Depois de muita espera, está chegando o dia do submarino Tonelero conhecer os mares pela primeira vez. A embarcação, que é a terceira da Classe Riachuelo (também chamada de S 42), será lançada oficialmente em 27 de março, durante cerimônia militar.
O evento de lançamentoserá realizado no Estaleiro de Construção (ESC), localizado no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A data foi divulgada pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen — que também foi diretor-geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha do Brasil.
Foto: LinkedIn ICN/ Reprodução
O submarino Tonelero faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), um projeto ambicioso, fruto de um acordo estratégico selado entre Brasil e França em 2008, que tem como objetivo transferir tecnologia para a fabricação de embarcações militares.
A primeira seção do Tonelero foi entregue em janeiro de 2017, pela Nuclebras Equipamentos Pesados S/A (Nuclep). Em outubro de 2020, a Itaguaí Construções Navais (ICN) iniciou a transferência da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UEFM) para o Estaleiro de Construção (ESC).
Foto: LinkedIn ICN/ Reprodução
Assim, a transferência da segunda seção marcou a fase de preparação final do terceiro submarino convencional do PROSUB. Vale ressaltar que a cerimônia de integração do S-BR3 aconteceu junto do lançamento ao mar da S-BR2, realizado no final de 2020, no Complexo Naval de Itaguaí.
Conheça o submarino Tonelero
O “batismo” do Tonelero vai marcar o início do processo de testes para o futuro comissionamento (fase que assegura que os sistemas e componentes estejam de acordo com as necessidades e requisitos operacionais) de mais um submarino da Classe Riachuelo.
Foto: LinkedIn ICN/ Reprodução
Baseado no projeto Scorpène, da gigante francesa Naval Group e construído pela ICN, a embarcação militar conta com 71,6 metros de comprimento e pesa aproximadamente 1.870 toneladas — o equivalente a 234 carros populares.
Assim, o submarino Tonelero será o segundo a carregar este nome na Marinha do Brasil, em homenagem às Fortificações do Passo do Tonelero, à margem direito do rio Paraná. O local foi conquistado em batalha pela esquadra do Império do Brasil na Guerra do Prata.
Origens do submarino Tonelero
O primeiro Tonelero, segundo da Classe Humaitá e chamado de S 21, tem origem britânica e foi construído pelo estaleiro Vickers Limited, em Barrow-in-Furness Lancashire, na Inglaterra. Lançado ao mar em 22 de novembro de 1972, ele foi incorporado à Armada Brasileira em 1977.
Foto: Tonelero e quatro IKL-209-1400, saindo para exercício/ Serviço de Relações Públicas da Marinha (SRPM)/ Divulgação
Após 24 anos de serviço ativo, o famoso submarino Tonelero sofreu baixa em 2001. Durante mais de duas décadas, ele atingiu 168.368 milhas (cerca de 270 mil quilômetros), sendo 1.286 dias de mar e 18.468 horas de imersão na água. Além disso, lançou 154 torpedos durante sua atividade na Marinha do Brasil.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aquela velha história de que há tesouros no fundo do mar tem um peso diferente na Colômbia. Isso porque, por lá, não só há um montante valioso escondido debaixo d’água, como o local tem até nome: o “Santo Graal dos Naufrágios”. E não é para menos, já que o equivalente a quase R$ 100 bilhões se escondem nas águascolombianas há mais de 300 anos.
Essa história começa ainda em 1708, quando o galeão espanhol San José partiu da Panamá (na época uma colônia espanhola) rumo à Espanha, carregado com ouro, prata, pedras preciosas e outros itens de valor. Tudo isso somava o equivalente a US$ 20 bilhões (R$ 98,7 bilhões na cotação de fevereiro de 2024), que seriam usados para financiar as batalhas travadas pela Coroa espanhola.
O que não se esperava é que, no meio do percurso, a embarcaçãoseria atacada por uma frota britânica, que levou o galeão ao naufrágio, junto com seu tesouro— daí o apelido de “Santo Graal dos naufrágios.” Jarros, garrafas, taças de porcelana, vasos, potes, moedas e até canhões foram levados para o fundo do mar.
Diz a lenda, inclusive, que os próprios tripulantes do barco o afundaram de propósito, para manter o tesouro longe das mãos dos ingleses.
Tudo isso culminou em uma nova batalha: a disputa para saber quem era o dono legítimo do tesouro. A embarcação naufragou no mar do Caribe. Em 2015, os restos da embarcação foram encontrados na costa da Colômbia. Atualmente, a Marinha colombiana afirma que o tesouro está a mais de 600 metros de profundidade, próximo às Ilhas Rosário.
Agora, mais de 300 anos depois, o governo da Colômbia anunciou, na última sexta-feira (23), que o início da extração dos tesouros começará no próximo mês de abril.
Em uma entrevista à AFP, o ministro colombiano da Cultura, Juan David Correa, explicou que, no estágio inicial, será realizada a remoção de materiais mais superficiais da embarcação, a fim de se entender como eles reagirão à retirada da água.
O governo colombiano estima que os gastos para recuperação do tesouro do Santo Graal dos Naufrágios devem chegar aos 4,5 milhões de dólares (cerca de R$ 22,2 milhões).
A famosa “câmera de ré” dos carrosjá é conhecida por facilitar a vida do motorista na hora de estacionar ou, até mesmo, ao realizar uma manobra mais desafiadora. Agora, uma parceria entre Raymarine e Avikus traz um equipamentosemelhante para o universo dos barcos: o Neuboat Dock, já disponível na Marine Express.
Projetado para ser intuitivo e fácil de operar — mesmo para quem não têm muita experiência — , o equipamento foi recém-lançado no Miami Boat Show.
O Neuboat Dock promete trazer para as embarcações uma facilidade semelhante a conhecida pelos motoristas, mas com alcance ainda maior, já que o sistema fornece uma visão de 360º a quem estiver no comando do barco.
Foto: Raymarine / Divulgação
Para isso, o equipamento — que funciona tanto em barcos a velaquanto nas embarcações a motor— , conta com cinco câmeras, que mapeiam o local e fornecem uma visão panorâmica privilegiada, que minimiza pontos cegos e auxilia na identificação de obstáculos, outras embarcações e até mesmo condições climáticas que podem afetar a navegação.
A capacidade de realizar manobras com maior precisão e confiança resulta em uma operação mais eficiente, economizando tempo e minimizando o risco de acidentes. Aliás, outra semelhança com a tecnologia já aplicada aos veículos está nas luzes sinalizadoras (verde, amarela e vermelha), que deixam o piloto ainda mais seguro na hora de estacionar.
Foto: Raymarine / Divulgação
Em seus 30 anos de mercado, a Marine Express foi uma das primeiras marcas especializadas em equipamentos náuticos a viabilizar aos estaleiros do Brasil o acesso a equipamentos de marcas de expressão mundial, como a Raymarine.
O Neuboat Dock já está disponível para compra exclusivamente através da Marine Express e de sua rede em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o site oficial da Marine Express ou entre em contato com a loja mais próxima.
Vem aí o mais charmoso evento náutico da América Latina! Os ingressos para o Rio Boat Show 2024 já estão disponíveis para compra online. Essa é sua chance de vivenciar o melhor que o lifestyle náutico pode oferecer, num cenário que parece ter sido feito especialmente para os amantes do setor.
Sobre as águas da Baía de Guanabara e abraçado pelo Cristo Redentor, o Rio Boat Show 2024 trará aos seus visitantes, de 28 de abril a 5 de maio, as principais novidades em lanchas, iates, jets, motores marítimos, equipamentose acessórios. Tudo isso diante de uma paisagem deslumbrante, que só o Rio de Janeiro é capaz de oferecer.
Os ingressos para vivenciar essa verdadeira experiência náutica já podem ser adquiridos no site oficial de vendas. Garantindo as entradas, o visitante tem a chance de participar de experiências exclusivas, ver os barcos de perto, em seu habitat natural, e ainda tirar dúvidas sobre equipamentos e embarcações ao vivo, com especialistas do setor.
O valor do ingresso comum para o Rio Boat Show 2024 tem preço de R$ 85 (mais taxas), enquanto pessoas acima de 65 anos pagam R$ 42,50 (mais taxas) e PCDs, R$ 10 (mais taxas).
O site de vendas aceita pagamentos via pix e cartão de crédito (inclusive com parcelamento em até 12x). Crianças de até um metro de altura não pagam (e acima de um metro pagam entrada inteira).
Durante os dias do evento, os ingressos para o Rio Boat Show também podem ser comprados presencialmente, na bilheteria da Marina da Glória (sem o acréscimo de taxas). Vale ressaltar que cada tíquete permite a entrada em apenas um dos nove dias de evento.
Vem aí o Rio Boat Show 2024!
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2001, o primeiro deste século.
A 4ª edição do Rio Boat Show atracou na Marina da Glória entre os dias 20 e 29 de abril, em um evento que, para muitos, foi histórico para o setor náutico brasileiro. Como apontou a edição 154 da Revista Náutica, “nunca o maior e mais charmoso salão náutico da América Latina respirou um clima de tanto entusiasmo como neste ano.”
Foto: Arquivo Revista Náutica
O mercado está num momento excelente. Surgiram novos fabricantes e os antigos têm novos produtos. Isso dá uma expectativa de vendas animadora– Róbson Mondelo, da Dumon, à Revista Náutica edição 154
O que acontecia no mundo em 2001
Foi em 2001 que uma tartaruga marinha passou a circular no bolso dos brasileiros, com o lançamento da icônica cédula de 2 reais. No âmbito cultural, nascia naquele ano o primeiro filme de Harry Potter, assim como tinha início uma outra saga: O Senhor dos Anéis. A escola Imperatriz Leopoldinense, por sua vez, garantia o tricampeonato do Carnaval do Rio de Janeiro.
Quando se fala no ano de 2001, é quase impossível não se lembrar do ataque às torres gêmeas, em Nova York. O acontecimento é um dos tristes marcos da história da humanidade. Na tecnologia, a Microsoft lançava o inesquecível Windows XP e o vídeo game Xbox. Nascia também naquele ano o Wikipédia, que transformou, principalmente, a vida dos estudantes.
Nos esportes, a seleção brasileira de futebol ia mal: foi eliminada da Copa das Confederações e da Copa América. A classificação para a Copa do Mundo de 2002 veio somente na última rodada das eliminatórias, quando o Brasil venceu a Venezuela por 3 a 0. No tênis, Gustavo Kuerten, o Guga, seguia fazendo história e conquistava, naquele ano, o tricampeonato do torneio de Roland Garros.
Como foi o Rio Boat Show 2001
Talvez a melhor maneira de resumir como foi a edição de 2001 do Rio Boat Show seja deixar essa missão com os próprios expositores. Ricardo Khote, do hoje extinto estaleiro Piaggia Boats, relatou à época à reportagem da Revista Náutica: “vendemos 26 barcos. A expectativa era de vender 20 barcos se a feira fosse boa.”
Foto: Arquivo Revista Náutica
Já Natal de Souza, da Mercury, mencionou à revista que “o salão foi excelente. Vendemos todos os motoresque trouxemos, o equivalente a três meses de venda.” Hamílton Angonese, do estaleiro Nautec, por sua vez, ressaltou que “o evento foi sensacional. Ano que vem estaremos aqui, e nossa proposta é trazer mais gente da vela e mais estaleiros.”
Foto: Arquivo Revista Náutica
Ou seja, o Rio Boat Show 2001 foi um evento que fez brilhar os olhos dos expositores ao mesmo tempo que agradou os quase 50 mil visitantes que embarcaram no salão ao longo de seus 9 dias. Mas, também, não tinha como ser diferente.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Não faltaram atrações para o público da 4ª edição do evento. Enquanto alguns tentavam participar dos concorridos testes drive de estaleiros como Intermarinee Spirit, outros acompanhavam a chegada da equipe de velejadoresRota Austral, depois de quase seis meses no mar.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Os amantes de competições curtiram a 4ª Regata Rio Boat Show, que, naquele ano, reuniu um número recorde de embarcações, com 310 barcos. Velejadores renomados como Marcos Ferrari, Maurício Santa Cruz, Torben Grael e Erik Schmidt deram ainda mais brilho ao evento.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Novamente, o sorteio de uma lancha agitou a feira e o advogado carioca Marcelo Corrêa foi o sortudo que levou para casa uma lancha Realde 16 pés, equipada com motor Mercury de 25 hp. Outra atração que se repetiu durante o salão foi a construção de uma embarcação ao vivo. Desta vez, a lancha, depois de pronta, tentaria bater o recorde Santos-Rio.
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
O evento contou ainda com aulas gratuitas de vela e a 4ª edição do Encontro Náutico Brasileiro. Palestrantes como o velejador Amyr Klink e o mergulhador Paulo de Tharso movimentaram o salão, e os visitantes fizeram até fila para acompanhar o bate-papo com os dois.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Rio Boat Show 2001 em números
No Boat Show de 2001, um público de 48 mil pessoas (6 mil a mais que em 2000) pôde acompanhar a exposição de 191 embarcações, em um evento que deixou evidente o crescimento da indústria náutica nacional, com um total de 143 embarcações de estaleiros nacionais (75%) e 48 importadas (25%). Para se ter uma ideia, no evento de 2000 foram 125 barcos nacionais e 63 importados.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Outro ponto que chamou a atenção no evento daquele ano foi a quantidade de veleirosexpostos. O segmento, que até então apresentava certa “timidez” no salão, mostrou que 2001 era o ano da virada desse cenário. Foram, ao todo, 20 veleiros, entre monotipos e oceânicos (representando 10,5% dos barcos). Em 2000, esse número não passou de 7.
