Grand Ocean Boats leva lancha de 37 pés ao Marina Itajaí Boat Show 2024

Estaleiro exibirá o modelo Grand Ocean 37 na segunda edição do evento náutico, que vai de 4 a 7 de julho

Por: Redação -
18/06/2024

A lista de estaleiros confirmados no Marina Itajaí Boat Show 2024 já tem garantida a presença da Grand Ocean Boats. Entre os dias 4 e 7 de julho, a marca do estaleiro Grand Ocean Yachts exibirá ao público a Grand Ocean 37.

Produzido em fibra, o barco tem boca de 3,26 metros e espaço para 12 pessoas durante o dia, sendo que o pernoite acomoda quatro adultos e uma criança. O pé-direito de 1,85 metro — que chega a 1,90 metro no banheiro — também chama a atenção de quem busca conforto a bordo.

Foto: Divulgação

No Boat Show de Itajaí do ano passado, a Grand Ocean Boats definiu a Grand Ocean 37 como o “barco da feira” e listou as qualidades que mais atraíram os visitantes do evento náutico.

Arrisco dizer pelo design, acabamento, esportividade, navegação…veio para mudar o conceito– Max Colin, representante comercial da Grand Ocean Boats, em 2023

Foto: Divulgação

Marina Itajaí Boat Show 2024

O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

 

A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

 

A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

 

Anote aí!

Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    De 4º maior lago do mundo a deserto: o que aconteceu com o Mar de Aral

    Má gestão de recursos naturais tornou o Mar de Aral um dos maiores desastres ambientais do mundo

    A má gestão de recursos naturais pode trazer consequências tanto ambientais, quanto sociais. Bom exemplo disso é o Mar de Aral, que deixou de ser um dos maiores lagos do mundo para se tornar um grande deserto — mas não por vontade própria.

    Localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia, o Mar de Aral era considerado o quarto maior lago do mundo, com 20 metros de profundidade e uma área de 68 mil quilômetros quadrados. Entre as décadas de 1960 e 1970, contudo, a água, aos poucos, começou a dar lugar à areia.

    Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

    Isso porque, nesse período, grandes projetos de irrigação desviavam os rios Amu Darya e Syr Darya — que alimentavam o Mar de Aral — para, principalmente, projetos de irrigação em larga-escala na produção de algodão. Dessa forma, a diminuição desenfreada da entrada de água fez com que o lago perdesse 90% de seu tamanho original.

     

    Com a chegada da areia e a queda no nível da água vieram também outros problemas. O aumento da salinidade, por exemplo, acabou com a pesca, resultando em desemprego, dificuldades socioeconômicas e graves problemas ambientais, incluindo tempestades de sal e poeira.


    Uma gota de esperança

    Durante o processo de “secagem” do Mar de Aral, o lago começou a se dividir em partes menores, formando o Grande Aral (parte sul) e o Pequeno Aral (parte norte). A partir dos anos 2000, projetos de recuperação começaram a ser implementados, como a construção do dique Kokaral, em 2005, para tentar salvar as águas da parte norte.

    Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

    A iniciativa conseguiu aumentar o nível do Pequeno Aral, melhorando parcialmente a situação ecológica e econômica dessa região. Em 2008, o nível da água já havia subido doze metros em comparação ao nível mais baixo, registrado em 2003. A salinidade caiu e, consequentemente, os peixes começaram a aparecer, dando esperanças para a pesca.

     

    O Grande Aral, contudo, continuou diminuindo, com grande parte transformada em um deserto tóxico conhecido como Aralkum, um dos mais novos desertos do mundo. Para Ban Ki-moon, um dos ex-secretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU), a região é “um dos piores desastres ambientais do planeta”.

     

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      Destroços do último navio de Ernest Shackleton são encontrados no Canadá

      Quest, explorador polar de uma das figuras mais conhecidas da navegação, está no mar de Labrador, a cerca de 390 m de profundidade

      Ernest Shackleton é uma conhecida lenda das viagens polares. O Quest, último navio que o capitão comandou — e também onde ele morreu — foi encontrado 62 anos após o naufrágio, colocando, enfim, um ponto final na história que carrega fãs pelo mundo todo.

      Em um dos maiores feitos de Shackleton, ele salvou a si e a outros 27 companheiros após o Endurence — embarcação que liderava — afundar nas águas do continente gelado. Após a perda, seu novo barco foi justamente o localizado agora sob as águas geladas do Canadá.

       

      Antes de mergulhar nessa história, contudo, vale voltar no tempo para entender melhor as dimensões que a descoberta traz, principalmente, para os aficionados por navegação.

      Ernest Shackleton, à direita, em visita ao Parlamento do Reino Unido, em 1909. Foto: UK Parliament / Flickr / Reprodução

      Ernest Henry Shackleton (1874-1922) foi um explorador anglo-irlandês, conhecido por suas expedições antárticas no início do século 20. Nascido em Kilkea, na Irlanda, Shackleton se mudou para Londres, na Inglaterra, quando ainda era jovem. Aos 16 anos, entrou para a Marinha Mercante e, desde então, começou a escrever o seu legado no mar.

      Ernest Shackleton, em 1915, fotografado por Frank Hurley. Foto: Domínio Público

      Sua primeira expedição à Antártica aconteceu entre 1901 e 1903, e foi liderada por Robert Falcon Scott. Quatro anos depois, de 1907 a 1908, liderou a expedição Nimrod, em que ele e sua equipe chegaram a menos de 100 milhas do Polo Sul — um recorde na época. Ainda durante a Nimrod, ele e seus companheiros alcançaram o cume do Monte Erebus e descobriram o Platô Polar.

      Foto: Manchester City Council / Flickr / Reprodução

      Mas foi de 1914 a 1917 que Ernest Shackleton protagonizou seu maior feito na navegação. A bordo do famoso navio Endurance, ele e sua equipe buscavam atravessar a Antártica através do Polo Sul. A embarcação, contudo, ficou presa no gelo, foi esmagada e, posteriormente, afundou. Começava, aí, uma luta épica pela sobrevivência.

      Foto: Manchester City Council / Flickr / Reprodução

      Shackleton e sua tripulação passaram meses em condições extremas, acampando no gelo. O navegador e cinco homens da tripulação resolveram, então, navegar em botes por 1.300 quilômetros até a Geórgia do Sul. Lá, após uma viagem de 17 dias, conseguiram organizar um resgate para o resto da equipe.

      Foto: Underwood & Underwood / Picryl / Reprodução

      Após o grande feito, Shackleton tentou outra expedição antártica, a Shackleton-Rowett (1921-1922), a bordo, justamente, do Quest. Durante o percurso, contudo, o explorador morreu, vítima de um ataque cardíaco na Geórgia do Sul, em 1922.

      O — verdadeiro — capítulo final

      A descoberta da localização do Quest, última embarcação que Shackleton liderou, ao mesmo tempo que escreve um novo capítulo em sua reconhecida história, coloca, enfim, um ponto final em sua passagem pelos mares.

      Foto: Royal Canadian Geographical Society/Divulgação

      A embarcação foi encontrada no fundo do oceano Atlântico, na costa do Canadá. Mais precisamente, no mar de Labrador, a cerca de 390 metros de profundidade. Descrito por David Mearns (um caçador de navios afundados) como “majoritariamente intacto”, o navio foi encontrado graças a um equipamento de sonar.

      Os destroços são consistentes com os dados conhecidos do naufrágio, e está no local correto, onde não há mais ruínas de sua espécie. Isso nos dá confiança para dizer que se trata do Quest– explicou David Mearns

      O navio, que seguiu em serviço por várias décadas depois da morte Shackleton, até afundar em 1962, deve agora receber outras expedições ainda em 2024, para que profissionais possam fotografar e documentar o naufrágio.

       

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        Azimut levará iate de 88 pés ao Boat Show de Itajaí

        Modelo favorito de craque do futebol estará ao lado de outras quatro grande embarcações do estaleiro italiano; salão acontece de 4 a 7 de julho

        Grandes estaleiros do setor levarão todo o charme de suas embarcações para o Boat Show de Itajaí, que acontece em breve: de 4 a 7 de julho. Entre eles está a italiana Azimut Yachts, que reuniu um time de peso para fazer jus ao maior salão náutico do Sul do país. No ataque dessa seleção, está a Azimut Grande 27 Metri — que, desde 2020, é a preferida do craque português Cristiano Ronaldo.

        Como jogador nenhum faz nada sozinho, ao lado da estrela desse time jogarão outras embarcações de peso do estaleiro: a Azimut 74 (fabricada com material utilizado em foguetes), Azimut 62 (sucesso mundial de vendas), Azimut 56 e Atlantis 51. Juntas, as embarcações da Azimut prometem embelezar ainda mais o Boat Show de Itajaí, que chega para sua segunda edição.

        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

        Fabricada no Brasil — país onde o estaleiro italiano mantém seu único parque fabril fora da Itália — a Azimut Grande 27 Metri tem 88 pés de comprimento e faz parte da linha Grande Collection da empresa. O iate conta com amplas áreas exteriores, com lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge, além de beach club, espaço gourmet na popa e pernoite para até dez passageiros mais quatro tripulantes.

        A região Sul hoje é, sem sombra de dúvidas, o coração pulsante da náutica no Brasil. Ter um evento como esse com certeza facilita nossa marca a fechar mais negócios– Francesco Caputo, CEO da Azimut no Brasil durante o salão de 2023

        Confira fotos dos outros modelos Azimut que estarão no Boat Show de Itajaí:

        Azimut 74. Foto: Azimut/ Divulgação
        Azimut 62. Foto: Azimut/ Divulgação
        Azimut 56. Foto: Azimut/ Divulgação
        Atlantis 51. Foto: Azimut/ Divulgação

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        Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
        Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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          Copa Mitsubishi: início da 2ª etapa é marcado por disputas acirradas

          Quase 40 veleiros participaram da competição, que continua a todo vapor nos dias 22 e 23

          Por: Redação -
          17/06/2024

          Nem mesmo a ausência de ventos fez os participantes da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela esmorecerem. A segunda etapa da competição, que começou em 15 e 16 de junho, recebeu quase 40 veleiros, que deram um show de habilidades no canal de São Sebastião.

          O desafio se apresentou em ambos os dias, sendo que no sábado foi necessário que as classes BRA-RGS e RGS Cruiser esperassem cerca de uma hora, após duas tentativas frustradas de largada. Com um pouco de paciência, os ventos voltaram a soprar no litoral e todas as classes realizaram as regatas previstas.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Resultados da segunda etapa da Copa Mitsubishi de Vela

          No sábado (15), a primeira regata da classe ORC teve como vencedor o 4Z Phytoervas, de Marcelo Bellotti. Na sequência veio o Rudá, de Mario Martinez, e o King, de Marcello Sestini. Na segunda regata, a liderança e o terceiro lugar se mantiveram. Apenas o segundo colocado mudou, dessa vez com o Phoenix 44, de Fabio Cotrim e Mauro Dottori.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Na classe C30, que realizou três regatas, o primeiro lugar ficou com o Relaxa Building, de Thomas Mangabeira. Logo em seguida, aparece o Bravo, de Jorge Berdasco, e o Tonka, de Demian Pons.

           

          O Ginga, de Breno Chvaicer, foi o destaque da HPE25. Já as segunda e terceira colocações foram, respectivamente, para o Espetáculo, de Luis Fernando Staub, e o Mussulo, de José Guilherme Pereira Caldas. Em quarto ficou o Crazy Phoenix, da Mario Lindenhayn.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Nas disputas da classe BRA-RGS, o pódio ficou assim: equipe Beleza Pura 2, de Felipe Degan, Zeus, de Paulo F. Moura, e Blu 1, de Marcelo Ragazzo.

           

          Por fim, Valéria Ravani, comandando o Bossa Nova, foi a vencedora da RGS Cruiser, seguida do Cambada, de Luis Fernando Giovanninni, e do Helios, de Marcos Gama Lobo.


