De canoas a navios cargueiros, muitas são as embarcaçõesque encontraram o descanso eterno em seu habitat natural. Carregadas ou vazias, fato é que, quanto mais antigos forem os naufrágios, mais essas estruturas submersas contribuem para a ciência e história da humanidade, trazendo uma melhor percepção sobre o comércio, tecnologiae a vida cotidiana de sua época.
Ímãs de curiosose da vida marinha propriamente dita — que encontra nos destroços uma nova possibilidade de lar –, as antigas embarcações naufragadas encontradas no fundo do mar já se revelaram mesmo depois de 3 mil anos, aumentando as expectativas do que ainda pode ser encontrado oceanoa dentro.
Enquanto novos achados não surgem, confira a seguir os mais antigos naufrágios já registrados na história.
Cesareia, 1,7 mil anos atrás
Encontrado em 2021, um naufrágio romano datado de 1,7 mil anos atrás surpreendeu pesquisadoresao ser achado na cidade de Cesareia, em Israel, carregado de artefatos antigos. Segundo o Instituto Armstrong de Arqueologia Bíblica, entre os objetos estavam centenas de moedas romanas de prata e bronze, além de estátuas e estatuetas.
Foto: Israel Antiquities Authority / Divulgação
Mar da Galileia, 2 mil anos atrás
Preservado por uma camada de argila, os restos de uma embarcação de 2 mil anos atrás foram encontrados em 1986, na costa noroeste do Mar da Galileia, também em Israel. De acordo com o museu Yigal Allon Centre, após datação por radiocarbono, foi constatado que a embarcação datava entre 100 a.C. e 100 d.C.
Foto: Yigal Allon Centre / Divulgação
Dinamarca, 2,3 mil anos atrás
Com quase 20 metros, 530 quilos e capacidade para 24 pessoas com armas e equipamentos, o barco Hjortspring foi encontrado no pântano de Hjortspring Mose, na Dinamarca, entre 1921 e 1922, após escavações. Projetado como uma grande canoa da Idade do Ferro pré-romana escandinava, indícios mostraram que a embarcação teria sido construída por volta de 300 a 400 aC.
Em 2022, uma canoa datada de 3 mil anos atrás foi encontrada o Lago Mendota, em Madison, Wisconsin, EUA. Com aproximadamente 4,4 metros, o antigo naufrágio foi esculpido a partir de um único pedaço de carvalho-branco, conforme informou a Sociedade Histórica de Wisconsin em comunicado.
Foto: Wisconsin Historical Society / Divulgação
Próximo ao local da descoberta, especialistas acreditam existir uma aldeia indígena submersa.
Inglaterra, 3,5 mil anos atrás
Tido como o “barco marítimo mais antigo conhecido do mundo” pelo Museu de Dover, um naufrágio de 3,5 mil anos atrás foi encontrado por trabalhadores que realizavam obras de uma ligação rodoviária em Dover, na Inglaterra, em 1992.
O que um dia foi lixoe sucata poderá, em breve, se transformar em um veleiropotente, capaz de atravessar oceanose enfrentar tempestades. Essa é a meta do ator alemão Daniel Roesner, que contratou um estúdio de design para tirar do papel seu ousado projeto de embarcaçãosustentável.
Quem comprou a ideia foi a iYacht, que projetou o catamarãcom materiais recicláveis e reciclados. Batizado de Hu’chu 55, o veleiro de 17 metros terá 90% do casco feito de sucata de alumínio.
Nome do veleiro une o ‘Hu’, abreviação de Hunsrueck, onde Daniel cresceu, com ‘Chu’, referência ao local onde ele descobriu sua paixão pelo mar e surfe. Foto: iYacht/ Divulgação
O metal será proveniente de uma série de itens, como placas de veículos, placas de trânsito, restos automotivos e de construção, latas de cosméticos e resíduos triturados em usinas de reciclagem. O Hu’chu 55 ainda incorporará madeirarecuperada, cortiça reciclada e fibras naturais.
Segundo Daniel, o veleiro feito de sucata será usado para explorar o mundo, produzir filmese conduzir pesquisasoceânicas, focadas em proteção ambiental. O ator também carrega o desejo de atuar em parceria com universidades
O barco será uma plataforma para pesquisa sustentável, aventura, filme e vida circular. Há muitos projetos inspiradores que me ajudaram a reunir ideias; espero que o Hu’chu 55 seja uma inspiração também– Daniel Roesner, à iYacht
Sustentável por dentro e por fora
Não é só a sucata usada na construção do cascoque concederá a fama de amigo do meio ambiente ao veleiro. O catamarã também contará com um sistema de propulsão livre de emissões, composto por dois motores elétricos.
Foto: iYacht/ Divulgação
O conjunto de bateriasserá recarregado por painéis solares integrados ao barco e a energia limpa será usada para tudo — desde a alimentação dos equipamentos a bordo, como do estúdio de cinema que fará parte do veleiro, até o cultivo de vegetais em um amplo jardim.
Essa horta, inclusive, será responsável por fornecer alimentosaos passageiros do Hu’chu 55. Outro detalhe que vale menção é a ausência de ar-condicionado — escolha de Daniel para evitar o alto consumo de energia. No lugar, vidroisolante e sistemas de ventilação garantirão o conforto térmico de quem estiver a bordo.
Quanto à aparência, o exterior de metaldeixará o veleiro com uma estética robusta, adequada ao propósito explorador que o conduzirá ao redor do mundo. Já o interior será decorado por tons de marrom e preto.
Segundo a iYacht, a embarcação corresponde a um dos desafios mais sustentáveise atraentes realizados pela empresa, que entregou cerca de 200 projetos nas últimas duas décadas. Uma equipe multidisciplinar foi escalada para cumprir com todos os requisitos de Daniel.
Agora, o ator segue em busca de novos parceiros, patrocinadores e investidores que compartilhem do desejo de criar um veleiro feito de sucata. O próximo passo é encontrar estaleiroscom experiência em alumínio, capazes de transformar a ideia em realidade.
As regatas Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil e Toque-Toque por Boreste, de 55 e 23 milhas náuticas, abriram a 51ª Semana de Vela de Ilhabela (SIVI). No percurso mais curto — mas não menos desafiador –, o resultado saiu na base do photo finish. Já no Alcatrazes, os velejadorescortaram a madrugada no mar, com resultado definido na manhã desta segunda-feira (22).
Os barcos das classes ORC e BRA-RGS partiram 12h10 do domingo (21) para enfrentar as 55 milhas náuticas da regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil — e alguns só voltaram com o raiar do dia em Ilhabela. Bem por isso, os velejadores foram recebidos durante toda a madrugada com sopa.
Foto: Vinicius Branca | FOTOP / Divulgação
Resultados Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil
ORC
Na ORC, o primeiro Fita-Azul do percurso foi o Crioula — que busca o tricampeonato da SIVI — mas, no tempo corrigido, melhores ventos para o +Bravíssimo, do Espírito Santo, seguido pelo argentino Mago e pelo uruguaio Albariño.
É como se fosse um jogo, os grandes e mais rápidos vão explodindo minas ao longo do caminho e a gente conseguiu aproveitar essa informação e conseguir linhas melhores de vento– Alfredo Rovere, proeiro do +Bravíssimo
BRA-RGS
Na BRA-RGS, o Zeus, de Paulo Moura, foi o vencedor no tempo corrigido, após longas 12 horas de regata. Logo atrás dele veio o Pangea, de Jorge Carneiro, e o Barco Brasil, de José Guilherme Caldas. Na versão B, o melhor da Toque-Toque foi o Tanuki, de Rafael Torrentin.
Após contornamos, tomamos a decisão de voltar mais próximo ao continente apostando na entrada do nordeste, e fomos muito felizes com essa tática. Conseguimos chegar muito bem e fazendo Fita-Azul– Gereba Carvalho, do Zeus
Resultados Toque-Toque por Boreste
C-30
Marcada pela variação de vento em quase todo o percurso, a prova teve resultado apertado, após quatro horas de disputa. Melhor para o Loyalty 06, de Alex Leal (atual campeão da classe C-30), que superou o Relaxa, de Tomás Mangabeira, por apenas 10 segundos de vantagem nos metros finais — resultado definido no photo finish.
Equipe do Loyalty 06. Foto: Neto Ilhabela | Fotop / Divulgação
Completando o pódio da classe C-30 chegou o Tonka, liderado pelo medalhista olímpico Robert Scheidt.
Foto: Vinicius Branca | FOTOP / Divulgação
Clássicos
Na Clássicos, o Vendetta, de André Gick, ganhou no tempo corrigido com seu Tratan 41 — após 7 horas e 34 minutos. Na sequência, vieram KamehaMeha, de Alberto Kunath e o Morgazek, de Michele D’Ippolito, que foi o Fita-Azul e é o homenageado da 51ª edição da SIV.
Foram muitas horas, muitos desafios. A gente fez boas escolhas. Muita sorte e uma equipe sensacional que desempenhou um sincronismo, uma harmonia que gerou bons resultados– Michele D’Ippolito
RGS Cruiser
Na RGS Cruiser (antiga Bico de Proa), o Pegasus, de Lucas de Azambuja, foi o vencedor, seguido pelo João das Botas, de Nicacio Filho e o Náutico II, de Frederico Grunewald. São, ao todo, 25 veleiros nesta categoria.
RGS-C
Na RGS-C, o ganhador da Toque-Toque foi o Rainha , de Leonardo Pacheco, fechando as primeiras regatas da 51ª SIVI.
Foto: Vinicius Branca | FOTOP / Divulgação
51ª edição da Semana de Vela de Ilhabela
A Semana Internacional de Vela de Ilhabela é tida como a maior da modalidade na América do Sul. O evento reúne os principais nomes do esporte no país, divididos em barcos de diferentes tamanhos e classes.
Foto: Vinicius Branca / Divulgação
Neste ano, as regatas contarão com 100 veleiros de diversos estados do país, como Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, além de estrangeiros da Argentina e Uruguai.
Serão mais de 20 regatas programadas em raias tradicionais como o Canal de São Sebastião, Ponta das Canas, Alcatrazes, Farol dos Moleques e Ponta das Selas.
Mais de mil quilômetros separam Brasíliada praiamais próxima, mas isso não impede que os moradores aproveitem belas águaspara navegar, praticar esportese relaxar. Isso, claro, só é possível graças ao Lago Paranoá, cartão postal da cidade e respiro em meio à vida urbana.
Quem passa por lá se surpreende com as opções de diversãodisponíveis, em atmosfera que contrasta com ternos, gravatas e com a correria do dia a dia na capital do Brasil. Bares, restaurantes e passeios compõem a orla do Lago Paranoá, que se estende por 80 km e ocupa uma área de 48 km².
Por ironia do destino — ou não — o nome Paranoá, fruto da língua tupi, significa “enseada do mar”. Mas essa está longe de ser a única curiosidade a respeito desse ponto turístico, rico em história e cultura.
Confira abaixo alguns ‘segredos’ do Lago Paranoá, que receberá o Brasília Boat Show de 14 a 18 de agosto.
