • a autorização para importação de veleiros novos, jets e veleiros usados com até 30 anos de mar;
                                  • a criação de um portal sobre o turismo náutico no Brasil.

                                  Além disso, em cooperação técnica com a Labtrans/Universidade Federal de Santa Catarina, o Ministério do Turismo fez uma pesquisa para identificar as reais necessidades em infraestrutura e apresentar um diagnóstico do Turismo Náutico no Brasil.

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  “Pesquisamos quais eram os tipos de estrutura de apoio mais reivindicados — foram identificados a rampa náutica, o píer fixo, o píer flutuante e as marinas — e fizemos estudos de campo em 29 dos 206 municípios considerados com potencial de maior desenvolvimento, dos quais foram selecionadas oito localidades, em que foram desenvolvidos os nossos projetos pilotos para implantação de infraestrutura”, descreveu Isabella.

                                  Um desses projetos foi a implantação de uma rampa em Peruíbe, no litoral de São Paulo; outro, de outra rampa, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul; um terceiro, a construção de um píer fixo em São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul.

                                   

                                  Por sua vez, Foz de Iguaçu recebeu um píer fixo e um flutuante, enquanto em Novo Airão, no Amazonas, foram instalados um píer flutuante e uma área de serviços.

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  Cabo Frio, no Rio de Janeiro, ganhou um píer fixo e uma área de convivência. Em Fernando de Noronha, além da implantação da rampa náutica, próxima à Praia do Porto de Santo Antônio, foi feita uma ordenação do uso da área onde ocorre a manutenção dos barcos da região, com a construção de uma retroárea, com galpão e marina seca. Já Parnaíba, no Piauí, foi contemplada com uma estrutura náutica e com uma área de convivência.

                                  Além disso, distribuímos um Guia de Uso, para que os municípios não abarcados nos estudos tenham acesso às orientações sobre como implantar infraestruturas de apoio náutico a partir dos projetos conceituais– explicou Isabella

                                  Outro tema relevante apresentado por ela foi a presença cada vez maior de navios de cruzeiro na costa brasileira.

                                   

                                  Por fim, a coordenadora geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo aproveitou para fazer e a divulgação do recém-lançado Plano Nacional de Turismo, no qual o setor náutico está incluído — o objetivo é atrair 8,1 milhões de visitantes internacionais até 2027.

                                  Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                  Isabella ainda destacou um conhecido aplicativo desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com a Marinha: o NavSeg, que promove a segurança do tráfego da navegação de forma simples e prática.

                                   

                                  Através do aplicativo, o condutor informa o plano de viagem da embarcação (aviso de saída), sem a necessidade do envio de papéis à Capitania dos Portos. Assim, permite o monitoramento do barco, facilitando o serviço de resgate, caso seja necessário.

                                   

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                                    Moedas vikings de mil anos atrás são descobertas em pequena ilha britânica

                                    Com ajuda de detectores de metal, dois homens encontraram 36 moedas cunhadas na Inglaterra e na Irlanda

                                    14/10/2024

                                    O rico legado dos vikings na Ilha de Man — dependência autônoma da coroa britânica entre Inglaterra e a Irlanda — continua dando frutos com a mais recente relíquia encontrada. Dois caçadores britânicos de tesouros desenterraram moedas de prata de mil anos atrás, que indicam uma economia vibrante à época.

                                    As peças encontradas foram oficialmente declaradas um tesouro pela vice-legista de inquéritos da ilha, Rebecca Cubbon. No total, foram encontradas 36 moedas vikings (inteiras e fragmentadas) por John Crowe e David O’Hare, enquanto vasculhavam, com permissão, terras privadas.

                                    Logo após serem encontrados, os achados foram estudados pela pesquisadora norte-americana Kristin Bornholdt Collins, especialista em moedas da Era Viking da Ilha de Man. Segundo ela, o tesouro inclui cunhas de um centavo, fabricadas na Inglaterra e na Irlanda, datadas aproximadamente entre 1000 d.C e 1065 d.C.

                                     

                                    Allison Fox, curadora de Arqueologia do Patrimônio Nacional de Manx, em comunicado, comemorou a descoberta e disse que o tesouro aprofunda a nossa compreensão da complexa economia da Era Viking na ilha de Man.

                                    [Na Ilha de Man] foi descoberta mais prata da Era Viking por quilômetro quadrado do que na Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales– Allison Fox

                                    A economia e sociedade viking

                                    De acordo com a pesquisa, a maioria das 36 moedas vikings foram cunhadas durante o reinado de Eduardo, o Confessor — um dos últimos reis anglo-saxões a governar a Inglaterra. Inclusive, durante a infância desse rei, o país enfrentou ataques e invasões vikings.

                                    Foto: Manx Natiotal Heritage/ Divulgação

                                    Porém, há também moedas feitas durante o governo dos reis ingleses Aethelred II (978 a 1016 d.C) e o rei viking Canute (1016 a 1035 d.C). Segundo a pesquisa, as peças teriam sido produzidas em diferentes casas inglesas, como Exeter, York, Londres, Lincoln, Cambridge, Hastings e Ipswich.

                                    Este novo tesouro pode ser comparado a uma carteira contendo todos os tipos de cartões de crédito, notas e moedas, talvez de diferentes nacionalidades, como quando você se prepara para viajar para o exterior– Bornholdt Collins

                                    Foto: Manx Natiotal Heritage/ Divulgação

                                    Além disso, segundo a especialista, a descoberta “mostra a variedade de moedas disponíveis para um comerciante do Mar da Irlanda ou habitantes de Man neste período”. A pesquisadora conclui que “ter um material comparativo com datas tão próximas de descobertas separadas é altamente incomum”.

