Ilha deserta há 30 anos ganha condomínio flutuante com contêineres

Com soluções sustentáveis, local abriga cerca de 100 moradores na Dinamarca

10/01/2025

Em Copenhague, capital da Dinamarca, uma ilha que permaneceu deserta por mais de 30 anos hoje abriga um moderno condomínio de apartamentos flutuantes feitos em contêineres. Batizado de Urban Rigger, o local chama atenção pelas características de integração da comunidade que ali vive e, principalmente, pela sustentabilidade empregada à beira-mar.

Projetado pelo renomado arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, o Urban Rigger foi inaugurado em 2015 como uma opção mais popular, visto que a cidade vivia uma escassez de moradias desse perfil à época.

 

O condomínio de contêineres empilhados buscou ainda fazer o uso de zonas portuárias não utilizadas, a fim de transformá-las em comunidades prósperas, como é o caso da ilha de Refshaleøen.

 

 

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O local, que um dia serviu como estaleiro, estava abandonado há mais de 30 anos. Hoje, abriga cerca de 100 moradores de 20 nacionalidades diferentes, em 72 apartamentos flutuantes. As moradias são restritas a estudantes ou pessoas com mais de 50 anos.

Como alternativa às construções tradicionais em terra, o Urban Rigger explora os benefícios sociais e sustentáveis ​​alcançados pela vida na água– destaca a empresa

Conheça os apartamentos flutuantes do Urban Rigger

O condomínio possui seis unidades da Urban Rigger e, em cada uma deles, nove contêineres estão dispostos em círculo, sobre uma plataforma flutuante. Desse modo, ao centro, cria-se um pátio central. A estrutura possui três andares: dois na superfície e um terceiro abaixo do nível do mar.

Foto: Urban Rigger / Divulgação

Uma característica importante do projeto é que ele visa integrar seus moradores, que falam inúmeros idiomas diferentes. Assim, o pátio formado ao centro dispõe de bicicletários, cais para caiaques, pranchas de surf, plataforma de banho e churrasqueira.

 

O espaço ainda dá acesso a duas escadas: uma que leva ao piso inferior e outra que liga os moradores aos apartamentos do segundo andar.

Foto: Urban Rigger / Divulgação

São, ao todo, doze residências de estúdio de 23 m² a 30 m². Os maiores apartamentos estão no primeiro andar, formado por três contêineres dispostos em formato triangular, com um imóvel em cada.

 

No segundo nível ficam os outros nove apartamentos de 23 m², dispostos em grupos de três dentro dos contêineres. Uma escada leva ao terraço, com vista para os canais de Copenhague. Apesar de compactas, as moradias são aconchegantes e equipadas com o essencial.

Foto: Urban Rigger / Divulgação

O destaque vai para a vista para o mar, que leva aos moradores os benefícios de se viver perto da água. Em relato, um deles, chamado Mads, mencionou que acorda, liga a máquina de café e vai nadar. “Quando eu termino, o café já está pronto”.

 

Já para Matilde, uma das estudantes que mora em um dos contêineres, o legal é poder pular na água “diretamente da janela ou do terraço”.

Foto: Urban Rigger / Divulgação

O piso inferior, por sua vez, abriga uma sala técnica, depósitos individuais e instalações comuns, como cozinha, sala de estar e lavandaria.

Sustentabilidade

Segundo o Urban Rigger, o condomínio de apartamentos flutuantes em contêineres tem um consumo de energia 34% inferior em comparação com os imóveis em terra. Para chegar a esse resultado, algumas soluções foram implementadas ao projeto.

 

No segundo andar, além do terraço, estão outros dois telhados, voltados a soluções sustentáveis. Um deles é coberto por plantas sedum, um tipo de suculenta resistente e neutra em CO2, que ajuda tanto no isolamento térmico, quanto na proteção do telhado e na redução de ruído.

Foto: Urban Rigger / Divulgação

O terceiro terraço carrega um sistema fotovoltaico, responsável por fornecer água quente aos moradores e alimentar as bombas de baixo consumo de energia para o aquecimento dos espaços — tudo conectado às redes de energia, água e esgoto da cidade.

 

“O Urban Rigger incentiva uma vida consciente. Desde a pequena habitação e consideração de recursos até a gestão de resíduos. Os residentes são incentivados a cuidar do seu entorno e a compreender o seu impacto individual”, destaca a empresa.

Reduzimos o impacto no meio ambiente e também economizamos dinheiro nas despesas de aquecimento– destaca Adam, um dos moradores

Os apartamentos ainda dispõem de janelas de três folhas, que visam preservar o calor. Já as paredes são revestidas de bambu, tida como uma madeira de rápido crescimento que usa menos água, pesticidas e fertilizante para crescer.



De olho no aumento do nível do mar, uma ameaça cada vez mais eminente por conta das mudanças climáticas, o Urban Rigger quer ser uma opção viável para lidar com o problema.

 

“Em 2050, 90% das cidades do mundo terão de lidar com a subida do nível do mar para proteger as pessoas que vivem perto das margens dos rios e das costas. Não estamos apenas ficando sem espaço, estamos perdendo-o. Ao construir sobre a água, recuperamos espaço”, destaca a empresa.

 

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    Evento com especialistas debateu regularização de marinas em São Sebastião

    Realizado em dezembro, encontro teve ainda autoridades e empresários do setor e foi promovido por Fórum Náutico Paulista e prefeitura

    O ano de 2024 terminou com um encontro do Fórum Náutico Paulista para discutir a regularização de marinas e garagens náuticas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

    Parceria entre o Fórum Náutico Paulista e o município, o evento reuniu, em dezembro último, especialistas, autoridades e empresários do setor, para debater os desafios e oportunidades da regularização.

     

    O então prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, destacou a importância do setor náutico para a economia local e o compromisso da prefeitura com o desenvolvimento sustentável.

    Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

    “O turismo náutico é um importante gerador de empregos e renda para o município. A regularização das marinas garante a segurança jurídica dos empreendimentos e contribui para a preservação ambiental”, afirmou Augusto.

     

    Especialista em regularização de marinas, o advogado Diogo Levy, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário, abordou os aspectos legais da questão, incluindo a demarcação de terrenos de Marinha e a cobrança pelo uso do espelho d’água. Levy também alertou para a necessidade de as empresas do setor se adequarem à legislação ambiental.

     

    O engenheiro Paulo Console, da Marina Supmar, compartilhou sua experiência na regularização do Complexo Industrial Naval do Guarujá.

    Após um longo processo, conseguimos garantir a segurança jurídica da nossa operação. A união do setor é fundamental para superar os desafios da regularização– Paulo Console, da Marina Supmar

    O presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, ressaltou a importância do diálogo entre o setor público e privado para a construção de soluções eficazes para a regularização de marinas.

    Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista. Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

    “O fórum tem atuado como um mediador entre as empresas, poder público e Ministério Público, buscando soluções que garantam o desenvolvimento sustentável do setor náutico”, afirmou Castello Branco.

     

    Eu, que ajudei a organizar o evento, comemorei a presença de mais de 30 pessoas entre empresários, gestores públicos e ONGs, além do público que nos acompanhou pela transmissão ao vivo. Para mim é satisfatória a coragem de encarar assuntos públicos espinhosos com técnica e planejamento para solução.

     

    O Fórum Náutico Paulista se comprometeu a continuar trabalhando pela regularização das marinas e garagens náuticas, promovendo o diálogo e a articulação entre os diferentes atores envolvidos.

    Regularização de Marinas e Garagens Náuticas

    A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo crucial para o desenvolvimento sustentável do setor náutico, garantindo a segurança jurídica dos empreendimentos e a preservação ambiental.

    Abaixo, um resumo das informações discutidas no encontro de dezembro do fórum e os principais aspectos da regularização, desde os trâmites legais até as melhores práticas para garantir o sucesso do seu negócio.

    Terrenos de Marinha

    É fundamental compreender a legislação sobre terrenos de marinha, que são áreas sob domínio da União. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por sua gestão e administração.

    Tipos de Regime

    Existem dois regimes para terrenos de marinha: ocupação e aforamento. O regime de ocupação é precário, enquanto o aforamento oferece maior segurança jurídica e acesso a crédito.

    Demarcação

    A SPU realiza a demarcação dos terrenos de marinha para delimitar as áreas de domínio da União. É importante acompanhar os processos de demarcação e apresentar documentos que comprovem a ocupação histórica da área.

    Espelho d’Água

    A cobrança pelo uso do espelho d’água é um tema sensível. A SPU exige licenças e autorizações para o uso da infraestrutura sobre a água, e a falta de regularização pode resultar em multas.

    Legislação Ambiental

    A regularização ambiental é essencial para o funcionamento das marinas e garagens náuticas. É necessário obter licenças e autorizações dos órgãos ambientais competentes, como a CETESB, Secretaria de Meio Ambiente, IBAMA e outros.

    PEC das Praias

    A PEC das Praias propõe a possibilidade de particulares comprarem terrenos de marinha, eliminando a necessidade de pagar foro ou taxa de ocupação.

    Casos de Sucesso

    O Complexo Industrial Naval do Guarujá é um exemplo de sucesso na regularização de marinas. Após um longo processo judicial, as empresas do complexo conseguiram garantir a segurança jurídica de suas operações.

    A Importância da União do Setor

    A união do setor náutico é crucial para fortalecer as reivindicações por melhorias na legislação e garantir a representatividade do setor junto aos órgãos governamentais.

    Conclusões

    A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo complexo, mas essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.

     

    Ao seguir as diretrizes deste guia e buscar a assessoria de profissionais especializados, você poderá garantir a segurança jurídica do seu empreendimento e contribuir para a preservação do meio ambiente.

    Próximos Passos

    1. Consulte um advogado especialista em direito imobiliário e ambiental para auxiliá-lo no processo de regularização.
    2. Reúna a documentação necessária para comprovar a ocupação histórica da área e o cumprimento da legislação ambiental.
    3. Mantenha-se atualizado sobre as mudanças na legislação e participe de fóruns e debates sobre o tema.

     

    Lembre-se: a regularização é um investimento que garante a segurança jurídica do seu negócio e contribui para o desenvolvimento sustentável do setor náutico.

     

    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

     

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      Plastisfera: poluição plástica nos oceanos gerou novo ecossistema potencialmente perigoso

      Impactos do biofilme gerado por bactérias em resíduos foi estudado na Antártica, um dos ambientes mais remotos do mundo

      A poluição plástica tem atingido níveis estratosféricos. Até mesmo os lugares mais remotos do planeta sofrem com a contaminação. Prova disso é que, na Antártica, cientistas estudam um novo fenômeno: a plastisfera.

      O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, formando um biofilme. Apontada como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso, ela ganhou o nome de plastisfera.

      Foto: SteveAllenPhoto999 / Envato

      A plastisfera se desenvolve por meio de uma sucessão ecológica típica, tornando-se, por fim, uma comunidade microbiana complexa e especializada.

       

      Uma vez formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.

       

      Levantamentos apontam que o mundo gera cerca de 360 ​​milhões de toneladas de plásticos por ano, enquanto apenas 7% dele é reciclado. Como o material está espalhado por todos os cantos do mundo, isso significa que até as áreas mais remotas e intocadas são atingidas.

      Como foi feita a pesquisa na Antártica

      Para os pesquisadores Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté, que participaram do estudo, descortinar os mistérios da plastisfera no Oceano Antártico era fundamental para “desvendar sua dinâmica” e “entender seus impactos em um dos ambientes marinhos mais remotos e vulneráveis do planeta”.

       

      Assim, com as condições extremas do local — que incluem temperaturas congelantes, ventos fortes, icebergs e tempo limitado de trabalho — , os estudiosos optaram por gerenciar a pesquisa com um experimento controlado.

      Foto: Studio_OMG / Envato

      Para isso, montaram aquários cheios de água do mar coletada perto da estação de pesquisa espanhola na Ilha Livingston, nas Shetlands do Sul, e a preencheram com pequenos grânulos arredondados dos três tipos de plástico que mais comumente poluem o mar: polietileno, polipropileno e poliestireno.

       

      Os materiais ficaram em condições ambientais (cerca de 0°C e recebendo de 13 a 18 horas de luz solar) por cinco semanas.


      Ao compararem a colonização dos plásticos com a do vidro — uma superfície inerte –, os estudiosos descobriram um dos principais pontos da pesquisa: o tempo de mudança.

       

      Isso porque os micróbios colonizaram rapidamente o plástico. Em menos de dois dias, bactérias como as do gênero Colwellia já estavam fixadas na superfície, o que indicou uma clara progressão dos colonizadores iniciais para um biofilme maduro e diversificado, incluindo outros gêneros como Sulfitobacter, Glaciecola ou Lewinella.

      Foto: Addictive Dtock / Envato

      Outro ponto de destaque foi que, embora processos semelhantes ocorram em outros oceanos, na Antártida ele parece ser mais lento, por conta das baixas temperaturas.

       

      Por enquanto, os estudos sobre a plastisfera ainda estão no início, mas pesquisadores já preveem que as ações no biofilme podem ir, inclusive, para além das águas, afetando consideravelmente a forma como o oceano absorve carbono e produz gases de efeito estufa — ou seja, um impacto global.

      Uma ponta de esperança

      Em meio ao caos, há ainda uma ponta de esperança. Isso porque os estudiosos identificaram a presença de Oleispira sp. no polipropileno. Trata-se de uma bactéria com capacidade de degradar hidrocarbonetos, o que significa que ela pode decompor petróleo e outros poluentes. Seu papel na plastisfera é animador, uma vez que levanta questões sobre sua capacidade de reduzir os impactos da poluição por plástico.

       

      Se essa habilidade for confirmada, essas bactérias poderiam se tornar uma ferramenta importante para proteger a Antártica e os oceanos. Porém, ainda há muito a ser estudado, principalmente sobre sua eficiência em ambientes extremos. Compreender melhor esses processos pode ainda ajudar a desenvolver soluções para lidar com o problema crescente do lixo plástico nos oceanos.

       

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        Superiate que já navegou ao redor do mundo é vendido por mais de R$ 173 milhões

        Embarcação pertencia ao milionário italiano "Rei do Café", já cruzou o Oceano Atlântico e tem velocidade acima da média

        A jornada do superiate “El Leon” (“O Leão”), que ficou seis anos sob posse do milionário italiano Massimo Zanetti, ganhou um novo capítulo. O monumental barco de 54 m de comprimento (177 pés) foi vendido pela “bagatela” de 27,7 milhões de euros (mais de R$ 173 milhões, em conversão realizada em janeiro de 2025).

        Não é apenas sua virtuosa estrutura, tamanho e funções que o fazem ser tão valioso. Quando era propriedade do magnata italiano, o barco navegou ao redor do mundo “com facilidade” — segundo a construtora — e foi o primeiro modelo Mangusta a cruzar o Atlântico.

        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

        Construído pela Overmarine, o El Leon foi palco de uma turnê mundial de seis anos desde seu lançamento, em 2018. Logo, quem adquiriu esse brinquedo — talvez um pouco extravagante — , pegou também um superiate que é capaz de navegar enormes quantidades de milhas.

        E se engana quem pensa que, por aguentar muitas milhas, a embarcação é lenta. Afinal, este “brinquedo” é capaz de atingir 30 nós em velocidade de cruzeiro, acima da média para um navegador deste calibre. No entanto, é pouco provável que este iate repita essa jornada nas mãos do novo dono.

        Foto: Royal Yacht International/ Divulgação

        Além da travessia — que já alcançou 50 mil milhas, navegando para o Alasca, Oceano Pacífico e Índico — ele carrega outra pompa: é o maior iate já construído pela Overmarine Group. Sob outro proprietário, que o adquiriu após sua exposição no Mônaco Boat Show 2024, sua história será reescrita, mas não apagada.

        Mais italiano possível

        “Estaleiro italiano, proprietário italiano, capitão italiano”. É assim que a Overmarine descreve, em resumo, esta belezura. A silhueta, aerodinâmica, desempenho e luxo no interior e exterior da embarcação… tudo carrega um quê charmoso. Incluindo a parte de dentro, feito por Alberto Mancini — italiano também.

        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

        Espaço não é o problema neste barco.  Ele ostenta quase 280 m² de espaço ao ar livre, e recebe até 11 hóspedes em cinco belas suítes. Entre as comodidades mais suntuosas, possui uma enorme piscina com piso de vidro, que se torna uma claraboia para o banheiro da suíte máster.

        Foto: Royal Yacht International / Divulgação
        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

        No superiate El Leon, a piscina com piso de vidro também, de certa forma, serve como um terraço de 70 metros quadrados e um beach club que se abre não em dois, mas em três lados. Além disso, a maioria dos móveis são altamente personalizados, sendo complementadas por papel de parede Hermes e Rubelli.