Lago Paranoá nem sempre existiu
A ideia de criar um lago artificial surgiu no final do século 19, quando o engenheirofrancês Auguste François Marie Glaziou percebeu o potencial da região. Cerca de 60 anos depois, o projeto foi adotado durante a construção de Brasília.
Foto: Arquivo Público-DF/Divulgação
Inicialmente, a obra estava nas mãos de uma construtora norte-americana — a Raymond Concrete Pile of the Americas –, mas por conta dos constantes atrasos que impediam a promessa de campanha de Juscelino Kubitschek, o contrato foi rescindido e passado para as empresas Novacap, Camargo Corrêa, Rabello e Engenharia Civil e Portuária.
“Como inaugurar Brasília sem o lago tão amplamente anunciado e que, além do mais, seria a moldura líquida da cidade?”, disse o presidente, na época, segundo o Arquivo Público do Distrito Federal.
Foto: Arquivo Público-DF/Divulgação
Em 12 de setembro de 1959, no dia do aniversário do governante, a barragem foi inaugurada.
Frota marítima extensa
Segundo a Secretaria de Turismo do Distrito Federal, Brasília possui a 4ª maior frotanáutica do país, com mais de 50 mil embarcações, ficando atrás apenas de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Foto: Agência Brasília/ Reprodução
Tanto que, no Lago Paranoá, é comum observar famílias em lanchas, jets e outras embarcações — usadas tanto para momentos de lazer quanto para a prática de esportes aquáticos.
Vila submersa
No local em que hoje está o Lago Paranoá, existia, na década de 1950, vilasque abrigavam, de forma temporária, operários envolvidos na construção de Brasília. Uma delas era a Vila Amaury, que possuía cerca de 16 mil trabalhadores e espaços como bares, restaurantes e até um pequeno parque de diversões.
Vila Amaury. Foto: Arquivo Público-DF/Divulgação
Porém, era sabido que, quando as obras da barragem do Lago Paranoá terminassem, todos deveriam deixar a vila — já que ela seria inundada. Na época, houve resistência por parte dos moradores, que só foram transferidos para outras regiões quando a água já avançava pela terra.
Como as comportas da barragem fecharam no período de fortes chuvas, o lago rapidamente encheu e não houve tempo para remover o que sobrou da vila. Em 2017, mergulhadores fizeram registros que mostram as ruínas do local e até um ônibus submerso.
Uma das pontes mais bonitas do mundo
O Lago Paranoá abriga a ilustre Ponte Juscelino Kubitschek — também conhecida como Terceira Ponte ou simplesmente Ponte JK, inaugurada em 2002.
Foto: Mariordo/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Sua estrutura com arcos assimétricos, que remetem ao movimento de uma pedraquicando no espelho d’água, lhe rendeu o título de uma das 27 pontesmais bonitas do mundo pela Condé Nast Traveler.
A obra arquitetônica aparece ao lado de pontes famosas, como a Manhattan Bridge (EUA) e a Tower Bridge (Inglaterra).
Ilhas no Lago Paranoá
Outra curiosidade sobre o ponto turístico de Brasília é a presença de três pequenas ilhas.
A maior é chamada Ilha do Paranoá e conta com cerca de 1,54 hectare e 110 metros de largura. A segunda é a Ilha Retiro, localizada a 85 metros da margem do lago, com cerca de 1 hectare.
Ilha dos Clubes. Foto: EliasTheHorse/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Já a terceira e menor é a Ilha dos Clubes, com apenas 6 m². Ela fica próxima à ponte JK. As ilhas Paranoá e Retiro são declaradas como reserva ecológica por uma lei distrital de 1997.
Capivaras à vista
Esses bichinhos, alvos de tantos memes na internet, são comumente vistos às margens do Paranoá — e isso não é de agora. Segundo o Arquivo Público do DF, as capivaras fazem parte do cenário do lago desde a década de 1970.
Foto: Envato
Por serem animais generalistas e não correrem risco de extinção, as capivaras competem tranquilamente por espaço no lago e aproveitam as águas para dar um mergulho.
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
De 14 a 18 de agosto, a capital do Brasil será também o epicentro náutico do país. Isso porque o Brasília Boat Show atracará nas águas do Lago Paranoá, levando, além de grandes embarcações, uma ampla variedade de produtos para barcos, incluindo o catálogo de importados da Marine Center.
Há mais de 20 anos no mercado, a marca conta com mais de 4 mil itens cadastrados em seu catálogo, com produtos que atendem desde a montagem da embarcação, até os acessóriospara personalizá-la.
Foto: Acioni Cassaniga e Marcello Sokal / Revista Náutica
Sediada no Espírito Santo, a Marine Center atende cerca de 90 estaleiros, além de lojistas, montadoras, construtoras e órgãos públicos em todo o Brasil. Conheça mais sobre a marca:
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
Detalhes sobre a vida íntima de baleias-azuis, um dos maiores animais do mundo, vieram à tona por meio de imagens inéditas, flagradas no âmbito de uma pesquisa na Austrália. Entre as cenas, está a de uma baleia amamentando seu filhote.
Na filmagem, é possível ver o pequeno animal se aproximar da mãe e permanecer junto a ela por alguns segundos enquanto se alimenta. Estima-se que um bebê-baleia chegue a consumir, por dia, cerca de 200 litros de leite.
O vídeo foi gravado no Timor-Leste, país do sudeste asiático, como parte do programa de pesquisa liderado, há dez anos, pela Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês).
Segundo a professora Karen Edyvane, ecologista marinha e líder do projeto, as imagens da baleia amamentando — bem como as que as mostram namorando, defecando e em outras situações — são fundamentais para desvendar o mistério que, até então, encobriu a forma com que esses animais se reproduzem.
Nosso projeto de uma década documentou alguns dos comportamentos reprodutivos íntimos menos conhecidos das baleias azuis, alguns pela primeira vez. É muito emocionante– Karen Edyvane, à ANU
Confira abaixo o vídeo da baleia amamentando!
Projeto descortina vida íntima das baleias-azuis
Feitas com o auxílio de mergulhadores e drones, as imagens das baleias-azuis surpreendem não só a comunidade científica.
Afinal, em outro vídeo, é possível ver com clareza um cetáceo defecando — ao passo que uma terceira gravação mostra dois animais em um “namoro íntimo”, como descrito na legenda. É ainda possível acompanhar as baleias brincando, repousando e nadando pelo mar.
Baleia defecando. Foto: Zacarias da Cunha / ‘Baleia no Golfinhu iha Timor-Leste’/ Reprodução
Embora feitas em 2022, as cenas só foram reveladas neste mês e estão disponíveis no site do projeto, batizado de Whales and Dolphins of Timor-Leste — ou Baleia no Golfinhu iha Timor-Leste, como é conhecido localmente. A exceção é o vídeo da baleia amamentando, publicado no ano passado pela Insider Divers, responsável pela gravação.
De um modo ou de outro, somente agora os cientistasderam detalhes sobre as descobertas, cerca de três meses depois de apresentarem um estudo ao Comitê Científico da Comissão Baleeira Internacional (IWC).
Desde 2014, o projeto da ANU avistou mais de 2.700 baleias-azuis, números que, em nível global, “são realmente extraordinários”, como destaca Edyvane.
Navegar com estilo também tem sua importância, e a Growdeck estará na estreia do Brasília Boat Show para comprovar isso. Com soluções em pisos para diferentes tipos de embarcações, a marca fará parte da primeira edição do maior evento náutico do Centro-Oeste — que acontecerá de 14 a 18 de agosto, no Lago Paranoá.
Uma das principais empresas em pisos náuticos no Brasil, a marca tem como ponto forte a personalização dos seus produtos, e já esteve presente em outros eventos Boat Show, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Itajaí (SC).
Foto: Growdeck / Divulgação
No Rio Boat Show 2024, a marca apresentou a novidade da placa frizada 2×1 (2 metros por 1) que, segundo Carlos Sousa, gerente comercial da Growdeck, só eles fabricam no Brasil. De acordo com o profissional, este material também é aplicado em jets, barcos de alumínio e iates — tanto em áreas internas quanto externas.
Nosso diferencial no mercado de pisos é que nós somos fabricantes de EVA, e fazemos o EVA náutico, justamente para os pisos das embarcações. Só nós fabricamos o nosso próprio material– Carlos Sousa, gerente comercial da Growdeck
Logo, é possível colocar o nome do barco, da marina, do modelo da embarcação e da cor que o cliente quiser, combinando “espessuras, texturas e combinações”, segundo a empresa.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
No seu variado catálogo de soluções, a Growdeck tem diversas opções de deques, tapetes flutuantes, porta-celular/tablet em EVA e defensas do mesmo material, além de outros acessórios.
Tapete flutuante da marca. Foto: Growdeck/ Divulgação
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Sempre emocionante, recheada de surpresas e muita sincronia, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos é um dos momentos mais aguardados da maior evento esportivo do planeta. Neste ano, porém, as arquibancadas darão lugar ao cais, e o gramado, ao rio Sena. Isso porque, pela primeira vez na história, a celebração acontecerá fora de um estádio— e a bordo de 94 barcos.
No dia 26 de julho, a partir das 14h30 (horário de Brasília), cerca de 10,5 mil atletascruzarão o centro de Parispor 6 km, passando por monumentos como a catedral de Notre-Dame, o Hotel de Ville, a sede da prefeitura e o Grand Palais, diante de um público estimado em 326 mil pessoas, além de 1,5 bilhões de espectadores ao redor do mundo.
Olimpíadas 2024 / Divulgação
Para que quem estiver fora da Françapossa ter o gostinho desse momento histórico, os 94 barcos que levarão as delegações estarão devidamente equipadoscom câmeras.
Já para os milhares de visitantes esperados para a cerimônia, oitenta telões e alto-falantes ficarão estrategicamente posicionados, para transmitir cada detalhe.
Olimpíadas 2024 / Divulgação
Aliás, a celebração contará com entrada gratuita para grande parte do público que atracar em Paris, já que um lugar no cais superior dispensará a necessidade de ingressos.
Por outro lado, os que desejarem acessar o cais inferior, da ponte Austerlitz à ponte Iéna, precisarão pagar pelas entradas — que atualmente custam a partir de 7,5 mil euros (cerca de R$ 44,5 mil reais em conversão realizada em junho de 2024).
Planejamento e “plano B” para a abertura das Olimpíadas
Apesar de um evento em um estádio não ficar imune a adversidades, uma Cerimônia de Abertura Olímpica no rio Sena, a bordo de embarcações, carrega muito mais possíveis complicações que o normal.
Para se ter uma ideia, cada embarcação levará 45 minutos para percorrer o trajeto previsto — se tudo der certo –, cruzando a cidade de leste a oeste, sob a escolta de botesda guarda costeira e de 45 mil policiais civis e militares.
Olimpíadas 2024 / Divulgação
O clima, porém, é quem detém o maior poder de mudar toda essa estrutura. Nas últimas semanas, o mau tempo fez com que o nível do Sena subisse, o que impediu a realização de alguns testes. Mas Amélie Oudéa-Castera, ministra do Esporte da França, confia que a chegada do verãomudará esse cenário.