Foto: Arquivo Revista Náutica
As lanchasrepresentaram a maior parte dos barcos expostos, com 63%. Destas, 38% eram de proaaberta de passeio; 14% de proa fechada de passeio; 14% de pesca, 13% eram de cabinadas com fly, 11% de cabinadas de comando aberto e 10% representaram os modelos esportivos.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Os infláveisforam 17% dos modelos apresentados durante os 9 dias de salão, os jets somaram 7% e os jetboats fecharam o total de barcos, com 2,5% das embarcações.
Foto: Arquivo Revista Náutica
No quesito “coração dos barcos”, os motores somaram 161 unidades, em sua maioria com modelos de popa, que somaram 134. Logo após vieram os equipamentos centro diesel, com 18; centro-rabeta diesel, com 6; e centro-rabeta gasolina, com 3.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Quanto à potência, 58 modelos eram de até 50 hp; 50 foram dos 51 até os 150 hp; 40 foram dos 151 aos 300 hp e 13 passaram dos 301 hp.
Foto: Arquivo Revista Náutica
O Rio Boat Show 2001 trouxe ainda mais de 20 lançamentos de barcos ao evento, entre lanchas, jets e infláveis. Marcas como Spirit, Milmar, Magna, Tecnoboats, Proboat, Piaggia, Schaefer Yachts, Dolphin, Nautika, Sea-Doo, Yamaha, Colunna, Jeanneau e Funboat apresentaram suas últimas criações ao público.
Confira mais fotos da edição de 2001 do Rio Boat Show
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
Vem aí o Rio Boat Show 2024!
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Novos ventos já começam a soprar no litoral norte de São Paulo — e não é porque o outono se aproxima. A nova brisa que está prestes a pairar sobre sobre as águascristalinas da região trazem, na verdade, a primeira etapa da 24ª edição do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – Copa Mitsubishi 2024.
Nos próximos dias, Ilhabela, a Capital da Vela, vai receber no Canal de São Sebastião a primeira das quatro etapas da competição previstas para este ano. O cronograma começa já nesta sexta, 1º de março, quando um coquetel de boas-vindas no Yacht Club de Ilhabela vai abrir a temporada.
Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação
Na sequência, nos dias 2 e 3, acontecem as primeiras regatas da Copa Mitsubishi 2024. No final de semana seguinte, nos dias 9 e 10, além das regatas para todas as classes acontecerão as especiais para a classe Bico de Proa (agora chamada de RGS Cruiser). Ainda no dia 10, os vencedores da 1ª etapa serão premiados.
As etapas seguintes da Copa Mitsubishi 2024 serão realizadas nos meses de junho, setembro e dezembro.
São quatro etapas realizadas em diferentes estações do ano, propiciando várias condições de velejar– Carlos Eduardo “Cuca” Sodré, diretor técnico do evento
Cuca completa ainda que “isso faz com que as equipes de ponta da vela utilizem a Copa Mitsubishi para aprimorar suas táticas, testar equipamentos, o entrosamento das tripulações e a melhoria de performance.”
Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação
Copa Mitsubishi reúne várias classes de vela oceânica
O Circuito Ilhabela de Vela Oceânica – Copa Mitsubishi 2024 destina-se, ao todo, a seis classes de vela de oceano, tornando a competição abrangente e deixando o espetáculo na Capital da Vela ainda mais bonito de se ver.
De acordo com Cuca Sodré, o evento — que acolhe também as classes de entrada da vela — gera “uma troca de experiências sempre muito rica.”
Conheça as classes da Copa Mitsubishi 2024
Classe ORC: veleirosoceânicos estritamente de competição, desenhados para regata e dotados dos mais modernos equipamentos— não necessariamente iguais entre si. São medidos na mais técnica e detalhada regra da vela mundial;
Classe RGS: veleiros oceânicos com características de cruzeiro. Possuem equipamentos como cozinha completa, suítes e ar-condicionado. Costumam ser de pessoas que gostam de conforto e também das regatas, já que para participar de uma, precisam estar medidos dentro da regra RGS;
Classe Bico de Proa/ RGS Cruiser: veleiros com as mesmas características dos RGS, mas não estão medidos em nenhuma regra. Seus proprietários e equipes são, geralmente, cruzeiristas que esporadicamente disputam regatas;
Classe Clássicos: veleiros fabricados até o ano de 1980. Geralmente embarcações muito bem cuidadas, não raro com mastreação e casco de madeira, velas originais, equipamentos e características da época de sua construção;
Classe C30 e Classe HPE25: veleiros de competição rigorosamente iguais entre si (em cada classe). Usam os mesmos equipamentos e velas. Por isso, não tem rating.
Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação
Veleiros competem de igual para igual
A vela de oceano é dividida em classes, que comportam veleiros e equipes com diferentes características. Para que todos possam competir em condições de igualdade, as classes realizam as chamadas “medições”, em que um medidor oficial confere as características dos veleiros e, de acordo com a regra de cada classe, estabelecem um “rating”.
O rating é um número que baliza o tempo ideal em que um veleiro com as características medidas deve velejar em um determinado tempo de regata. Ao final da prova, o tempo real de chegada é multiplicado por esse rating, determinando o tempo corrigido daquele veleiro.
Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação
Isso faz com que um grande veleiro de competição, equipado com as mais novas tecnologias, possa correr uma regata junto de um veleiro menor, mais antigo e menos equipado. Cada um deles tem o seu próprio rating e condições iguais de vencer a regata.
Inscrições ainda estão abertas
As inscrições para a Copa Mitsubishi 2024 seguem abertas até 2 de março. Interessados devem acessar o site oficial do evento, preencher as informações solicitadas e pagar a taxa.
Os valores são de R$ 175 por tripulante para as equipes que realizarão todas as regatas e R$ 90 por tripulante para as equipes que participarão apenas da regata do bico de proa, no segundo final de semana.
A tartaruga marinha é um dos animais mais simpáticos dos mares, querida por muitos e, infelizmente, ameaçada de extinção. Pensando em prestar uma homenagem à espécie, Thilina Liyanage, um arquiteto do Sri-Lanka, resolveu projetar um restauranteà beira-mar com o formato de uma tartaruga marinha gigante.
Como se não bastasse a ideia ousada, Thilina foi além, e o Restaurante Turtle, como é chamado,não só mistura arte e arquitetura, como também, sustentabilidade. Isso porquê o projeto de restaurante com formato de tartaruga é feito inteiramente de bambu, em formas geométricas meticulosamente calculadas para se assemelharem o máximo possível ao animal.
Idealizado para ser um restaurante à beira-mar, o estabelecimento não poderia deixar de trazer características que se encaixassem perfeitamente com a natureza, como uma união entre o animal e o seu habitat.
Por isso, o restaurante com formato de tartaruga gigante se conecta, através de sua entrada principal, à floresta ao redor da praia, criando uma conexão entre o restaurante e o verde que embeleza o ambiente.
Já nas duas entradas laterais, os visitantes conseguem acessar o local diretamente da areia, criando outra conexão com a natureza e deixando o ambiente ainda mais aconchegante. O casco da tartaruga abriga o salão principal e, por lá, parte da “carapaça” do animal é aberta, funcionando como uma clarabóia que leva luz natural ao interior do estabelecimento.
Os arcos de bambu no interior acabam servindo como uma espécie de “setorização” do restaurante, enquanto nos deques laterais, os visitantes têm uma experiência ao ar livre, onde é possível curtir a brisa do mar.
O ambiente ganha um toque de aconchego ao fim do dia, quando a famosa “golden hour” banha o salão e luzes embutidas no chão deixam o ambiente ainda mais acolhedor.
A FS, que já há algum tempo estava desenvolvendo barcospensados para o mercado norte-americano, agora começa a colher os frutos de seu planejamento. Inclusive, a própria FS 290 Concept é equipada com motorde popa — configuração preferida do público náutico dos EUA.
Com a chegada da FS 290 Outboard aos Estados Unidos, a FS Yachts dá mais um passo na exportação de suas lanchas ao exterior.
O estaleiro, que em 2022 destinou 30% de sua produção à exportação, está há mais de 25 anos no mercado, e soma mais de 3 mil embarcações comercializadas, com lanchas navegando, inclusive, por países da Europa, como Portugale Dinamarca.
A lancha que agora navega em águas estadunidenses pode contar com até dois motores de popa instalados fora do barco, que deixam a plataforma livre para acomodar confortavelmente as pessoas a bordo.
No caso do modelo que atracou na Flórida, os equipamentos contam com 200 hp de potência cada um.
Entre os principais destaques da FS 290 Outboard está o espaço a bordo, com cozinha completa — inclusive com espaço para geladeira e microondas –, sofá em “U” conversível em cama de casal e um amplo banheiro com armário, vaso elétrico, pia com torneira, ducha e janela com abertura.
A cabinada dispõe ainda do tradicional solário de proa, com ajustes de até 45 graus e guarda-mancebos adequados. A embarcação, inclusive, atende tanto quem busca navegar em águas rasas, quanto quem pretende passear com a família — além de ser ideal para pesca.
Quem viaja para a Cidade Maravilhosa para conferir os destaques do universo náutico pode garantir, além de muitas novidades do setor, condições exclusivas de desconto ao se hospedar no Novotel Leme, hotel oficial do Rio Boat Show 2024.
Pelo terceiro ano consecutivo o empreendimento é parceiro oficial de hospedagem do Rio Boat Show. Dessa forma, o público do charmoso evento — que atraca no Rio de Janeiro entre os dias 28 de abril a 5 de maio — tem tarifas promocionais para se hospedar no local — que oferece vistas incríveis da cidade e estrutura completa.
Para aproveitar a 25ª edição do Rio Boat Show e conseguir a oferta especial de hospedagem, o interessado deve fazer sua reserva pelo email [email protected]ou pelo telefone (21) 3545-5300, informando o código promocional “Rio Boat Show” no momento da reserva.
O hotel oficial do Rio Boat Show oferece desconto de 15% de desconto na tarifa flutuante das diárias entre 27/04 e 06/05/24, para todas as categorias de acomodação no Novotel Leme.
Conheça o hotel oficial do Rio Boat Show 2024
Com 274 apartamentos, o empreendimento do grupo hoteleiro Accor fica no bairro do Leme. Bem localizado, o Novotel Leme está a apenas 10 minutos da Marina da Glória, onde acontece o Rio Boat Show, e a 15 minutos do Aeroporto Santos Dummont.
As acomodações do Novotel Leme contam com ar-condicionado, wi-fi grátis, piso de madeira antialérgico, mesa de trabalho e cofre digital, dentre outras comodidades. Destaque ainda para a academia e a piscina com vistas para o belo mar carioca.
O hotel oficial também abriga um dos melhores rooftops do Rio: o Sky Leme. Outro atrativo é a proximidade do local com as praias do Leme e de Copacabana, além de outros pontos turísticos cariocas, como a Mureta do Leme e o Forte Duque de Caxias.
Rio Boat Show 2024
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
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RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Que a vida marinha atrai vários encantos todo mundo já sabe. Mas quando as maravilhas do mar são registradas em lentes de fotógrafos profissionais — e com total proibição de uso de inteligência artificial — só pode resultar no Ocean Art Underwater Photo Competition 2024, o maior concurso de fotos subaquáticas do mundo, com mais de 6,5 mil imagens participantes.
O prêmio de Underwater Photographer of the Year 2024 ficou com o fotógrafo sueco Alex Dawson, que tirou a foto de um mergulhador visitando restos mortais de uma baleia, vítima da caça industrial da espécie. A captura aconteceu em condições adversas, sob a capa de gelo da gelada Groenlândia.
O traje de mergulhador e a tocha dão uma sensação de ‘visita alienígena– Alex Mustard, um dos jurados do concurso
Já o português Nuno Sá foi responsável por tirar a foto de banhistas tentando salvar uma baleia encalhada perto da Costa da Caparica, em Portugal. Com essa “pintura” ele venceu a categoria Save Our Seas Foundation Marine Conservation — prêmio que busca conscientizar sobre a preservação dos mares e da vida marinha.
Foto: Nuno Sá/ Underwater Photographer of the Year/ Divulgação
Também teve mulher vencedora no concurso de fotos subaquáticas. A americana Lisa Stengel foi premiada na categoria Up & Coming Underwater Photographer of the Year 2024. O clique registra um mahimani — comum de ser servido em restaurantes — caçando sardinhas.
Foto: Lisa Stengel/ Underwater Photographer of the Year/ Divulgação
“Poucas pessoas já olharam no olho de uma baleia”. Foi isso que Alex Mustard disse sobre a fotografia impressionante de Rafael Fernandez Caballero, fotógrafo espanhol que capturou em muitos detalhes o olho de uma baleia-cinzenta.
Foto: Rafael Fernandez Caballero/ Underwater Photographer of the Year/ Divulgação
Caballero também tirou uma foto do exato momento em que a baleia de Bryde abocanha um cardume nas águas. Ambas as fotos foram capturadas na Baía de Magdalena, no México. Os cliques resultaram no prêmio Behaviour and Portrait (Comportamento e Retrato) ao espanhol — que já venceu a categoria principal outras vezes.
