Darth Vader dos mares: inseto marinho recém-descoberto ganha nome inspirado no vilão

Identificado em mercado de frutos-do-mar do Vietnã, ele pesa mais de 1kg e é considerado iguaria culinária superior à lagosta

29/01/2025

Nomes científicos de animais são difíceis de memorizar, mas talvez o deste isópode recém-descoberto pela ciência permaneça na sua lembrança: Bathynomus vaderi. O batismo faz referência ao vilão mais famoso das galáxias, Darth Vader, pela semelhança entre o formato da cabeça desse gigante inseto do mar e o capacete icônico do personagem de Star Wars.

São muitas as camadas por trás desse inseto marinho, que já era considerado iguaria culinária no Vietnã — país em que foi encontrado sendo comercializado em um mercado de frutos-do-mar — antes de ser descoberto. A semelhança com o vilão segue em níveis de grandeza: enquanto Vader é um gigante das telonas, o isópode é o maioral dos mares — ao menos dentro de seu gênero.

Foto: Nguyen Thanh Son / Divulgação

O animal, que pode chegar a 32,5 centímetros de comprimento e pesar mais de um quilo, normalmente habita profundidades oceânicas que variam de 170 m a 2.500 m — o que ainda lhe dá o poder de sobreviver em regiões com baixa luminosidade. Seu lar, contudo, é ainda pouco explorado pela ciência.

 

O isópode foi descoberto em 2022, por pesquisadores da Universidade de Hanói, no Vietnã, que adquiriram quatro isópodes gigantes na cidade portuária de Quy Nhơn, num mercado de frutos-do-mar nas Ilhas Spratly, no Vietnã.

 

Por lá, o inseto é considerado “o rei dos mares” e uma iguaria culinária considerada mais saborosa, inclusive, do que a lagosta.


Dois desses exemplares foram enviados para análise no Museu de História Natural Lee Kong Chian, da Universidade Nacional de Singapura. O tamanho incomum dos animais despertou o interesse dos cientistas, que, após um ano de estudos, identificaram a espécie como desconhecida até então.

Foto: Peter Ng / Divulgação

“A descoberta de um ser tão peculiar quanto o Bathynomus vaderi no Vietnã ressalta o quanto ainda sabemos pouco sobre as profundezas marinhas”, afirmaram os pesquisadores em comunicado.

O fato de uma espécie tão grande ter permanecido oculta por tanto tempo mostra o quanto ainda precisamos explorar as águas do Sudeste Asiático– ressaltaram os cientistas

Até o momento, o inseto marinho de nome inspirado em Darth Vader foi encontrado em águas profundas de Biển Đông — região vietnamita do Mar da China Meridional — e ao longo da costa das províncias do centro-sul do Vietnã.

 

Pesquisas futuras buscarão verificar sua presença em outras áreas próximas. Apesar dos desafios técnicos, a exploração de águas profundas avança, impulsionada principalmente pela pesca e pela extração de petróleo.

 

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    Especialista em habilitação náutica, Capitão Netto é novo Influenciador NÁUTICA

    Com DNA do ensino e "água salgada nas veias", Netto dá dicas para as provas de todas as categorias náuticas

    A paixão por navegar atravessou a trajetória do biomédico Moacir Netto de forma inesperada. Mas quando ele uniu esse universo ao seu dom de ensinar, descobriu um novo propósito: ajudar mais pessoas a também conseguir sua habilitação náutica, agora como Capitão Netto.

    Mas a história de Netto com o mundo náutico não surgiu da infância. Ele já cursava a faculdade de biomedicina, nos anos 90, quando um amigo o chamou para navegar. Foi amor à primeira vista ao universo dos barcos. “Desde então, a água salgada ‘entrou’ na minha veia”, brinca o capitão.

    Foto: Arquivo Pessoal

    A bordo do barco da família deste amigo, Netto teve a oportunidade de realizar diversas navegações e ainda fazer muitas amizades no mar. Mas, já nos anos 2000, em início de carreira profissional, o tempo sobre as águas passou a ser cada vez mais escasso.

     

    Em 2005, Netto assumiu outro leme: o da sala de aula, ministrando cursos voltados à área da saúde e na graduação.

    Meu tempo acabou, o máximo que conseguia fazer era sair de caiaque pelo mar de Santos e Guarujá nos pouquíssimos finais de semana que tinha– Capitão Netto

    Foto: Arquivo Pessoal

    A vocação de Netto para ensinar era nítida. Assim, em 2012, ele se dedicou ao mestrado acadêmico em biomedicina e virou professor de pós-graduação na área da saúde — onde atua até hoje.

    A volta ao mar

    Foi a partir de 2020, com a pandemia, que o professor Netto traçou uma nova rota. Trabalhando na área da saúde, ele chegou emocionalmente ao seu limite de saúde mental, devido ao receio de contaminar a si e a sua família nas várias ondas de Covid.

    Todos nós, da área de saúde, sentimos o peso e o medo de um vírus desconhecido e que tínhamos que ser fortes psicologicamente– Capitão Netto

    Foto: Arquivo Pessoal

    Em 2022, para escapar dos traumas da pandemia, Netto decidiu se dedicar aos estudos de um tema fora da área da saúde.

    Lembrei dos meus velhos tempos de navegação e resolvi estudar para tirar habilitação náutica. Entrei de cabeça!

    Desde então, ele não parou de estudar. Primeiramente, tirou as habilitações de arrais amador e motonauta. Ainda em 2022, virou mestre amador e, em 2023, foi habilitado como capitão amador.

    Educação no DNA

    Carregando em seu DNA o talento para ensinar, Netto estendeu a vocação ao mundo náutico. Nada de guardar os conhecimentos para si: ele passou a dividir, nas redes sociais, dicas para as provas de habilitação náutica.

    Foto: Arquivo Pessoal

    Com mais de 17 mil seguidores em seu perfil no Instagram, o Capitão Netto agora faz parte do time Influenciadores NÁUTICA, para dividir ainda mais conhecimento sobre o mundo náutico. Seja bem-vindo, capitão!

    Foto: Arquivo Pessoal

    Você também quer fazer parte do time de Influenciadores NÁUTICA? Envie um e-mail para [email protected] ou um direct para @revistanautica no Instagram.

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Khalilah à venda: superiate de 162 pés “feito de ouro” tem desconto milionário

      Icônica e extravagante, embarcação sofreu duas reduções de preço nos últimos três meses; descubra o valor

      28/01/2025

      O mercado de superiates não conhece a palavra “limites” quando o assunto é extravagância. Prova disso é o Khalilah, icônica embarcação “feita de ouro” que, nem assim, consegue encontrar um dono para chamar de “seu” desde 2019. Essa história, contudo, promete estar com os dias contados.

      A My Ocean, corretora responsável pela embarcação, recalculou a rota e baixou o preço do superiate de 162 pés (49 metros de comprimento) duas vezes nos últimos três meses, totalizando um desconto de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 13 milhões, em conversão realizada em janeiro de 2024).

      Foto: Instagram @my.khalilah/ Reprodução

      Sendo assim, atualmente o preço para adquirir este brinquedo é de “apenas” 19,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 123 milhões). O valor, apesar de ser o mais baixo já registrado para a venda do barco, não soma grande desconto quanto convertido em real.

       

      Isso porque em 2019, quando foi colocado à venda, o superiate “de ouro” valia 28,5 milhões de euros (R$ 130 milhões à época). Já em 2023, o valor caiu para 24,9 milhões de euros (quase R$ 134 milhões naquele ano). Ou seja: de 2019 para cá, o valor em euro caiu 33%, enquanto que, no real, a redução foi de apenas 5%.

       

       

      Vale ressaltar que o célebre barco tem mais de 11 anos de vida. Feito pelo estaleiro Palmer Johnson, o superiate foi entregue ao seu proprietário em 2014 e, cinco anos depois, já se encontrava à venda. Atualmente, ele está atracado em Barcelona.

      Luxuoso e reluzente

      Se a extravagância ficasse apenas no casco, estava de bom tamanho. Mas este superiate — que parece ter sido feito por um joalheiro — se trata do maior navio privado construído inteiramente de carbono, e ainda sustenta outros luxos nas partes interna e externa.

      Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução

      Essa belezinha tem um design exclusivo de casco triplo que o torna mais largo do que o comum e, mesmo que pareça mais volumoso do que sugere, o interior não deixa a desejar em espaço. O Khalilah possui 11 cabines que, ao todo, podem acomodar 11 pessoas — além de acomodações para nove tripulantes.

       

      Assim como a origem do seu nome (que vem do árabe e significa “amigo”), o Khalilah tem um toque típico do Oriente Médio em sua decoração — mesmo que oscile entre ilustrações de beija-flores e murais de polvo. O piso de carvalho manchado complementa os estofados avantajados.

      Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução

      Reformada em 2020, com uma reforma técnica abrangente em 2023, ela agora tem uma plataforma de popa ampliada e novos estabilizadores. Mas o melhor vem depois: um beach club à beira-mar, com degraus que levam os hóspedes a centímetros das águas.

       

      Não poderia faltar uma banheira de hidromassagem ao ar livre e uma espaçosa área de estar no deque superior — na companhia de estátuas de ursos de pelúcia em tamanho real.

      Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução

      Para descansar, o salão do deque principal tem uma atmosfera relaxante, com janelas do chão ao teto que oferecem uma vista deslumbrante do oceano. Na hora de jantar, suntuosas portas de vidro levam até a área de refeição ao ar livre, que conta com uma mesa de jantar de madeira sob medida para 10 pessoas. Na velocidade, o barco navega a até 25 nós (46,3km/h).

      Nem tudo que reluz é ouro

      Dada a descrição do barco e suas recentes quedas de preço, vem aquela famosa “pulguinha atrás da orelha”: se ele é tão bom, por que algum ricaço ainda não o comprou?

      Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução

      Primeiro, é importante ressaltar que este superiate não é feito de ouro de verdade. Ele foi pintado com um tom especial de Cordova Gold com acabamento perolado dourado, que se destaca conforme a luz o atinge — mas a resposta não vem exatamente daí.

       

      A baixa adesão vem do mercado. Desde que a My Ocean, que tem como CEO Johny Dodge, assumiu o superiate “de ouro”, o setor enfraqueceu. Segundo um relatório do Monaco Yacht Show, as vendas de iates usados — caso do Khalilah — , caíram 9%.

      Dodge afirma que o Khalilah é um dos barcos com preço mais competitivo nessa faixa de tamanho — e ressalta a oportunidade de compra-lo antes da temporada de verão. Segundo ele, “sempre há um iate maior, mas este é um dos mais icônicos do mundo”.

       

      Já que a esperança é a última que morre, Dodge imagina que alguém “jovem, com visão de futuro” e apaixonado por “inovação, impacto e destaque” será o novo proprietário desta extravagância. Inclusive, a My Ocean é especializada em vendas de criptoativos, e aceita criptomoeda na venda do Khalilah e outras operações.

       

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        Solara Yachts anuncia abertura de escritório em Biguaçu (SC)

        Nova operação na Marina Pier 33, em Santa Catarina, chega para fortalecer a presença estratégica da marca no Brasil

        O estaleiro Solara Yachts começou o ano de 2025 com novidades. A marca gaúcha vai inaugurar, nesta quinta-feira (30), seu mais novo escritório na Marina Pier 33, em Biguaçu, na Região Metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina.

        Já com fábrica no Rio Grande do Sul, uma loja exclusiva na capital paulista e um escritório na Marina Guararu, no Guarujá (SP), a Solara vê a inauguração do novo escritório em Biguaçu como a oportunidade de fortalecer a presença estratégica da marca no Brasil, ampliando sua conexão com o público em todo o território nacional.

        Foto: Solara Yachts / Divulgação

        Esse é um passo essencial para consolidar cada vez mais a nossa marca– ressalta Celso Antunes, diretor comercial do estaleiro

        Celso Antunes, diretor comercial da Solara Yachts. Foto: Revista Náutica

        Vale ressaltar que Santa Catarina é uma das regiões mais importantes para o mercado náutico brasileiro, reconhecida, inclusive, como o principal polo náutico do Brasil, devido à sua tradição e infraestrutura.

        Ter um escritório em Santa Catarina reforça nosso compromisso em estar mais próximos dos clientes, oferecendo atendimento personalizado e soluções que atendam às exigências do mercado– destaca Celso Antunes


        A Solara produz embarcações de fibra de 23 a 50 pés, além de uma linha de pontoons em alumínio e uma boat house — um barco com formato e tamanho de uma casa. Segundo Celso, tanto em 2025 quanto em 2026 o estaleiro revolucionará o mercado e a marca com grandes lançamentos.

         

         

        A inauguração do novo escritório da Solara Yachts em Biguaçu acontece no dia 30 de janeiro, a partir das 17h, na Marina Pier 33, localizada na Rua Pedro José Hoffmann, 33.

         

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          Embarcação centenária encontrada durante obras da COP30, em Belém, será restaurada

          Achado arqueológico terminou de ser removido nesta segunda-feira (27). Após restauro, barco será exposto ao público

          Neste ano, a cidade de Belém, no Pará, será o palco da COP30, a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Durante as obras do evento, contudo, algo inesperado aconteceu: um barco centenário foi encontrado soterrado. Seu resgate terminou na última segunda-feira (27).

          A embarcação do século 19 foi descoberta em agosto de 2024, no Parque Linear da Nova Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, e começou a ser retirada, de fato, em janeiro de 2025. O processo foi dividido em três etapas — todas já realizadas — , visando a conservação do achado arqueológico.

          Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação

          Uma equipe técnica da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará foi acionada assim que a embarcação foi encontrada. Desse modo, a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) recebeu as devidas considerações técnicas sobre as ações de conservação, do resgate adequado e estudos posteriores do achado — além de futuras ações para disponibilizá-lo para visitações.

          Barco centenário da COP30: o que se sabe

          O barco encontrado nas obras da COP30 é considerado único, uma vez que ainda não se tinha notícias sobre achados do gênero na região — vale destacar que ele foi encontrado a partir de escavações arqueológicas em contextos de licenciamento para obras públicas no Centro Histórico de Belém.

          Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação

          As pesquisas sobre a embarcação seguem sendo atualizadas, mas pesquisadores já conseguem afirmar que se trata de um barco de pelo menos 100 anos.

          É, no mínimo, algo do século 19, porque só aqui, enterrada, essa embarcação tem mais de 110 anos– afirmou o arqueólogo Kelton Mendes, ao G1

          O achado tem 22 metros de comprimento, 7 metros de largura e 2,25 metros de profundidade. Sua estrutura é composta por ferro, embora existam suspeitas de que pedaços de madeira podem também ter feito parte do barco.

          Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação

          O local em que a embarcação foi encontrada, conhecido como antigo córrego das Almas, funcionava como um entreposto econômico e portuário — que depois foi transformado em um bairro comercial de forma abrupta.

           

          O fato tem levado os estudiosos a acreditarem que o achado pode estar relacionado com o tráfego de mercadorias e pessoas. Pesquisas posteriores ainda devem indicar outras características, como se o barco funcionava a vapor ou se tinha operações mais modernas.


          Para Kelton Mendes, que também atua com a empresa responsável pela obra do local, a embarcação deve conter informações que contribuam para reflexões acerca da história de Belém e sobre como a sociedade modernizou as relações com os rios, vistos, antes, como as únicas vias de deslocamento antes do aterramento da cidade.

          Desenterrado, barco será exposto a visitantes

          O Iphan, representado pela superintendente Cristina Vasconcelos e pelo arqueólogo Augusto Miranda, informou que, após o resgate da terceira e última parte — retirada na noite desta segunda-feira (27) — , a embarcação será restaurada e preservada para futura exibição.

          Última parte da embarcação encontrada nas obras da COP30 foi retirada na noite desta segunda-feira (27). Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação

          “Atualmente, temos uma estrutura composta inteiramente de ferro, mas a equipe de arqueologia continuará investigando para descobrir: havia partes de madeira? Poderia ser um barco a vapor? Essas respostas ajudarão a contar nossa história daqui em diante”, destacou Cristina.

           

          Estima-se que o processo de restauração dure cerca de 150 dias (cinco meses). A COP30 está marcada para acontecer de 10 a 21 de novembro deste ano.

           

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            Mais de 350 km: grupo de amigos refaz expedição de jet pelo litoral de RJ e SP

            Percurso contou com presente da natureza e parada em praia de novela icônica

            27/01/2025

            Expedições de jet são sempre grandes aventuras e, como tal, reservam também grandes surpresas — boas e ruins. Para os amigos do grupo Caveiras do Mar, o percurso escolhido, de aproximadamente 230 milhas náuticas (cerca de 370 km) não era novidade, mas tinha um objetivo: ser mais tranquilo e bem aproveitado do que quando foi percorrido por eles mesmos pela primeira vez, em 2021.

            Naquela época, sair de Itacuruçá, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e chegar a Ilhabela, em São Paulo, foi uma verdadeira missão que, apesar de concluída, deixou ao grupo um gostinho de “poderia ter sido melhor”.

            Ilha Anchieta, em Ubatuba. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação

            Da primeira vez ficamos dois dias em Ilhabela tomando Dorflex para curar o esforço físico que a gente fez– relembra Flávio Sobral, um dos integrantes do Caveiras

            Desta vez, então, o grupo fez uma pequena mudança na rota. Além de incluir mais paradas — da primeira vez, o trajeto foi feito no mesmo dia — , substituíram a Capital da Vela por outra cidade do litoral norte de São Paulo: Ubatuba. Assim, o mapa ficou marcado com as seguintes paradas: Itacuruçá (RJ); Paraty (RJ); Ubatuba (SP); Sítio Forte, em Ilha Grande (RJ); e Mangaratiba (RJ).

             

            O percurso, para Flávio, que atua como agente de investimento no mercado financeiro, constitui “uma das áreas de navegação mais bonitas do Brasil”. No final das contas, não só a mudança no roteiro fez a diferença. Desta vez, parecia mesmo que a natureza queria que a história fosse outra.

            Em sincronia com a natureza

            Com suas motos aquáticas, Alexandro Brandão (Yamaha FXHO), Felipe Brandão (Yamaha FXHO), Cristiano Guimarães (Sea-Doo Explorer 170), Eduardo Barbosa (Sea-Doo GTX 300), Ewaldo Peixoto (Yamaha FXHO), Flávio Sobral (Sea-Doo Explorer 170), Marcus Vinicius (Sea-Doo GTX 170) e Givanildo dos Santos (Sea-Doo GTX 300) partiram de Itacuruçá, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, rumo a Ubatuba, no litoral de São Paulo, no dia 16 de janeiro.

            Foto: Caveiras do Mar / Divulgação

            O planejamento da equipe, que tinha ainda outros dois integrantes como grupo de apoio em terra, contou com quase 40 itens indispensáveis para uma expedição tranquila — entre eles, claro, o Dorflex. Âncora, rádio, água, lanterna, documentos… nada ficou de fora. Mas quem encheu mesmo cada espaço do jet foi a esperança de uma viagem tranquila e bem aproveitada pelos oito pilotos.

             

            Para isso, a ideia foi fazer paradas a aproximadamente cada 100 km, visando uma navegação mais sossegada em comparação à primeira vez, quando o esforço físico quase venceu o grupo.

            Foi legal porque avaliamos melhor vários pontos de parada que já conhecíamos. Aproveitamos muito mais– destaca Sobral

            Parada em Passaterra. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação

            Quem também deu uma mãozinha no objetivo dos amigos na expedição de jet foi a mãe natureza, que os presenteou com o famoso mar de azeite — ao menos durante boa parte do percurso.

            Demos sorte porque pegamos uma condição de mar excepcional. O mar ficou muito baixo– relembra Sobral

            Assim, o grupo pôde ainda desfrutar da vantagem de economizar combustível. Para se ter uma ideia, uma das paradas previstas para abastecimento na ida foi pulada, uma vez que não houve necessidade. Em média, cada jet consumiu 183 litros.

            Praia de Tarituba, em Paraty. Foto: Renato Bulhoes / Wikimedia Commons

            Aproveitar para comer ostras direto do produtor em Passaterra, na Ilha Grande, e observar cardumes enormes de botos pelo caminho foram também pontos fortes da expedição, que teve ainda o gostinho especial de um churrasquinho raiz na ilha Anchieta, em Ubatuba, e uma parada especial na praia de Tarituba, onde foi gravada a famosa novela “Mulheres de Areia”.

            Expedição de jet: aventuras e seus dilemas

            Embora o mar tranquilo tenha dado aos jeteiros tempo de sobra e um “problema bom de resolver”, como define Flávio, nem tudo são flores em uma expedição de jet — afinal, expedições são aventuras, e aventuras sempre trazem surpresas boas e ruins.

            Flávio Sobram na Ilha Anchieta, em Ubatuba. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação

            As boas já estão claras, mas as ruins vieram, principalmente, em um trecho próximo à Paraty, ainda na ida. “Pegamos um mar muito alto e inexplicável”, conta Sobral. Ele explica que a situação foi bem fora do padrão, com um mar bastante “grosso” entre as ilhas do Algodão e Deserta — essa última, onde o grupo buscou abrigo.

            Foi num local que a gente nem podia imaginar– destaca Sobral

            A situação fez com que os pilotos precisassem usar sua experiência para manter o motor da embarcação em giro constante, visando economizar o combustível que, até então, estava sobrando. “O combustível tem que ser bem calculado, deve-se fazer uma condução bastante consciente”, reforça Flávio.


            Um dos integrantes, porém, como novato, acabou desviando um pouco da rota e consumindo mais combustível do que deveria, o que obrigou o grupo a realizar, na volta — e no mar — um abastecimento de emergência.

             

            Apesar das turbulências, o trajeto difícil não durou mais que uma hora, e nem de longe ofuscou o brilho da expedição, concluída com sucesso e a tempo do almoço do dia 20 de janeiro.

            Foto: Caveiras do Mar / Divulgação

            Para as próximas expedições, o grupo de amigos planeja sair de jet já de Ilha Grande e seguir até o Guarujá, também no litoral de São Paulo. Flávio, por sua vez, almeja um dia navegar para o Sul do país, chegando até Florianópolis. “Precisa de mais tempo, mas sei que é possível”.

             

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              Creole: a história do majestoso veleiro de madeira da família Gucci

              Megaiate quase centenário passou por uma guerra antes de chegar à família e é tido como o maior veleiro de madeira clássico do mundo

              Era 1983 quando um gigante dos mares entrou na árvore genealógica dos Gucci, ainda como um desafio de engenharia. Desde então, tradição e navegação se misturam como as linhas que tecem as roupas de luxo da marca italiana.

              O barco é nada menos que o quase centenário Creole, o maior veleiro de madeira clássico do mundo. Ao primeiro olhar, o que se vê é uma embarcação que esbanja classe, glamour e muita sofisticação — tudo isso com um ar vintage que o tempo só faz melhorar. Mas até chegar a esse ponto, o barco precisou sobreviver, inclusive, a uma guerra.

              O caminho do Creole até virar o barco da família Gucci

              Hoje o Creole está sob os cuidados de Allegra, filha mais nova do falecido Maurizio Gucci (ex-diretor da grife e neto do fundador da empresa), que mantém o barco cuidadosamente dentro do legado deixado pelo pai.

              Foto: Trayex / Wikimedia Commons / Reprodução

              Maurizio foi quem colocou o barco na família, ainda em 1983, dois anos após o nascimento da Allegra. Naquele ano, mais do que ganhar uma família nova, o Creole renasceu.

               

              Para entender melhor essa história, contudo, é preciso olhar ainda mais para trás, mais precisamente, para 1927, quando o gigante de 65,3 metros foi entregue pela Camper & Nicholsons para o fabricante de carpetes dos Estados Unidos Alexander Smith Cochran, que o batizou de “Vira”.

               


              Cochran, porém, acabou fazendo alterações ousadas no barco. Ele achou os mastros muito altos e os cortou mais do que deveria — se é que deveria –, adicionando mais lastro para compensar os mastros recém-atarracados. O resultado: uma embarcação de desempenho ruim e muito diferente do que a Nicholson havia criado.

               

              Após uma frustrada viagem inaugural pela Europa, Cochran colocou o Vira no mercado de corretagem. A partir daí, o barco passou por muitas mãos até chegar à família Gucci, começando pelo major britânico Maurice Pope.

               

              Pope, assim como Cochran, evitava velejar, usando os motores quase exclusivamente para cruzeiros. Apesar de deixar todo o potencial do barco de lado, foi ele o responsável por dar ao veleiro seu nome atual: Creole. A ideia veio como uma homenagem a uma sobremesa, criada pelo chef de Pope.

               

               

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              Ao que se sabe, o major não soube lidar com as características do barco, tidas como “muito à frente de seu tempo”. Assim, o Creole ganhou seu terceiro proprietário: Sir Connop Guthrie.

               

              O empresário — que chegou a servir como oficial durante os estágios iniciais da Primeira Guerra Mundial — levou o Creole para seus primeiros dias de glória. Nas mãos de Guthrie o veleiro foi restaurado ao mais próximo da ideia inicial da Nicholsons, cruzou o Mediterrâneo e venceu uma série de regatas no final da década de 1930.

               

              Mas, novamente, um obstáculo freou o Creole. Desta vez, um muito maior do que proprietários perdidos: a Segunda Guerra Mundial. Durante o período, o Almirantado Britânico (departamento do Governo do Reino Unido responsável pelo comando da Marinha Real até 1964) requisitou milhares de iates — e o Creole foi um deles.


              Renomeado de “Magic Circle”, o veleiro de Guthrie se tornou um humilde caça-minas ao longo da costa escocesa. Ao final da guerra, o barco foi arrematado por Stavros Niarchos, um magnata grego da marinha mercante, conhecido como “Grego Dourado”. Niarchos investiu uma bolada para restaurar o veleiro, que chegou a ser capa da Sports Illustrated (uma das principais revistas esportivas dos EUA) em agosto de 1959.

               

              A vida do iate ao lado de Niarchos, porém, também não foi longa. Para a Nicholson, o magnata “arruinou” o veleiro por dirigir o barco com muita força e rapidez, como se fosse um iate a motor.

               

              Em 1977, a Marinha dinamarquesa comprou o Creole para usar como um “navio de treinamento”, em uma espécie de projeto que visava reabilitar viciados em drogas usando um regime naval.

               

              Foi nessa situação que Maurizio Gucci, enfim, conheceu o Creole. Conforme contou Allegra à Boat International, o iate “era como um naufrágio”. “O objetivo do meu pai era dar ao Creole uma segunda vida, manter o barco o mais original possível […] respeitar a alma do barco, em harmonia com sua história.”

              O renascer do Creole

              Nas mãos de Gucci, o Creole finalmente começou a vislumbrar seus dias de glória. O veleiro passou por reformas significativas durante seis anos, viajando por estaleiros em Beconcini, na Itália; Lurssen na Alemanha e pela oficina Astilleros de Mallorca, na Espanha.

               


              O designer Toto Russo precisou criar um interior para o veleiro — que teve o seu original destruído — e, para isso, voltou seu olhar para os anos 20, instalando obras de arte de época nos seis camarotes de hóspedes do barco da família Gucci. Seu casco voltou ao tom de preto como a noite, embora para Allegra a tinta preta não seja “a melhor tinta para um barco de madeira”.

              Mas o Creole nasceu assim e gostamos de mantê-lo assim– comentou

              Atualmente, a embarcação construída com casco de aço e teca tem capacidade para oito hóspedes e 16 tripulantes, muito graças a sua boca (largura), de 9,39 metros. A embarcação atinge uma velocidade máxima de 14 nós (25,9 km/h), e uma velocidade de cruzeiro de 10 nós (18,5 km/h), impulsionado por dois motores a diesel MTU.

               


              Considerado o maior veleiro de madeira clássico do mundo, o barco da família Gucci é, principalmente, o protagonista das boas lembranças de infância de Allegra. Além de carregar um diploma em direito, a filha mais nova de Maurizio Gucci é também uma velejadora séria, que cresceu navegando e competindo a bordo do Creole — vencedor do Monaco Classic Week em 2013.

               

              Para ela, a majestosa embarcação quase centenária é uma responsabilidade. “Ela é icônica e você tem que mantê-la assim”, disse ao Robb Report.

              O verniz, o latão, as luzes e a alma do iate a vela representam a história da arquitetura naval– destacou Allegra

              Hoje, já mãe, o tempo que Allegra passa a bordo é menor. “O Creole é um barco grande, então ter uma criança correndo para cima e para baixo se torna um pouco difícil. Nós vamos velejar — mas talvez não com 28 nós de vento”, brinca.

               

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                Resorts abandonados nas Maldivas mostram “o avesso” do destino paradisíaco

                Veja dois casos em que as construções luxuosas deram lugar ao abandono, ao lixo e a características de dar medo

                26/01/2025

                Bangalôs instagramáveis sobre águas azuis, areia branquinha, piscinas de borda infinita. Quando se pensa em Maldivas, essas são algumas das características que logo vem à mente — até porque tudo isso realmente existe por lá. Mas, contrastando com todo esse estereótipo, o local abriga resorts abandonados que mais parecem as Maldivas “de Chernobyl”.