          Já no domingo (16), a primeira regata foi com a classe C30. O Relaxa Building terminou o fim de semana na liderança da etapa, seguido pelo Bravo e pelo Tonka.

           

          Após duas regatas, a classe HPE25 teve no topo o Espetáculo. Logo após, vieram o Crazy Phoenix, o Ginga e o Mussulo.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Na RGS Cruiser, classe que correu regatas apenas neste final de semana, vitória da equipe Bossa Nova. Em segundo lugar, o Helios; em terceiro, o Cambada.

           

          Após a única regata do dia para a BRA-RGS, os três primeiros no acumulado da classe foram Zeus, Beleza Pura e My Boy.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Já a ORC Racer teve como vencedores o 4z Phytoervas, apesar da quarta colocação na regata do dia, seguido pelo Phoenyx 44 e pelo Rudá. Na ORC Cruiser, a liderança ficou com o Xamã, de Sergio Klepacz, com o Luzky Alforria, de Luiz Villares, e com o Orson, de Carlos Eduardo Souza e Silva.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Segunda etapa segue no próximo final de semana

          Iniciado em março, o torneio retorna no próximo final de semana, nos dias 22 e 23 de junho, com programação especial para encerrar a segunda etapa da Copa Mitsubishi.

           

          No próximo sábado (dia 22), os competidores participarão de um almoço após as regatas, enquanto no domingo (dia 23), haverá a premiação geral. Apenas a classe RGS Cruiser já encerrou a participação na etapa.

           

          A terceira etapa da Copa Mitsubishi 2024 acontecerá em setembro, e a etapa final está marcada para o mês de dezembro.

           

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            Atleta gaúcha abriu mão de seletiva olímpica para apoiar vítimas das enchentes

            Prestes a ir para Paris 2024, Viviane Jungblut luta pelos atletas que perderam tudo no Rio Grande do Sul

            O espírito olímpico é, acima de tudo, um sentimento de união e de solidariedade, que mostra o quanto as pessoas são iguais e capazes de deixar de lado o lema “vencer a qualquer custo”. Sendo assim, pode-se dizer que, nessa modalidade, a nadadora de águas abertas Viviane Jungblut, 27, já conquistou medalha de ouro.

            Nome garantido nas Olímpiadas de Paris, a atleta abriu mão de uma etapa essencial de sua preparação para os Jogos por um motivo nobre: ser voluntária nas trágicas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Ao ver seu estado natal ficar debaixo d’água, Vivi — como também é conhecida — mudou suas prioridades imediatamente.

            Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

            A seletiva Olímpica brasileira de natação aconteceria entre os dias 6 e 11 de maio, no Rio de Janeiro. No entanto, no mesmo período, grande parte do Rio Grande do Sul já enfrentava a maior enchente de sua história.

             

            Com tamanha tragédia acontecendo tão perto, a nadadora — que vai à Paris na modalidade águas abertas –, abriu mão da seletiva, focou em ser voluntária e foi uma das principais vozes sobre as dificuldades enfrentadas pelos atletas gaúchos durante as enchentes.

            Foto: Arquivo Pessoal

            Clube de Viviane Jungblut desde a infância e hoje uma das principais bases da natação brasileira, o Grêmio Náutico União (GNU) teve vários de seus atletas afetados com o desastre. Como os esportistas não tinham condições mentais e físicas de disputar a seletiva, correriam o risco de perder suas bolsas — o que, para muitos, é sua única fonte de renda.

             

            Em entrevista à NÁUTICA, Viviane disse que eles buscaram apoio da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos para que os atletas afetados continuassem no esporte. Segundo ela, embora alguns competidores já tivessem passagens compradas para a seletiva, havia o receio de como a situação se resolveria para os demais.

            A gente só estava pedindo para que eles tivessem um olhar um pouco especial para o nosso estado, nossa cidade, para que esses atletas tivessem condições de permanecer no esporte– explicou Viviane

            Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

            O barulho de Viviane, junto a outros atletas, deu resultado. Para não prejudicar os competidores do GNU, a confederação emitiu um comunicado informando o reagendamento das provas exclusivamente para a equipe gaúcha.

            Do pódio ao posto de voluntária

            Enquanto o Rio Guaíba enchia a níveis assustadores, Viviane Jungblut viu a sede do clube Grêmio Náutico União, sua segunda casa desde os sete anos de idade, virar abrigo de centenas de pessoas que perderam tudo nas chuvas que assolavam o estado.

            Viviane Jungblut, ainda criança, no Grêmio Náutico União. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

            O choque foi ainda maior porque a atleta acabava de conquistar mais uma premiação quando tudo começou. Entre os dias 1 e 3 de maio, Viviane disputou a 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas da CBDA, em Itajaí (SC), terminando em primeiro lugar nas provas individual feminina e por equipes.

            Foi bem difícil, um choque bem grande. Voltei da competição numa sexta-feira, e no sábado o clube já recebeu quase 300 pessoas– disse Viviane

            Com o agravamento das enchentes, Viviane passou a dividir a rotina intensa de preparação para as Olímpiadas com o voluntariado no GNU, visando “ajudar o máximo de pessoas possível”.

            Viviane Jungblut em voluntariado no ginásio do Grêmio Náutico União. Foto: Arquivo Pessoal

            “Muitos perderam tudo, desde atletas e pessoas que estavam treinando ali, do nosso lado, até os funcionários do clube. Estou lá desde pequenininha. Tem funcionários que estão lá desde que eu entrei. A gente está no convívio todo dia”, relatou à NÁUTICA.

            Alguns nem conseguiram voltar para casa ainda — mesmo depois de mais de um mês. Então é realmente muito triste– lamenta Viviane

            Ginásio do Grêmio Náutico União, abrigando as vítimas das enchentes. Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

            Vivi conta que tem conversado diretamente com alguns atletas abrigados no ginásio e entregou seus kits de natação para que eles pudessem treinar, buscando apoiar a permanência deles no esporte.

            É um momento em que eles vão ter não uma fuga da realidade, mas um momento para tentar levantar um pouco o astral– explicou Viviane

            Além de abrigar centenas de pessoas, o Grêmio Náutico União ofereceu alimentação, cuidados médicos, recreação para crianças e suporte psicológico, e ainda acolheu cerca de 20 animais. Segundo o clube, eles também cederam embarcações para resgatar mais de 500 pessoas ilhadas, em parceria com a Defesa Civil e da Brigada Militar.

            Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

            Provando que o “união” não está apenas no nome, o GNU disponibiliza doações para combater os estragos causados pelas enchentes. É possível doar através da chave pix [email protected] ou entregando mantimentos nas unidades do clube — exceto na sede localizada na Ilha do Pavão.

            Maratona de solidariedade

            A maratona de Viviane Jungblut para ajudar a reconstruir o que a água levou não parou por aí. Neste momento, a nadadora, em parceria com outros atletas, está promovendo uma rifa solidária que vai sortear kits de natação autografados, entre outros prêmios, e terá renda revertida para ajudar vítimas das chuvas.

            Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

            Até o momento da publicação desta matéria, restavam pouco menos de 15 dos 2000 bilhetes disponíveis, ao valor de R$ 5 cada.

            As pessoas não podem menosprezar sua ajuda e acredito muito nisso. Cada um faz o que pode, o que está ao seu alcance– disse Vivi

            Viviane na Copa do Mundo de águas abertas, em etapa realizada no Egito. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

            Além da rifa, a atleta organizou uma vaquinha com renda destinada aos funcionários e atletas da natação do Grêmio Náutico União. A arrecadação soma mais de R$ 13 mil doados até agora.

            Mente em Paris, coração no RS

            Mesmo sem ter sua casa diretamente afetada pelas enchentes, Viviane viveu de perto as dores de enorme parte do povo gaúcho. Contudo, as águas de Paris lhe esperam no final de julho, e apesar do caos, a atleta teve que preparar seu corpo para as Olímpiadas, enquanto seu coração estava no Rio Grande do Sul.

            No primeiro momento, estava bem ruim [treinar em meio às enchentes]. A gente chegava no mesmo lugar onde 300 pessoas haviam perdido tudo. Ficávamos muito comovidos, querendo ajudar– conta Viviane

            Viviane treinando no Grêmio Náutico União. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

            Por mais forte que o preparo mental de um atleta possa ser, Vivi conta que foi difícil manter a cabeça 100% focada na preparação. Levantando forças, a “guria” viajou até o Velho Continente para competir na etapa da Itália da Copa do Mundo de águas abertas, realizada em 24 de maio.

             

            Como se todo seu esforço fosse recompensado por Poseidon, Viviane teve seu melhor resultado entre as etapas e terminou em segundo lugar, em dobradinha brasileira com Ana Marcela Cunha, que levou ouro na disputa.

             

             

            Apesar do grande resultado nas águas abertas, a nadadora está com os pés no chão sobre suas expectativas para Paris. Segundo ela, a última prova serviu mais como “avaliação pessoal” e, embora não negue o grande objetivo na medalha, seu foco maior é outro.

            Viviane Jungblut, Ana Marcela Cunha e Leonie Beck (da esquerda para direita). Foto: Instagram @leoniebeckswim/ Reprodução

            “Meu principal objetivo é entregar o meu 100%. Às vezes a gente acaba não conseguindo, não está no melhor dia ou não é a melhor condição, e quando acaba a prova fica com aquele [pensamento] ‘e se eu tivesse me posicionado daquele jeito, se eu tivesse tomado essa escolha…’” revelou a atleta.

             

            Ficando com a última das 13 vagas disponíveis para a maratona aquática, Viviane contou à NÁUTICA qual foi sua sensação quando soube que estaria competindo em Paris 2024: “Foi um alívio. Ver que toda essa dedicação e trabalho deu resultado faz tudo valer a pena”, disse Jungblut.

            Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

            É uma felicidade não só minha, mas para toda equipe multidisciplinar que trabalha comigo há bastante tempo. Com certeza foi um grande alívio e uma grande felicidade!– finalizou Viviane.

            Fica a torcida brasileira para que a atleta, que já brilha no pódio do espírito olímpico, volte de Paris 2024 ainda mais reconhecida — e, de preferência, com a medalha dourada.

            Campanha NÁUTICA + CUFA

            O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

             

            Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

             

            Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

             

            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

             

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              Agora feito no Brasil, barco da linha open da Sessa estará no Boat Show de Itajaí

              Estaleiro atracará com o modelo KL27 e outros três barcos no evento, que acontece de 4 a 7 de julho

              Por: Redação -

              A Sessa Marine estará nas águas do Marina Itajaí Boat Show, que acontece de 4 a 7 de julho, e separou quatro modelos para exibir aos visitantes do evento náutico. Dentre eles está a KL27, modelo da linha open que voltou a ser produzido no Brasil.

              A lancha de 7,80 metros de comprimento é produzida na nova fábrica da marca, em Palhoça (SC), inaugurada em dezembro do ano passado. Com design esportivo, o barco exposto pela Sessa no Boat Show Itajaí 2024 conta com banheiro e capacidade para oito passageiros passarem o dia, sendo que dois podem pernoitar.

              Lancha KL27. Foto: Divulgação

              Na área externa da KL 27, o console central e o sofá em formato “L”, oferecem boa circulação e fácil acesso a todos os ambientes. Outro diferencial apontado pelo estaleiro é o sistema de cobertura, com um toldo removível — que fica guardado discretamente na proa.

              Sessa F42. Foto: Victor Santos/Revista Náutica

              O estaleiro italiano, adquirido pela Intech Boating em 2023, também exibirá na segunda edição do Marina Itajaí Boat Show as lanchas F42, C44 e C40, todas testadas pela equipe de NÁUTICA.


              Marina Itajaí Boat Show 2024

              O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

               

              A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

               

              A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

               

              Anote aí!

              Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
              Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
              Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
              Mais informações: site do evento
              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Diversão flutuante: veja opções de entretenimento sobre as águas

                Tendência, que começa a chegar no Brasil, se espalhou pelo mundo e abrange de locais badalados a ambientes relaxantes

                Por: Redação -

                Quem adora vivenciar experiências marcantes não pode deixar passar batida a tendência que tem ganhado o mundo: opções de diversão flutuante.