        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

        E, como mencionado, sua velocidade não deixa a desejar. Não é todo superiate que navega suavemente a 20 nós (37 km/h) e atinge confortavelmente 29 (53 km/h) a 30 nós (55 km/h), alimentado por motores MTU quádruplos.

         

        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

         

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          Filha de Rodrigo Faro resgata mulher no mar: “peguei o Seabob e fui salvar ela”

          Em meio a correnteza, menina de 12 anos usou brinquedo aquático para socorrer banhista com dificuldade em voltar a barco

          09/01/2025

          Na última segunda-feira (6), Helena, a filha mais nova do apresentador Rodrigo Faro, protagonizou um ato heroico em uma praia do Rio de Janeiro. Usando uma scooter aquática Seabob, a menina socorreu uma banhista que não conseguia voltar a sua embarcação, por conta da forte correnteza.

          A bordo, Faro e a família aproveitavam um dia de sol nas Ilhas Botinas, na baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O apresentador notou que uma banhista apresentava dificuldades para voltar ao barco devido a correnteza, e avisou a filha, que curtia as águas em um Seabob, mais conhecido como um brinquedo aquático.

          Helena, a filha caçula de Rodrigo Faro e Vera Viel. Fotos: Instagram @helenavielfaroo / Reprodução

          Eu peguei o Seabob e fui salvar ela– descreveu Helena, em vídeo compartilhado pelo pai

          Sem hesitar, Helena partiu em alta velocidade para socorrer a mulher e ajudá-la a voltar para a embarcação. “Ela pegou o Seabob e foi até o meio do canal. Só tinha a Helena e essa banhista que estava sozinha ali”, contou o apresentador.

           

          Em um vídeo no Instagram, Rodrigo Faro relatou o ocorrido e mostrou um trecho do resgate feito por Helena. Confira:

           

           

          Ver esta publicação no Instagram

           

          Uma publicação partilhada por Rodrigo Faro (@rodrigofaro)


          Nos comentários, não faltaram elogios para a atitude da menina. Por lá, fãs e admiradores do feito fizeram questão de exaltar a coragem de Helena: “um gesto lindo de amor ao próximo”, “que lindo exemplo”, “lindo gesto de amor”.

           

          Helena é a filha mais nova de Rodrigo Faro e Vera Viel. Suas irmãs são Clara e Maria, de 19 e 16 anos, respectivamente.


          Scooters aquáticas também são usadas em resgate

          O resgate protagonizado pela filha de Rodrigo Faro mostra a versatilidade das scooters aquáticas, como o Seabob. Muito utilizada para diversão no mar, o equipamento é também uma ferramenta que pode salvar vidas.

          Foto: Seabob / Divulgação

          De acordo com a fabricante do Seabob, o modelo indicado para esse fim é o Seabob Rescue. A empresa explica que a embarcação é recomendada para águas costeiras e para o mar aberto, fazendo com que “os mergulhadores de resgate economizem ar e energia, fatores essenciais para o sucesso nas operações de salvamento”.

           

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            Flybridge oval com hidromassagem: conheça o conceito do iate Cloud 9

            Projeto de 26,4 metros da novata britânica Brythonic Yachts chama atenção pelos formatos orgânicos e ousados

            As formas orgânicas têm ganhado cada vez mais espaço no universo do design. Ao contrário das geométricas, elas remetem com mais facilidade ao conforto, à natureza e até às águas. Essa foi a aposta da novata britânica Brythonic Yachts para criar a Cloud 9, uma embarcação que foge dos padrões convencionais, a começar pelo flybridge oval do iate.

            As formas arredondadas e o costado alto do iate de 26,4 metros (86,6 pés) chamam atenção ao primeiro olhar. A aparência, que pode ser considerada extravagante demais, é também um convite para olhar mais de perto as características do barco.

            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

            Amplas áreas de lazer vão da popa à proa, com direito a espaços convidativos para banhos de sol e convivência conjunta.

             

            No cockpit, o sofá de quatro lugares com o apoio de uma mesa se conecta ao salão principal por uma porta de vidro deslizante. Já na proa, a espreguiçadeira redonda tem tecido removível, para que se abra uma claraboia na suíte do proprietário.

            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

            O flybridge se destaca pelo formato oval e por carregar consigo uma piscina de hidromassagem no ponto mais alto do barco — característica que remete a embarcações muito maiores, como os grandes superiates de luxo.

            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

            Se por fora o Cloud 9 divide opiniões, por dentro, o trabalho dos arquitetos e designers Nour Mouawad, Cristiano Mariani e Gian Paolo Nari promete agradar a todos os gostos.

             

            Moderno, o espaço nasceu com o objetivo de “abraçar linhas suaves e fluidas, sem ângulos agudos, convidando o cliente a um mundo suave e borbulhante, onde cada detalhe parece leve, fluido e sereno”, como descreve a marca.

            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

            Assim, mesas, cadeiras e sofás seguem a linha orgânica do barco, com materiais de primeira linha, como tecidos premium, ônix bege, carpete de pelúcia e superfícies reflexivas. Os tons neutros, aliados à luz que vem de fora, dão à embarcação o toque de conforto que os móveis arredondados parecem pedir.



            A ideia da Brythonic Yachts é que o iate de flybridge oval apresente um layout de quatro cabines, incluindo a suíte do proprietário. Dessa forma, o Cloud 9 acomodaria até oito hóspedes — mais dois membros da tripulação.

             

            De acordo com o estaleiro, o barco deve ser construído em compósito ou alumínio e navegar equipado com motores a diesel convencionais ou motores elétricos híbridos.

            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

            Fundada em 2020 em Brecon, uma comuna no País de Gales, a Brythonic Yachts se propõe a produzir designs exclusivos e personalizados, em estreita colaboração com seus clientes, designers e arquitetos navais.

             

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              Americano visita ilha radioativa onde humanos só podem ficar por 3 horas; veja

              Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, foi usado para testes nucleares por 12 anos. Vídeo mostra como local está atualmente

              08/01/2025

              Visto de fora, o Atol de Bikini é como um daqueles lugares paradisíacos, de águas cristalinas, extremamente convidativo para as férias de verão. Já, de dentro, o cenário é outro: o local é um dos mais radioativos do planeta. Tanto é que, por lá, um humano não deve passar mais do que três horas.

              Para entender essa discrepância é necessário voltar ao passado, quase 80 anos atrás. Era ainda 1946 quando o Atol de Bikini, membro das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, foi escolhido pelos Estados Unidos para ser o palco de seus testes nucleares durante a Guerra Fria.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              Convidadas a se retirar, as 167 pessoas que ali residiam viram seu antigo lar receber um total de 23 explosões devastadoras até 1958. Entre eles, o maior teste nuclear já conduzido pelos EUA, em 1954. Na ocasião, a arma termonuclear Castle Bravo produziu 15 megatons de TNT. Em outras palavras, foram 15 milhões de toneladas do explosivo.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              De forma geral, estima-se que o Atol de Bikini e um outro, vizinho, receberam o equivalente a 210 megatons de TNT no período — mais de 7 mil vezes a força usada em Hiroshima, em agosto de 1945, segundo o G1.

               

              No fim da década de 1960, após a finalização dos testes, os EUA reintegraram os antigos habitantes ao Atol. Mas durou apenas cerca de três anos, após aparecerem sinais de que o local não era mais seguro para a vida humana.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              Um aumento no número de abortos espontâneos, anormalidades genéticas e natimortos foram associados por cientistas à radioatividade presente na ilha. Processado pelos habitantes do local, o governo estadunidense precisou pagar uma indenização de US$ 75 milhões, enquanto outros US$ 90 milhões foram destinados à limpeza da radiação na área.


              Atol de Bikini nos dias atuais

              A visita de humanos ao Atol, apesar de perigosa, pode acontecer — desde que respeitado o prazo máximo de três horas de permanência na ilha. O influenciador norte-americano conhecido como The Vagabond Artist no Tiktok foi um dos que enfrentou esse desafio e documentou sua jornada, claro, com vídeos na rede social.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              A ilha parece comum, embora não seja seguro beber ou comer nada por lá. As casas dos antigos habitantes seguem de pé e, de acordo com o vídeo, estão conforme os moradores as deixaram ao saber que teriam que deixar o Atol. Assim, mobílias, panelas e objetos seguem espalhados nos imóveis, como se ainda fossem usados diariamente.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              Também chama atenção o abrigo nuclear construído no local para uso dos cientistas durante o teste da bomba Castle Bravo. Confira o vídeo principal do americano, que já ultrapassou 2 milhões de visualizações:

               

              @vagabondartist #bikini #bikiniisland #war #test #science #stem #discovery #island #islandlife #bikiniatoll #evacuate #evacuation #history #historytok #truehistory #coconuts #birthdefects #radiation #beach #ocean #peace ♬ original sound – Traveling Artist Island Life


              Logo nas primeiras explosões nucleares, quase todas as formas de vida que habitavam o Atol de Bikini foram aniquiladas. Por volta de 1970, algumas delas começaram a prosperar novamente, com vegetações e animais marinhos voltando ao local.

               

              Já a vida humana não teve essa chance, uma vez que a poluição no local por isótopos radioativos — especialmente o Césio-137, o mesmo do acidente de Goiânia, em 1987 — permanece em níveis perigosos até hoje.

              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

              Estima-se que esse isótopo leve 30 anos para ter sua massa reduzida à metade. Depois, são mais 30 anos para chegar a ¼, e assim por diante.

               

              O cenário pouco atraente aos humanos, por outro lado, faz a fauna e flora locais prosperarem mais do que nunca. Suas águas agora abrigam uma espécie de “santuário acidental”, já que por lá a pesca não é permitida há quase sete décadas.

               

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                Baleia-jubarte bate recorde ao cruzar 3 oceanos em busca de sexo

                Macho da espécie foi da costa oeste sul-americana a costa leste da África, percorrendo mais de 13 mil km

                O comportamento de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) em busca de sexo foi tão fora do comum que fez pesquisadores acreditarem de que se tratava de um erro. Não à toa: o animal cruzou três oceanos, navegou mais de 13 mil km e desafiou os costumes de sua espécie — quebrando até um recorde.

                Enquanto fazia sua jornada heróica por acasalamento, a baleia-jubarte do sexo masculino deixava no caminho um precioso material de pesquisa.

                 

                Sem perder tempo, pesquisadores da Southern Cross University, na Austrália, traçaram um estudo que resultou em um artigo publicado na revista Royal Society Open Science.

                Trajeto percorrido pela baleia. Foto: Happywhale / Divulgação

                Considerando a distância de grande círculo (medida usada para apontar o menor percurso entre dois pontos na superfície da Terra) entre os dois avistamentos, essa foi a maior distância percorrida pela espécie de que se tem registro.

                 

                A cauda da baleia foi reconhecida pelos estudiosos através de fotos realizadas entre 2013 e 2022. As imagens identificaram essa jubarte nos anos de 2013 e 2017 no litoral da Colômbia, no Oceano Pacífico. Já em 2022, o animal foi flagrado no arquipélago de Zanzibar, no Oceano Índico, na Tanzânia.

                 

                Apesar de a rota exata da baleia entre esses pontos ser desconhecida, especialistas indicam que o animal “potencialmente visitou populações de jubarte no Atlântico”. Em toda caso, uma coisa é certa: a situação vai contra os padrões de migração consistentes da espécie.

                 

                Isso porque as jubartes costumam navegar em rotas no sentido norte-sul: quando estão em busca de alimento, são vistas entre as águas frias, perto dos polos; e, quando buscam acasalar, as baleias ficam próximas dos trópicos. O animal em questão, por sua vez, fez uma rota leste-oeste.

                Foto: Kalashnikova / Divulgação

                “Esta foi uma descoberta muito emocionante, o tipo de achado que nos faz acreditar primeiramente se tratar de algum erro”, disse Ted Cheeseman, coautor do projeto, ao Live Science.

                 

                Para Cheeseman, além da longa jornada percorrida pelo animal — quase o dobro da migração típica — , chama atenção também o fato de que, no percurso, a baleia teve contato com inúmeras outras populações de baleias-jubarte, “explorando mais longe do que qualquer outra”, o que é considerado raro entre a espécie.

                Quando ele apareceu, foi tipo, ‘Oooh, estrangeiro sexy com um sotaque legal’?”– brincou Ted Cheeseman, em entrevista ao The Guardian


                O que explica maratona da baleia em busca de sexo?

                Ekaterina Kalashnikova, principal pesquisadora da iniciativa, destaca que a jornada da baleia-jubarte revela que suas migrações podem ser mais flexíveis do que se acreditava.

                Conseguimos documentar um novo comportamento que fornece informações importantes sobre a ecologia [das baleias-jubarte]– conta

                Os cientistas acreditam ainda que o macho percorreu a longa distância para aumentar suas chances de conseguir acasalar, movendo-se entre áreas onde as baleias costumam procriar. Mas mudanças climáticas, competição entre machos e alterações na disponibilidade de alimentos também podem ter influenciado a migração incomum.

                 

                Todas as imagens utilizadas pelos pesquisadores para a identificação do animal estão em um banco de dados sobre baleias chamado Happywhale, que é alimentado tanto por cientistas quanto pela sociedade.

                 

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                  Lady Christine, um dos megaiates mais valiosos do mundo, está atracado no Rio

                  Atualmente na Marina da Glória, embarcação pertence ao bilionário escocês Irvine Laidlaw; conheça

                  07/01/2025

                  No Rio de Janeiro, uma obra-prima da natureza e outra do homem dividem as atenções desde o fim de 2024: o icônico Pão de Açúcar e o imponente Lady Christine, o megaiate considerado um dos mais valiosos do mundo.

                  Atracada na Marina da Glória, palco do Rio Boat Show, a embarcação de 68 metros chama atenção não só pelo tamanho, mas por um outro “pequeno” detalhe. Assim como na primeira vez em que veio ao Brasil, em 2012, um helicóptero acompanha o iate entre voos e pousos em seu heliponto.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  Além da Cidade Maravilhosa, registros apontam que o barco — propriedade do bilionário escocês Irvine Laidlaw e construído pelo renomado estaleiro holandês Feadship — também atracou em Búzios no primeiro final de semana de 2025. Já em novembro, o iate foi flagrado em Porto Seguro (BA). Não há a confirmação de que o bilionário esteja a bordo.

                   

                   

                  João Kossmann, sócio-diretor da Brazil Yacht Services (empresa que recepcionou o Lady Christine nas duas passagens pelo Brasil) e presidente da Associação Brasileira de Superiates, disse ao O Globo que o país vive uma retomada na demanda de iates de luxo pós-pandemia.

                  No pré-Natal chegamos a ter três iates de porte parecido com o Lady Christine– contou Kossmann ao veículo

                   

                  Com patrimônio de 741 milhões de libras (cerca de R$ 5,6 bilhões, na conversão de janeiro de 2025), de acordo com o The Sunday Times Rich List, Irvine Laidlaw é a 225ª pessoa mais rica do Reino Unido. Mas, considerando apenas a Escócia, ele ocupa a 10ª posição no ranking dos mais abastados.

                   

                  Aos 82 anos, o ex-membro da Câmara dos Lordes e fundador do Institute for International Research Ltd —  que ele vendeu em 2005 por US$ 1,4 bilhão — desfruta de uma coleção de iates, carros e helicópteros.

                  Foto: Irvine Laidlaw / Divulgação

                  Os luxos do bilionário ainda incluem propriedades em Mônaco, França, Sardenha e África do Sul. Sua paixão por navegar, por sua vez, o levou a regatas como a Admiral’s Cup e a participar ativamente da construção do Lady Christine, lançado em 2010.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  Conheça o Lady Christine

                  O megaiate Lady Christine, que leva o nome da esposa de Laidlaw, contou com a participação do empresário em sua construção. Com projeto da De Voogt Naval Architects, o iate ainda teve seu interior pensado pelo designer britânico Rodney Black.

                  Estávamos no estaleiro dois dias por mês. Eu assinei mais de 3 mil desenhos– destacou Laidlaw em entrevista a Boat International

                  Movéis sofisticados e grandiosos fazem do Lady Christine uma verdadeira joia sobre as águas. Uma monumental escadaria dá o toque de arte junto aos quadros, o piano, esculturas e pinturas dispostas por todo o iate.

                   

                  Seus tons de marrom e os detalhes que o enfeitam em madeira dão o tom do luxo que resiste ao tempo.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  O megaiate Lady Christine comporta até dez hóspedes e 20 tripulantes. Os que chegam a passeio se acomodam em cinco cabines com banheiros privativos.