                Um deles trata-se de uma construção pensada para ser mais uma das tantas que estão na lista de desejo de casais em lua de mel, viagens de férias e ensaios fotográficos ao sudoeste do Sri Lanka, no Oceano Índico.

                 

                Algo, porém, saiu errado e o local planejado para ser paradisíaco ganhou ares de filme de horror depois de ser abandonado.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                Ao que se sabe, um político importante das Maldivas é dono da construção, que começou há 12 anos e parou, ainda inacabada, de forma misteriosa. Quem relata essa hipótese é Kale Brock, um surfista e filmaker que descobriu o local durante um retiro de surfe, administrado por ele mesmo.

                Todos os dias passávamos por esta ilha e perguntávamos aos capitães dos barcos: ‘ei, o que é esse resort?’– contou Brock ao Escape

                Segundo ele, a resposta dos capitães era a de que o lugar estava “fechado, abandonado”. Curioso, Brock convenceu seus guias a levarem-no para dentro da ilha. A experiência lhe rendeu um vídeo em seu canal no YouTube, onde é possível conferir detalhes curiosos — e de arrepiar — desse resort abandonado nas Maldivas.

                 

                Como é o resort abandonado nas Maldivas

                O que mais chama atenção no esqueleto deste resort são os bangalôs sobre as águas cristalinas, uma vez que construções como essas são já uma tradição no local. Mas, antes deles, vale descortinar tudo o que se esconde em meio à natureza da ilha, ainda em terra.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                No que seria uma espécie de “salão principal” do resort restou uma única mesa de massagem, suja e abandonada, como tudo ao redor. Ainda por ali se amontoam pilhas de vasos sanitários que nem sequer foram instalados, além de caixas identificadas como “spa” — provavelmente, banheiras — e outros materiais de construção, como revestimentos.

                O que seria uma piscina de frente para o mar virou um buraco cheio de água da chuva, já com um ecossistema próprio — e Brock teve coragem de caminhar por suas beiradas. Na borda dessa que seria a piscina principal, estão também os bares abandonados. “Mojito ou mosquito?”, brinca o surfista.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                Próximo às instalações foram encontrados ainda um carro e uma caminhonete, deixados ali como parte do cenário de um filme zumbi, completamente abandonados — embora aparentem ter estado em boas condições antes de serem esquecidos.


                Já na antiga sala do gerador, “uma fileira completa de máquinas de caça-fantasmas”, como definiu Brock, o fez sentir como se estivesse “no Parque dos Dinossauros depois que o abandonaram”.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                De todo o cenário apocalíptico, porém, um chama atenção em especial: as acomodações dos funcionários. Isso porque o espaço foi um dos poucos que chegou a ser usado e, agora, aparenta ter parado no tempo. Tabuleiros de xadrez, travesseiros e camas precárias espalhadas formam os vestígios de que, um dia, houve vida por ali.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                Não há energia elétrica, então, Brock e seus colegas iluminaram o local com a lanterna de seus celulares — o que deixou o ar ainda mais sombrio.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                Para chegar aos bangalôs sobre as águas, o surfista precisou se equilibrar nas madeiras já precárias que formam o que seria a ponte que interliga todos eles — também inacabada.

                 

                As residências são verdadeiros esqueletos, já que, embora estruturadas, estão completamente vazias e sem vida. “Imagine os jantares que você poderia ter tido”, ressaltou o surfista ao observar o local.

                Foto: Kale Brock / Reprodução

                Ilha de Villingillivaru: outro dos resorts abandonados nas Maldivas

                O resort visitado por Kale Brock não é o único que foi abandonado nas Maldivas. A ilha de Villingillivaru, mais conhecida como Villivaru, também abriga uma construção que agora vem sendo tomada de volta pela natureza.

                Foto: Martin Blampied / Reprodução

                Entre as décadas de 80 e 90, por lá funcionava um resort com todos os requintes tradicionais das hospedagens típicas das Maldivas. A propriedade pertenceu a empresa de viagens indiana Taj Group, antes de ser adquirida pela Sri Lankan Sunland Group e ficar abandonada.

                Foto: Martin Blampied / Reprodução

                Quem visitou a ilha, em 2016, foi Martin Blampied, morador de Santo Helério, capital de Jersey (uma das ilhas do Canal da Mancha), que se define como um “blogueiro amador, entusiasta de tecnologia, viajante e investidor”.

                As memórias da ilha são agridoces, pois seu declínio, envolto em corrupção, negócios multimilionários e má-administração, os impede de retornar– escreveu Blampied em texto no seu perfil do Medium

                No caso de Villivaru, as condições são ainda piores em comparação ao resort visitado por Brock. Isso porque, além de as estruturas terem sido pichadas, saqueadas e aparentarem sinais de decomposição, há muito lixo espalhado por todos os cantos.

                Foto: Martin Blampied / Reprodução
                Foto: Martin Blampied / Reprodução

                Como um país muçulmano, é comum que as ilhas das Maldivas possuam uma mesquita. Em Villivaru, a construção estava em andamento antes do abandono.

                Foto: Martin Blampied / Reprodução

                Um vídeo, compartilhado no YouTube em 2008, mostra partes de como era o local antes de ser abandonado, em 1987. Confira:

                 

                 

                 

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                  Pet premium: cão aproveita vida de luxo em megaiate envolto em vidro

                  Perfil do pet no Instagram te leva para dentro do Ulysses, embarcação de mais de 102 m do estaleiro holandês Feadship

                  25/01/2025

                  Para muitos, conhecer o interior de um megaiate é um desejo quase que já guardado no campo das ilusões. Para o cachorro Buddy, contudo, essa é uma realidade diária. Isso porque o simpático golden retriever ostenta dias a bordo do Ulysses — uma das produções mais recentes do estaleiro holandês Feadship — e os compartilha com os meros mortais em seu perfil no Instagram.

                  Até então, supõe-se que Buddy seja o cãozinho do discreto Graeme Hart, o bilionário empresário neozelandês dono da embarcação. O proprietário do barco opta por uma vida longe da grande mídia, enquanto seu cão segue o caminho contrário — para a alegria dos amantes de barcos, que podem, assim, desfrutar um pouquinho do megaiate.

                  Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução

                  O Ulysses da Feadship é mais um dos vários barcos de Hart, que usa sempre o mesmo nome para batizar seus brinquedos de luxo. O modelo atual foi adicionado à frota do estaleiro holandês em 2024, quando virou o parque de diversões de Buddy.

                  A vida do cachorro Buddy no megaiate Ulysses

                  Apesar de viver a vida de um pet premium, Buddy ainda é um cachorro. Por isso, seu lugar favorito do barco é também o mais espaçoso: o heliponto na proa. É por lá que ele consegue esticar suas patas correndo para buscar suas bolinhas de tênis que, vira e mexe, tem as águas do mar como destino final.

                  Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução

                  Na falta da bola, o cão tem ainda outras opções nada convencionais a pessoas comuns para seguir se divertindo. Entre elas está o passeio de helicóptero, que ele descobriu, recentemente, ser prazeroso.

                  Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução

                  Mergulhar em uma das quatro jacuzzis disponíveis a bordo também é um recurso bastante utilizado pelo cão — até porque, vivendo em alto-mar, não faz sentido ter medo de água.

                  Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução

                  Quando os recursos do megaiate parecem não mais satisfazer as necessidades de Buddy, uma carona até a costa parece ser a oportunidade ideal para experimentar iguarias locais e fazer uma caminhada relaxante à beira-mar.

                   

                  Uma coisa é certa: dentro ou fora do barco, não faltarão mimos dos tripulantes para agradar o pet.

                  Megaiate Ulysses: uma embarcação envolta em vidro

                  Encomendado em 2020 e entregue em abril de 2024, o megaiate Ulysses, de 102,6 metros (336,7 pés), foi um verdadeiro desafio de construção para a Feadship. Isso porque o barco é o sucessor de um outro Ulysses, muito maior, que Hart teve por alguns anos.

                  Foto: Feadship / Divulgação

                  O desejo do bilionário era manter os recursos e comodidades do barco maior, em uma embarcação menor, visando facilitar o acesso a ancoradouros e portos. Para isso, o estaleiro precisou repensar completamente o seu processo de construção, inclusive reduzindo a sala de máquinas e virando os motores para o “lado errado”, de forma que se encaixassem.

                   

                  No final, o quebra-cabeças deu certo e liberou espaço para mais espaços sociais, como uma grande piscina e outras quatro jacuzzis. Além disso, a jogada ousada rendeu à Feadship seu único barco “envolto em vidro”.

                  Escada de vidro com ponte de vidro, pátio de vidro, jardim de vidro, janelas panorâmicas de vidro em todas as suítes de hóspedes, portas de correr de vidro, quebra-ventos de vidro… são muitos os detalhes do barco que carregam o material.


                  Falando nas suítes, até 20 hóspedes podem ser recebidos no megaiate, em nada menos que nove delas — e ainda 30 tripulantes viajam em alojamentos separados.

                  Para empurrar tudo isso e levar o cachorro Buddy de megaiate aos mais belos destinos, o Ulysses é equipado com dois motores MTU, que geram uma velocidade máxima de 18 nós (20,7 mph/33,3 km/h) — além de um alcance de 5 mil milhas náuticas (5.754 milhas/9,260 km) em cruzeiro.

                   

                  O preço estimado dessa máquina é de US$ 275 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão, na conversão de janeiro de 2025), sendo que o superiate Damen Yachting U-81, que acompanha o megaiate como barco de apoio, não está incluso no valor.

                   

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                    Boat Show 2025: calendário traz atrações inéditas e grandes oportunidades para o setor

                    Seis eventos percorrerão o país ao longo do ano; organizadora prevê aumento de 10% no número de barcos vendidos em comparação a 2024

                    24/01/2025

                    Maior organizadora de salões náuticos da América Latina, a Boat Show Eventos promete registrar mais um ano histórico para o setor no Brasil em 2025. O calendário de eventos desse ano contemplará seis estados, e a expectativa é aumentar em pelo menos 10% o número de embarcações vendidas em comparação a 2024.

                    Os principais players nacionais e internacionais do setor se encontrarão nos salões do Rio, que abre a série de eventos de 26 de abril a 4 de maio; Itajaí (SC), em julho; Brasília (DF), em agosto; São Paulo (SP), em setembro; Salvador (BA), em outubro; e Foz do Iguaçu (PR), em novembro.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Nossa expectativa é que, com as inovações apresentadas em cada feira, possamos contribuir para um crescimento sustentável do setor, ampliando ainda mais o acesso à cultura náutica no Brasil– Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos

                    No último ano, as seis edições realizadas pelo Grupo Náutica — duas delas de forma inédita na Bahia e no Distrito Federal — resultaram na comercialização de cerca de mil barcos, movimentando o setor em diferentes regiões do país.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Os salões ainda impactaram diretamente a geração de empregos no setor, com um aumento de 25%. Ao todo, foram de 150 mil postos de trabalho gerados em 2025.

                    Um mercado que não para de crescer

                    O mercado náutico global tem mostrado um crescimento constante e atingiu 33 bilhões de euros no último ano, um aumento de 11% em relação ao ano anterior, conforme estudo da Confindustria Náutica.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Esse mercado é impulsionado principalmente por barcos de lazer, que representam 90% das vendas globais. O crescimento reflete o crescente interesse por atividades náuticas em diversos países, consolidando o setor como uma importante vertente da economia do turismo e do lazer.


                    Segundo outra pesquisa, realizada pela Trove Tourism Development Advisors, agência líder em marketing, mídia e estratégia focada exclusivamente em destinos turísticos, o gasto médio diário de um turista dono de embarcação é de US$ 287 por pessoa (quase R$ 1,7 mil em conversão realizada em janeiro de 2025), que significa o dobro do gasto de um viajante de lazer convencional.

                     

                    Essa receita reforça o potencial econômico do setor, que impulsiona diversos segmentos e geração de empregos, desde marinas e serviços de manutenção até a cadeia de suprimentos náuticos.

                    Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                    “Os eventos náuticos no Brasil e no mundo desempenham um papel crucial no fortalecimento do setor, impulsionando negócios e impactando diretamente a geração de empregos, além de fomentar o turismo náutico e a economia em diferentes regiões”, explica a diretora.

                    Rio Boat Show abre calendário náutico em abril

                    O Rio Boat Show, maior salão náutico outdoor da América Latina, abrirá o calendário de eventos de 2025, entre os dias 26 de abril e 4 de maio, na bela Marina da Glória.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Com expectativa de mais de 100 embarcações em exposição de fabricantes que estão entre os maiores do mundo, o evento contará com atrações como test drives, palestras exclusivas com especialistas do setor no NÁUTICA Talks, desfiles de barcos, lançamentos das principais marcas, passeios à vela e atrações interativas.

                    Amyr Klink no NÁUTICA Talks do Rio Boat Show em 2024. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                    Além disso, projetos voltados para a prática de esportes aquáticos e oficinas para iniciantes em navegação serão mais algumas das novidades da edição.

                    Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                    Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    “O calendário de 2025 reforça nossa missão de conectar pessoas a novas experiências, sejam elas consumidores que já possuem embarcações ou aqueles que estão ingressando nesse mercado, já que existem opções de lazer náutico para os diversos tipos de público”, reforça Vicentini.

                    Confira o calendário dos salões Boat Show em 2025

                    • Rio Boat Show: de 26 de abril a 4 de maio;
                    • Marina Itajaí Boat Show: de 3 a 6 de julho;
                    • Brasília Boat Show: de 13 a 17 de agosto;
                    • São Paulo Boat Show: de 18 a 23 de setembro
                    • Salvador Boat Show: de 30 de outubro a 2 de novembro;
                    • Foz Internacional Boat Show: de 27 a 30 de novembro

                     

                    Náutica Responde

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                      Eduardo Paes, prefeito da cidade, viralizou ao conscientizar banhistas que descumpriam a lei; decreto existe desde 2022

                      Não há maneira melhor de aprender do que na prática, não é mesmo? Foi assim que o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, trabalhou para executar uma lei que circula desde 2022: a proibição do uso de caixas de som pelos banhistas na praia.

                      Embora tenha quase três anos de vida, a proibição segue sendo descumprida nas praias cariocas. Paes descobriu isso com os próprios olhos, como é possível conferir em vídeo publicado nas redes sociais do político — a postagem já passou de 1 milhão de visualizações.

                       

                      Na praia do Leblon, o prefeito, de maneira inusitada, se aproximou de um grupo de pessoas que estavam com a caixa de som em alto volume. Em seguida, Paes ligou um amplificador muito mais alto — tocando Toxicity, de System Of A Down, para ser mais exato.