                Englobando ambientes que vão de museus e teatros a restaurantes e baladas, as alternativas de entretenimento sobre as águas já se espalharam pelos continentes. Hoje, é possível encontrar um grande leque de iniciativas flutuantes de lazer atracadas em países como Tailândia, Cabo Verde, FrançaEstados Unidos, entre outros — e o Brasil se prepara para também entrar nesta onda.

                 

                Abaixo, Náutica traz uma seleção de points de diversão flutuante pelo mundo.

                Empreendimentos de diversão flutuante

                Teatro flutuante na França

                Localizado às margens do rio Rhône, na França, o L’île Ô conta com uma grande estrutura arquitetônica em formato de barco, pensada para garantir a conexão do público com a água. Três andares compõem o espaço, que conta com duas salas de espetáculos — capazes de receber até 78 ou 244 pessoas — e outros 240 m² de espaços modulares.

                Foto: Divulgação/ L’île Ô

                Balada flutuante na Tailândia

                Uma verdadeira festa no mar da Tailândia acontece diariamente no YONA Beach Club Phucket, catamarã que se intitula o “primeiro beach club flutuante do mundo”. Quem adentra seus espaços — grandes o bastante para receber até 500 convidados — pode desfrutar de dois andares, que abrigam restaurante, cabanas, piscina e outras comodidades.

                Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

                Restaurante flutuante na Noruega

                Cercado pelas geladas paisagens montanhosas da Noruega, o restaurante Iris é garantia de pratos diferenciados e momentos marcantes. Para chegarem ao local, os visitantes são buscados em um barco elétrico na costa da cidade vizinha a Rosendal e, depois, imergem em uma experiência gastronômica que dura de 6 a 8 horas.

                Foto: Tobias Lamberg Torjusen / Divulgação

                Relax flutuante

                Para quem prefere uma experiência relaxante sobre as águas, há opções de sobra! Uma dica é a praia flutuante do resort Bocas Bali, no Panamá, com a proposta de oferecer privacidade aos hóspedes e “criar uma experiência única”.

                Foto: Divulgação

                Já nos Estados Unidos, a tendência foi aproveitada por uma piscina flutuante do hotel Horseshoe Bay Resort, inspirada no Lago de Como, na Itália. Há ainda resorts totalmente flutuantes, como Phutawan Raft House, na Tailândia, que só é acessado de barco, e o Castaway Villa, nas ilhas Maldivas, que promete ser o mais novo point dos milionários.

                Foto: Phutawan Raft House/ Divulgação

                Artes flutuantes

                Passando por cidades na Itália, o catamarã ArtExplorer serve como museu flutuante gratuito ao público, mas não é só ele que tem esse papel. Em Cabo Verde, três casas sobre as águas levam bar, estúdio de gravação, apresentações ao vivo e praça flutuante a moradores e turistas. Trata-se da Floating Music Hub, responsáveis por disseminar arte e cultura africana.

                Foto: NLÉ/ Divulgação

                Brasil terá bar de vinhos sobre as águas

                Seguindo a tendência mundial de entretenimento sobre as Águas, Minas Gerais deve receber, em breve, um wine bar flutuante. Previsto para inaugurar em julho de 2024, chamará Almas Gerais e é uma iniciativa da vinícola de mesmo nome.

                Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução

                Pensado para estar sempre em movimento pelas águas da Represa do Funil, o empreendimento terá formato que remete a uma chalana. Segundo a empresa, a navegação percorrerá uma área que compreende 40,5 km², passando pelos municípios de Bom Sucesso, Perdões, Ijaci e Ibituruna.

                 

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                  Lápides medievais são encontradas em bom estado no naufrágio mais antigo da Inglaterra

                  Com cruzes cristãs desenhadas, peças estavam no fundo do mar há quase oito séculos

                  Um grupo de arqueólogos subaquáticos da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido, encontrou e resgatou duas lápides medievais que estavam no fundo da baía de Studland há quase 800 anos. Para a surpresa dos cientistas, os achados estavam bem conservados.

                  A descoberta aconteceu em 4 de junho, durante uma expedição comandada por Tom Cousins, arqueólogo marítimo da universidade, no naufrágio mais antigo da Inglaterra — que se encontra relativamente intacto. O navio — batizado de Mortar Wreck — afundou no século 13, na costa de Dorset, durante o reinado de Henrique III (1216-1272).

                  Foto: Universidade de Bournemouth/ Divulgação

                  Na carga da embarcação, foram encontradas lápides medievais esculpidas em mármore Purbeck, um tipo de calcário fossilífero encontrado na Ilha de Purbeck, segundo o Heritage Daily. Uma das peças mede 1,5 metro e tem 70 quilos, enquanto a outra está dividida em duas partes, que pesam 200 quilos juntas.

                   

                  Além da conservação, chamou a atenção também os detalhes da lápide, como as cruzes cristãs, muito populares no século 14. Levando em conta essa decoração, a equipe de pesquisa acredita que as esculturas se destinavam a ser tampas de caixões ou monumentos para indivíduos de alto status no clero.

                  O naufrágio ocorreu no auge da indústria da pedra de Purbeck e as lápides que temos aqui eram um monumento muito popular para bispos e arcebispos em todas as catedrais e mosteiros da Inglaterra da época– Tom Cousins

                  Segundo o comunicado da Universidade de Bournemouth, toda expedição que descobriu e recuperou as lápides medievais levou cerca de duas horas. De acordo com os arqueólogos, as peças se encontravam a uma profundidade de pelo menos sete metros — o que justifica o tempo gasto.

                  Do fundo do oceano à exposição

                  O que passou muito tempo “escondido”, agora será conservado pela própria Universidade de Bournemouth. Mas antes, as lápides medievais passarão pelo processo de dessalinização para que, no futuro, sejam expostas ao público na Galeria do Naufrágio, no museu Poorle, junto a outros artefatos recuperados.

                  Foto: YouTube/ bournemouthuni/ Reprodução

                  Para Tom, o estudo permitirá aprender mais sobre a vida no século 13 e ainda mais sobre o ofício da alvenaria. Inclusive, o local da descoberta foi nomeado como “Naufrágio da Argamassa”, pois havia outros itens em sua carga que incluíam grandes números de argamassas.

                  Essa descoberta da lápide medieval é só mais uma realizada por Tom Cousins e sua equipe. Afinal, o próprio local do naufrágio só foi percebido quando o arqueólogo mergulhou e estudou a região que, antes, mesmo descoberta em 1982, era considerado um “entulho”.

                  Foto: Universidade de Bournemouth/ Divulgação

                  Por fim, a instituição também informou que seguirá com os estudos sobre o naufrágio mais antigo da Inglaterra e buscará incluir uma operação que registre as estruturas do navio — que se encontra conservado na areia. Mais detalhes da descoberta serão publicados em breve na revista Antiquity.

                   

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                    Peixe-lua encontrado em praia dos EUA pode ser o maior já registrado na história

                    Espécie rara de 2,2 metros foi encontrada já sem vida na cidade de Gearhart, no estado do Oregon

                    16/06/2024

                    Corpo redondo, cinza e muito grande: essas são algumas das características que conferem ao Mola tecta o nome popular de peixe-lua — ou, ainda, peixe-lua-de-capuz. A espécie, considerada rara, foi encontrada já sem vida nas areias de uma praia no estado do Oregon, nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisadora, o achado pode ser o maior já registrado na história.

                    A tese quanto ao tamanho recorde do animal de 2,2 metros é de Marianne Nyegaard, pesquisadora da Nova Zelândia que estuda o peixe-lua.

                    Foto: Tiffany Boothe/Seaside Aquarium / Divulgação

                    O animal, encontrado em 3 de junho, está sob os cuidados do Seaside Aquarium, entidade com a qual Marianne entrou em contato após ver as fotografias do peixe.

                     

                    A especialista foi responsável por publicar, em 2017, uma pesquisa que revelou, por meio de amostras genéticas e observação, que o peixe-lua-de-capuz (Mola tecta) era uma espécie diferente do peixe-lua oceânico (Mola mola).

                    Peixe-lua oceânico (Mola mola). Foto: Ilse Reijs and Jan-Noud Hutten / Wikimedia Commons / Reprodução

                    Conheça mais sobre o peixe-lua-de-capuz

                    O peixe-lua encontrado nos EUA carrega o nome cientifico Mola tecta por um motivo em especial. A palavra em latim “tecta” significa oculto, escondido, e foi atribuída ao nome do peixe pelo fato de que o animal já se mistura com outras espécies de peixes-lua há muito tempo, e, ainda assim, só foi descoberto recentemente.

                     

                    Para se ter uma ideia, um peixe-lua-de-capuz foi descoberto numa praia perto de Christchurch, na Nova Zelândia, em 2015, e se tornou a primeira nova espécie de peixe-lua a ser identificada em 130 anos. Marianne Nyegaard, inclusive, foi quem descreveu o animal pela primeira vez.

                    Tamanho do Mola tecta em comparação a um humano. Foto: Wikimedia Commons / Divulgação

                    A espécie costuma frequentar as águas temperadas do Hemisfério Sul, em territórios próximos a Austrália, Nova Zelândia, sul do Chile e da África. Sua dieta consiste em salpas (tunicado planctônico em forma de barril, da família Salpidae) e sifonóforos (classe de invertebrados marinhos do filo Cnidaria), ambos encontrados com frequência no trato digestivo do peixe.


                    Em comparação com o peixe-lua oceânico, por exemplo, o Mola tecta é mais magro, tem um corpo adulto mais elegante e não possui focinho saliente e protuberâncias ao longo da nadadeira caudal. Ainda assim, o animal pode pesar impressionantes duas toneladas.

                     

                    De acordo com Nyegaard, os Mola tecta não são fáceis de estudar, uma vez que não são encontrados com facilidade. O enorme tamanho do animal ainda o torna difícil de armazenar, segundo a pesquisadora.

                     

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                      Com 10 mil m² de área, Santa Cruz del Islote tem apenas 825 habitantes e sofre com turismo predatório

                      15/06/2024

                      A beleza natural que cerca Santa Cruz del Islote atrai turistas e curiosos do mundo todo, levando ao local sua principal fonte de renda — e de problemas. Uma vista do alto do destino deixa evidente ao primeiro olhar o porquê da ilha colombiana ser considerada a mais densamente povoada do mundo. A falta de espaço se assemelha à ausência também de recursos e serviços.

                      Parte do arquipélago de San Bernardo, o destino fica dentro do Parque Nacional Corales del Rosario, a 3 horas de barco da popular Cartagena das Índias.

                       

                      Santa Cruz del Islote é cercada por águas límpidas que mesclam tons de verde esmeralda com um azul turquesa. Por lá, o turismo, ao mesmo tempo que leva a principal fonte de renda a 825 habitantes, é também o responsável por trazer problemas socioambientais sem precedentes.

                      Foto: Uhkabu / Wikimedia Commons / Reprodução

                      Antes de atrair pessoas do mundo todo interessadas nas belezas naturais da ilha e curiosos com o estilo de vida dos habitantes, os moradores de Santa Cruz del Islote tinham a pesca como atividade principal — recurso que diminuiu devido à superexploração e destruição dos ecossistemas da ilha. Para se ter uma ideia, o local recebe diariamente cerca de 500 turistas — o que corresponde a 60% da população.

                       

                      Os visitantes, geralmente, fazem passeios de um dia saindo de Cartagena ou Tolú, ou pernoitam nas ilhas vizinhas de Tintipán e Múcura — embora existam quatro pequenos hostels na ilha, que podem acomodar aproximadamente 20 pessoas.


                      Em 2011, o governo colombiano confirmou o impacto ambiental grave nas ilhas do arquipélago de San Bernardo. Medidas de proteção foram ordenadas, mas nenhuma ação foi efetivamente tomada até agora.