                   

                  Já a suíte principal é uma joia à parte, com cama king size e poltronas que, ao lado de janelas que vão do chão ao teto, são um convite para contemplar a beleza — das paisagens e do próprio barco.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  Como já é de se imaginar em uma embarcação desse porte, as comodidades a bordo dos três deques do iate incluem ar-condicionado, churrasqueira, academia, jacuzzi, estabilizadores, e heliponto. Para a diversão, uma sala de cinema e caiaques ficam à disposição dos hóspedes.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  O barco de 68 metros alcança até 16 nós de velocidade, movido por dois motores MTU 12V 4000 M60, cada um entregando 1.320 kW de potência a 1.800 rpm.

                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  Os sofás e poltronas são espaçosos; os armários, robustos. No posto de comando, o piloto se sente em uma nave — mesmo que o barco já some bons anos de mar.

                  Foto: Feadship/ Divulgação

                  O iate, avaliado em aproximadamente US$ 70 milhões, cerca de R$ 425,3 milhões (conversão realizada em janeiro de 2025), ainda é detentor de importantes prêmios internacionais, como o World Superyacht Awards 2011, na categoria Melhor Iate a Motor de Deslocamento de 1.300 GT a 2.999 GT, e o ShowBoats Design Awards 2011, na categoria Layout Interior.

                   

                  Veja mais fotos do megaiate Lady Christine.

                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação
                  Foto: Feadship/ Divulgação

                   

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                    Navegue Seguro 2025: com novo nome, Marinha faz operação de segurança até março

                    Segundo instituição, queda no número de apreensões no último verão sugere maior conscientização no mar

                    A alta temporada da navegação é o momento em que a Marinha do Brasil intensifica suas ações no litoral brasileiro. Conhecida anteriormente como “Operação Verão”, a campanha ganhou um novo nome: Navegue Seguro. O objetivo, no entanto, segue o mesmo: promover a segurança na navegação e incentivar boas práticas nas águas.

                    Nesta temporada, as ações da campanha começaram em 20 de dezembro e seguem até 15 de março, após o Carnaval. Esse é um período caracterizado pelo aumento das atividades no litoral e nas águas interiores do país, muito por conta do verão e do período de férias escolares.

                     

                    A Navegue Seguro 2025 traz como mote a mensagem: “Fique ligado, você é o Capitão! Navegar com segurança é a sua melhor opção!”.

                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                    As atividades abrangem não só revistas e patrulhamento nas águas, como também campanhas de conscientização em clubes náuticos, marinas, entidades desportivas e até colônias de pescadores, sempre enfatizando a segurança da navegação.

                     

                    Segundo levantamento da Marinha do Brasil, as infrações mais comuns registradas na Operação Verão de 2024 foram:

                    • falta de habilitação dos condutores;
                    • documentação da embarcação incompleta ou vencida;
                    • falta de material de salvatagem (coletes, boias, extintores de incêndio entre outros);
                    • desrespeito ao limite de lotação da embarcação;
                    • consumo de bebida alcoólica durante a condução;
                    • más condições de navegabilidade das embarcações.

                    Boas expectativas para o Navegue Seguro 2025

                    Dados da Marinha do Brasil apontam que, de 2023 para 2024, o número de apreensões de embarcações caiu quase 33% na operação, indo de 814 para 546.

                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                    Enquanto o número de apreensões diminuiu, o de inspeções aumenta desde 2021. Em 2024, foram 133.784 inspeções, o patamar mais alto dentro do período — e a expectativa da Marinha é seguir nessa crescente.

                    O principal objetivo é a criação de uma mentalidade de segurança nos navegadores. Tornar uma rotina o cumprimento das normas– Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante André Macedo

                    Para Macedo, é assim que se evitam os acidentes e garante-se “um lazer de qualidade.”


                    Além das inspeções navais, a campanha ainda engloba ações de conscientização para evitar o descarte de lixo em rios e mares, em um trabalho conjunto das Capitanias, Agências e Delegacias.

                     

                    Por conta das particularidades climáticas das regiões Norte e Centro-Oeste, a Operação “Navegue Seguro” da Marinha ocorrerá em outro período nas capitanias dessas áreas. A previsão da Marinha é de que o aumento da fiscalização nestas regiões comece em junho de 2025.

                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                    Dicas de segurança ao navegar

                    Manter uma navegação segura é essencial para fazer do mar, a casa de quem ama navegar, um espaço de lazer saudável e acolhedor. Por isso, não permita pessoas que na água se aproximem do barco com o motor em funcionamento. No caso de mergulhos, só ligue o motor após a última pessoa subir a bordo. Para conferir mais dicas de navegação, veja 15 mandamentos básicos de segurança no mar.

                     

                    Náutica Responde

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                      Leonel Pinho: adeus ao navegante que desbravou sonhos e rios na Amazônia paraense

                      Empresário náutico, Leonel Pinho foi um incentivador de aventuras de barcos. Ele morreu na madrugada desta terça-feira (7), aos 77 anos

                      Por: Otto Aquino -

                      Na imensidão da Amazônia, onde os rios desenham estradas no coração do Brasil, uma figura se destacou não apenas pelo amor à navegação, mas pela arte de inspirar. Leonel Amador de Pinho, nascido em 16 de junho de 1948, partiu na madrugada desta terça-feira (7), deixando para trás um legado tão profundo quanto os rios que ele explorava.

                       

                      Leonel era mais que um empresário náutico. Ele era um visionário, um incentivador de aventuras de barcos e um embaixador das águas amazônicas. À frente da Direct Jet, concessionária náutica referência no Norte do país, ele não apenas comercializou embarcações e motos aquáticas — ele transformou sonhos em realidade.

                      Foto: Otto Aquino

                      Belém, sua eterna morada, foi testemunha de suas jornadas. Não eram apenas passeios ou expedições; eram experiências que conectavam pessoas à natureza e à grandiosidade dos rios. Quem participou dos passeios náuticos organizados pela Direct Jet sabe que Leonel tinha o dom de unir adrenalina e contemplação.

                       

                      Ele mostrava que navegar não era apenas deslocar-se sobre a água, mas fluir com ela, respeitá-la e entendê-la.


                       

                      Em cada conversa, Leonel exalava paixão. Falar de barcos era falar de vida, e a vida para ele era feita de desafios e conquistas. Organizava eventos com dezenas de motos aquáticas, cruzando rios caudalosos, enfrentando correntes e, acima de tudo, celebrando o amor pelos rios da Amazônia.

                       

                      Seu carisma era tão grande quanto sua ousadia. Ele acreditava no potencial do Pará como polo náutico e trabalhou incansavelmente para que a região fosse reconhecida. Leonel fazia mais do que vender equipamentos; ele vendia o conceito de liberdade. Era como se, ao adquirir uma moto aquática, o cliente recebesse também o convite para explorar o mundo sob outra perspectiva: aquela que só as águas podem oferecer.

                      Foto: Otto Aquino

                      Ao lado de seu filho Marcelo Pinho, Leonel ampliou horizontes. Juntos, pai e filho criaram não apenas eventos, mas laços. A relação deles era um reflexo da filosofia de Leonel: estar próximo, compartilhar experiências, construir memórias.

                       

                      Hoje, as águas estão ainda mais silenciosas. O rugido das motos aquáticas ecoará com saudade, mas também com a certeza de que Leonel vive em cada passeio, em cada rio, em cada história que ele ajudou a escrever.

                      Leonel Pinho e o filho, Marcelo Pinho. Foto: Otto Aquino

                      Leonel Pinho não era apenas um empresário náutico; ele era um navegante de sonhos. Seu legado estará para sempre ancorado nos corações daqueles que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. E, assim como os rios nunca param de correr, sua inspiração continuará fluindo.

                       

                      Bon voyage, Leonel. Que as águas que agora te recebem sejam tão grandiosas quanto as que você tanto amou.

                       

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                        Segurança no mar: conheça os 15 mandamentos básicos

                        Equipe de NÁUTICA separou dicas primordiais para que o passeio a bordo seja feito em segurança

                        Por: Redação -

                        Navegar é bom, mas em segurança é melhor ainda! O mar e a sua imensidão são quase irresistíveis, especialmente para quem tem uma embarcação prontinha para navegar. Passar um dia a bordo é uma experiência à parte, mas não é tão simples assim. Segurança no mar é primordial!

                        Por isso, a equipe de NÁUTICA separou 15 dicas essenciais para que a navegação seja sempre feita de forma segura, para que os passageiros a bordo vivam apenas bons momentos, livres de grandes preocupações.

                        Seguindo esses 15 mandamentos básicos, dificilmente você terá dores de cabeça quando decidir sair para navegar. Portanto, anote tudo o que vem a seguir!

                        15 dicas para manter a segurança no mar

                        • Jamais exceda a capacidade de pessoas a bordo nem os limites de peso e navegação do seu barco, porque, navegando fora das condições para as quais foi projetado, ele ficará muito vulnerável, especialmente às mudanças do tempo;
                        • Ao partir, calcule quantos litros de combustível irá precisar para ir e voltar, acrescentando, pelo menos, mais 1/3 de reserva. Mas, lembre-se que, quanto mais peso a bordo ou quanto mais agitada estiver a água, maior também será o consumo;
                        • Nunca deixe de checar a carga nas baterias, porque tudo o que é essencial em um barco depende de energia para funcionar — especialmente a partida dos motores;
                        • Se não conhecer a região, informe-se bem sobre onde irá navegar, além de consultar cartas náuticas e verificar a tábua de marés — no caso de ser no mar. Senão, você corre o risco de não conseguir voltar e, ainda por cima, encalhar;
                        • Nunca — jamais — parta sem consultar a previsão do tempo. O ideal é acompanhá-la desde pelo menos dois dias antes, para não ter de mudar os planos em cima da hora;

                        • Além do material de salvatagem — exigido pela Marinha e prescrito pela Capitania — e de um estojo de primeiros socorros, com medicamentos e curativos, tenha sempre a bordo uma caixa de ferramentas, com, pelo menos, chave de fenda, chave philips, alicate, abraçadeiras, chave para a porca do hélice, fusíveis, fita isolante e um pedaço de câmara de pneu, arame e massa epóxi. Nenhum deles é exagero;
                        • Ao sair, informe à marina o seu destino e o horário previsto de retorno, mesmo se for ficar por perto. Para facilitar esse processo, use o app NavSeg. Através do aplicativo, o condutor informa o plano de viagem da embarcação (aviso de saída), sem a necessidade do envio de papéis. Assim, permite o monitoramento do barco, facilitando o serviço de resgate, caso seja necessário.
                        • Quem sai para navegar deve ter sempre um rádio VHF ou, pelo menos, um celular a bordo. De preferência, ambos;
                        • Antes de acelerar qualquer lancha, mande todos a bordo se sentarem, para evitar tombos e quedas n’água. Além disso, proíba as pessoas de ficarem no solário ou na borda do barco durante a navegação;
                        • Não deixe ninguém que esteja na água se aproximar do barco quando o motor estiver em funcionamento, mesmo que esteja desengatado. No caso de mergulhos, só ligue o motor depois que a última pessoa subir a bordo;

                        • Nunca aproxime o barco a menos de 200 metros das praias, exceto para embarcar ou desembarcar alguém. E, nestes casos, tenha extremo cuidado com banhistas e aproxime-se bem devagar, quando disponível, pela raia delimitada para tal;
                        • Se alguém cair acidentalmente na água, mande imediatamente outra pessoa ficar olhando fixamente para a vítima, sem desviar os olhos dela. Na água, especialmente nas mais agitadas, não é nada fácil localizar alguém na superfície;

                        • Sob mau tempo, mantenha sempre o motor do barco ligado e engatado, mesmo que esteja parado. Com o motor funcionando, o controle do barco aumenta bastante;
                        • Para uma ancoragem realmente segura, use de cinco a dez vezes mais metros de amarra do que a profundidade do local onde irá ancorar. E, em caso de tempo ruim, solte o dobro deste comprimento;
                        • Se o barco parar com uma pane, não o deixe à deriva. Ancore de frente para as ondas, porque barco solto pode ser perigoso.
                        • Como um bônus, vale sempre lembrar: se beber, seja prudente e passe o timão para alguém habilitado.

                         

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                          João Pessoa é destaque em lista de destinos mundiais para visitar em 2025

                          Cidade é a única do Brasil no relatório da Booking.com sobre tendências de viagens. Veja lista completa!

                          06/01/2025

                          Viajar mais costuma ser um dos principais desejos a cada virada de ano. Com inúmeros destinos paradisíacos, o Brasil se destacou em uma pesquisa da Booking.com — uma das mais conhecidas plataformas de viagem do mundo. A belíssima João Pessoa, na Paraíba, garantiu a vaga brasileira na lista de tendências de viagens para 2025.

                          Reconhecida no mundo todo por suas belezas naturais, a capital paraibana é apontada como 3º principal destino de interesse no relatório Booking.com Previsões de Viagem para 2025.

                           

                          Descrita como “Porta do Sol” das Américas — já que a cidade é a primeira do continente a receber os raios solares –, João Pessoa figurou ao lado de destinos disputados internacionalmente, como Willemstad, em Curaçao; Tromsø, na Noruega; e Trieste, na Itália.

                          Praia do Seixas. Foto: Rafael Passos / Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                          Não é para menos: João Pessoa oferece opções de sobra para apreciar. Entre elas, destacam-se praias como do Jacaré e Seixas, as piscinas naturais do Picãozinho, o Jardim Botânico, o Centro Histórico e o tradicional Mercado de Tambaú, com artesanato local.

                          Foto: Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                          “Celebrada por paisagens verdejantes e rica herança cultural. Suas belas praias, parques naturais e locais históricos fazem dela um destino maravilhoso para viagens multigeracionais. As famílias podem se reunir para aproveitar atividades ao ar livre e criar memórias duradouras em um ambiente vibrante e culturalmente rico”, destaca a avaliação.

                           

                          O levantamento da Booking.com coletou respostas de mais de 25 mil pessoas ao redor do mundo. A plataforma consultou, entre julho e agosto de 2024, adultos que planejam viajar a lazer ou a negócios nos próximos 12 a 24 meses. No total, 27.713 pessoas de 33 países participaram da pesquisa.


                          Destinos em alta para 2025, segundo a Booking.com

                          1. Sanya, China;
                          2. Trieste, Itália;
                          3. João Pessoa, Brasil;
                          4. Tromsø, Noruega;
                          5. Willemstad, Curaçao;
                          6. Tignes, França;
                          7. San Pedro de Atacama, Chile;
                          8. Naha, Japão;
                          9. Villajoyosa, Espanha;
                          10. Houston, Estados Unidos.

                           

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                            Ilhabela reajusta preço de transporte público Aquabus para turistas

                            Novo valor entrou em vigor em 1º de janeiro. Para moradores, o preço continua o mesmo

                            Em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, turistas agora pagam mais caro para usar o transporte público. Os valores foram reajustados no primeiro dia do ano, em meio a alta temporada de turismo. As tarifas passaram a custar até 10 vezes mais no caso do Aquabus, transporte aquaviário do arquipélago.

                            A medida foi oficializada por meio de decretos no penúltimo dia de 2024. Na prática, o valor da tarifa para turistas passou de R$ 5 para R$ 50 no Aquabus, enquanto nos ônibus foi de R$ 5 para R$ 10.

                             

                            Vale destacar que o arquipélago — conhecido como Capital da Vela, por sua vocação náutica — é um dos destinos mais procurados pelos paulistanos para aproveitar o verão.

                            Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação

                            Moradores de Ilhabela, por sua vez, têm direito ao cartão eletrônico recarregável e seguem pagando a mesma tarifa nos ônibus e Aquabus: R$ 2,10 — ou R$ 1 aos domingos e feriados.

                             

                            Em nota, a Prefeitura de Ilhabela justificou o reajuste com base em uma “avaliação da Administração Municipal” que levou em conta “o elevado custo de manutenção do serviço, embarcações e a análise do número de usuários”.

                            Manter a tarifa reduzida para os usuários do Bilhete Eletrônico Recarregável é uma forma de valorizar nossa população e facilitar a mobilidade local– destacou o prefeito Toninho Colucci


                            Aquabus, o transporte aquaviário de Ilhabela

                            Implementados em maio de 2024, os Aquabus transportaram cerca de 44 mil pessoas até o início de dezembro, conforme explica a prefeitura do arquipélago.

                             

                            Atualmente, o serviço opera com três embarcações (Elpídio Sampaio, Edgar Lúcio e Zé de Alício) — duas durante a semana e três aos fins de semana e feriados. Cada uma delas comporta até 60 passageiros e é equipada com ar-condicionado, TVs e GPS.