                      “Gosta de Rock’n Roll? Sabe que está proibido na praia? Aí usa mesmo assim? Imagina se todo mundo pudesse ficar assim”, disse o prefeito ao grupo de banhistas. Na sequência, os conscientizou sobre o uso das caixas de som, e o bate-papo, amigável, terminou com um aperto de mãos.

                      Fui à praia para mostrar que a Prefeitura não é babá de marmanjo! Bora respeitar as regras! Civilidade depende de cada cidadão– Eduardo Paes, em vídeo publicado

                      Quem também apareceu nas redes reforçando a proibição foi o prefeito de Cabo Frio, na Região dos Lagos, Doutor Serginho — mas por um caminho diferente. Ele gravou um vídeo — que já conta com mais de 500 mil reproduções — com várias caixas de som apreendidas, e parodiou a música “Eu só quero é ser feliz”. Por lá, a proibição está em vigor desde 2023.

                       

                      Caixa de som na praia não é lugar. Todos são muito bem-vindos, mas vamos ampliar a fiscalização para colocar ordem nas praias de Cabo Frio– anunciou Doutor Serginho

                      Como funciona a lei?

                      Como mencionado anteriormente, a lei não é nenhuma novidade no Rio de Janeiro. Postada oficialmente no Diário Oficial do município em 25 de abril de 2022, ela proíbe “quaisquer meios de amplificação sonora” que causem “poluição sonora nas faixas de areia da cidade.”

                      Foto: Tmbux/ Creative Commons/ Reprodução

                      Segundo o decreto, o uso de caixas de som na praia é permitido apenas em eventos autorizados pela prefeitura ou para “promoção de atividades desportivas ou de lazer” — que, por sua vez, também precisarão ser autorizadas pelo município. Fica a cargo da Guarda Municipal coibir o descumprimento da regra.

                       

                      Quem não obedecer, pode ter o equipamento recolhido pelos agentes. Além disso, a lei prevê que os guardas precisam emitir um “termo de retenção de equipamento sonoro” no momento da apreensão.

                      Operação Verão

                      Os vídeos postados pelos prefeitos do Rio de Janeiro e Cabo Frio não são coincidência. Está em curso no Rio a Operação Verão, feita pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, que busca, entre outras coisas, intensificar as ações de fiscalização sobre as caixas de som na praia.

                      Foto: kall1st0/ Envato

                      Nesta segunda-feira (20), houve pedidos para que banhistas abaixassem o volume por parte da Guarda Municipal na praia de Ipanema, na Zona Sul. Ao todo, 54 pessoas foram abordadas utilizando o item proibido, e foram orientadas a desligar o aparelho.

                       

                      Embora a abordagem e a fiscalização sejam educativas e com viés de conscientizar, ainda há quem resista. No ano de 2024, mais de 150 aparelhos sonoros foram apreendidos nas praias pelos guardas.

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        Bate-papos fazem parte do "Coffe Chats", programação do Finger Lakes Boating Museum, no interior do estado de Nova York

                        No interior do estado de Nova York, em Hammondsport, nos Estados Unidos, uma programação especial do museu náutico Finger Lakes Boating Museum promete encantar quem não dispensa uma boa história do universo náutico — especialmente se ela vier acompanhada de um cafézinho. Trata-se do “Coffe Chats”, um bate-papo com capitães sobre o que está por trás da herança marítima da região.

                        Quem passa por lá entra em uma verdadeira imersão na história náutica local, comandada por voluntários e capitães do Finger Lakes Boating.

                         

                        A ideia é levar ao público palestras descontraídas sobre a expertise dos capitões, banhadas à curiosidades sobre a vida náutica e, claro, sobre a história de barcos clássicos da região.

                         

                        Quem deu o pontapé inicial nos bate-papos foi o capitão Dave Rockwell, que falou sobre seu trabalho a bordo do William Scandling, construído em 1954, em Nova Jersey.

                         

                        A embarcação — rebatizada com esse nome em 2002 — serviu a Marinha dos Estados Unidos de 1954 a 1974, e hoje é um navio de pesquisa, servindo como um laboratório flutuante no Seneca Lake.

                        William Scandling.
                        William Scandling. Foto: Hobart and William Smith/ Divulgação

                        Outro barco que ditou a palestra de Rockwell foi o Pat II. A embarcação funcionou como um barco de turismo nas Thousand Islands, no Canadá, de 1924 a 1956, e teve a mesma função em Skaneateles Lake, já no estado de Nova York, até 1991 — quando ficou fora de serviço até 2014.

                         

                        Naquele ano, o Finger Lakes Boating adquiriu a relíquia e lhe garantiu uma restauração completa, concluída em 2021.

                        Pat II. Foto: Instagram @flbmny/ Reprodução

                        Os históricos barcos voltarão a ser tema nas próximas edições do Coffe Chats. No dia 13 de fevereiro, o capitão Rob Whitcomb detalhará a restauração do centenário barco Patt II; enquanto Doug Vittum, um mês depois, falará sobre a Taylor Wine Company (uma vinícola australiana) e a história do transporte de vinho espumante no Lago Keuka.

                        Pat II. Foto: Instagram @flbmny/ Reprodução

                        Museu náutico oferece cruzeiros pelo Lago Keuka

                        A Pat II, embarcação tema das palestras, é também a protagonista dos cruzeiros realizados pelo Finger Lakes Boating Museum no Lago Keuka. No verão do Hemisfério Norte, o barco sai do Depot Park, em Hammondsport, e navega pela região.


                        O passeio é como uma extensão das palestras — mas sobre as águas. No cruzeiro, os capitães compartilham seu conhecimento sobre a história da navegação no Lago Keuka, com uma pitada de informações sobre a tradição do lago, conhecido no passado como “Lago Torto”, por seu formato de Y.

                         

                        A restauração do Pat II incluiu uma atualização para um motor totalmente elétrico, assim, os passeios são tranquilos, silenciosos e limpos.

                         

                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                         

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                          Quer empreender em turismo náutico? Saiba por onde começar!

                          As águas do setor são promissoras, mas exigem um bom plano de negócios quando a intenção é aproveitá-las para empreender

                          O mercado de turismo náutico está em franca expansão e tem atraído cada vez mais empreendedores de olho em suas oportunidades. Se você é um dos que sonham em navegar por essas águas promissoras, aqui vamos desbravar os passos essenciais para transformar seu sonho em realidade, desde o planejamento inicial até a regularização da sua embarcação e operação para empreender no turismo náutico.

                          Não é de hoje que o turismo náutico vem ganhando destaque. Dados comprovam essa tendência: segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (ACOBAR), o setor náutico brasileiro faturou cerca de R$ 2 bilhões em 2022, com expectativa de crescimento para os próximos anos.

                          Foto: Biletskiy / Envato

                          A Organização Mundial do Turismo (OMT) também aponta o turismo náutico como um dos segmentos com maior potencial de crescimento no pós-pandemia, impulsionado pela busca por experiências ao ar livre e contato com a natureza.

                           

                          De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil possui mais de 8,5 mil km de costa navegável e 35 mil km de águas interiores — um verdadeiro oceano de oportunidades para quem deseja empreender no setor. Além disso, o crescimento da renda e o aumento do interesse por atividades de lazer aquáticas impulsionam ainda mais a demanda por passeios de barco, aluguel de embarcações e outras experiências náuticas.

                          Plano de negócios: a bússola do seu sucesso

                          Antes de zarpar, é fundamental traçar uma rota clara e bem definida. Como qualquer outro negócio, o turismo náutico exige um plano de negócios robusto. Este documento será a sua bússola, guiando suas decisões e garantindo a sustentabilidade do seu empreendimento. Alguns pontos cruciais, são:

                          Foto: Netfalls / Envato
                          • Estudo de demanda: quem é seu público-alvo? Quais são suas expectativas e necessidades? Quantas pessoas estão dispostas a pagar pelo tipo de experiência que você quer oferecer?
                          • Planejamento do trajeto e atividades: quais roteiros você vai oferecer? Quais atividades serão disponibilizadas (mergulho, pesca, observação de fauna, etc.)? Defina itinerários atrativos e seguros;
                          • Estudo do trajeto de navegação: analise as condições de navegação (correntes, ventos, profundidade), a distância entre os pontos de interesse e o tempo de deslocamento;
                          • Capacidade da embarcação vs. demanda: qual o tamanho ideal da embarcação para atender à demanda projetada? Calcule o custo médio por passageiro para determinar a viabilidade econômica do negócio;
                          • Análise financeira: projeção de receitas, custos fixos e variáveis, ponto de equilíbrio, fluxo de caixa e retorno sobre o investimento.

                          Logística: onde ancorar seu sonho

                          Além do planejamento estratégico, a logística é um fator determinante para o sucesso no turismo náutico. Você precisará definir:

                          • Local de embarque e desembarque: onde seus clientes irão embarcar e desembarcar? É necessário ter boa infraestrutura, acesso facilitado e segurança;
                          • Local de fundeio: onde a embarcação ficará ancorada durante os passeios? O local deve ser seguro, abrigado de ventos e correntes, e ter profundidade adequada;
                          • Local de guarda: onde a embarcação ficará guardada quando não estiver em uso? É importante garantir a segurança contra roubos, vandalismo e intempéries.
                          Foto: MarinaNov / Envato

                          Parcerias e autorizações

                          • Parcerias com empreendimentos: considere a possibilidade de firmar parcerias com marinas, clubes náuticos, hotéis ou resorts à beira d’água. Isso pode facilitar o acesso à infraestrutura necessária e atrair mais clientes;
                          • Píeres públicos: em alguns casos, é possível obter autorizações especiais para utilizar píeres públicos para embarque e desembarque. Consulte a prefeitura local e a Capitania dos Portos para verificar as regras e procedimentos.
                          Foto: Givaga / Envato

                          Navegando em águas legais: a regularização da sua embarcação

                          Para operar legalmente no turismo náutico, sua embarcação precisa estar devidamente registrada na Marinha do Brasil. O documento essencial é o Título de Inscrição de Embarcação (TIE), emitido pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências (CP/DL/AG).

                          Foto: Rawf8 / Envato

                          Passo a Passo para Obter o TIE

                          • Pagamento da GRU: emita e pague a Guia de Recolhimento da União (GRU) referente ao serviço de inscrição da embarcação;
                          • Reúna a Documentação: prepare todos os documentos necessários (veja a lista abaixo);
                          • Protocolo na CP/DL/AG: dirija-se à CP/DL/AG da sua jurisdição para protocolar o pedido de inscrição e entregar a documentação;
                          • Retirada do TIE: após a análise da documentação, retorne à CP/DL/AG para retirar o TIE;
                          • Validade do TIE: o TIE tem validade de cinco anos e precisa ser renovado após esse período.

                          Embarcações dispensadas de inscrição

                          • Dispositivos flutuantes sem propulsão, destinados a serem rebocados, com até 10 metros de comprimento;
                          • Embarcações a remo com comprimento até 12 metros;
                          • Canoas havaianas e “skiffs”;
                          • Embarcações miúdas sem propulsão a motor (até 6 metros).

                          Documentos necessários para registrar a embarcação

                          • Requerimento do interessado;
                          • Documento de identificação com foto;
                          • CPF ou CNPJ;
                          • Comprovante de residência;
                          • Boletim Simplificado de Atualização de Embarcações (BSADE) preenchido;
                          • Prova de propriedade da embarcação (nota fiscal ou outro documento legal);
                          • Prova de propriedade do motor (nota fiscal ou outro documento legal);
                          • Catálogo, manual ou declaração do fabricante/construtor contendo as características principais da embarcação (comprimento, boca, pontal, calado, contorno, material do casco, fabricante, modelo, nº de série, passageiros, tripulantes, potência, nº do motor, etc.);
                          • Apólice de seguro de responsabilidade de danos pessoais causados pela embarcação ou por sua carga (DPEM) – obrigatório;
                          • Título de aquisição e comprovante de regularização junto à Receita Federal do Brasil (para embarcações importadas).

                          Capitão habilitado: segurança em 1º lugar

                          Além da regularização da embarcação, é fundamental que o condutor seja habilitado. No caso de embarcações utilizadas em turismo náutico, é necessário possuir a habilitação de MAC (Mestre Amador Costeiro) ou MOC (Mestre Amador Oceânico), dependendo da área de navegação. Essas habilitações comprovam que o condutor possui os conhecimentos e habilidades necessários para operar a embarcação com segurança.

                          Foto: Maciejbledowski / Envato

                          Além disso, é obrigatório que o condutor tenha concluído o curso de ESEP (Estágio de Segurança e Sobrevivência Pessoal). Este curso aborda temas essenciais como prevenção e combate a incêndio, primeiros socorros, sobrevivência no mar e uso de equipamentos de salvatagem, garantindo que o condutor esteja preparado para lidar com situações de emergência.

                          CNPJ e CADASTUR: profissionalismo e segurança para o turista

                          Para operar seu negócio de turismo náutico de forma profissional e segura, é essencial possuir um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e estar cadastrado no CADASTUR (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos) do Ministério do Turismo.

                           

                          O CNPJ formaliza sua empresa, permitindo a emissão de notas fiscais e o cumprimento das obrigações tributárias. Já o CADASTUR é um sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo, garantindo ao turista que a empresa segue as normas de segurança e qualidade estabelecidas pelo Ministério do Turismo.


                          Além disso, o CADASTUR facilita a divulgação do seu negócio e o acesso a linhas de crédito e programas de incentivo ao turismo.

                           

                          Empreender no turismo náutico é uma jornada desafiadora, mas repleta de recompensas. Com planejamento, dedicação e o cumprimento das exigências legais, você estará pronto para navegar em direção ao sucesso.

                           

                          Lembre-se: a chave está em oferecer experiências seguras, de qualidade e inesquecíveis aos seus clientes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do turismo náutico no Brasil. Prepare seu plano de negócios, regularize sua embarcação e bons ventos!

                           

                          Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                           

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                            23/01/2025

                            Não demorou para que a inteligência artificial chegasse ao universo náutico. Na Consumer Electronics Show, feira de tecnologia realizada em Las Vegas, a Brusnwick Corp. — controladora da Boston Whaler, Mercury Marine e outras marcas do ramo — apresentou um simulador com tecnologia IA para pilotar barcos num lago montanhoso.

                            Ao portal Robb Report, o CEO da Brunswick, David Foulkes, explicou que o simulador “replica a experiência de pilotar um 370 Sea Ray Sundancer”, embarcação da Sea Ray — outra marca pertencente ao grupo.

                             

                            Apesar de simuladores não serem novidade para a empresa, este se superou, na visão da Brunswick, no quesito tecnologia.