                      Como é viver em Santa Cruz del Islote

                      Viver em Santa Cruz del Islote é estar a anos-luz de distância dos hábitos vistos como comuns na sociedade de forma geral e a população sofre com a falta de infraestrutura, recursos e serviços. Por lá, além dos quatro hostels, há quatro lojas, uma arena de briga de galos, um posto de saúde, uma igreja e uma escola.

                       

                      Há 70 anos, um incêndio destruiu todas as casas feitas de bambu e palha da ilha. Por sorte, ninguém ficou ferido. As estruturas foram reerguidas com materiais “melhores”: pedra, entulho e até lixo retirado do mar.

                      Foto: Uhkabu / Wikimedia Commons / Reprodução

                      A energia da ilha é fornecida por painéis solares e um gerador noturno. Apesar da presença de um posto de saúde com médico permanente, em caso de emergência os pacientes precisam ir para um hospital com melhor estrutura a bordo de um barco.

                       

                      O local também não tem cemitério e, após um cortejo fúnebre pela cidade, os falecidos são levados para ilhas vizinhas.

                       

                      Não há abastecimento de água potável — a população toma banho com a água salgada do mar. A cada dois meses e meio, a Marinha colombiana vai ao local e enche enormes tanques na ilha. Um comitê fica responsável por distribuir o líquido de forma igualitária para a comunidade, que também aproveita o período chuvoso para coletar águas pluviais em cisternas próprias.

                      Foto: Sofia Londonõ / Flickr / reprodução

                      A gestão de resíduos é ainda um dos maiores desafios em Santa Cruz del Islote. Apesar de a comunidade trabalhar para reduzir o impacto do lixo, sua separação para reciclagem ainda não é generalizada. Uma pessoa fica encarregada pela coleta do material, que posteriormente é transportado por ela mesma até a ilha de Tintipán.

                       

                      Outro morador colabora com a separação dos recicláveis a cada 15 dias, que depois são levados de barco até Cartagena. No saneamento, o esgoto é direcionado para fossas sépticas que deságuam no mar sem tratamento, representando mais um problema ambiental.

                       

                      De forma geral, Santa Cruz del Islote escancara os desafios de sustentar uma população densa em uma área pequena, ao mesmo tempo que mostra, na prática, como pode ser desafiadora a necessidade de equilibrar turismo com preservação ambiental.

                       

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                        Ilhabela deve ganhar 1ª usina de dessalinização de água de São Paulo em 2026

                        Projeto prevê aumento de 22% no volume de água tratada no município, atendendo mais de 8 mil pessoas

                        14/06/2024

                        Considerada um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros, Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, reserva belezas naturais que impressionam ao primeiro olhar. Por lá, a ideia agora é construir a primeira usina de dessalinização do estado, visando abastecer cerca de 8 mil moradores de regiões remotas da cidade a partir de 2026.

                        Atualmente, segundo o Instituto Água e Saneamento, 69,6% da população de Ilhabela (com cerca de 35 mil habitantes) é atendida com abastecimento de água, enquanto a média do estado é de 96,6%.

                         

                        A cidade ainda chega a receber 100 mil turistas na alta temporada, sendo um dos principais destinos do litoral paulista. Com a chegada de uma usina de dessalinização, esses dados devem mudar.

                        Foto: Ana Paula Hirama / Flickr / Reprodução

                        Através do projeto, a ideia é aumentar em 22% o volume atual de água tratada em Ilhabela, a partir da captação da água do mar. O projeto prevê a produção de 30 litros por segundo de água potável para a população, volume semelhante ao já praticado no arquipélago de Fernando de Noronha.

                         

                        Em Noronha, há 20 anos a população conta com o consumo da água do mar, a partir de dessalinizadores que produzem 27 m³ de água por hora. Em 2014 houve ainda a construção de uma nova usina, aumentando a capacidade para 80 m³ por hora.

                        Para que o projeto tome forma também em Ilhabela, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) publicou um edital convocando empresas interessadas em construir no município o que seria a primeira usina de dessalinização do estado.

                        Como vai funcionar a usina de dessalinização em Ilhabela

                        A previsão é que a usina de dessalinização comece a operar em Ilhabela a partir de 2026, próximo à foz do Ribeirão Água Branca. O processo de osmose reversa, que deve ser aplicado na usina, é usado internacionalmente e traz uma tecnologia já amplamente empregada em locais como Dubai, Israel e na Califórnia, nos Estados Unidos.

                        Layout da dessalinizadora de Ilhabela, proposto em edital. Foto: Reprodução

                        Nessa tecnologia, a água é submetida à alta pressão e passa por membranas que retêm as partículas de sal, após passar por um outro processo: o de ultrafiltração — que retira as partículas e impurezas da água. Assim que o sal é retirado, o líquido é submetido a um tratamento que visa devolver os componentes minerais perdidos no processo anterior.

                        Antes de ser distribuída, a água passa também pelo processo de cloração, que, segundo a Fundação Nacional de Saúde, “consiste em utilizar produtos químicos à base de cloro, com o objetivo de inativar os micro-organismos patogênicos existentes na água”. A salmoura resultante do processo, por sua vez, é diluída e devolvida ao mar.

                         

                        Para, enfim, chegar à população, a água já tratada deverá ser transportada para um reservatório na própria Estação de Tratamento de Água (ETA) Água Branca.


                        Ao Estadão, Kepler Borges França, coordenador dos Laboratórios de Referência Nacional em Dessalinização e de Membranas Cerâmicas da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, disse que “o sistema de membranas para dessalinização pode ser usado não apenas nas ilhas, mas nas cidades do litoral que têm problemas de abastecimento”.

                        Entendo que toda a rede hoteleira da costa deveria ser abastecida com água do mar dessalinizada. É um processo barato, e que hoje vem sendo usado com mais frequência– destacou Kleper ao Estadão

                         

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                          Descanso sobre as águas: hospedagem em barcos atracados é opção de lazer no litoral brasileiro

                          Ideia dispensa a necessidade de carteira náutica e traz valores acessíveis para uma experiência pra lá de diferente

                          Passar um período — mesmo que curto — longe do estresse do dia a dia é essencial para acalmar a mente e reajustar o leme antes de voltar à rotina. Recentemente, estudos mostraram que observar paisagens com água, inclusive, reduz a frequência cardíaca. Por que não, então, aproveitar essa deixa para curtir um final de semana a bordo? Só que, como diferencial, em um barco atracado.

                          Uma nova forma de se hospedar parece estar ganhando força no litoral brasileiro: ficar atracado sobre as águas. A ideia, que tem atraído quem busca uma experiência diferente de lazer, ganha força pelo valor mais baixo do que se imagina e por dispensar a necessidade da carteira de habilitação náutica — uma vez que o barco não sai do lugar.

                          O relato da jovem Marianne Fernandes virou um vídeo que fez sucesso no TikTok e atraiu curiosos. Ela alugou um barco e passou um final de semana sozinha, atracada em Paraty, no Rio de Janeiro. “A experiência que mudou a minha vida”, destacou ela.

                           

                          A vivência de Marianne se tornou ainda mais especial pelo fato da jovem estar cercada por uma das paisagens mais bonitas do país, que ainda traz dezenas de pontos turísticos e culturais. E a boa notícia é: essa experiência pode se estender por outros pontos do belíssimo litoral brasileiro, de maneira fácil — e até econômica.

                          Ideal para estadias curtas, o aluguel de embarcações para esse tipo de vivência é feito, geralmente, através de plataformas digitais de hospedagens, como o Airbnb. Por lá, não é difícil encontrar opções de lanchas, trawlers, veleiros e até iates por lugares do Brasil todo, de Norte a Sul, como Rio de Janeiro, São Paulo, Pará e até Manaus.

                          Os valores variam conforme a escolha da embarcação, localidade, quantidade de pessoas e o tempo de estadia. Mas, para se ter uma ideia, a equipe de NÁUTICA encontrou uma opção em que as diárias a bordo de um veleiro, com possibilidade de pernoite para sete hóspedes, saíam por R$ 260 (valor sem taxas).

                          Como é, na prática, ficar hospedado em um barco atracado

                          Cada estadia em barcos atracados tem suas particularidades, tendo em vista que cada proprietário tem o seu modo de alugar a embarcação. De forma geral, próximo ao barco do hóspede fica atracada também outra embarcação, onde o responsável pelo barco alugado faz o pernoite — e fica à disposição para atuar em casos de emergência.

                          O caminho até terra firme também varia, e pode ser feito a nado, de bote, remo e até táxi boat (por um valor à parte). Alguns podem considerar que essa parte traga “perrengues”, mas a ideia principal é, justamente, apreciar uma experiência que chegue o mais perto possível da realidade de se viver em um barco.

                           

                          As embarcações — principalmente os veleiros — costumam trazer uma estrutura completa, com quartos, banheiro, cozinha e áreas de lazer, como varanda e solário. Alguns anfitriões ainda preparam opções de entretenimento, como stand-up paddle e equipamentos de mergulho, além de jogos de tabuleiro e cartas para passar o tempo, principalmente à noite.

                          Há também proprietários que fornecem passeios no barco alugado, para que os hóspedes possam conhecer novos lugares da região, atracando a embarcação em pontos turísticos acessados somente via barco, por exemplo. Geralmente, esse tipo de serviço é cobrado à parte.


                          Um ponto importante é que alguns barcos ficam disponíveis ao hóspede somente durante a noite, para pernoitar, uma vez que a embarcação pode vir a ser usada durante o dia levando outras pessoas para passeios no mar. Nesse caso, o intuito é que o hóspede passe o dia turistando na cidade, e o barco seja apenas um lugar para dormir. Vale conferir essa informação antes de fechar a viagem.

                           

                          Para quem tem habilitação náutica e quer usar a embarcação também para navegar, a melhor opção é procurar por outro tipo de serviço, para aproveitar o barco de forma integral.

                           

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                            Falkirk Wheel: conheça o elevador gigante para barcos que virou ponto turístico

                            Construção na Escócia foi feita para driblar desnivelamento maior que um prédio de dez andares

                            Uma das maiores e mais criativas soluções da engenharia. Assim pode ser descrita a Falkirk Wheel, uma espécie de elevador gigante apenas para barcos. A estrutura, localizada na Escócia, liga o Forth & Clyde Canal ao Union Canal. O detalhe é que os dois canais são separados por 35 metros de altura.

                            Primeiramente, é preciso saber como era a vida no local antes desta gigante roda. Os dois canais (Forth & Clyde e Union) se cruzam, em meio a duas valas artificiais cheias de água. Mesmo que nada impedisse a passagem dos barcos, havia um porém: um enorme desnível, maior do que um prédio de dez andares.

                            Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                            Para driblar essa situação, os dois canais eram conectados por 11 eclusas. Essas espécies de “degraus hidráulicos” até permitiam a passagem das embarcações, mas até que os barcos descessem todo o desnivelamento, se perdia quase um dia inteiro.

                            Foto: Scottish Canals/ Divulgação

                            Pensando em agilizar esse processo, o elevador gigante para barcos foi criado. Logo, além de substituir as 11 eclusas, a engenhoca elimina 32 obstruções de navegação. Com essa “roda gigante”, as dezenas de horas perdidas antigamente se transformaram numa economia de tempo absurda. Confira!

                             

                            Caminho até o elevador rotativo

                            A jornada até que esse elevador para barcos nascesse foi longa e cheias de contratempos. Dos anos 30 até meados dos anos 90, os canais foram renovados e fechados mais de uma vez, além de viver uma época de muita burocracia e poucos planos que, de fato, facilitassem a vida dos navegantes.

                            Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                            Reconstruir ou tentar consertar as eclusas estava fora de cogitação. E em meio ao vácuo de ideias, a British Waterways, órgão britânico fundado nesse meio tempo, criou um plano para reabrir os canais. Assim, em parceria com outras instituições, nascia a ideia do elevador rotativo.