                            Píer da Praia Grande. Foto: Prefeitura de Ilhabela / Divulgação

                            O transporte funciona em quatro pontos estratégicos da ilha, com píeres na Praia Grande, Perequê, Engenho D’Água e Vila, conectando os principais destinos da cidade. O serviço começa às 7h30 na Praia Grande e se estende até às 17h30 na Vila, com paradas intermediárias no Perequê e Engenho D’Água.

                             

                            Já em obras, um novo píer surgirá também na Ponta Azeda, para “atender às necessidades da população e dos turistas, especialmente na alta temporada, quando o movimento na cidade cresce significativamente”, como explica a prefeitura.

                             

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                              Quem tem um barco precisa saber dar nós, seja para atracar, prender as defensas, controlar as velas ou fazer um reboque

                              Por: Redação -
                              05/01/2025

                              Os nós náuticos são tão importantes que não seria má ideia se todo convidado do barco também fosse ensinado a fazê-los — desde para se sentirem mais úteis a bordo até como mero passatempo. Compreensivelmente, a lista de tipos é tão longa quanto a própria história da navegação.

                              Os principais, contudo, se resumem a estes sete, que ensinamos aqui e servem para as manobras básicas do dia-a-dia. Confira!

                               

                              Nós náuticos: saiba como fazer os 7 principais

                              Nó direito

                              O Nó Direito é útil para amarrar a vela grande na operação de rizo ou qualquer outro objeto a um ponto fixo no barco, assim como é indispensável para emendar cabos. Muito útil no cotidiano de um marinheiro, é bastante utilizado quando a corda não possui o tamanho necessário e se faz necessário alongá-la — ou ainda quando a corda arrebenta e é preciso “remendá-la”. Confira o passo a passo:

                              • Coloque uma corda ao lado da outra ou uma ponta ao lado da outra
                              • Passe uma ponta embaixo da corda e depois a outra ponta embaixo da outra corda
                              • Una as duas pontas colocando uma em cima da outra
                              • Passe a ponta que está em cima dentro da ponta debaixo
                              • Puxe ambas as pontas com uma leve pressão

                              Volta redonda com dois cotes

                              Este nó será útil sempre que você quiser prender uma coisa a outra. Ele é mais usado para amarrar defensas aos postes e guarda-mancebos. Apesar de não evitar que um cabo escorregue num mastro, ele se mantém preso mesmo quando submetido a movimentos. Veja como fazer:

                              • Passe a ponta da corda ao redor do objeto (poste ou estaca) de forma que ela cruze por cima da corda fixa (lado que não está livre). Certifique-se de que a corda esteja ajustada e firme ao redor do objeto.
                              • Para fazer a primeira alça (cote), pegue a ponta solta da corda e passe por baixo da seção da corda que já está em volta do objeto. Puxe a ponta para cima, ajustando levemente.
                              • Repita o processo para fazer a segunda alça: passe novamente a ponta solta por baixo da corda fixa, mas dessa vez ajustando mais firme. Ajuste os dois cotes, assegurando que o nó fique bem apertado e simétrico.
                              • Certifique-se de que as duas voltas e os cotes estão firmes. Teste o nó puxando a corda fixa para verificar se não desliza ou afrouxa.

                              Lais de Guia

                              O Lais de Guia, considerado o rei dos nós, é utilizado para fazer um laço na ponta de um cabo. Assim, pode ser usado para conectar as adriças aos topes das velas, escotas no punho da genoa, amarração em argolas e até para unir cabos. Um Lais de Guia dado corretamente é muito seguro e fácil de desatar. Confira as etapas:

                              • Para criar a laçada inicial, segure a corda de forma que a ponta solta (também chamada de chicote) fique à sua frente e o restante da corda (parte fixa) siga para trás. Faça uma pequena laçada com a parte fixa da corda, formando um “olho” que fique sobre a corda fixa.
                              • Passe o chicote (a ponta solta) por baixo da laçada que você criou no passo anterior, de baixo para cima.
                              • Leve o chicote ao redor da corda fixa principal (a parte longa da corda) que está saindo do nó.
                              • Para finalizar, traga o chicote de volta para dentro do “olho”, desta vez de cima para baixo, passando pela mesma laçada inicial.
                                Puxe a ponta solta e a corda fixa ao mesmo tempo para ajustar o nó. Certifique-se de que a alça formada pelo Lais de Guia seja firme e tenha o tamanho desejado.

                              Nó de 8

                              O Nó de 8 é um nó simples e muito utilizado na náutica, escalada e outras atividades. Ele serve como um nó de parada para evitar que a corda escape de polias ou anéis e é fácil de fazer e desfazer. Confira o passo a passo:

                              • Segure a ponta da corda (chicote) em uma mão, enquanto o lado fixo da corda (parte longa) fica na outra.
                              • Leve a ponta solta sobre a corda fixa, formando um laço.
                              • Continue girando a ponta solta ao redor da corda fixa, criando uma volta completa.
                              • Para criar o 8, passe o chicote por baixo da parte fixa da corda, levando-o em direção ao laço que você criou inicialmente.
                              • Insira o chicote no laço pela parte de cima, formando a figura de um “8”.
                              • Puxe o chicote e a corda fixa simultaneamente para ajustar o nó. Certifique-se de que o formato do “8” esteja simétrico e bem firme.

                              Volta do Fiel

                              O nó Volta do Fiel é um nó prático para amarrar uma corda a um objeto fixo, como um mastro, argola ou estaca. Ele é rápido de fazer e desatar, sendo muito usado em embarcações e no dia a dia. Veja as instruções:

                              • Passe a ponta da corda (chicote) ao redor do objeto em que deseja amarrar.
                              • Leve o chicote por cima da corda fixa (parte longa) e cruze-a para formar uma laçada ao redor do objeto.
                              • Faça uma segunda volta ao redor do objeto, repetindo o mesmo movimento da primeira, mas deixando a ponta solta da corda (chicote) posicionada para o próximo passo.
                              • Passe o chicote por baixo da corda fixa, formando um cote (alça). Aperte o nó puxando o chicote e a parte longa da corda, ajustando bem as voltas.

                              Nó de Escota

                              O Nó de Escota é usado principalmente para unir duas cordas de espessuras diferentes de forma segura. Ele é simples e bastante eficiente. Saiba como fazer:

                              • Segure a corda mais grossa com uma das mãos e a corda mais fina com a outra. Na corda mais grossa, faça uma alça simples (laço) sem dar voltas, deixando-a pronta para envolver a corda mais fina.
                              • Passe a ponta solta da corda mais fina (chicote) pelo laço da corda grossa, vindo de baixo para cima.
                              • Leve o chicote da corda fina ao redor da parte externa do laço (corda grossa) e passe-o novamente por dentro do laço, desta vez no sentido inverso ao anterior.
                              • Puxe as extremidades de ambas as cordas (fixas e soltas) para ajustar o nó. Certifique-se de que ele esteja firme e simétrico.

                              Volta do Cunho

                              Muito utilizado para atracar uma embarcação no porto, cais ou marina, o Volta do Cunho possibilita prender a proa ou popa do barco no gradeamento do cais. Para praticá-lo da melhor forma, é preciso ter um gancho de fixação, pois será necessário passar a corda por ele, simulando uma atracagem. Bastante resistente e firme, esté nó ainda pode ser desfeito com facilidade. Siga o passo a passo:

                              • Passe a ponta da corda (chicote) ao redor do objeto fixo, formando uma volta simples.
                              • Passe novamente o chicote por cima da volta inicial, criando uma segunda volta ao redor do objeto.
                              • Agora, passe o chicote por baixo da corda que você acabou de passar, criando uma segunda laçada ao redor do objeto.
                              • Puxe o chicote e a parte fixa da corda (longa) simultaneamente, ajustando bem o nó.
                              • Certifique-se de que o nó esteja firme e seguro, formando uma estrutura robusta.

                               

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                                Passeio de barco: dicas para cuidar da pele antes, durante e depois

                                A rotina a bordo abrange também os cuidados com a pele. Confira as dicas de NÁUTICA

                                04/01/2025

                                Verão, sol, água e vento formam uma bela união, principalmente quando se está navegando. Mas eles podem ser também vilões, caso os cuidados com a pele fiquem em segundo plano.

                                Por isso, a equipe de NÁUTICA reuniu algumas dicas básicas de como cuidar da pele antes, durante e depois dos passeios. São medidas simples, recomendadas pelo Ministério da Saúde — e que devem ser adotadas na rotina para além do momento sobre as águas.

                                Proteção

                                Aplicar filtro solar meia hora antes da exposição solar e fazer a reposição a cada 2 horas é essencial para manter a pele protegida dos raios UV e evitar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e outras dores de cabeça que a falta de proteção pode trazer. Além disso:

                                • De acordo com o seu tipo de pele, escolha um protetor solar com fator de proteção acima de 30;
                                • Evite a exposição direta ao sol, em especial, de 10h às 16h;
                                • Use chapéus e óculos escuros;
                                • Proteja as crianças com chapéu de abas;
                                • Opte por roupas leves e que não retêm muito calor;
                                • Se for se manter em contato direto com o sol por muito tempo, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais com sombra, frescos e arejados.

                                Hidratação do organismo

                                Você deve ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia para ajudar a manter a pele e o corpo sempre hidratados. Em dias mais quentes, contudo, é recomendado que a ingestão ultrapasse essa quantidade. O complemento pode ser feito com outros líquidos, como água de coco, por exemplo. No geral:

                                • Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;
                                • Evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar;
                                • Crianças, idosos e pessoas com alguma comorbidade podem não sentir sede. Ofereça-lhes água.

                                Alimentação

                                A alimentação é um fator importante que está diretamente ligado à pele, apesar de algumas pessoas ainda não levarem isso em consideração. Principalmente no verão, ela deve ser leve e saudável, à base de frutas, verduras e legumes, que ajudam na hidratação do corpo e têm propriedades benéficas para a pele. Aqui vão algumas dicas:

                                • Evite bebidas alcoólicas, já que elas aumentam a diurese e podem causar desidratação;
                                • Prefira alimentos preparados na hora;
                                • Evite os alimentos gordurosos, muito salgados ou condimentados, assim como os perecíveis expostos por muito tempo à temperatura ambiente;
                                • Procure consumir uma maior quantidade de fibras, cereais, frutas e grãos.

                                Limpeza e hidratação da pele

                                Após a navegação, é recomendado um banho rápido e morno, de preferência com sabonete a base de glicerina, para evitar o ressecamento da pele. Além disso, escolha um hidratante corporal para usar e abusar, já que hidratação nunca é demais!

                                 

                                Leve em conta as propriedades de cada um, seu tipo de pele e preferência de fragrância. O uso pós-banho mantém a pele macia e hidratada. Eles podem, também, relaxar e acalmar, de acordo com a fragrância escolhida.

                                 

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                                  Ponto Nemo: conheça o lugar do Oceano Pacífico que abriga “cemitério” de espaçonaves

                                  Local mais isolado que qualquer pedaço de terra abriga desde satélites até estações espaciais

                                  03/01/2025

                                  Dizem que o ser humano sabe mais sobre o que há no espaço do que no fundo do oceano. O Ponto Nemo, nas profundezas do Pacífico Sul, é como uma junção do que há de mais misterioso nesses dois extremos do universo: o local traz um cemitério de espaçonaves diretamente do fundo do mar.

                                  Considerado o ponto mais isolado do mundo, distante de qualquer continente ou ilha, a cerca de 2.700 km da terra mais próxima, o Ponto Nemo abriga em suas profundezas objetos espaciais já sem utilidade, como satélites, espaçonaves e estações espaciais.

                                  Por lá estão a Estação Espacial Mir (que operou na órbita baixa da Terra entre 1986 e 2001), da era soviética, seis naves do programa Salyut (de 1970), 140 veículos de reabastecimento da Rússia, seis veículos de transferência de carga lançados pelo Japão e cinco da Agência Espacial Europeia (ESA).

                                   

                                  Vale destacar que o local continua a receber restos de espaçonaves e satélites ao final de suas vidas úteis. Inclusive, no futuro, está previsto que a Estação Espacial Internacional (ISS) também seja desorbitada na área, por volta de 203,0 conforme planos divulgados pela NASA.

                                  Estrategicamente isolado

                                  O Ponto Nemo recebeu esse nome como uma homenagem ao livro Vinte Mil Léguas Submarinas, uma das obras literárias mais famosas do escritor francês Júlio Verne. Na história, o engenheiro e dono de um submarino batizado de Náutilus é conhecido como Capitão Nemo.

                                   

                                  Para se ter uma ideia do quão isolado é o local, os humanos mais próximos do Ponto são os astronautas da Estação Espacial Internacional (a ISS), que ficam a cerca de 415 km de distância (pela altitude) quando sobrevoam o local. Não há atividades humanas nos arredores do Ponto Nemo, nem mesmo para transporte marítimo ou pesca.

                                  Quanto aos animais, poucos deles vivem por perto. Isso se dá pelo fato de que o Ponto Nemo está no meio do Giro do Pacífico Sul, onde há uma imensa corrente oceânica giratória, com águas superficiais de 5,8ºC, que bloqueiam a entrada de água mais fria e rica em nutrientes.

                                   

                                  Outro fator que implica na pequena quantidade de seres vivos no local é a baixa quantidade de matéria orgânica carregada pelo vento até lá, dificultando a proliferação de animais. Quem sai ganhando são apenas as bactérias, capazes de alimentar poucos seres, como o caranguejo-yeti.

                                  Isolado, mas não secreto

                                  Apesar de isolado e distante de qualquer interação humana, o Ponto Nemo pode ser localizado no globo terrestre. O local fica aproximadamente na metade do caminho entre a Nova Zelândia e o sul do Chile, em uma gigantesca faixa de azul do mar.


                                  Para uma localização mais exata, é necessário traçar um triângulo entre três ilhas equidistantes: a Ilha Dulce (que fica próxima à Polinésia Francesa) ao norte; a Ilha de Maher, na Antártica, ao sul; e Motu Nui, uma das Ilhas de Páscoa, a nordeste. O local estará no centro deste triângulo.

                                   

                                  Ou, de forma mais prática, é possível localizá-lo através do Google Maps utilizando as seguintes coordenadas: 48°52’6″S 123°23’6″ W, fornecidas pelo National Ocean Service, divisão do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), agência do governo dos Estados Unidos.

                                  “A localização de três pontos equiláteros é bastante única e não há outros pontos na superfície da Terra que poderiam substituir qualquer um deles”, explicou o engenheiro e pesquisador Hrvoje Lukatela, em entrevista à BBC. Lukatela foi o responsável por descobrir o Ponto Nemo em 1992, usando um software de computador.

                                   

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                                    Conheça a história do Barba Negra, um dos mais célebres piratas que já existiu

                                    Entre fósforos acesos no cabelo e saques à colônias, Edward Teach é lembrado até os dias atuais

                                    Por: Redação -
                                    02/01/2025

                                    Ele levou terror pelos mares por apenas três anos (entre 1716 e 1718), tempo suficiente para se converter em um dos mais célebres piratas de sua época, saqueando implacavelmente as colônias inglesas da costa sudeste da América do Norte e do mar do Caribe. Seu nome? Edward Teach, o Barba Negra.

                                    Nascido em 1680, em Bristol, na Inglaterra, Edward servia num navio corsário baseado na Jamaica quando decidiu virar pirata, assumindo a identidade de Barba Negra. Para isso, deixou os cabelos revoltos e a barba crescerem e passou a fazer uso de artifícios psicológicos para adquirir respeito e obter uma rápida rendição de suas vítimas.

                                    Entre outras artimanhas, o pirata usava fósforos acesos emaranhados no cabelo para se envolver em fumaça e cheiro de enxofre. Não por acaso, todos tremiam na base ao ver sua bandeira flamular.

                                     

                                    A bandeira em questão representava um esqueleto perfurando um coração com uma lança ou, mais provavelmente, um pano preto com uma caveira no centro — o célebre emblema dos piratas.

                                     

                                    Dentro de seu arsenal de “guerra psicológica”, pouco antes da batalha ele deixava seus marinheiros acenderem detonadores explosivos falsos, que mantinha enfiados sob o chapéu e a longa barba, obviamente preta.

                                    Foto: Queen Anne’s Revenge Project / Reprodução

                                    Em 28 de novembro de 1717, no Mar do Caribe, Barba Negra capturou um navio-negreiro francês chamado Concorde. A embarcação transportava pessoas escravizadas para a Guiana Francesa e estava armada com 14 canhões.