                            Foto: Instagram @brunswickcorporation/ Reprodução

                            Tem uma tela muito mais imersiva com uma visão de 200 graus dos arredores e feedback de voz. É um cenário muito realista sobre como a nova tecnologia opera– destacou David Foulkes

                            No simulador, a IA pode atuar até mesmo como “co-capitão”, já que a tecnologia é incorporada à eletrônica do console do leme. A inteligência artificial, neste caso, oferece uma experiência interativa a quem deseja uma navegação mais assistida.

                            Foto: Brunswick Corp./ Divulgação

                            Além disso, a IA entrega um monitoramento de segurança e manobras autônomas. O CEO da Brunswick, não à toa, o compara com um assistente personalizado, que pode fornecer informações, orientar o piloto e até mesmo “assumir o controle em certas ocasiões”.

                            Você verá como ele rastreia a água no piloto automático, avisa sobre objetos e até mesmo se aproxima automaticamente do lado de outro barco– explica David Foulkes

                            Para Foulkes, o maior desafio do produto foi “tornar o sistema previsível em um ambiente altamente desestruturado, como um lago ou oceano”. “Temos parceiros militares e de drones que enfrentam desafios semelhantes com o vento e adotamos algumas dessas tecnologias”, detalhou.

                            De olho no futuro

                            O simulador de barco com IA foi um dos produtos apresentados pela Brunswick no Consumer Eletronics Show (CES) de 2025, que aconteceu no início de janeiro. A participação da marca no evento foi também um esforço em conjunto para que a companhia seja vista pelo público e pelo mercado financeiro como uma empresa de tecnologia — e não uma fabricante de barcos e motores.

                            Foto: Instagram @brunswickcorporation/ Reprodução

                            Como prova disso, a marca aumentou suas ofertas na área de tecnologia e investiu em inteligência artificial. Além disso, a Brunswick é uma das poucas empresas de barco na região de Las Vegas, nos Estados Unidos. Mas a guinada rumo ao futuro parece bem clara.

                            Projetos não faltam: motores de popa elétricos, substituições de geradores a gás e este “leme do futuro”, alimentado por IA. Há também o simulador Fliteboard eFoil que, segundo a marca, replica a experiência de andar em uma prancha de foil elétrica.

                             

                            No CES deste ano, além do simulador, a empresa também expôs um grande motor elétrico marítimo para um pontoon virtual. A peça central do estande era um Boston Whaler 405 Conquest — este sim, de verdade.

                            Foto: Brunswick Corp./ Divulgação

                            De acordo com a marca — que já está com a cabeça em 2026 — , a exibição do ano que vem terá uma tecnologia de atracação automática, além do leme do futuro disponível em um Boston Whaler 405 Conquest.

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Num canto remoto dos Alpes, a Geleira Hintertux conta ainda com gigantesca pista de esqui e um dos teleféricos mais altos do planeta

                              Para quem ama — ou sonha em conhecer — a neve, a prática de esqui e tudo o que envolva atrações glaciais, a Geleira Hintertux, na Áustria, promete ser a parada dos sonhos. O local é um dos únicos nesse estilo que opera o ano inteiro, com direito a passeio de barco, um “palácio” de gelo e uma família de teleféricos capaz de transportar milhares de pessoas por dia.

                              Esse recanto gelado fica, mais precisamente, num canto remoto dos Alpes, no estado do Tirol, nos glaciares de Gefrorene-Wand-Kees — também chamados de Tuxer Ferner. Por lá, milhares de visitantes se aventuram num resort de esqui que não para nem mesmo no verão.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              O esqui, alías, é o carro-chefe da Geleira Hintertux. Inúmeros quilômetros formam a pista para praticar a atividade, sobre uma camada de gelo de até 90 metros de espessura. Graças as escolas de esqui, tem esporte para todos os níveis, do iniciante ao avançado.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Enquanto a maioria dos resorts fecham em maio, o Hintertux continua oferecendo descidas em neve profunda mesmo fora de época. Logo, a atração tem sua alta em setembro, mas se mantém durante o ano todo — com exceção de 2024, quando o serviço foi interrompido durante o verão devido à baixa demanda.

                              Entrando numa fria

                              Se a gigantesca pista tem suas temporadas de baixa, o mesmo não se pode dizer da área a 30 metros debaixo dela. Por lá, a Geleira Hintertux reserva uma caverna de mármore, passeios de barco e até um “palácio de gelo”, o Nature’s Ice Palace.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Com 640 metros de comprimento, o palácio de gelo é um sistema de cavernas escavado na geleira a mais de 3.200 metros acima do nível do mar, que pode ser explorado em tours guiados. É justamente nele que se esconde um lago glacial, onde os visitantes podem conhecer a câmara de gelo e passear de barco por 1h e 10 minutos — sempre na temperatura de 0°C.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Os visitantes mais ousados podem ir para a água, desde que apresentem um atestado médico. Isso porque as condições são adversas: a temperatura da água no lago é de -0,6ºC, conforme explica o guia turístico Thomas Kurz.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Outra atração é a Caverna Spannagel. Segundo a Geleira Hintertux, trata-se da caverna de acesso público mais alta da Europa, como maior sistema de cavernas rochosas dos Alpes Centrais. Há três tipos de tours para aproveitar por lá, todos guiados e com diferentes níveis de dificuldade.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Entre cristais de gelo brilhantes e cachoeiras congeladas, há ainda um terraço localizado a 3.250 metros acima do nível do mar. Nas alturas, onde já aconteceram pedidos de casamento, é comum que as pessoas levem cadeados para “fixar uma amizade ou o amor eterno”.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Frio nas alturas

                              Além de todas as atrações no solo — e na água –, a Geleira Hintertux conta com o teleférico Gletscherbus 3. Esse bondinho bidirecional de duas cabines, que se movem em direções opostas, é tido como o mais alto do mundo nessa categoria, com um  terminal superior a 3.250 metros. Segundo a Hintertux, cerca de 39 mil pessoas podem ser transportadas por hora no local.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              O paraíso gelado ainda tem eventos ao vivo, que vão desde música a brincadeiras com crianças em datas especiais, como a Páscoa. Para isso, cerca de 170 funcionários trabalham para a estação durante o inverno, e existem 14 máquinas de preparação diariamente para aprontar até 60 km de pistas.

                              Um destino turístico ameaçado

                              Apesar do sucesso durante os 365 dias do ano, a gigantesca Hintertux pode estar com os dias contados — afinal, a Terra passa por mudanças climáticas cada vez mais brutas. O guia turístico Kurz já foi questionado sobre quanto tempo ele pensa que a geleira aguentará de pé. Ele respondeu com outra pergunta: “você sabe como estará o clima em 2034?”.

                              Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

                              Segundo o especialista, há mais de 10 mil anos, a geleira ainda descia mais para baixo no vale. Devido a atividade humana, o recuo, que já aconteceria naturalmente, está sendo acelerado. Por isso, Kurz carrega um discurso realista, porém esperançoso, sobre o futuro do local.

                              Não podemos evitar que ela desapareça, mas podemos fazer o melhor para preservar a natureza, caso ela queira voltar em algum momento– diz

                               

                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                               

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                                22/01/2025

                                Os amantes da pesca esportiva têm agora um novo objeto de desejo: a Schaefer V33 Sport Fish. A embarcação é a primeira do estaleiro catarinense Schaefer Yachts voltada para a atividade, e chega como uma complementação da Schaefer V33, um dos grandes sucessos da marca — que, inclusive, se consolidou como a lancha brasileira mais vendida nos Estados Unidos.

                                Já comercializada no Brasil, a nova embarcação de 10,33 metros, lançada no segundo semestre de 2024, promete fazer brilhar os olhos de pescadores do mundo todo. Isso porque o barco vem de um caminho já consolidado, construído tanto pelos mais de 30 anos de mercado da Schaefer, quanto pelo retrocesso da linha V do estaleiro catarinense.

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                A Schaefer V33, que deu início à linha — composta também pela Schaefer V44 — foi a primeira do estaleiro a carregar o estilo walk aroud (expressão que denota embarcações cuja cabine não impede a circulação na proa).

                                 

                                 

                                A característica, somada ao design esportivo e contemporâneo, pensado especialmente para os mercados norte-americano e europeu, fez da lancha a brasileira mais vendida nos EUA — atualmente são mais de 100 dessas nas águas ao redor do globo. Todo esse potencial ganha agora novos horizontes com a Schaefer V33 Sport Fish.

                                 

                                 

                                Schaefer V33 Sport Fish: a primeira lancha de pesca da Schaefer

                                A Schaefer V33 Sport Fish aposta na versatilidade para atender às demandas dos entusiastas da pesca, sem deixar de lado o conforto para os passeios em família — graças às características herdadas da Schaefer V33.

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                Ideal para pescarias em mar aberto, a lancha projetada por Marcio Schaefer conta com bancos retráteis que aumentam o cockpit, caixas para iscas e peixes e inúmeros suportes de varas espalhados pelo barco.


                                Para garantir as saídas, a lancha que navega com dois motores de popa de 300 hp cada leva até 150 litros de água doce e 700 litros de combustível.

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                Até 10 pessoas podem aproveitar todos os recursos da embarcação durante o dia, enquanto duas podem passar a noite no barco com todo conforto e requinte que a V33 já oferecia, ou seja: em uma cabine de 1,90 metro, com banheiro fechado e sofá em V que se converte em cama de casal.

                                 

                                Em vídeo publicado no Instagram da Schaefer dos Estados Unidos é possível conferir a lancha em ação. Confira:

                                 

                                 

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                                  SailGP: venda de ingressos para etapa no Rio abrem nesta quinta-feira (23)

                                  “Fórmula 1” da vela atracará pela primeira vez na América Latina nos dias 3 e 4 de maio; Martine Grael comanda equipe brasileira

                                  Falta pouco para as incônicas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, testemunharem toda a potência dos veleiros supervelozes da SailGP, a principal competição de barco a vela do mundo. A venda de ingressos para a 6ª etapa da competição, que atracará na Cidade Maravilhosa nos dias 3 e 4 de maio, começa nesta quinta-feira (23).

                                  Essa será a primeira vez que a disputa, também conhecida como “Fórmula 1” da vela, atracará na América do Sul. A equipe brasileira, batizada de Mubadala Brazil SailGP Team, é liderada por ninguém menos que a bicampeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir um posto como esse na história da SailGP.

                                  Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                  Os ingressos para a etapa brasileira da SailGP serão comercializados através da plataforma Eventim, com preços que variam de R$ 313 a R$ 940 — e que incluem também opções de pacotes promocionais.


                                  SailGP: a disputa até aqui para a equipe brasileira

                                  A etapa brasileira da SailGP no Rio será a 6ª da temporada 2025, que neste ano passará por cinco continentes. As regatas começaram em Dubai (Emirados Árabes Unidos) — onde a equipe brasileira fez sua estreia — e já passaram também por Auckland, na Nova Zelândia. Antes de chegar ao Brasil, a competição atracará ainda em Sidney (Austrália), Los Angeles e San Francisco (ambos nos Estados Unidos).

                                  Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                  O Brasil, estreante, vem mostrando sua evolução a cada regata disputada. Em Dubai, o time brasileiro terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.

                                   

                                  Em Auckland, por sua vez, a equipe garantiu sua melhor posição em uma regata até então, com um 5º lugar, além de ter registrado a maior velocidade atingida no primeiro dia de regatas, com 87 km/h. No resultado final, o Brasil ficou com a 9ª colocação.

                                   

                                   

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                                  A etapa brasileira da SailGP

                                  Em maio, a SailGP e seus entusiastas conhecerão as belezas do Rio de Janeiro. A Baía de Guanabara, palco também do Rio Boat Show, forma um cenário de tirar o fôlego: tem o Pão de Açúcar — um dos principais cartões postais da cidade — como pano de fundo e fica ainda sob os braços do Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

                                  Sei que sou suspeita ao afirmar que é um dos lugares mais bonitos do planeta, mas não tenho como dizer nada diferente– destacou Martine Grael

                                  A Driver da equipe brasileira ainda ressaltou que é capaz de “deixar rivalidade de lado” e convidar “todos os velejadores que vão correr ao nosso lado a se encantarem também” com as belezas da Cidade Maravilhosa.

                                  Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                  Entre eles estarão as equipes da Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Suíça e Itália — este último também estreante na competição. Todos eles a bordo dos catamarãs F50 (modelo padrão do SailGP), com capacidade de atingir até 100 Km/h.

                                  Para mim, essa etapa vai ter um gosto muito especial de poder mais uma vez representar meu país em casa, desta vez na Baía de Guanabara– enfatizou Martine

                                  Além de Martine Grael como Driver e capitã, a equipe conta ainda com os brasileiros Marco Grael (irmão de Martine), Mateus Isaac e Kahena Kunze (bicampeã olímpica), nas posições de Grinders e de Reserve, respectivamente. Já o neozelandês Andy Maloney ocupa o posto de Flight Controller, enquanto os britânicos Leigh McMillan e Richard Mason atuam como Wing Trimmer e Strategist da equipe.

                                   

                                  A próxima etapa da competição acontecerá em Sidney, na Austrália, nos dias 8 e 9 de fevereiro. Veja abaixo o calendário completo das próximas etapas da SailGP 2025:

                                  • Sidney, Austrália: 8 e 9 de favereiro;
                                  • Los Angeles, EUA: 15 e 16 de março;
                                  • São Francisco, EUA: 22 e 23 de março;
                                  • Rio de Janeiro, Brasil: 3 e 4 de maio;
                                  • Nova York, EUA: 7 e 8 de junho;
                                  • Portsmouth, Inglaterra: 19 e 20 de julho;
                                  • Sassnitz, Alemanha: 16 e 17 de agosto;
                                  • Taranto, Itália: 6 e 7 de setembro;
                                  • Genebra, Suíça: 20 e 21 de setembro;
                                  • Cádiz, Espanha: 4 e 5 de outubro;
                                  • (Cidade Pendente), Oriente Médio: 7 e 8 de novembro;
                                  • Abu Dhabi, Emirados Árabes: 29 e 30 de novembro.

                                   

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                                    Flagra aconteceu numa praia na cidade de Perth, na Austrália; o animal é considerado raro pelas autoridades e sobreviveu

                                    Não é todo dia que um tubarão-bronze (Carcharhinus brachyurus) aparece na praia de Cottesloe, na cidade de Perth, na Austrália. Tão incomum quanto é o animal ser atingido por um arpão em uma de suas aparições. Mas tudo isso aconteceu no início do mês de janeiro, quando o tubarão rompeu uma barreira de proteção e acabou por ficar em uma área reservada aos banhistas.