                                    Este importante tesouro foi provavelmente reunido em duas ou mais etapas, com as moedas inglesas e irlandesas anteriores depositadas juntas na primeira instância, e as moedas datadas de Eduardo, o Confessor, adicionadas posteriormente– Kristin Bornholdt Collins

                                    História viking

                                    Os vikings chegaram na região do Mar da Irlanda nos anos 800, primeiro saqueando, pilhando e negociando, até se estabelecer no local. Desde então, vários sepultamentos foram encontrados na ilha, com os primeiros sendo enterrados na tradição pagã, com bens funerários.

                                    Ilha de Man.

                                    Atualmente, o legado viking na ilha de Manx ainda é evidente, principalmente através do parlamento moderno de Tynwald, com raízes deste período. Castelos, cruzes esculpidas, túmulos e assentamentos também são reflexos daqueles tempos que duram até hoje.

                                     

                                    Quando é encontrado algum artefato neste local, há uma exigência legal de relatá-las ao Patrimônio Nacional de Manx. Até por isso, muitos desses artigos encontrados da Era Viking na Ilha de Man podem ser vistos no Museu Manx, em Douglas — capital da ilha.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      Schaefer Yachts estará na estreia do Salvador Boat Show com quatro lanchas

                                      Grandes barcos do estaleiro catarinense atracarão nas águas da Bahia Marina, de 6 a 10 de novembro

                                      Toda a tradição da catarinense Schaefer Yachts não poderia ficar de fora da primeiríssima edição do Salvador Boat Show. Dentre os mais de 30 barcos que devem atracar na Bahia Marina, de 6 a 10 de novembro, quatro serão do estaleiro de renome nacional e internacional.

                                      A Schaefer chegará às águas do Nordeste em grande estilo, com as lanchas Schaefer 660, Schaefer 510, Schaefer 450 e Schaefer 400. A presença da marca no Salvador Boat Show deixará ainda mais encantadora as belas águas da Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo.

                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                      Destaque para a Schaefer 660, um dos maiores barcos da marca catarinense. Já testada por NÁUTICA, a embarcação conta com 20,08 metros de comprimento e boca (largura) de 5,05 metros — que pode alcançar até 6,41 m com as varandas laterais abertas.

                                       

                                       

                                      Até 20 pessoas conseguem aproveitar a embarcação durante o dia, enquanto oito delas (mais dois tripulantes) podem passar a noite no barco com espaço de sobra, já que a embarcação dispõe de quatro camarotes e três banheiros.

                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                      Dormindo a bordo ou não, quem tiver a oportunidade de navegar em uma Schaefer 660 contará com diversos recursos de lazer. Entre a praça de popa e o salão, por exemplo, há um grande living, sem degraus ou interrupções — a não ser uma porta de vidro tripartida que, quando aberta, integra os dois ambientes totalmente.


                                      No flybridge, com espaço para dez pessoas, as poltronas têm assento largo e encosto com boa altura para apoiar os braços. Logo à frente há dois sofás, um de frente para o outro, bem ao lado do posto de comando.

                                       

                                      A bombordo, um sofá em “U” garante espaço para seis pessoas, com uma mesa de refeições dobrável à frente. Do outro lado, destaca-se um móvel com grelha elétrica, pia, geleira, máquina de fazer gelo e lixeira.

                                      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                      Na popa do flybridge, sob proteção de um guarda-mancebo de quase 1 metro de altura, há dois sofás/espreguiçadeiras fixos, embora essa área também possa ficar inteiramente livre, se o proprietário optar pelo uso de sofás deslocáveis.

                                       

                                      Já na popa da lancha da Schaefer que atracará em Salvador, a plataforma submerge 30 cm abaixo da linha d’agua e é capaz de suportar cargas de até 800 Kg, ideal para o transporte de jets ou botes infláveis.

                                      1º Salvador Boat Show

                                      O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Durante cinco dias, mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estarão na capital baiana.

                                      Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

                                      Visitantes terão a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento promete ainda experiências exclusivas e um mar de oportunidades.

                                       

                                      Anote aí!

                                      1º SALVADOR BOAT SHOW

                                      Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                                      Horário: Das 14h às 21h
                                      Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                                      Ingressos: site oficial de vendas
                                      Mais informações: 
                                      site oficial do evento

                                       

                                       

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                                        Entenda como grandes navios podem ameaçar o futuro dos tubarões-baleia

                                        Pesquisa aponta que mudanças climáticas aumentarão consideravelmente o risco de colisões entre o animal e embarcações

                                        Os sinais das consequências do aquecimento global estão cada vez mais evidentes no planeta. Chuvas torrenciais, calor extremo, oceanos mais quentes. Tudo isso impacta, principalmente, a vida animal. No mar, os tubarões-baleia (Rhincodon typus) têm, além do calor, um outro oponente em vista: os grandes barcos comerciais.

                                        Uma coisa, contudo, está diretamente ligada a outra, conforme revelou um estudo publicado na revista Nature Climate Change, produzido por cientistas britânicos da Universidade de Southampton e da Marine Biological Association (MBA). Segundo eles, o aumento das temperaturas oceânicas forçará a espécie a migrar para áreas que coincidem com rotas marítimas movimentadas.