A condição meteorológica vai melhorar, menos chuva, mais calor, isso vai nos ajudar para o sucesso deste plano de ação– afirmou a ministra
De qualquer forma, a França já se organizou para mudar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos caso imprevistos aconteçam. Entre as alternativas está a diminuição do número de espectadores ou, em último caso, se a parada fluvial não for possível, pode haver um desfile de atletas sobre a ponte de Iéna, entre a torre Eiffel e o Trocadéro.
Mas, ao que depender de Amélie, “é o plano ‘A’ que irá acontecer, o que não nos impede de antecipar outros cenários. Um plano ‘B’ ou ‘C’ são possíveis, mas até este momento, eles não têm razão de ser acionados”.
A poluição do Sena: maior desafio de Paris 2024
A organização das Olímpiadas de Paris 2024 tirou de letra o prazo de entrega das arenas temporárias, conseguindo respeitar o cronograma previsto. Mas uma peça específica de toda a enorme estrutura que envolve a maior competição do planeta — quase — ficou fora do lugar e causou preocupações: a limpeza do rio Sena.
Além de palco de abertura dos Jogos, o rio sediará as provas de maratona aquática e natação do triatlo. A ideia da organização era deixar as águasideais para uso dos atletas até a data de início das competições, cronograma que ficou por um fio quando autoridades foram surpreendidas pelas mudanças climáticas, que levaram a Paris o início de ano mais chuvoso dos últimos 30 anos.
Entre janeiro e março de 2024, a capital francesa teve uma média 220 mm de precipitação, valor próximo de 1995, quando choveu quase 250 mm, de acordo com a base de dados do site meteorológico Infoclimat — um recorde para o período do ano.
Com isso, não só a qualidade da água mas o níveldo rio deu à organização do evento o seu maior desafio. A ministra Amélie, contudo, confiou no plano de ação pensado há anos para a realização das Olimpíadas que, segundo ela, teve “meios importantes mobilizados e orquestrados pela prefeitura da região.”
Nós estamos confiantes da nossa capacidade de manter o calendário das provas como ele foi colocado na cena– disse ela durante um evento-teste com parte dos barcos
Cumprindo com o previsto, em 13 de julho — 13 dias antes da abertura –, a ministra pulou nas águas do Sena acompanhada de Alexis Hanquinquant, triatleta profissional que não disputará os Jogos, visando provar que a qualidade da água está em condições de receber os atletas.
Foto: X / Amélie Oudéa Castéra / Reprodução
O êxito na limpeza do Sena de deve muito ao projeto Bassin D’Austerlitz, um grande tanque construído para conter as águas da chuva e evitar que ela se misture com os esgotos despejados no rio. Com investimento de cerca de 1,4 mil milhões de euros, a iniciativa prevê criar condições para que o grande público possa mergulhar no Sena a partir de 2025.
Os amantes de aventuras nas águas acabam de ganhar mais um motivo para conhecer o primeiro Brasília Boat Show, marcado para acontecer de 14 a 18 de agosto. Confirmadíssima para o evento, a BRPdesembarcará com a linha completa da Sea-Doo, com jetse pontoonspara todos os gostos.
Quem fará a ponte com os visitantes é a Villa Náutica, concessionária com loja em Brasília. No estande da empresa, haverá opções de motos aquáticas para diferentes necessidades, com opções focadas em desempenho, esportes e muito mais.
Foto: Divulgação
Quanto aos pontoons, ambos os modelos da Sea-Doo atracarão no Brasília Boat Show, o primeiro do Centro-Oeste: o Switch Cruise, testado pela equipe de NÁUTICA e focado em conforto para toda a família, e o Switch Sport, equipado com recursos para esportes aquáticos.
A Villa Náutica também pretende exibir no Brasília Boat Show os famosos UTVs e ATVs da Can-Am, marca pertencente à BRP.
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
De 14 a 18 de agosto, um mundo de novas possibilidades na água se abrirá para o público do Centro-Oeste brasileiro. Isso porque, durante esses cinco dias, a capital do Brasilreceberá sua primeira edição do Brasília Boat Show, salão náutico que levará grandes novidades desse mercadoàs águas do Lago Paranoá. Entre as marcas participantes está a Yamaha, que atracará no evento com motores e WaveRunners.
Com fábrica no Brasil, a Yamaha comercializa motoresde popa que incorporam alta tecnologiapara atender às mais variadas aplicações, uma vez que seus equipamentosvão dos 4 hp aos 425 hp — padrão que se repete nos famosos WaveRunners, com uma extensa linha que atende dos navegadores iniciantes aos profissionais.
Foto: Acioni Cassaniga e Marcello Sokal / Revista Náutica
Recentemente, a marca esteve presente no Marina Itajaí Boat Show 2024. Por lá, a Yamaha escolheu apresentar ao público do Sul toda sua linha de motores grandes, com equipamentos que foram dos 200 hp aos 400 hp.
Foto: Descio Oliveira e Douglas Guimarães/Revista Náutica
A linha completa de WaveRunners da marca também atracou por lá — incluindo o SuperJet, modelo de pilotagem em pé já testado por NÁUTICA.
Tendo o lago Paranoá como um verdadeiro point dos usuários de jet, as expectativas quanto ao que a Yamaha levará ao Brasília Boat Show são altas — e certamente serão atendidas, afinal, já são quase 70 anos de história sobre as águas.
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
Todos os ventos sopram para a 51ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), que teve início na última sexta-feira (17) e vai até o próximo sábado (27). Neste domingo (21), a regata de abertura Toque-Toque por Boreste, da classe C-30, entusiasmou os amantes da modalidade, com resultado definido no photo finish.
Marcada pela variação de vento em quase todo o percurso, a prova de estreia — com 23 milhas náuticas — teve resultado apertado, após quatro horas de disputa. Melhor para o Loyalty 06, de Alex Leal (atual campeão da classe C-30), que superou o Relaxa, de Tomás Mangabeira, por apenas 10 segundos de vantagem nos metros finais.
Foto: Luhan Grolla | Fotop / Divulgação
Foi uma disputa intensa até o final da regata. Qualquer metrinho, qualquer soprinho de rajada fazia diferença, porque o vento foi diminuindo– contou Mário Tinoco, atleta da seleção brasileira de vela SSL
Completando o pódio da classe C-30 chegou o Tonka, liderado pelo medalhista olímpico Robert Scheidt.
Scheidt e equipe. Foto: Neto Ilhabela | Fotop / Divulgação
Os veleiros das classes ORC e BRA-RGS, por sua vez, realizaram a regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, completando um total de 55 milhas náuticas, e aguardam o cálculo que definirá o vencedor, conhecido como rating.
O rating é um número que baliza o tempo ideal em que um veleirocom as características medidas deve velejar em um determinado tempo de regata. Ao final da prova, o tempo real de chegada é multiplicado por esse rating, determinando o tempo corrigido daquele veleiro.
Foto: Vinicius Branca / Divulgação
As regatas da SIVI voltam nesta na terça-feira (23) para o segundo dia valendo pontos, que entrarão no sistema high point: o barco que terminar em primeiro lugar receberá pontos equivalentes à quantidade de inscritos na sua classe. O segundo lugar receberá o número total de inscritos menos um ponto e assim sucessivamente.
Resultados da classe C-30
1 – Loyalty 06, de Alex Leal, com 10,50;
2 – Relaxa, de Tomas Mangabeira, com 9,00;
3 – Tonka, de Demian Pons, com 7,50;
4 – Caiçara, de Marcos de Oliveira Cesar, com 6,00;
5 – Kaikias EMS, de Daniel Hilsdorf, com 4,50;
6 – Bravo C30, de Jorge Martinez, com 3,00;
7 – Kairos, de Sophia Setti, com 1,50.
51ª edição da Semana de Vela de Ilhabela
A Semana Internacional de Vela de Ilhabela é tida como a maior da modalidade na América do Sul. O evento reúne os principais nomes do esporte no país, divididos em barcos de diferentes tamanhos e classes.
Foto: Vinicius Branca / Divulgação
Neste ano, as regatas contarão com 100 veleiros de diversos estados do país, como Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, além de estrangeiros da Argentina e Uruguai.
Serão mais de 20 regatas programadas em raias tradicionais como o Canal de São Sebastião, Ponta das Canas, Alcatrazes, Farol dos Moleques e Ponta das Selas.
Uma equipe composta por arqueólogos, antropólogos e engenheiros resolveu usar escritos sumérios encontrados em antiga tábua de argila para replicar um barco da Idade do Bronze — cerca de 2100 anos a.C. A ideia não só deu certo, como conseguiu levar a embarcaçãopara a água.
O material que norteou os especialistas é originário da cidade suméria de Girsu, construída pelos antigos sumérios, responsáveis pela invenção da escrita, dos primeiros códigos legais e detentora de muitos avanços tecnológicos, como a medição de tempo.
Foto: Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi / Divulgação
Através da espécie de “lista” dos materiais necessários para a construção da embarcação, com base em ilustrações do período e com a ajuda de construtores navais, a equipe saiu em busca de itens autênticos para a construçãodo barco milenar.
Foto: Emily Harris / Museu Nacional Zayed / Divulgação
Esse, inclusive, foi um dos passos mais desafiadores enfrentados pelos especialistas, uma vez que a lista incluía materiais como fibra de palmeira, pelo de cabra, juncos, quatro tipos de madeira, couro, esteiras de folhas de palmeira e decks de nervuras de palmeira, óleo de linhaça, óleo de gergelim e betume.
O processo de construção
Para construir a embarcação de mais de 4 mil anos foram usadas ferramentas manuais, deixando de lado as técnicas modernas. O casco externo da embarcação levou nada menos que 15 toneladas de juncos encharcados e despojados de suas folhas, antes de serem esmagados e amarrados em longos feixes com corda feita de fibra de palmeira.
Nós projetamos o navio usando uma combinação de evidências textuais, iconográficas e arqueológicas da região– Peter Magee, diretor do Museu Nacional Zayed, em entrevista à Newsweek
O pelo de cabra, presente na “receita” para a construção da embarcação, foi usado para a fabricação da velado barco, que alcançou 127 kg e exigiu uma força-tarefa de mais de 20 pessoas para içá-la. Outro número que chamou atenção no processo de construção foi o de tentativas para chegar ao betume perfeito para impermeabilização: mais de 100.
Foto: Emily Harris / Museu Nacional Zayed / Divulgação
No final, tudo deu certo e, em uma viagem de cinco dias e 92 km pela costa de Abu Dhabi, o “Magan”, de 18 metros de comprimento, foi testado e aprovado pela equipe. “Quando rebocamos o barco do píer pela primeira vez, fomos muito cuidadosos. Não há pregos, parafusos, nem metal algum. Então, eu estava com medo de danificá-lo”, lembra Marwan Abdullah Al-Marzouqi, um dos capitãesdo navio.
Quando começamos a navegar, logo percebi que era uma estrutura muito forte. Fiquei surpreso com a forma como algo tão pesado conseguia se mover tão suavemente no mar– destacou Marwan
Agora armazenado em um hangar, o Magan aguarda a conclusão das obras do Museu Nacional Zayed, na Ilha Saadiyat, em Abu Dhabi, para em breve integrar o acervo da instituição. O intuito é levar aos visitantes a história marítima do Golfo Pérsico e as conexões culturais possibilitadas graças à navegação.