                                    O animal de quase dois metros foi atingido no dia seguinte após a quebra da barreira, por um morador desconhecido e ainda não identificado. Segundo o veículo local “PerthNow”, o ato criminoso se deu cerca de 20 minutos depois que os banhistas foram instruídos a sair da água, enquanto as autoridades tentavam retirar o tubarão da área.

                                    Tubarão-baleeiro-de-cobre visto por cima. Foto: ABC News (Austrália)/ Reprodução

                                    O flagra foi capturado por um drone, operado pelo salva-vidas local Clifford Ford. De acordo com ele, o animal estava tentando sair da área antes de ser atingido. Com o ferimento causado pelo arpão, porém, o tubarão começou a nadar no meio do recinto em vez de procurar uma escapatória.

                                    De repente, vi um tubarão tentando fugir de algo. Ele começou a se debater freneticamente. Foi bastante chocante, senti pena dele– disse Clifford Ford, ao PerthNow

                                    Apesar de tudo, o tubarão sobreviveu ao ataque e conseguiu sair da área protegida 24 horas depois de ficar preso — embora o autor do crime tenha saído da praia sem ser interrogado, conforme contou Ford ao veículo.

                                    Dois crimes em um

                                    O Departamento de Pesca local iniciou uma investigação à parte após o ataque ao tubarão-bronze. Segundo relatos, o nadador vestia uma roupa de mergulho com uma bandeira camuflada e, de fato, atingiu o animal com um arpão.

                                    Zona de proteção, onde estava o tubarão. Foto: ABC News (Austrália)/ Reprodução

                                    No dia 15 de janeiro, as autoridades afirmaram que o caçador estava infringindo as leis de pesca da Austrália Ocidental, assim como confirmaram que o recinto instalado para manter os tubarões longe dos nadadores faz parte da Área de Proteção do Habitat do Recife de Cottesloe, onde é crime usar um arpão.

                                    Placa de “proibido nadar”, na praia de Perth. Foto: ABC News/ Reprodução

                                    Além disso, o nadador que atingiu o tubarão sequer devia estar na água, pois o alarme foi acionado. O presidente-executivo da cidade de Cottesloe, Matthew Scott, disse que a rede nunca teve uma violação como essa em seus cinco anos de história.

                                    Praia de Perth, na Austrália. Foto: Creative Commons/ Reprodução

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      21/01/2025

                                      Folhear as páginas de uma Revista Náutica é como ancorar os pensamentos em um lugar seguro: você pode ficar em paz e apenas apreciar a brisa que só o universo náutico oferece. Melhor que isso é ainda ter a opção de levá-la para qualquer lugar através do aplicativo de NÁUTICA. Independentemente da escolha, fica a dica: a edição 392 da Revista Náutica é uma boa pedida.

                                      Já disponível nas bancas e para assinantes do aplicativo de NÁUTICA (disponível para download gratuito na App Store e no Google Play), a edição está recheada de boas histórias, curiosidades do setor, suas inovações mais recentes e, claro, os testes de embarcações de grandes estaleiros nacionais.

                                       

                                      Quem assina Náutica ainda pode conferir as novas edições antes mesmo de chegarem às bancas. Para quem não é assinante, há a facilidade de comprar a edição de forma avulsa, diretamente pelo app.

                                      Destaques da edição 392 da Revista Náutica

                                      Nasce a RGS Cruiser

                                      A edição 392 trata de forma simplificada e envolvente a mudança de nome de uma das mais tradicionais classes das competições de vela: a Bico de Proa. Agora batizada de RGS Cruiser, a categoria presente na Copa Mitsubishi de Vela ganhou regras mais robustas, que prometem revolucionar o cenário das disputas.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      Nova estrela da Schaefer

                                      Um dos principais estaleiros do Brasil, a Schaefer Yachts tem um lançamento previsto já para o Rio Boat Show 2025 — que acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Trata-se da nova Schaefer 600, uma espécie de “irmã menor” da Schaefer 660, embarcação já consolidada do estaleiro catarinense.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      São Paulo Boat Show 2024

                                      A edição 392 da Revista Náutica traz todos os detalhes do 27º São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina, que bateu recorde de vendas de barcos em 2024.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      Teste Ventura Orca

                                      O especialista Marcio Dottori testou o primeiro jet elétrico do mundo, o Ventura Orca by Taiga, e traz todos os detalhes dessa embarcação que esbanja tecnologia e adrenalina com emissão zero.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      Teste NX 44 Pininfarina

                                      Fazendo jus à capa da edição 392, Dottori comandou também o teste da estrela da NX Boats: a NX44 Design by Pininfarina. O modelo, que já recebeu até um reconhecimento internacional, tem o projeto assinado por um dos maiores estúdios de design do mundo.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      Solara 500 Fly

                                      Ainda na onda dos testes, a Solara 500 Fly passou pelas mãos de ninguém menos que Guilherme Kodja. Na revista, você confere o que faz deste modelo de 50 pés uma das grandes apostas da Solara.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      9ª edição do Congresso Internacional Náutica

                                      Com palestra do Governador do Paraná, a 9ª edição do Congresso Internacional Náutica discutiu estratégias e soluções para o desenvolvimento sustentável do turismo náutico durante a 27ª edição do São Paulo Boat Show.

                                      Foto: Revista Náutica

                                      Isso e muito mais você confere na edição 392 da Revista Náutica, a mais importante publicação náutica do Brasil. Confira todos os planos de assinatura da Náutica.

                                       

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                                        Segundo jornal italiano, embarcação de 33 m do estaleiro Mangusta havia sido encomendada há 2 anos pelo piloto

                                        O piloto de Fórmula 1 Max Verstappen vai começar o ano de 2025 de barco novo. Trata-se de um iate de 33,3 metros, do estaleiro italiano Mangusta, avaliado em cerca de US$ 12,3 milhões (mais de R$ 74 milhões, na conversão de janeiro de 2025). Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, que compartilhou a informação, o piloto havia encomendado o modelo há dois anos.

                                        Ainda segundo o veículo, Verstappen recebeu o iate na região de Viareggio — onde o estaleiro está localizado — junto de um forte esquema de segurança. Quem também o acompanhou foi sua namorada, Kelly Piquet, filha do ex-piloto brasileiro de F1 Nelson Piquet.

                                        Kelly Piquet atualmente espera um filho do tetracampeão de F1. Foto: Instagram @maxverstappen1 / Reprodução

                                        A embarcação escolhida pelo piloto foi uma Mangusta GranSport 33. Para os amantes das pistas, o nome é uma possível referência ao número 33, utilizado pelo holandês na F1 até a conquista do primeiro título mundial, em 2021 — quando pôde usar o número 1 em seu carro.


                                        Como é o iate de Verstappen

                                        Batizado por Verstappen de “Unleash the Lion” (Liberte o Leão, em inglês) — marca já ligada a ele nas pistas — , o iate de 33,3 metros, como o nome sugere, possui um perfil esportivo.

                                        Sendo assim, equipado com quatro motores Volvo Penta D13, o iate de Verstappen chega a 25 nós (46,6 km/h) na velocidade máxima com metade da sua capacidade de carga, ao passo que alcança 21 nós (38,89 km/h) na mesma configuração em velocidade de cruzeiro, cumprindo 300 milhas náuticas (555,6 km) de alcance.

                                        Foto: Mangusta / Divulgação

                                        Quanto às comodidades, chama atenção a piscina de borda infinita na proa. O espaço é ideal para o relaxamento dos hóspedes, que podem aproveitar também para curtir um banho de sol nas espreguiçadeiras ou ainda num amplo sofá.

                                        Foto: Mangusta / Divulgação
                                        Foto: Mangusta / Divulgação
                                        Foto: Mangusta / Divulgação

                                        Na popa, uma plataforma se estende e leva quem estiver a bordo para perto da água — o famoso beach club. Por lá, uma garagem garante o espaço para acomodar um bote de 5,65 m, dois esquis aquáticos e outros brinquedos aquáticos de luxo.

                                        Foto: Mangusta / Divulgação

                                        Quando a ideia for apreciar uma boa refeição no iate, o salão do convés principal é a pedida ideal. O espaço é iluminado por uma luz natural que passa através das superfícies de vidro do teto, duas das quais podem ser abertas para oferecer ventilação natural e vistas deslumbrantes do mar.

                                        Foto: Mangusta / Divulgação

                                        Até 12 pessoas podem desfrutar das comodidades da embarcação, dispostas em cinco cabines. A tripulação, de cinco pessoas, se divide em três.

                                        Foto: Mangusta / Divulgação

                                        Por enquanto, ainda não se sabe se o iate de Verstappen permanecerá atracado em Viareggio ou se o piloto o levará para Mônaco, onde mora. Há ainda a possibilidade de que o barco ancore em alguma marina na Holanda.

                                         

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                                          Megaiate grego O’Madeleine tem deque com cinema e beach club com spa

                                          Projeto da Golden Yachts aposta em áreas de bem-estar dos hóspedes para conquistar o mercado

                                          Com clientes cada vez mais exigentes e tecnologias que não param de avançar, os estaleiros têm buscado por diferenciais — discretos ou megalomaníacos — para atrair o mercado. Para o megaiate grego O’Madeleine, da Golden Yachts, a aposta foi em comodidades que promovam o bem-estar dos hóspedes, dispostas, principalmente, no beach club e em um dos deques.

                                          O megaiate de 60 metros (197 pés), por enquanto, é apenas um projeto, que teve imagens 3D reveladas pelo estaleiro de Atenas, na Grécia. A ideia é que a embarcação, parte da renomada série GY60 da marca, seja entregue por volta de junho de 2025.

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          Construído em aço e alumínio, o megaiate grego carrega por fora uma silhueta atemporal, com linhas horizontais e grandes janelas longitudinais, que passam a sensação de que o barco é ainda mais longo. O design foi pensado em colaboração com os estúdios Massari e Vafiadis, já parceiros de longa data da Golden Yachts.

                                           

                                          Com 60 metros de comprimento e 11 metros de boca (largura), não é difícil imaginar que são muitas as áreas de lazer disponíveis a bordo. Os espaços de entretenimento e socialização estão espalhados por todo o barco, principalmente por conta do formato em cascata dos deques traseiros.

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          O grande diferencial, porém, está no mais alto dos deques dianteiros, onde o estaleiro preparou um verdadeiro oásis aos hóspedes. Isso porque o espaço conta com nada menos que uma jacuzzi personalizada com vista panorâmica, uma academia com banheiro privativo, um lounge, espreguiçadeiras e um cinema ao ar livre, com direito a projetor.

                                           

                                          A área foi ainda pensada com portas niveladas, para que o fluxo interno-externo de pessoas seja feito em segurança, com conforto e sem preocupações.

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          Outro destaque é do megaiate grego é o beach club, que promete ser um ponto forte de entretenimento a bordo. A área, já conhecida por deixar os hóspedes mais perto do mar e em contato direto com a natureza, traz ainda um spa com bar, um lounge e até uma sauna — além, claro, do espaço de armazenamento para brinquedos aquáticos adicionais.

                                           

                                          Falando em espaço, o convés dianteiro é grande o suficiente para acomodar dois botes, de 23 pés e 18,3 pés.


                                          O interior do megaiate grego O’Madeleine

                                          Grande e luxuoso, o interior do O’Madeleine segue um caminho de elegância e sofisticação aliados ao conforto e ao aconchego. Isso porque o megaiate grego carrega, por dentro, cores neutras e móveis orgânicos, com cantos arredondados, ao passo que a iluminação quase sempre é feita com luzes amarelas.

                                           

                                          O objetivo, segundo o estaleiro, era criar um ambiente onde os hóspedes pudessem se sentir confortáveis ​​por longos períodos.

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          O megaiate grego comporta até doze pessoas, em sete camarotes — sendo que quatro cabines estão no convés inferior e o restante no convés superior. O proprietário do O’Madeleine, por sua vez, poderá desfrutar de uma generosa suíte master no convés principal, equipada com closet e detalhes em mármore.

                                           

                                          O iate também pode acomodar uma tripulação de 15 pessoas, embora o layout das acomodações não tenha sido revelado.

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          Em termos de propulsão, a Golden Yachts equipará o megaiate O’Madeleine com dois motores Caterpillar de 2.549 hp, que o impulsionarão a uma velocidade máxima de 18 nós (33 km/h) e uma velocidade de cruzeiro de 16 nós (29 km/h).

                                          Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                                          A Golden Yachts atua no setor de construção de iates desde 1996, e conquistou renome por criar verdadeiras maravilhas marítimas, como o Projeto X (287 pés) e o O’Ptasia (278 pés). Tratam-se de embarcações que se destacam por suas linhas sofisticadas, interiores amplos e comodidades de ponta.

                                          Projeto X. Foto: Golden Yachts / Reprodução
                                          O’Ptasia. Foto: Golden Yachts / Reprodução

                                           

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                                            20/01/2025

                                            Imagine navegar pelo mundo, explorando diferentes culturas, paisagens e desafios. Parece um sonho distante? Não para milhares de pessoas que, neste exato momento, estão cruzando oceanos a bordo de seus veleiros. O conceito de circum-navegação — dar a volta ao mundo navegando — é mais do que um desafio; é um estilo de vida e uma forma de turismo em crescimento.

                                            Famílias, amigos, casais e até velejadores solitários escolhem essa jornada, que combina a emoção da aventura com a imersão cultural. Esses viajantes fazem paradas estratégicas para reabastecer suas embarcações, realizar manutenções e, claro, conhecer profundamente os locais por onde passam.

                                            Foto: nblxer/ Envato

                                            Trata-se de um perfil de turista que valoriza experiências autênticas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades que visitam. Logo, o turismo náutico é fomentado — embora precise de mais oportunidades.

                                            A costa brasileira: potencial e obstáculos

                                            Com 8.500 quilômetros de litoral, o Brasil tem um imenso potencial para atrair navegadores do mundo todo. No entanto, algumas barreiras dificultam a plena realização desse potencial.

                                            Rio de Janeiro. Foto: YuriArcursPeopleimages/ Reprodução

                                            Por exemplo, enquanto muitos países oferecem estadias prolongadas para turistas náuticos, o Brasil limita o visto a 90 dias, insuficientes para quem percorre distâncias no ritmo de um veleiro. Uma extensão para 270 dias seria mais compatível com o tempo necessário para explorar nossa costa.

                                            Além disso, a infraestrutura náutica do Brasil ainda precisa avançar. Marinas públicas — verdadeiros “hotéis para barcos” com segurança, água doce e energia elétrica — são raras.

                                            Marina Itajaí, durante o Marina Itajaí Boat Show. Foto: Revista Náutica

                                            A ausência de locais adequados para pernoite segura muitas vezes força os navegadores a ancorar em condições precárias ou a buscar alternativas em outros países.