                                        Foto: Pcowell / Envato

                                        Para chegar à conclusão, os pesquisadores rastrearam o movimento desses animais via satélite, combinando os dados obtidos com projeções de modelos climáticos globais, o que resultou em cenários para a distribuição da espécie até 2100.

                                         

                                        Olhando da perspectiva em que as altas emissões continuam e a população segue dependente de combustíveis fósseis, mais de 50% dos principais habitats marinhos poderão ser afetados, principalmente na Ásia.

                                        Foto: imagesourcecurated / Envato

                                        Uma mudança de habitats, então, seria necessária, e é aí que os tubarões-baleia devem encontrar as embarcações comerciais como outra ameaça.

                                         

                                        Isso porque em regiões como o Pacífico Norte, a costa dos Estados Unidos, o Mar da China Oriental e no oceano Atlântico Norte há uma sobreposição preocupante entre os tubarões-baleia e as rotas de tráfego marítimo, que tornaria o encontro entre eles até 15 mil vezes mais frequentes até o final do século.

                                        Essas mudanças no habitat dos tubarões-baleia foram mais extremas em cenários de alta emissão-Freya Womersley, autora principal do artigo

                                        Apesar de seu tamanho, que pode alcançar os 20 metros de comprimento, os tubarões-baleia não escapam de serem atingidos e gravemente feridos por grandes navios.


                                        Há, contudo, um cenário positivo entre as possibilidades, que seria proveniente de investimentos em desenvolvimento sustentável, visando limitar o aquecimento global a no máximo 2°C. Com isso, a pesquisa revela que algumas regiões poderiam até registrar um aumento nos habitats dos tubarões-baleia.

                                        Tubarão-baleia é o maior peixe do mundo

                                        Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 20 metros de comprimento e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia (Rhincodon typus) é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixes e crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.

                                        Foto: CookieMaestri / Envato

                                        Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

                                         

                                        Atualmente, o tubarão-baleia está listado como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à pesca excessiva e ao comércio de barbatanas.

                                         

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                                          Consultor da Invest/SP ensina caminho para a criação de Distritos Náuticos

                                          A ideia foi defendida pelo economista Gustavo Grisa durante o 9º Congresso Internacional Náutica

                                          13/10/2024

                                          “Imagine pássaros que não podem pousar”. Com essa metáfora, o economista Gustavo Grisa — consultor da Invest/SP, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade — defendeu a necessidade de construção de píeres, marinas e estruturas para embarque e desembarque como o básico do básico para a criação de um Distrito Náutico.

                                          Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Grisa apontou o modelo de futuro para que os municípios com vocação para o turismo náutico se desenvolvam, tendo como foco os integrantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) — que prevê a cooperação entre os governos dos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

                                          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                          Para Grisa, todos os setores são concorrentes quando se trata de Cosud, com exceção do turismo náutico. De acordo com o economista, cada estado é interdependente do outro por conta de “escala e Grid” — ou seja, locais específicos para desenvolver a atividade náutica.

                                          É necessário que o setor cresça em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e em todo o Brasil. Não existe sentido concorrencial– Gustavo Grisa

                                          “O grid é único em cada estado. Então, se existe uma política em torno da qual os estados têm de se unir, para construir uma grande indústria de turismo náutico, a política é essa. Foi isso o que aconteceu em vários países da Europa e nos Estados Unidos”, disse o consultor da Invest/SP.

                                          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                          É aí que entra a metáfora dos pássaros. “É necessário a formação dos Distritos Náuticos, com a construção e o planejamento de píeres, marinas e estruturas para embarque e desembarque, que também podem ser portos fluviais e marítimos. É o básico. Sem a estrutura não há onde parar”, lembrou ele.

                                          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                          Mas o turismo ocorre em terra, não na água. As vias navegáveis são apenas o meio. “Então é preciso ter bons hotéis, resorts, restaurantes etc., além de uma boa oferta de serviços e de comércio. O Distrito Náutico não pode ser um lugar precário”, defendeu o economista.



                                          Isso significa que é necessário olhar para os nossos destinos, nos quais serão instaladas as principais estruturas náuticas, e organizá-los, para que não haja um crescimento desordenado, mas, sim, sustentável. Segundo ele, dois temas definem essa política: governança e sustentabilidade ambiental.

                                          Governança no sentido de que empresários e o poder público municipal e estadual devem pensar juntos. É isso que fará com que a economia do turismo náutico dê um salto no Brasil– Gustavo Grisa

                                          O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

                                           

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                                            Praia de areia preta que foi cenário de Game of Thrones esconde perigo mortal

                                            Reynisfjara, no sul da Islândia, é famosa não só pela aparição na série vencedora de 59 Emmys

                                            12/10/2024

                                            A areia preta vulcânica da praia de Reynisfjara, no sul da Islândia, caiu como uma luva no cenário de Game of Thrones, majoritariamente ocupado por uma paleta de cores escuras e cenários sombrios, como castelos medievais, florestas densas e geladas. Há, contudo, outro aspecto da praia que conversa, mesmo que indiretamente, com a narrativa da produção: o destino é considerado um dos mais perigosos do país.

                                            Isso porque Reynisfjara carrega em suas águas as chamadas sneaker waves, também conhecidas como ondas dormentes, caracterizadas por serem, principalmente, imprevisíveis e perigosas. Para se ter uma ideia, de 2014 a 2022, foram 12 incidentes graves contabilizados na praia, além de cinco mortes.

                                            Foto: LightFieldStudios / Envato

                                            As ondas dormentes são enormes e ficam escondidas em meio ao mar. Sem aviso, elas chegam criando uma sucção, responsável por arrastar o indivíduo, levando a areia e o cascalho sob seus pés e o afastando da costa. Quem é atingido por uma onda dormente dificilmente consegue se levantar.