Foto: Rafael Fernandez Caballero/ Underwater Photographer of the Year/ Divulgação
Confira abaixo outros registros da fotos subaquáticas que merecem destaque no Ocean Art Underwater Photo Competition:
Foto: “Carp Love”, da categoria Comportamento/ Lorincz Ferenc Lorinc/ DivulgaçãoFoto: “Midnight raver”, vencedora da categoria Fotógrafa subaquática britânica mais promissora de 2024/ Sandra Stalker/ DivulgaçãoFoto: “Attack from Above”, vice-campeão da categoria Retrato/ Jon Anderson/ DivulgaçãoFoto: “Star Attraction”, vencedora da categoria Fotógrafa subaquática britânica do ano de 2024/ Jenny Stock/ DivulgaçãoFoto: “March of the Tadpoles”, categoria da categoria Marelux Wide Angle/ Shane Gross/ DivulgaçãoFoto: “Star Attraction”, vencedora da categoria Fotógrafa subaquática britânica do ano de 2024/ Jenny Stock/ DivulgaçãoFoto: “Twilight smile”, 3º colocado da categoria Marelux Wide Angle/ Rodolphe Guignard/ DivulgaçãoFoto: “Umbrella”, da categoria Marelux Wide Angle/ Alvaro Herrero (Mekan)/ Divulgação
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Imagina ter em suas mãos um registro raro, com imagens que conseguiram capturar os primeiros movimentos que deram início ao tsunami avassalador que atingiu a Tailândiaem 2004 — tudo isso sem fazer a menor ideia do que estava acontecendo.
Foi o que aconteceu com Julián Hadden que, em 2004, passava fériasno país, na praia de Koh Ngai. No dia 26 de dezembro daquele ano, um tsunami atingiu a região, tirando a vida de milhares de pessoas e deixando milhões de outras desabrigadas. Sem saber que nada disso estava prestes a acontecer, ele curtia um dia de solcom a família e amigos.
Julián caminhava pela praiaquando decidiu registrar o momento. Em sua filmagem, de 1 minuto e 28 segundos, é possível observar a alegria de todos os que estavam com ele.
O que também chama atenção, porém, é a mudança de comportamento do mar, que passou a ter ondas agressivas — inclusive, ultrapassando o limite da costa e obrigarando os banhistas a recolherem seus pertences.
Foto: Domínio Público
Isso porque, naquela mesma manhã, sem que Julián fizesse a menor ideia, um terremoto de magnitude 9,1 havia ocorrido no oceano, com consequências que só seriam sentidas, de fato, horas depois.
E o que veio foi avassalador. Durante 10 minutos, o mar tomou conta da região e liberou uma energiaque chegou a ser comparada a de uma bomba atômica.
A filmagem, que parecia inocente e tinha como intenção apenas registrar o momento, virou um raro registro dos primórdios de uma tragédia que transformaria a vida de milhões de pessoas. Anos depois, Julián contou que ele e seus amigos foram milagrosamente salvos porque tiveram a chance de ser evacuados.
“Todos nós mostrados neste vídeo ainda estamos vivos”, explicou Julián, que estava na ilha de Koh Ngai, em um lado voltado à costa tailandesa. “Não fomos atingidos diretamente — mas sim pela onda que varria a ilha”, descreve Julián no vídeo que já ultrapassou 11,5 milhões de visualizações.
Esse cenário, contudo, não foi o mesmo para todos. Além de Tailândia, Bangladesh, Índia, Malásia, Maldivas, Mianmar, Singapura e Sri Lanka foram gravemente atingidos pela força da água, que causou a morte de quase 230 mil pessoas e deixou cerca de 1,7 milhão de outras desabrigadas ou hospitalizadas.
Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2000, que antecedeu a virada do milênio.
Com o sucesso das edições de 1998 e 1999, o Rio Boat Show 2000 chegava já como um evento tradicional do setor, ao lado do São Paulo Boat Show, que também dava os primeiros passos com maestria. Naquele ano, a Marina da Glória recebeu o evento no auge do outono de abril, do dia 7 ao 16, período que, para a alegria de todos, o sol brilhou graciosamente durante todos os dias.
O que acontecia no mundo em 2000
A terceira edição do Rio Boat Show aconteceu no ano em que o Brasilcomemorava os 500 anos de sua descoberta. Na época, manifestações artísticas e culturais aconteceram em todo país.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Na tecnologia, foi nos anos 2000 que a Sony lançou o icônico PlayStation 2, um dos maiores sucessos da marca, que superou as expectativas da empresa e se tornou o videogame mais vendido de todos os tempos. Inclusive, o console, assim como seus jogos, continuaram a ser fabricados mesmo após o lançamento do seu sucessor, o PlayStation 3 — na verdade só saíram do mercado13 anos depois.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Já nos esportes, 2000 foi o ano das Olímpiadas em Sydney, na Austrália. Na edição, transmitida durante a madrugada, o Brasil, pela primeira vez desde 1976, encerrou sua participação sem nenhuma medalha de ouro.
Por outro lado, naquele ano, Gustavo Kuerten — o Guga do tênis –, virou o número 1 do esporte, enquanto Rubens Barrichello fez o hino da vitória voltar a tocar na Fórmula 1, após vencer o Grande Prêmio da Alemanha.
Como foi o Rio Boat Show 2000
Seguindo a tendência do evento de 99, que trouxe atrações paralelas à exposição de barcos, o Rio Boat Show 2000 apoiou a regata Karl Heinrich Boddener (organizada pelo Iate Clube Brasileiro). O Encontro Náutico Brasileiro, por sua vez, fez sua 3ª edição no evento, e um píer de cruzeiristas trouxe ao salão veleirosfamosos e seus comandantes.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Um tanque de mergulho com 5 metros de profundidade virou ponto de referência na feira náutica, reunindo mais de 120 visitantes. A experiência, organizada pela equipe da Brazil Divers-Estilo, do Rio de Janeiro, proporcionou, para muitos, o primeiro contato com máscara, nadadeira, snorkel e cilindro. Entre os instrutores estava Karoline dal Toé, recordista de apneia.
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
Foi também nessa edição que aconteceu o lançamento do site de NÁUTICA, hoje a maior referência digital em conteúdo náutico no Brasil.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Mas a grande atração daquele Boat Show ficou por conta de uma lancha high tech, de 4,3 m (14 pés), que foi construída ao longo dos 9 dias de evento e, posteriormente, sorteada entre os visitantes. Meriani Ferreira de Moura, moradora de Niterói, foi quem voltou com a lancha para casa.
Eu nunca tinha ido a um salão náutico, mas adorei, tanto que até assinamos a Revista Náutica– Meriani em entrevista a edição 141 da Revista Náutica
Foto: Arquivo Revista Náutica
A embarcação foi construída por Jorge Nesseh e sua equipe durante 4 horas por dia no estande da Barracuda Technologies, e o barco já foi para as mãos de Meriani equipado com um motorMercury de 15 hp.
Rio Boat Show 2000 em números
Em 8 mil metros quadrados, o Rio Boat Show 2000 reuniu quase 100 expositores, que levaram aos cerca de 42 mil visitantes as últimas novidades do setor — como acontece até hoje. Toda essa movimentação gerou o montante de US$ 50 milhões em negócios — que, à época, equivaliam a aproximadamente R$ 90 milhões.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Foram, ao todo, 180 motores expostos, a maioria deles de popa (151 modelos), seguidos de centro diesel (19), centro-rabeta diesel (7) e centro-rabeta gasolina (3). Quanto à potência, 72 modelos possuíam até 50 hp, 56 tinham de 51 hp até 150 hp, 40 de 151 hp a 300 hp e 12 estavam acima dos 301 hp.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Quanto às embarcações, foram no total 188 delas, sendo que 129 estavam “no seco” e 59 nas águasda Baía de Guanabara. Os modelos nacionais novamente foram maioria, com 125 modelos. Os importados, por sua vez, somaram 63 unidades.
Foto: Arquivo Revista Náutica
As lanchas de 21 a 30 pés se sobressaíram, somando 49 modelos. Logos depois vieram as de 31 a 50 pés (31), seguidas pelas embarcações de até 20 pés. Os barcos maiores, acima dos 51 pés, somaram 6 modelos. Infláveis, veleiros, jets, jetboats, caiaques e pranchas a vela ainda complementaram a diversidade náutica do evento.
Foram mais de 10 embarcações lançadas, entre lanchas e jets, de marcas como Sundancer, Ferretti, Runner, Baja, Bayliner, Riostar, Fishing, BRM, Flexboat, Beneteau, Yamaha e Colunna.
Confira mais fotos da edição de 2000 do Rio Boat Show
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
Vem aí o Rio Boat Show 2024!
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Uma parceria entre a empresa francesa Louis Dreyfus Armateurs, a finlandesa Norsepower e a gigante da indústria aeroespacial Airbus pode revolucionar o mercado de velas mecânicas, colaborar para reduzir a poluição na atmosfera e diminuir em 50% as emissões de CO2 na rota transatlântica até 2030.
Toda frota RoRo, da Airbus, será equipada com velas rotativas Norsepower de 35 metros e dois motores biocombustíveis, com tecnologia de rotores em forma de cilindro acionados por energia elétrica. Assim, se aproveitará os ventos e reduzirá o consumo de combustível e as emissões no meio ambiente.
Foto: Norsepower/ Divulgação
O que já seria um enorme avanço, ganha ainda mais importância por envolver a Airbus. Afinal, a empresa é um dos maiores nomes da tecnologia aeroespacial e costuma desenvolver soluções para emissões zero — como propulsão a hidrogênio, combustível de avião sustentável (SAF) e design eVTOL.
Foto: Norsepower/ Divulgação
Além disso, o que anima o projeto é que a tecnologia contra emissões da Norsepower Rotor Sail será aplicada a uma frota inteira da Airbus. Cada navio contará também com combustível convencional e uma ferramenta para controle individual dos rotores — aliado ao relatório de economia de combustível.
Assim, a ideia é queimar menos combustível, reduzir as emissões e ainda ter custos mais baixos. Por todos esses elementos, Tuomas Riski, CEO da Norsepower, definiu a parceria entre as três empresas como um “uma virada de jogo para toda a indústria de propulsão eólica auxiliar”.
No caminho certo
Outra parceira na causa de redução de emissões, o Louis Dreyfus Armateurs (LDA) é um renomado armador francês — responsável por gerenciar as operações de carga, translado e descarga de navios — e tem em seu currículo ações pró meio ambiente. Agora, a companhia se junta a Airbus.
Foto: Norsepower/ Divulgação
Em 2023, a LDA teve um navio parcialmente abastecido com SAF, destinado a transportar componentes de aeronaves A320. Porém, seu impacto nem se compara com o acordo fechado recentemente, visto que o anterior se limitava a um único navio e um percurso curto.
Sob nova operação da LDA, a Airbus segue buscando soluções modernas de navegação. Em parceria com a Airseas, foi desenvolvido o Seawing, um sistema de vela que lembra uma pipa, mas equipado com controles de voo automatizados com tecnologia aeroespacial.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
As casas flutuantes têm ganhado cada vez mais força no mercado, seja por lifestyle ou, ainda, para economizar — como fez a jovem Kate Fincham, no Canadá. Agora, esse novo tipo de moradia está prestes a cair no gosto dos milionários, mas, não necessariamente, como moradia — muito menos para economizar. O destino, por sua vez, não poderia ser outro: as Maldivas.
Batizada de Castaway Villa, uma “vila flutuante” que só pode ser acessada pelo maré mais um dos empreendimentos da rede de hotéis de luxoSoneva, e, até o momento, segundo a empresa, é a única desse tipo nas Maldivas. O local chega para aqueles com muitos dígitos na conta passarem alguns dias relaxando sem a menor das preocupações.
Foto: Soneva / Divulgação
Inclusive, para aproveitar todas as mordomias do local, é necessário desembolsar US$ 5,2 mil dólares por dia, o equivalente a R$ 25,6 mil (conversão realizada em fevereiro de 2024). Logo de cara, os hóspedes são recebidos com um drinque de boas-vindas, já dando um spoiler do que vem adiante.
Foto: Soneva / Divulgação
Para fazer valer tanto dinheiro, a hospedagem flutuante tem dois andares e foi pensada para ser como uma “casa de família sobre as águas”, mesclando o luxo envolvido e o lugar paradisíaco a um momento de lazer familiar. Inclusive, os pais não precisam se preocupar com o enjoo das crianças, já que o local foi projetado para não ser afetado pelo movimento das ondas.
Foto: Soneva / Divulgação
Ao todo, são 461 m² de área, com acomodações para dois adultos e duas crianças, em dois quartos, cada um com seu próprio banheiro. O quarto principal, aliás, conta com cobertura retrátil, caso os hóspedes queiram contemplar as estrelas durante a noiteou serem agraciados com a luz do dia ao amanhecer.
Foto: Soneva / Divulgação
A casa flutuante conta com sala de estar, espaço para refeições ao ar livre, parque infantil, academia completa, as famosas redes sobre a água — muito tradicionais nas Maldivas –, piscina privada de água salgada e um escorregador, que leva os hóspedes do segundo andar diretamente para as águas cristalinas do mar.
Foto: Soneva / Divulgação
Para que quem visite a vila flutuante se preocupe apenas em relaxar, o serviço completo inclui ainda serviço de mordomo 24 horas por dia durante 7 dias da semana (inclusive um “Barefoot Assistant”, mordomo restrito a atender os hóspedes do lado de fora) e chefe de cozinha. Além disso, a diversão está garantida com acesso a uma sorveteria e uma “sala do chocolate.”
