Turismo náutico: a urgência de integrar o setor nos instrumentos de planejamento público

Bianca Colepicolo defende o potencial do turismo das águas e sua integração com as linhas de ações institucionais

20/04/2025

O Brasil é um país de águas. São mais de 8 mil quilômetros de costa e uma imensidão de rios, lagos e represas navegáveis que se espalham por todo o território nacional.

No entanto, o turismo náutico — essa potente engrenagem de desenvolvimento sustentável, lazer qualificado e geração de empregos — ainda é frequentemente esquecido nos instrumentos que definem o futuro das cidades e regiões: os Planos Plurianuais (PPA), os Planos Diretores e os Planos Municipais de Turismo.

Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Foto: petero31/ Envato

Essa ausência estratégica compromete o avanço do setor e impede que o Brasil aproveite plenamente seu potencial náutico. É hora de mudar isso.

Planejamento é prioridade

O PPA estabelece as metas e prioridades da administração pública para um ciclo de quatro anos. Quando o turismo náutico não está previsto como uma política ou linha de ação, torna-se praticamente impossível captar recursos públicos, firmar parcerias ou executar projetos estruturantes. Sem estar no PPA, o turismo náutico não existe institucionalmente.

Foto: micens/ Envato

Já o Plano Diretor orienta o uso e a ocupação do solo urbano. A inclusão da náutica nesse plano é essencial para garantir áreas destinadas à construção de marinas, píeres públicos, rampas de acesso, clubes náuticos e trilhas aquáticas.

 

Sem previsão legal, esses empreendimentos enfrentam insegurança jurídica, demora em licenciamentos e até resistência social. Planejar a infraestrutura é cuidar do ordenamento territorial, da segurança da navegação e da conservação ambiental.

Nos Planos Municipais de Turismo, a náutica deve aparecer não apenas como um atrativo eventual, mas como eixo estruturante para a criação de roteiros integrados, capacitação de mão de obra, promoção do destino e fortalecimento de uma cadeia produtiva que inclui desde embarcações e combustíveis até hospedagem, gastronomia e experiências culturais.

Infraestrutura e marketing: dois pilares do sucesso

Nenhum destino náutico se consolida sem infraestrutura mínima. Píeres seguros, sinalização náutica, áreas de apoio para barcos e serviços para turistas são fundamentais.

Bahia Marina, palco do Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Mas a infraestrutura precisa vir acompanhada de uma estratégia de marketing territorial bem desenhada: quem é o turista náutico ideal para o seu território? Como atraí-lo? Que experiências únicas você oferece?

 

A resposta para essas perguntas precisa estar conectada a um plano, com metas, cronograma e investimento. E isso só acontece quando o turismo náutico é levado a sério nas esferas de planejamento público.

Oportunidade de desenvolvimento sustentável

Investir no turismo náutico é apostar em um desenvolvimento sustentável público que valoriza a identidade local, fomenta a economia azul e amplia a consciência sobre o uso responsável das águas.

Foto: joaquincorbalan/ Envato

Quando o poder público assume essa pauta, cria oportunidades para pequenos empreendedores, promove inclusão e oferece novas experiências para moradores e visitantes por meio do turismo náutico.

 

É hora de colocar o setor náutico no centro do planejamento. Integrá-lo ao PPA, ao Plano Diretor e ao Plano de Turismo não é apenas uma boa prática — é uma necessidade para quem enxerga o futuro com olhos de navegante: atentos às marés, mas com rumo claro e decidido.

 

Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

 

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    19/04/2025

    Um megaiate de 66 metros não foi suficiente para satisfazer os desejos de um proprietário exigente. Em pleno andamento da construção, o dono do JAS, barco da Admiral Yacht — parte do The Italian Sea Group —, decidiu que o projeto precisava de algo a mais: um novo convés.

    O pedido aconteceu durante a construção da embarcação e teria tudo para abalar estruturas. No entanto, o desafio foi aceito pelo estaleiro italiano, que incorporou o novo convés ao topo do megaiate, agora apelidado de “deck de observação”.

     

    A mudança não apenas alterou as proporções do JAS, como o aproximou visualmente do seu “irmão” Life Saga II, também da Admiral Yacht, entregue em 2019. Este último, porém, com proporções ligeiramente diferentes.

    Personalização a todo vapor

    A adição do deck não foi o único capricho do proprietário. Outra exigência foi incluir uma segunda cabine principal — algo menos incomum — , que fez com que o JAS passasse a oferecer oito cabines no total. O design interior foi pensado pelo estúdio de Mark Berryman, que criou uma atmosfera elegante ao integrar o charme rústico com requintes contemporâneos.

    Cabine principal do JAS, de Admiral, apresenta amplitude e luxo
    Cabine principal do JAS apresenta amplitude e luxo. Foto: Giuliano Sargentini / The Italian Sea Group / Reprodução

    A conexão entre áreas internas e externas foi outro ponto alto do projeto. Com grandes painéis de vidro, o salão principal se estende para o espaço de entretenimento ao ar livre, criando um fluxo natural que se repete no deck superior, onde uma área de jantar circular pode ser fechada ou integrada ao ambiente externo, a dependendo da ocasião.


    Para Giovanni Costantino, CEO do The Italian Sea Group, a ousadia do cliente não foi problema. Ele diz que quando clientes os escolhem, não é apenas pela capacidade técnica, mas pela extrema flexibilidade que a empresa tem em aceitar diferentes desafios que resultam em iates super exclusivos.

    Admiral JAS: estilo imponente com assinatura italiana

    O JAS foi apresentado oficialmente ao mercado durante o Monaco Yacht Show de 2024, chamando atenção pelo equilíbrio entre imponência e elegância. Originalmente, o barco contava com cinco conveses.

     

     

    Segundo o estaleiro, o JAS representa a síntese da abordagem customizada da Admiral, reforçando a capacidade de adaptar projetos em tempo real e atender aos desejos mais inusitados de seus clientes. O iate é registrado sob a bandeira das Ilhas Cayman.

     

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      Ponte móvel sai do lugar para barcos passarem na Grécia; assista

      Solução liga Ilha Lefkada ao continente grego sem impedir o trânsito nas águas

      Por: Nicole Leslie -
      18/04/2025

      Os gregos seguiram bem o próprio ditado que diz que “a necessidade é a mãe da invenção” quando fizeram uma ponte móvel para ligar a Ilha Lefkada ao continente. O principal objetivo é permitir trânsitos terrestres e aquáticos em harmonia, sem que um impeça o outro.

      A solução de mobilidade foi possível graças à parte central da via, que é flutuante e funciona como uma balsa. Dessa forma, ela se move para abrir caminho ao tráfego aquático e retorna para a posição de ponte, que cruza o canal, permitindo o trânsito terrestre. Assista:

       

       

      Há semáforos para tráfego em terra e também sobre as águas. Para que os barcos cruzem o canal, a ponte levanta as plataformas — parecidas com rampas — das duas extremidades e é manobrada em 90°, para que o fluxo siga nas águas. Depois, ela volta para a posição de ponte e abaixa as “asas”, para que o trânsito terrestre retome.


      Conhecida como Santa Maura, a ponte móvel na Ilha Lefkada não tem custo para carros e funciona desde 1986. Antes dela, o acesso à ilha na costa Oeste da Grécia era possível por voos, embarcações, pelo túnel submarino ou pela ponte Rio-Antirio.

      Praia de Porto Katsiki na Ilha Lefkada, na Grécia
      Foto: Igor_Tichonow / Envato

      Segundo o Governo da Ilha de Lefkada, ainda não há pontes que permitam o acesso terrestre às ilhas vizinhas. No entanto, há rotas diárias de ferry-boat para Meganisi, Kefalonia e Ithaca, além de pequenos barcos turísticos que fazem excursões para ilhas e praias vizinhas.

       

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        Idoso é condenado por importar e vender dentes e ossos de baleia nos EUA

        Segundo a Justiça, homem recebeu ao menos 30 remessas de membros e faturou o equivalente a mais de R$ 100 mil em vendas

        Por: Nicole Leslie -

        Um homem de 69 anos foi condenado após admitir, em julgamento, ter importado e vendido ilegalmente partes de baleia cachalote (Physeter macrocephalus) nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Justiça da cidade de Charleston, onde o réu foi julgado na última quinta-feira (10), o juiz aceitou a confissão de culpa, mas a pena ainda será definida.

        O idoso foi condenado por dois crimes: o de importar e o de vender animais ilegalmente. Nos EUA, a Lei Lacey é a lei de proteção à vida selvagem que torna crime a venda de qualquer animal importado ilegalmente. Já a Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos (MMPA) proíbe a importação desses animais, salvo raras exceções.

        Esqueleto de baleia cachalote
        Esqueleto de baleia cachalote. Foto: Jorge Íñiguez Yarza / Flickr

        Segundo a justiça, o homem recebeu ao menos 30 remessas de membros da espécie — considerada o maior predador com dentes do mundo — vindas da Austrália, Letônia, Noruega e Ucrânia. Informaram, ainda, que o então suspeito instruía os fornecedores a rotularem os pacotes como itens de plástico, para que não fossem apreendidos pela Alfândega. O idoso importou peças por três anos, tendo recebido pacotes entre setembro de 2021 e setembro de 2024.

         

        As vendas aconteceram de julho de 2022 a setembro de 2024 através de uma plataforma de comércio online. Com elas, o homem faturou US$ 18 mil na venda de 85 itens, o equivalente a pouco mais de R$ 106 mil (na conversão de abril de 2025). De acordo com as autoridades, na casa dele foram apreendidas mais partes de cachalotes, avaliadas em US$ 20 mil (mais de R$ 117 mil).


        Com a confissão, o então suspeito terá que responder por dois crimes e duas penas. Pela Lei Lacey ele enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), enquanto que pela violação da MMPA ele encara uma pena máxima de um ano de prisão.

        “Negócio global multibilionário”

        Segundo o procurador-geral interino do Distrito da Carolina do Sul, Brook Andrews, o tráfico ilegal de animais selvagens é “um negócio global multibilionário que coloca em risco animais protegidos e alimenta o crime organizado”.

         

        A autoridade explica que esse tipo de negócio ilegal faz com que espécies vulneráveis sejam mortas apenas pela finalidade de serem vendidas em partes. Por isso, há um reforço para que as leis envolvidas nesse caso sejam cada vez mais aplicadas nos EUA.

         

        O caso fez parte da Operação Raw Deal, que reprime o comércio ilegal de partes de baleia. A investigação se deu pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e pelo Escritório de Aplicação da Lei da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

        Sobre a baleia cachalote

        A baleia cachalote, espécie importada e vendida em pedaços pelo idoso agora condenado nos EUA, é a maior baleia com dentes no mundo, considerada ainda o maior predador com dentes que existe no planeta. Apesar disso, está ameaçada de extinção e uma das causas pode ser o comércio ilegal que busca por animais exóticos.

        Foto: westend61 / Envato

        A espécie pode pesar até 45 toneladas, apesar do tamanho médio ser 16 metros de comprimento. Diferente da maioria das baleias, a cachalote consegue mergulhar por mais de uma hora, enquanto as outras passam, em média, 30 minutos debaixo d’água.

         

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          Animais exóticos aparecem em praias dos EUA e surpreendem banhistas

          Criaturas marinhas de coloração azul se acumularam aos milhares em praias californianas

          Por: Nicole Leslie -
          17/04/2025

          Nas últimas semanas, milhares de criaturas marinhas de aparência inusitada começaram a aparecer em grande quantidade nas praias da Califórnia, nos Estados Unidos. Conhecidos como velejadores-do-vento, os animais de nome científico Velella velella chamam atenção pela coloração azul vibrante e textura gelatinosa. O fenômeno começou a ser registrado no último dia 30 e tem ganhado a atenção de internautas.