                                            Praia de Reynisfjara é atração turística imperdível

                                            Além da aparição em Game of Thrones, a praia de Reynisfjara carrega consigo outros atributos que a fazem ser uma grande atração turística na Islândia. O principal deles, claro, é sua areia preta, proveniente de erupções vulcânicas no local.

                                            Foto: Visual__Production / Envato

                                            Além disso, os fragmentos de basalto (rocha ígnea vulcânica ou extrusiva, escura e muito finamente cristalina), também resultantes das erupções, formaram os enormes penhascos observados na região, que parecem ter saído diretamente de um filme.

                                            Foto: rattodisabina / Envato

                                            Ao fundo, dois rochedos emergem do Oceano Atlântico, contrastando com a espuma provocada pelas ondas do mar e formando o cenário ideal para quem gosta de fotografar paisagens.


                                            Apesar de perigosa, a praia é devidamente sinalizada para evitar acidentes, e conta com diversos alertas que indicam os níveis de perigo:

                                            • Verde: significa que o banhista pode entrar na água naquele ponto;
                                            • Amarelo: indica que aquele local não é recomendado para banho;
                                            • Vermelho: indica perigo extremo.

                                            Autoridades ainda recomendam que os visitantes evitem entrar na água em áreas proibidas e nunca se virem de costas para o mar.

                                             

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                                              Depois de atraso de 4 meses, cruzeiro de volta ao mundo parte em viagem inaugural

                                              Previsto para iniciar itinerário em maio, Villa Vie Odyssey precisou de reparos e ficou preso em Belfast, na Irlanda do Norte

                                              11/10/2024

                                              O cruzeiro Villa Vie Odyssey, de três anos ao redor do mundo, devia ter partido de Belfast, na Irlanda do Norte, em maio. O barco, contudo, ficou atracado por lá durante incríveis quatro meses para reparos, até finalmente, em 1º de outubro, partir para sua jornada inaugural.

                                              Ironicamente ou não, Belfast é a cidade onde foi construído o RMS Titanic, navio que naufragou logo em sua primeira viagem, em 1912. A associação dessa história com o Villa Vie Odyssey, contudo, se assemelha em tragédia somente pelos — muitos — problemas enfrentados.

                                              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

                                              Enquanto o cruzeiro estava longe de explorar seus prometidos mais de 400 destinos, os mais de 100 passageiros do navio que já estavam em Belfast aguardando partida foram transferidos para hotéis locais. Eles puderam aproveitar a cidade e seus arredores com custos bancados pela operadora — ao menos enquanto duraram os recursos. Outros, contudo, voltaram para casa, no aguardo da nova data de partida.

                                               

                                              Olhando assim, até parece que foi tudo facilmente resolvido, mas a novela do Villa Vie Odyssey já tem muitos capítulos contabilizados.

                                              Uma jornada de problemas e prejuízos

                                              Depois da Life at Sea Cruises cancelar um cruzeiro de 3 anos e gerar prejuízos milionários, o Villa Vie Odyssey surgiu de ex-funcionários desta primeira empresa, prometendo uma nova viagem ao redor do mundo em maio deste ano.

                                              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

                                              A jornada finalmente começou em 1º de outubro e deve durar por três anos e meio, passando por 147 países e 425 portos, com estadias de dois a sete dias. Para além da diversão nos destinos, os passageiros do navio contam com diversas comodidades a bordo, como piscinas, hidromassagens e restaurantes.

                                              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

                                              O Odyssey, contudo, não é um navio novo. E é justamente essa característica que colocou, do lançamento do cruzeiro até agora, tantas pedras no caminho de quem investiu ao menos US$ 110.000 (cerca de R$ 615 mil, em conversão realizada em outubro de 2024) para participar da experiência — comprando ou alugando uma cabine.

                                               

                                              Antes chamado de MS Braemar, trata-se de um navio de 1993, adquirido por US$ 13 milhões (quase R$ 72,7 milhões), com planejamento de investir mais US$ 10 milhões (cerca de R$ 55,9 milhões) em reformas. O valor, no entanto, já foi dobrado até então.


                                              De acordo com Mike Petterson, CEO da Villa Vie, a embarcação, quando comprada, já estava parada há dois anos, sem documentação de verificações e reparos recentes.

                                               

                                              Ainda segundo o CEO, que disse ter “envelhecido 15 anos” nos últimos quatro meses, o Odyssey foi mantido nos mesmos padrões dos navios novos antes do relançamento. E seria isso, juntamente com a falta de documentação, que resultou nos muitos atrasos.

                                               

                                              Para se ter uma ideia, o navio originalmente tinha capacidade para levar até 929 passageiros, número que caiu para 600 com as novas áreas dedicadas ao bem-estar, esportes e socialização.

                                               

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                                                Entenda como uma cidade brasileira reconheceu ondas como seres vivos

                                                Lei aprovada pela Câmara Municipal de Linhares permite que sejam tomadas medidas legais a favor do ecossistema da foz do Rio Doce

                                                As ondas que quebram na foz do Rio Doce, na cidade de Linhares, no Espírito Santo, ganharam, de forma pioneira, o status de seres vivos. A cidade capixaba garantiu, assim, que elas sejam protegidas por lei ao serem consideradas “personalidades jurídicas”.