                                     

                                    Edward descarregou os membros da tripulação e os escravizados que não quiseram juntar-se aos piratas. Então, reforçou o armamento do navio para 40 canhões e rebatizou-o como Queen Anne’s Revenge (“Vingança da Rainha Anne”, em tradução livre) — o famoso QAR.

                                    Foto: Modelo do Queen Anne’s Revenge / North Carolina Museum of History / Reprodução

                                    Era o que faltava para Barba Negra tornar-se uma lenda. Em seu currículo, ele capturou cerca de 140 navios e espalhou terror — sem nunca ser cruel com as tripulações adversárias.

                                     

                                    Em junho de 1718, o QAR encalhou em um banco de areia na costa da Carolina do Norte. A sorte do pirata Barba Negra parecia ter acabado: seu esplêndido navio estava perdido.

                                    Foto: North Carolina Museum of History / Reprodução

                                    Depois de uma fuga e uma longa perseguição, Barba Negra foi atacado por forças avassaladoras em 22 de novembro. A ofensiva era comandada pelo tenente da Marinha britânica Robert Maynard, que fora enviado pelo governador da Virgínia.

                                     

                                    Após uma árdua batalha, Barba Negra foi morto em combate. Seu corpo exibia 25 ferimentos, incluindo cinco de tiros. Dizem que sua cabeça decepada foi presa na ponta do gurupés do navio de Maynard, para desencorajar outros saqueadores dos mares.

                                    O que aconteceu com o navio do Barba Negra?

                                    Depois que o pirata Barba Negra morreu, o seu navio QAR foi engolido pelo mar. A embarcação acabou coberta de corais e escondida dos olhos humanos por quase 300 anos. Em 1996, após extensas investigações, o navio do Barba Negra foi finalmente encontrado, na costa da Carolina do Norte.

                                    Foto: Queen Anne’s Revenge Project / Reprodução

                                    Os responsáveis pela descoberta são da Intersal Inc, um grupo de pesquisa privado que opera com permissão do Departamento de Recursos Naturais e Culturais da Carolina do Norte. Os primeiros objetos encontrados foram um canhão e âncoras.


                                    Nos anos seguintes, muitas outras partes do navio do Barba Negra foram descobertas pelo Queen’s Anne Revenge Project, em colaboração com a East Carolina University of North Carolina. Esta associação trata da recuperação, restauração e utilização pelo público do que foi encontrado, e continua a estudar os acontecimentos de três séculos atrás.

                                     

                                    O objetivo é desenterrar o que sobreviveu à nave de Edward Teach e descobrir o que realmente aconteceu com o QAR. Foi realmente o erro gigantesco de um comandante experiente como o Barba Negra que fez seu amado navio encalhar? De acordo com os últimos estudos publicados pelo arqueólogo Jeremy Borrelli, a resposta é “não”.

                                    Foto: Royal Museums Greenwich / Reprodução

                                    Vale ressaltar que, na época do pirata Barba Negra, as viagens marítimas não eram boas para os cascos de navios de madeira. Bactérias, cracas, parasitas e ondas do mar enfraqueciam as estruturas do barco. Os reparos, então, eram feitos com bainhas de chumbo e pelos de vaca encharcados de alcatrão ou piche para calafetagem.

                                     

                                    Esses materiais foram encontrados em grandes quantidades nos destroços do navio do Barba Negra, comprovando que o barco não estava em boas condições quando encalhou. Talvez o QAR já estivesse irremediavelmente perdido e Barba Negra estivesse ciente disso.

                                    Na verdade, depois de perder o navio, ele misteriosamente abandonou parte da tripulação para sair em um pequeno barco, com a maior parte do que havia saqueado. Parecia uma manobra bem planejada. Então, quem sabe, pode ser que o tesouro do Barba Negra ainda esteja em algum lugar. Talvez escondido em alguma ilha deserta, dentro de baús esperando para serem encontrados.

                                     

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                                      Confira as praias do Brasil com Bandeira Azul na temporada 2024/2025

                                      Santa Catarina lidera o ranking e São Paulo tem praia conquistando o feito pela 15ª vez consecutiva. Veja a lista completa atualizada

                                      01/01/2025

                                      Os brasileiros que quiserem aproveitar o verão com qualidade terão nada menos que 38 praias com o selo Bandeira Azul para visitar na temporada 2024/2025. São sete a mais que na temporada 2023/2024. Esses destinos atendem a 34 requisitos relacionados à qualidade da gestão ambiental.

                                      Quem aponta quais praias são as merecedoras do selo é a ONG Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca, responsável há mais de 15 anos pela distribuição do reconhecimento.

                                      Praia do Sossego, em Niterói. Foto: Visit Niterói/ Divulgação

                                      Entre as 38 praias brasileiras selecionadas para a temporada 2024/2025 da Bandeira Azul, o grande destaque foi para Santa Catarina, que lidera o ranking com 20 praias (duas a mais que na temporada passada), seguido pelo estado do Rio de Janeiro, com 12 (três a mais) e pela Bahia, com três (uma a menos que em 2023/2024).

                                       

                                      Nesta temporada, os estados de Alagoas, Ceará e São Paulo estão na lista com um certificado cada. O litoral paulista, contudo, se destaca por ter, pela 15ª vez consecutiva, a Praia do Tombo, no Guarujá, premiada com o selo Bandeira Azul.

                                      Confira as 38 praias brasileiras reconhecidas com o selo Bandeira Azul

                                      Santa Catarina

                                      Praia do Forte, São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
                                      • Praia da Ponta do Jacques, em Balneário Piçarras;
                                      • Prainha de Itá, em Itá;
                                      • Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú;
                                      • Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú;
                                      • Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú;
                                      • Praia de Piçarras, em Balneário Piçarras;
                                      • Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas;
                                      • Praia de Mariscal, em Bombinhas;
                                      • Praia da Conceição, em Bombinhas;
                                      • Lagoa do Peri, em Florianópolis;
                                      • Praia Grande, em Governador Celso Ramos;
                                      • Praia do Ervino, em São Francisco do Sul;
                                      • Praia do Forte, em São Francisco do Sul;
                                      • Praia Grande, em São Francisco do Sul;
                                      • Praia da Saudade, em São Francisco do Sul;
                                      • Praia Central, em Balneário Piçarras;
                                      • Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos.

                                      Rio de Janeiro

                                      Prainha, no Rio de Janeiro. Foto: Alexandre Macieira/ Riotour/ Divulgação
                                      • Praia Azeda e Azedinha, em Armação de Búzios;
                                      • Praia de Ubás, em Iguaba Grande;
                                      • Praia das Pedras de Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia;
                                      • Prainha, no Rio de Janeiro;
                                      • Praia da Reserva, no Rio de Janeiro;
                                      • Praia do Forno, em Armação de Búzios;
                                      • Praia do Peró, em Cabo Frio;
                                      • Praia do Sossego, em Niterói;
                                      • Praia das Pedras de Itaúna, em Saquarema;
                                      • Praia de Tucuns, em Búzios;
                                      • Praia de Grumari, na cidade do Rio;
                                      • Praia lagunar Caiçara, em Arraial do Cabo.

                                      Bahia

                                      Praia de Guarajuba, em Camaçari. Foto: Prefeitura de Camaçari/ Divulgação
                                      • Praia de Guarajuba, em Camaçari;
                                      • Praia de Paraíso, em Guarajuba;
                                      • Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador.

                                      Alagoas

                                      Praia do Patacho, em Porto de Pedras, Alagoas. Foto: Lucas Meneses/ Setur Alagoas/ Reprodução
                                      • Praia do Patacho, em Porto de Pedras.

                                      Ceará

                                      Praia do Cumbuco, em Caucaia, Ceará.
                                      • Praia do Cumbuco, em Caucaia.

                                      São Paulo

                                      Praia do Tombo, no Guarujá. Foto: Portal Guarujá de Turismo/ Divulgação
                                      • Praia do Tombo, no Guarujá.

                                      11 marinas também ganharam Bandeira Azul

                                      Na temporada 2024/2025 são 11 as marinas reconhecidas com o selo Bandeira Azul no Brasil. Destas, cinco estão em Santa Catarina, três em São Paulo, duas no Rio e uma na Bahia. Confira a lista.

                                      Santa Catarina

                                      Marina Itajaí. Foto: Revista Náutica
                                      • Marina Itajaí, em Itajaí, palco do Marina Itajaí Boat Show;
                                      • Marina Villareal, em São Francisco do Sul;
                                      • Marina da Conceição, em Florianópolis;
                                      • Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha, em Florianópolis;
                                      • Tedesco Marina, em Balneário Camboriú.

                                      São Paulo

                                      • Dársena Voga Marine, em Ubatuba;
                                      • Centro Náutico Kauai, em Ubatuba;
                                      • Iate Clube Santos, no Guarujá.

                                      Rio de Janeiro

                                      • Iate Clube Santos, em Angra dos Reis;
                                      • Associação Marina Costabella, em Angra dos Reis.

                                      Bahia

                                      • Yacht Clube da Bahia, em Salvador.

                                       

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                                        Paolo Vitelli, fundador do grupo Azimut-Benetti, faleceu aos 77 anos após um acidente doméstico na Itália

                                        Por: Otto Aquino -
                                        31/12/2024

                                        O mar perdeu um de seus maiores navegantes: Paolo Vitelli, fundador do grupo Azimut-Benetti, faleceu aos 77 anos após um acidente doméstico na Itália. Conhecido como “O rei dos iates”, o fundador da Azimut Benetti foi encontrado morto em sua casa nas montanhas, em Ayas, no Val d’Aosta, onde passava as festas de fim de ano.

                                         

                                        Apesar da triste notícia, sua trajetória, marcada por inovação, coragem e paixão pelos mares, permanecerá navegando nas águas da memória coletiva.

                                        O homem que sonhava com iates

                                        Paolo Vitelli começou sua jornada em 1969, quando transformou uma pequena empresa de locação de barcos na Azimut Yachts, uma das maiores fabricantes de iates de luxo do mundo. Sua visão ia além das ondas: ele queria reinventar o que significava estar a bordo. E conseguiu.

                                        Em 1985, Vitelli deu um passo ousado ao adquirir a Benetti, uma histórica marca italiana de megaiates. Foi ali que nasceu o grupo Azimut-Benetti, hoje um império que lidera consistentemente o mercado global de iates. Com designs inovadores e uma busca incessante por tecnologia de ponta, Paolo não apenas construiu barcos — ele construiu sonhos.

                                        Inovação e elegância: a marca de Vitelli

                                        O que separava Paolo Vitelli de outros empresários era sua obsessão pela perfeição. Sob sua liderança, o grupo trouxe inovações que mudaram o jogo: janelas panorâmicas que ampliavam a conexão com o mar, fibra de carbono para tornar os barcos mais leves e eficientes, e designs que eram verdadeiras obras de arte flutuantes.

                                         

                                        Ele trabalhou com gigantes do design náutico, como Stefano Righini e Achille Salvagni, entregando ao mundo iates que eram mais do que embarcações — eram experiências.

                                        Fábrica da Azimut na Itália

                                        Uma liderança global

                                        Paolo também entendeu como poucos a importância de expandir horizontes. Sob sua direção, o grupo Azimut-Benetti conquistou mercados na Ásia, América do Norte e Oriente Médio. Ele sabia que o luxo não tinha fronteiras e que o mar era um convite universal.

                                         

                                        Mas ele também olhou para o futuro. A sustentabilidade tornou-se uma de suas prioridades nos últimos anos, com investimentos em tecnologias que reduziam o impacto ambiental.

                                        Conexão com o Brasil

                                        Paolo Vitelli também deixou sua marca em terras brasileiras. Em 2010, ele inaugurou a fábrica da Azimut Yachts em Itajaí, Santa Catarina, consolidando a presença do grupo na América Latina. A unidade rapidamente se tornou referência na construção de iates de luxo na região, empregando tecnologia de ponta e mantendo os altos padrões de qualidade que caracterizam o grupo Azimut-Benetti.


                                        O Brasil, com sua imensa costa e paixão pelo mar, foi uma escolha estratégica, e sob a liderança de Vitelli, tornou-se um dos mercados mais promissores para o setor. A fábrica é, hoje, um símbolo do legado global de Paolo, unindo o melhor do design italiano à essência náutica brasileira.

                                        Fábrica da Azimut Yachts no Brasil

                                        Legado eterno

                                        Não é exagero dizer que Paolo Vitelli moldou a indústria náutica moderna. Ele ganhou prêmios, como o Boat Builder Award, e entrou para o Hall da Fama da Náutica. Mas talvez seu maior legado seja algo mais intangível: a inspiração.

                                         

                                        Ele ensinou que, com visão e coragem, é possível navegar além do horizonte. E, como em toda grande jornada, o destino final não é o mais importante. É o caminho percorrido, as ondas desbravadas, os sonhos realizados.

                                         

                                        Hoje, o grupo opera por meio de seis estaleiros na Itália e um no Brasil, produzindo lanchas de 9 a 110 metros com as marcas Azimut e Benetti, com cerca de 2,5 mil funcionários e uma força de trabalho permanente de aproximadamente 5 mil pessoas.

                                        Adeus ao mestre

                                        Hoje, enquanto os estaleiros da Azimut-Benetti seguem construindo embarcações que levam o nome de Paolo para os quatro cantos do mundo, sua filha, Giovanna Vitelli, continua o legado da família. Paolo Vitelli partiu, mas sua obra é eterna. O mar pode ter perdido um navegador, mas ganhou um mito.

                                         

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                                          Por: Redação -

                                          Com bom-senso e algumas precauções, crianças são mais do que bem-vindas nos barcos. A única ressalva é, claro, é em relação aos cuidados.

                                          É comum as crianças se entediarem rapidamente a bordo de um barco, porque mal podem se mover livremente nele. Cabe, portanto, aos adultos, zelar tanto pela segurança quanto pela distração delas, para que os passeios sejam bons para todos.

                                          Tudo se resolve com bom senso, precauções e regras. Como estas, que fazem partem do cuidados de quem quer partir com crianças. Até porque, com elas, qualquer passeio náutico fica melhor ainda. Confira nossas dicas!

                                          Colete salva-vidas

                                          Antes de tudo, o uso do colete salva-vidas é obrigatório. E ponto final. Não importa se as crianças sabem nadar. O colete deve ter gola, para manter o rosto sempre fora d’água, em caso de queda. Um apito faz parte do kit — e a garotada costuma se divertir com ele.

                                          Passeios curtos

                                          Esqueça as longas navegações. Prefira passeios curtos, com várias paradas. Lugares com águas serenas, para as crianças mergulharem, são os ideais.

                                          Brinquedos a bordo

                                          Os brinquedos comuns ficaram em terra firme. Mas há outros também muito divertidos. Por exemplo: máscara de mergulho e equipamentos de pesca e esqui. Um bote a remo, claro, não pode faltar.

                                          Tripulante mirim

                                          É muito importante mostrar à criança que ela faz parte da tripulação. Distribuir tarefas fáceis ajuda a integrá-la e a sentir-se responsável. Peça ajuda para amarrar o barco no píer, verificar a aproximação de outras embarcações e aferir os dados de sonda, radar e GPS. As crianças costuma contar aos amigos, com orgulho dessas proezas.

                                          Hidratação o tempo todo

                                          Faça com que as crianças bebam muita água, frequentemente. Tem mais: evite levar salgadinhos ou comidas diferentes a bordo, prefira alimentos leves, como frutas ou sanduíches.

                                          Atenção aos pulos

                                          Aja com rigor, proibindo crianças (e também adultos) de pular na água com o barco em movimento, ainda que próximo da orla e com velocidade baixa.

                                          Sentados e no lugar certo

                                          Quando o barco estiver em movimento, não tem outro jeito: obrigue as crianças a ficarem sentadas, para evitar tombos. Além disso, proíba de sentarem-se na borda ou na proa do barco, em qualquer circunstância.

                                          Troca de roupa

                                          Casacos a bordo são essenciais, mesmo no verão. Eles protegem não só da chuva, mas, sobretudo, do vento. Leve também uma muda de roupa seca extra para cada criança. E não se esqueça: toalhas ajudam a preparar um cantinho para dormir.

                                          Proteja-se do sol

                                          Reclame ou não, criança precisa usar chapéu, além de protetor solar, que deve ter fator de proteção alto e ser reaplicado com constância. Pode parecer excesso de cuidado, mas não deixe que fiquem com a pele molhada. As gotas d’água potencializam o efeito dos raios solares. Tenha uma toalha sempre à mão.