          Esses organismos, apesar de aparentes semelhanças com águas-vivas, pertencem a um grupo mais próximo das caravelas-portuguesas (Physalia physalis). Podem medir até 10 cm e, na verdade, cada um não é um animal, mas uma colônia composta por centenas de pequenos organismos que executam funções específicas.

           

          Pelas imagens é possível observar uma estrutura em formato de vela em “S” que fica na superfície da água. Ela é usada para que os animais se desloquem com mais facilidade, já que dependem totalmente do vento para se locomoverem. Os tentáculos ficam submersos e servem para capturar pequenas presas.

          O aparecimento de criaturas Velella Velella no Hemisfério Norte costuma acontecer entre a primavera e o início do verão
          Foto: Sylke Rohrlach / Creative Commons / Reprodução

          Como a forma de locomoção depende totalmente dos ventos e correntes marítimas, esses velejadores podem ser facilmente levados até praias a partir de mudanças climáticas, o que resulta em grandes aglomerações dessa criatura nas faixas de areia — como tem ocorrido na Califórnia.

          Aparecimento de criaturas Velella velella não são incomuns

          Esse fenômeno costuma coincidir com o início da temporada de ressurgência, período marcado por alterações nas correntes e ventos. A chegada dos velejadores-do-vento, inclusive, é vista por especialistas como indicativo de que essas mudanças climáticas estão acontecendo.


          O aparecimento dessas criaturas no Hemisfério Norte costuma acontecer entre a primavera e o início do verão. Como não possuem capacidade de movimento próprio, elas ficam nas praias até que a maré as devolva para alto mar ou, eventualmente, elas morram.

           

          Mas atenção: apesar da beleza, é importante ter cuidado ao se aproximar desse tipo de animal. Embora a picada seja razoavelmente leve, pode causar irritações, especialmente na região dos olhos ou em peles sensíveis.

           

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            Grande Buraco Azul: sedimentos milenares revelam futuro de tempestades violentas no Caribe

            Cientistas “perfuraram” a cavidade que traz registros de eventos climáticos extremos dos últimos 5,7 mil anos

            Ainda não é possível prever o futuro com exatidão, mas a ciência, aliada aos recursos da natureza, é capaz de especular o que a humanidade pode enfrentar nos próximos anos. Foi assim que, ao “perfurar” o Grande Buraco Azul (Great Blue Hole), na costa de Belize, no Caribe, pesquisadores descobriram que tempestades violentas podem atingir a região nos próximos anos.

            Com 300 metros de diâmetro, o Grande Buraco Azul surgiu antes da última era glacial, resultado do teto de uma caverna que desmoronou e foi inundada pela elevação do nível do mar.

             

            Por lá, sedimentos vem se acumulando há pelo menos 20 mil anos. No “olho do furacão”, esse acúmulo em camadas funciona como um registro natural de eventos climáticos extremos dos últimos 5,7 mil anos.

            Foto: LovingOop / Wikimedia Commons / Reprodução

            Devido às condições ambientais únicas […] sedimentos marinhos finos puderam se depositar em grande parte sem perturbações no Grande Buraco Azul– contou Dominik Schmitt, primeiro autor do artigo, em comunicado

            Foram justamente essas informações que revelaram, em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, uma tendência de aumento na frequência de fenômenos naturais extremos na região, influenciados, em grande parte, pelo deslocamento da Zona de Convergência Intertropical — uma região essencial para a formação de tempestades.


            Nossos resultados sugerem que cerca de 45 tempestades tropicais e furacões podem passar por esta região somente em nosso século– alertou Schmitt

            Vale destacar que a temporada de tempestades na região em 2024 registrou 18 tempestades, das quais 11 evoluíram para furacões, incluindo cinco de grande intensidade. O número de tormentas tropicais foi 130% superior à média histórica do período, com destaque para o furacão Beryl, que atingiu a região do Caribe no final de junho sob categoria 5 — o furacão mais intenso na área desde 1875.

             

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              Cientistas encontram lixo marinho no local mais profundo do mar Mediterrâneo

              Resíduos de interferência humana alcançam até mesmo áreas quase inacessíveis, a 5 mil metros de profundidade

              Pouco se sabe sobre as profundezas do oceano, mas o conhecimento, mesmo que escasso, já é muito preocupante. No Calypso Deep, por exemplo, região mais profunda do mar Mediterrâneo, foram encontrados 167 objetos no leito marinho, sendo 148 deles considerados lixo — majoritariamente plástico, vidro, metal e papel.

              O acúmulo de lixo foi encontrado a uma profundidade de 5 mil metros, em grande parte, vindo de resíduos humanos. De acordo com a pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicada na Marine Pollution Bulletin, 88% do material identificado é plástico — sem contar as mais altas taxas de entulho já registradas no fundo do mar.

              Imagem de satélite do mar Mediterrâneo. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público/ NASA/ Reprodução

              E, sim, a culpa é toda nossa: segundo o estudo, não foram encontradas interações entre o lixo e as raras formas de vida identificadas até agora no fundo do Mar Jônico — um braço do Mediterrâneo, ao sul do Adriático.

              Encontramos indícios claros de descarte intencional de sacos de lixo por embarcações, como mostra o acúmulo de resíduos– Miguel Canals, diretor da Economia Azul Sustentável da universidade

              Com ajuda do submersível tripulado Limiting Factor, foi possível registrar imagens em alta profundidade, incluindo de áreas remotas e quase que inacessíveis. Além da pesca e navegação, o lixo marinho que assola o Mediterrâneo vem principalmente da terra, por meio de rios e esgoto.

              Cada vez mais sujo

              Como se não bastasse a influencia humana nos lixos, há ainda outros elementos da natureza que “colaboram” com a poluição no fundo do Mediterrâneo. As correntes oceânicas, por exemplo, transportam os resíduos, que podem afundar devido à degradação e ao acúmulo de organismos.

              Imagem ilustrativa. Foto: xlswellcom/ Envato

              Há ainda as bacias de águas profundas, que atuam como depósitos de “tralha”, que prejudicam ecossistemas sensíveis. Não à toa, o lixo marinho está espalhado nas profundezas do Mediterrâneo de maneira relativamente uniforme, segundo a pesquisa.

               

              Por lá, a concentração de lixo é de 26.715 itens por quilômetro quadrado. De acordo com os cientistas que participaram do estudo, esse é um dos valores mais altos já registrados em águas profundas.

              Infelizmente, não seria exagero dizer que não há mais nenhum ponto limpo no Mediterrâneo– Miguel Canals

              Estima-se que exista mais plásticos no fundo do oceano do que na superfície. Até porque, a maioria dos estudos se concentram nas regiões costeiras, com poucas pesquisa em águas ultra profundas. Porém, os dados disponíveis já mostram números preocupantes.

              Pôr do sol no mar Mediterrâneo, Beirute, Líbano. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

              A pesquisa ainda ressalta que, com a falta de padronização nas metodologias de estudo, a comparação global da poluição em águas profundas é dificultada. Exemplo disso seria o fato de nenhum lixo ter sido relatado nas profundezas da Antártica, provavelmente por conta da falta de exploração — que é difícil e cara.

              Problema bem maior

              Além do mar Mediterrâneo, outras regiões mediterrâneas são afetadas pela poluição. Os resíduos encontrados no Estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília, colocou a área como a de maior densidade de lixo marinho do planeta.

              Imagem ilustrativa. Foto: Ancapital/ Envato

              Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos todos os anos — quantidade essa que pode triplicar até 2040. Por isso, o monitoramento e a avaliação devem incluir as áreas de águas profundas — e não só analisar, como limpar essas regiões.

              Precisamos de políticas globais mais rígidas para reduzir a geração de lixo e limitar o descarte no ambiente marinho -Miguel Canals

              Logo, seria necessário mudanças práticas de consumo, incentivo à economia circular e educação ambiental. Como concluiu Canals, a conservação das profundezas oceânicas é uma luta desconhecida “para grande parte da sociedade”, e essa visão “precisa mudar”.

               

              “Nossas descobertas fornecem um forte argumento a favor da implementação urgente, em escala global, de ações políticas para reduzir o lixo oceânico, facilitando assim a conservação de habitats marinhos únicos, incluindo os mais profundos da Terra”, disse o estudo.

               

              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

               

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                1ª expedição no mar profundo do litoral brasileiro será ainda em 2025

                Pesquisa pode revelar materiais e bioprodutos desconhecidos pela ciência

                As montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT) são ricas de uma biodiversidade ainda pouco conhecida. Por isso, uma expedição pretende explorá-las no segundo semestre de 2025, no que será a primeira atividade deste perfil no mar profundo do litoral brasileiro — com direito a um Veículo Operado Remotamente (ROV) e um submarino robótico.

                Esse alinhamento de relevos submarinos tem origem vulcânica e se estende por 1,2 mil quilômetros no oceano de Vitória, no Espírito Santo, até a ilha de Trindade — um bem federal administrado pela Marinha do Brasil desde 1957. As montanhas submarinas chegam a 3 mil metros de profundidade, com topos de montes a cerca de 40 metros abaixo do nível do mar, que se estendem por 700 km da costa brasileira.

                Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Edson Faria Júnior / Wikimedia Commons / Reprodução

                Objetivos da expedição

                De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, até o momento a ciência mapeou somente 20% do fundo do mar. Desse modo, ao explorar regiões como as montanhas submarinas CVT, os pesquisadores podem encontrar materiais e bioprodutos ainda desconhecidos, que podem servir para aplicação na medicina ou na agricultura, por exemplo.

                 

                Segen Estefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), responsável pela expedição, comentou à Galileu que “por serem um espaço ainda inexplorado, [os oceanos] também são onde as espécies se adaptaram ao longo de milhões de anos.”

                Você pode encontrar nesses organismos biomoléculas ou compostos que poderão resolver problemas da humanidade– afirmou ao veículo

                Para se ter uma ideia, é justamente na Cadeia Vitória-Trindade que está o Monte Davis, local onde pesquisadores descobriram um ambiente marinho diverso, habitado por espécies de corais, batizado de Colinas Coralinas em 2022.


                Como pesquisadores vão explorar o mar profundo do litoral brasileiro?

                Para chegar ao fundo do mar, a expedição vai contar com o apoio de um Veículo Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês para Remotely Operated Vehicle) e um submarino robótico não-tripulado, controlado a partir de um navio de pesquisa, que poderá filmar e colher amostras do ambiente.

                Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Marinha do Brasil / Wikimedia Commons / Reprodução

                Segundo Estefen, “os navios que vão operar durante essas expedições devem possuir laboratórios para análise das amostras — tanto de fauna, quanto de flora e da biodiversidade em geral”, uma vez que expedições em mar profundo “exigem logística sofisticada”.

                 

                Além de revelar matérias úteis para a vida humana, expedições como essa, quando realizadas periodicamente, podem mostrar a evolução da biodiversidade ao longo do tempo, assim como os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, outra região litorânea de interesse para expedições desse tipo é a Elevação do Rio Grande (ERG), onde estudos já indicaram a existência de depósitos de minerais nobres, como a platina, além de cobalto, níquel, manganês, entre outros.

                 

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                  Nasce fêmea e vira macho: cientistas podem ter descoberto como enguia muda de sexo

                  Novo estudo aponta que fatores ambientais como temperatura, luz e pH influenciam na reversão sexual desse animal

                  Vivendo nas águas, existe um animal que nasce fêmea e se torna macho: a enguia-dos-pântanos-asiática (Monopetrus albus), único peixe hermafrodita protogínico de água doce. Em outras palavras, o animal muda do sexo feminino para o masculino ao longo da vida. O mecanismo por trás dessa reversão sexual era um mistério — mas agora a ciência pode ter descoberto mais detalhes.