                                                A decisão partiu da Câmara de Vereadores de Linhares, que aprovou um projeto que visa preservar as ondas da foz do Rio Doce, afetadas pela lama tóxica despejada no rio após o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. A tragédia que ocorreu em 2015 afetou diversas cidades ao longo do rio até chegar no Espírito Santo.

                                                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                                                Anteriormente, a praia de Regência, em Linhares, era conhecida mundialmente pela prática de surfe. Porém, o lixo, lama e material tóxico que desceram pela foz do Rio Doce há quase dez anos alteraram a intensidade e forma das ondas até hoje.

                                                 

                                                Agora com o projeto aprovado, as ondas da foz do Rio Doce tornaram-se o primeiro pedaço do oceano a adquirir personalidade jurídica, com direitos garantidos para proteção de sua composição física e equilíbrio.

                                                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                                                Além disso, a legislação nomeou um comitê de “guardiões das ondas”, que vão monitorar, indicar ações e representar o ecossistema em decisões públicas. Fazem parte desse grupo moradores e surfistas da região.

                                                 

                                                Este projeto teve sua origem ainda em 2015 e contou com ajuda da comunidade local e ativistas, como a advogada ambiental Vanessa Hansson, diretora executiva da ONG Mapas, especializada pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

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                                                Como a lei funcionará na prática?

                                                Mas você pode estar se perguntando: “como reconhecer as ondas como seres vivos ajuda na preservação?”. Na prática, a lei ela reconhece “o oceano como um ser vivo sujeito a direitos intrínsecos de existência, regeneração e restauração”, explica a Eco Jurisprudence Monitor — plataforma que documenta avanços jurídicos e governamentais sobre ecologia e direitos da natureza.

                                                 

                                                Esse movimento permite ainda que sejam tomadas medidas legais a favor dos próprios ecossistemas prejudicados — neste caso, as ondas da foz do Rio Doce. Sendo assim, quem cometer algum crime contra este “ser vivo”, responderá contra a personalidade jurídica, e não em nome das pessoas afetadas.

                                                A própria unidade “personificada” da natureza pode se tornar uma entidade separada, com sua própria agência — assim como acontece com todas as entidades não-humanas (associações, organizações e demais entidades com personalidade jurídica reconhecida).

                                                 

                                                Por isso, Vanessa Hossan acredita que a lei pode despertar um novo entendimento sobre nossa interdependência com a natureza.

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                                                É uma lei que faz você pensar e agir de forma mais consciente e ecológica– Vanessa Hossan

                                                Outros países já usaram o mesmo recurso com elementos do meio ambiente. Nesse sentido, o Equador foi pioneiro ao incluir os direitos da natureza em sua constituição de 2008 — após abusos praticados por grandes mineradoras no país.

                                                 

                                                Na Espanha, o Mar Menor — maior lago de água salgada — foi o primeiro ecossistema da Europa a ter personalidade jurídica. Na ocasião, o local também sofria com a sobre-exploração agrícola e pelo intenso desenvolvimento urbano.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

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                                                  10/10/2024

                                                  Apertem os cintos, pois as grande finais da 37ª edição da America’s Cup estão chegando! Realizada pela primeira vez na cidade de Barcelona, na Espanha, a competição mais antiga de vela do planeta já tem as equipes definidas para a decisão masculina, enquanto a feminina está nas fases finais de qualificação.

                                                  Entre os homens, o defensor do título, Emirates Team New Zealand, terá como desafiador ao posto a equipe INEOS Brittania, da Grã-Bretanha. Como venceu a edição passada, realizada em 2021, os kiwis detêm o “cinturão” da vela e já estavam garantidos na final desta edição.

                                                  Foto: Ricardo Pinto/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  A INEOS Britannia, que tem sua tripulação liderada pela lenda da vela Sir Ben Ainslie, venceu a etapa Louis Vuitton Cup, ao derrotar os italianos da Luna Rossa Prada Pirelli por 7 a 4 (relembre o regulamento da America’s Cup).

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Com 13 duelos programados, o campeão será quem quem vencer sete corridas primeiro, faturando o troféu mais tradicional da vela mundial. O primeiro dos confrontos acontecerá neste sábado (12) e, se necessário, irá até o dia 21 deste mês — mas, se algum time fizer sete pontos antes disso, terminará antes.

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                                                  A equipe desafiante, INEOS Britannia, já fez história ao se tornar a primeira equipe britânica a conseguir uma vaga na decisão da America’s Cup. Ironicamente, o torneio surgiu justamente na Grã-Bretanha, em 1851.

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Liderados pelo Sir Ben Ainslie — vencedor de quatro medalhas de ouro e uma prata em Olimpíadas — o britânico é uma lenda da vela mundial. O velejador vem empolgado para conquistar o seu segundo título da competição, depois de ter vencido, há 11 anos, com o Oracle Team USA.

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Do outro lado, o velejador britânico enfrentará uma força que caminha a passos largos para uma hegemonia. Atuais bicampeões (2017 e 2021), se o Emirates Team New Zealand levar a melhor, se tornará a primeira equipe a vencer o torneio de vela três vezes seguidas neste século.

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Com quatro títulos na prateleira, a equipe da Emirates não fica para trás no quesito estrelas: o australiano Nathan Outteridge, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 e prata na Rio 2016, soprará o veleiro exuberante dos kiwis rumo ao feito inédito na America’s Cup.

                                                  Disputa aberta no feminino

                                                  Na primeira Copa Feminina da America’s Cup em 173 anos de história, ainda resta saber alguns  dos times que participarão das semifinais eliminatórias. Chamada de Puig Women’s America’s Cup, a categoria não conta com restrição de idade e inclui mulheres de dez países e terá a disputa final neste domingo (13).