                             

                            O design atual, porém, só surgiu em 1999, após consultoria com uma equipe de 20 arquitetos. E, após muitas projeções, em 2002 finalmente era inaugurado — e com presença da Rainha Elizabeth II — a roda de Falkirk, de vão único, capaz de descer uma carga enquanto outra sobe, simultaneamente.

                            Lembra que os antigos viajantes levavam horas para essa missão? Com essa enorme roda, o transporte de um canal a outro dura apenas quatro minutos.

                             

                            E mais um ponto positivo do elevador para barcos é seu consumo mínimo de energia, já que o peso do barco (ou quantidade de água) que desce ajuda a levantar o que está na outra ponta.

                            Foto: Visit Scotland/ Divulgação

                            O processo de montagem ainda exigiu uma escavação de um túnel e o levantamento de um aqueduto “impossível de ser construído” — pelo menos, era o que se dizia na época. Mas graças a utilização de técnicas bem inovadoras, mais esse obstáculo foi derrubado pela engenharia.

                            Deu a volta por cima

                            Como uma roda gigante, este elevador para barcos também já viveu seus altos e baixos — com muito mais altos. Pouco antes da sua cerimônia de abertura, vândalos forçaram os portões da Falkirk Wheel, causando um dano de 350 mil euros (quase R$ 2 milhões em conversão realizada em junho de 2024).

                            Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                            Mas hoje, a gigantesca roda de Falkirk é um verdadeiro sucesso e virou até um ponto turístico na Escócia. Mais de 500 mil pessoas visitam o elevador para barcos todos os anos. Além de lindo de se ver, o local oferece um passeios a bordo de barcos, stand-up paddle, canoagem e muito mais atrações.

                            Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                            É claro que uma obra tão engenhosa como essa não poderia ficar sem premiações. Por conta dos esforços dos idealizadores em fazer um projeto eficiente, com pouco uso de energia e impacto quase zero no meio ambiente, a Falkirk Wheel é multipremiada pela Green Tourism Business Scheme (GTBS), organização britânica ligado ao turismo verde.

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Ações de despoluição na Baía de Guanabara fazem vida marinha voltar às águas

                              Expedições comandadas pelo Instituto Mar Urbano observaram mais animais na região e melhoria na qualidade da água

                              Por: Redação -

                              A belíssima paisagem que envolve a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está, aos poucos, voltando a contar com a presença de animais marinhos, graças a ações de despoluição. É o observado pelo Instituto Mar Urbano (IMU).

                              A organização comandou expedições recentes pela região. Nelas, tartarugas e diversas espécies de peixes foram vistas nas águas, que também apresentaram melhora significativa na qualidade.

                              Foto: Juviegas/ Wikimedia Commons

                              Ricardo Gomes, diretor do IMU e biólogo, fez mergulhos diurnos e noturnos. À noite, ele notou momentos em que as ações de despoluição ajudaram a deixar as águas da Baía de Guanabara límpidas, algo bem diferente do encontrado nos últimos anos — quando a visão era turva e o cheiro, desagradável.

                               

                              No começo do ano passado, pesquisadores se animaram com a notícia de que mais de 600 botos-cinza foram vistos nas praias de Ipanema e de Barra da Tijuca — algo que não acontecia há mais de 30 anos.

                              Isso gera esperança para a população de botos-cinza da Baía de Guanabara, que está extremamente ameaçada, com apenas dezenas de indivíduos– IMU, em relatório de atividades de janeiro de 2023

                              Despoluição da Baía de Guanabara é sonho antigo

                              As primeiras iniciativas para recuperar a região começaram em 1991 — e se mostraram tão ineficazes quanto as que se seguiram. Atualmente, quem cuida do processo é a Águas do Rio, principal concessionária de saneamento do Rio de Janeiro.


                              O projeto envolve uma série de ações, bancadas pelo orçamento total de R$ 2,7 bilhões. Dentre as estratégias, está o fim do lançamento de dejetos nos corpos hídricos que desaguam na Baía de Guanabara por meio de coletores de tempo seco — que operam apenas em dias sem chuva. A meta é que esse objetivo seja alcançado até 2026, mas há outros com datas diferentes.

                               

                              No final do ano passado, inclusive, a Águas do Rio se espelhou no projeto de limpeza do Rio Pinheiros, em São Paulo, ao incluir tecnologias como uso da estação de tratamento de esgoto para despoluir a Baía de Guanabara e injeção de oxigênio nos rios.

                               

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                                Boat Show traz descontos exclusivos para hospedagem em Itajaí; conheça opções

                                Parceria com dois hotéis garante conforto e condições especiais para visitantes do salão, que acontece de 4 a 7 de julho

                                Com a segunda edição do Marina Itajaí Boat Show cada vez mais perto, reservar uma boa acomodação para curtir os quatro dias do evento é essencial. A boa notícia é que o Boat Show te ajuda a garantir opções de hospedagem com descontos exclusivos para você atracar no maior salão náutico do Sul do país.

                                De 4 a 7 de julho, os amantes da navegação já tem um compromisso marcado com o Marina Itajaí Boat Show 2024. Agora, chegou o momento de reservar um local confortável, tranquilo e bem localizado para seu descanso, depois de conhecer as principais novidades do mercado.

                                 

                                Para isso, o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do Boat Show de Itajaí, e o Villa d’Ozio, hotel boutique do salão, já estão preparados para garantir a estadia ideal — e por preços especiais.

                                Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                Mercure Itajaí Navegantes

                                A apenas 1,3 km da Marina de Itajaí e a 4 km do Aeroporto Internacional de Navegantes, o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do evento, traz uma localização privilegiada aos visitantes do Marina Itajaí Boat Show 2024: o centro da cidade.

                                Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                O público do Boat Show que optar em se hospedar por lá garante 13% de desconto. Para isso, basta entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (47) 3247-4850 e mencionar a ida ao salão. Há ainda os códigos promocionais “Visitante Boat Show”, para visitantes, e “Expositor Boat Show”, para expositores.

                                Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                O hotel dispõe de quartos com design moderno, funcionais e adaptados a viagens profissionais e de lazer. De acordo com a empresa, há ainda lazer com piscina aquecida, banheira de hidromassagem, sauna, ginásio e estacionamento.

                                Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                A localização, ponto forte do hotel, garante acesso fácil a pontos turísticos da região, como o parque Beto Carreiro World. Para ficar no clima do salão, o Mercure Itajaí Navegantes é próximo de grandes empresas portuárias e fica ainda em frente ao porto considerado o segundo maior do país em movimentação de contêineres.

                                Villa d’Ozio

                                O hotel boutique Villa d’Ozio é tido como o refúgio ideal para quem busca fugir da agitação da vida cotidiana em um paraíso de beleza e tranquilidade, na Praia Brava de Itajaí. De acordo com o hotel, a experiência “vai além de uma estadia”, e é “uma imersão completa em um universo multissensorial de vivências memoráveis”.

                                Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                Nessa opção de estadia, os visitantes do salão garantem 15% de desconto ao utilizar o código “Boat Show” para validar o desconto da reserva. Para reservar, basta entrar em contato com o hotel através do e-mail [email protected].

                                Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                Inspirado pela Costa Amalfitana da Itália, o Villa d’Ozio traz a essência do “il dolce far niente” (em português, a doçura de fazer nada, de ficar de boa, relaxando) para as areias da Praia Brava — uma das mais badaladas e charmosas praias catarinenses.

                                Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                Quanto às acomodações, o hotel busca proporcionar aos visitantes suítes aconchegantes, com detalhes para que o hóspede se sinta em casa.


                                Marina Itajaí Boat Show 2024

                                O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

                                 

                                A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

                                 

                                A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

                                 

                                Anote aí!

                                Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                                Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                                Mais informações: site do evento
                                Ingressos: site oficial de vendas

                                 

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                                  Círculos ornamentais traçados no fundo do mar já foram um mistério para a ciência e têm como objetivo atrair parceiras para reprodução

                                  Por: Redação -

                                  Em matéria de amor, o peixe baiacu dá aula. Isso porque qualquer ser humano apaixonado teria que ir muito além das declarações no Dia dos Namorados para chegar ao pés do que a espécie é capaz de fazer para impressionar a fêmea: belas esculturas na areia cerca de 52 vezes maiores que o próprio corpo.

                                  Mestre na arte da conquista, o peixinho garanhão se empenha ao longo de sete a nove dias para construir uma verdadeira obra de arte submersa, cujo formato circular com adornos remete a uma mandala. Para efeitos de comparação, se um homem de 1,70 metro quisesse imitar um baiacu na paquera, ele precisaria produzir uma arte de 88,4 metros só para impressionar sua pretendente.

                                  Foto: Kimiaki Ito/ Nature/ Reprodução

                                  A descoberta do modus operandi dos baiacus ficou por conta de três cientistas japoneses, que publicaram os resultados do estudo na divisão Scientific Reports, da consagrada revista científica Nature.

                                   

                                  Com a pesquisa de 2013, solucionaram os mistérios que rondavam os belos padrões circulares desde 1995, quando mergulhadores os encontraram, pela primeira vez, no fundo do mar.

                                  Baiacu artista

                                  Para criar esse padrão, o baiacu sai arrastando a areia com as barbatanas até formar um desenho radial. Depois, carrega com a boca fragmentos de conchas usados na decoração, até que, por fim, acumula sedimentos finos que dão cores e texturas diferentes à obra de arte.

                                  (a) Fase inicial; (b) estágio intermediário; (c) fase final; e (d) após a desova. Foto: Yoji Okata / Nature/ Reprodução

                                  Embora os peixes meçam, em média, 12 centímetros de comprimento, suas criações chegam a cerca de dois metros de diâmetro.

                                   

                                  Os círculos ornamentais são criados, especialmente, para atrair e conquistar parceiras que aceitem acasalar. Depois de pronta, a obra de arte é avaliada pela fêmea; se ela gostar do que viu, nada até o centro e se reproduz com o macho.

                                   

                                  Nesse processo, ela deposita ovos nos sedimentos finos dentro do círculo, que são fertilizados, logo em seguida, pelos machos. Segundo o estudo, a fêmea não demora a ir embora, ao passo que o macho permanece com os ovos por cerca de seis dias.

                                   

                                  Ainda não está claro o que faz as fêmeas aprovarem ou não as obras de arte feitas pelos machos, mas fato é que a construção vai além da estética. Conforme observado pela pesquisa, o mecanismo com partes altas e baixas faz com que a água seja canalizada para fora do centro, permitindo que haja menos correntes na região em que os ovos são depositados.

                                   

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                                    Com 23 barcos vendidos, novidades da Real Powerboats fazem sucesso antes mesmo de irem à água

                                    Primeira aparição das lanchas Real 34 C e Real 35 deve acontecer no São Paulo Boat Show 2024, em setembro

                                    Por: Redação -
                                    13/06/2024

                                    A Real Powerboats teve uma participação marcante no Rio Boat Show 2024 e um dos motivos para o sucesso foi o anúncio de seus dois próximos lançamentos: as lanchas Real 34 C e Real 35. Desde então, segue atraindo interessados e prova disso é que o estaleiro já vendeu 23 unidades das novidades — antes mesmo de colocá-las sobre as águas.

                                    Pensados para substituir, respectivamente, os modelos Real 33 Special e Real 35 SD, os barcos receberam o conceito da Real 40 Cabriolet, “um grande sucesso da marca”, conforme aponta o presidente da Real, Paulo Thadeu.

                                    Projeto da Real 34 C. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                    A aposta é vista nas avantajadas áreas do cockpit e no fácil acesso à proa por meio de passagem lateral. Além disso, a Real 35 ganhou 30 centímetros a mais de casco, medida acrescentada também na largura da cama à meia-nau. Para maior conforto dos passageiros, o pé-direito da cabine saltou para 1,90 metro.

                                    Projeto mostra interior da Real 35. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                    Após terem seu projeto anunciado na Marina da Glória, as novas lanchas da Real começaram a ser vendidas ainda no salão náutico do Rio de Janeiro. Agora, os modelos já se encontram em fase final de laminação, segundo o estaleiro.