                                          Refresque as crianças

                                          Calor em excesso faz mal em qualquer idade. Para resolver o problema, basta fazer as crianças entrarem na água, vez ou outra. Elas nem notarão que é um tratamento de saúde.


                                          Alternativas para dias de chuva

                                          O tempo piorou e começou a chover? Ainda bem que você é precavido e trouxe papel, lápis de cor e jogos para entreter a garotada longe do aguaceiro.

                                          Evite enjoos

                                          Se a criança tem tendência a marear, é melhor recorrer a um remédio contra enjoo ainda antes do embarque. E ensine-a a olhar para fora do barco, no horizonte.

                                          Farmacinha

                                          Claro que, antes de zarpar, você deve conferir a caixa de primeiros socorros. Curativos e remédios contra dor, febre e enjoo são indispensáveis.

                                           

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                                            Conheça o gigante túnel japonês que liga duas ilhas por baixo do mar

                                            História do Seikan Tunnel envolve bilhões de reais, risco de terremoto e transporte até os dias atuais

                                            Por: Redação -
                                            30/12/2024

                                            Quem costuma se deslocar com frequência de uma cidade a outra sabe que uma das melhores alternativas é abusar, quando possível, do bom e velho trem. Mas do outro lado da Terra, a viagem pela linha férrea conta com um tempero a mais: quase metade dela é feita por baixo do mar, como é o caso do túnel japonês Seikan Tunnel.

                                            Inaugurado em 1988 após mais de 40 anos de pesquisa, planejamento e construção, o túnel une as ilhas de Honshu e Hokkaido e conta com uma infraestrutura gigante de 53,85 quilômetros, sendo 23,3 quilômetros subaquáticos, a cem metros abaixo do mar.

                                            Túnel é bastante usado para cargas e passageiros. Foto: Encino/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                                            A grandeza da obra japonesa lhe rendeu o posto de segundo túnel ferroviário mais longo do mundo — atrás apenas do Gotthard Base Tunnel, que passa pelos Alpes Suíços, mas não vai por baixo do mar. Vale destacar que o túnel japonês Seikan também não ganha em maior extensão subaquática: a vitória pertence ao The Channel Tunnel — que liga a Inglaterra à França — e que possui 37,9 quilômetros submersos.

                                            Projeto de bilhões

                                            É de se imaginar que a construção do Seikan Tunnel não saiu nada em conta. Estima-se que o valor total empregado foi de 689 bilhões de ienes, equivalentes a cerca de R$ 23 bilhões (valor convertido em março de 2024). Há ainda quem diga que o gasto chega a 1,1 trilhão de iene (R$ 37 bi), embora a origem da estimativa não seja clara.

                                            Trem chegando à Estação Tappi-kaitei, dentro do Túnel Seikan. Foto: Creative Commons/ Reprodução

                                            Até hoje, mais de 50 trens de carga e de passageiros utilizam a megaestrutura do túnel japonês por dia, mas não pense que tirá-lo do papel foi moleza. As escavações começaram em 1964 e a Linha Ferroviária Nacional do Japão, que comandou a obra, teve que lidar com diversos perrengues.

                                            Foto: Google Maps/ Reprodução

                                            Um bom exemplo é a instabilidade da rocha e do solo sob o Estreito de Tsugaru, o que impediu o uso de maquinário para a perfuração do túnel e fez com que os trabalhadores tivessem que explodir 54 quilômetros em uma grande zona suscetível a terremotos.

                                            Além disso, dos mais de três mil funcionários empregados no projeto, foram registradas ao menos 34 mortes no período da obra.

                                            Ideia desembarcou no Brasil

                                            Assim como o The Channel Tunnel, que permite que viajantes se desloquem rapidamente da Inglaterra em direção à França — e vice e versa — , o Seikan Tunnel garante o percurso de Tóquio a Hakodate, uma das principais cidades de Hokkaido, em apenas quatro horas.

                                            Projeção da distância do túnel que ligará Santos e Guarujá. Foto: Secretaria de Logística e Transportes de SP / Divulgação

                                            No Brasil, a ideia de um túnel subaquático tem ganhado espaço e pode representar a primeira construção do tipo na América Latina. Caso tome forma, a proposta ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, e reduzirá a costumeira viagem de 50 minutos de carro para breves um minuto e meio de trem.

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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                                              Por: Redação -
                                              29/12/2024

                                              Quem frequenta o litoral norte paulista costuma ficar intrigado quando olha para o mar e, lá longe, vê uma pontuda ilha. E a curiosidade aumenta ainda mais quando se descobre que ela não só é habitada, como tem um nome curioso: Ilha Montão de Trigo.

                                              Poucos resistem à tentação de saber um pouco mais sobre ela, embora quase ninguém a visite. “Quando digo que moro na ilha, as pessoas logo começam a fazer perguntas”, conta o pescador Adilson de Almeida Oliveira, um legítimo “monteiro”, como se autodenominam os habitantes da Montão de Trigo.

                                              Nascido lá mesmo, onde vive com mulher e dois filhos, o pescador diz que “querecm saber tudo, principalmente como conseguimos viver em um lugar tão isolado. E eu respondo que, além de ótimo, é fácil.”

                                              Como é a vida na Ilha Montão de Trigo

                                              Os habitantes da Ilha Montão de Trigo vivem em casas simples, que usa compensados de materiais reciclados para a construção. Quase todos são parentes, já que os casamentos quase sempre acontecem entre primos e primas, tios e sobrinhas etc. Por isso, os poucos moradores da ilha têm quase sempre o mesmo sobrenome: Oliveira.

                                              Marcos Bonello/Acervo Prefeitura de São Sebastião/Divulgação

                                              Toda a energia da Ilha Montão de Trigo vem de placas solares, mas elas não garantem o suficiente para todos os aparelhos, o dia inteiro.

                                               

                                              A comunidade abriga casas, igreja, escola e um campo de futebol improvisado — onde, no entanto, é raro haver jogadores suficientes para formar dois times de verdade.

                                               

                                              Na escola local, todos os alunos estudam juntos, não importa a idade, já que há uma única sala de aula. A professora, que mora no continente, chega à Ilha Montão de Trigo toda segunda-feira. Durante a semana, a escola é também a casa dela.

                                              A Ilha Montão de Trigo tem praias?

                                              Na Ilha Montão de Trigo não há praia. Ela é rodeada de pedras, algumas com impressionantes cortes, riscos e entalhes — feitos, ao longo de milênios, pela ação do mar e do vento.

                                               

                                              As pedras também margeiam a sua piscina natural, onde o fundo de areia torna a água do mar ainda mais clara — o local faz o papel de “praia” da ilha, e é destino certo de dez em cada dez visitantes.

                                              Mas, como não há praias nem atracadouro fixo, quem chega à ilha só pode desembarcar através do “portinho”, um curioso sistema de troncos roliços, sobre os quais os botes são puxados e deslizam pedra acima. Para fazer isso, é preciso autorização (e ajuda) dos ilhéus.

                                              Por que a Ilha Montão de Trigo tem esse nome?

                                              Embora a ilha tenha o formato de uma pirâmide e, quando vista de longe, lembra bastante um “monte feito de farinha”, a origem do seu curioso nome, segundo os próprios moradores, não tem nada a ver com a sua silhueta.

                                               

                                              O nome, na verdade, vem do naufrágio de um barco carregado de trigo nas proximidades da ilha, séculos atrás, o que gerou pilhas de sacas de farinha trazidas para terra firme — daí o “montão de trigo”.

                                               

                                              “Meu avô sempre me contou isso”, garante o pescador Adilson, apesar de não haver provas concretas da história, tampouco da origem dos primeiros habitantes da ilha.

                                               

                                              Reza a lenda que teriam sido dois irmãos portugueses que, 300 anos atrás, foram viver lá com duas índias, dando origem à hoje onipresente família Oliveira, sobrenome de praticamente todos os moradores da ilha.


                                              A Ilha Montão de Trigo pode ser visitada?

                                              Sim, é permitido se visitar a Ilha Montão de Trigo, mas convém pedir autorização de algum morador. Embora a ilha não pertença a eles (e sim à Secretaria do Patrimônio da União), desde 2012 os moradores da Montão de Trigo têm o direito de uso exclusivo da ilha. Foi o primeiro caso de concessão de um Termo de Autorização de Uso Sustentável para os moradores de uma ilha.

                                               

                                              Os monteiros, porém, não podem vender suas casas — apenas usá-las, com a garantia de que ninguém poderá tirá-los de lá. Para viver lá, só mesmo nascendo na ilha ou se casando com um dos seus moradores.

                                              Onde fica a Ilha Montão de Trigo?

                                              A Ilha Montão de Trigo fica a cerca de uma dúzia de quilômetros da costa do litoral norte de São Paulo, na altura de Barra do Una, na metade do caminho entre Bertioga e São Sebastião.

                                               

                                              Para conhecê-la, a melhor maneira é procurar um dos barqueiros da ilha na praia de Barra do Sahy, onde eles fazem ponto à espera de turistas, ou alugar um barco ou fretar um passeio a partir das marinas de Barra do Una.

                                               

                                              A ilha tem trilhas e uma delas leva ao cume do monte, que fica a quase 300 metros de altura. Mas é uma subida um tanto puxada, que exige mais de duas horas de caminhada pela Ilha Montão de Trigo. A recompensa é uma vista estupenda de praticamente todo o litoral norte paulista. Nos dias mais claros, dá para ver até Ilhabela lá de cima.

                                              Tem sinal de celular na Ilha Montão de Trigo?

                                              O topo do monte (que, em síntese, é a própria ilha) guarda algumas torres retransmissoras de sinais, o que torna a isolada Montão de Trigo um dos pontos mais conectados do litoral paulista, apesar do seu isolamento.

                                               

                                              Dessa forma, os celulares pegam maravilhosamente bem em toda a ilha e os pescadores usam os aparelhos até para avisar os colegas da aproximação de cardumes no mar. Sinal de internet também não falta.

                                              Do que vivem os moradores da Ilha Montão de Trigo?

                                              Os moradores da Ilha Montão de Trigo vivem, praticamente, só da pesca, que é praticada ali mesmo, já que as águas da ilha são repletas de peixes. Entre as espécies mais fartas estão as garoupas, sororocas, lulas e bicudas — o peixe mais tradicional da ilha.

                                              As refeições na ilha são tipicamente caiçaras, com arroz com peixe e banana. O que não é consumido pelos moradores, os monteiros levam para vender em Barra do Una, a localidade do continente mais próxima da ilha, a cerca de seis milhas náuticas — ou meia hora de barco.

                                               

                                              Como não há refrigeradores na ilha para conservar os peixes capturados, os pescadores tratam de vendê-los rapidamente — ou mantê-los vivos, em tambores dentro d’água. Nos dois casos, é garantia de peixe sempre fresco para quem for comprá-los.

                                               

                                              Os monteiros passaram a ganhar algum dinheiro também levando turistas da Barra do Sahy para a linda praia quase vizinha às Ilhas, atividade que eles chamam de “fretes”. Mas, para o Montão de Trigo quase nunca levam alguém, uma vez que poucos se interessam em ir até lá. Só querem mesmo saber como é a vida na intrigante ilha.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Habilitação para jet

                                                É muito importante que se tenha habilitação de motonauta (MTA) para pilotar um jet. Ele é como qualquer outro meio de transporte e não pode ser pilotado por qualquer pessoa, de qualquer jeito. Inclusive, um erro pode gerar importantes consequências ao piloto e a outras pessoas.

                                                Local ideal para prática

                                                Com a habilitação em mãos, contudo, é preciso ter paciência e não correr direto para o mar agitado — isso costuma ser um erro comum dos iniciantes. É indicado que se pratique em águas abrigadas, sem barcos, pessoas, nem muito movimento, para ter um bom controle do jet.

                                                 

                                                Após o devido treino, aí sim navegar em condições e locais mais movimentados, com exposição aos elementos do mar. É importante ressaltar que jets não podem navegar em águas fora da área de “navegação interior”. Isso se refere a dois tipos de áreas, conforme a classificação a ser definida pela Capitania dos Portos local:

                                                • Área 1: águas abrigadas, tais como: lagos, lagoas, baías, rios e canais, onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas e não apresentem dificuldades ao tráfego das embarcações;
                                                • Área 2: águas parcialmente abrigadas, como locais onde, eventualmente, sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré, que dificultem o tráfego das embarcações.

                                                Pilotar jet e lancha não é a mesma coisa

                                                É comum achar que jet e lancha são intuitivos e por isso parecidos no jeito de pilotar, mas não é bem assim. Ao manobrar uma lancha, por exemplo, deve-se reduzir a velocidade e girar o timão. Mas caso faça isso com o jet, ele irá, basicamente, se deslocar em linha reta, o que acaba não sendo intuitivo para o piloto.

                                                Andar de moto aquática à noite

                                                Para os amantes da vida noturna marinha, fica o aviso: como o jet não possui luzes de navegação e não se classifica para este tipo de navegação, é estritamente proibido andar de jet à noite.


                                                O que é obrigatório para o passeio de jet

                                                Para não se ter uma surpresa desagradável ou correr riscos desnecessários — e ainda passar ileso numa fiscalização da Marinha do Brasil — ao andar de jet é necessário se atendar a alguns pontos.

                                                 

                                                É mandatório o uso do colete salva-vidas classe V, homologado pela Diretoria de Portos e Costas (para o condutor e passageiro). Também é preciso ter a chave de segurança atada ao pulso, ao colete ou a qualquer outra parte do condutor. Além disso, é obrigatório o uso de placa ou adesivo junto à chave de ignição, alertando o piloto quanto a obrigatoriedade de ser habilitado como Motonauta.

                                                E as crianças?

                                                Atenção para quem deseja andar de jet com crianças! É proibido o transporte dos pequenos com idade inferior a 7 anos na garupa de moto aquáticas, sendo também proibida a condução de crianças na frente do piloto.

                                                 

                                                Seguindo essas dicas básicas você pode aproveitar muito com amigos e familiares seus momentos em cima do jet. Boa diversão!

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Por: Redação -
                                                  27/12/2024

                                                  A equipe da NÁUTICA fez o teste do Sea-Doo GTR-X 300, uma das novidades que a marca apresentou em sua linha 2024. A moto aquática combina o motor Rotax 1630 ACE supercharged (com intercooler externo e 300 hp de potência) com um casco Polytec Gen II (o mesmo do modelo GTI).

                                                  O jet GTR-X 300 tem ainda fundo em V moderado e abas largas, que não deixam a água subir e atingir o rosto do piloto. Confeccionado com uma mistura de polipropileno e fibra de vidro de fios longos (material mais leve e muito resistente), esse casco é o primeiro da BRP conjugado com esse propulsor.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Na versão anterior, o GTR-X tinha um motor de 230 hp. Agora, com os 70 cavalos a mais, passou a fazer parte da família de alta performance da Sea-Doo, ao lado dos potentes RXP-X 325 e do RXT-X 325, ambos com 325 hp.

                                                   

                                                   

                                                  A promessa do Sea-Doo GTR-X 300 é de passeios bem rápidos e, ao mesmo tempo, confortáveis, perfeitos para diversão diária. Para tirar a prova dos nove, levamos o jet para as águas da represa de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Antes de embarcar, é notável ao primeiro olhar que o jet apresenta muitos atributos para conquistar os fãs da marca, além do novo motor. Como, por exemplo, a ergonomia do banco bipartido, com encosto lombar, o que — somado ao apoio para as pernas, ao lado, e aos tapetes inclinados antiderrapantes para os pés — permite que o piloto permaneça firmemente no controle, mesmo durante as manobras mais agressivas.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Esse assento, por conta do sistema de encaixe, pode ser estendido e acomodar três pessoas.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  A plataforma de embarque está equipada com o já conhecido (e eficiente) sistema de fixação de engate rápido, que a BRP registrou como LinQ, que permite prender diversos acessórios: de caixas térmicas a uma torre retrátil de esqui, passando por um tanque adicional de combustível de 15 litros (o tanque fixo tem capacidade de 70 litros).

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Completando o pacote de agrados na popa, existe a possibilidade de instalação de uma escada para reembarque (opcional vendido à parte).