Para os que gostam de esportes aquáticos, ficam à disposição canoas, pranchas de stand up paddle, catamarãs e equipamento para windsurf. Para os que preferem relaxar com atividades mais tranquilas, o local disponibiliza ioga, meditação e uma introdução à astronomia, com direito a um astrônomo residente.
Vale ressaltar que a vila flutuante pode ser movida para qualquer local, embora seu meio de propulsão não tenha sido revelado ainda.
Foto: Soneva / Divulgação
Outras experiências de luxo da Soneva (essas de fora do pacote da vila flutuante), incluem nado com arraiase tartarugas, cruzeiro com golfinhos, observatório de observação astronômica de última geração, mergulho, jantar em uma plataforma flutuante e, inclusive, um “piquenique náufrago”, que acontece em bancos de areia no meio do mar.
O estado de São Paulo tem cerca de 50 reservatórios (somando-se lagos e represas) e 4.200 Km de rios navegáveis. Localizadas no entorno desse mar de água doce, pelo menos 120 cidades têm potencial para se destacar como autênticos paraísos do turismo náutico. Faltavam-lhes, porém, estruturas náuticas para que pudessem cumprir a profecia. Não falta mais.
Pereira Barreto, Três Fronteiras e Rubinéia, três cidades do extremo Noroeste do Estado, foram escolhidas para dar início à primeira fase do Programa de Turismo Náutico, um imenso projeto criado pela Secretaria de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP) com o objetivo de estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a partir da qualificação da atividade náutica.
Por conta disso, pode-se dizer que o secretário de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP), Roberto de Lucena, passou um fim de semana inesquecível. No último dia 17, ele esteve na Estância Turística de Pereira Barreto, às margens do rio Tietê, onde deu o pontapé inicial ao projeto, ao lado do prefeito João de Altayr, do secretário municipal de Turismo, Igor Grespan, e de diversas autoridades, como o Capitão dos Portos do Tietê Paraná, Renato Luís Kodel.
Novas estruturas náuticas na cidade de Rubinéia. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
“Com a inauguração desse moderníssimo conjunto de píeres de atracação, com recursos do Estado, estamos entregando aqui a primeira de uma série de 13 estruturas náuticas de uso público programada para este ano. O Turismo náutico é uma forma sustentável de desenvolver um destino e aproveitar as riquezas naturais que essa cidade tem, além de promover a consciência ambiental e de gerar emprego e renda para a população”, disse Lucena.
Novas estruturas náuticas na cidade de Três Fronteiras. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
São passarelas, píeres flutuantes de atracação e sistemas de ancoragem construídos pela Metalu, com alumínio naval e madeiramento. “Os turistas que vinham para cá atrás de sol e pescaria agora encontrarão essa estrutura náutica maravilhosa, localizada na Praia Pôr-do-Sol”, comemorou o prefeito Altayr.
Novas estruturas náuticas na cidade de Pereira Barreto. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
“Além de fomentar o turismo, esse sistema reafirma a identidade e vocação náutica de Pereira Barreto”, acrescentou o Secretário Municipal de Turismo, Igor Grespan, que — para inaugurar os píeres da cidade em grande estilo — recepcionou os convidados com um verdadeiro show da orquestra de sopro e percussão Facmol, grupo instrumental composto por estudantes de música e professores.
Novas estruturas náuticas na cidade de Rubinéia. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Na manhã do dia seguinte, foi a vez da cidade de Três Fronteiras inaugurar a sua estrutura náutica de uso público. Os equipamentos foram instalados no Parque Ecoturístico da Areia Branca, num braço escandalosamente limpo do Rio Paraná.
Novas estruturas náuticas na cidade de Pereira Barreto. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
O evento teve a presença do prefeito de Três Fronteiras, Rubens José Belão, que disse que o número de embarcações na região saltou de 500, em 2020, para 900, em 2023. Com a implantação das novas estruturas, o fluxo de barcos e de turistas deve aumentar ainda mais.
Por sua vez, a administradora do Parque Ecoturístico da Areia Branca, Ludmila Martins, revelou que, antes da inauguração dos píeres, foi realizado uma espécie de evento teste. “Nesse ensaio, nada menos que 45 barcos atracaram na nossa estrutura náutica, o que dá uma boa ideia da sua importância para a cidade e para a região”, disse ela.
Novas estruturas náuticas na cidade de Três Fronteiras. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Na inauguração houve um novo encontro de embarcações — lanchas de até 44 pés navegaram de Três Fronteiras até Rubinéia, em um passeio de 20 minutos, levando a bordo o secretario Roberto de Lucena e diversos políticos da região.
Localizada quase na divisa com o Mato Grosso do Sul, na margem esquerda do Rio Paraná, Rubinéia passou a ser banhada pelas águas do Lago Artificial da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, ao longo dos quais se distribuem parque e praias.
Novas estruturas náuticas na cidade de Rubinéia. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Em uma dessas orlas — a gostosa Praia do Sol, propícia para banhos, pesca, esportes náuticos — foi instalada a estrutura náutica da Metalu, inaugurada já no início da tarde do domingo, 18 de fevereiro.
“Se já era um prazer administrar uma cidade banhada por esse marzão de água doce, imagina agora, com esses píeres. É só uma questão de tempo para nos tornarmos referência em turismo náutico em São Paulo”, disse o prefeito de Rubineia, Osvaldo Lugato, após a solenidade de inauguração.
Novas estruturas náuticas na cidade de Pereira Barreto. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Assim como fizera em Pereira Barreto e em Três Fronteiras, Roberto de Lucena assinou um convênio transferindo a operação da estrutura náutica da Secretaria de Turismo para a prefeitura dos respectivos municípios.
A entrega das estruturas náuticas é resultado de um plano de desenvolvimento de grande impacto com investimento total de R$ 30 milhões para 13 municípios do interior paulista: Avaré, Fartura, Pederneiras, Piraju, Sales, Timburi, Mira Estrela, Presidente Epitácio e Rosana, além dos três já citados.
Novas estruturas náuticas na cidade de Três Fronteiras. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
De acordo com o coordenador do projeto, Luís Sobrinho, da Invest/Setur-SP, no próximo mês serão entregues estruturas náuticas a quatro dessas cidades: em Avaré, Araçatuba, Timburi e Pederneiras.
A expectativa é que o número de turistas e excursionistas nas doces águas paulistas salte dos atuais 1,82 milhão para 6 milhões em dez anos, gerando empregos e movimentando toda cadeia, com impacto na economia de R$ 2,5 bilhões, pois o programa também é um poderoso indutor de investimentos. A inauguração das estruturas de Pereira Barretos, Três Fronteiras e Rubinéia foi apenas o pontapé inicial.
Há maneiras e maneiras de se aproveitar a aposentadoria. Tem quem prefira descansar no sossego de casa ou jogar no bingo toda semana. E tem a Jeanne Socrates, velejadora aposentada que, aos 75 anos de idade, deu a volta ao mundo navegando num veleiro, completamente sozinha.
Essa senhora, que é mãe e avó, conseguiu a façanha sem parar em lugar nenhum. Assim, entrou para o Livro dos Recordes como a mulher mais longeva a velejar em solitário ao redor do globo — e repito, sem nenhuma escala. Como se fosse pouco, a imparável Jeanne foi em busca de mais.
Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Inclusive, até o momento em que esta matéria foi publicada, a velejadora aposentada está em mais uma missão solo, que iniciou em maio de 2023 e não tem data para terminar. Dessa vez, o plano é navegar no Oceano Pacífico a partir do México — com várias paradas em ilhas — a caminho da Nova Zelândia e Austrália (confira aqui onde ela está neste exato momento).
Trajeto de uma das viagens de Jeanne Socrates. Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Foi nessa viagem — e sua quinta volta ao mundo em um veleiro — que a experiente colecionadora de recordes comemorou seu 81º aniversário. E, caso tenha se perguntado se a velejadora aposentada tem capacidade para cumprir essa missão solitária várias vezes, a resposta dela é inspiradora e conclusiva.
A vida é muito preciosa e tento aproveitá-la ao máximo. Estou relativamente em boa forma. O bastante para sentar no barco e seguir velejando– Jeanne Socrates
Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Mas dessa vez, a idosa encontrou um problema inédito para navegar: o peso. Por se tratar de uma viagem sem escalas, o veleiro foi preparado para um cruzeiro e, logo, a embarcação teve que ficar mais leve. Apenas nessa etapa que a mulher precisou de ajuda de amigos para armazenar todos os equipamentos úteis.
Perseguidora de recordes
Se na atual navegação Jeanne está bem mais tranquila e sem pressa, não pode se dizer o mesmo das viagens ao redor do mundo feitas por ela anteriormente. Na primeira, por exemplo, tornou-se a mulher mais velha a circum-navegar sozinha e sem escalas.
Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Na segunda, a velejadora aposentada superou seu próprio recorde num nível ainda mais difícil: contornou os cinco principais cabos do globo terrestre. Essa verdadeira aventura de navegar sem parar durou quase um ano — 340 dias, para ser mais exato.
Assim, só falta um recorde para Jeanne e seu veleiro quebrarem: de pessoa mais idosa a contornar o planeta navegando sozinha. Essa proeza pertence ao australiano Bill Hatfield, que realizou essa viagem ao redor do mundo aos 81 anos — mesma idade de Jeanne agora.
Como tudo começou?
Jeanne Socrates é a prova que nunca é tarde demais. Afinal, a mulher só começou a velejar aos 50 anos de idade e já aposentada — mas foi amor à primeira vista. Na época, ela e seu marido George, hoje falecido, decidiram comprar um pequeno veleiro de 39 pés (12 metros).
Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Batizado de “Nereida”, foi nessa humilde embarcação que os dois começaram a viajar, até o marido falecer em 2003, vítima de câncer. Foi neste momento que Jeanne decidiu que queria passar o resto da vida navegando, e desde então, segue com o mesmo barco desbravando o mundo.
Mentalmente, aos 80 anos, você não se torna uma pessoa diferente do que era aos 30 ou 50 anos. A cabeça nunca envelhece. Então se você tem saúde, por que não ir em frente?– Jeanne Socrates
Segundo ela, a decisão foi um grande acerto. Nessas aventuras, a velejadora nadou com baleias e seus filhotes, tornou uma “resolvedora de problemas” dentro dos barcos, ganhou resiliência e carrega um otimismo invejável.
Registro de Jeanne Socrates durante viagem. Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação
Tento sempre pensar de forma positiva. Se estou no mar, no meio de uma tempestade, por exemplo, penso que é uma simples questão de esperar o tempo melhorar– Jeanne Socrates
Por fim, a velejadora aposentada recorda que, apesar de estar há tanto tempo navegando sozinha, sempre há algo novo para descobrir nessa experiência “fascinante”, como ela mesma descreve.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
As casas flutuantes já são tendência no exterior, e têm ganhado cada vez mais adeptos — seja por economiaou lifestyle. No Brasil, esse formato ainda não é tão comum, porém, a recém-lançada Solara Boat House tem tudo para mudar esse cenário. Agora, a embarcação está prestes a fazer sua estreia de gala nas águas do Rio Boat Show 2024.
Segundo a marca, o modelo é o primeiro desse tipo fabricado no Brasil. Ele estará em seu habitat natural em um cenário que não podia ser mais icônico: as águas da Marina da Glória, no Rio de Janeiro — de quebra, durante o evento náutico mais charmoso da América Latina, que acontece de 28 de abril a 5 de maio.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
Além da Boat House, toda a linha do estaleiro — entre lanchas e pontoons — completarão a participação da Solara no Rio Boat Show 2024. A marca promete ainda apresentar em primeira-mão outros três lançamentos durante o evento, ainda mantidos como surpresa.
Já participei de vários eventos de barco, mas igual ao Boat Show não tem– Celso Antunes, dealer oficial da Solara
Entre os barcos do estaleiro gaúcho atracados na Marina da Glória estão a Solara 38 Bowrider, a Solara 350 GT, 410 HT, 500 Fly e os pontoons Double Deck e Targa, todos disponíveis para teste drive. Conheça, a seguir, mais detalhes de todos os modelos da Solara no Rio Boat Show 2024.
Barcos da Solara no Rio Boat Show 2024
Solara Boat House
Lançada durante o São Paulo Boat Show 2023, a Solara Boat House é como o próprio nome sugere: uma casa completa sobre as águas. A embarcação dispõe de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, varanda e até terraço. São, ao todo, 44 m² na parte inferior e 30 m² na superior — onde está um lounge, para lazer e conforto.
Com 35 pés, boca de 4,12 m e capacidade para 12 pessoas, a Solara Boat House, que tem como base os pontoons da marca, tem espaço para instalação de TVs, fogão, geladeira, micro-ondas e até máquina de lavar roupas. A embarcação pode ainda ser equipada com placas solares, para gerar energia de forma mais sustentável.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
Com motorizaçãode deslocamento a partir de 60 hp, a casa flutuante da Solara é ideal para paradas em píeres e praias.