                                     

                                    A expectativa é de que o público do São Paulo Boat Show 2024 possa ver, em primeira-mão, os lançamentos da Real Powerboats. O maior evento náutico da América Latina acontece de 19 a 24 de setembro, no São Paulo Expo.


                                    Real tem mais um lançamento à vista

                                    Quem gosta de estar por dentro das inovações do estaleiro pode aguardar novidades para 2026. Isso porque a Real está trabalhando no projeto da Real 53 Fly, que só chegará ao mercado daqui dois anos.

                                    Projeto da Real 53 Fly. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                    “Essa 53 pés vem preencher uma lacuna que havia entre as lanchas na faixa dos 40 pés e a Real 600 Luxury, que é o maior barco do estaleiro. É um barco totalmente novo, feito do zero. Tanto no design como no espaço e no desempenho, podem esperar um grande casco”, disse Paulo Thadeu, durante coquetel realizado pela marca no Rio Boat Show 2024.

                                     

                                    O estaleiro, localizado no estado do Rio de Janeiro, tem 38 anos de tradição e mais de 12 mil barcos produzidos.

                                     

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                                      Aos 24 anos, japonês completa volta ao mundo de veleiro em viagem sem escalas

                                      Hirotsugu Kimura desbancou recorde de 30 anos e agora é o mais jovem do país a terminar travessia

                                      O mar, um veleiro e, literalmente, o mundo todo pela frente. Foi o que os olhos de Hirotsugu Kimura avistaram em outubro de 2023, quando o jovem de apenas 24 anos e 9 meses zarpou rumo ao grande objetivo de sua vida: completar uma travessia solo, sem escalas, ao redor do globo — missão que terminou em 8 de junho, após 230 dias navegando.

                                      A coragem de Hirotsugu Kimura em se aventurar numa experiência como essa é, por si só, uma grande vitória. Mas o fato do jovem ter apenas 24 anos torna o feito ainda mais admirável. Não à toa, ele atracou em Nishinomiya com, além de muita história na bagagem, um recorde: o mais jovem japonês a concluir uma travessia ao redor do mundo sem escalas em um veleiro.

                                      Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                      Para assumir o lugar no topo do pódio dos que se aventuram em experiências como essa, Hirotsugu desbancou, justamente, a pessoa responsável por o fazer sonhar em velejar, quando ele ainda estava no ensino médio: Kojiro Shiraishi.


                                      Hoje com 57 anos, Shiraishi tinha 26 anos e 10 meses quando estabeleceu o recorde, 30 anos atrás, que agora foi quebrado por Hirotsugu Kimura.

                                      Estou muito feliz por poder voltar depois de navegar com sucesso ao redor do mundo– comemorou Hirotsugu Kimura

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                                      A viagem de Hirotsugu Kimura rumo as águas do mundo começou em outubro de 2023. O jovem percorreu uma rota que passou pelo leste através do Pacífico e pelo extremo sul da América do Sul e da África. Hirotsugu cruzou a linha de chegada no Canal Kii, na província de Wakayama, por volta das 14h45 do dia 8 de junho.

                                      Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                      Hirotsugu, contudo, não pode dizer que contou com a famosa “sorte de principiante”. Isso porque essa não foi a primeira vez que o japonês tentou cruzar o globo. Sua primeira empreitada, em novembro de 2022, foi frustrada por uma falha em um dos equipamentos do veleiro, após enfrentar uma tempestade logo após a partida.

                                      Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                      Sua persistência e dedicação o colocaram no lugar em que ocupa hoje: um grande recordista. Para completar o feito com chave de ouro, sua chegada contou com a presença de cerca de 100 pessoas, entre apoiadores e cidadãos locais.

                                       

                                      Um fã, no entanto, se destacou em meio a multidão que aguardava a chegada de Hirotsugu Kimura. O célebre iatista japonês Kenichi Horie, no auge dos seus 85 anos, foi especialmente para parabenizar o rapaz. Em 1962, Kenichi foi o primeiro a cruzar o Oceano Pacífico — do Japão aos Estados Unidos — velejando sozinho e sem escalas. Sessenta anos mais tarde, em 2022, Kenichi fez a mesma travessia, porém, partindo dos EUA, e tornou-se a pessoa mais velha do mundo a cruzar o Pacífico em uma viagem solo e sem paradas — aos 83 anos.

                                       

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                                        Por: Redação -

                                        Imagine que, ao fazer uma compra online, você coloque no campo de informações o CEP não da sua casa, mas de um barco, encarregado de te levar tudo o que você precisa. Pois é esse um dos serviços prestados pela centenária JW Westcott aos navegantes que passam pelo porto de Detroit, nos Estados Unidos.

                                        Há 150 anos na ativa, a empresa é dona do primeiro barco não militar com CEP do mundo. O código postal flutuante foi concedido em 1948, quando o negócio já estava estabelecido, depois de começar timidamente com entregas de cartas dentro de baldes.

                                        Foto: Instagram @jwwestcottcompany/ Reprodução

                                        A ideia de abrir a companhia em 1874 partiu de John Ward Westcott, filho de uma importante família de navegadores de Michigan. Por trabalhar no meio náutico, Westcott percebeu que existia uma grande dificuldade na comunicação entre o navio e a costa — e vice-versa, o que prejudicava as viagens.

                                         

                                        Ele, então, arranjou uma solução: içar, para os navios que passavam pela região, um balde preso em uma corda, com correspondências e comunicados dentro. A forma inusitada de garantir as entregas foi apelidada de ‘correio no balde’.

                                        Barco com CEP entrega de tudo um pouco

                                        A embarcação mais famosa da JW Westcott é a JW Westcott II, de 45 pés de comprimento. Isso porque foi ela a se tornar o primeiro barco com CEP no mundo — o 48222.

                                        Foto: Instagram @jwwestcottcompany/ Reprodução

                                        O código foi concedido pelo Serviço Postal dos EUA, que enfrentava, na época, dificuldades para contatar os trabalhadores desse correio flutuante, uma vez que eles estavam sempre sobre as águas e, portanto, sem endereço.


                                        Diante da fama e importância que o serviço de entregas ganhou, o barco recebeu um CEP. Hoje, continua atendendo os navios que passam pelo porto de Detroit, só que com uma gama muito maior de opções.

                                         

                                        Além das famosas cartas, a embarcação — e as demais que compõem a frota da empresa — entrega qualquer coisa que os solicitantes quiserem. Isso envolve ferramentas, remédios, lanches, café, pizza e encomendas feitas pela internet, vindas de todos os lugares do mundo. Isso, é claro, só é possível graças ao código postal, que agrega tudo em um só lugar: um barco que permanece por décadas sobre as águas.

                                         

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                                          O estado da estrela solitária, nos Estados Unidos, ganhou mais uma atração para chamar de sua: a piscina flutuante do Horseshoe Bay Resort, no Texas. Localizada na região de Hill Country, próxima a Austin, os visitantes deste luxuoso destino poderão aproveitar uma mescla do charme italiano com a extravagância americana.

                                          Inspirado no famoso hotel do Lago de Como, na Itália, esta maravilha é um oásis às margens do lago Lyndon Baines Johnson. A enorme novidade fez sucesso logo na estreia, no Memorial Day — feriado estadunidense que homenageia os militares mortos em combate.

                                          Foto: Horseshoe Bay Resort/ Divulgação

                                          Segundo a Horseshoe, o local de retiro é a “única piscina flutuante da América do Norte” — embora a cidade de Nova York tenha planos de inaugurar outras em 2025. Douglas Jaffe, CEO do resort no Texas, afirma que o deque de natação foi inspirado nas viagens de sua família pela Europa.

                                          Uma dessas áreas [que serviu de inspiração] é o lago de Como, onde vimos resorts e hotéis atenderem às necessidades dos hóspedes com piscinas flutuantes para complementar a falta de uma costa arenosa– Douglas Jaffe

                                          Foto: Instagram @hsbresort/ Reprodução

                                          A versão americana do Lago de Como, na Waterfront Beach & Marina, foi um pouco além da original — como era de se imaginar — , já que a piscina flutuante ocupa quase 265 m². Para o projeto ficar com a cara mais texana, o proprietário ainda contratou o arquiteto nativo do Texas, Tim Greeson.

                                          Vale ressaltar que a piscina flutuante no Texas foi “apenas” uma adição ao resort. Mas como toda brincadeira de rico não custa pouco, esse “pequeno” acréscimo faz parte de um plano de melhoria de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 800 milhões, na conversão realizada em junho de 2024).

                                          Paraíso texano

                                          Mesmo que a recém-inaugurada piscina roube os olhares mais vislumbrados com o resort, o terraço no qual ela está situada — que conta com espreguiçadeiras e cabanas privadas — também merece atenção.

                                          Foto: Instagram @hsbresort/ Reprodução

                                          Para os fãs de parques aquáticos, um destino obrigatório é o Splash Safari Park. Localizada no próprio resort, a atração conta com uma pista de obstáculos flutuantes, feito para crianças de 6 anos ou mais, sendo que adultos também podem participar. No safari ainda tem paredes de escalada, trave de equilíbrio, escorregadores e muito mais.

                                           

                                          Aos amantes de entretenimentos náuticos, o Horseshoe Bay oferece aluguel de caiaque e paddleboard, além de uma marina. No fim de semana de verão, as noites costumam ser agitadas com festas na praia, jogos de spikeball, frisbee, competição de castelo de areia, entre outros.

                                          Foto: Horseshoe Bay Resort/ Divulgação
                                          Foto: Instagram @hsbresort/ Reprodução

                                          Como em qualquer bom clube, não poderia faltar o tradicional campo de golfe — na falta de um, tem logo três, todos arquitetados pelo renomado Robert Trent Jones. Além disso, há um centro de jatos particulares e um “spa rejuvenescedor à beira mar”, conforme descreve o resort.

                                           

                                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                           

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                                            Arqueólogos encontram navio viking de 700 d.C em ilha na Noruega

                                            Descoberta derrubou lenda popular e revelou tradição marítima dos povos escandinavos do século 8

                                            A chamada Era Viking (793 d.C. a 1066 d.C.) tem como um de seus pontos mais significativos as famosas expedições marítimas pela Europa, organizadas pelos vikings. Até hoje, o período é retratado em filmes e séries, atraindo aficionados do mundo todo. Essa história, contudo, acaba de ganhar um novo capítulo na realidade, com a descoberta de um navio viking de 700 d.C em uma ilha na Noruega.

                                            Mais precisamente em um monte funerário na ilha de Leka, arqueólogos e detectores de metais encontraram um navio viking, datado de cerca de 700 d.C. Mais do que um curioso achado, a descoberta é um feito também histórico, já que trata-se do mais antigo exemplo conhecido de um enterro de navio na Escandinávia.

                                            Fragmentos de madeira do navio encontrados na Noruega. Foto: P.H. Sommerschild / Reprodução

                                            Antes da descoberta, acreditava-se que, ali, jazia os restos mortais do rei Herlaug (norueguês que governou de 872 d.C a 930 d.C.) e seus companheiros, que teriam se suicidado em massa para evitar uma derrota em batalha. A lenda, que agora caiu por terra, dá lugar a parte da história da humanidade, que chega ao conhecimento público.


                                            Como era o navio viking

                                            A descoberta do antigo navio viking se deu graças ao um estudo liderado pelo arqueólogo Geir Grønnesby, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Acredita-se que a embarcação possuía entre 39 e 46 pés, mas além das características materiais, o barco revela pontos sobre a vida e a tecnologia dos vikings antes da era mais conhecida.

                                            O túmulo do navio em antigo mapa. Foto: P.H. Sommerschild / Reprodução

                                            O achado traz vestígios de como era a construção naval e a capacidade marítima da época. Graças a análises, os arqueólogos acreditam que a embarcação era capaz de navegar pelo Mar do Norte, uma grande proeza marítima para um navio que ganhou, através da datação por radiocarbono, uma data de fabricação que antecede a própria Era Viking, alcançando de 793 d.C. a 1066 d.C.