                  Um novo estudo publicado por pesquisadores chineses na Water Biology and Security relatou um mecanismo de mudança sexual, que seria induzido por alterações na temperatura da espécie.

                  Enguia-dos-pântanos-asiática. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                  Anteriormente, as pesquisas apontavam que a inversão dessas enguias acontecia devido às alterações nos níveis de hormônios sexuais e na expressão dos genes de determinação do sexo. Agora, entretanto, cientistas descobriram que o processo de reversão envolve fatores genéticos e também condições externas.

                   

                  Yuhua Sun, um dos autores do estudo, disse em comunicado que a pesquisa revela “que a temperatura quente induz a expressão de genes de determinação do sexo masculino em tecidos ovarianos”. Sun, ainda, conta que a “regulação positiva de genes masculinos induzida pela temperatura depende da Trpv4”.

                  Descrita por Sun como “uma proteína de canal catiônico que controla o fluxo de cálcio em uma célula”, a Trpv4 faz parte de um grupo de canais iônicos chamados “receptores transitórios potenciais”. Eles, portanto, têm a função de permitir ou bloquear a entrada de cálcio nas células, a depender da temperatura.

                   

                  Além do calor, a nova pesquisa aponta que outros fatores ambientais também podem influenciar diretamente o início da reversão de sexo da enguia, como a luz e o pH (medida que indica quão ácida ou básica uma solução é).

                  Tudo é um processo

                  O DNA da enguia-dos-pântanos-asiática está metilado (ou seja, modificado quimicamente). Logo, a forma como essa metilação ocorre através da ativação ou desativação dos genes é o que determina o sexo durante o processo de reversão, que é dinâmico e influenciado por fatores ambientais.

                   

                  De maneira geral, acredita-se que a interação gene-ambiente impulsiona a reversão de sexo dessa enguia. Para Sun, o que acontece é que o estímulo ambiental desencadeia na mudança do estado epigenético do genoma animal — isso é, que mudanças químicas influenciam como os genes se comportam.

                  Embora isso seja interessante e razoável, é amplamente descritivo e carece de suporte experimental– Yuhua Sun

                  Sun ressalta que, apesar da explicação fazer sentido, a ciência ainda carece de provas experimentais e sólidas, pois essa teoria partiu de observações. Ainda não se sabe, por exemplo, qual fator ambiental é o mais importante para a reversão do sexo, nem como os sinais ambientais são transformados em mensagens biológicas para a determinação sexual.

                  Enguia-dos-pântanos-asiática. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público/ Reprodução

                  Além disso, a identificação e caracterização da Trpv4 são importantes, pois preenchem a lacuna entre a temperatura e as cascatas de determinação do sexo.

                  Isso torna o potencial de reprodução desse peixe de aquicultura economicamente importante, já que as temperaturas podem ser controladas de forma fácil e conveniente, além de ser uma forma ecologicamente correta– Yuhua Sun

                   

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                    Após cancelamento, SailGP dá detalhes do calendário de 2026 com etapa no Rio

                    Além das localidades da próxima temporada, campeonato revelou planos de acrescentar novas equipes à lista

                    16/04/2025

                    Com o recente cancelamento da etapa no Rio de Janeiro do SailGP, a expectativa dos amantes brasileiros da vela era de uma nova data para a corrida na Cidade Maravilhosa. Ainda sem detalhes específicos, o campeonato revelou que voltará ao Brasil — embora sem citar que seja neste ano.

                    Uma prévia das informações da temporada 2026, divulgadas nesta quarta-feira (16) pela organização do evento, informa que o Rio de Janeiro compõe a lista de destinos pela qual o Rolex SailGP Championship deve passar no ano que vem.

                     

                    A seleção ainda inclui paradas em Sydney, Bermudas, Halifax, Saint-Tropez e Portsmouth, além da estreia de um novo evento na cidade de Perth, na Austrália, que marcará o início da próxima temporada. A previsão é que o campeonato dure 11 meses, com início em janeiro de 2026.

                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                    A ideia é que os catamarãs foilers de alta tecnologia, que alcançam velocidades superiores às do vento, chegando a 100 km/h, naveguem pelas águas de cinco continentes, da Austrália a Abu Dhabi.

                    Tivemos um interesse sem precedentes por parte de cidades ao redor do mundo. O SailGP está empolgado em divulgar uma prévia do que os fãs podem esperar em 2026– destacou Sir Russell Coutts, CEO do SailGP

                    A promessa do evento é proporcionar ao público “competições emocionantes e experiências inesquecíveis” para os fãs em cada uma das etapas. Após as corridas na Austrália, a disputa deve passar pelas Américas do Norte e do Sul, especialmente para uma “parada muito aguardada no Rio de Janeiro”.


                    Segundo Coutts, “o retorno a cidades-sede”, como Nova York e Saint-Tropez, “é um aspecto fundamental da expansão global contínua do SailGP”. Ele explica que “os acordos de longo prazo com as cidades-sede permitem ao SailGP construir um legado duradouro […] fazendo das etapas eventos centrais no calendário esportivo local”.

                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                    Na atual temporada, o SailGP recebeu uma frota recorde de 12 equipes internacionais, incluindo duas novas adições à linha de largada: o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team e o italiano, Red Bull Italy SailGP Team. Para 2026, a expectativa é que outras duas novas equipes entrem para a lista.

                    Confira as etapas confirmadas do SailGP em 2026

                    • Perth Sail Grand Prix;
                    • Sydney Sail Grand Prix;
                    • Enel Rio Sail Grand Prix;
                    • Apex Group Bermuda Sail Grand Prix;
                    • Mubadala New York Sail Grand Prix;
                    • Canada Sail Grand Prix | Halifax;
                    • Emirates Great Britain Sail Grand Prix | Portsmouth;
                    • Rockwool France Sail Grand Prix | Saint Tropez;
                    • Emirates Dubai Sail Grand Prix, apresentado por P&O Marinas;
                    • Mubadala Abu Dhabi Sail Grand Prix 2026 — Grande Final da Temporada, apresentado pelo Conselho de Esportes de Abu Dhabi.

                     

                    O calendário completo da temporada 2026 do SailGP, com datas e locais, será divulgado em breve.

                     

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                      Barcos nazistas podem ter sido encontrados na costa da Argentina

                      Tese é de pesquisador que há 30 anos investiga fuga de Hitler e outros nazistas ao país por submarinos

                      O pesquisador argentino Abel Basti é um grande defensor da tese de que, ao final da 2ª Guerra Mundial, uma fuga em massa teria levado oficiais nazistas pelo mar à costa Argentina — incluindo Adolf Hitler. Assim, quando ele soube que barcos de metal haviam sido encontrados abandonados em uma praia da região de Camarones, na província de Chubut, na Patagônia argentina, não pensou duas vezes para ir averiguar.

                      Espalhados pela costa estavam cinco embarcações semelhantes entre si: casco de metal com quatro metros de comprimento e fundo liso e chato. As características são típicas de barcos feitos para encalhar na areia e desembarcar cargas e pessoas.

                       

                      Segundo o pesquisador, as embarcações estão “desfiguradas”, uma vez que foram usadas por anos pelos pescadores da região, antes de serem abandonadas. “Em qualquer país que preze a história, estes botes já estariam em museus”, afirma.

                      Foto: Abel Basti / Reprodução

                      Para ter a certeza de que os barcos encontrados foram os mesmos que deram apoio aos nazistas na fuga em massa, Basti coletou fragmentos dos cascos e enviou para laboratórios na Europa, que estão analisando e comparando as ligas metálicas com os materiais utilizados pelos alemães à época.

                       

                      Embora os resultados ainda não tenham sido revelados, ele afirma que “esses botes foram barcos de apoio dos submarinos nazistas e eram transportados dentro deles, como comprovam as plantas daquelas naves de guerra que eu tenho em meus arquivos. Tenho certeza que o resultado será positivo”. Vale ressaltar que Basti é autor de 12 livros sobre o assunto.

                      Teremos a confirmação oficial disso em breve, porque o governo argentino acaba de ‘desclassificar’, ou seja, deixar de tornar secretos, documentos que estavam guardados desde aquela época– garante Basti

                      Uma nova história?

                      Se a tese de Basti se confirmar, a história do nazismo como conhecemos deve ganhar novos rumos. Isso porque acredita-se que Hitler teria se suicidado em 30 de abril de 1945, em Berlim. Para o pesquisador, contudo, o ditador morreu 28 anos depois, em 1973, aos 84 anos de idade, de morte natural, em uma localidade do Paraguai.

                       

                      Basti afirma ter documentos soviéticos que indicam a participação de até 15 submarinos no comboio da fuga em massa, apesar de o governo argentino reconhecer oficialmente apenas dois, que se renderam em agosto de 1945 em um episódio um tanto quanto mal explicado.


                      Segundo o pesquisador, esses dois submarinos serviram como distração para encobrir a chegada dos demais, que teriam sido afundados para apagar provas — de acordo com Basti, um deles está localizado próximo ao porto de Quequén.

                       

                      Além disso, outros episódios envolvendo submarinos misteriosos ocorreram nas décadas seguintes. Em 1958, um deles, desconhecido, invadiu um exercício militar argentino. Em 1960, outro permaneceu por 17 dias sendo perseguido por forças argentinas, sem jamais ser identificado — situações possivelmente ligadas à Guerra Fria.

                       

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                        Veleiro que pertenceu à Rainha Elizabeth precisou ser rebocado no Reino Unido

                        Embarcação de 1936 passou por um pequeno apuro na costa de Norfolk. Conheça sua história

                        Não é preciso muita coisa para que a família real vire manchete ao redor do mundo. Nos últimos dias, porém, isso aconteceu por conta de um barco: o veleiro Bloodhound. A embarcação, que pertenceu à Rainha Elizabeth II e ao Príncipe Philip, levou os nomes reais aos noticiários após emitir um pedido de resgate na costa de Norfolk, no Reino Unido, no início de abril.

                        O veleiro de 19,2 metros, datado de 1936, precisou ser rebocado pela equipe do Caister Lifeboat, a pedido da Guarda Costeira de Humber, após apresentar possíveis danos estruturais.

                         


                        Embora o motivo exato para o pedido de resgate não tenha sido revelado, as bombas d’água levadas pela equipe de resgate indicam que o barco apresentou entrada de água no casco. Após o susto, o veleiro foi rebocado em segurança para o Porto de Great Yarmouth.

                        O veleiro Bloodhound e seu passado majestoso

                        O “veleiro real” foi construído em 1936 pela Camper & Nicholsons — mesmo estaleiro do Creole, o veleiro de madeira da família Gucci — e comprado em 1962, a pedido do Príncipe Philip, um grande entusiasta da vela.

                        Foto: dun_deagh / Wikimedia Commons / Reprodução

                        Aliás, foi a bordo do barco que Philip desenvolveu ainda mais a sua paixão pelo mar. Ao lado do projetista e velejador Uffa Fox, ele chegou até mesmo a participar da Cowes Week, uma das maiores e mais antigas regatas do mundo, em agosto de 1962. O veleiro Bloodhound ainda serviu de escola para outros jovens membros da realeza, como o Príncipe Charles e a Princesa Anne.

                        Príncipe Philip e tripulação, em junho de 1966. Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                        Já a Rainha Elizabeth, quem viabilizou a “brincadeira”, pouco aproveitou esse veleiro real. O que se escuta é que ela navegou apenas uma vez, porque ficava mais à vontade, mesmo, era convés do Britannia, outro veleiro da família, adquirido em 1954 — e que permaneceu com ela por 40 anos.


                        Após muito navegar pelas águas da Escócia, especialmente durante os verões em Balmoral, o veleiro Bloodhound foi vendido, em 1969. Ao longo das décadas, o barco passou por vários donos e chegou a entrar em estado de deterioração.