Solara 500 Fly
Maior embarcação da Solara no Rio Boat Show 2024, a Solara 500 Fly tem 15,10 m de comprimento e 4,5 m de boca. Com dois motores Volvo Penta centro-rabeta de 400 a 440 hp (diesel), a embarcação potente leva até 16 pessoas em passeios diurnos, sendo que 6 delas podem permanecer no barco para aproveitar o pernoite.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
Sua cabine pode ser configurada de duas maneiras: com três camarotes ou dois camarotes e uma sala, sendo que, nas duas opções, a lancha contará com dois banheiros equipados com box. Além da facilidade em pilotar, o cockpit oferece, junto ao salão, um ambiente amplo e agradável tanto para o piloto quanto aos seus passageiros, integrando-se à praça de popa.
Solara 410 HT
Com espaço para 14 pessoas e pernoite para 6 em seus 12,5 m, a Solara 410 HT possui uma grande cama no camarote à meia-nau, que se destaca pela ampla janela na cabeceira. Outro destaque vai para o teto solar elétrico, que além de charmoso, traz praticidade ao barco.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
No cockpit fica um posto de comando suspenso, junto ao salão, um ambiente amplo e agradável tanto para o piloto quanto aos seus passageiros. A sala de cabine possui um ambiente prático e confortável, ideal para assistir TV com mais privacidade. O espaço faz total integração com o cockpit, que também dispõe de amplos sofás e cozinha gourmet completa.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
Quanto a motorização, a lancha navega com dois motores de 300 hp a 350 hp a gasolina ou dois de 270 hp a 350 hp no diesel.
Solara 380 Bowrider
Tida como uma lancha com muito espaço para curtir o verão, a Solara 380 Bowrider tem 39,5 pés e traz entre suas principais características uma cabine para quatro pessoas em pernoite, aberturas laterais na popa, amplo solário na proa e um ótimo espaço no cockpit.
A lancha é ideal para passeios entre amigos e familiares, já que dispõe de sofás confortáveis e espaçosos, com bom número de paióis para armazenamento, móvel gourmet com churrasqueira, cadeiras dobráveis para uso e até uma chopeira.
O teto solar, que pode ser acionado por um único botão, é outro ponto de destaque da Solara 380 Bowrider, que tem ainda acesso fácil — e seguro — à proa, 1,80 m de altura na entrada da cabine e no banheiro (que conta com box) e bom acesso à casa de máquinas — à meia-nau e debaixo do móvel gourmet (que pode ser levantado).
Solara 350 GT
Lancha cabinada com teto solar elétrico sobre o salão, no lugar do flybridge, a Solara 350 GT tem ambientes internos bem distribuídos. Sua cabine, com 1,90 m de altura, acomoda cinco pessoas em pernoite. Tanto o camarote de proa como o de meia-nau podem ser fechados e o banheiro é completo.
No cockpit, a 350 tem uma minicozinha gourmet, com refrigerador, micro-ondas e fogão opcional. Na proa, os bancos se convertem em um solário grande, com estofamento alto e encosto reclinável.
Pontoon 300 Targa
O Pontoon 300 Targa é inspirado no mercado norte-americano. Equipada com motor de popa, a embarcação tem design moderno e amplo espaço, proporcionando boa circulação no convés. O modelo conta com sofás por toda sua extensão, mesa com porta-copos, espaço gourmet e solário.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
A embarcação possui 3 metros de largura e 9,39 metros de comprimento, motorização de 150 a 300 hp e todos os itens necessários para promover conforto, lazer e diversão para as até 24 pessoas que podem navegar a bordo do pontoon.
Pontoon 300 Double Deck
Outro modelo de pontoon da Solara no Rio Boat Show 2024 será o Pontoon 300 Double Deck. O barco, que fez sucesso durante o Rio Boat Show 2023, é tão espaçoso que pode transportar até 23 pessoas — e conta com toalete fechado.
O modelo possui motorização de popa e, no convés superior da embarcação, há geleira, solário e área de convivência para até sete passageiros. O ponto alto do pontoon é um divertido escorregador, que começa no deque superior e vai até a água.
Rio Boat Show 2024
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Quer viver uma experiência paradisíaca, com muita música, comida e badalação? A dica é conhecer o YONA Beach Club Phucket: uma balada flutuante na Tailândia. Navegando com um catamarã, o empreendimento se descreve como o “primeiro beach club flutuante do mundo”. Uma espécie de oásis sobre as águas.
Com capacidade para até 500 convidados, a balada flutuante possui dois andares com áreas para desfrutar. No andar principal estão a cabine do DJ, restaurante e uma piscina infinita com 22 metros de comprimento, além de diversas comodidades.
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
Além disso, existem diversas cabanas — que podem acomodar de quatro a oito pessoas –, espreguiçadeiras ao redor da piscina e até redes sobre as águas para aproveitar o sol.
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
No andar superior da balada flutuante, os passageiros podem admirar as vistas para o Mar de Andamão, com direito a uma outra piscina, mais intimista.
O restaurante do YONA oferece culinária costeira, mediterrânea, tailandesa e japonesa, além de bons drinks — tudo com uma espetacular vista para o mar.
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
Para além de baladas, o catamarã também pode ser locado para casamentos ou eventos corporativos.
Quanto custa a balada flutuante?
Até aqui tudo parece um mar de rosas, mas é importante dizer que tudo tem um preço, e essa balada flutuante não foge disso. Este catamarã está aberto diariamente das 12h às 20h e parte do cais de Patong.
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
O plano mais econômico é o YONA Day Pass, um passe diário que custa 3000 bahts tailandeses (cerca de R$ 410, em conversão realizada em fevereiro de 2024). Com o ticket, vem incluso o barco de transporte até o YONA, seguro de passageiros e 1,5 mil bahts (R$ 206) de crédito para alimentos e bebidas.
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
O acesso ao restaurante será dado mediante a disponibilidade, por uma duração máxima de duas horas. Para reservas, será cobrada uma taxa de entrada no valor de 1,5 mil bahts (R$ 206), e o mesmo valor em créditos para alimentos e bebidas por hóspedes — desde que seja menor que oito pessoas.
Já que é para gastar…
Para eventos privados o valor sobe consideravelmente. O organizador da festinha particular poderá hospedar seus convidados, criar um menu único, além de selecionar atividades em grupos e show dedicados. Entretanto, terá que pagar, no mínimo, 2 milhões de bahts (cerca de R$ 275 mil).
Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução
O preço dos ingressos também pode aumentar de acordo com a atração. Para o próximo dia 26, por exemplo, quando o DJ israelense Eran Hersh se apresentará na balada flutuante, os ingressos para o beach club já estão esgotados, enquanto para o restaurante, o valor mais barato está em 4.000 bahts (R$ 549).
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 1999!
Em 1999 o Rio Boat Show chegava para sua segunda edição com uma missão: superar o evento de 1998, que fez brilhar os olhos dos amantes do universo náutico. Com a feira náutica prestes a celebrar 25 edições, está mais do que provado que a missão foi muito bem cumprida.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Mas, antes de trazer todos os motivos para o evento de 99 ter sido um sucesso, essa Memória Náutica vai fazer jus ao seu nome e ambientar seus leitores sobre como era o mundo25 anos atrás.
O que acontecia no mundo em 1999
Em janeiro de 1999 o Euro entrou em vigor como moeda comum dos países da União Europeia. O dólar, por sua vez, que hoje está na casa dos R$ 5, custava R$ 1,55. No mesmo ano, um blecaute atingiu as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, atingindo dez estados e o Distrito Federal — e ganhou o apelido de “apagão”.
Foto: Arquivo Revista Náutica
No cinema, clássicos como Matrix, A Múmia, Tarzan e O Sexto Sentido eram lançados. Também nesse cenário, o filme Central do Brasil, estrelado por Fernanda Montenegro, foi vencedor do Globo de Ouro na categoria “melhor filme estrangeiro”. A atriz, aliás, chegou a ser indicada ao Oscar pela atuação na obra. Ainda falando sobre cultura, a escola Imperatriz Leopoldinense foi a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
Nos esportes, o Brasil foi campeão da Copa América, após vencer o Uruguai por 3 a 0, com gols de Rivaldo e Ronaldo. Nesse mesmo ano, no Rio, o Vasco era campeão do Torneio Rio-São Paulo, vencendo o Santos. Já o Flamengo levou a Copa Mercosul, enquanto o Botafogo deixou escapar o título da Copa do Brasil para o Juventude, em uma partida que reuniu o maior público da história da competição, com 101.581 pessoas no Maracanã.
Como foi o Rio Boat Show 1999
Em um ano de poucos acontecimentos marcantes, alguma coisa precisava tornar 1999 um ano inesquecível. E, ao menos no setor náutico, o Rio Boat Show foi a cereja do bolo. Com um público de 51 mil pessoas (11 mil a mais do que em 1998), o evento mostrou que, de fato, tinha vindo para ficar.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Realizado de 14 a 23 de maio, o evento foi marcante, principalmente, por ter ido muito além dos barcos. O Rio Boat Show 1999 não poupou no quesito inovações e trouxe, paralelamente ao evento, uma competição de vela chamada Regata RBS — que se tornou, à época, a segunda maior regata em número de participantes do Rio, com 732 velejadoresem mais de 200 barcos.
Foto: Arquivo Revista Náutica
E não parou por aí. A Copa RBS de wakeboard e esqui aquático deixou o evento ainda mais marcante, reunindo, inclusive, categorias masculinas (com Marcos Figueiredo e Marreco), femininas (com a participação de Karina Oliani, mais jovem brasileiraa escalar o Monte Everest) e infantis.
Grande, organizado e bonito. Com doses generosas desses três atributos– dizia a edição 130 da Revista Náutica
Ainda nas inovações, o Rio Boat Show apresentou o 1º Encontro Náutico Brasileiro, que trouxe, em um auditório construído na Marina da Glória, bate-papos com palestrantes como Amyr Klink (primeira pessoa a fazer a travessia do Atlântico Sul a remo, em 1984), Lars Grael (velejador brasileiro com duas medalhas olímpicas) e o cartunista Ziraldo.
Amyr Klink. Foto: Arquivo Revista NáuticaZiraldo. Foto: Arquivo Revista Náutica
Os números do Rio Boat Show 1999
O Rio Boat Show 1999 exibiu para um público de 51 mil pessoas nada menos do que 230 embarcações — 158 delas “no seco” e 72 sobre as águasda Baía de Guanabara. Foram, ao todo, 98 barcos importados e 132 de estaleiros nacionais — 17 a mais que no ano anterior.
Os 7,2 mil km² de área da feira receberam cerca de 150 expositores e mais de 50 lançamentos de todos os principais setores do mercado náutico.
Foto: Arquivo Revista Náutica
As embarcações foram dos caiaques as lanchas, que, nessa edição, tiveram nove modelos passando dos 50 pés. Entre os veleiros, que somaram 11 embarcações (divididas em monotipos e oceânicas), o maior foi o francêsJeanneau Sun Odyssey 52.2, com espaço para até 12 pessoas.
Foto: Arquivo Revista Náutica
O Rio Boat Show 1999 teve mais de 30 embarcações lançadas. Entre elas, modelos apresentados por marcas como Ecomariner, Spirit Yacht, Kadu Marine, Milmar, Sailing, Tecnoboats, Vip Marine, Cobra, Mardiesel, SP Náutica, Intermarine, Regatta, Chris Craft, MB Boating, PHD, Porto Vitória, Real Power Boats, Sunseeker, Wemoto, Boats, Regatta, FlexBoat, Seateck e Kiwi Boats (atual Schaefer Yachts).
Foto: Arquivo Revista Náutica
Além de embarcações e equipamentos, a segunda edição do Rio Boat Show reuniu uma série de celebridades para ver de perto os últimos lançamentos do setor. Por lá estavam personalidades como Glória Pires, Carlos Alberto Parreira, Oscar Magrini, Giovanni (do vôlei), Ziraldo, Boni, Francisco Cuoco e Sérgio Reis.
Confira mais fotos da edição de 1999 do Rio Boat Show
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
Rio Boat Show 2024
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Desde que a Schaefer Yachts anunciou o projeto da Schaefer V44, no início de 2023, os olhares calibrados dos amantes do setor logo perceberam que o modelo walk around seria um grande lançamento do mercado. A partir daí, a lancha passou a ser aguardada ansiosamente e, agora, a espera está com os dias contados.
A Schaefer V44 vai estrear em águasbrasileiras durante o Rio Boat Show 2024, que acontece na Marina da Glória, de 28 de abril a 5 de maio.
Em entrevista no Estúdio Náutica, durante o São Paulo Boat Show 2023, o gerente de trade marketing da Schaefer, Rodrigo Loureiro, já havia mencionado que esperava apresentar a nova lancha no Rio.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Por que a Schaefer V44 é tão aguardada?
Na última década, a Schaefer teve um salto significativo no mercado de suas embarcações de lazer. Com isso, o estaleiro quis aproveitar a ondae ir além, lançando uma nova classe de barcos. Nascia, então, em 2020, a V33, uma lancha de console central do tipo walk around (expressão inglesa que denota embarcações cuja cabine não impede a circulação na proa do barco) de luxo.
Idealizada, principalmente, visando o mercado norte-americano e europeu, a V33 foi um sucesso, somando mais de 60 unidades vendidas — muitas delas, inclusive, nos Estados Unidos, onde o mercado para esse tipo de embarcação é muito forte. Com a faca e o queijo na mão, a Schaefer se viu inspirada, então, a lançar uma irmã maior para a V33: a Schaefer V44.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Portanto, se a V33 já havia sido um sucesso absoluto, os aficionados pelo setor já sabiam que a V44 surpreenderia ainda mais. Quando o estaleiro lançou o conceito da lancha em Miami, em 2023, isso ficou ainda mais evidente.