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  No feminino, o temido regulamento é diferente. As doze equipes são separadas em dois grupos: Grupo A (equipes da Louis Vuitton Cup) e Grupo B (times convidados). Chamada de Qualification Series, essa etapa tem oito corridas nas duas chaves.

                                                   

                                                  As três melhores equipes de cada grupo avançam para uma Final Series, de quatro corridas, que decide os dois melhores times que se enfrentarão na final, o Final Match Race. No Grupo B, está tudo definido: Swedish Challenge powered by Artemis Technologies, JAJO Team DutchSail e Sail Team BCN avançam à próxima fase.

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Já no Grupo A, nada definido. Embora o Athena Pathway, Luna Rossa Prada Pirelli e Alinghi Red Bull Racing estejam nas cabeças e com classificações encaminhadas, ainda restam três corridas para serem disputadas.

                                                  Que comece o show!

                                                  E, como todo grande evento, a final da America’s Cup terá uma grande cerimônia de abertura para a primeira corrida da série entre Emirates Team Zealand e INEOS Britannia. Programado para a noite desta quinta-feira (10), o show acontecerá na Playa de Bogatell, em Barcelona.

                                                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  Segundo a organizadora, “um show sem precedentes está planejado com visuais impressionantes apresentando drones, constelações de laser, telas de LED, Avatares e mares de luz”. E, obviamente, muita música ecoará na capital da Catalunha.

                                                  Foto: Ricardo Pinto/ America’s Cup/ Divulgação

                                                  O show contará com 1.000 drones que voarão sobre o céu da praia de Bogatell durante uma parte de 40 minutos da apresentação — com a temática “Barcelona far al món” (“Farol de Barcelona para o mundo”, em tradução livre do catalão). O elenco artístico terá talentos experientes e estreantes, levando balé, ópera, música pop e muito mais.

                                                   

                                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                   

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                                                    Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, um painel abordou a legislação e o meio ambiente no setor náutico, com participação de especialistas de dois estados: Paraná e Santa Catarina. A palestra foi conduzida por Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná.

                                                    Para compor a conversa, estiveram presentes o engenheiro ambiental Altamir Hack, chefe do Escritório Regional de Paranaguá do Instituto de Água e Terra (IAT) do Paraná, e Ana Paula Klein, oceanógrafa do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

                                                    Rafael Andreguetto, Altamir Hack e Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    A fim de entender como Miami trata a questão ambiental — tanto na construção de marinas, como nas atividades de turismo náutico –, Andreguetto contou que o governador Ratinho Júnior enviou uma equipe de 15 profissionais do IAT para a Flórida.

                                                     

                                                    A missão da equipe foi avaliar o que pode ser replicado no Paraná e, possivelmente, em outros estados brasileiros. A visita teve como foco as experiências locais em empreendimentos sustentáveis e licenciamentos náuticos.

                                                    Rafael Andreguetto. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    “Nosso potencial de crescimento náutico de lazer é enorme, comparado às referências internacionais. Em Miami, a economia náutica gera cerca de US$ 64 bilhões por ano, sendo US$ 15 bilhões do âmbito das marinas que recebem embarcações de esporte e recreio. Enquanto isso, o Paraná — que já tem a terceira maior frota de lanchas do país, tendo ultrapassado o Rio de Janeiro — movimento R$ 17 bilhões anualmente. Então veja o quanto ainda podemos crescer”, apontou ele.

                                                    Rafael Andreguetto. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    Entre os desafios para avançar, destacou o diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, estão a tributação, a falta de mão de obra qualificada, a ausência de estruturas náuticas e a questão da legislação ambiental.

                                                    Para ajudar os empresários a superar aquele que é considerado o maior desafio para o desenvolvimento de um polo náutico, Ana Paula Klein, do IMA, descreveu todos os procedimentos seguidos pelo órgão ambiental para licenciar um empreendimento.

                                                    Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    Ela explicou que a resolução Consema 250 x 251 distribuiu a competência para o licenciamento ambiental entre o Estado e os municípios. “Hoje, em Santa Catarina, cerca de 90% dos licenciamentos já estão com os municípios; apenas os portos e grandes marinas ainda estão sob competência do estado”, explicou.

                                                     

                                                    Além disso, segundo Ana Paula, para resolver a questão dos entraves do licenciamento ambiental, o Projeto Marina Legal Acatmar (Associação Catarinense de Marinas) conseguiu tirar diversas estruturas da irregularidade, superando a judicialização. Graças à consultoria judicial e ambiental prestada pela entidade junto aos órgãos gestores, quase 30 marinas — principalmente da Grande Florianópolis — passaram a operar de forma legal e totalmente regularizadas.

                                                    Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    Quase sempre se joga a culpa no órgão ambiental por atrasar os processos, mas muitas vezes são os estudos que não são feitos da maneira robusta, fazendo boas modelagens, caracterizando o comportamento do sistema. Isso acaba atrasando o licenciamento– Ana Paula Klein, oceanógrafa do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina

                                                    Por sua vez, Altamir Hack, do Instituto de Água e Terra (IAT) — o órgão ambiental do Estado do Paraná –, lembrou que existem, atualmente, cerca de 120 pedidos de licenciamento em curso no estado. “Desses, 90 estão judicializados. A gente não consegue dar continuidade do processo sem ter a sentença do juiz”, lamentou.