Mesmo longe do mar (a praiamais próxima fica a mais de 1 000 quilômetros de distância), Brasília já é dona da quinta maior frota de barcosde lazer do país: são 53.316 lanchas, jets, veleiros e pequenos barcos a motor registrados na Capitania Fluvial de Brasília, que compreende o Distrito Federal e algumas localidades de Goiás. Motivo de sobra para a capital do país sediar, de 14 a 18 de agosto, o primeiro Brasília Boat Show.
Com formato “boutique” — um tipo de exposição mais íntima e de alto padrão — a edição de estreia do Boat Show em Brasília promete ser um sucesso. Marcas como NX Boats, Fibrafort, Ventura, Mestra Boats, Yamaha e BRP já confirmaram presença no salão, e anunciaram que exibirão seus barcos em seco e na água, a maioria disponível para test-drive.
Marina Itajaí Boat Show, em Santa Catarina, também acontece no formato boutique. Foto: Revista Náutica
Falando em testes na água, o lugar para abrigar o primeiro Brasília Boat Show não poderia ser mais perfeito: o Paranoá, lago que abraça a cidade de norte a sul e se destaca como um epicentro de lazer e esportes. Como quase nunca chove entre abril e setembro e o clima é ameno no resto do ano, é uma diversão garantida.
Foto: Envato
Criado artificialmente durante a construção de Brasília — sem ele, o clima seco da cidade tornaria o ar irrespirável — e inaugurado em setembro de 1959 durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, com volume de água equivalente a 30% da Baía de Guanabara, o Paranoá é ponto de encontro de lanchas, jetse de praticantes de remo, velae kitesurf. É clima de praia em pleno cerrado.
Foto: Mariordo/ Wikimedia Commons/ Reprodução
“O Lago Paranoá é um cartão-postal brasileiroe excelente para navegação o ano todo, sem falar dos rios e outras vias navegáveis que embelezam o Centro-Oeste”, conta o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, responsável pela chegada do Boat Show a Brasília, com o objetivo de expandir ainda mais as atividades náuticas no país.
O crescente do número de barcos no Paranoá provocou até o surgimento de pontos de encontro semelhantes às baladas diurnas de verão que ocorrem na Praia do Dentista, em Angra, e na enseada do Caixa d’Aço, em Porto Belo, Santa Catarina.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas últimas décadas a região Centro-Oeste passou a ocupar o topo da lista da renda nacional, à frente das regiões Sul e Sudeste. Com isso, o desejo de muitos moradores da Capital Federal pelo mundo náutico cresceu e a navegação passou a ser um dos estilos de vida favoritos.
Parque da Cidade, em Brasília. Foto: Instagram @parquedacidadebsb / Reprodução
Outro dado importante: segundo a PNAD-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), no ano de 2023, a unidade federativa com a maior renda média do Brasil foi o Distrito Federal, à frente de São Paulo.
Alguma dúvida de que o primeiro Brasília Boat Show vai ser um sucesso?
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
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Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
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Exportar lanchaspara diversos países não apagou a emoção da NX Boats ao desembarcar, pela primeira vez, com seu maior modelo nos Estados Unidos. Batizada de NX 50 Invictus, a lancha de 50 pés com hardtop foi a primeira da linha Yacht.
Nas redes sociais, a empresa celebrou a conquista e destacou que “cada detalhe foi pensado com paixão e precisão” para entregar o que há de melhor “em desempenho e luxo” no mercadonáutico.
Estamos emocionados em compartilhar esse momento histórico com vocês! Com muita dedicação, foco e superação, a magnífica NX 50 Invictus finalmente chega às águas americanas!– NX Boats
O design marcante da lancha se alia à boa oferta de espaço, garantida pela boca de 4,05 metros. O modelo comporta até três suítes e abusa do uso do vidro, de forma a garantir a entrada de luz natural e integrar o interior com o exterior do barco.
Na popa, o espaço gourmet com churrasqueira cria uma boa área de lazer, ao passo que a praça de popa recebe os convidados com mesa, sofá e pufes. Sem passagem lateral, o acesso à proa é feito por dentro da embarcação.
Uma vez na proa, os passageiros desfrutam de solário para três pessoas e área de convivência com segunda mesa. Para dias chuvosos ou frios, há possibilidade de cobrir o espaço com uma tenda.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
A lancha tem boa altura tanto na cabine (2,90 metros), quanto no banheiro (2,20 metros). Há ainda a possibilidade de personalizá-la conforme o gosto do proprietário.
Um ano atrás, Luke Hartley vivia uma vida pacata em Seattle, nos Estados Unidos, em meio a alunos do ensino fundamental na escola onde atuava como professor de música. Hoje, porém, a vida dele é bem diferente. Em uma virada radical de carreira, Luke largou tudo e se lançou ao marpara encarar uma volta ao mundo de veleiro.
Atualmente na Polinésia Francesa, o professor compartilha sua aventura pelas redes sociais sob o nome Sailing Songbird — algo como ‘pássaro canoro navegando’, na tradução livre para o português.
Foto: Instagram @sailing_songbird/ Reprodução
No Instagram, acumula 897 mil seguidores, que acompanham o dia a dia dele na Vancouver 27, embarcação de 8 metros de comprimento que data de 1976. “Nunca pensei que viveria em tempo integral em um veleiro de 27 pés”, disse em uma publicação.
A vida no mar tem sido a experiência mais desafiadora e gratificante da minha vida. Os altos são enormes e os baixos parecem esmagadores às vezes– Luke Hartley
Foto: Instagram @sailing_songbird/ Reprodução
Volta ao mundo em veleiro
Luke decidiu tirar do papel, no ano passado, um sonho antigo que o acompanhava. Depois de pensar muito a respeito, pediu demissão e vendeu tudo o que tinha para comprar o barco.
Ao longo de sete meses, se dedicou a consertar o veleiro de 48 anos de idade e, em sete de outubro de 2023, deu adeus à terra firme ao embarcar na jornada pelo mar de Seattle.
Foto: Instagram @sailing_songbird/ Reprodução
Desde então, Luke enfrentou tempestades, conheceu novas culturas e até viveu um perrengue ao ficar incomunicável depois de ter perdido, submersa, a antena da Starlink que lhe provia internet.
“Fiquei apavorado com a solidão que viria. […] Olhando para trás, sei que essa foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo. Sou grato pela solidão que experimentei e estou para sempre mudado pelos insights que tive durante esta jornada”, comentou.
Foto: Instagram @sailing_songbird/ Reprodução
Dos Estados Unidos, o professor chegou ao Méxicoe encarou 49 dias no PacíficoSul, na primeira grande travessia da volta ao mundo de veleiro. Antes de ficar sem internet, fez uma espécie de diário de bordo, em que mostra as alegrias e perrengues de navegar em um pequeno barco.
Atualmente, ele está em terra firme, na ilha de Nuku Hiva, na Polinésia.
Atracar no Centro-Oeste, região conhecida como o “coração do Brasil”, promete ser uma experiência e tanto para a Mestra Boats. Presença constante nos eventos náuticos, o estaleiro escolheu três grandes sucessos para exibir ao público do Brasília Boat Show, de 14 a 18 de agosto.
Agora, a embarcação se prepara para navegar nas águas doces do Lago Paranoá e exibir todos seus recursos aos visitantes — que podem testar na prática o desempenho do modelo e visualizar destaques como teto solar em fibra com abertura elétrica, plataforma submergível capaz de aguentar 500 kg de carga e espaço para para cinco pessoas pernoitarem.
Foto: Revista Náutica
A Mestra também deixará à disposição a Mestra 322, que entrou com força na disputada faixa dos 30 pés e foi testada pela equipe de NÁUTICA. Com visual de barco importado, o modelo foi definido pelo presidente José Eduardo Cury — ou ‘Zé da Mestra’, como prefere ser chamado — como “sucesso absoluto”.
Lançamos no São Paulo Boat Show 2022 com 28 unidades vendidas. Foi uma coisa assustadora para nós– Zé da Mestra, durante o Boat Show de Itajaí 2024
Foto: Revista Náutica
Ao lado desses confirmados de peso, estará a Mestra 292, apresentada no Rio Boat Show do ano passado. Com 29,5 pés, a opção tem costado envidraçado — que garante entrada de luz natural e ventilação –, T-top e passagem lateral a bombordo — algo bem raro para uma lancha desse tamanho.
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
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Não é novidade que o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, é popularmente conhecido como Aeroporto do Galeão. O que poucos sabem, contudo, é que o nome atribuído de forma popular remonta não só a um navio, mas ao maior do mundono século 17 — construído em solo brasileiro.
Segundo maior aeroporto do Brasilem movimento internacional, o Galeão, na Ilha do Governador, leva no linguajar popular o nome de uma classe de naviosde guerra muito usados no período entre os séculos 16 e 17.
Foto: Portal Brasil 2016 (Olimpíadas) / Governo Federal Brasileiro / Reprodução
Eram embarcaçõesque traziam em suas estruturas quatro mastros e uma popa arredondada que, juntos, conferiam a esses navios velocidadee agilidade nas manobras.
Por volta de 1600, com os portugueses já instalados em solo brasileiro, Portugal — ainda como império — sofria com a perda de suas colônias para a Espanha. Como forma de tentar reverter a situação, a coroa portuguesa resolveu fazer uma grande encomenda à sua principal colônia: o Brasil.
Vinha aí o Galeão, maior navio de guerra do mundo
O cenário onde hoje está o aeroporto internacional, na ilha que pertencia ao governador do Rio de Janeiro, foi o escolhido para a construção de um galeão, maior navio de guerra do mundo à época, que viria a auxiliar Portugal em seus objetivos militares.
A partir de mão de obra majoritariamente escravizada, o navio foi produzido durante quatro anos, sob o comando de técnicos náuticos de Lisboa. Batizada de “Padre Eterno”, a embarcação trazia uma estrutura de 56 metros com 180 escotilhas, 144 canhões e tripulação de 4 mil homens.
Lançado ao marem 1664, o Padre Eterno — depois conhecido apenas como “Galeão” (nome da categoria do barco) — participou ainda da descoberta de uma nova rota entre o Oriente a Europa, pelo mar do Ártico.
Sem data exata, sabe-se que o Galeão afundou anos depois, quando já havia sido deixado para trás pelos navios a vapor.
Figurinha carimbada em todos os eventos Boat Show, não seria na estreia do maior evento náutico do Centro-Oeste do Brasil que a Ventura ficaria de fora. Depois de levar suas embarcações e veículos off-road para Santa Catarina e Rio de Janeiro, a marca atracará também na primeira edição do Brasília Boat Show.
Com mais de 40 anos de mercado, a Ventura levará toda sua expertise à estreia do evento náutico em Brasília — que acontecerá de 14 a 18 de agosto, nas belíssimas águas do Lago Paranoá. Levando em conta suas últimas participações em Boat Shows, a expectativa é alta.