                        Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                        Em 2002, ele foi resgatado e restaurado por um novo proprietário. Atualmente, o Bloodhound está novamente em boas condições e navegando com frequência, inclusive participando de eventos náuticos clássicos. Há quem tenha a sorte de encontrá-lo, de vez em quando, atracado ao lado do Britannia, em Edimburgo.

                        Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                         

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                          Marca que opera há 24 anos vai expor um motor Steyr Motors em seu estande, de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

                          O Rio Boat Show é conhecido como um dos principais palcos da América Latina para ficar por dentro o que há de mais novo no mercado náutico — e isso não inclui apenas barcos. Exemplo disso é a Maqdiesel Mecânica, empresa especializada em manutenção de equipamentos que estará no salão náutico.

                          De 26 de abril a 4 de maio, a marca será uma das muitas a atracar na Marina da Glória para o evento. Por lá, a representante oficial da Steyr Motors no Brasil e em toda a América do Sul vai mostrar sua atuação em vendas e manutenção de motores e peças de embarcações.

                          Motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors, que a Maqdiesel apresentará no salão. Foto: Maqdiesel / Divulgação

                          Quem passar pelo estande da Maqdiesel no Rio Boat Show ainda poderá conferir de perto um motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors. Vale destacar que a marca também oferece cursos destinados a compreensão básica dos princípios e práticas da mecânica, com foco em máquinas pesadas.


                          Rio Boat Show 2025

                          Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                          Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                           

                          Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                          Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                           

                          Anote aí!
                          RIO BOAT SHOW 2025

                          Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                          Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                          Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                          Ingressos: site oficial de vendas

                           

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                            Dragão azul: espécie rara de lesma do mar é avistada no litoral de SP

                            Flagra foi registrado em Peruíbe, na Baixada Santista. Animal raramente ultrapassa os 4 cm e "rouba" veneno de outros seres

                            Não é todo dia que um animal exoticamente lindo é encontrado no litoral brasileiro. Na praia de Peruíbe, cidade localizada na Baixada Santista, a bióloga e pesquisadora Gemany Caetano flagrou e fotografou uma rara espécie de lesma do mar, chamada de dragão azul (Glaucus atlanticus).

                            Encontrado na faixa de areia da praia, o animal de apenas 1 cm já estava morto no momento do registro. Até porque, trata-se de um molusco pelágico, que vive em mar aberto e costuma aparecer em regiões costeiras por conta de fenômenos climáticos. Logo, ele não tem qualquer adaptação para o ambiente terrestre.

                            Dragão azul (Glaucus atlanticus). Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                            Sendo assim, o dragão azul não consegue retornar ao mar quando é levado até a areia por ondas mais fortes, e acaba morrendo. Inclusive, esse fator é um dos motivos para sua aparição ser tão rara, principalmente em praias brasileiras — seu habitat natural são as águas temperadas e tropicais de todos os oceanos.

                            Quando ele encalha na areia, sofre a ação direta dos raios solares e ventos que contribuem com o processo de perda de água, o que causa a desidratação do animal– explicou Gemany Caetano

                            A bióloga, orientada pelo Prof. Dr. Luiz Ricardo Lopez de Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), complementa dizendo que o animal aparece nas praias quando o vento e as correntes marinhas estão direcionadas para a costa.

                            Dragões “ladrões” de veneno

                            Por mais que a alcunha possa assustar, os dragões azuis não tem o tamanho que o nome sugere. Eles raramente ultrapassam os 4 centímetros e pertencem à ordem Nudibranchia, com características e comportamentos únicos — como, por exemplo, viver com a barriga para cima.

                            Dragão azul (Glaucus atlanticus). Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                            Sua coloração azulada intensa corresponde à região ventral do corpo. Além disso, a espécie armazena oxigênio no estômago, recurso esse que permite que ele flutue na superfície do mar. Quando essa lesma ocasionalmente flutua em grupo, ela forma, ao lado dos outros, um fenômeno chamado de “frota azul”.

                            Ele é um alienígena, morfologicamente falando– brincou Gemany Caetano

                            Os detalhes fofos acabam por aí, pois o dragão azul contém células urticantes altamente venenosas, usadas tanto para caça quanto autodefesa, e se alimentam de animais venenosos, como a caravela-portuguesa. Tantas células venenosas fazem com que o macho e a fêmea tomem cuidado na hora do acasalamento.

                             

                            Entretanto, o mais curioso neste processo é que os dragões-azuis não criam o próprio veneno, mas sim roubam de outros seres. Como se alimentam de cnidários venenosos, eles armazenam as células urticantes dessas presas e “guardam” em seus tentáculos numa dosagem mais concentrada.

                            Logo, eles podem tornar sua picada mais potente que a da presa original. Não à toa, os moluscos do grupo dos nudibrânquios, ao qual eles pertencem, são estudados por seu potencial na pesquisa de novos fármacos e em estudos neurológicos.

                             

                            Gemany Caetano, responsável pelo flagra do dragão azul, conduz um estudo sobre esse grupo de moluscos na USP. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o papel desses organismos no oceano, mas os resultados ainda não foram divulgados.

                            Tamanho não é documento

                            Mesmo pequeninos, os dragões azuis possuem uma ferrada violenta, que podem paralisar vítimas 300 vezes maiores que o seu tamanho. Porém, esse animal tem uma expectativa de vida curta, com cerca de um ano e, mesmo morto, um encontro com essa lesma pode resultar em picadas.

                            Dragão azul registrado em Peruíbe. Foto: Gemany Caetano

                            O fato do animal ser minúsculo em medida e difícil de ser avistado faz com que ele seja pouco conhecido, mesmo que exista há pelo menos 2 milhões de anos. Para a bióloga, o dragão azul desempenha um papel importante na manutenção e equilíbrio do meio ambiente, como tantas outras espécies.

                            Deve ser preservado para que as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer e de se encantar com esses animais– Gemany Caetano

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              “The Ocean” promete redefinir o conceito de luxo no mar com estadias prolongadas em destinos cobiçados

                              Por: Nicole Leslie -
                              15/04/2025

                              A Crescent Seas anunciou na última terça-feira (8) seu mais novo projeto: The Ocean, um navio de cruzeiro ultraluxuoso com estreia marcada para 2032. A embarcação promete oferecer uma experiência incomparável, com foco em estadias prolongadas em destinos desejados e serviços de altíssimo padrão.

                              Embora os detalhes do interior ainda não tenham sido divulgados, a empresa garante que cada aspecto do navio está sendo cuidadosamente planejado para proporcionar uma vivência sofisticada, atemporal e profundamente imersiva. Assim como nas demais embarcações da marca, os passageiros poderão desfrutar de cultura, tranquilidade e luxo de classe mundial em cada viagem.

                              Foto: Crescent Seas / Divulgação

                              Projetado para elevar todos os elementos da experiência em alto-mar, The Ocean contará com acomodações premium, atendimento personalizado e roteiros que priorizam a permanência em locais selecionados. A proposta é oferecer mais do que um simples cruzeiro: uma jornada onde conforto e estilo de vida se encontram.


                              Referência em cruzeiros de alto padrão, a Crescent Seas vem se destacando por sua abordagem inovadora no setor. À frente da empresa, o CEO e fundador Russell Galbut tem como missão transformar navios em verdadeiras residências flutuantes — ambientes onde lazer, sofisticação e aventura coexistem harmoniosamente.

                               

                              A chegada do The Ocean não apenas empolga os futuros viajantes, mas também reforça o compromisso da Crescent Seas quando se trata de excelência e inovação. Com o suporte da GFO Investments, a empresa consolida sua visão ao unir expertise imobiliária com um refinado design náutico.

                               

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                                Oportunidade vem do programa Fractional Ownership da Brasil Yacht Charter. Conheça a embarcação

                                Desfrutar de uma embarcação deslumbrante, como o premiado Lagoon 42, só curtindo a navegação, sem preocupações burocráticas e com tudo pronto para embarcar. Isso é possível no programa Fractional Ownership BYC, da Brasil Yacht Charter (BYC), que oferece a compra dos catamarãs da francesa Lagoon de forma compartilhada, através do Grupo Sailing — que há mais de 25 anos representa a marca no Brasil.

                                Referência em charter no Brasil, com mais de 20 anos de mercado, a BYC leva aos proprietários o conforto de encontrar o barco prontinho para uso, sem maiores preocupações — é entrar e navegar.

                                 

                                Entre os benefícios do programa está, por exemplo, o enxoval completo e personalizado, inclusive com os itens pessoais de cada cotista, se ele assim preferir. Para isso, o Fractional Ownership disponibiliza boxes dispostos na marina para o armazenamento do enxoval particular.

                                Foto: Lagoon / Divulgação

                                Assim, ao embarcar, o cotista vivencia uma experiência única, com requintes do conforto de seu próprio lar. Ao desembarcar, os itens serão cuidadosamente guardados em seu box. O atendimento de concierge fica responsável por preparar tudo antes do barco zarpar e, na volta, limpar e armazenar seus itens.

                                 

                                O Lagoon 42, que possui bons atrativos tanto ancorado quanto navegando, é um dos modelos da marca francesa disponíveis no Fractional Ownership BYC.

                                 

                                Na modalidade, apenas três proprietários dividem o uso embarcação. Assim, cada dono pode aproveitá-la durante 17 semanas ao ano — o que dá mais de uma semana por mês.

                                Conheça o premiado catamarã Lagoon 42

                                Com 13,22 metros de comprimento e 7,68 metros de largura, o Lagoon 42 garante espaços generosos para a diversão em família e amigos. São quatro suítes disponíveis, que comportam de seis a 12 pessoas com conforto — além de mais duas cabines de proa, para o staff.

                                Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                Com a navegação tranquila que só um catamarã pode proporcionar, a embarcação ainda dispõe de atributos que garantem passeios equilibrados entre a tranquilidade e a curtição.

                                 

                                Somente dois degraus separam a plataforma de popa de um amplo salão — protegido, mas ventilado.


                                Os espaços são ideais para aproveitar os dias ensolarados, seja com banhos de mar, mergulhos em águas cristalinas ou apenas para tomar sol e relaxar. Por lá, há um sofá em L, uma chaise e o apoio de uma mesa, que garante as refeições ao ar livre.

                                Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                O layout, pensado pela Nauta Design, “une a elegância e a doçura da carpintaria moderna”, como define a marca francesa. Tais características são bem representadas no cockpit, que não economizou na quantidade de janelas e dá ao barco uma ampla entrada de luz natural que, somada aos tons neutros do barco, se torna um convite para apreciar ao máximo essa parte do catamarã.

                                Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação

                                Ao entrar da plataforma para o cockpit, o hóspede se depara com uma mesa principal logo à frente, rodeada por um amplo sofá em L. À direita, fica o espaço para o preparo de refeições, com fogão, forno, pia e armários. Já à esquerda, há um frigobar e mais espaços para armazenamento, além de uma TV.

                                Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação
                                Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação
                                Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação

                                As cabines são espaçosas, com camas de casal e bem iluminadas. Ao longo de todo o espaço de descanso, o tripulante encontra bons compartimentos de armazenamento — ideais para quando a ideia for passar vários dias a bordo.

                                Foto: Lagoon / Divulgação
                                Foto: Lagoon / Divulgação

                                Dos quatro banheiros disponíveis nas cabines, dois contam com ducha e box fechado (na popa) para maior conforto. O posto de comando, por sua vez, fica um piso acima do salão, a bombordo, por onde é possível também chegar à proa do barco.

                                Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                Vale destacar que os recursos do Lagoon 42 foram reconhecidos por grandes premiações: Boat of the Year 2017 (Mundo dos Cruzeiros), Best Boats 2017 (multicascos), Sailing Today Awards 2016 (multicascos) e Asia Boating Award 2016 (melhor iate a vela multicasco).