                                                    Altamir Hack. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    Ele lembrou ainda que pelos cerca de 100 km de extensão do litoral do Paraná se distribuem 57 ilhas e cerca de 60 unidades de preservação ambiental. “Então é preciso manter uma boa relação com os órgãos intervenientes para não atrasar o licenciamento. E nós estamos criando essa boa relação”, disse ele, lembrando que o IAT tem como missão proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental paranaense, buscando o desenvolvimento sustentável. Uma de suas principais estratégias é conciliar turismo sustentável com as unidades de conservação.

                                                     

                                                    Das cinco dezenas de unidades de proteção integral administradas pelo IAT, 29 encontram-se em estágio de maturação para receber atividades de turismo e fazem parte do Programa Parques do Paraná, que visa estimular o ecoturismo, seja com controle do estado ou por meio de concessões (Parcerias Público-Privadas).

                                                    Altamir Hack. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    Em resumo, por meio do Sistema de Gestão Ambiental, e da revisão constante da legislação, o Paraná busca simplificar o processo de licenciamento. “Mas sem deixar de garantir todas as questões ambientais, sem esquecer o compromisso com a sustentabilidade”, garantiu Hack.

                                                     

                                                    Do encontro, apontadas as diferenças das legislações de Santa Catarina, do Paraná e São Paulo, nasceu um compromisso de se fazer uma unificação das leis entre os três estados.

                                                    Rafael Andreguetto, Altamir Hack e Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                    O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

                                                     

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                                                      A ideia de levar ao público uma verdadeira imersão no universo náutico foi levada bastante a sério na 1ª edição do Salvador Boat Show. Isso porque o evento estreará em grande estilo, com todos seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na icônica Baía de Todos-os-Santos.

                                                      De 6 a 10 de novembro, não só os mais de 30 barcos esperados para o salão contarão com o privilégio de estarem sobre as belíssimas águas da região nordestina. Equipamentos, jets, motores, acessórios, serviços e os mais variados produtos do setor serão apresentados em estruturas náuticas flutuantes.

                                                      Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                      Outros salões da Boat Show Eventos — como o Rio Boat Show, Marina Itajaí Boat Show e Foz Internacional Boat Show — já tem parte de sua estrutura sobre as águas. Em Salvador, contudo, pela primeira vez um evento do Grupo Náutica terá todas as marcas presentes diretamente no mar.

                                                       

                                                      Com cinco dias de duração, o Salvador Boat Show tem expectativa de receber cerca de 8 mil visitantes. Atualmente, o estado da Bahia tem mais de 20 mil embarcações de lazer registradas, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar).


                                                      A configuração inovadora do evento reforça a conexão entre a cidade de Salvador e sua cultura marítima, que tem a Baía de Todos-os-Santos — maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo — como um dos principais cenários náuticos do país.

                                                       

                                                      Anote aí!

                                                      1º SALVADOR BOAT SHOW

                                                      Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                                                      Horário: Das 14h às 21h
                                                      Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                                                      Ingressos: site oficial de vendas
                                                      Mais informações:
                                                      site oficial do evento

                                                       

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                                                        Pesquisa do Instituto Potsdam estabeleceu nove tópicos fundamentais para o bem-estar do planeta — seis já foram violados

                                                        Se fosse um paciente, a Terra estaria em estado crítico. É o que aponta o relatório do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, que estabeleceu nove critérios diferentes para a saúde do nosso planeta — e, infelizmente, seis deles já estão no vermelho.

                                                        De acordo com o estudo, os seis indicativos que foram considerados em estado crítico são: aquecimento global, declínio da biodiversidade, poluição por fertilizantes químicos, degradação do solo, ciclo da água doce e introdução de novos elementos na natureza.

                                                        Verificação da saúde planetária 2024. Foto: Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático/ Divulgação

                                                        Há um outro critério que — ainda — não está no sinal vermelho, embora pareça apenas questão de tempo para que o sétimo limite planetário seja ultrapassado. Segundo a pesquisa, os oceanos estão ficando cada vez mais ácidos e impróprios para abrigar vida marinha.

                                                         

                                                        Este processo está acontecendo por conta das altas emissões de CO2. Afinal, uma das consequências de bombardear a atmosfera com dióxido de carbono — além de aumentar a temperatura da Terra — é desestabilizar o equilíbrio e comprometer a cadeia alimentar do oceano.

                                                        Segundo os pesquisadores, os oceanos estão ficando mais ácidos devido ao aumento constante das emissões causadas pela queima de combustíveis fósseis — como petróleo, carvão e gás. Desde a revolução industrial, cerca de 1/3 do CO2 gerado pelo homem foi absorvido pelos oceanos.

                                                         

                                                        Como o dióxido de carbono é um gás ácido, ele afeta os oceanos — que já estão 30% mais ácidos. Se a situação continuar do jeito que está, os modelos de previsão estimam um aumento de 150% na acidez até 2100.

                                                         

                                                        Para os cientistas, a piora desse problema é algo inevitável nos próximos anos e é preciso investir em ações para conter esses avanços com urgência. Afinal, mesmo reduzindo rapidamente os níveis de emissões, os sistemas oceânicos devem registrar algum aumento da acidificação, aponta o estudo.

                                                        Quais as consequências de um oceano mais ácido?

                                                        Especialista em sistemas planetários do Instituto do Clima de Potsdam, Wolfgang Lucht monitora o avanço dos oceanos cada vez mais ácidos. Segundo o cientista, há organismos e micro-organismos que constroem suas conchas ou esqueletos a partir do carbonato — como os corais, por exemplo.