V550 Crossover. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tanto no Rio de Janeiro quanto em Santa Catarina, o estaleiro mineiro colocou nas águas seu maior barco: a nova V550, de 55 pés. A embarcação chamou a atenção dos visitantes catarinenses e cariocas por, entre outras coisas, o clássico design italiano e a cabine de proa aberta.
Temos tudo de um barco de 70 pés em um barco de 55 pés– André Motta, diretor da Ventura
Ventura 420 Adventure. Foto: Ventura/ Divulgação
Além disso, a Ventura possui no seu catálogo os ATVs e UTVs — veículos off-road voltados ao lazer e agronegócio — , bem como uma linha de acessórios.
Somos hoje não só um estaleiro, mas também uma loja powersport. Nós temos barcos, motos aquáticas, bicicletas e motos elétricas, e vem muita coisa por aí– Marco Garcia, gerente comercial da Ventura, durante o Boat Show de Itajaí
Ventura Orca Performance by Taiga. Foto: Taiga / Divulgação
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
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Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
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Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Brasília Boat Show está chegando e promete agitar a capital federal de 14 a 18 de agosto, no Lago Paranoá. Se você ainda não decidiu se vai visitar, NÁUTICA te dá seis motivos irresistíveis para conhecer esse evento imperdível.
Estreante, o salão náutico chega ao Centro-Oeste brasileiro como a terceira parada dos eventos Boat Show que, neste ano, ainda passará outros três destinos. Nas águas doces da orla da Concha Acústica de Brasília, um mundode novas possibilidades se abrirá para os amantes da navegação que vivem na região.
Confira 6 motivos para visitar o Brasília Boat Show
Deslumbrar-se com a paisagem do Lago Paranoá
Realizado às margens do Lago Paranoá, o Brasília Boat Show oferecerá um cenário espetacular que por si só já vale a visita. O lago, com suas águastranquilas e vistas panorâmicas da capital, proporciona um ambiente perfeito para um evento náutico. Os visitantes podem desfrutar de momentos relaxantes, aproveitar a brisa do lago e apreciar a beleza natural de Brasília durante o test-drive de uma embarcação.
Foto: Envato
Viver a experiência de um evento com estandes flutuantes
Inspirado nos maiores salões náuticos do mundo, o Brasília Boat Show terá estandes inteiros de flutuantes no Lago Paranoá. Essa configuração única proporciona aos visitantes uma experiência imersiva, onde é possível caminhar sobre passarelas flutuantes e explorar as embarcações enquanto elas estão na água.
Foto: Revista Náutica
Essa proximidade com o lago torna a visita ainda mais especial, permitindo que os participantes sintam a verdadeira essência do mundo náutico.
Conversar com donos dos estaleiros e outros donos de barcos
Para os profissionais do setor náutico e para aqueles que desejam investir em embarcações, o Brasília Boat Show é o lugar ideal para fazer networking e conversar com responsáveis pelos projetos e construções dos barcos. O evento reúne empresários, investidores, fabricantes e entusiastas do mundo náutico, proporcionando um ambiente propício para trocas de experiências, parcerias e fechamentos de negócios.
Foto: Revista Náutica
Conhecer as novidades do mercado náutico
O Brasília Boat Show é o local perfeito para conhecer os mais recentes lançamentos e inovações do mercado náutico. Grandes marcas apresentarão seus mais novos modelos de barcos. É uma oportunidade única para ver de perto as novidades e até mesmo fechar negócios diretamente com os fabricantes.
Foto: Revista Náutica
Navegar na embarcação que pretende comprar
Assim como na hora de escolher um carropara comprar, o Brasília Boat Show permitirá aos reais interessados em um ou mais modelos de barcos agendar uma avaliação nas águas do Lago Paranoá. Ter uma experiência única nessa hora faz toda a diferença. Afinal, poder comparar as opções na prática é um grande negócio, antes mesmo de você fechar o seu.
Foto: Revista Náutica
Você encontrará um ambiente confortável para a família inteira
Os salões náuticos são grandes feiras de negócios. Mas, se você procura um barco para poder passearcom a família, nada mais coerente do que levá-la junto para escolher o modelo. Afinal, comprar um barco deve ser uma atividade conjunta.
Foto: Revista Náutica
Por isso, o Brasília Boat Show, além de muito confortável e agradável, graças ao ambiente do Lago Paranoá, é o primeiro passo para fazer quem você mais gosta também gostar da ideia de ter um barco. Ou seja, será um gostoso passeio, que poderá virar também um ótimo negócio.
Não perca a chance de participar desse evento incrível que celebra o melhor do universo náutico em um dos cenários mais bonitos do Brasil. Prepare-se para se encantar e viver experiências inesquecíveis no Brasília Boat Show!
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
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Encontrar um objeto perdido é certamente uma das melhores sensações que um ser humano pode vivenciar — principalmente na vida adulta. Quando se trata de um item caro e tecnológico, então, melhor ainda. Pensando nisso, dá para se dizer que Jared Brick viveu momentos de êxtase ao reencontrar o Apple Watch que ele perdeu no mar do Caribe há mais de um ano.
Era junho de 2022 quando Jared resolveu adquirir dois modelos do relógio, um para ele e outro para o filho, para que ambos pudessem se comunicar sem a necessidade dos celulares durante uma viagemao Caribe — em comemoração ao aniversário do filho de Jared.
Foto: YouTube Brick House Media Co / Reprodução
Como os modelos carregam tecnologia à prova d’água, os dois nem ao menos hesitaram ao mergulharnas águas cristalinas com os relógios no pulso. Acontece que, ao retornar de um dos mergulhos, Jared notou que o acessórionão estava mais com ele.
Estava o usando e, puf, desapareceu, deslizou do meu pulso e caiu na água. Eu não percebi na hora, estava tão distraído com a verdadeira beleza daquele lugar– conta Jared
O reencontro com o Apple Watch perdido
Para se ter uma ideia, os modelos atualizados de relógios como o perdido por Jared custam mais de R$ 2 mil reais no Brasil.
Foto: YouTube Brick House Media Co / Reprodução
Entre os recursos tecnológicos do aparelho, contudo, está a ferramenta “Buscar” — responsável pelo reencontro entre Jared e seu Apple Watch perdido. Isso porque o recurso é um sistema de localização, que permite rastrear dispositivos da marca.
Ao ativar a busca, Jared automaticamente enviou ao relógio uma chamada que mantém a tela do dispositivo informando que aquele aparelho está perdido, com informações de contato do dono do acessório, para que quem o encontrasse conseguisse fazer a devolução — e foi o que aconteceu, mesmo que mais de um ano depois.
Foto: YouTube Brick House Media Co / Reprodução
Em dezembro de 2023, ele recebeu uma mensagem de voz de alguém do Caribe, que dizia ter encontrado seu Apple Watch perdido. O mais impressionante disso tudo é que, mesmo após mais de um ano desaparecido em águascaribenhas, o relógio ainda estava funcionando.
Foto: YouTube Brick House Media Co / Reprodução
Jared recebeu o dispositivo na Califórniae, além da satisfação de tê-lo em mãos novamente, Brick sanou outra vontade: a de testar o recurso Buscar na prática, com alguém devolvendo a ele o objeto perdido por meio da ferramenta — que, até então, ele acreditava não funcionar.
O Boat Show está prestes a atracar em Brasília pela primeira vez e, para celebrar a estreia do evento náutico na região Centro-Oeste, a Fibrafort garantiu presença com três barcos, sendo o maior deles a Focker 388 Gran Turismo.
Com 11,57 metros, a lancha tem espaço suficiente para 15 passageiros durante o dia e quatro no pernoite. Dois quartos garantem o conforto de quem passará a noite a bordo — sendo uma cabine de proa e outra de popa.
Foto: Revista Náutica
A embarcação também conta com um banheiro com box fechado, hard top elétrico, espaço gourmet com churrasqueira e plataforma submergível. A boca de 3,52 metros garante espaço e aconchego aos convidados, ao passo que o amplo uso de vidro permite a entrada de luz natural.
Em novembro, a Fibrafort desembarcou no primeiro Foz Internacional Boat Show 2023, que aconteceu em águas doces, assim como o evento náutico em Brasília — cujo palco será o famoso Lago Paranoá.
Foto: Revista Náutica
Por lá, Thiago Luís Fagundes, coordenador de negócios do estaleiro, desmistificou a ideia de que um barco de 42 pés só navega no mar. “Esse paradigma já vem sendo quebrado há muito tempo, em várias regiões do Brasil”, disse.
Grande parte do volume de produção da Fibrafort é destinado às pessoas que navegam em águas doces– Thiago Luís Fagundes, coordenador de negócios da Fibrafort
Além da Focker 388 Gran Turismo, o estaleiro levará a Focker 255 GTO e a Focker 300 GTS ao Brasília Boat Show.
Focker 255 GTO. Foto: Fibrafort/ Divulgação
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
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Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
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Na vida, às vezes encontramos um grande amor justamente quando paramos de procurá-lo. Por mais que este começo possa parecer um início de história romântica, descreve bem a relação entre Bruno Lobo — médico e atleta olímpico brasileiro que estará em Paris — e o kitesurf, novidade nas Olimpíadas de 2024.
Desde criança, o coração de Bruno tem espaço para duas paixões: o esporte e a medicina. Contudo, em vez de escolher entre um e outro, o garoto de São Luís, no Maranhão, foi mais ousado e resolveu abraçar os dois, se dedicando não 50%, mas 100% a ambos — mesmo que lhe custasse um preço alto.
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
E, ao que tudo indica, os frutos estão sendo colhidos. O atleta Bruno é o kitesurfista número 1 das Américas e um dos melhores do mundo. Enquanto isso, Dr. Lobo é formado pela Universidade Ceuma na área de ortopedia e traumatologia, além de ser especialista em cirurgia de joelho.
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
Porém, como é de se imaginar, conciliar as duas rotinas não foi — e continua não sendo — uma tarefa simples. Em entrevista à NÁUTICA, o atleta olímpico e médico contou sobre essa intensa rotina e como os ventos sopraram sua vida para sua primeira Olimpíada.
Foto: Fabrício Souza/ Divulgação
Ponto e vírgula
Como o sonho de ser atleta começa muitas vezes na infância, com ele não foi diferente. Desde bebê, Bruno estava imerso no esporte, uma vez que tinha irmãs nadadoras — e o garoto seguiu o mesmo caminho.
Inclusive, foi nas piscinas que o menino chegou a disputar suas primeiras competições internacionais, ainda na adolescência. “Foi uma semente plantada na natação”, destaca o atleta.
Foi na natação que começou a questão do esporte de alto-rendimento e surgiu o sonho de ser atleta, representar meu país e assistir as Olimpíadas– explica Bruno Lobo
Entretanto, várias lesões em sequência levaram o garoto a colocar um ponto final nessa meta e se entregar à medicina, seu “segundo sonho”. De acordo com Bruno, a falta de um tratamento preventivo durante sua fase de crescimento acarretou nas contusões — que iam de tendinite no joelho a estiramento muscular no abdômen.