Schaefer V44 no Rio Boat Show: como é a lancha
A nova Schaefer V44 é uma lancha cabinada que valoriza o conforto em seu espaçoso cockpit, que abraça um beach club de forma harmoniosa e bem distribuída em um mesmo nível, ao mesmo tempo que ostenta uma proaaberta bonita e funcional.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Suas linhas majestosas no casco e a pintura esportiva da lancha deixam claro, logo ao primeiro olhar: o barco foi arquitetado para impressionar.
O design da proa é reto, deixando o casco com maior comprimento na linha d’água — característica que é sinônimo de velocidadee altíssima eficiência ao cortar ondas.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Sua cabine acomoda até quatro pessoas durante um pernoite, proporcionando o refúgio ideal a bordo da lancha. Nos passeios diurnos, a embarcação tem capacidade para 14 pessoas aproveitarem.
Para curtir as aventuras a bordo, aliás, o estaleiro oferece duas opções de motores: centro-rabeta a diesel ou a versão de popa, que, de longe, promete ser a preferida e amplamente requisitada nos EUA.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
A nova V44 que estará no Rio Boat Show tem ainda duas varandas laterais generosas, com incríveis 2,40 metros de comprimento e acionamento hidráulico, além de uma plataforma de popa submersível (na versão com motor de centro-rabeta), que traz mais versatilidade e conforto aos navegantes.
Em busca do dia perfeito na água, a V44 atenderá a todos os anseios dos amantes do mar: sejam eles passeios em família, a prática empolgante de esportes aquáticos, uma sessão relaxante de pescaria ou leitura no espaçoso solário de proa.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Outros barcos Schaefer no Rio Boat Show 2024
O Rio Boat Show, evento náutico mais charmoso da América Latina, já tem confirmada outras cinco embarcações do estaleiro catarinense: Schaefer 660, 510, 450, V33 e a New Schaefer 375. Conheça, a seguir, as embarcações.
Schaefer 660
Evolução do modelo Schaefer 640, a Schaefer 660 se destaca tanto pelos espaços amplos quanto pela aparência. O modelo de 66 pés tem entrada independente para a suíte principal na entrada do salão, além de estar equipada com quatro camarotes e três banheiros.
Com pernoite para oito pessoas, quatro camarotes ficam no convés inferior, assim como três banheiros. O acesso à suíte principal — que ocupa todos os 5,15 metros de largura do casco, à meia-nau — é feito por uma entrada privativa a boreste do salão.
Schaefer 510 GT
A Schaefer 510 GT é uma 51 pés projetada e construída a partir do feedback que o estaleiro recebeu do mercado norte-americano, e conta com nada menos que três suítes completas. Seu espaço interno e pé-direito estão acima da média, e o modelo traz acabamento de primeira, com espaço surpreendente até na casa de máquinas.
A lancha tem capacidade para até 16 pessoas, sendo que seis delas podem dormir a bordo. Na suíte máster, aliás — à meia-nau — a altura chega a 2,08 m. O barco tem cozinha integrada e salão cercado de janelas em arco, com visão privilegiada do mar e muita luz.
Schaefer 450
A Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte máster à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design, além de ocupar toda a boca da embarcação.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueira retrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.
Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.
Schaefer V33
Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around, com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.
Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.
A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em feiras internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.
New Schaefer 375
A New Schaefer 375, menor lancha da Schaefer no Rio Boat Show, incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau — conceito trazido do modelo walk-around Schaefer V33.
Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.
Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.
Rio Boat Show 2024
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
O Estados Unidos tem apreendido um megaiate de incríveis 160 metros (348 pés), mas quer desesperadamente se livrar dele. Sem condições de pagar as manutenções da extravagante embarcação, o governo norte-americano deseja vender o mais rápido possível o caríssimo Amadea.
Este megaiate — do estaleiro alemão Lürssen — é fruto da captura americana após a invasão da Rússia à Ucrânia, para desencorajar o presidente russo Vladimir Putin a seguir com a guerra. Preso em Fiji a mando dos EUA, o barco foi transferido para o Havaí e depois para San Diego, onde está atracado até hoje.
Foto: Lürssen/ Divulgação
No entanto, o que na época foi motivo de comemoração, hoje virou uma verdadeira “batata-quente”. Afinal, não é nada fácil manter — mesmo que parado — uma propriedade que pode custar até US$ 400 milhões (quase R$ 2 bilhões em conversão realizada em fevereiro de 2024).
Mesmo atracado, o barco custa mais de US$ 7,2 milhões (R$ 35,5 milhões) por ano, cerca de US$ 600 mil (quase R$ 3 milhões) mensais. Esse dinheiro é destinado para os salários da tripulação, combustível, alimentação, limpeza, atração e taxas diversas — sem contar a manutenção.
Foto: Lürssen/ Divulgação
Por este motivo, os promotores federais estão tentando acelerar a venda deste megaiate apreendido para conseguir a redução das perdas. Entretanto, o problema é bem maior que simplesmente “achar” um magnata que arremate o Amadea num leilão.
Como vender um megaiate apreendido?
É justamente essa a pergunta que o governo estadunidense pretende responder. O grande problema deste imbróglio se dá pelo fato de que o verdadeiro proprietário do Amadea sequer é conhecido. No momento, a dúvida está entre dois nomes: os bilionários Eduard Khudainatov e Suleiman Kerimov.
Foto: Lürssen/ Divulgação
Ex-CEO da petrolífera estatal Rosneft, Eduard Khudainatov é acusado de ser o dono de fachada do Amadea — ou seja, o magnata seria legalmente o responsável pelo megaiate, mas apenas para ocultar a identidade do real proprietário.
Foto: Lürssen/ Divulgação
Inclusive, não é a primeira vez que uma desconfiança do tipo recai sobre Khudainatov. Em 2022, ele alegou ser o proprietário do gigantesco Scheherazade, no valor de US$ 700 milhões (quase R$ 3,5 bilhões), que foi ligado ao presidente Vladimir Putin.
Foto: Lürssen/ Divulgação
Porém, Suleiman Kerimov — também próximo de Putin — é o principal “suspeito” de ser o verdadeiro proprietário. Vale ressaltar que ele é sancionado pelos EUA, enquanto Khudainatov não. Sendo assim, o governo americano não pode reter os ativos de Khudainatov, caso seja confirmado que o megaiate apreendido o pertence.
Batata-quente
Para piorar, os promotores do caso disseram que Kerimov violou as sanções dos EUA ao fazer mais de US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões) em pagamentos de manutenção para o Amadea — tudo isso através do sistema financeiro do país norte-americano. Desse jeito, o megaiate está sujeito a confisco.
Foto: Lürssen/ Divulgação
Assim como acontece com qualquer ativo apreendido, o EUA tem como obrigação manter o megaiate exatamente nas mesmas condições em que se encontrava quando foi capturado. Logo, a embarcação só pode ser vendida quando for 100% provado que o proprietário é sancionado.
O governo norte-americano pretende pular essa etapa de comprovação e ir direto ao leilão. Segundo comunicado comercial, o dinheiro do leilão seria “eventualmente” enviado à Ucrânia.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
As histórias de naufrágiossão carregadas de mistérios, nem sempre resolvidos. Uma delas, envolvendo o navio graneleiro Arlington, aconteceu no Canadá, em 1940. Agora, 84 anos depois, imagens da embarcaçãoque afundou com seu capitão foram reveladas, trazendo de volta uma história cheia de revelações e questionamentos.
Era 30 de abril de 1940, uma terça-feira carregada de neblina, quando o navio Arlington partiu com trigo de Port Arthur, Ontário, no Canadá, rumo a Owen Sound, também sobre águascanadenses, sob o comando do capitão Frederick “Tatey Bug” Burke. A partir daí, nada mais foi como antes.
Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação
Frederick Burke era considerado um marinheiro experiente, mas talvez ele não estivesse preparado para o que estava por vir. A neblina daquele dia acabou se transformando em uma grande tempestade, que mudaria para sempre a vida de Burke e de seus tripulantes.
Com condições climáticas nada favoráveis, Burke tentava seguir viagem e manter sua tripulação segura, mas o navio Arlington acabou colidindo com outro cargueiro, o Collingwood, e a situação, que já era crítica, acabou ficando ainda pior.
A colisão fez com que a água começasse a inundar o navio, já que seu casco foi danificado. Junis Macksey, o imediato da tripulação, percebendo o perigo, logo ordenou que o navio mudasse sua rota e se dirigisse à costa canadense em busca de abrigo, mas Burke, mesmo com toda sua experiência, decidiu retornar ao curso original, em meio ao lago aberto.
Já era madrugada de 1º de maio quando o navio começou a afundar rapidamente. A tripulação, assustada e sem respaldo do capitão, passou a abandonar o navio Arlington em botes salva-vidas, o que garantiu que todos eles, exceto o capitão Burke, fossem resgatados.
84 anos depois, nasce uma nova história
Após mais de 80 anos submersonas profundezasdo Lago Superior, na América do Norte, o navio Arlington foi encontrado pela Sociedade Histórica de Naufrágios dos Grandes Lagos (GLSHS) e pelo pesquisador Dan Fountain. A equipe conseguiu, inclusive, imagens inéditas do barco graneleiro.
Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / DivulgaçãoFoto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação
A embarcação, de 74 metros de comprimento, está a cerca de 180 metros de profundidade ao norte da Península de Keweenaw, em Michigan, nos Estados Unidos. “Encontrar o Arlington é um momento emocionante, pois desvenda mais um dos muitos mistérios do Lago Superior”, comenta Dan Fountain.
Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação
As decisões de Burke durante o acidente ainda são carregadas de dúvidas. A principal delas questiona por que o capitão optou por permanecer no navio mesmo enquanto os outros tripulantes se salvavam? A verdade é que essa questão jamais será respondida, e alimenta ainda mais o mistério envolvendo o navio Arlington.
Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação
“Espero que este capítulo final dessa história possa trazer algum conforto para a família do capitão Burke”, concluiu Dan Fountain.
As baleias-azuis são consideradas o maior animaldo mundo, podendo chegar aos 34 metros. A caça à espéciefez o número dessas gigantes despencar no início do século 20. Agora, estudiosos parecem ter encontrado um novo problema envolvendo o animal: a diminuição de seu DNA, por consequência do acasalamento excessivo com baleias-comuns.
Um estudo publicado na revista Conservation Genetics mostra que as baleias-azuis do Oceano Atlântico abrigam um nível de DNA híbrido, até então, desconhecido, e potencialmente alarmante. Isso porque genomas sequenciados demonstraram que baleias-comuns (Balaenoptera physalus) e baleias-azuis (Balaenoptera musculus) têm cruzado mais do que se pensava até então.
Como estudiosos identificaram o problema
Existem três subespécies de baleia-azul ao redor do mundo: B. m. musculus (ao norte dos oceanos Atlântico e Pacífico); B. m. intermedia (no oceano Antártico) e B. m. brevicauda, também conhecida como baleia-azul-pigmeia (encontrada no oceano Índico e no sul do oceano Pacífico). Além dessas três, a B. m. indica, do oceano Índico, pode ser uma outra subespécie.
Para realizar os estudos, pesquisadores analisaram os genomas da B. m. musculus em busca de sinais de endogamia (método de acasalamento que consiste na união entre indivíduos aparentados, que são geneticamente semelhantes), característica que poderia impedir a recuperação do grupo — geneticamente falando.
Os estudiosos criaram, do zero, um genoma para a espécie, juntando o DNA de diferentes indivíduos. A equipe usou esse genoma como modelo para analisar outros, completos ou parciais, de 31 baleiasde toda a área do animal.
É um processo longo e trabalhoso, semelhante à montagem de um enorme quebra-cabeça, sem nenhuma imagem na caixa para orientação. Mas, uma vez resolvido o quebra-cabeça, fica muito mais fácil repeti-lo diversas vezes– Mark Engstrom, co-autor do estudo ao Live Science
Com a montagem do “quebra-cabeça”, os pesquisadores conseguiram identificar que cada uma das baleias amostradas tinha algum DNA de baleia-comum em seus genomas. Inclusive, cerca de 3,5% do DNA do grupo veio, em média, de baleias-comuns. A descoberta sugere que os híbridos de baleias são muito mais viáveis reprodutivamente do que se pensava até então.
Qual a problemática por trás da descoberta
Não é novidade para os cientistas que baleias-azuis e baleias-comuns podem se reproduzir, assim criando híbridos das duas espécies. Contudo, imaginava-se que esses híbridos eram inférteis, não podendo gerar descendentes próprios — como a maioria dos outros animais híbridos.
No entanto, um estudo de 2018 revelou que alguns desses animais híbridos poderiam, sim, se reproduzir no acasalamento com baleias-azuis — e parece que é justamente o que está acontecendo.
Com isso, pesquisadores acreditam que as baleias híbridas têm se reproduzido com as baleias-azuis, resultando em descendentes “retrocruzados”, principalmente com DNA de baleia-azul e algum DNA de baleia-comum. Este tipo de transferência de DNA de uma espécie para outra por meio de cruzamento é conhecido como introgressão.
De acordo com Engstrom, alguns estudos semelhantes, mas com as baleias-comuns, não encontraram registros de que a espécie tenha herdado DNA de baleia-azul por meio de introgressão. Contudo, ao que parece, apenas as baleias azuis são capazes — ou estejam dispostas — a reproduzir-se com os animais híbridos.