                                                        Em um oceano mais ácido, o carbonato se dissolve mais facilmente e, portanto, eles têm muito mais dificuldade para formar seus corpos– Wolfgang Lucht

                                                        Além disso, a água cada vez mais ácida causaria um impacto enorme para milhões de animais, visto que danificaria corais, moluscos e o fitoplânctons — alimentos para uma série de espécies marinhas. Uma piora do cenário também poderia interromper o fornecimento de alimentos vindos da pesca.

                                                        Os impactos negativos seriam sentidos não somente nas águas. De acordo com a pesquisa, o oceano ficaria limitado de absorver mais dióxido de carbono e, consequentemente, aumentaria ainda mais as temperaturas do planeta.

                                                        E se os limites forem quebrados?

                                                        Caso os limites de saúde do planeta sejam quebrados, a previsão não é animadora. Uma vez que um limite é violado, o risco de danificar permanentemente as funções de suporte à vida da Terra aumenta, a ponto de causar mudanças irreversíveis, diz o relatório. Logo, se vários — ou todos — forem ultrapassados, seria uma catástrofe.

                                                        A mensagem é clara: ações locais impactam o planeta, e um planeta sob pressão pode impactar a todos, em todos os lugares– Levke Caesar, um dos autores do Planetary Health Check

                                                        De acordo com o relatório, o único tópico entre os nove que realmente não oferece risco de ser violado é o que se refere ao estado da camada de ozônio do planeta. Mesmo tendo sofrido com produtos químicos artificiais, este escudo se recuperou a partir de 1987, quando essas substâncias foram proibidas.

                                                         

                                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                         

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                                                          A NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly, como o nome sugere, também foi pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac.

                                                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                                                          A nova embarcação tem previsão de ganhar os olhares calibrados dos amantes do setor no ano que vem, durante o maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show. O evento tradicionalmente reserva as principais novidades do setor. Foi por lá, inclusive, que a NX Boats lançou a NX 41 Horizon, em setembro deste ano.

                                                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

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                                                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                                                          De forma geral, o barco manterá as características principais da NX44 design by Pininfarina, com uma ligação contínua entre os seus espaços interiores e exteriores, um grande cockpit, área gourmet devidamente equipada e duas cabines com banheiros individuais, que proporcionam pernoite para até cinco pessoas.

                                                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                                                          Nas especificações técnicas, são 13,77 m de comprimento e 3,86 m de boca, além de dois motores centro-rabeta de 380 hp ou dois de 440 hp. A motorização de popa também é uma opção.

                                                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                                                          A novidade mesmo chegará no fly. A ideia do estaleiro com um segundo comando é garantir ainda mais esportividade e performance à lancha, já tida por Jonas Moura, CEO da NX Boats, como uma “super sport cruiser”.

                                                          É uma embarcação com muito conforto, mas também muita esportividade e design– Jonas Moura, em entrevista durante o Boat Show de Itajaí

                                                          Vale ressaltar que uma lancha com flybridge possui um segundo convés elevado, que proporciona, principalmente, uma visão panorâmica para o piloto durante o comando da lancha.


                                                          Para além disso, o espaço costuma oferecer mais um espaço de lazer no barco, possibilitando que mais pessoas naveguem na embarcação e aproveitem os seus recursos. Na nova NX, é possível observar pelas imagens divulgadas que o espaço contará com um sofá em L e uma mesa.

                                                           

                                                          Quer ter uma ideia de como um fly cairá na nova lancha da NX? Confira o teste da NX44 design by Pininfarina no Canal Náutica no YouTube:

                                                           

                                                           

                                                           

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                                                            Atividade aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí; amostras estão sendo analisadas para verificar possível vazamento radioativo

                                                            09/10/2024

                                                            Submarinos com reatores nucleares dispensam a necessidade de reabastecimento, o que confere mais tempo à embarcação debaixo d’água. A tecnologia, presente no USS Hampton, contudo, pode ser desastrosa às pessoas e ao meio ambiente em caso de falhas. Por isso, a Marinha do Brasil realizou um monitoramento radiológico após a embarcação dos Estados Unidos passar pelo país.

                                                            A ação aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, durante a visita do submarino norte-americano.

                                                             

                                                            O monitoramento coletou amostras de água e sedimentos, para, a partir da análise de técnicos do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), garantir que a embarcação não tenha deixado nenhum rastro proveniente de um possível vazamento radioativo.

                                                            Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                            O superintendente de relações institucionais e comunicação social da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade da Marinha, vice-almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho, explica que “a tecnologia nuclear é um setor estratégico para a defesa nacional e o seu desenvolvimento é um compromisso da Marinha. Porém, é uma atividade que envolve riscos, que precisam ser tratados da maneira adequada”.

                                                            Esse monitoramento faz parte de um protocolo de segurança nuclear, que contribui para prevenir a contaminação radiológica proveniente de navios– completou

                                                            A visita do USS Hampton às águas brasileiras aconteceu após sua participação no exercício multinacional Unitas LXV, no qual o Brasil também esteve presente com a Fragata Liberal, em setembro deste ano, no mar do Chile.


                                                            Em maio, a Marinha do Brasil realizou outro monitoramento radiológico no litoral brasileiro, durante a visita do porta-aviões norte-americano USS George Washington à Baía de Guanabara (RJ).

                                                             

                                                            O monitoramento incluiu medições do ar, da água, de sedimentos marinhos e a análise dos tripulantes e materiais descartados, após o exercício conjunto “Southern Seas”.

                                                             

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