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
Embora seu corpo pedisse o fim do sonho de atleta, seu coração ainda batia rumo às águas. Por ironia do destino, foi nesse meio tempo entre desistir das competições e decidir cursar medicina que o kitesurf apareceu na vida de Bruno Lobo — e para nunca mais sair.
“Comecei a fazer o kite por brincadeira, realmente por lazer, junto com meu pai. Ele começou primeiro e me convidou, e para mim era uma diversão. Eu praticava nos meus horários livres — durante o fim de semana ou quando saía da faculdade — e fui vendo que levava jeito”, contou à NÁUTICA.
Foto: Fabrício Souza/ Divulgação
Logo, o que parecia um ponto final se tornou um ponto e vírgula; a história continuaria. E foi nos torneios maranhenses que a estrela de Bruno Lobo começou a brilhar — mesmo que sem muita pretensão, segundo ele. Pouco depois, em 2015, já viria seu primeiro vice-campeonato de kite e, em 2016, o título nacional.
Um sonho olímpico
Como disse Bruno Lobo, o sonho de ser atleta voltou graças ao kite, mas ainda faltava algo: as Olimpíadas. Até então, o kitesurf não estava entre os esportes que eram disputados nos Jogos Olímpicos. Mas, em 2018, o Comite Olímpico anunciou que o Fórmula Kite faria parte da vela em Paris-2024.
Quando surgiu a possibilidade do kite entrar nas Olimpíadas, agarrei com todas as forças. [Falei] ‘esse é meu sonho e vamos com tudo’– relembra Bruno
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
Embora esse sonho tenha falado mais alto, a medicina também acompanhava o, agora, kitesurfista. Vale ressaltar que Bruno Lobo treinava sozinho, sem qualquer apoio técnico e ainda conciliava os estudos de medicina com os treinos e competições. Apesar disso, com três meses, ele já estava entre os melhores de São Luís.
Como eu estava só, o começo foi muito difícil. Eu não tinha nenhuma referência, entrava no mar tarde e saia a noite, porque era o horário que eu tinha. Mas fui na cara e na coragem– recorda Bruno Lobo
Uma corrida contra o tempo
Foi em 2011 que a carreira de mão dupla de Bruno Lobo começou, ano em que deu início ao curso de medicina na Universidade Ceuma — e que só terminaria em 2017. Na época, ele morava perto da praia e contava com uma estrutura familiar que o ajudou muito.
Para treinar, eu ficava com meu equipamento dentro de uma carretinha, saía da faculdade, passava em casa para trocar de roupa, já pegava a carretinha e ia para a praia– explicou Bruno
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
Os treinamentos costumavam ser no fim da tarde ou durante o horário de almoço — seu período livre — , sempre sozinho, até terminar a faculdade, em 2017. Mas quando Bruno foi fazer sua especialização em ortopedia, a rotina mudou.
Nesse período, eu já deixava o meu equipamento na praia, para facilitar. Lá a gente tinha a guardería numa escolinha de kite e meus equipamentos ficaram um pouco mais distantes– conta Bruno
Nessa rotina maluca, Bruno chegou a conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019.
Como um lobo solitário
No último ano da especialização em cirurgia de joelho, Bruno Lobo teve que deixar sua terra natal e partir para São Paulo, tendo o Hospital Albert Einsten como sua residência. E, nessa altura do campeonato, já deu para entender que nem assim ele abdicou do kitesurf.
Foto: Sander van der Borch / World Sailing/ Divulgação
Muito longe de casa e treinando na Represa do Guarapiranga, a única companhia do atleta era sua moto. Com tempo muito reduzido, só restou a Bruno treinar na água aos sábados e domingos e, eventualmente, uma ou duas vezes na semana. No restante dos dias, ele praticava musculação e outros treinos paralelos.
Embora tenha enfrentado o rígido inverno daquele ano na capital paulista, Bruno disse que todo esse sacrifício valeu a pena. Afinal, o atleta nunca se enxergou em desvantagem pela correria de treinos, mas sim pela falta de suporte.
Foto: Fabrício Souza/ Divulgação
“A grande dificuldade foi estar sozinho. Ao fazer medicina, me propor fazer tudo isso, eu não tinha a possibilidade de viajar tanto. Então eu escolhi uma ou duas competições internacionais para competir e eu acho que isso teve um grande impacto”, contou à NÁUTICA.
Foi o que me fez realizar o esforço dobrado para poder chegar no nível que eu cheguei hoje. Todo mundo lá fora se surpreendeu, eles dizem ‘não sei como é que tu sozinho chegou nesse nível’
Mas hoje, o cenário é melhor. Se antes ele era o único do top 10 mundial de kite que não tinha suporte, neste ano Bruno conta com o apoio técnico do treinador português Gil Conde em sua preparação olímpica — embora o ideal seria que essa ajuda viesse antes, segundo o atleta.
Não deixei de conciliar com a minha formação, mas agora estou mais atleta do que médico
Tudo tem seu preço
Apesar de precisar correr — ou velejar — mais do que os outros para alcançar o mesmo lugar, Bruno Lobo disse não se arrepender dessa “jornada dupla” e que não “voltaria atrás” em sua decisão. Ele ressalta que a medicina não atrapalhou sua carreira como atleta.
Bruno Lobo no pódio, com a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2023, Santiago. Foto: Miriam Jeske/COB/Divulgação
“Foi por isso que eu não abri mão, tentei buscar a excelência nas duas coisas que eu estava me propondo e uma coisa foi puxando a outra. Eu tinha menos tempo para estudar do que os meus colegas, mas tentava otimizar e dar o meu máximo”, relembrou Lobo.
Passei em primeiro lugar geral na minha residência médica, com mais de 300 médicos, na Universidade Federal do Maranhão. Uma coisa que eu me orgulho é que eu não deixei a minha formação aquém
Há de se imaginar que em algum momento Bruno terá que abdicar totalmente de uma das suas paixões, certo? Na verdade, isso não é algo que preocupa o atleta e médico neste momento, que procura não pensar muito nessa decisão e estar em paz — embora deseje mais um ciclo olímpico.
“Não decidi ainda o que vai ser dos próximos passos. Eu acho que estou muito bem fisicamente e acho que tenho muito ainda para evoluir e entregar muito mais. [Olimpíadas de] 2028 é algo que penso e estou focado em 2024. Vamos viver um dia após o outro”, respondeu o atleta.
Com 30 anos de idade, ele se vê preparado para um ciclo de quatro anos, mas um terceiro amor — em ordem de chegada, não de prioridade — ocupa mais um espacinho no coração do atleta: seu filho, Isaac Lura, de 2 anos. Estar longe dele e de sua esposa, Rhanna Carvalho, é um “sacrifício” para Bruno, que busca fazer tudo valer a pena.
São Luís é muito longe da Europa. Uma ida é mais de 24 horas de viagem, é muito desgastante e a gente passa muitos dias fora de casa. Colocamos isso na balança– ponderou
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
“Mas é uma paixão, um amor que a gente tem e enquanto eu achar que vou brigar por uma medalha vou continuar. A partir do momento que eu achar que não é isso que quero, vou ponderar tudo. Tenho minha carreira que amo muito, que é a medicina”, conclui.
Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução
Embora renuncie a muita coisa, Bruno diz amar diariamente o kitesurf, estar em contato com a natureza e conhecer outros lugares. E, assim como todo atleta, sua marca maior pode não se resumir apenas a títulos, mas também ao seu legado para as futuras gerações.
Nem tudo são flores. Espero influenciar também outras pessoas, inspirar o kite no Brasil — que a gente tem um grande potencial. Quero plantar várias sementes, para que o esporte cresça no país
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Não importa quanto tempo passe, o Titanicsegue despertando curiosidade por seus segredos ainda não revelados. A boa notícia é que os fascinados por um dos naufrágiosmais famosos do mundo poderão, em breve, vê-lo como nunca, graças às fotos inéditas que uma nova expediçãopromete fazer.
Comandada pela empresa norte-americana RMS Titanic Inc, a viagem aos destroços começou na sexta-feira passada (12), pouco mais de um ano da tragédia que vitimou os cinco passageiros do submarino da OceanGate.
Titanic em 1912. Foto: Wikimedia Commons/ Reprodução
A missão da RMS Titanic Inc, no entanto, não levou as equipes envolvidas até o fundo do oceano. Apenas dois robôsdescerão a 3,8 mil metros de profundidade para capturar centenas de imagensem alta resolução e fazer modelos 3D do que sobrou.
Queremos ver os destroços com uma clareza e precisão nunca antes alcançadas– David Gallo, líder da expedição, à BBC
Produção das novas fotos do Titanic
Uma grande equipe está envolvida na expedição da empresa — que há 14 anos não realiza nada do tipo. Na lista, há especialistas em filmagem, oceanógrafos, historiadores, arquitetos navais e outros profissionais de renome mundial.
A ideia é que eles passem cerca de 20 dias em alto mar, a bordo do navio Dino Chouest — a base das operações no AtlânticoNorte, parado logo acima dos destroçosdo Titanic. Junto com o time, estão dois veículos operados remotamente (ROVs), de seis toneladas cada.
Equipes testando o navio antes da expedição. Foto: Instagram @rmstitanicinc/ Reprodução
Conforme divulgado pela BBC, um dos robôs está equipado com uma série de câmerasópticas de alta definição e um sistema de iluminação especial. Já o outro tem um pacote de sensores que inclui um scanner LiDAR, que realiza mapeamento 3D com precisão.
Juntos, percorrerão uma seção de 1,3 km por 0,97 km do fundo do mar para realizar as fotos do Titanic. Veja abaixo um vídeo deles em operação:
Embora a parte da proa e popa do Titanic tenham sido bem estudadas, outras áreas da carcaça só receberam uma atenção superficial — o que aumenta as expectativas acerca do que os veículos serão capazes de mostrar, ainda mais por conta da tecnologianunca antes empregada com essa finalidade.
Em busca de ‘tesouros’ perdidos
Com sede em Atlanta, na Geórgia, a RMS Titanic Inc detém os direitos exclusivos sobre os destroços do naufrágio e já retirou mais de 5,5 mil objetos dos destroços. Com a nova viagem, espera analisar outros tantos que chamam a atenção.
Um dos ROVs usados na expedição. Foto: Instagram @rmstitanicinc/ Reprodução
Um exemplo é o candelabro elétrico que, na época, era algo bastante disruptivo. As caldeiras que se espalharam quando o naviose partiu ao meio e os restos de um segundo piano de cauda Steinway também estão na lista de desejos.
A empresa ainda espera recuperar pertences dos passageiros da embarcação, em especial as malas, conforme explicou à BBC Tomasina Ray, curadora da coleção de artefatos do Titanic.
“São os seus pertences — se conseguirmos recuperar mais no futuro — que ajudam a dar corpo às suas histórias. Para muitos passageiros, são apenas nomes numa lista e é uma forma de mantê-los significativos”, concluiu.
“Barco não voa, mas vocês estão voando” foi a frase utilizada por Márcio Dottori, especialista em barcos, para definir o momento do estaleiro pernambucano NX Boats — que atracará no Lago Paranoá de 14 a 18 de agosto, para a estreia do Brasília Boat Show.