                                 

                                Se interessou em garantir as férias em um catamarã como esse e as vantagens do compartilhamento de cotas? Entre em contato com o Grupo Sailing e saiba mais sobre o Fractional Ownership BYC.

                                 

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                                  Não faz sentido: cientistas descobrem rios e lagos “que não deveriam existir”

                                  Segundo o estudo, nove formações de água não seguem o fluxo convencional nem os princípios da hidrologia

                                  Tudo na vida tem um começo, meio e fim — ou será que não?! Na natureza, muitas coisas não funcionam como deveriam e algumas exceções costumam desafiar as regras, como é o caso dos rios e lagos esquisitos que, segundo pesquisadores, não deveriam existir — seja por se negarem a seguir uma ordem natural ou pelo fluxo não fazer sentido.

                                  Uma pesquisa publicada no periódico Water Resources Research investigou a drenagem de regiões incomuns nas Américas. Na ocasião, esse extenso estudo encontrou formações naturais que desafiam a ciência, sem seguir princípios previsíveis e até óbvios de hidrologia e geologia.

                                  Região da bifurcação do rio Atchafalaya e estruturas de controle na bifurcação. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA/ Domínio Público

                                  De acordo com a pesquisa, as formações estudadas têm perfis, no mínimo, “esquisitos”: divergem em vez de convergir; rios que fluem em duas direções; lagos com duas saídas; bacias hidrográficas com limites ambíguos e outros padrões fora da normalidade.

                                  Rio Atchafalaya, nos Estados Unidos. Foto: Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos/ Domínio Público

                                  Os locais estudados foram: rio Orinoco (Venezuela); lago Arroyo Partido (Argentina); rio Wayambo (Suriname); rio Atchafalaya e riacho North Two Ocean Creek (Estados Unidos); lago Punch Bowl do Comitê, Divide Creeek, rio Echinamish e lago Wollaston (Canadá).

                                  Diferentes dos iguais

                                  Normalmente, o caminho dos rios tem três processos: unir-se a jusante (em direção à foz), fluir morro abaixo e desaguar num corpo d’água, como lago, mar ou até outro rio. Entretanto, os casos estudados, por algum motivo, não funcionam dessa maneira.

                                  Bifurcações de rios e lagos de bifurcação na América do Norte e do Sul Foto: Water Resources Research

                                  Diferente das bifurcações típicas, os lugares estudados não retornam ao curso d’água principal após a ramificação. Por exemplo: o rio Echimamis, responsável por conectar os rios Hayes e Nelson, flui para fora em direção aos dois rios. Logo, não se tem certeza sobre a direção do fluxo e nem onde a sua direção muda.

                                   

                                  O rio Cassiquiare, na Venezuela, conecta as duas maiores bacias hidrográficas do continente — do Orinoco e do Amazonas — , sendo um distributário para a primeira (ou seja, um braço fluvial) e um afluente para a segunda (logo, desaguando nela). Quando se junta ao Rio Negro, ele deságua, por fim, no Rio Amazonas.

                                  É o equivalente hidrológico de um buraco de minhoca entre duas galáxias– Robert Sowby e Adam Siegel, autores do artigo

                                  Região de Casiquiare e a bifurcação do local. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Laraque et al., 201/ Divulgação

                                  Um buraco de minhoca é um conceito teórico da física que estabelece um túnel hipotético, responsável por conectar dois pontos no universo e permitiria, em tese, nos transportar no espaço-tempo. Por isso a comparação: são dois sistemas que, a princípio, ficariam separados, mas que são conectados por um atalho.

                                  Cada um é único em sua própria maneira. Juntas, essas esquisitices hidrológicas ilustram o quanto ainda temos a aprender sobre a superfície dinâmica da Terra– Robert Sowby e Adam Siegel

                                  De acordo com a pesquisa, o rio Wayambo, no Suriname, é outra formação esquisita. Isso porque ele pode fluir tanto para leste quanto para oeste, a depender das chuvas e da intervenção humana com ajuda de eclusas.

                                  Região do Rio Wayambo e uma canoa no rio Coppename, um distribuidor do rio Wayambo. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Jan Willem Broekema/ Creative Commons BY-SA 2.0

                                  Por conta de seu fluxo confuso, se torna mais difícil prever a propagação de poluentes vindos da mineração de ouro e bauxita de locais de produção de petróleo.

                                   

                                  Os pesquisadores ressaltam que a maioria dos rios e lagos que “não deveriam existir” foram encontradas em planícies e selas (pontos de elevação mais baixos entre duas mais altas). Inclusive, alguns limites de bacias hidrográficas ainda não foram resolvidos ou são dinâmicos — que sugere formação de rios em andamento.

                                   

                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                   

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                                    Do Brasil à Rússia: Aleixo Belov inicia nova expedição marítima

                                    Navegador de 82 anos que já completou cinco voltas ao mundo partiu de Salvador, neste sábado (12), rumo à Sibéria

                                    Por: Nicole Leslie -

                                    O navegador Aleixo Belov partiu para sua mais nova expedição marítima neste sábado (12), a bordo do veleiro Fraternidade e com uma tripulação de onze pessoas. A equipe zarpou de Salvador, na Bahia, para navegar a chamada “Rota do Mar do Norte”, rumo à Sibéria, na Rússia.

                                    Já conhecido e admirado no universo náutico, Belov foi homenageado com uma festa de despedida no 2° Distrito Naval da Marinha logo antes de embarcar com a tripulação. Na cerimônia, o velejador que já realizou cinco voltas ao mundo recebeu o carinho, os aplausos e os votos de boa sorte de amigos e admiradores.

                                    Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                    Aos 82 anos, o velejador não subestima o poder dos mares gélidos e inexplorados que vai enfrentar. Por isso, para fazer a rota marítima que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico — que, inclusive, nunca foi feita por brasileiros — ele conta com uma tripulação experiente e determinada.

                                     

                                    O Fraternidade é comandado pelo russo Sergei Shcherbakov, especialista em navegação polar com mais de 140 mil milhas náuticas percorridas em seis décadas de experiência.

                                    “Partidas são solenes, chegadas são festivas”

                                    A frase, dita pelo Vice-Almirante Gustavo Garriga, marcou a cerimônia de despedida, que foi dividida em duas partes: iniciou em terra firme e finalizou com o veleiro Fraternidade navegando ao lado do Veleiro Cisne Branco, que o acompanhou até a despedida oficial na altura da Boca da Barra, na Baía de Todos-os-Santos.


                                    Belov relatou que “emocionalmente já estava preparado”, uma vez que já realizou tantas viagens. Mas, segundo ele, “um dia você acorda e se pergunta o motivo de estar fazendo uma expedição tão difícil, com essa idade e que nenhum outro velejador brasileiro jamais realizou”.

                                    Se eu conseguir chegar vivo, não preciso planejar mais nada-Aleixo Belov, na cerimônia de despedida

                                    Expedição com propósito especial

                                    A expedição foi pensada para celebrar os 20 anos do BRICS — bloco de países emergentes criado por Brasil, Rússia, Índia e China, e que mais tarde passou a incluir também a África do Sul. Atualmente, o grupo se expandiu ainda mais, com a entrada de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

                                    Veleiro Fraternidade já esteve em diversas viagens. Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                    Além disso, a viagem também busca fortalecer as relações diplomáticas entre Brasil e Rússia, que em 2028 completam 200 anos. Com início neste sábado (12), a previsão é que o Fraternidade chegue ao destino no final do próximo mês de julho.

                                     

                                    A escolha da época do ano também não foi aleatória. Devido às baixíssimas temperaturas, parte do mar da rota fica congelado durante boa parte do ano. No entanto, existem três semanas estratégicas em que o gelo se dissolve — ao menos em partes –, o que possibilita a navegação.

                                    Quem é Aleixo Belov?

                                    Nascido em 1943 na Ucrânia, se mudou para o Brasil em 1949, durante uma guerra, e se naturalizou brasileiro em 1965. Além de navegador, Aleixo é empresário, engenheiro, escritor e pai de cinco filhas.

                                    Aleixo Belov no Fraternidade
                                    Aleixo Belov a bordo do Fraternidade. Foto: YouTube Leonardo Papin / Reprodução

                                    Ele se consolidou em Salvador, na Bahia, onde décadas depois foi sediado o museu que leva seu nome. O Museu do Mar Aleixo Belov surgiu como um presente de Belov para a sociedade, onde estão expostos patrimônios materiais e imateriais.

                                     

                                    Inaugurado em dezembro de 2021, sua principal missão é promover e valorizar a cultura marítima e oceânica. Por isso, a instituição fomenta projetos de pesquisa relacionados à cultura e economia do mar.

                                     

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                                      Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

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                                      Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                      Da pesca esportiva aos passeios náuticos: Paraná levará seus destinos ao Rio Boat Show

                                      Estande da Secretaria de Turismo do estado vai destacar suas opções no salão, de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

                                      O Rio Boat Show acontece em um dos principais destinos náuticos do país: o Rio de Janeiro. Apesar disso, o salão ainda será o espaço para que outros estados brasileiros apresentem suas opções de lazer sobre as águas e um deles será o Paraná, através de sua Secretaria de Turismo.

                                      De 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, a entidade terá um estande voltado a apresentar ao público qualificado do evento os seus mais belos destinos, que englobam, principalmente, municípios lindeiros ao Rio Paraná, Paranapanema, Ivaí e ao Lago de Itaipu, incluindo Foz do Iguaçu.

                                      Porto Rico / Por do Sol no Rio Parana. Foto: Acervo EPR / Fabio Dias / Divulgação

                                      Dentre as muitas atividades náuticas envolvidas nas localidades estão a pesca esportiva (com infraestrutura de garagens náuticas), locação de barcos, passeios turísticos e travessias — esses dois últimos, especialmente no litoral, na região de Angra Doce (divisa com São Paulo).

                                      Guaira / Torneio Internacional de Pesca Esportiva de Guaira. Foto: Municipio de Guaira / Secretaria Municipal de Turismo, esporte e cultura / Divulgação

                                      Além dos destinos, o estande terá a presença de uma figura ilustre, que esbanja simpatia por onde passa ao lado da Secretaria de Turismo do Paraná: a influencer capivara.

                                      Foto: Douglas Guimarães / Revista Náutica

                                      Rio Boat Show 2025

                                      Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                      Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                       

                                      Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                      Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                       

                                      Anote aí!
                                      RIO BOAT SHOW 2025

                                      Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                      Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                      Ingressos: site oficial de vendas

                                      Náutica Responde

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                                        Acobar no Rio Boat Show 2025: conheça os projetos da entidade

                                        Associação que visa fortalecer a qualidade e a cultura do setor náutico no Brasil terá estande no salão, de 26/04 a 04/05

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        A Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) estará presente no Rio Boat Show 2025, que acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Sem fins lucrativos, a entidade busca fortalecer a qualidade e a cultura do setor náutico no Brasil, com projetos públicos e apoio aos associados.

                                        A Acobar tem parcerias com mais de 70 empresas de diferentes setores, como despachantes, estaleiros, fabricantes de implementos, fornecedores de matérias-primas, lojas, marinas, mídias, motorização e prestadores de serviços. Os laços buscam criar uma rede de apoio aos associados.

                                         

                                        Além disso, a entidade é associada ao Conselho Internacional das Associações das Indústrias Náuticas (Icomia), órgão técnico internacional voltado à pesquisa e desenvolvimento da construção de embarcações.

                                        Conheça alguns projetos da Acobar

                                        Programa Venha Navegar

                                        O Programa Venha Navegar tem como base um site que busca democratizar a pesquisa de quem quer ingressar na navegação, com o primeiro barco. A plataforma serve como um glossário para sanar as principais dúvidas desse público.