Não sabemos por que a introgressão parece unidirecional. No entanto, pode ser porque há muito mais baleias-comuns do que baleias-azuis– Mark Engstrom
A boa notícia é que, até o momento, não existem evidências de que o transporte de DNA da baleia-comum tenha impacto negativo sobre as baleias-azuis. O problema mesmo está na continuidade da introgressão que, de acordo com Engstrom, poderá reduzir a quantidade de DNA de baleia-azul em sua população, tornando esses animais menos resilientes à adaptação a novos desafios, como as alterações climáticas.
Outro ponto positivo é que são poucas as evidências de que essa introgressão aconteça em outros lugares do mundo. “Tanto quanto sabemos, este é um fenômeno apenas no Atlântico Norte”, disse Engstrom.
Já ouviu falar do Monstro do Mar Cáspio? Esse foi o nome dado pela inteligência norte-americana aos ecranoplanos russos (veículo que combina características de barcos e aeroplanos), utilizados durante a Guerra Fria. Se o nome lhe é familiar, saiba que o Brasilem breve ganhará um modelo parecido, mas com intenções muito diferentes, que prometem revolucionar o transporte de cargas e pessoas na Amazônia.
O projeto em questão se chama Volitan, e foi desenvolvido pela startup AeroRiver, incubada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e criada em 2021, por engenheiros da região Norte do Brasil. A proposta é que o “barco voador” seja o primeiro ecranoplano do mundodestinado a operações fluviais, inicialmente, nos rios amazônicos.
Foto: AeroRiver / Divulgação
A ideia não surgiu por acaso, já que a região amazônica soma aproximadamente 6,74 milhões de km², e faz conexões entre suas 62 cidades, principalmente, pelos rios — tarefa nem sempre fácil, por conta dos problemas logísticos da região. Segundo a startup, o Volitan promete chegar a esses destinosem um terço do tempo do que levariam as lanchasmais velozes do mercado.
Como funcionará o barco voador Volitan
Os aviões voam graças a baixa pressão produzida sobre suas asas. O Volitan, por sua vez, é inspirado nos ecranoplanos, que utilizam o efeito solo — que causa uma sobrepressão sob as asas de formato especial — , criando um “colchão de ar” que dá sustentação à aeronave em voo rasante, normalmente sobre uma superfície aquática— mesmo que ele também funcione em terra firme.
Foto: AeroRiver / Divulgação
Em entrevista à Época Negócios, Felipe Bortolete, diretor técnico e um dos fundadores da AeroRiver, explicou que “quando o veículo opera utilizando o efeito solo, o consumo de combustívelé reduzido drasticamente. Quanto mais baixo ele voa, menos combustível é consumido. Então, quanto mais próximo o ecranoplano estiver da superfície do rio, mais econômico ele será.”
O nosso veículo aproveita o efeito solo, mas ele também é projetado para voar sobre a copa das árvores em alguns trechos onde é rio é muito sinuoso, sempre respeitando o limite de 150 metros de altitute. Em trechos assim, o veículo atuará como um avião– Felipe Bortolete, à Época Negócios
Com 18 metros de comprimento, o barco voador terá autonomia para percorrer uma distância de até 450 quilômetros sem reabastecer, operando a uma altura entre 5 e 10 metros da água, com velocidadede 81 nós (150 km/h). Essa máquina será capaz de transportar dez passageiros, ou, ainda, uma tonelada de carga, emitindo, de acordo com a empresa, menos dióxido de carbono (CO2) do que embarcações e aeronaves tradicionais.
Atualmente, o barco voador passa por testes técnicos. De acordo com Bortolete, um sistema de controle está sendo desenvolvido, para que a altura do veículo em relação a superfície não seja controlada pelo piloto, mas, sim, já configurada, fazendo com que o Volitan possa manter o nível determinado de altura (150 metros) automaticamente.
Foto: AeroRiver / Divulgação
A AeroRiver espera que um protótipo do Volitan realize seu primeiro voo sob o efeito solo em 2025, e a certificação do veículo — que ainda terá suas normas definidas por órgãos reguladores no Brasil — está programada para 2026, quando o barco voador deve estrear no mercado.
Embarcações no fundo do mar nem sempre são sinônimo de tragédias. Algumas, inclusive, vão parar nas profundezas do oceano para se tornarem recifes artificiais. O “Titanic dos Alpes” também teve um motivo específico para ser levado a 210 metros de profundidade — diferentemente do “Titanic oficial”.
Em 1933, mais de 90 anos atrás, o imponente navioa vapor Säntis, de 48 metros, viveu seus últimos suspiros na superfície, antes de ser naufragado propositalmente no Lago Constança, entre a Suíça e a Alemanha.
Foto: Domínio Público
A decisão de levar a embarcação para o fundo do mar aconteceu devido a uma escolha que trouxe consequências diferentes das imaginadas. Como um navio a vapor, o Säntis, até então, utilizava motoresmovidos a carvão. Contudo, uma ideia de trocar o mineral por petróleo foi crucial para o fim das atividades do “Titanic dos Alpes”.
Isso porque, logo após a mudança, essa área entrou em uma crise econômica que custou a atividade do navio, já que o barcoacabou se tornando impróprio para navegação e muito caro para ser desmontado. Sendo assim, a então proprietária do Säntis, Swiss Lake Constance Shipping Company, levou a embarcação até o meio do lago e a afundou.
O Resgate do Säntis
O Säntis foi afundado em 1933, e assim permanece até hoje. Contudo, em 2013, uma expedição subaquática acabou se deparando com os destroçosdo barco, o que levou o navio a ser comprado pela Romanshorn Ship Salvage Association, instituição que traçou um plano para trazê-lo de volta à superfície.
Atualmente, o navio se encontra a cerca de 210 metros de profundidade e, graças à escuridão e a falta de oxigênio, o Säntis está bem conservado — pelo menos por enquanto. De acordo com os mergulhadoresque o encontraram, a pintura original está intacta, sendo possível ainda visualizar o nome da embarcação.
Foto: Domínio Público
A cada dia que passa, porém, trazer o navio à superfície e apresentá-lo ao público nessas condições fica mais difícil, já que a embarcação está ameaçada por mexilhões Quagga, espécieque foi introduzida na região e avistada pela primeira vez em 2016.
Esses mexilhões têm se propagado rapidamente, trazendo um risco real de deteriorar o navio preservado há mais de 90 anos. Até o momento, eles foram encontrados, inclusive, na chaminé do barco, o que limita o tempo disponível para resgatá-lo — missão programada para março deste ano.
Silvan Paganini, presidente da Ship Salvage Association, conta que para trazer o “Titanic dos Alpes” até a superfície “a solução mais econômica é usar sacos de elevação. Funcionam como balões subaquáticos: você os enche de ar e eles se elevam.”
Para isso, mergulhadores fixarão os sacos na embarcação e, em seguida, inflarão para trazer o navio mais próximo da superfície. Durante a primeira etapa, o Säntis será elevado ao leito marinho a uma profundidade de apenas 12 metros, antes de chegar à superfície, em abril.
A ideia é que, uma vez resgatado, o navio seja levado a um estaleiro próximo, em Romanshorn, para eventualmente ser exibido em algum museu da Suíça.
De onde veio o nome “Titanic dos Alpes”?
O Säntis foi apelidado de ‘Titanic of the Alps’ (ou “Titanic dos Alpes”, em português) por trazer consigo semelhanças com a embarcação da White Star Line. Segundo Paganini, “ambos os navios possuíam uma máquina a vapor de três cilindros, algo muito raro.”
As similaridades se estendem também pela forma como as embarcações naufragaram. “A popa subiu ao ar com a bandeira hasteada alto, isso também era semelhante ao Titanic”, explicou Paganini.
Na idade, contudo, as embarcações se diferem, já que o Säntis foi comissionado 20 anos antes do naufrágio do Titanic.
Um casal decidiu montar uma moradia diferente na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ela flutua sobre o mar, mas não é um barco: trata-se de uma casa flutuante no lago. E o melhor de tudo: a residência levou dois meses para ficar pronta e custou “apenas” US$ 90 mil (cerca de R$ 447 mil, em conversão realizada em fevereiro de 2024).
O valente casal que cumpriu essa missão foi Sarah Spiro, 27, e Brandon Jones, 40. Se hoje eles podem aproveitar da bela casa ao lado do cachorro Iko, é porque fizeram a maior parte do trabalho em dupla e economizaram nos custos da construção.
Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Como construíram uma casa flutuante?
Em bate-papo com o canal do YouTube Tiny House Giant Journey, o casal contou mais detalhes de como construíram a casa do zero na orla e terminaram na água. Como mencionado, Sarah e Brandon fizeram a maior parte do trabalho entre eles e pagaram o mínimo possível nos materiais, para economizar nos custos.
Um dos principais problemas, obviamente, seria a capacidade da casa se manter flutuante. Para cuidar disso, foram necessárias 24 horas de trabalho por dia — segundo eles — e quatro cordas de amarração em cada canto da estrutura até a terra firme.
Mesmo custando um valor considerável — financeira e fisicamente — , eles concordam que todo o processo e o resultado valeu a pena. Inclusive, Sarah diz que essa mudança melhorou drasticamente a qualidade de vida dela.
Adoramos ter acesso tão fácil à natureza ao nosso redor. Você realmente faz parte dessa natureza e está em sincronia com ela– Sarah Spiro
A casa flutuante no lago conta com uma sala de estar, uma cozinha, quarto principal, banheiro com lavanderia e um mezanino acessível através de uma escada, que funciona como quarto de hóspedes — embora nada impeça que o cachorro fique por lá.
Foto: Tiny House Giant Journey/ ReproduçãoFoto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Por falar no cachorro, Iko tem ainda 37 m² de espaço externo para aproveitar o deque — e tomar cuidado para não cair no lago. Entretanto, o cachorro já deve estar acostumado com casas exóticas, visto que o casal já morou numa cabana flutuante neste mesmo lago.
Gastos mensais da casa flutuante no lago
Com 33 m², as despesas mensais da casa flutuante no lago superam por pouco US$ 1 mil (quase R$ 5 mil). Os custos incluem bombeamentos da fossa séptica, gasolina para a máquina de lavar e dois botes, Starlink para conexão com a internet e um novo cilindro de propano.
Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Além disso, tem a taxa anual de amarração de US$ 5 mil (R$ 24 mil), no valor de US$ 416 (cerca de R$ 2 mil reais) por mês. Por um lado, o casal não paga eletricidade por contar com um painel de energia solar.
Para bancar esses custos, Brandon cuida do gerenciamento da Fontana Marina e Sarah trabalha de tempos em tempos como técnica florestal. Além disso, o casal complementa a renda com o dinheiro gerado nas redes sociais.
Nem tudo são flores
O casal não se arrepende em nada de ter construído uma casa flutuante. Entretanto, isso não impede que Sarah faça algumas postagens no Instagram sobre desvantagens em viver num lago. E uma das preocupações envolve o Iko — como era de se imaginar.
Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Sarah conta que as vezes é entediante “remar” com o cachorro até a praia para ir ao “banheiro”. Outra preocupação, segundo a mulher, é “deixar coisas cair no lago”. Ela diz que não importa o quão cuidadoso seja, ainda assim isso acontece de vez em quando.
Além disso, a manutenção da casa flutuante é mais uma desvantagem.
Definitivamente há mais manutenção envolvida em uma casa flutuante do que em uma casa normal. Qualquer coisa na água vai se deteriorar mais rapidamente– Sarah Spiro
E as dificuldades não param por aí. Sarah conta que não há serviço de entrega de comida disponível para a casa flutuante no lago e o casal não tem um endereço físico. A solução para este problema seria entregar as coisas na marina, mas nem sempre é possível.
Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
Falando assim, parece que só há desvantagens. Mas o casal garante que a casa flutuante foi uma decisão acertada e que os prós compensam as dificuldades. Porém, a longo prazo, Sarah Spiro e Brandon Jones têm outros planos: pretendem passar “algumas décadas” navegando em alto-mar.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Em 2024, o Rio Boat Show, mais charmoso evento náutico da América Latina, chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica.
Se você já tem tempo de casa, sabe que, em 2022, quando o São Paulo Boat Show chegou aos seus 25 anos, o Memória Náutica nasceu para relembrar toda a trajetória do evento paulista. Agora, se você é novo por aqui, essa é a hora perfeita para embarcar nessa jornada e relembrar os principais acontecimentos do Rio Boat Show — e do mundo— ao longo dessas 25 edições, começando pela de 1998.
A primeiríssima edição do Rio Boat Show (também a primeira feira náutica com a chancela Boat Show) foi realizada de 15 a 24 de maio de 1998, ano de momentos marcantes para a história do Brasile do mundo.
Foto: Arquivo Revista Náutica
O evento estreou na Marina da Glória, sobre as águas da Baía de Guanabara e sob o olhar do Cristo Redentor — mesmo endereço onde o Rio Boat Show será realizado neste ano (anote na agenda: de 28 de abril a 5 de maio).
O que acontecia no mundo em 1998
Como uma marca de nascença do brasileiro, o primeiro registro de 1998 que vem a mente é dolorido e ficará marcado para sempre: a derrota na final para a França, país sede da Copa do Mundo daquele ano. A seleção de Zagallo, que perdeu de 3 a 0, reunia craques que resistem ao tempo até hoje, como Taffarel, Cafu, Ronaldo, Rivaldo, César Sampaio e Edmundo — talvez por isso a derrota seja ainda mais dolorida.