                                            Não sabemos se o navio era oceânico, ou seja, se cruzava o Mar do Norte até a Inglaterra. Mas ele tinha uma competência marítima que permitia ir ao longo da costa até o continente– disse Grønnesby, ao The New York Times

                                            Além de Leka, acredita-se que cerca de 2,3 mil outros montes funerários estão espalhados pela Noruega, alguns também com lendas que resistem ao tempo, como a do cão Saurs, que governou Inderøy após ser imbuído de sabedoria mágica.

                                             

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                                              Estudo aponta que o organismo, mil vezes maior do que o vírus da gripe, consegue desacelerar o derretimento do gelo; entenda

                                              Por: Redação -

                                              O derretimento de geleiras é uma das consequências do aquecimento global que mais preocupam os especialistas, mas um vírus gigante pode estar entrando em cena para atrasar os efeitos negativos. É o que apontam cientistas da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

                                              O estudo, publicado na revista científica Microbiome, mostra pela primeira vez a existência de tais vírus gigantes no gelo da Groenlândia. Até então, só se sabia sobre a presença deles em oceanos, solo e ou pessoas.

                                              De acordo com os especialistas, tudo indica que os vírus gigantes se alimentam das algas pretas e vermelhas que crescem nas camadas de gelo, funcionando como um mecanismo que controla e retarda as florações.

                                               

                                              Isso é importante, pois durante os períodos mais quentes, essas algas se multiplicam com mais facilidade, escurecendo os pontos em que se encontram. A mudança da tonalidade faz com que fique mais difícil para o gelo refletir a luz solar, o que, consequentemente, acelera o derretimento da água.

                                              Impacto do vírus gigante no gelo

                                              O resultado do estudo é bastante animador para os cientistas, ainda mais diante de previsões negativas.

                                               

                                              Conforme relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o Ártico pode ficar quase totalmente livre de gelo no verão de 2040 — situação capaz de aumentar a ocorrência de eventos climáticos extremos e impactar a cadeia alimentar.


                                              Soma-se a isso o fato de que o degelo ameaça o permafrost, solo que passa o ano todo congelado e que armazena vírus antigos e grandes quantidades de gases do efeito estufa que já estavam neutralizados, como carbono e metano.

                                               

                                              O vírus é caracterizado como gigante por ser em torno de mil vezes maior do que vírus amplamente conhecidos, como o do HIV ou da gripe. Ainda assim, vale pontuar que não são vistos a olho nu, nem com microscópio óptico — tendo sido identificados por meio de análises de DNA nas amostras coletadas.

                                               

                                              Segundo Laura Perini, uma das autoras do estudo, novas pesquisas serão realizadas ainda neste ano. A expectativa é de que o conhecimento sobre os vírus gigantes contribua com a criação de ferramentas que amenizem o derretimento do gelo.

                                               

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                                                12/06/2024

                                                O fundo do mar esconde mistérios que fogem ao alcance do nosso conhecimento, mas ao mesmo tempo, essas profundezas ajudam a contar a história da humanidade. Exemplo disso foi a descoberta de cientistas no Mar Adriático onde, enterrada sob as camadas do fundo lamacento da água, uma estrada de pedra datada de mais de 7 mil anos foi encontrada, junto a artefatos que surpreenderam pesquisadores.

                                                O fato do Mar Adriático ter sido uma importante rota comercial para a população croata na antiguidade faz dele um ponto essencial para o entendimento da vida humana no passado. Ainda assim, arqueólogos da Universidade de Zadar, na Croácia, não deixaram de ficar surpresos ao encontrarem, no sítio neolítico submerso de Soline, na ilha de Korčuli, uma estrada de pedra de 7 mil anos.

                                                Foto: Facebook / Universidade de Zadar / Reprodução

                                                Os pesquisadores entendem que a descoberta pertencia ao assentamento pré-histórico submerso de Hvar — ilha croata no Mar Adriático atualmente conhecida como uma estância de verão –, que ligava o local criado artificialmente à costa.

                                                 

                                                 

                                                Durante a escavação arqueológica, cientistas também deram de cara com artefatos neolíticos, como lâminas de sílex, machados de pedra, fragmentos de madeira, cerâmicas, artefatos de osso e até pontas de flecha, todos em terras próximas à baía de Gradina, perto da cidade de Vela Luka.

                                                As descobertas da cerâmica ajudaram-nos a atribuir este local à cultura de Hvar– Mate Parica, professor do Departamento de Arqueologia da universidade

                                                Para chegar ao dado dos 7 mil anos, a equipe utilizou análises de radiocarbono, que concluíram que o assentamento data de aproximadamente 4.900 a.C.


                                                Também na região já foram encontradas esculturas e literatura, nas cavernas de Grapceva e Markova Spilija. Uma das explicações para os achados é que, por volta de 1420, quando Hvar foi conquistada pelos venezianos, eles a usaram como principal porto para suas viagens marítimas.

                                                Foto: Facebook / Universidade de Zadar / Reprodução

                                                Principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, Hvar ganhou ares de estância turística, justamente por sua associação histórica — fato que segue até os dias atuais.

                                                 

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                                                  Seja curtindo a navegação a bordo de um barco, seja debaixo do guarda-sol na areia da praia ou ainda à beira de uma piscina, olhar para a água pode trazer benefícios que vão além do lazer. Isso porque estudos comprovaram que olhar para a água diminui a frequência cardíaca e aumenta a sensação de relaxamento.

                                                  Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia mostrou que observar locais com água reduz a frequência cardíaca de forma significativa se comparado a olhar árvores, por exemplo.

                                                  O estudo procurou analisar o impacto da observação da água a partir de três aspectos: pressão arterial, frequência cardíaca e relaxamento subjetivo. O resultado apontou que estar na presença da água traz pontos positivos nos três casos, já que, além de diminuir a pressão e a frequência cardíaca, aumenta a sensação de relaxamento.

                                                   

                                                  Indo mais a fundo no tema, dois estudos complementares também foram realizados pelos estudiosos. No primeiro, a pressão arterial e a frequência cardíaca de 32 participantes foram examinadas, a partir da concentração da atenção de todos eles em três pontos diferentes: água de uma piscina, uma árvore em um estacionamento e uma pequena placa em uma rua movimentada.


                                                  A análise revelou que olhar para a água por 1 minuto e 40 segundos reduziu a pressão arterial dos participantes de maneira significativa, principalmente se comparado à observação da árvore e da placa. Outro ponto de destaque foi que a frequência cardíaca das 32 pessoas também diminuiu ao focar o olhar no elemento.

                                                   

                                                  O segundo estudo, por sua vez, contou com 73 participantes em um complexo universitário e investigou, de forma mais aprofundada, os pontos da primeira pesquisa: pressão arterial, frequência cardíaca e avaliações subjetivas de relaxamento.

                                                  Para isso, os participantes percorreram um trajeto de 1,62 quilômetros com paisagens que passavam por um riacho, dois pequenos lagos e trechos com áreas gramadas abertas e com árvores. A proposta dos pesquisadores foi que, em cada um desses pontos, os participantes alternassem a visão entre a visualização da água e da área com natureza.

                                                  Os estudiosos concluíram que a pressão arterial e a frequência cardíaca dos participantes diminuíram nos momentos em que a água entrava no campo de visão — efeito que foi associado à sensação de relaxamento. De acordo com os pesquisadores, a diminuição foi transitória, por conta da alternância de paisagens proposta.

                                                  Pesquisas tiveram inspiração nos bebês

                                                  Para esses estudos sobre os benefícios de olhar para a água, os pesquisadores tiveram como base algumas análises anteriores, que buscavam entender por que bebês e crianças são atraídos por locais com o elemento.

                                                  As análises chegaram à conclusão de que a percepção sobre a água tem componentes inatos, provavelmente refletindo um longo período de seleção natural para detecção e investigação da água. Os mesmos estudos levaram outros pesquisadores a apontarem que a preferência por ver água seria uma propriedade evolutiva.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    Estaleiro holandês Feadship lança seu primeiro superiate movido a energia solar

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                                                    Mais um renomado estaleiro entrou para a lista das empresas que estão apostando na energia solar para diminuir o impacto ambiental das embarcações no planeta Terra: a holandesa Feadship. Batizado de Project 713, o novo superiate da marca chega carregando um selo de sustentabilidade e representando mais um passo na busca da empresa em ser neutra para o clima até 2030.

                                                    Ao pensar na sua primeira embarcação movida a energia solar, a Feadship não brincou em serviço e trouxe para o mercado nada menos do que um superiate com tecnologia. Com 59,5 metros de comprimento, a nova embarcação da marca chega com características que vão muito além do elegante casco azul-cinza e da superestrutura branca.

                                                    Foto: Feadship / Divulgação

                                                    Construído no estaleiro Casco-en Sectiebouw, em Rotterdam, na Holanda, e com design exterior do Studio De Voogt, o Project 713 atraca no universo sustentável com células solares que podem ser utilizadas para geração de energia auxiliar. De acordo com a marca, os painéis utilizam algumas das células de silício mais eficientes disponíveis e contribuem para sua eficiência energética ao produzir até 24 MWh anualmente.

                                                    Foto: Feadship / Divulgação

                                                    O superiate tem ainda a capacidade de funcionar com combustível HVO (tipo de biocombustível) não fóssil e chega equipado com um sistema de propulsão diesel-elétrico. Os recursos sustentáveis da embarcação, contudo, vão além da sua propulsão.

                                                    Foto: Feadship / Divulgação

                                                    Isso porque o Project 713 traz consigo o uso de teca com certificação FSC (Forest Stewardship Council, ou, em português, Conselho de Gestão Florestal) em todos os seus decks. A certificação significa que toda a madeira utilizada a bordo foi colhida de forma sustentável.


                                                    O superiate também foi submetido ao relatório de Avaliação do Índice de Transparência Ambiental de Iates (YETI), que observou o ciclo de vida completo da embarcação e mediu seu impacto ecológico, conferindo a ela um selo de sustentabilidade.

                                                    Foto: Feadship / Divulgação

                                                    O compromisso da Feadship com a navegação sustentável está estabelecendo novos padrões para a indústria, ao mesmo tempo que reforça a economia holandesa e promove elevados padrões de qualidade e criatividade– destaca a Feadship

                                                    O Project 713 foi classificado como tendo um impacto abaixo da média, com vários recursos de aumento de eficiência compensando as perdas incorridas pelas conversões elétricas a bordo.

                                                     

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                                                      Estaleiro estará no evento náutico com três opções de lanchas que vão de 29,5 pés a 35 pés

                                                      Por: Redação -

                                                      Preparada para atracar no Marina Itajaí Boat Show 2024, que acontece de 4 a 7 de julho, a Mestra Boats levará três opções de lanchas que atendem a todos os gostos. Na lista, está o maior barco do estaleiro: a Mestra 352 HT. 

                                                      Trata-se de um modelo 35 pés, lançado durante o São Paulo Boat Show 2023. A opção é a primeira da marca com hardtop e conta com teto solar em fibra, abertura elétrica e plataforma submergível capaz de suportar 500 quilos. Veja como é a lancha por dentro:

                                                       

                                                       

                                                      Outro barco a marcar presença no Marina Itajaí Boat Show 2024 é o Mestra 322, que se destaca pela cabine com pé-direito de 1,90 metro e cockpit espaçoso. O modelo, inclusive, foi testado pela equipe de NÁUTICA. Quem completa a lista é a lancha cabinada Mestra 292, de 29,5 pés.

                                                      Mestra 322. Foto: Revista Náutica
                                                      Mestra 292. Foto: Revista Náutica

                                                      Para maior comodidade do público, a Mestra terá barcos a pronta entrega no salão náutico, graças a uma parceria com a concessionária Stop Náutica, de Balneário Camboriú.


                                                      No ano passado, o presidente da Mestra, José Eduardo Cury, elogiou o Marina Itajaí Boat Show e disse que o evento se assemelhava ao internacional Miami Boat Show.