                                         

                                        Documentações básicas para a compra de uma embarcação e os trâmites envolvidos, atualizações do segmento náutico e indicações de novidades são alguns dos conteúdos com os quais o site é abastecido.

                                        Programa de Certificação

                                        Junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a Acobar desenvolveu um programa de certificação para avaliar a qualidade e a segurança das embarcações construídas no Brasil. Para receber o certificado, o barco deve ser aprovado na vistoria de um inspetor auditor, que deve seguir um checklist.

                                        A lista engloba pontos relacionados ao produto, usuário e valor da embarcação. Uma vez aprovada, ela recebe o selo de qualidade ACOBAR e ABNT. A Certificação diferencia a embarcação no meio competitivo, aumentando a credibilidade do estaleiro.

                                        Guia do Construtor

                                        No portal da Acobar é possível encontrar um leque de documentos em PDF que orientam em funções específicas quem busca iniciar um projeto de construção. Até o momento, são 28 arquivos gratuitos que se aprofundam em temas como fogo a bordo, reparo e ergonomia. A entidade dispõe, em seu site oficial, as documentações e contatos necessários para se tornar um associado.


                                        Rio Boat Show 2025

                                        Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                        Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                        Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                         

                                        Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                        Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                        Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                         

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                                        Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                        Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                        Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                        Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                        Ingressos: site oficial de vendas

                                         

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                                          Mais forte que tomada: com 860 volts, espécie de enguia detém recorde de choque

                                          Voltagem do animal pode ser até 7 vezes mais forte que as tomadas no Brasil

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          Se um choque de 127V ou 220V já dá calafrios só de pensar, imagine encarar uma descarga elétrica sete vezes mais forte vinda diretamente de um animal. Pode parecer exagero, mas é ciência. Um estudo publicado na revista Nature Communications revelou uma nova espécie de enguia-elétrica capaz de gerar impressionantes 860 volts, estabelecendo desde então um novo recorde bioelétrico no reino animal.

                                          Durante mais de 250 anos, a ciência acreditou que existia apenas uma espécie da enguia-elétrica no gênero Electrophorus, o conhecido poraquê (Electrophorus electricus). No entanto, o estudo descobriu um dado que mudou essa história — como um choque de realidade.

                                           

                                          Pesquisadores identificaram três diferentes espécies dentro desse gênero, incluindo uma que produz a maior descarga elétrica já registrada no reino animal.

                                          Nova espécie descoberta foi feita por meio de análises genéticas, morfológicas e ecológicas
                                          Foto: Sander van der Wel / Reprodução / Flickr

                                          O poraquê, já conhecido, liderava o ranking de potência bioelétrica com um choque de 650 volts, 24% menos forte do que o registrado pela nova espécie, Electrophorus voltai. A descoberta foi feita por meio de análises genéticas, morfológicas e ecológicas de amostras coletadas em diversas regiões da bacia amazônica, uma das áreas de maior biodiversidade do planeta.

                                           

                                          O estudo mostrou que essas espécies compartilham o mesmo habitat geral, mas cada uma ocupa nichos ecológicos específicos, com diferenças anatômicas e comportamentais. As linhagens, segundo os cientistas, já estavam separadas há milhões de anos — desde os períodos Mioceno e Plioceno — , mas passaram despercebidas pela ciência.


                                          Enquanto isso, acreditávamos que todas as enguias Electrophorus eram poraquês, ou seja, da mesma espécie.

                                          Muito além dos choques

                                          As enguias elétricas não são apenas curiosidades da natureza, mas fonte de inspiração científica e tecnológica há séculos. No artigo científico, inclusive, os pesquisadores contam que foram as enguias que ajudaram Alessandro Volta a desenvolver a primeira bateria elétrica.

                                          Enguias-elétricas podem atingir até 2,5m de comprimento
                                          Foto: opencage / Creative Commons / Reprodução

                                          Atualmente, os mecanismos naturais que essas enguias usam para gerar e armazenar energia têm servido de modelo para o desenvolvimento de baterias biológicas, protocélulas sintéticas e até sistemas capazes de alimentar implantes médicos. A descoberta de uma nova espécie com ainda mais potência pode abrir caminhos para inovações tecnológicas que aproveitem essas capacidades eletrobiológicas.

                                          Amazônia ainda guarda surpresas

                                          Essa descoberta alerta que a biodiversidade da Amazônia, embora muito estudada, ainda não é completamente mapeada. E este caso, que envolve enguias elétricas, animais relativamente grandes e famosos, que podem atingir 2,5 metros de comprimento, é uma prova. Imagine quantos animais ainda podem ser redescobertos nos aproximados 4,2 milhões de km² da Amazônia brasileira.

                                           

                                          Identificar novas espécies é mais importante do que pode parecer: é uma forma de entender melhor os ecossistemas e estudar substâncias e mecanismos com potencial científico. Para isso, é importante reforçar a importância de conservar a natureza e, no caso, uma das regiões mais ricas (e ameaçadas) do planeta.

                                           

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                                            Por: Nicole Leslie -
                                            14/04/2025

                                            A Sessa Marine é mais um estaleiro confirmado no Rio Boat Show 2025, que começa em 26 de abril e vai até 4 de maio, na Marina da Glória. Um dos barcos que a marca apresentará durante o salão tem modelo esportivo e foi lançado no Brasil no último São Paulo Boat Show: a Sessa KL40, da linha Key Largo.

                                            Original da Europa, a lancha voltou a ser fabricada em solo brasileiro em 2024. A KL40 é uma center console e tem como foco o lazer ao ar livre, mas não dispensa conforto dentro do barco. O modelo, aliás, tem dois camarotes, que recebem quatro pessoas no pernoite.

                                            Foto: Revista Náutica

                                            Um dos diferenciais da embarcação é o cockpit modular, que oferece versatilidade a partir de sofás com encostos que podem mudar de lado, ficando voltados para a mesa de refeições central ou para os deques laterais, quando o barco estiver parado. Outro ponto alto — literalmente — é o pé direito da parte interna: 1,98 metro.

                                            Foto: Revista Náutica

                                            Atrás do posto de comando central, a KL 40 conta com o chamado espaço gourmet, com pia, armário, espaço para uma geladeira, icemaker e um grill ou, opcionalmente, um cooktop. Como o posto de comando fica no centro da lancha, tanto o piloto quanto os seus dois acompanhantes (há três poltronas individuais) têm boa visão dos dois bordos.

                                            Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                            O estaleiro oferece duas opções para a motorização, exclusivamente de popa: três Mercury V10 de 400 hp cada ou dois V12 de 600 hp cada. Segundo a Sessa, a lancha pode ultrapassar 45 nós de velocidade.


                                            A Sessa Marine também levará ao evento duas embarcações já conhecidas pelo público, a F48 e F42. Desta vez, porém, o visitante pode esperar por modelos repaginados com novos materiais e interiores modernizados.

                                            Rio Boat Show 2025

                                            Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                            Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                            Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                             

                                            Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                            Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                            Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                             

                                            Anote aí!
                                            RIO BOAT SHOW 2025

                                            Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                            Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                             

                                            Náutica Responde

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                                              Brasil se torna o 1º país do mundo a incluir educação oceânica no currículo escolar

                                              Documento assinado na última quarta-feira (9) contou com apoio e reconhecimento internacional da Unesco

                                              Por um futuro mais “azul”, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a incluir oficialmente a educação sobre oceanos no currículo escolar nacional.

                                              Na última quarta-feira (9), em Brasília, o acordo pioneiro foi assinado por meio do Protocolo de Intenção. O ato contou com a presença de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e do Ministério da Educação (MEC), além de Luciana Santos, Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

                                              Foto: Rodrigo Cabral/ Ascom/ MCTI

                                              Com isso, o país adota o chamado “currículo azul”, que será integrado nas escolas de todo o país e adaptado às realidades locais. O ensino trará uma visão completa do oceano como “regulador climático, fonte essencial de vida e catalisador de soluções sustentáveis”, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

                                               

                                              A medida posiciona o Brasil como referência internacional em educação para sustentabilidade e ação climática. Inclusive, a UNESCO destacou o país como protagonista global no avanço da Cultura Oceânica como política pública.

                                              [A iniciativa] nasce da escuta ativa e plural da sociedade brasileira — Ronaldo Christofoletti, especialista em Cultura Oceânica da UNESCO

                                              Para Luciana Santos, o lançamento do compromisso do Governo Federal com o Currículo Azul é um “momento histórico” para o país e para a agenda internacional da cultura oceânica.

                                              [O acordo] representa um passo firme em direção a uma sociedade mais consciente, resiliente e comprometida com o futuro do planeta — Luciana Santos

                                              A inclusão da educação dos oceanos está alinhada à recomendação da diretora-geral da ONU, Audrey Azoulay, para que todos os Estados-membros (que totalizam 193 países) insiram, até este ano, a cultura oceânica nas escolas.

                                              Um grande passo para o futuro

                                              A assinatura do Protocolo de Intenção integra a programação da Semana da Cultura Oceânica, também realizada em Brasília, entre os dias 7 e 11 de abril. Para além disso, o acordo chega num momento crucial para o combate à crise climática, que ameaça a saúde dos oceanos, além de vários outros fatores.

                                              Foto: valuavitaly/ Envato

                                              O aquecimento dos oceanos está atingindo níveis recordes e já ocasiona consequências drásticas para a Terra. Com esse fenômeno de impacto negativo, as temperaturas das águas têm aumentado, o nível do mar tem ficado cada vez mais elevado e as águas oceânicas estão mais ácidas.

                                               

                                              Quanto mais avançado o aquecimento global, mais ele prejudica a vida marinha — como corais, moluscos e peixes — e pessoas que dependem dos oceanos como subsistência, onde estão as milhões de pessoas que vivem em comunidades costeiras.

                                              Co-presidente do grupo de especialistas em Cultura Oceânica da Unesco, Ronaldo Christofoletti. Foto: Unesco/ Divulgação

                                              A inclusão da educação dos oceanos no currículo escolar vem como uma resposta educativa e estratégia para enfrentar as recentes alterações não só nas águas, como em toda natureza.

                                               

                                              A medida também corrobora com a pauta ambiental dos oceanos — que, inclusive, é um grande aliado para o equilíbrio do clima junto às florestas — no COP30, que acontecerá pela primeira vez no Brasil em Belém (PA). O evento integra a agenda da Década do Oceano da ONU, que reúne eventos realizados de 2021 a 2030.

                                              Tudo tem um começo

                                              Em 2021, a cidade de Santos, em São Paulo, aprovou a Lei Municipal nº 3.935, que estabeleceu a cultura dos oceanos como política pública de educação em escolas municipais. Nos últimos quatro anos a ideia ganhou força e notoriedade, até chegar à assinatura do protocolo de Cultura Oceânica.

                                              Foto: goinyk/ Envato

                                              Inclusive, reconhecendo o pioneirismo de Santos, a Unesco escolheu a cidade para sediar um evento internacional sobre a cultura oceânica, medida essa que coloca o Brasil no mapa global do tema.

                                               

                                              De acordo com Luciana Santos, existem outras iniciativas em prol dos oceanos em andamento no país, como o Programa Escola Azul. O projeto mobiliza mais de 100 mil estudantes em todas as regiões, com 20 municípios em quatro estados brasileiros já integrando a pauta em seus currículos.

                                              Programa Escola Azul. Foto: Gilearde Gomes/ Ascom/ MCTI.

                                              Outras medidas educativas são, por exemplo, a formação de jovens embaixadores do oceano, a expansão internacional da Olimpíada do Oceano e a articulação de uma rede de universidades comprometidas com a formação de professores.