Ferretti 65, maior embarcação do Rio Boat Show de 1998. Foto: Arquivo Revista Náutica
Por outro lado, no mesmo ano, os torcedores cariocas do Vasco da Gama celebravam o título de campeão da Libertadores da América. O time do Rio de Janeiro derrotou o Barcelona, do Equador, nas duas partidas da final. Em São Januário, ganhou por 2 a 0 e, no Estádio Isidro Romero, em Guayaquil, venceu por 2 a 1.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Outro acontecimento marcante para o povo brasileiro foi a morte do cantor Tim Maia, um dos maiores ícones da música no Brasil. Tim nasceu e cresceu na cidade do Rio de Janeiro, e seu falecimento reuniu centenas de pessoas no centro de Niterói.
Ainda falando sobre arte, foi também em 1998 que o clássico Titanicestreou nos cinemas brasileiros, levando quase 17 milhões de pessoas aos telões. No cenário tecnológico, nascia em junho de 1998 um clássico da Microsoft, o Windows 98. Para complementar esse pacote, no mesmo ano, mas no mês de setembro, quem ganhou vida foi ele: o Google.
Como foi a 1ª edição do Rio Boat Show, de 1998
Agora, devidamente ambientados, podemos trazer a Memória Náutica de como foi a 1ª edição do Rio Boat Show, em 1998, que deu início ao que hoje é um grande polo do lifestyle náutico do Brasil.
UB Cabriolet 33. Foto: Arquivo Revista Náutica
O Rio Boat Show de 1998 foi além dos negócios e se sagrou, logo de cara, como um grande encontro de amigos, expositores e visitantes — como é até hoje. Já naquela época, mesmo os que não eram muito chegados ao setor acabaram se envolvendo no “clima de beira de cais, temperado pela leve maresia que pairava no ar”, como mencionado na edição 118 da Revista Náutica.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Se o evento precisasse ser descrito em uma frase, seria “como não pensamos nisso antes?”. Foi justamente esse o questionamento dos envolvidos no evento que reuniu, pela primeira vez, embarcações diretamente em seu habitat natural: a água.
E realmente parecia o cenário perfeito, já que poucas coisas combinam mais com o universo náutico do que a água da Baía de Guanabara e o sol— junto do cenário — do Rio de Janeiro.
Registro gráfico que aparece na edição de número 118 da Revista Náutica. Foto: Arquivo Revista Náutica
Ao longo dos 10 dias, 40 mil pessoas puderam viver o evento, que reuniu 195 barcos(52 deles na água), de caiaques a lanchas acima de 50 pés, além de 127 motores(111 de popa, 13 centro-diesel, 2 centro-rabeta diesel e 1 centro-rabeta gasolina). Dentre as embarcações, 80 eram importadas e, já naquela época, o mercado náutico brasileiro mostrava sua força, com 115 barcos nacionais.
Nesta edição, a maior embarcação presente foi a Ferretti 65, enquanto a menor foi um veleiroMonotipo Optmist.
Lanchas como o Fairline Phantom 38 (Milmar), UB Fishing 25 (Hobie), o catamarã Lagoon 41 (Sailing), a Spirit 38 Fly, o UB Cabriolet 33 (Symbol) e o Zodiac YL2 DL (Mardiesel) eram os grandes lançamentos do ano no setor.
Catamarã Lagoon 41. Foto: Arquivo Revista Náutica
A protagonista do primeiro teste NÁUTICA durante um evento Boat Show foi a Phantom 235 SL, um barco esportivo de proa aberta da Kiwi Boats (atual Schaefer Yachts), que, naquela época, era considerada uma tendência entre pequenos estaleiros regionais — atualmente a Schaefer é um dos maiores estaleiros do Brasil, com cerca de 4 mil embarcações entregues.
Fundado no Rio de Janeiro por Américo Santarelli, o extinto estaleiro Cobra — que fez muito sucesso com suas lanchas nos anos 1980 e 1990 — também esteve presente no Rio Boat Show 1998.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Trajados com celulares nos cintos, personalidades como Fernando Vanucci (saudoso locutor de rádio e apresentador que faleceu em 2020), Gilberto Ramalho (fundador da Intermarine), Márcio Schaefer (presidente da Kiwi Boats, atual Schaefer Yachts) e Paulo Renha (fundador da Real Powerboats) marcaram presença na 1ª edição do Rio Boat Show.
Foto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista NáuticaFoto: Arquivo Revista Náutica
Rio Boat Show 2024
Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.
O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2024 Quando: De 28 de abril a 5 de maio; Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h; Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória); Mais informações: rioboatshow.com.br.
Não é todo dia que se encontra uma obra do Templo de Zeus no fundo do mar. Mas foi isso que fizeram os arqueólogos subaquáticos da BCsicilia (grupo italiano sem fins lucrativos). Numa profundidade de 9 metros, eles se depararam com um bloco de friso de mármore submerso a 300 m da costa da Sicília, na Itália.
Segundo os especialistas, este friso de fato pertencia ao Templo de Zeus — grande templo dórico — na antiga Akragas. O bloco encontrado mede aproximadamente 2 metros de comprimento e 1,6 m de altura, e é feito de mármore Proconésio, proveniente de pedreiras na ilha turca de Mármara.
Foto: Facebook/ BCsicilia/ Reprodução
Inclusive, de um lado do friso, há esculpido um cavalo empinado, que provavelmente enfeitava a fachada externa da estrutura do templo hoje submerso. Vale ressaltar que estes animais eram vistos como um símbolo de poder e força, logo, seria comum ter muitas representações deles na época.
Foto: Facebook/ BCsicilia/ Reprodução
O bloco de friso — que estava coberto de sedimentos marinhos — já era conhecido há muito tempo, mas tinha a fama de uma “banheira” comum, após uma análise 3D realizada em outubro de 2022. No entanto, com a ajuda do recurso tridimensional, foi descoberto um incrível tímpano — área triangular ou circular entre o topo das colunas e o frontão de um edifício clássico.
A descoberta extraordinária foi imediatamente comunicada à Superintendência do Mar com o propósito de recuperar o achado excepcional, que foi finalmente trazido de volta à costa esta manhã– representante do BCsicilia ao HeritageDaily
Uma obra inacabada
Localizado no Vale dos Templos, o templo de Zeus, que hoje se encontra submerso, era um centro cerimonial associado à antiga Akragas, em Agrigento, que inclui o Templo da Concórdia; Templo de Juno; Templo de Hércules; Templo de Castor e Pólux; Templo de Hefesto e o Templo de Asclépio.
Templo de Zeus, localizado em Atenas, na Grécia.
No entanto, segundos relatos históricos de Diodorus Sirculus, historiador da Grécia Antiga, a construção do templo permaneceu inacabada. De acordo com Sirculus, um dos motivos para a obra ficar incompleta se deu pela conquista cartaginesa de Akragas, em 406 a.C.
Além disso, o templo de Zeus foi derrubado por terremotos ao passar dos anos, e no século 18 foi amplamente explorado para fornecer materiais de construção às regiões mais próximas.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Fontes de energia limpas e renováveis se fazem cada vez mais necessárias nos dias atuais, uma vez que o planeta sofre, cada vez mais, as consequências do aquecimento global. Os parques eólicos offshore são um exemplo dessas fontes, mas, nos Estados Unidos, esse sistema precisará passar por monitoramento comandado por inteligência artificial (IA), já que as baleias-francas da região podem estar em perigo.
Antes de mais nada, é preciso explicar duas coisas. A primeira delas é que os parques eólicos offshore são instalações de produção de eletricidadeque usam turbinas eólicas colocadas em alto-mar. A segunda é que as águas norte-americanas são o principal lar das baleias-francas, espécieque está ameaçada, com apenas 360 desses animais no mundo.
Ou seja, o sistema, apesar de trazer muitos benefícios, não é isento de possíveis danos — principalmente à vida marinha. Contudo, a ideia do atual presidente dos EUA, Joe Biden, é que o país tenha 60 GW (um gigawatt equivale a 1 bilhão de watts) de energia eólica offshore até 2030.
Para que o plano se concretize sem prejudicar as baleias-francas, duas agências ambientais dos EUA, a Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), querem usar a IA para monitorar como os parques eólicos offshore afetam a vida animal.
A ideia da BOEM e da NOAA é usar IA e monitorização acústica para rastrear onde as baleiasestão em um determinado momento e, depois, analisar como a instalação das usinas as impactou.
As agências ambientais têm ainda como estratégia medidas para evitar a construção dos parques eólicos offshore em locais onde as baleias podem estar, além de estabelecer limites de ruído durante a construção e desenvolver tecnologias mais silenciosas, diminuindo o impacto à vida marinha.
Em comunicado, Elizabeth Klein, diretora do BOEM, disse que a administração de Biden quer que o desenvolvimento seja feito de forma responsável. De acordo com ela, o projeto permite proteger a baleia-franca do Atlântico Norte ao mesmo tempo que cumpre os objetivos eólicos offshore do país.
Explorar as profundezas do oceano é uma ideia cada vez mais procurada, principalmente por aqueles que ostentam muitos dígitos na conta. Os megaiates, por sua vez, costumam trazer ao mercadoo que de mais inovador — e luxuoso— a tecnologia náutica é capaz de produzir. A junção dessas duas coisas resultou em um projeto ambicioso: um megaiate submersível, projetado para ficar totalmente debaixo d’água.
A novidade, que promete revolucionar o mercado de embarcações, é conhecida como Migaloo M5 e, por enquanto, ainda é um projeto ousado. Contudo, a ideia é que o megaiate submersível tenha 165,8 metros de comprimento — o equivalente a um campo de futebol e meio, seguindo o padrão FIFA.
O submarino de luxo terá capacidade para ficar totalmente submerso a uma profundidade de 250 metros, durante cerca de quatro semanas, em condições tanto tropicais, como árticas.
Foto: Migaloo / Divulgação
Se engana quem pensa que, por ser projetado para ficar debaixo d’água, o iate perderá características luxuosas comuns desse tipo de embarcação. O Migaloo terá 1.000 metros quadrados de espaço interno, com acomodações para até 20 convidados, além de 40 tripulantes.
Foto: Migaloo / Divulgação
Para aproveitar tamanho espaço, os passageiros poderão curtir comodidades como um spa (de 200 m²), cinemaao ar livre, heliponto e hangar de helicópteros. O iate também terá tenders de apoio luxuosos em terra firme, como o Custom Compass Enclosed Limousine, de 12,5 metros de comprimento; o Compass Beach Landing Craft, de 10,5 metros e o Pascoe Jet Drive RHIB Work Tender, de 6,8 metros.
Foto: Migaloo / Divulgação
Os “brinquedos aquáticos”, claro, não poderiam ficar de fora. Serão, ao todo, cinco jets, scooter subaquática, além de pranchas com foil, hoverboards, pranchas de stand-up paddle, caiaques e até dois submersíveis menores, personalizados. Para os passeios em terra, o M5 terá duas SUV’s ou picapes. Agora, para os passeios aéreos — sim, aéreos –, o megaiate contará com helicóptero, drones e até um balão de ar quente.
Foto: Migaloo / Divulgação
Quanto a velocidade, o que se espera é que o Migaloo M5 tenha um alcance de mais de 8.000 milhas náuticas com velocidade de 20 nós quando na superfície (cerca de 37 km/h), além de 12 nós quando submerso (cerca de 22 km/h).
Minissubmarino de apoio do Migaloo M5
Como um megaiate submersível, o M5 não poderia ter um barco comum para servir de apoio. E é justamente aí que a embarcação ganha mais um ponto no quesito luxo aquático: um submarino como tender, chamado Migaloo Limo Sub Tender (LST).
Foto: Migaloo / Divulgação
Esse submarino é, na verdade, um submersível menor, que não só desempenhará a função de barco de apoio, como também oferecerá espaço para hóspedes e carga em seus 17 metros de comprimento. Ao todo, até 12 pessoas conseguirão aproveitá-lo, além de três tripulantes.
Foto: Migaloo / Divulgação
Assim como o M5, o LST também poderá descer até uma profundidade máxima de 250 metros, o que lhe dará a capacidade de transferir hóspedes e mercadorias ao megaiate submersível. A embarcação será construída em aço, com design de casco duplo. Espera-se que o submersível, com recursos de dupla funcionalidade, possa ser usado tanto na superfíciequanto debaixo d’água.
O luxo não ficará só por conta do megaiate submersível. Isso porque esse barco de apoio vai contar com teto solar retrátil — que transforma o salão principal em convés principal — , frigobar, centro de comando na popa e possibilidade de direção remota. No projeto de design, sua janela em arco de acrílico proporcionará aos convidados uma vista especial para o fundo do mar.
Foto: Migaloo / Divulgação
A ideia é que esse submarino de apoio tenha propulsão híbrida diesel-elétrica, e seja tão veloz quanto sua “nave-mãe”, navegando a 20 nós na superfície (cerca de 37 km/h) e 12 nós quando submerso (cerca de 22 km/h).
Foto: Migaloo / Divulgação
Toda essa brincadeira — que não tem data para virar realidade — custaria nada menos que US$ 2 bilhões, aproximadamente incríveis R$ 9,9 bilhões, em conversão realizada em fevereiro de 2024. E aí, caberia no seu bolso?
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