                                             

                                            A burocracia também é um desafio. Para entrar no Brasil por mar, é necessário passar por três órgãos distintos — Marinha, Polícia Federal e Receita Federal — cada um com processos próprios.

                                            Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                            Embora iniciativas como o SAC Náutico de Salvador, que unifica esses serviços em um único ponto, representem avanços importantes, o país ainda carece de oportunidades e soluções integradas e acessíveis a favor do turismo náutico, incluindo atendimento em línguas estrangeiras.

                                            Exemplos inspiradores e ações necessárias

                                            Histórias como a de um casal de franceses que, após velejarem pelo Brasil, retornaram em um cruzeiro e, em uma terceira visita, decidiram explorar todo o litoral, mostram o encanto que nossa costa exerce sobre quem a conhece.

                                            Rio de Janeiro. Foto: Edovideo/ Reprodução

                                            Entretanto, para transformar visitantes ocasionais em embaixadores de nosso turismo náutico é preciso investir em políticas e oportunidades que facilitem a chegada, permanência e circulação desses viajantes. Isso inclui:

                                            • Revisão das políticas de visto: ampliar a permanência permitida para velejadores;
                                            • Investimento em infraestrutura: construir e modernizar marinas públicas e privadas;
                                            • Simplificação de processos: expandir o modelo do SAC Náutico para outros portos e capacitar servidores em idiomas estrangeiros;
                                            • Promoção internacional: posicionar o Brasil como destino de excelência para o turismo náutico.

                                            Oportunidade no turismo náutico para o futuro

                                            O turismo náutico não é apenas uma oportunidade econômica, mas também uma possibilidade e meio de promover a cultura e a beleza do Brasil de forma sustentável.

                                             

                                            Enquanto outros países já reconhecem o valor desses “turistas qualificados”, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar um destino competitivo.

                                            Baía de Antonina, litoral do estado do Paraná. Foto: msandrioli/ Envato

                                            Facilitar a chegada de velejadores é, acima de tudo, abrir as portas para que o mundo descubra o que o Brasil tem de melhor. Nossa costa já encanta — o desafio agora é garantir que todos queiram (e consigam) voltar.

                                             

                                            Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                             

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                                              No último final de semana (18 e 19 de janeiro), o Mubadala Brazil SailGP Team garantiu sua melhor posição até agora em uma regata da SailGP, com um 5º lugar no segundo dia das regatas disputadas em Auckland, na Nova Zelândia, pela 2ª etapa da competição. Sobre os comandos da campeã olímpica Martine Grael, a equipe ainda registrou a maior velocidade atingida no primeiro dia de regatas, com 87 km/h.

                                              A equipe finalizou as quatro regatas de sábado em 10°, 9°, 8° e 11° lugares. Já no domingo, o time começou com uma sétima colocação na quinta corrida da etapa, ficando à frente de grandes nomes da competição, como Dinamarca e Estados Unidos.

                                              Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                              O melhor resultado veio mesmo na sexta corrida, quando o Mubadala garantiu o quinto lugar ao ultrapassar as equipes de Canadá, Suíça e Estados Unidos, além de Itália e Alemanha, e terminar à frente da potência Nova Zelândia, sexta colocada.

                                              Nosso desempenho nas águas neste fim de semana mostra a evolução do nosso trabalho enquanto time– declarou Martine Grael

                                              Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                              A bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição — ainda ressaltou que o time está “mais unido e em maior sintonia a bordo, o que sem dúvida impacta diretamente na performance”.

                                              O trabalho em equipe não tem outra forma de funcionar: quanto mais convivemos e velejamos lado a lado, melhor funcionamos em conjunto– completou

                                              Martine Grael é bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira na SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                              Dos 12 times que participam da atual temporada do SailGP, 11 velejaram neste fim de semana — a equipe da França ficou de fora devido a um problema na vela-asa da embarcação.


                                              No ranking final, a equipe brasileira assumiu o 9º lugar. Para Andy Maloney, atleta neozelandês e Flight Controller da equipe brasileira — que até a temporada passada fazia parte do time do seu país — , contar com o carinho do público foi uma agradável surpresa.

                                              Foi muito bom velejar em casa e seguir fazendo parte do espetáculo que o SailGP proporciona, ainda que em um time diferente neste ano– afirmou o velejador

                                              “Pude sentir que não só eu, mas o Mubadala Brazil SailGP Team como um todo foi bem recepcionado pelo público, o que é bastante inspirador. Quem ganha é o esporte”, completou Maloney. A próxima etapa do SailGP vai acontecer na cidade de Sidney, na Austrália, nos dias 8 e 9 de fevereiro.

                                              Resultado final da 2ª etapa da SailGP

                                              1º – Austrália

                                              2º – Espanha

                                              3º – Grã Bretanha

                                              4º – Nova Zelândia

                                              5º – Dinamarca

                                              6º – Itália

                                              7º – Suíça

                                              8º – Alemanha

                                              9º – Brasil

                                              10º – Canadá

                                              11º – Estados Unidos

                                               

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                                                O estaleiro pernambucano NX Boats conquistou o Prêmio Good Design Awards 2024 com a lancha NX44 Design by Pininfarina. A marca faturou a premiação — considerada uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design — na categoria Transportation.

                                                Este prêmio reforça o compromisso da NX Boats em redefinir o conceito de sofisticação e performance no mercado náutico– destacou comenta Jonas Moura, CEO do estaleiro

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                O Prêmio Good Design Awards homenageia conquistas anuais dos melhores designs industriais, gráficos e fabricantes do mundo todo. Foi criado em Chicago ainda em 1950, por Edgar Kaufmann Jr., antigo curador do Museum of Modern Art (MoMA), juntamente com outros pioneiros do design moderno, como Charles e Ray Eames, Russel Wright, George Nelson e Eero Saarinen,

                                                 

                                                O feito chega pouco depois do estaleiro celebrar sua primeira década de atuação. A comemoração aconteceu no NX Summer Day, em novembro de 2024, ao lado de mais de 850 clientes e parceiros do estaleiro na Praia dos Carneiros (PE).

                                                Os sócios da NX Boats Jonas Moura, Elisabeth Moura e Augusto Lima. Foto: Arquivo Interno / NX Boats

                                                Por lá a marca comemorou números expressivos alcançados no período, como os 11 modelos de barcos desenvolvidos, mais de 2 mil embarcações na água e um parque fabril com uma área de 60 mil m² — o maior do Brasil. Na ocasião, Jonas Moura ainda revelou uma meta ousada para os próximos 10 anos: entrar para o top cinco do mundo.


                                                A NX 44 Design by Pininfarina

                                                Pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac, a NX 44 Design by Pininfarina une design e funcionalidade em seus 13,77 metros.

                                                 

                                                 

                                                O modelo traz integração entre popa e proa, além de um aproveitamento completo da boca de 3,86 metros. Com solário espaçoso, a lancha ainda é capaz de levar 22 pessoas em passeios diurnos e acomodar até cinco no pernoite, graças ao sofá e às duas suítes com pé-direito de até 1,95 metro. Ambos os banheiros contam com box fechado.

                                                É um barco que entrega, além de todo o design e esportividade, muito conforto a bordo. Usamos todas as tecnologias do que há de mais moderno no mundo– contou Jonas Moura à NÁUTICA durante o Rio Boat Show 2024

                                                 

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                                                  Obra da italiana Tankoa Yachts foi elaborada a partir de pedidos exclusivos de um cliente já experiente; confira o resultado

                                                  O estaleiro italiano Tankoa Yachts recebeu o pedido de um cliente já experiente. Dentre seus desejos estavam: uma embarcação para cruzeiros de longo alcance, com estilo que refletisse sua personalidade e atendesse às suas necessidades. Nasceu, então, o Diamond Binta, um superiate de 50 metros (190 pés) que mais parece um oásis de conforto e luxo.

                                                  O Diamond Binta fez sua estreia mundial no Monaco Yacht Show, em setembro de 2024. Trata-se da primeira unidade da série T580 do estaleiro baseado em Gênova — e, ao que depender de todo seu charme, a primeira de muitas.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Este iate é uma celebração da nossa capacidade de misturar engenharia e artesanato, transformando os sonhos de um proprietário em realidade, muitas vezes excedendo suas expectativas– Vincenzo Poerio, CEO da Tankoa Yachts

                                                  Diamond Binta: um “explorador mundial”

                                                  Tido pela Tankoa como um “explorador mundial”, o Diamond Binta foi construído em aço e alumínio, o que confere a ele um perfil capaz de unir elegância e esportividade com maestria. Os responsáveis por essa combinação foram os estúdios de design Francesco Paszkowski Design e Studio Francesco Rogantin.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  De fora, o que se vê é uma estrutura imponente, com linhas horizontais envidraçadas que prometem encher o interior da embarcação de luz natural. Não é preciso embarcar para notar, também, que são muitos os espaços de lazer.

                                                   

                                                  Na popa, o amplo beach club aproxima os hóspedes da água ao passo que se conecta a uma área de relaxamento. Por lá, o espaço é iluminado naturalmente por paredes de vidro e uma claraboia, proveniente do deque principal. Estão dispostos ainda confortáveis assentos, uma sala de spa envidraçada e o principal: terraços laterais dobráveis.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Os terraços ampliam a área útil do barco e são um convite aos hóspedes para explorar novas formas de curtir o dia em alto-mar. Por ali, é possível aproveitar um banho de sol, relaxar lendo um bom livro e até se dedicar a um momento de contemplação numa prática de yoga.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Para os que não deixam a rotina de lado mesmo a bordo de um superiate, uma academia fechada garante o “tá pago” na seção central do Diamond Binta. Durante o cárdio, a tela do celular dá lugar à vista panorâmica do mar ao redor.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  O hóspede que resolver treinar ainda pode escolher: a brisa que invade a academia através das portas de vidro dianteiras e traseiras, quando abertas, ou o ambiente climatizado disponível quando ambas estão fechadas.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Na proa, um heliporto touch-and-go é capaz de receber um luxuoso Airbus ACH160. O flydeck, logo atrás — além de ser o camarote para apreciação das atividades da aeronave — , dispõe de uma piscina de vidro com borda infinita, uma espaçosa área de estar, um bar e uma área de jantar ao ar livre.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Um interior de tirar o fôlego

                                                  Se por fora o Diamond Binta impressiona, por dentro, não é diferente. Pensado em conjunto por Francesco Paszkowski e Margherita Casprini, o espaço carrega características contemporâneas, com uma paleta de cores neutras e acabamentos brilhantes. O uso de materiais nobres como carvalho, couro, mármore, metal e vidro, conferem ao superiate uma atmosfera serena, elegante e, claro, luxuosa.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Colocamos ênfase particular na interação entre formas arquitetônicas, o uso extensivo de madeira e uma paleta de cores neutras, com o objetivo de criar espaços harmoniosos com apelo atemporal– explica Paszkowski

                                                  Ao todo, a embarcação acomoda até 12 hóspedes, dispostos em seis camarotes — incluindo duas cabines VIP. O proprietário, por sua vez, dispõe de uma suíte master na proa do convés principal, equipada com área de estar, escritório e um terraço dobrável particular.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  Um corredor central no convés inferior cumpre o papel de integrar os hóspedes tanto ao barco, quanto à atmosfera em alto-mar. É ele o responsável por conectar o beach club às cabines. Tudo isso enquanto ilumina o barco através de suas amplas janelas panorâmicas.

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                  O Diamond Binta navega com um par de motores CAT, que permitem atingir uma velocidade máxima de 17 nós e uma velocidade de cruzeiro de 15 nós. A potência ainda é suficiente para levar a bordo um tender de nove metros (29,5 pés) e um RIB de sete metros (23 pés). Confira mais fotos:

                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                                                  Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                                                   

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                                                    19/01/2025

                                                    Ao longo dos anos, o Banco de Arguim, na costa da Mauritânia, foi colecionando os mais belos títulos: sítio Ramsar, em 1982; Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1989; e Dádiva à Terra pela WWF, em 2000. Apesar disso, muitos ainda o desconhecem.

                                                    O local, a noroeste da África, é uma das áreas mais importantes do Oceano Atlântico em termos ecológicos. Suas águas, que raramente ultrapassam os 10 metros de profundidade, abrigam uma ampla biodiversidade marinha logo ao lado das remotas condições do deserto, já que está situado na zona de transição entre o Saara e o oceano.

                                                    Foto: União Europeia / Copernicus Sentinel-2 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                    Esse clima singular, diferentemente do que se possa imaginar, faz do Banco de Arguim um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo, com áreas de reprodução e alimentação para, principalmente, espécies de aves migratórias — do norte da Europa, Sibéria e Groenlândia, incluindo flamingos, maçaricos-de-bico-largo, pelicanos e andorinhas-do-mar — e animais marinhos.

                                                    Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                    Em suas águas vivem peixes, tartarugas e até mamíferos, como os golfinhos, além de recifes de coral únicos e bancos de algas marinhas, cruciais para a saúde do oceano e para espécies comerciais de peixes. Trata-se, também, de um refúgio para espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi.


                                                    As condições climáticas particulares ainda permitem uma mistura contínua de águas frias e ricas em nutrientes, facilitando a proliferação persistente de fitoplâncton — responsáveis por uma série de funções vitais no ecossistema aquático — ao longo do ano.

                                                    Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                    O Banco de Arguim é uma área protegida. Apesar disso, uma comunidade vive por lá: os imraguen — uma palavra berbere que significa “pescador”. Fazendo jus ao significado de seu nome, os imraguen praticam a pesca sustentável e têm uma relação íntima com o ecossistema, que carrega regras rígidas para limitar a pesca industrial, o turismo e outras atividades que possam o impactar negativamente.

                                                     

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                                                      Estrutura feita originalmente para equipar um navio HMS Destroyer ainda fica próxima a ponto marcante da franquia de Harry Potter

                                                      18/01/2025

                                                      Quando se pensa em um destino para relaxar são muitas as opções que vêm à mente: praias, refúgios no campo, nas montanhas. Mas no País de Gales, no Reino Unido, uma outra opção, bastante fora do comum, também tem atraído olhares. Trata-se de um submarino convertido em uma estadia completa, fora d’água.

                                                      A estadia no submarino fica na área do Apple Camping, um espaço repleto de hospedagens inusitadas.

                                                       

                                                      Originalmente feito para equipar o o HMS Destroyer, um navio de guerra da Marinha Britânica, o submarino U-96 Sonar agora serve como uma espécie de “Airbnb”.