                                               

                                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                               

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                                                Embarcação partiu de Bergen, na Noruega, para explorar oceanos e monitorar os impactos das mudanças climáticas

                                                Por: Nicole Leslie -

                                                O clássico veleiro centenário Statsraad Lehmkuhl, de 111 anos, ganhou uma nova missão — e uma nova roupagem. Na última sexta-feira (11), ele zarpou de Bergen, na Noruega, como um verdadeiro laboratório flutuante. A saída marcou o início da expedição One Ocean, que durante 12 meses percorrerá 26 portos em três continentes, unindo tradição e inovação para pesquisar e desvendar os segredos dos mares.

                                                Com quase 100 metros de comprimento e uma história que atravessa gerações, a embarcação agora navega equipada com tecnologia de ponta da Kongsberg Discovery. O objetivo é medir correntes oceânicas, mapear ecossistemas marinhos e entender, com precisão científica, como as mudanças climáticas estão impactando a vida sob as ondas.

                                                Expedição One Ocean dura 12 meses e percorrerá 26 portos em três continentes
                                                Foto: Jeffrey Bary / Flickr / Licença Creative Commons / Reprodução

                                                A bordo, cientistas e pesquisadores contam com um arsenal tecnológico de respeito: hidrofones de última geração, sistemas meteorológicos, sensores inerciais GNSS, amostradores de água, plataformas digitais como o Blue Insight e até um sistema completo de consciência situacional. Um salto gigantesco para um veleiro centenário que agora escuta os oceanos — literalmente.

                                                 

                                                Isso porque um dos focos da missão é entender como o movimento das águas influencia a vida marinha. Para isso, serão utilizados hidrofones subaquáticos, capazes de captar os sons dos oceanos, que vão desde o sussurro das baleias até os ruídos gerados pela ação humana.


                                                Entre as escalas da jornada estão países como Groenlândia, Canadá, México, Colômbia e Irlanda. E em uma das paradas mais esperadas, em Nice, na França, a tripulação irá participar da Conferência dos Oceanos da ONU de 2025, onde poderá compartilhar os dados mais frescos e valiosos colhidos em alto-mar.

                                                 

                                                Agora reformado e revitalizado, o centenário Statsraad Lehmkuhl navega como símbolo de um futuro onde tradição e ciência velejam lado a lado. Após um ano cruzando os mares, o veleiro retorna ao seu porto de origem, em Bergen, a tempo da One Ocean Week de 2026, agendada para os dias 18 a 24 de abril.

                                                Expedição do veleiro centenário busca explorar oceanos e monitorar os impactos das mudanças climáticas
                                                Foto: Marius Vassnes / Reprodução / Licença Creative Commons

                                                O que é a One Ocean Week?

                                                A One Ocean Week é um evento que integra a Década dos Oceanos da ONU e teve a primeira edição em 2023. Sediada anualmente em Bergen, a iniciativa reúne cientistas e cidadãos comuns em uma semana de conferências e experiências culturais voltadas para um oceano mais sustentável.

                                                 

                                                A agenda tem datas marcadas até 2030, todas em abril. O principal objetivo é fomentar debates para inspirar ações concretas que melhorem a qualidade dos oceanos e mares a fim de, em 2030, termos águas mais saudáveis.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Globe 40: equipe brasileira ganha reforço para volta ao mundo em veleiro

                                                  Velejador paulista Jonas Muro Gomes integrará equipe Barco Brasil como co-skipper

                                                  Em setembro, o veleiro Barco Brasil partirá de Cádiz, na Espanha, para a Globe 40, uma regata de volta ao mundo que deve durar sete meses — não à toa, a disputa é considerada a mais forte em duplas dentro da modalidade. Por isso, um reforço na equipe sempre cai bem e, agora, ele tem nome e sobrenome: Jonas Muro Gomes.

                                                  O velejador paulista é o mais novo co-skipper do Barco Brasil e atuará ao lado de José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, em um esquema de revezamento.

                                                  Foto: Instagram @jonas_tresnomundo / Reprodução

                                                  Natural de São Paulo (SP) e residente em Ilhabela (SP), Jonas traz no currículo grandes travessias desde a infância, incluindo uma volta pelo Atlântico com sua família. Em 2023, ele disputou a Mini Transat, uma regata solo que cruza o Atlântico em barcos de apenas 6,5 metros.

                                                  Estou animadíssimo e muito agradecido ao Zé Guilherme e ao Bolina pela oportunidade de participar desse time – revelou o velejador

                                                  Em breve, o velejador se juntará a José e Luiz para um período de treinos na Europa. A dupla, inclusive, já treina por lá. Recentemente, os dois velejaram cerca de 2.500 milhas náuticas (4.800 km) com o Class40, barco que será utilizado na regata de volta ao mundo, em uma preparação que envolveu ventos fortes, ondas de até seis metros e condições extremas.

                                                  Da esquerda para a direita: José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, já integrantes do Barco Brasil. Foto: On Board Sports/ Divulgação

                                                  Ainda antes da Globe 40, a equipe disputará a tradicional Fastnet Race, em julho, uma das provas offshore mais exigentes do mundo.


                                                  Barco Brasil na Globe 40

                                                  A primeira edição da Globe 40 durou nove meses e percorreu todos os mares do mundo, em um percurso de 54 mil milhas. Os velejadores partiram de Ushuaia, na Argentina, e passaram por oito locais, incluindo Recife.

                                                  Foto: On Board Sports/ Divulgação

                                                  O Barco Brasil, usado pela dupla brasileira, é um Class40 n°15, que atualmente está no estaleiro do experiente velejador espanhol Roberto “Chunny” Bermudez, onde passa por ajustes técnicos.

                                                   

                                                  Esta será a segunda vez em que o Brasil participará de uma campanha oficial de volta ao mundo de veleiro. A primeira aconteceu há 19 anos, quando o campeão olímpico Torben Grael liderou o Barco Brasil 1 na Volvo Ocean Race.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    Gisele, CR7 e mais: barcos de famosos estarão no Rio Boat Show 2025

                                                    Confira quais modelos escolhidos por celebridades atracarão no evento, de 26/04 a 04/05

                                                    Barcos de famosos nacionais e internacionais estarão na 26ª edição do Rio Boat Show. O salão, tido como o mais charmoso do setor na América Latina, reunirá dezenas de embarcações sobre as águas na Marina da Glória, inclusive modelos eleitos por grandes celebridades, como Gisele Bündchen, o craque português Cristiano Ronaldo e a cantora Simone Mendes.

                                                    De 26 de abril a 4 de maio, o visitante que atracar no Rio Boat Show poderá conferir as escolhas dos famosos de pertinho — e, quem sabe, garantir uma igual. O evento ainda reserva ao público uma série de atrações para mergulhar no universo náutico.

                                                    Barcos de famosos no Rio Boat Show 2025

                                                    Gisele Bündchen: Schaefer V44

                                                    No início deste ano, a modelo Gisele Bündchen e o namorado, Joaquim Valente, adquiriram uma Schaefer V44, do estaleiro catarinense Schaefer Yachts — e já foram vistos navegando na lancha nas águas de Miami.

                                                    Foto: Instagram @schaeferyachts.us / @giselebundchenonline / Reprodução

                                                    Projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam barcos de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa, a V44 escolhida pelo casal tem 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca (largura).

                                                     

                                                     

                                                    Essa walk around nasceu com os avanços da indústria náutica de ponta no mundo, começando pela tripla motorização de popa de 400 hp cada — que pode chegar a uma impressionante trinca de 600 hp cada.

                                                    Foto: Ito Cornelsen / Divulgação

                                                    Cristiano Ronaldo: Azimut Grande 27 Metri

                                                    Se Gisele vai de lancha, o craque Cristiano Ronaldo vai de iate. A Azimut Grande 27 Metri, do estaleiro italiano Azimut Yachts, foi comprada pelo jogador ainda em 2020. O barco, produzido no Brasil, tem, como o nome sugere, 27 metros (88 pés).

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Como se espera em um barco desse porte, o iate conta com amplas áreas exteriores, que incluem lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge, além de um beach club e espaço gourmet na popa. Até dez pessoas mais quatro tripulantes conseguem aproveitar todas as mordomias do barco luxuoso em um pernoite.

                                                     

                                                     

                                                    Vale destacar que a Azimut Grande 27 Metri possui superestrutura de fibra de carbono, que contempla todo o casario acima do convés principal. O material nobre resulta em uma série de confortos a bordo, como a instalação de grandes janelas de vidro, que não aumentam o peso e ainda melhoram a estabilidade da embarcação.

                                                    Foto: Reprodução / Instagram @georginagio

                                                    Simone Mendes: Azov Z260 Open

                                                    Comprada por Simone Mendes no final de 2024, a Azov Z260 Open, da Azov Yachts, tem 8,40 metros (26 pés). À época, o estaleiro afirmou que o barco escolhido pela sertaneja é o único da categoria 26 pés com teto em fibra. A lancha acomoda confortavelmente 13 passageiros, mais o piloto, na navegação diurna.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Na praça de popa há um espaço gourmet com churrasqueira e barra para wakeboard — especialmente adicionada a pedido de Simone e Kaká Diniz, marido da cantora, devido à paixão que o filho Henry, de 10 anos, tem pelo esporte.

                                                     

                                                     

                                                    Na proa, um solário personalizado, que pode ser transformado em área com sofás, mesa e até guarda-sol, garante o aproveitamento completo do passeio em dias quentes. O modelo também conta com banheiro, paiol embaixo dos assentos e sistema de som.

                                                    Kaká Diniz, Paulo Rabelo e Simone Mendes. Foto: Divulgação

                                                    Orochi: Solara 410

                                                    Um dos barcos mais vendidos pelo estaleiro, a Solara 410 HT foi a escolha do rapper Orochi. A lancha, de 41 pés, foi adquirida durante o São Paulo Boat Show de 2023.

                                                    Foto: Instagram @solarayachts_shop / Reprodução

                                                    A embarcação traz design sofisticado, com uma plataforma de popa espaçosa e submergível — ideal para aproveitar os passeios a bordo pertinho do mar. Quando a ideia é permanecer dentro do barco, os hóspedes dispõem de área de estar e uma cozinha totalmente equipada, além de cabine espaçosa com cama de casal, banheiro privativo e cama à meia nau.

                                                    Foto: Solara / Divulgação

                                                    A lancha comporta até 14 passageiros de dia — seis no pernoite. A Solara 410 HT ainda chega equipada com teto elétrico.

                                                    Helinho Castro Neves: Mestra 212

                                                    O automobilista Hélio Castro Neves — ou Helinho, como é mais conhecido –, optou, também ao final de 2024, depois do São Paulo Boat Show daquele ano, por uma lancha da Mestra para trocar as pistas pelas águas.

                                                    Foto: Mestra / Divulgação

                                                    O modelo eleito por Helinho, uma Mestra 212, tem 6,17 m (21,45 pés) de comprimento e 2,38 m de boca. O barco pode ser equipado com um motor centro-rabeta de 100 hp a 220 hp, e tem capacidade para até nove pessoas.

                                                     

                                                    De acordo com o estaleiro, a lancha que fecha a lista dos barcos de famosos no Rio Boat Show “atende as necessidades de espaço interno e comodidade para os amantes da náutica, tendo em seu DNA as características Mestra de navegabilidade, estabilidade e conforto”.


                                                    Rio Boat Show 2025

                                                    Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                                    Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                     

                                                    Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                                    Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                     

                                                    Anote aí!
                                                    RIO BOAT SHOW 2025

                                                    Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                    Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; 01 e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                    Ingressos: site oficial de vendas

                                                     

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                                                      13/04/2025

                                                      Por mais que realmente parecesse, um conhecido naufrágio de 500 anos na costa da Suécia não se trata de um navio viking. Estudos recentes realizados na região revelaram que, na verdade, esse é o barco escandinavo mais antigo construído no estilo “caravela”, que permitia carregar canhões e era mais robusto.