                                                  Outros recursos bem-vindos estão no novo painel do Sea-Doo GTR-X 300, de 7,6 polegadas, de fácil leitura e muito completo. Nele, além de verificar velocímetro, rotações do motor, relógio, consumo, estatísticas e horímetro, é possível instalar o BRP Connect, aplicativo opcional que, conectado ao smartphone, dá acesso a músicas, informações sobre o clima e outros tantos recursos.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Vem equipado ainda com um sistema de som Bluetooth à prova d’água, que pode ser controlado diretamente no punho direito do guidão, esbanjando uma potência de mais de 100 Watts RMS. Por sua vez, o guidão, mais baixo, tem estilo de corrida, o que proporciona maior confiança na navegação.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Para melhorar ainda mais a receita, o Sea-Doo GTR-X 300 oferece muitos espaços de armazenamento, como um porta-malas frontal de 152 litros (dá para levar muita bagagem), um porta-luvas (profundo) de 9 litros e uma caixa estanque exclusiva para o celular, com tomada USB.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Antes ainda de subir no jet, examinamos o desenho do casco. Com 10,9 pés (3,32 metros), o Polytec Gen II tem V moderado na popa, quilhas (que dão mais estabilidade e não o deixam sair de traseira), abas do fundo (que jogam a água para baixo, produzindo uma navegação mais seca) e flapes, que contribuem para que jet fique mais à flor da água e, consequentemente, tenha uma melhor performance.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Além disso, na parte frontal superior do jet existem duas aletas que direcionam os respingos que possam vir diretamente no rosto do piloto.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Tudo somado, esse casco — aliado ao motor Rotax 1630, de 300 hp de potência — gera a expectativa de um desempenho agressivo e, ao mesmo tempo, bastante estável. Mas, será que o Sea-Doo GTR-X 300 cumpre o que promete?

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Hora de acelerar. Jet abastecido (o motor requer combustível premium, de 87 octanas), acionamos o modo Sport de pilotar e o ajuste automático do arranque (Launch Control, que evita que o jet fique cavitando na largada).

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  O Sea-Doo GTR-X 300 decola instantaneamente. De zero a 50 mph (80 km/h) chega em menos de 3 segundos. Basta não aliviar no manete para que, em menos de 20 segundos, alcance a velocidade máxima, que foi de mais 65 mph – mais de 100 km/h na água, como uma espécie de Ferrari náutica.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  O desempenho é turbinado por um supercharger, que produz um aumento de 12,8 psi, refrigerado por um intercooler externo. Vale lembrar que os motores de todos os jets da Sea Doo possuem um sistema de arrefecimento interno; ou seja, a água da represa ou do mar não entram no motor para a refrigeração.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  O modo Sport é o de alto desempenho. Com ele, o jet alcança aceleração máxima; em compensação, o consumo de combustível também vai lá em cima; inclusive, aparece um alerta no painel: “cuidado”.

                                                   

                                                  Existem outros dois modos de potência selecionáveis: Slow e Eco — com este, a gente pilota economizando combustível.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  O Sea-Doo GTR-X 300 vem equipado ainda com um limitador de velocidade, bem oportuno para pilotos que estão em treinamento ou que nunca usaram uma embarcação de alta performance.

                                                   

                                                  O manete da empunhadura esquerda controla o freio iBR e o sistema de ré. O sistema é intuitivo e rápido, facilitando no controle e nas manobras do GTR-X 300.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Nas manobras, o casco é tão radical quanto o do TR-3, da linha de cruzeiro esportiva RXT-X e RXP-X (os mais poderosos da marca, com motor de 325 hp). E ainda oferece uma navegação confortável, por conta de seu desenho, um pouco mais largo que o habitual, que absorve muito bem as marolas e mantém a trajetória nas curvas, com boa retomada, sem cavar demais na água e dando ao piloto uma sensação de segurança e controle total da máquina.

                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                  Em nenhum momento sente-se insegurança, mesmo quando o ponteiro marca velocidades mais radicais. Em resumo, pilotar o Sea-Doo GTR-X 300 é, de fato, uma delícia. E com um nível de conforto que nenhum outro jet oferece.

                                                   

                                                  * Por Renan Macedo, em colaboração para a Revista Náutica

                                                   

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                                                    Entre as novidades estão tubarões, raias, caranguejos, anêmonas, esponjas e outros animais até então desconhecidos pela ciência

                                                    NÁUTICA TRIP: navegamos a bordo da Victory 300 Ride na Flórida, nos Estados Unidos

                                                    Cada vez mais frequentado por brasileiros, desbravamos o trecho entre Fort Lauderdale e Miami, numa jornada de 12 horas

                                                    Por: Redação -
                                                    26/12/2024

                                                    A 31 milhas de Miami, Fort Lauderdale é conhecida como a “Veneza das Américas”, por conta de sua densa malha de canais e rios. São 300 milhas de orla, com lindas praias e diversas opções de passeios. É só sair navegando para achar um lugar de encher os olhos.

                                                    Por sua vez, Miami é uma espécie de capital náutica do mundo. Um lugar onde o amor pela navegação não tem limites. E ainda tem a bela ilha de Key Biscayne, cuja baía é a joia da coroa entre os destinos de barco em Miami.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Nesse cenário deslumbrante, cercado de belezas naturais, com lanchas de todos os tipos e tamanhos, iates glamurosos e veleiros pontilhando o horizonte, embarcamos em uma Victory 300 Ride, lancha feita no Brasil que oferece o conforto e a sofisticação de uma day cruiser, aliada à navegabilidade, estabilidade e segurança de um excelente barco de pesca.

                                                     

                                                     

                                                    Partindo da Marina Port 32, em Fort Lauderdale, com a companhia de amigos e o fundador do estaleiro Victory Yachts, Eduardo Granda, a Victory 300 Ride navegou por mais de 12 horas, vencendo mais de 80 milhas náuticas.

                                                    Pedro Dias e Eduardo Granda, na Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Nesse período, além de curtir o percurso — com direito a atracar em frente às famosas casas de palafitas de Biscayne Bay, nos paradisíacos bancos de areias de Nixon Sandbar e cruzando o famoso canal de Haulover, em Sunny Isles Beach, onde fechou a viagem — , exploramos todo potencial do casco.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    A Victory 300 Ride é um barco que une dois mundos: a segurança e a performance para pescadores que desejam navegar fora da costa, e o conforto e espaço para a família aproveitar as jornadas marítimas. O passeio na Flórida visa demonstrar essa versatilidade, destacando seu uso tanto na costa leste, com a exploração dos canais, quanto no Golfo do México.

                                                     

                                                    Conhecida no Brasil, a Victory 300 Ride chega aos Estados Unidos sem qualquer diferença na qualidade de construção em relação às vendidas no mercado brasileiro.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    No entanto, para atender ao mercado americano, são necessárias adaptações específicas conforme as normas da ABYC, que são voltadas exclusivamente para a segurança e questões ambientais no setor náutico. Por exemplo, o tanque de gasolina deve ser de alumínio com especificações rigorosas e incluir um filtro de carvão ativado.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Normas adicionais aplicam-se à parte elétrica e ao sistema de toalete, como a obrigatoriedade de válvulas nas caixas de dejetos para impedir que sejam lançados ao mar, seguindo rigorosamente as leis americanas.

                                                     

                                                    Essas adequações garantem que os barcos brasileiros possam ser comercializados nos Estados Unidos, assegurando também a validade dos seguros em caso de sinistro.

                                                     

                                                    Em nossa jornada, o primeiro desafio foi o congestionamento nos canais de Fort Lauderdale, uma experiência única. O trajeto oferece oportunidades de parar em bares e restaurantes à beira-mar, semelhantes aos de Angra dos Reis, onde se pode atracar o barco e curtir o dia.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Embora não tenhamos parado, a dica fica para quem explora os canais, que contam com diversas opções gastronômicas e vistas incríveis. Ao seguir para Miami Beach, cruzamos o Stranahan River e passamos pelo Porto Everglades, um dos principais motores econômicos do sul da Flórida.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Em mar aberto, a Victory Yachts mostrou sua qualidade, navegando suavemente a 24-25 mph com dois motores de 300 hp. O casco, feito por infusão a vácuo com espuma de Divinycell, absorve impactos, proporcionando uma navegação confortável mesmo a 31 mph.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Essa combinação de potência e suavidade destaca a excelência da embarcação, ideal para cruzeiros em mar aberto.

                                                     

                                                    Com um casco em V de 19 graus na popa, projetado para mares agitados, o barco de 30 pés com console central oferece uma navegação segura e confortável, com consumo de 15 galões por hora (57 litros de gasolina). Mesmo em condições adversas, ele mantém 3.000 giros com suavidade, sem impactos bruscos, destacando seu equilíbrio.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Surpreendentemente, navegamos com a capota de sombreamento armada na proa, e ela permaneceu firme, protegendo as pessoas a bordo. O barco se adapta a diferentes usos: velocidade, pesca ou passeios familiares — inclusive com banheiro –, tudo com excelente desempenho.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Durante o NÁUTICA Trip, em cruzeiro baixo, a 2.800 giros e 28-29 mph, o consumo foi de 48 litros/hora, combinando economia e conforto.

                                                     

                                                    Navegando pela costa, passamos por Sunny Isles Beach, com seus famosos prédios envidraçados que parecem saídos de filmes americanos. Logo adiante, chegamos a Miami Beach, cruzando a Ocean Drive. O que mais impressiona é a cor da água: com quase 20 metros de profundidade sob o casco, o mar exibe um azul indescritível.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Aumentamos um pouco a aceleração para 3500 giros, alcançando 32-33 mph, e o consumo aumentou muito pouco, apenas dois galões a mais, mantendo a navegação confortável.

                                                     

                                                    Após deixar Miami Beach, chegamos à entrada da Baía de Biscayne, uma das áreas mais valorizadas de Miami. Encontramos um local espetacular para mergulho com snorkel em águas cristalinas, seguido de um brinde e um lanche, porque ninguém é de ferro.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    A duas milhas da costa de Miami e uma milha ao sul de Key Biscayne, está Stiltsville, uma vila de palafitas no meio do Atlântico. Ótimo ponto para mergulhar. Essas casas, construídas desde os anos 1930, serviram como refúgio para políticos e celebridades durante a Lei Seca e, nas décadas de 40 e 50, tornaram-se ponto de encontro para festas da alta sociedade.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Em 1992, o furacão Andrew destruiu quase todas, restando apenas cinco, agora tombadas pelo patrimônio. Paramos perto de uma delas para pescar e relaxar antes de continuar rumo a Key Biscayne Downtown, onde vamos confraternizar com nossos convidados durante esta NÁUTICA Trip. Como anfitriões, é claro que não podemos deixar de brindar enquanto seguimos mar adentro.


                                                    De Key Bicayne, seguimos para Key Virginia, uma ilha histórica, localizada nos limites da cidade de Miami e conhecida por sua bela praia, que é considerada um dos símbolos da Flórida. Fazemos mais uma parada apenas para mergulhar e curtir um pouquinho mais. Que sensação incrível estar numa água dessas, com golfinhos pulando atrás da gente, a bordo de uma embarcação como a Victory 300 Ride.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Apesar da configuração típica de uma lancha de pesca (com console central), essa lancha traz muitos recursos para conquistar quem prioriza os passeios com a família. O cockpit, com amurada toda acolchoada, de acabamento caprichado, tem sofá de proa com uma mesa à frente.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    A lista de itens de conforto inclui ainda uma mesa rebatível na popa, bancos retráteis de quatro posições, porta-copos por todo lado, dois chuveirinhos de água doce e geleiras nos dois bordos. E ainda há um encaixe para a churrasqueira. A Victory pensou em tudo.

                                                    Victory 300 Ride. Foto: Revista Náutica

                                                    Fim de tarde, já saindo no canal — com mais ventos –, o mar, como já era previsto, ficou mais picado. Encaramos para mostrar a navegação desse barco, que é superconfortável. Todo mundo fica à vontade a bordo. Com a velocidade para 31 milhas, a 3.100 giros, percebemos uma navegação muito gostosa, mesmo com o mar um pouco mais difícil.

                                                     

                                                    Finalizando a viagem, entramos em um dos canais de Fort Lauderdale para retornar para a marina. Foram mais de 12 horas de passeio, uma jornada inesquecível, a bordo de uma lancha que segue o estilo dos barcos de pesca, mas com o conforto de uma autêntica embarcação de passeio: a polivalente Victory 300 Ride.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      24/12/2024

                                                      Como todo navegante tarimbado sabe, o tipo de proa deve ser definido ainda na fase do projeto do barco e de acordo apenas com o uso para o qual o modelo se destina. Cada formato exige um desenho diferente, em função, principalmente, do tipo de navegação que ele terá.

                                                      Ultimamente, as proas de alguns veleiros e lanchas passaram a ficar perpendiculares à linha d’água, ou mesmo com a parte inferior mais lançada, em um ângulo invertido.

                                                      Mais do que modismo ou tentativa de dar aos barcos um perfil mais agressivo, estes novos e incomuns formatos de proa revelam uma tendência, mas — atenção! — isso não quer dizer que você deva colocar isso como ponto básico na hora de escolher o seu próximo barco.

                                                      Há, afinal, razões técnicas e não apenas estéticas para cada tipo de proa. “Inovações são sempre bem-vindas, desde que adotadas com critério”, adverte Márcio Schaefer, projetista dos barcos da Schaefer Yachts.

                                                       

                                                      Caso o intuito seja, por exemplo, apenas passear com uma lancha cabinada, com flybridge, acima dos 40 pés, uma proa mais arredondada aumenta consideravelmente o conforto a bordo, uma vez que esse tipo de barco é projetado para navegar em águas costeiras.


                                                      Já se o objetivo for pescar em mares mais abertos, o melhor é uma proa mais afilada. “O mesmo tipo de proa que melhora o comportamento de um barco na água pode arruinar o desempenho de outro, dependendo do modelo”, afirma o projetista.

                                                       

                                                      Antes de escolher o desenho, portanto, é preciso definir o uso que o barco terá. NÁUTICA explica, abaixo, algumas características de cada tipo de proa.

                                                      Sete tipos de proa para encarar as ondas

                                                      Proa com bulbo

                                                      A proa com bulbo é a típica proa de cascos deslocantes, como navios e trawlers. Nela, o bulbo fica um pouco abaixo da linha d’água, o que reduz a resistência e, consequentemente, aumenta a velocidade, além de diminuir o consumo de combustível. Esse bulbo, contudo, pouco interfere na capacidade do casco de enfrentar mares agitados.

                                                      Multicascos com proas wave-piercing

                                                      Como o nome indica (“wave-piercing” quer dizer algo como “furar a onda”), este tipo de desenho faz com que a proa mergulhe nas vagas, tal qual as proas invertidas.

                                                      Foto: Beneteau / Divulgação

                                                      Os barcos que utilizam proas wave-piercing geralmente são trimarãs, cujos cascos laterais são mais esguios, enquanto o central é bem volumoso e, quase sempre, fica fora d’água. Há lanchas de passeio que foram lançadas com este tipo de proa.

                                                      Proa lançada em V

                                                      A proa lançada em V é típica das lanchas de lazer, usada também em alguns navios. Seu formato, em V, ajuda a amortecer o impacto das ondas. Com o barco planando, o bico lançado diminui a resistência à água. Em caso de mar agitado, esta característica também evita que o casco mergulhe nas ondas.

                                                      Proa lançada para veleiros

                                                      Típico dos barcos a vela mais antigos, a proa lançada para veleiros já caiu em desuso. A grande inclinação na proa garante bom desempenho em mar aberto, mas diminui o comprimento de linha d’água e limita o espaço na cabine de proa.

                                                      Proa reta ou pouco lançada

                                                      Foto: Axopar / Divulgação

                                                      Formato da proa das lanchas mais antigas e, curiosamente, também de algumas ultramodernas, como as dos estaleiros Wally, Axopar e Zonda. Inspiradas nos veleiros da classe IMS, a proa reta ou pouco lançada deixa o casco mais veloz, mas levam o barco a mergulhar em alta velocidade, pois não tem muito volume.

                                                      Proa invertida

                                                      Nodosa Group / Divulgação

                                                      A proa invertida é desenhada para furar a onda, em vez de escalá-la, o que resulta em um navegar mais suave, porém molhado. Esse tipo de proa é usada em alguns barcos militares e em raros barcos de cruzeiro. Um casco com esta proa exige que a área habitável do cockpit seja localizada o mais próximo possível da popa, já que a parte da frente é lavada constantemente.

                                                      Proa lançada em V, com flare

                                                      Variação da proa lançada em V, a proa em V com flare é mais usada em lanchas de pesca em alto-mar. Debaixo d’água, o V do casco é bem acentuado, mas na parte superior assume uma curva lateral invertida, ou seja, abaulada para fora, para direcionar a água de volta ao mar, mantendo o barco mais seco. Em virtude do grande volume de casco acima da linha d’água, o barco dificilmente mergulha em ondas maiores.