O elogio não foi à toa: mesmo com apenas 10 anos — celebrados neste ano –, a NX Boats já conta com quase 2 mil barcos na água, de modelos que vão dos 26 aos 50 pés e nascem todos do zero. Um deles, contudo, marca o grande momento do estaleiro: a NX 44 by Pininfarina, que estará no primeiro Boat Show do Centro-Oeste do país.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
É um grande orgulho para nós da NX ter o único barco brasileiro 100% concebido, projetado e assinado por um dos maiores estúdios de design do mundo– Jonas Moura, CEO da NX, durante o Boat Show de Itajaí
Nas águas do icônico Lago Paranoá, os visitantes do novo salão náutico poderão conferir de perto os detalhes da embarcação considerada por Jonas como uma “nova categoria” do mercado, tida por ele como “Super Sport Cruiser”.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Segundo Jonas, o título se dá uma vez que a embarcação oferece “muito conforto, esportividade e design” em um único produto.
Com o aproveitamento da área útil do barco, você usa de popa a proa sem perder o conforto da cabine– explica Jonas
Com 13,77 metros de comprimento e 3,86 m de boca, a NX 44 by Pininfarina que estará no Boat Show de Brasília acomoda até 20 passageiros, com pernoite para cinco. Pensada para unir design e funcionalidade, a lanchaconta com área gourmet completa — com churrasqueira e pia — e solários na proa.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Abaixo do convés, o modelo oferece uma área de estar e duas grandes cabines, cada uma equipada com seu próprio banheiro. Já na potência, a lancha pode navegarcom dois motoresde 380 hp ou dois de 440 hp.
Além da NX 44 Pininfarina, outros três modelos do estaleiro estarão no Boat Show de Brasília: NX 340 Sport Coupé, NX 400 Horizon e NX 290 Exclusive Edition.
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
A Patrulha Costeira da Polícia Militar do Paraná (PMPR) agora conta com a lanchaAruanã 29-CM-P para apoiar o combate à criminalidade e garantir a segurança de 39 comunidades — onde moram mais de 10 mil pessoas. De última geração, a embarcaçãotem casco blindado, é resistente a tiros de fuzil e carrega um sistema de visão termal.
“É uma embarcação muito diferente em relação às outras que nós já temos pela estrutura dela. É um barco maior, mais potente, com o casco todo blindado, com vários sistemas diferentes de imagem e localização que ajudam no trabalho policial”, ressalta o comandante da Patrulha Costeira do 9º Batalhão da PMPR, tenente Vinícius Szlanda.
Foto: Governo do Paraná / Divulgação
Conheça a Aruanã 29-CM-P
Com 29 pés (quase 9 metros), movida por dois motoresde popa de 300 hp e com espaço para até oito pessoas, a Aruanã 29-CM-P é uma embarcação super tecnológica, projetada especificamente para o combate à criminalidade.
Foto: Geraldo Bubniak/AEN / Governo do Paraná / Divulgação
Por isso, entre suas características principais estão um casco blindado, resistente até mesmo a tiros de munição supersônica, como os de fuzil.
Seu sistema de visão termal usa o calor ambiente para identificar pessoas e outros barcos. Assim, os agentes conseguem visualizar no painel de controle da lancha imagens que mostram objetos a partir da diferença de calor entre eles e o ambiente, facilitando a visualização mesmo em condições de baixa visibilidade — como durante a noite, em meio à fumaça ou névoa.
Foto: Geraldo Bubniak/AEN / Governo do Paraná / Divulgação
Um sistema de navegaçãocom GPS, sonar e radargarante o deslocamento da Aruanã 29-CM-P por instrumentos e um transponder, o que, de acordo com Szlanda, “permite que a gente consiga identificar com facilidade as embarcações que estão no nosso entorno”.
Dois propulsores garantem ainda aos agentes mais segurançanas operações, os permitindo ir mais longe da costa em resgates ou perseguições.
De acordo com o Governo do Paraná, a região tem mais de 100 quilômetros de extensão de orla marítima entre as divisas com São Paulo e Santa Catarina. São, ao todo, 125 praiase balneários, além de 57 ilhas. A Patrulha Costeira da Polícia Militar do Paraná foi criada em 2019 para atender esta região e o pelotão tem um treinamento especial para ações em água e em áreas fechadas de mata.
Cercada por históriae natureza, a Ilha de Piel parece ter saído diretamente de um filme medieval. Mas um fato curioso torna esse pequeno pedaço de terra pertencente à Inglaterraainda mais atrativo: a existência de um ‘rei’ próprio, que comanda um pub centenário e mora próximo a um castelo.
O atual ‘monarca’ é Aaron Sanderson, que assumiu o trono em 2022. O título, no entanto, é meramente ilustrativo, já que ele não possui nenhum poder político na ilha. Pelo contrário: Sanderson é, em verdade, o dono do pub.
Foto: Ship Inn/ Divulgação
Conforme manda a tradição do local, toda vez que o estabelecimento — chamado Ship Inn — ganha um novo proprietário, ele é coroado rei da ilha. Ao que tudo indica, a brincadeira remonta ao século 19, com os primeiros registros em 1856.
Há toda uma cerimônia que marca a nova direção do pub. Nela, o recém-chegado se senta em uma cadeira antiga, coloca sobre a cabeça um capacete medieval e segura uma espada, enquanto o antigo dono derrama bebida alcóolica sobre ele.
Pub da ilha. Foto: Ship Inn/ Divulgação
Por dentro da ilha com rei
Localizado em Cumbria, o minúsculo pedaço de terratem apenas 200 mil m² e, para acessá-lo, é preciso pegar uma balsa. Entretanto, os turistassó podem conhecer a ilha durante os meses de verão.
Embora poucas pessoas morem atualmente em Piel, há indícios de que a ilha é habitada há mais de três mil anos. Ela já foi ocupada por celtas, romanose, em 1127, foi entregue a monges.
Foto: Geni/ Wikimedia Commons
As ruínas do Castelo de Piel, construído no início do século 14, estão disponíveis para visitação na temporada de verão e de forma gratuita. Acredita-se que ele tenha sido erguido para manter mercadorias e cargas longe das mãos de piratase invasores.
No século 19, Piel seguiu importante para o transporte marítimo e quase foi vendida pelo duque que a mantinha, mas o prefeito de Barrow interveio e, em 1920, o local foi entregue à cidade de Barrow in Furness, que a transformou em um memorial às pessoas que morreram durante a Primeira Guerra Mundial.
Atualmente, os turistas que visitam a ilha com rei podem desfrutar do pub e até mesmo acampar por lá, mediante o pagamento de 5 libras por barraca. Não é necessário realizar reserva prévia, mas é fundamental que cada um leve sua comida — afinal, não há lojas em Piel.
Quando se fala em “Olimpíadas de Paris”, se imagina que todos os esportes do evento serão disputados no país sede, certo? Não exatamente. Com seis brasileiros, o surfe dos Jogos Olímpicos de 2024 carrega uma curiosidade inédita: será disputado nas águas da paradisíaca Teahupo’o, no Taiti!
Quem pensa que o local escolhido fica próximo a Paris, se engana. Afinal, mais de 15 mil km separam a capital francesa de Teahupo’o. Tamanha distância marca um recorde na história das Olimpíadas: é o local de disputa mais longe da sede — quase tão longe quanto São Paulo até Sidney, na Austrália.
Mesmo que a ilha faça parte da Polinésia Francesa — conjunto de cem ilhas na Oceania, pertencentes à França –, a decisão do Comitê Olímpico não foi simples e enfrentou problemas, como a instalação de uma torre para os juízes no meio do mar, alvo de manifestações contrárias.
Teahupo’o, Taiti. Foto: Google Maps/ Reprodução
Até mesmo atletas brasileiros de surfe, como Filipe Toledo e João Vitor “Chumbinho”, foram contra à obra, que colocaria em perigo mais de mil corais e 20 espécies que vivem onde a torre seria erguida. Mesmo assim, após acordos com a população e cerca R$ 27 milhões gastos, a construção foi concluída.
Um paraíso aos brasileiros do surfe
Escolhido em 2020 pelo Comitê para sediar o esporte nas Olimpíadas 2024, Teahupo’o é um dos maiores templos do surfe — ainda mais para os brasileiros. Lá, é disputada uma das etapas da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês) anualmente, além de ter uma das ondas preferidas dos atletas — apesar de ser perigosa e bem desafiadora.
Filipe Toledo, atual campeão da WSL. Foto: ISA/Sean Evans/Divulgação
Como onda calma não faz bom surfista, os atletas brasileiros costumam se dar bem nas traiçoeiras águas do Taiti. Gabriel Medina, uma das maiores esperanças de medalha do Brasil nas Olimpíadas, participou de sete etapas em Teahupo’o e pegou pódio em todas — vencendo duas vezes.
Por falar em brasileiros nas Olimpíadas, a seleção verde e amarela é o país com mais representantes no surfe: Gabriel Medina, Filipe Toledo “Filipinho” e João Chianca “Chumbinho” no masculino; e Tainá Hinckel, Luana Silva e Tatiana Weston-Webb no feminino.
Gabriel Medina. Foto: Miriam Jeske/COB/DivulgaçãoFilipe Toledo. Foto: ISA/Pablo Franco/Divulgação
Apesar de grandes nomes, o Brasil tem uma ausência de peso em Paris — ou, no caso, no Taiti! Campeão olímpico em Tóquio 2020, Ítalo Ferreira não se classificou para as Olimpíadas de 2024. Mas o medalhista de ouro tem boas recordações de Teahupo’o, de onde saiu campeão de uma etapa da WSL em maio.
Ítalo Ferreira. Foto: Jonne Roriz/COB
Porém, o time masculino e feminino estão fortes na briga por medalha para o Brasil. Entre os homens, Gabriel Medina é tricampeão mundial, Filipe Toledo é o atual vencedor da liga mundial e “Chumbinho” uma grande promessa, com apenas 22 anos e circuito vencido contra o número 1 do ranking, o australiano Jack Robinson.
Foto: Miriam Jeske/COB/Divulgação
Por outro lado, as mulheres também vêm fortes na luta pelo pódio. Na última etapa da WSL disputada em Teahupo’o, Tatiana — embora não tenha chegado à decisão — foi a única surfista a atingir a perfeita nota 10 e, junto com Luana Silva, está entre as dez melhores do mundo no ranking mundial.
Tatiana Weston-Webb. Fotos: William Lucas/COB/DivulgaçãoLuana Silva. Foto: ISA/ Pablo Franco/ Divulgação
O amor está no mar
Já pensou em poder disputar uma Olimpíada junto com o seu amor? Esse sonho, para alguns, será realidade daqui uns dias para os pombinhos Luana Silva e João Chianca, casal de surfistas que brigarão, em suas respectivas categorias, pela sonhada medalha de ouro.
Vai ser um ano bom pra gente. A gente se ama e se suporta de qualquer jeito. Ele me ajuda muito em tudo, me puxa bastante, eu admiro muito ele– Luana Silva ao GE, em janeiro de 2024
Ambos já surfaram juntos na WSL, mas realizarão o sonho de muitos casais ao viajarem para a ilha do Taiti — só que a trabalho. Inclusive, Luana foi a última atleta brasileira a conseguir a classificação para os Jogos, já que conquistou a vaga com uma combinação de resultados que envolvia Tainá e Tati.