                                                      Localizado em Landfjärden, perto de Häringe, ao sul de Estocolmo, o naufrágio faz parte de outros cinco que foram encontrados no local. Entretanto, acredita-se que a  “caravela” (nomeada de Wreck 5 pelos cientistas) é a mais antiga delas, tendo sido construída entre 1460 e 1480.

                                                      Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                                                      Antes da descoberta da idade do barco, pesquisadores acreditavam que o navio pertencia à Era Viking, que durou por volta de 793 a.C. até 1066 a.C. Além disso, quatro dos outros naufrágios estudados datavam do século 16 e 17 — ou seja, nenhum teria vivido no tempo dos guerreiros nórdicos.

                                                      Este navio representa um elo fascinante entre a construção naval medieval e moderna — Håkan Altrock, curador do museu Vrak e gerente do projeto

                                                      Com o recurso da fotogrametria, os cientistas do museu fizeram um modelo digital, para que todos que buscam pela embarcação possam vê-la.

                                                      Nem viking, nem caravela

                                                      Além da sua data, o que torna a descoberta ainda mais particular, é a sua técnica de construção. De acordo com Altrock, diferentemente dos navios da época, predominantemente construídos em clínquer — com uma tábua sobreposta à outra, como uma canoa — , o barco estilo caravela foi feito de maneira diferente.

                                                      Montagem do Wreck 5. Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                                                      Esta embarcação foi construída usando o método carvel, com tábuas colocadas de ponta a ponta em uma estrutura para criar um casco liso — explica Altrock

                                                      Os barcos construídos em clínquer eram mais leves e flexíveis. Por isso, o uso do modelo de caravela — com origem no Mediterrâneo, cujo primeiros exemplares são datados do século 6 a.C. — surpreendeu os pesquisadores.

                                                      Ilustração de como era o Wreck 5. Foto: Museu de Vrak/ Divulgação

                                                      É um navio grande, provavelmente com 35 metros de comprimento e 10 metros de largura — disse o curador do museu Vrak

                                                      Como explica Altrock, o estilo clínquer ficou obsoleto na época por conta da ascensão do novo formato carvel. Logo, esses detalhes tornam o “antigo navio viking” essencial para entender a transição dos modelos de construção, num momento importante da história marítima sueca.

                                                      Ainda segundo o estudo, a madeira utilizada para construir o navio foi derrubada em Möre, na região de Kalmar ou no leste de Blekinge, na Suécia. Altrock complementa que pesquisadores pretendem continuar os estudos e devem solicitar um financiamento externo para uma nova escavação.

                                                       

                                                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                       

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                                                        Por: Nicole Leslie -
                                                        12/04/2025

                                                        Um complexo de diversão em Bonito, no Mato Grosso do Sul (MS), foi interditado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) nos últimos dias devido a ataques de peixes tambaqui (Colossoma macropomum) a banhistas. Desde o início do ano forram 30 ocorrências, quase metade do número registrado durante todo o ano de 2024.

                                                        O caso ocorreu no balneário Praia da Figueira, complexo que reúne atrações naturais e artificiais ligadas ao universo aquático. Dentre as atividades do parque estão flutuação, acqua play e um balneário, onde há uma lagoa artificial com peixes para banhistas relaxarem.

                                                        Foto: Instagram @praiadafigueira / Reprodução

                                                        No início deste mês, o Imasul interditou o parque e, de acordo com o Diário Oficial Eletrônico do Governo de MS, as atividades na lagoa artificial foram suspensas — as que não envolvem contato com a água permanecem liberadas no local. O documento instituiu, ainda, que o atrativo turístico instalasse barreira física e educativa que impedisse o acesso de banhistas à lagoa.


                                                        Porque os peixes tambaqui atacam banhistas?

                                                        O biólogo e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), José Sabino, atua na região de Bonito e revelou ao g1 que a espécie tambaqui, associada a muitos dos ataques a banhistas, não é encontrada naturalmente na bacia do Alto Paraguai, que abrange os rios da região.

                                                        Peixe tambaqui
                                                        Foto: diegograndi / Envato / Reprodução

                                                        O especialista disse que por se alimentarem de frutos, os tambaquis e outros peixes também presentes na lagoa artificial ficam atentos a quaisquer movimentos dentro d’água, o que dá margem para eventuais mordidas em banhistas. Além disso, por consumirem alimentos duros, os tambaquis têm força suficiente para causar ferimentos graves em seres humanos.

                                                         

                                                        A Revista Náutica tentou contato com o Imasul e com a Praia da Figueira para posicionamentos sobre o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                                                         

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                                                          Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                          Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                          Titanic: com detalhes inéditos do naufrágio, documentário estreia neste fim de semana

                                                          Produção chegará ao Disney+ neste domingo (13) no Brasil. Assista ao trailer

                                                          11/04/2025

                                                          Desde sua viagem inaugural, há 113 anos, o Titanic é um assunto que parece não ter fim. Já virou filme, alvo de expedições submarinas e causa fascínio em muita gente. E esses fãs já têm programa para este final de semana, quando acontece a estreia de um documentário cheio de detalhes inéditos do naufrágio mais famoso do mundo.

                                                          Produzido pela National Geographic, “Titanic: A Ressurreição Digital” estreia neste sábado (12), nos Estados Unidos, e chegará ao Brasil no domingo (13), na plataforma de streaming Disney+.

                                                           

                                                          Com a estreia, o documentário do Titanic promete novas evidências para os entusiastas de barcos mergulharem como nunca no tema. A produção vai apresentar um modelo 3D em escala real do navio, revelando detalhes inéditos da tragédia que marcou gerações.

                                                          Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                                                          O documentário de 90 minutos é fruto da parceria entre a National Geographic e a empresa Magellan, especializada em mapeamento em águas profundas. O navio, que se encontra a 3,8 mil metros de profundidade no oceano Atlântico, foi mapeado com o uso de robôs subaquáticos.

                                                           

                                                          Ao todo, mais de 700 mil imagens de diversos ângulos do Titanic foram capturadas através do equipamento.

                                                          É o modelo mais preciso do Titanic já feito: um gêmeo digital em escala 1:1, preciso até o último rebite– informou a National Geographic, sobre o resultado da iniciativa

                                                          Confira o trailer do novo documentário sobre o Titanic:

                                                           

                                                          https://www.youtube.com/watch?v=OB1niWYTB9A

                                                           

                                                          Documentário do Titanic: o que de novo os fãs podem esperar da estreia?

                                                          O documentário do Titanic chega para contrariar quem pensava que a história do naufrágio não tinha mais para onde se desenvolver. Algumas das novas evidências descobertas a partir da produção, inclusive, já foram reveladas — então, cuidado com os spoilers que vem a seguir.

                                                          Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                                                          As imagens feitas pelos robôs submarinos revelaram uma válvula de vapor, que aparece aberta. A peça é parte fundamental de um relato conhecido, sobre os engenheiros da Sala de Caldeiras Dois. Eles teriam permanecido em seus postos por mais de duas horas após a colisão com o iceberg, às 23h40 de 14 de abril de 1912.

                                                           

                                                          A atitude teria sido decisiva para manter a energia do navio, permitindo a comunicação via rádio e salvando centenas de vidas. Nenhum dos 35 homens dessa equipe sobreviveu.

                                                          Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução

                                                          O modelo digital do barco em 3D ainda desbanca a ideia de que o Titanic se partiu ao meio. A análise dos destroços leva a crer que, na verdade, o navio foi destruído com força, de modo a se romper diretamente na área das cabines da primeira classe.

                                                           

                                                          E para quem acreditava na teoria de que o Primeiro Oficial William Murdoch teria abandonado o navio, aí vem outra nova evidencia: a localização de uma serviola de bote salva-vidas (usada para baixar as embarcações) mostra que ele foi levado pelo mar no momento em que tentava organizar o resgate.


                                                          O naufrágio do Titanic

                                                          Considerado o mais moderno e luxuoso navio de sua época, o Titanic foi construído pela companhia White Star Line, e partiu em sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912, saindo de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York (EUA).

                                                           

                                                          Na noite de 14 de abril, o navio colidiu com um iceberg no meio do oceano Atlântico. Os danos à embarcação fizeram com que ela começasse a afundar. Estima-se que às 2h20 da madrugada do dia 15 de abril o barco naufragou completamente.

                                                           

                                                          Havia cerca de 2,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas morreram, principalmente por hipotermia, nas águas geladas do oceano.

                                                           

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                                                            Instalar uma simples rampa de acesso ou um pequeno píer à beira de um rio, represa ou trecho de mar pode parecer um gesto modesto diante das complexidades urbanas. Mas, na prática, esse movimento em prol da água costuma marcar o início de uma revolução silenciosa, porém profunda, na cultura, na economia e na relação das pessoas com uma cidade ou território.

                                                            Historicamente, muitas cidades cresceram de costas para seus corpos d’água. O espaço náutico ficou restrito a poucos privilegiados ou foi tratado como zona de descarte, invisível para quem caminhava pelas ruas.

                                                             

                                                            Mas basta criar uma estrutura de acesso — mesmo que simples — para que o olhar coletivo mude. A água volta a existir como paisagem, possibilidade e pertença.

                                                            Foto: akophotography/ Envato

                                                            Uma rampa para pequenas embarcações ou um píer de madeira bem posicionado faz com que crianças e idosos se aproximem da água, que moradores passem a sonhar com canoas, caiaques ou barquinhos, que turistas tirem fotos e que o comércio local descubra uma nova vocação.

                                                            O efeito dominó do acesso

                                                            Com o acesso, vem o uso. Com o uso, surgem as demandas. E é aí que a economia náutica local começa a pulsar.

                                                            Estruturas flutuantes Metalu no Rio Boat Show 2016. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                            A presença de embarcações, mesmo as mais simples, traz a necessidade de serviços como manutenção, reparo, pintura, guarda, aluguel e abastecimento. Profissionais que antes atuavam em outras áreas passam a se especializar nesse novo mercado.

                                                            Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato

                                                            Além disso, os jovens começam a enxergar oportunidades de formação técnica e geração de renda ligadas ao território. Empresas começam a se interessar por investir. E o mais interessante: tudo isso pode acontecer com um investimento relativamente baixo e alto impacto de retorno.

                                                            Consciência ambiental: do olhar à ação

                                                            Ao se aproximar da água, as pessoas inevitavelmente passam a enxergar também os problemas que a afetam: lixo flutuante, esgoto, desmatamento de margens. Assim, estruturas náuticas não apenas impulsionam a economia, mas também despertam uma nova consciência ambiental.

                                                            Imagem ilustrativa. Foto: emneemsphotos/ Envato

                                                            Um píer ou uma rampa bem projetados podem incluir painéis educativos, sistemas de coleta seletiva, sinalização ambiental e até tecnologias sustentáveis, como captação de água da chuva ou energia solar. Quando bem integrados ao contexto local, viram espaços de convivência e aprendizado.

                                                            Cultura viva e pertencimento

                                                            Por fim, é impossível ignorar o impacto cultural. A água, antes distante, volta a fazer parte do cotidiano simbólico da cidade. Festas náuticas, regatas populares, passeios educativos e até rituais religiosos ganham novos contornos com a presença de um espaço acessível e seguro. A identidade local se fortalece, e com ela, o sentimento de pertencimento.

                                                            Imagem ilustrativa. Foto: scalatore1959/ Envato

                                                            Investir em estrutura náutica é mais do que abrir um acesso à água: é abrir caminhos para o desenvolvimento integrado, sustentável e afetuoso das cidades. E tudo pode começar com algo tão simples quanto uma rampa.

                                                             

                                                            Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                                             

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