                                                      É uma oportunidade de apresentar nosso produto e nossa qualidade ao pessoal do Sul, que tem tradição em navegação náutica– ‘Zé da Mestra’

                                                      Marina Itajaí Boat Show 2024

                                                      O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

                                                       

                                                      A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

                                                       

                                                      A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

                                                       

                                                      Anote aí!

                                                      Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                                                      Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                                      Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                                                      Mais informações: site do evento
                                                      Ingressos: site oficial de vendas

                                                       

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                                                        Geraldo perdeu quase tudo na enchente, menos a vontade de ajudar ao próximo

                                                        Com um colete salva-vidas no ponto mais alto de sua casa, Geraldo da Rosa, 64, morador de Sarandi, em Porto Alegre (RS), via a água tomar conta de seu lar enquanto tentava resguardar o que conseguiu salvar. Mesmo que do alto, o mecânico não deixou de olhar para baixo. Lá de cima percebeu que, ainda que naquelas condições, podia ajudar. E a resposta veio, justamente, das águas.

                                                        Seu lugar no topo não era de privilégio, mas de fuga. Buscava, de lá, manter em segurança o que, mais para frente, o ajudaria a recomeçar. Foi o que pensou no curto intervalo entre o início da tomada de sua casa pela água ao momento em que a esposa e o filho, a pedido dele, saíram para um lugar mais seguro, enquanto ele próprio ficou resguardado por um único colete salva-vidas. “Em último caso, eu consigo sair nadando”, justificou.

                                                        Eu sabia que tinha que ficar para cuidar do que sobrou, pois se abandonasse, seria roubado. Aí sim a vida não teria mais sentido para mim– explica Geraldo

                                                        Durante seis dias, suas noites foram iluminadas pela luz de velas. Até que, em uma manhã, o que viria a iluminar seu caminho apareceu boiando, nas águas que cobriam o bairro de Sarandi, onde Geraldo mora há 45 anos. Eram pedaços de isopor. Os objetos, ao mesmo tempo que carregavam as consequências de uma enchente sem precedentes, traziam, para Geraldo, uma solução.

                                                        Comecei a resgatar um por um e pensei ‘vou fazer um barco. Só assim posso sair daqui e ajudar quem precisa’– conta o mecânico

                                                        Durante três dias, o mecânico e eletricista — que mantém sua oficina junto de casa — trabalhou na construção da embarcação. Isopor, madeira, tiras de amarrar bicicletas e até formas de bolo foram usadas para montar a estrutura do barco.

                                                         

                                                         

                                                        Mas um item, em especial, exigiu de Geraldo uma atitude digna de um verdadeiro herói: o motor da embarcação. “Eu tinha uma roçadeira de grama a motor lá na oficina. Botei o colete e fui buscar. Eu sabia onde ela estava”, conta.

                                                        Tirei o colete e mergulhei. Trouxe ela, arrumei o motor que estava cheio d’água e botei para funcionar– explica Geraldo sobre o processo de construção

                                                        Após a instalação do motor e a finalização do barco com a ajuda de outro profissional, Geraldo não hesitou em começar a ajudar quem mais precisava — e é assim que ele tem visto os dias passarem. “Não contei quantas pessoas eu ajudei pois não faço por mérito e sim porque elas precisam”, ressalta o mecânico.

                                                        Foto: Arquivo pessoal

                                                        Vou guardar esse barco. Vai que um dia eu precise por conta de uma outra enchente. Com certeza estarei lá– afirma Geraldo

                                                        O dia de amanhã

                                                        Há 30 anos, Geraldo viu de perto uma outra enchente atingir o bairro de Sarandi. Na ocasião, ele conta que “a água chegou na minha quadra, mas não perdemos nada. Desta vez foi pior. Não acreditava que poderia subir tanto. Quando percebi, a oficina estava com 20 cm de água. Em pouco tempo, a água já estava a 1 m de altura”.

                                                        Foto: Arquivo pessoal

                                                        No início do mês de maio, Sarandi encabeçava a lista de bairros com mais moradores atingidos pela enchente em Porto Alegre. A expectativa de Geraldo, agora, é conseguir “limpar um pouco a casa”. Segundo ele, por lá só restaram talheres, copos e pratos. “Vou ver se compro uma cama e um armário. Tem um fogareiro e o gás, já dá para recomeçar”, relata.

                                                        Hoje eu vejo a vida diferente. Amar ao próximo, perdoar e, se tiver condições, ajudar– finaliza Geraldo


                                                        Comunidade náutica unida em solidariedade

                                                        Além da ação de Geraldo — que entrou pelo próprios meios ao mundo náutico para ajudar quem mais precisa –, outras pessoas e empresas se mobilizaram para ajudar o Rio Grande do Sul. É o caso do casal Jack e Angel, da família Velho Jack, e Gerard Souza, que resgatou mais de 150 animais de jet.

                                                         

                                                        A NautiSpecial, que desenvolve produtos de limpeza biodegradáveis para barcos, vai doar 20% de todas as vendas realizadas no site para os Velejadores Solidários RS. O estaleiro pernambucano NX Boats colaborou financeiramente com o Instituto Cultural Floresta, que está atuando em várias ações nas enchentes.

                                                         

                                                        NTC Company, que tem sede no estado gaúcho, enviou plataformas flutuantes para os afetados na tragédia. Já a Kamell doou mercadorias para a manutenção de barcos que trabalhavam nos resgates no Rio Grande do Sul.

                                                         

                                                        Yamaha também contribuiu com roupas, motores de popa, óleo para os motores e hélices, além de transportar doações de terceiros. Diversas outras companhias do mercado náutico revelaram à reportagem que desenvolveram ações em prol dos gaúchos, mas preferiram não divulgá-las.

                                                        Campanha NÁUTICA + CUFA

                                                        O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

                                                         

                                                        Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

                                                         

                                                        Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Por: Redação -
                                                          11/06/2024

                                                          O avanço do mar, provocado pelas mudanças climáticas, está prestes a deixar uma ilha no Panamá submersa. Localizada na costa norte do Caribe, o arquipélago Gardi Sugdub, de 400 metros de comprimento, abrigava cerca de 1,3 mil pessoas até o ano passado.

                                                          Os moradores, no entanto, estão sendo removidos da ilha, lar do povo indígena Guna há mais de cem anos. Nos últimos tempos, tempestades têm provocado inundações que afetam os sistemas habitacionais, de saúde, educação e distribuição de água, situação que deve piorar com o aumento da crise climática.

                                                          Foto: Human Rights Watch/ Reprodução

                                                          Embora a população tenha tentado reforçar o perímetro da ilha com pedras e estacas, nada adiantou para conter a água. De acordo com os cientistas, é provável que as condições meteorológicas extremas se tornem mais comuns e que a ilha desapareça do Panamá até o final do século.

                                                          Moradores da ilha estão indo para outra região do Panamá

                                                          Embora de forma relutante, a população local aceitou, em 2010, que a única saída seria buscar um local mais seguro para morar. Após anos de esforços liderados por ONGs, o governo do Panamá se comprometeu, em 2017, a construir 300 casas para os habitantes da ilha.

                                                          Construção das novas casas. Foto: Human Rights Watch/ Reprodução

                                                          O empreendimento, no entanto, atrasou diversas vezes, até que, na última semana, as famílias começaram a se mudar.

                                                          Estamos um pouco tristes, porque vamos deixar para trás as casas que conhecemos durante toda a vida, a relação com o mar, onde pescamos, onde tomamos banho e para onde vêm os turistas. O mar está afundando a ilha aos poucos– Nadín Morales, ao jornal português RTP

                                                          As novas residências ficam em uma região de floresta tropical, a pouco mais de dois quilômetros do porto — ou cerca de oito minutos até a ilha. Segundo o governo, foi necessário empreender 11 milhões de euros (R$ 63,5 milhões) para receber a população de Gardi Sugdub.


                                                          Como a evacuação não é obrigatória, algumas famílias optaram por continuar a viver na ilha, até que as condições se tornem insustentáveis.

                                                           

                                                          Este é o primeiro pedaço do Panamá que corre o risco de ficar submerso por conta das mudanças climáticas, mas as projeções não são animadoras. De acordo com um estudo da Direção de Alterações Climáticas do Ministério do Ambiente do Panamá, o país perderá cerca de 2,01% do território costeiro até 2050 por conta da subida do nível do mar.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Pit Stop da Sessa Marine inicia temporada 2024; veja programação

                                                            Iniciativa realiza vistorias gratuitas com direito a certificado em diversos destinos pelo país

                                                            O Pit Stop Sessa Marine já iniciou sua temporada de vistorias para o ano de 2024. Até setembro, o estaleiro realiza avaliações totalmente gratuitas nos barcos da marca, atendendo clientes de diversos destinos pelo país. Tido como o maior programa de pós-venda náutico do Brasil, a iniciativa conta com análises feitas por técnicos tanto do estaleiro, quanto de dealers oficiais e ainda ajuda a valorizar as embarcações.

                                                            De acordo com a marca, o checklist abrange uma verificação detalhada da embarcação, que inclui os sistemas hidráulicos, elétricos, eletrônicos, de conservação e manutenção, garantindo uma inspeção completa e abrangente.

                                                             

                                                            “O Pit Stop é um compromisso do estaleiro com a qualidade, segurança e satisfação de nossos clientes”, comenta Débora Felipe, diretora de marketing e comunicação da Sessa Marine.

                                                            Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                                            Com esse programa, garantimos que as embarcações Sessa Marine estejam sempre em ótimas condições, proporcionando aos seus proprietários momentos de lazer tranquilos e inesquecíveis– ressalta Débora

                                                            Um dos grandes diferenciais do Pit Stop Sessa Marine é que, ao final da vistoria, um relatório é entregue ao cliente, fornecendo uma análise precisa do estado de conservação de cada componente do barco. A lancha vistoriada ainda é certificada com um selo exclusivo da Sessa, que confirma a inspeção feita pelo estaleiro e proporciona, assim, a valorização da embarcação.

                                                            Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                                            De acordo com o estaleiro, os relatórios gerados pelo Pit Stop são utilizados para o aprimoramento contínuo da linha de produtos da marca, assegurando uma constante busca pela excelência e qualidade nos serviços prestados.

                                                            Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                                            Quem pode participar do Pit Stop Sessa Marine

                                                            O Pit Stop Sessa Marine é destinado a todos os proprietários de barcos do estaleiro, independentemente do período de garantia de fábrica estar ou não em vigência. Além disso, o cliente não precisa ser o primeiro proprietário da embarcação.

                                                            Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                                            Para garantir a participação no programa, basta manter um cadastro atualizado no site do estaleiro, com dados pessoais e da embarcação. Todos os atendimentos são pré-agendados pela Sessa e o proprietário ou marinheiro responsável pelo barco deve acompanhar a visita. Outra vantagem é que é possível aproveitar o momento para interagir com a equipe e tirar dúvidas.


                                                            Confira a programação do Pit Stop Sessa 2024

                                                            Em 2024, a agenda do programa de pós-venda Pit Stop Sessa começou ainda em abril, em Manaus (AM), e já passou por Balneário Camboriú (SC) e Ubatuba (SP). Confira abaixo os próximos destinos:

                                                            • Itajaí (SC): 10 a 12 de junho;
                                                            • Paraty (RJ): 10 a 14 de junho;
                                                            • Litoral de São Paulo (SP): 10 de junho a 30 de setembro;
                                                            • Angra dos Reis (RJ): 12 de junho a 6 de agosto;
                                                            • Joinville e São Francisco (SC): 17 a 21 de junho;
                                                            • Caiobá (PR): 08 a 12 de julho;
                                                            • Ponta de Poço e Ostras (PR): 22 a 26 de julho;
                                                            • Niterói (RJ): 7 de agosto;
                                                            • Rio de Janeiro (RJ) : 8 de agosto;
                                                            • Porto Belo e Florianópolis (SC): 12 a 16 de agosto;
                                                            • Itacuruça (RJ): 21 de agosto.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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