Como funciona o regulamento do surfe nas Olimpíadas?
Com quatro vagas a mais do que na última Olimpíada — que marcou a estreia do esporte –, as ondas perigosas do Taiti receberão 48 atletas. Diferentemente de canoagem e natação, o surfe não tem modalidades, sendo dividido apenas em masculino e feminino.
Filipe Toledo. Foto: ISA / Jersson Barboza/Divulgação
Forte chance de medalhas para os brasileiros, o esporte permite que cada atleta surfe duas vezes. A competição é segmentada em baterias com três surfistas, em que os competidores buscam somar as duas melhores notas entre suas ondas surfadas.
Os vencedores do Round 1 avançam para o Round 3 e os surfistas que ficaram nas 2ª e 3ª colocações vão para o Round 2, de eliminação. Daí em diante, as baterias são eliminatórias e apenas os vencedores seguem até a grande final.
Baterias do surfe definidas
Em maio, a Internacional Surfing Association (ISA) divulgou as baterias da segunda edição do surfe nos Jogos Olímpicos. Enquanto Medina é favorito em seu confronto, Filipinho vai encarar o algoz do próprio Medina, Kanoa Igarashi — que eliminou o tricampeão mundial em Tóquio.
Gabriel Medina. Foto: Jonne Roriz/COB/Divulgação
As mulheres também serão desafiadas em seus embates. Weston-Webb vai enfrentar as duas melhores do mundo no ranking da WSL, enquanto Luana Silva e Tainá Hinckel caíram na mesma bateria, sendo que uma delas terá que enfrentar a perigosa rodada 2. Confira como ficou!
Masculino
Bateria 3: Alonso Correa (PER), Filipe Toledo (BRA) e Kanoa Igarashi (JAP);
Bateria 4: Gabriel Medina (BRA), Connor O’Leary (JAP) e Bryan Perez (ELS);
Bateria 5: Ramzi Boukhiam (MAR), Billy Stairmand (NZL) e João Chianca (BRA).
Um adolescente de 17 anos impressionou pela coragem ao parar uma lancha desgovernada que rodopiava pelas águasdo Lago Winnipesaukee, nos Estados Unidos. Nas imagens, é possível ver Brady Procon saltando de um jet na direção do barcoe tomando controle dele logo em seguida.
O caso aconteceu no começo do mês, no estado de New Hampshire. Segundo Rich Bono, responsável pela filmagem, o condutor da lancha desgovernada foi lançado à água após um veleiroatingir, acidentalmente, a alavanca que a acelera.
Foto: Rich Bono/ Facebook/ Reprodução
O homem é um dos instrutores de vela para criançasque atua no lago. No momento do incidente, ele distribuía bolas de tênis para os alunos.
A lancha permaneceu rodopiando por um tempo, até que Brady se aproximou na garupa do jetque seu pai conduzia. O responsável alinhou a moto aquática com o barco e o adolescente pulou para dentro. Veja abaixo as imagens:
Jovem conseguiu controlar lancha desgovernada
Natural de Ludlow, Brady passava a semana do 4 de julho — dia da independência dos Estados Unidos — com a família no Lago Winnipesaukee quando testemunhou o incidente com o barco.
Em entrevista ao Western Mass News, o adolescente contou que agiu rapidamente com o pai para evitar um acidente. “Se [o barco] tivesse atingido o cais, teria ricocheteado e provavelmente atingido a casa de alguém, o cais ou as pessoas”, disse.
Embora tenha sido tratado como herói, Brady discorda do termo. Ele afirma que “qualquer um” teria a mesma atitude “se tivesse a oportunidade” e que ele sequer pensou no que estava fazendo — apenas percebeu que era algo necessário e urgente.
Brady ainda afirma que espera ingressar na Marinhano outono, que começa em setembro nos Estados Unidos.
Falta menos de um mês para o Boat Showdesembarcar, pela primeira vez, nas águas doces de Brasíliae os visitantes do evento náutico já podem garantir a hospedagem com condições especiais.
Parceiro oficial do Brasília Boat Show, o Plaza Brasília Hotéis oferece desconto de 20% na tarifa flutuante do dia para visitantes e expositores, no período de 12 a 20 de agosto. O salão está marcado para acontecer entre 14 e 18 de agosto, na Concha Acústica.
Foto: Agência Brasília/ Reprodução
Para obter o desconto exclusivo, basta utilizar o código promocional BSBBOATSHOW no momento da reserva. O cupom vale para os seguintes hotéis do Plaza Brasília: Brasília Palace, Kubitschek Plaza, Manhattan Plaza e St. Paul Plaza.
Conheça os hotéis oficiais do Brasília Boat Show
Brasília Palace
Localizado às margens do Lago Paranoá, que recebe o Brasília Boat Show, o hotel respira arte e história. Projetado por Oscar Niemeyer, conta com duas grandes obras do artista Athos Bulcão, incluindo um painel de azulejos azuis e brancos.
Foto: Divulgação
Eleito um dos favoritos da arquitetura mundial pelo The Guardian, o espaço conta com restaurante premiado, estacionamento gratuito, piscina aquecida, serviço de piscina e café da manhã farto. O hotel também recebe eventos corporativos e casamentos.
Kubitschek Plaza
Inspirado no fundador de Brasília, o hotel conta com acervo de fotos de Juscelino Kubitschek e oferece os pratos preferidos do ex-presidente — incluindo um pudim cuja receita é tradicional de família.
Foto: Divulgação
O Kubitschek Plaza conta com 155 apartamentos e três suítes, equipados com TV a cabo, ar-condicionado, cofres, fechaduras eletrônicas e Wi-Fi. O café da manhã é servido ao melhor estilo mineiro.
Manhattan Plaza
O excelente custo-benefício é apontado pelo hotel como um grande diferencial. Por lá, os hóspedes desfrutam de infraestrutura completa com piscina externa, academia, sauna a vapor, serviço de coquetel e valet.
Foto: Divulgação
O Manhattan Plaza ainda oferece salas de eventos na cobertura e café da manhã com ambiente inspirado nas cafeterias de Nova Iorque — com a possibilidade de receber o pedido no quarto.
St. Paul Plaza
O mais econômico do Plaza Brasília, o hotel oferece café da manhã completo, sauna e piscina e academia na cobertura.
Foto: Divulgação
Os hóspedes podem escolher entre quartos com cama de casal, duas camas de solteiro ou três camas de solteiro. Na parte de conveniência, há serviços de lavanderia, passadoria cortesia e snack shop 24 horas, com bebidas e lanches rápidos para qualquer hora do dia e da noite.
Brasília Boat Show
A Boat Show Eventos, organizadora dos maiores eventos náuticos da América Latina, atraca pela primeira vez no Centro-Oeste, nas águas do belo Lago Paranoá. O 1º Brasília Boat Show reunirá, em formato boutique, grandes destaques do mercado.
Os visitantes do salão na capital federal vão conferir equipamentos, acessórios, lanchas, jets, pontoons e outros modelos de barcos — inclusive com embarcações disponíveis para test-drive. Atrações para toda a família completam a lista de opções do primeiro Boat Show no Centro-Oeste.
A escolha pela região celebra o grande potencial náutico que envolve o Centro-Oeste. Afinal, 15% de todas as embarcações registradas no Brasil se encontram no Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — sendo que o Distrito Federal ocupa o 5º lugar entre os dez estados com mais embarcações de esporte e recreio no país.
Anote aí!
Quando: De 14 a 18 de agosto de 2024 Onde: Orla da Concha Acústica (SCE Trecho Enseada 01, Projeto Orla, Polo 03, Lote 20, Brasília – DF) Horário: Quarta a sexta-feira, das 12h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h
Mais informações: site do evento GARANTA SUA ENTRADA
Não é um ambicioso projeto futuro, tampouco um delírio dos amantes do mar. Um navio capaz de ficar na vertical existe e atua nos oceanos desde 1962. Sua estrutura surpreende por si só, mas ganha ares ainda mais impressionantes por ter sido pensada — e colocada em prática — há 62 anos.
Pertencente ao Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos (ONR) e operado pelo Laboratório de Física Marinha da Instituição Scripps de Oceanografia, o RP Flip, ou “The Research Platform Floating Instrument Platform” (Plataforma de Instrumentos Flutuantes) é uma plataforma de pesquisaoceanográfica única.
O Flip foi feito para apoiar um estudosobre como as ondas sonoras debaixo d’água mudam por conta das diferenças de temperatura e do formato do fundo do mar. A pesquisa fazia parte de um programa da Marinha americana chamado subrock, sobre mísseis lançados por submarinos— assunto de grande interesse dos EUAà época –, o que moveu a tecnologia da década.
Foto: U.S. Navy/Military Sealift Command / Wikimedia Commons / Reprodução
Naquele momento, pesquisadores entendiam que um navioseria mais estável do que um submarino para os estudos e assim o RP FLIP foi produzido, em Portland, no Oregon, EUA. A estrutura de 108 metros de comprimento foi lançada ao mar em 22 de junho de 1962.
Como a embarcação fica na vertical
Para o propósito que foi criado, o RP Flip precisava ser uma embarcaçãoestável e esse recurso foi adquirido tanto na vertical, quanto na horizontal. Para que sua estrutura fique na vertical, contudo, a embarcação foi projetada para ser parcialmente inundada, o que resulta em um giro de 90° graus.
Foto: U.S. Navy/John F. Williams / Wikimedia Commons / Reprodução
Funciona assim: no início do processo, a plataforma começa na posição horizontal. Sua transição para a vertical se dá a partir do momento em que os tanques na popa da embarcação são enchidos com águado mar. Conforme o líquido preenche os tanques, a popa começa a afundar, inclinando a embarcação, em um processo que dura cerca de 28 minutos.
Foto: U.S. Navy/John F. Williams / Wikimedia Commons / Reprodução
Quanto totalmente a 90º graus, a posição do RP Flip com o lastro de água nos 91 metros submersos faz com que ele não oscile com a ação das ondas do mar, proporcionando uma plataforma estável mesmo em meio a elas, algo ideal para medições científicas precisas e para a coleta de dados sem interferência do movimento da água.
Esse é o momento em que alguns móveis, anteriormente fixos na “parede”, encontram seu lugar no novo “chão” da embarcação.
Foto: Divulgação
Para retornar à posição inicial, o processo é invertido. A água é bombeada para fora dos tanques, permitindo que a popa suba novamente e a plataforma gradualmente volte à horizontal.
O fim de uma era
Apesar de toda sua tecnologia, o RP Flip é como um vovô dos mares. Depois de contribuir para a ciência por mais de meio século, em agosto de 2023 a plataforma foi descomissionada, devido a considerações de idade e manutenção.
Vale ressaltar que, além de ondas sonoras subaquáticas, o Flip atuou nos estudos de dados meteorológicos, temperatura e densidade da água, deixando seu nome mais do que marcado no universo científico.
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