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                        Saiba o que fazer em caso de queimadura por água-viva

                                                        Com maior fluxo nas praias, período mais quente do ano colabora para casos de acidentes com o animal

                                                        23/12/2024

                                                        Verão e banho de mar são duas coisas quase que complementares, principalmente no Brasil. Esse é o período em que os passeios à praia ficam mais frequentes e, consequentemente, os acidentes por queimaduras de água-viva, também. E quando isso acontece, você sabe o que fazer?

                                                        Se a primeira ideia que veio a mente foi lavar a queimadura com água doce, pode descartar. O próprio Ministério da Saúde faz o alerta: a água doce pode piorar o quadro do envenenamento.

                                                        É importante ressaltar que receitas caseiras — como jogar álcool, urina ou refrigerante do tipo cola — também devem passar bem longe das queimaduras de águas-vivas. Essas substâncias, em vez de conter, vão estimular a liberação do veneno que ainda esteja retido nas células dos tentáculos.

                                                        O que fazer em caso de queimadura por água-viva?

                                                        A maioria dos acidentes com água-viva acontece, claro, no mar. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, “a água quente é um atrativo para os turistas e também para elas”.

                                                         

                                                        Em caso de queimadura por água-viva, a instituição recomenda tentar manter a calma, lavar o local do ferimento com água salgada e, em seguida, sair imediatamente do mar. Se a praia tiver um guarda-vidas, procure o profissional.

                                                        Apenas lavar não é o suficiente para cessar a dor da queimadura por água-viva. Entra aí um segundo passo: remover os tentáculos que podem ter grudado na pele. Mas é bom ter cuidado para evitar um novo acidente. O Ministério da Saúde recomenda que a ação seja feita com uso de pinça, lâmina ou luvas nas mãos.

                                                        A próxima etapa para aliviar o ferimento por água-viva é aplicar vinagre, mas sem esfregar a região. Dependendo da praia, os postos de guarda-vidas são equipados com frascos de vinagre, para fazer esses primeiros-socorros.

                                                         

                                                        “Essa medida inativa cnidócitos, impedindo envenenamento posterior, uma vez que as células continuam despejando seu conteúdo na pele”, explica o Ministério da Saúde. Uma dica é aplicar uma compressa de vinagre no ferimento por 30 segundos, fazendo intervalos.

                                                        O protetor solar — indispensável não somente nas idas à praia — deve ser aplicado na área atingida a cada duas horas, já que os raios solares podem agravar o ferimento. Se após todas essas etapas os sintomas persistirem — ou piorarem –, o ideal é procurar por atendimento médico.

                                                        Como saber se fui queimado por uma água-viva?

                                                        Se a queimadura por água-viva não for óbvia e levantar dúvidas, para se ter certeza de que o ferimento foi causado pelo animal, vale avaliar alguns sintomas para dar início aos cuidados. Até porque a gravidade das lesões está diretamente associada ao tipo e tamanho do animal, idade e condições de saúde da vítima.

                                                         

                                                        Entre os sintomas estão dor forte, inchaço e ardência, acompanhados por marcas vermelhas ou escurecidas deixadas pela ação do veneno na pele.

                                                        Em quadros mais graves, reações sistêmicas podem ser observadas, como dificuldade para respirar e engolir, dor no peito e de cabeça, câimbras, erupção cutânea, náuseas e vômitos. Algumas pessoas podem ainda ter reações alérgicas, como o edema de glote e o choque anafilático, que podem pôr em risco a vida. Nesses casos, antes de mais nada, é essencial buscar por ajuda profissional.


                                                        Dicas para prevenir acidentes com água-viva

                                                        Para evitar queimaduras por águas-vivas, o ideal é se prevenir. O Ministério da Saúde dá algumas dicas para evitar o contato com o animal. Confira a seguir:

                                                        • Evite áreas onde há presença de águas-vivas e caravelas (algumas praias possuem sinalização para isso, com o uso da bandeira de cor lilás);
                                                        • Pergunte ao guarda-vidas sobre a presença destes animais no local;
                                                        • Outro indicativo da presença das águas-vivas é o avistamento destes animais na areia da praia — não toque nelas, mesmo que estejam mortas;
                                                        • Ao caminhar na praia, procure utilizar calçado, evitando assim pisar em tentáculos de águas-vivas e caravelas;
                                                        • Ao praticar mergulho, considere utilizar roupa de mergulho que cubra a maior parte possível da pele.

                                                         

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                                                          O barco tem cockpit espaçoso, motor de popa e plataforma ao mesmo tempo; na navegação, chegou a quase 40 nós com um motor de 250 hp

                                                          22/12/2024

                                                          Grande sucesso da Real Powerboats, a Real 280 Special Deck foi feita para quem procura uma lancha de proa aberta com motor de popa, mas sem abrir mão de ficar pertinho do mar, com a utilização do deque traseiro. A equipe de NÁUTICA fez o teste da Real 280 Special Deck nas águas da Baía de Guanabara,

                                                          A Real 280 Special Deck usa um truque inteligente para aproveitar melhor o espaço da popa: sobre o motor, está uma mesa de madeira desmontável (item opcional não presente na unidade testada por NÁUTICA). Há ainda uma segunda plataforma (deck beach), espécie de degrau submersível, que permite se sentar com a água na altura do umbigo.

                                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          No teste da Real 280 Special Deck, a lancha estava equipada com um motor de popa V8, 4.6 litros, Mercury de 250 hp, a gasolina, com a qual ofereceu uma navegação firme e segura, como se verá adiante. Mas há ainda as opções de 225 e 300 hp, também de popa. Com o 250 hp, navegando com quatro pessoas a bordo, a lancha parecia um foguetinho.

                                                           

                                                          Mas, para quem costuma levar mais gente a bordo (10 ou mais pessoas, lembrando que o barco foi homologado para 13 passageiros + 1), o acréscimo de 50 cavalos certamente será bem-vindo.

                                                           

                                                           

                                                          A plataforma de popa e o motor externo convivem muito bem. Tudo foi pensado para que os passageiros possam curtir o mar na parte saliente do casco quando a lancha estiver parada. A plataforma contorna todo o motor, graças ao arranjo bem-bolado pelo projetista.

                                                           

                                                          Ao mesmo tempo, desparafusando duas peças, o motor pode ser levantado por inteiro até o limite da caixa do cavalete, facilitando a vida do mecânico na hora da manutenção, ou, ainda, permitindo que o barco fique na água sem deteriorar a rabeta.

                                                           

                                                          Nessa extensão natural do cockpit há uma escada de três degraus na popa, com pega-mão, estrutura aceitável para uma lancha de 28 pés, embora uma escada de quatro degraus fosse uma melhor pedida.

                                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          Na área gourmet há uma geleira boreste e uma pia com lixeira a bombordo. A churrasqueira não é fixa (deve ser armada num suporte removível), como era de se esperar num barco desse porte.

                                                           

                                                          No piso (de EVA ou fibra aparente) da plataforma, o marinheiro conta com dois paióis para guardar cabos, defensas, etc., todos com acabamento em gelcoat e com dreno, o que é bem legal.

                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Na passagem para a área de cockpit, um degrau divide os ambientes e, ao mesmo tempo, bloqueia a entrada de água. A targa, que é recuada, faz um “boné” atrás, gerando um pequeno sombreado nessa área. O piso, característico de lanchas de proa aberta, é nivelado em todo o cockpit.

                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Como não há escada no meio do para-brisa, o acesso à proa é totalmente livre. Lá na frente, chamam atenção a largura dos assentos e a altura dos encostos do sofá, em V, conversível em solário, com duas curvas ergonômicas nas bases. Pega-mãos nos dois bordos oferecem maior segurança aos passageiros; e dois porta-copos (poderia ter mais dois), mais conforto.

                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Já na área operacional, apesar do bom comando de âncora pelo guincho elétrico (que tem trava, como pede o figurino), há um problema: se a corrente embolar no fundo da caixa, será preciso erguê-la com as mãos para liberar a tampa e abrir o paiol. A tampa não é bipartida. O estaleiro tem plenas condições de reparar essa falha.

                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Mesmo sendo uma lancha de proa aberta, sem cabine, a Real 280 Special Deck conta com um banheiro (instalado no lado oposto ao posto de comando), com vaso elétrico, ducha manual, pia, espelho, iluminação de led e vigia com abertura para ventilação — detalhes importantes durante os passeios com a família.

                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          A porta de entrada, de acrílico, faz o seu papel e ainda valoriza a decoração; o único senão está na trava: uma peça de metal com canto vivo, que oferece o risco de ferir quem entra no banheiro, comprometendo a segurança.

                                                           

                                                          No cockpit, cujo arranjo não foge muito do layout clássico desse tipo de lancha, o projetista tirou bom proveito de seus 2,74 metros de boca. Há um grande sofá em forma de L, a bombordo, com mesa de centro removível, e outro, reto, a boreste. Assim como na proa, os sofás têm encostos altos.

                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Os assentos, por sua vez, são mais curtos, truque usado para aumentar a área de circulação; mas, apesar da menor profundidade, contam com uma elevação na ponta, que os tornam mais ergonômicos. Além de confortáveis, os sofás oferecem áreas de armazenamento interno; são três paióis camuflados embaixo dos assentos; sem contar outros três paióis distribuídos sob o piso.


                                                          A bombordo, paralelo ao posto de comando, fica o banco do acompanhante. Mais atrás, sobre a amurada, há um chuveirinho de água doce.

                                                           

                                                          Além disso, atrás do banco do piloto, a boreste, os ocupantes do cockpit contam com um móvel com pia, duas geleiras, porta-trecos e cristaleira. E para cobrir tudo isso, uma capota de lona bem fixada na targa, que por sua vez tem dois spots e uma faixa de led, que produzem uma iluminação confortável, quase indireta, de tão discreta e charmosa que é.

                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          O painel do posto de comando tem um eletrônico multifuncional Raymarine Element de 7 polegadas, tamanho adequado a uma lancha deste porte. Os flapes estão bem posicionados, assim como o timão e manete do acelerador, que na unidade testada por NÁUTICA tinham comando eletrônico, opcional altamente recomendável, porque com ele o barco fica mais macio e responde muito rápido.

                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Seriam bem-vindos alguns ajustes, como apoio para o braço do piloto ao lado do acelerador, um lugar para apoiar o celular e uma saída USB para recarregá-lo, o que já não passa de um recurso prosaico nos barcos atuais.

                                                           

                                                          O estaleiro fluminense Real Powerboats soma nada menos que 38 anos de atividades. Nesse período, produziu mais de 12 mil lanchas, conquistando a fidelidade de milhares de consumidores.

                                                           

                                                          Atualmente, de sua fábrica de 36 mil m², na região metropolitana do Rio de Janeiro, saem 15 modelos, de 22 a 60 pés, incluindo a linha Luxury, de acabamento mais refinado. E não param de brotar novidades.

                                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          No recente São Paulo Boat Show, a marca anunciou o lançamento de duas novas lanchas com conceito Cabriolet (com capota de lona aberta nas laterais e recolhível na parte da frente, o que resulta em uma generosa circulação de ar pelo cockpit): a Real 34C e a Real 35. E vem aí uma lancha de fly de 53 pés.

                                                          Navegação da Real 280 Special Deck

                                                          O casco da Real 280 Special Deck tem fundo em V com ângulo de 18°, bom para navegar em águas agitadas. Com isso, antes de acelerar, a expectativa é de uma performance firme, macia e segura. E a Real 280 SD não negou fogo.

                                                           

                                                          Dada a partida, ela começou a devorar milhas, como se estivesse num trilho, passando com firmeza pela ondulação espaçada da saída da Baía de Guanabara, onde foi realizado este teste, e com o trim e os flaps zerados. Uau! Você se sente no comando de um carro esportivo.

                                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          Em uma sequência de curvas, o casco se comporta muito bem, mostrando-se sempre ágil e equilibrado. A direção não é tão leve, mas firme e precisa, o que é bom com o barco em alta velocidade. Além de não deslizar, ainda andou rápido, alcançando quase 40 nós de máxima (38,2 nós).

                                                           

                                                          Na aceleração, a Real 280 Special Deck precisou de pouco mais de sete segundos para ir de zero a 20 nós. E olhe que a lancha estava equipada com um motor de 250 hp. A bordo: duas pessoas, 150 litros de combustível e 50 litros de água. Nessas mesmas condições, com um motor de 300 hp, ela vai virar um foguete, mesmo carregada.

                                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                          No posto de comando, há um ponto alto e um ponto baixo. Apesar de o piloto se acomodar em uma poltrona individual confortável, com assento rebatível, encosto ergonômico e apoio para os pés inclinado, a posição é baixa. Mesmo para um timoneiro com estatura acima da mediana, como esse que vos escreve (1,95 m), a visão para a proa não é boa.

                                                           

                                                          A melhor forma de pilotar esse barco é com o assento rebatido (ou até em pé), mesmo o volante não sendo escamoteável.

                                                          Foto: Revista Náutica

                                                          Saiba tudo sobre a Real 280 Special Deck

                                                          Pontos altos

                                                          • Navegação ágil e firme
                                                          • Cockpit espaçoso
                                                          • Motor de popa com plataforma

                                                          Pontos baixos

                                                          • Banco do piloto baixo
                                                          • Tanque de combustível um pouco pequeno
                                                          • Trava da porta do banheiro

                                                          Características técnicas

                                                          • Comprimento: 8,47 metros
                                                          • Boca: 2,74 m
                                                          • Ângulo de V na popa: 18 graus
                                                          • Tanque de combustível: 200 litros
                                                          • Tanque de água: 50 litros
                                                          • Capacidade: 14 pessoas
                                                          • Peso com motor: 1400 kg
                                                          • Motorização: 1 popa de 225 a 300 hp
                                                          Foto: Revista Náutica

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            Saiba quais barcos pode pilotar o habilitado nas categorias arrais amador, mestre amador, capitão amador e motonauta

                                                            21/12/2024

                                                            Com diversas categorias para piloto amador, o tema habilitação náutica pode gerar dúvidas, ainda mais quando mudanças nas regras são anunciadas. A próxima delas é Norma da Autoridade Marítima (Normam) 211. Prevista para entrar em vigor em de junho de 2024, ela foi postergada para novembro e depois, para 31 de março de 2025.

                                                            Para evitar surpresas, é importante se atentar ao que muda e, o quanto antes, adaptar documentos de barcos e habilitações náuticas, caso seja necessário, para seguir navegando sem maiores problemas.

                                                             

                                                            Visando esclarecer dúvidas quanto as novas orientações, Marcello Souza, experiente instrutor de navegação da escola náutica Argonauta, explicou os principais pontos da nova norma, que você confere a seguir.

                                                            Normam 211: o que muda?

                                                            O principal ponto da Normam 211 diz respeito à classificação do barco e a habilitação náutica do condutor, que precisam ser compatíveis. Ou seja, o condutor da embarcação precisa apresentar a carteira mediante a classificação do seu barco, independentemente de onde esteja navegando.

                                                            Qual habilitação náutica vale para cada barco?

                                                            Arrais amador

                                                            Poderá conduzir embarcações classificadas como de navegação interior. Não inclui motos aquáticas.

                                                            Mestre amador

                                                            Poderá conduzir embarcações classificadas como mar aberto costeira ou navegação costeira.

                                                            Capitão amador

                                                            Poderá conduzir embarcações classificadas como oceânica ou navegação de mar aberto oceânica.

                                                            Motonauta

                                                            O motonauta está habilitado para pilotar única e exclusivamente motos aquáticas — também conhecidas como jets.


                                                            Atenção à classificação do barco no TIE

                                                            Apesar de parecer simples, a nova Norma tem gerado algumas dúvidas e, a principal delas, se dá devido a uma “confusão” na hora de conferir a classificação do barco no Título de Inscrição de Embarcação (TIE/TIEM).

                                                            Isso porque os TIES trazem no campo “área de navegação” uma classificação que é, posteriormente, especificada mais a fundo em “observações”, logo abaixo.

                                                            Por exemplo: por vezes, o primeiro campo é preenchido apenas como ‘mar aberto’, e a indicação ‘costeira’ ou ‘oceânica’ está somente no campo ‘observações’.

                                                            Ou seja, caso o barco esteja classificado como “mar aberto“, é imprescindível verificar nas observações se a embarcação consta como “mar aberto oceânica”, “mar aberto navegação oceânica”, ou, ainda “navegação costeira.”

                                                             

                                                            Essas alterações partem da publicação da norma, disponível no site da Marinha do Brasil. Todos aqueles que não têm uma habilitação de mestre amador, mas possuem uma embarcação de navegação costeira, por exemplo, devem adequar sua habilitação, ou, então, o seu documento, antes de 31 de março de 2025, data em que Normam 211 passa a entrar em vigor.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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