                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação

                                                      A Apple Camping, empresa que administra unidades curiosas, frisa que quis manter a essência histórica da embarcação, “ao mesmo tempo em que fornece todas as comodidades para uma estadia confortável”.

                                                       

                                                      Por lá estão um sofá-cama triangular — que se converte em mesa de jantar — , uma cozinha equipada com geladeira, torradeira, chaleira e fogão de indução e até um banheiro privativo, tido como um dos pontos altos do submarino por suas características originalmente náuticas.

                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação

                                                      Os ambientes são organizados de forma compacta, para que o espaço seja o mais bem aproveitado possível. Duas pessoas podem dormir na cama, além de outras duas em um sofá cada. O acesso a tudo isso é feito por uma escada em espiral.

                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação

                                                      Do lado de fora, os hóspedes podem relaxar e curtir um momento de refeição ao ar livre, já que dispõem de mesa com cadeiras para até quatro pessoas e uma espécie de churrasqueira, que traz a frase “depth charge” (em português, “carga de profundidade”, um tipo de arma usada para atacar submarinos).

                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação

                                                      As estadias no submarino saem a partir de 149 libras por noite (cerca de R$ 1,1 mil na conversão de janeiro de 2025), ou ainda 199 libras (aproximadamente R$ 1,4 mil) se a ideia for passar apenas uma noite.


                                                      Para os amantes de Harry Potter, a escolha pelo U-96 Sonar como destino de férias é ainda a chance de ficar pertinho de um local marcante para a franquia.

                                                       

                                                      Isso porque o túmulo de Dobby, o simpático elfo que vira amigo do protagonista do filme, fica a apenas 25 minutos de carro dali, na praia Freshwater West. Nos arredores ainda estão o Tenby Castle — um castelo histórico do século 12 –, o parque Folly Farm e belas praias.

                                                      Praia de Freshwater West. Foto: Mario Sánchez Prada / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                      Além do U-96 Sonar, turistas e moradores locais encontram no Apple Camping outras opções de estadias incomuns, como um jato da década de 70, uma espécie de OVNI, um iglu e até um Airbus Etihad A320.

                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação
                                                      Foto: Apple Camping / Divulgação

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Azov Yachts anuncia nova loja no Novotel Marina, no Recife

                                                        Prevista para fevereiro, unidade estará às margens do Rio Capibaribe, em complexo com marina de classe internacional

                                                        17/01/2025

                                                        A Azov Yachts deu mais um grande passo para alavancar sua marca: o estaleiro vai inaugurar uma nova loja no Recife, no Novotel Marina, sofisticado complexo lançado em 2024. De acordo com a  Azov, a abertura da nova unidade será em breve, no mês de fevereiro.

                                                        Localizado às margens do Rio Capibaribe, curso d’água que corta a capital pernambucana, o luxuoso complexo possui uma marina de classe internacional, com capacidade para abrigar mais de 200 embarcações. Além disso, conta com três restaurantes e centro de convenções.

                                                        Foto: Azov/ Divulgação

                                                        Com a nova loja da Azov Yachts no Recife, o estaleiro firma sua expansão pelo Nordeste brasileiro — já constatada na participação da marca no 1º Salvador Boat Show.

                                                         

                                                        Para a Azov, a chegada de sua loja oficial ao Novotel Marina “representa uma oportunidade  imperdível” para os visitantes do hotel, que poderão conhecer de perto os barcos da marca.

                                                        No local, a Azov Yachts promete um espaço dedicado à apresentação de suas inovações e um atendimento personalizado tanto para potenciais compradores quanto para os já integrantes da “família Azov”, como o estaleiro carinhosamente chama seus clientes.

                                                        Novotel Marina. Foto: Divulgação

                                                        O Novotel Marina é um hotel conceitual que se destaca não apenas pela sua arquitetura arrojada e inovadora, mas também pela beleza de suas instalações. Conta também com outras lojas de produtos e serviços náuticos, além de uma estrutura flutuante que garante o acesso às embarcações mesmo durante a maré alta.

                                                         

                                                        Segundo a Azov, a abertura da nova loja reafirma o compromisso da marca em “proporcionar experiências excepcionais no mundo náutico, unindo qualidade, inovação e um atendimento personalizado”. Para eles, a novidade também fortalece a cultura náutica na região, “atraindo novos clientes e entusiastas do mar“.

                                                         

                                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                         

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                                                          Brasil tem defasagem de vagas para barcos em marinas, impactando turismo e empregos

                                                          O setor náutico brasileiro possui uma grande cadeia produtiva, que engloba desde a indústria de embarcações até serviços de manutenção, apoio de profissionais de marinaria, condutores e uma série de serviços complementares. Essa diversidade caracteriza um setor econômico múltiplo, que impacta diretamente o turismo e a geração de empregos.

                                                          De acordo com estudo encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo em 2017, por meio do Fórum Náutico Paulista, estima-se que cada embarcação ativa nas águas gera, em média, oito empregos diretos e indiretos — dado que reforça o papel do setor náutico como impulsionador de atividades econômicas no país.

                                                           

                                                          Contudo, o estudo também aponta para uma defasagem crítica no número de vagas disponíveis para embarcações em marinas e garagens náuticas, o que gera um aumento nos custos de manutenção para proprietários de embarcações.

                                                          Foto: CreativeNature_nl / Envato

                                                          Estrutura e diferenciação das vagas náuticas

                                                          Antes de mais nada, é fundamental entender as distinções entre os tipos de espaços oferecidos pelo setor náutico para a guarda e apoio de embarcações.

                                                          Garagens náuticas

                                                          As garagens náuticas são áreas dedicadas exclusivamente à guarda de embarcações em seco.

                                                          Marinas

                                                          Marinas oferecem, além de guarda em seco, vagas molhadas e uma gama de serviços de apoio, que podem incluir abastecimento de combustível, restaurantes e conveniências.

                                                          Clubes náuticos

                                                          Já quando destinadas a um público específico e operadas sob modelo de associação, essas marinas configuram-se como clubes náuticos.

                                                          Foto: Marisap7 / Envato

                                                          Marinas públicas

                                                          Marinas abertas ao público em geral e que oferecem serviços avulsos, como pernoite, são denominadas “marinas públicas”. Apesar de seu nome, o termo “marina pública” não implica gratuidade, mas refere-se à acessibilidade a qualquer usuário, em contraste com os clubes restritos.

                                                           

                                                          No Brasil, o conceito de marina pública ainda é pouco compreendido pelo público leigo, que muitas vezes interpreta erroneamente o termo como sinônimo de acesso gratuito. Na realidade, marinas públicas funcionam de modo semelhante a hotéis para embarcações, sendo de suma importância para o turismo náutico.

                                                           

                                                          As marinas públicas permitem que pessoas viajando em suas próprias embarcações, em barcos alugados ou em excursões turísticas, possam navegar entre destinos utilizando os serviços oferecidos ao longo do trajeto, fomentando a economia e promovendo a interligação de destinos turísticos.


                                                          Desafios para desenvolvimento de estruturas náuticas

                                                          A construção de marinas e garagens náuticas no Brasil enfrenta uma série de desafios, que variam desde questões legais até obstáculos econômicos e ambientais. Primeiramente, todas as áreas situadas à beira d’água são de propriedade da União e são concedidas para uso particular mediante o pagamento de laudêmio.

                                                           

                                                          Essa regulamentação gera insegurança jurídica para os investidores, uma vez que, mesmo adquirindo o terreno, eles nunca se tornam proprietários definitivos, limitando o potencial de investimentos de longo prazo no setor.

                                                          Foto: Photology75 / Envato

                                                          Outro desafio significativo são as exigências ambientais. No Estado de São Paulo, por exemplo, as leis ambientais impõem requisitos de licenciamento para marinas equivalentes aos exigidos para portos, tornando o processo complexo e custoso.

                                                           

                                                          Esse cenário é ainda agravado pela falta de clareza nos critérios e pela constante atualização das resoluções, que introduzem novos requisitos sem um marco legal estável.

                                                           

                                                          Por fim, o alto valor de mercado dos terrenos à beira-mar, rios, lagos e represas, torna mais atrativo para investidores lotear as áreas, ao invés de empreender no setor náutico — devido aos custos iniciais e à complexidade de obter licenciamentos e concessões.

                                                          Concessões como alternativa para a expansão do turismo náutico

                                                          Diante dos desafios apresentados, uma das alternativas propostas para o desenvolvimento do setor é a implementação de concessões públicas para marinas e garagens náuticas.

                                                          Foto: Nicgorski / Envato

                                                          As concessões possibilitam que o setor privado invista em infraestrutura de apoio ao turismo náutico, enquanto o poder público se beneficia do pagamento pela concessão do espaço e do impulso econômico gerado pelas atividades relacionadas.

                                                           

                                                          Uma parceria público-privada (PPP) nesse setor pode seguir modelos diversos:

                                                          Concessão simples

                                                          No caso de uma concessão simples, o concessionário seria remunerado pela atividade gerada no espaço concedido, e a arrecadação pública poderia ser destinada a fundos de turismo ou meio ambiente.

                                                          Concessão patrocinada

                                                          Em cenários que demandem investimentos adicionais para atender, por exemplo, comunidades de pescadores locais, pode-se considerar uma PPP em concessão patrocinada, onde o poder público poderia subsidiar parte dos custos operacionais, viabilizando o equilíbrio financeiro da concessão e ampliando o acesso ao serviço.

                                                          Foto: Nadtochii / Envato

                                                          Planejamento integrado para áreas navegáveis

                                                          Para uma gestão territorial mais eficiente, o ideal seria que as áreas navegáveis, tanto de águas doces quanto salgadas, fossem planejadas com uma rede de infraestrutura mínima.

                                                          Um exemplo seria estabelecer uma marina pública a cada 100 km de área navegável, com infraestrutura básica, como abastecimento e serviços de apoio ao turismo náutico.

                                                          Esse planejamento integrado permitiria que municípios cadastrassem suas áreas disponíveis para concessão, facilitando o licenciamento e promovendo o desenvolvimento regional em torno do setor náutico.

                                                           

                                                          Em conclusão, a estruturação de uma rede de marinas públicas em áreas estratégicas do território nacional promoveria o desenvolvimento sustentável do turismo náutico, favorecendo a economia local e a integração de destinos turísticos.

                                                           

                                                          A concessão de áreas públicas, por meio de modelos simplificados ou de PPPs, emerge como uma solução viável para o crescimento desse setor, garantindo geração de empregos, incentivo ao turismo e preservação ambiental, ao mesmo tempo que fortalece a cadeia produtiva e amplia a competitividade do setor náutico no Brasil.

                                                           

                                                          Referências:

                                                          • BRASIL. Fórum Náutico Paulista. Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. 2017;
                                                          • COSTA e SILVA, M. A cadeia produtiva do setor náutico no Brasil. Revista do Setor Náutico, São Paulo, 2017;
                                                          • FERNANDEZ, T. O desenvolvimento do turismo náutico e os desafios das concessões no Brasil. Revista de Políticas Públicas e Turismo, 2017;
                                                          • SILVA, J.; OLIVEIRA, P. O impacto das concessões para o desenvolvimento do turismo náutico. Revista Brasileira de Estudos do Turismo, 2018.

                                                           

                                                          Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                                           

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                                                            Um vídeo gravado durante uma expedição na Austrália Ocidental, contudo, pode ter lançado luz sobre o assunto. O Recife de Ningaloo foi o palco para as investidas de um tubarão-baleia macho a uma fêmea da espécie, através de “mordidinhas”.

                                                             

                                                            Pode parecer simples, mas o gesto, que foi acompanhado de perto por uma equipe de pesquisa, é fundamental para entender as “técnicas de cortejo” da espécie — classificada como ameaçada de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2016.

                                                             

                                                             

                                                            Além da classificação, a população atual dos tubarões-baleia é majoritariamente formada por machos juvenis. Essa situação faz com que o “conhecimento sobre tubarões-baleia adultos, particularmente sua ecologia reprodutiva e comportamental, sejam derivados apenas de observações casuais”, como explicaram os biólogos em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science.

                                                            Foto: Christine Barry Research / Reprodução

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                                                            Embora esses peixes sejam geralmente encontrados nas águas costeiras de áreas quentes e tropicais ao redor de todo o mundo, os relatos de encontros entre eles se resumem a apenas dois locais na natureza: as águas ao redor das Ilhas Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, e no próprio Recife de Ningaloo, onde o vídeo foi gravado.

                                                             

                                                            Em Santa Helena, os encontros entre machos e fêmeas foram relatados por pescadores locais. Segundo eles, os machos seguiam as fêmeas e pareciam “cutucar” sua nadadeira caudal, de forma a se posicionar com os lados ventrais para cima, abaixo das fêmeas — provavelmente para introduzir seus clásperes (órgãos copuladores).

                                                            Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                                            Já em Ningaloo, o primeiro avistamento aconteceu em 2019, feito por uma piloto de um pequeno avião que fazia observação aérea para cientistas de um navio de pesquisa. Ela conta que um macho adulto se aproximou de uma fêmea, menor, que o evitou e fugiu.

                                                             

                                                            O encontro mais recente aconteceu em maio de 2024, graças a um piloto que convocou cientistas para observarem uma fêmea de 7 metros de comprimento, localizada por ele mesmo. Na ocasião, um macho de 8,5 metros começou a segui-la até morder sua nadadeira caudal, como em Santa Helena.


                                                            Como resposta, a fêmea girou rapidamente com as nadadeiras peitorais apontando para baixo. Após uma breve pausa, ela virou-se e desceu depressa para a profundidade, seguida pelo macho — e ambos sumiram de vista.

                                                            O que esses comportamentos dizem aos pesquisadores

                                                            Cientistas sugerem que o acasalamento de tubarões-baleia pode ocorrer em águas profundas, fora do alcance dos pesquisadores, como aconteceu no relato mais recente.

                                                             

                                                            No entanto, a resistência da fêmea à abordagem violenta do macho indica que essa estratégia não garante sucesso reprodutivo. Outra hipótese é de que a fêmea seja sexualmente imatura, já que adultas geralmente medem entre 10 e 12 metros.

                                                            Foto: Image-Source / Envato

                                                            Para os estudiosos, a ecologia local é outro fator que pode influenciar os insucessos reprodutivos, já que, embora a maioria dos tubarões de Ningaloo seja fêmea, elas evitam regiões de agregação, o que pode indicar que estão evitando os machos ativamente.

                                                             

                                                            “Esses registros não apenas expandem nossa compreensão dos comportamentos reprodutivos, mas também podem fornecer insights sobre os potenciais impulsionadores da segregação sexual relatados em populações de tubarões-baleia em muitas agregações costeiras”, concluem os autores.

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                                                            Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                                            Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

                                                             

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