Um dos mais belos destinos europeus para navegar, a costa da Croácia registrou um incidente que destruiu mais de 20 barcosem uma única noite, causando grande prejuízo. Felizmente, não houve registro de pessoas feridas.
Na madrugada do último dia 15, um incêndio atingiu uma marina localizada no noroeste da Croácia, na pequena cidade de Medulin. A região é um destino popular de turistas no norte do Mar Adriático.
Foto: Prefeitura de Medulin/ Divulgação
Os bombeiros foram acionados e ajudaram a combater o fogo, mas as chamas consumiram 22 embarcações. O governo local divulgou, em seu site, que até o prefeito da cidade, Ivan Kirac, esteve no local “prestando apoio e auxiliando nos serviços”.
Foto: Prefeitura de Medulin/ Divulgação
As imagens divulgadas pela prefeitura e pelos bombeiros do município croata mostraram barcos na marina em meio a altas chamas e fumaça espessa. Ainda no site da cidade, a prefeitura agradeceu a bravura de quem presenciou o incêndio e tentou ajudar a resgatar pessoas e embarcações.
Coisas como esta não devem repetir-se e apelo a todos os serviços estatais competentes para que tomem medidas rápidas e coordenadas – Ivan Kirac, prefeito de Medulin
As autoridades recorreram a barreiras no mar, para evitar danos ambientais, e afirmaram que uma investigação está em andamento para determinar a causa do incêndio.
Foto: Prefeitura de Medulin/ Divulgação
Embarcações pensadas para um futuro mais verde estão alcançando cada vez mais estaleiros ao redor do mundo. A Azimut Yachts recentemente entrou para essa estatística com a Seadeck 6, lanchaapresentada no maior evento de design do planeta, o Milan Design Week 2024. Por lá, o barco foi parte de uma instalação imersiva, e apareceu dentro da piscinado Bagni Misteriosi, espaço cultural da década de 1930.
Berço das embarcações, a Itáliaé também o principal palco do design durante a Milan Design Week (semana de design de Milão, em tradução livre) que, neste ano, aconteceu de 15 a 21 de abril. Por lá, o estaleiro italiano — que tem no Brasilo seu único parque fabril fora da Itália — resolveu inovar, e apresentou seu novo projeto de 57 pés voltado à sustentabilidade de forma inovadora.
Foto: Instagram @azimut_yachts / Reprodução
A instalação imersiva levou os visitantes a uma jornada dentro do Bagni Misteriosi del Teatro Franco Parenti, que culminava na nova lancha, atracada na piscina do local à luz de uma grande lua.
A ideia, que passou pelas mãos de Amdl Circle e Michele De Lucchi, era convidar os visitantes a redescobrirem a relação entre o homem e a natureza, bem como testemunhar que um futuro mais sustentável atracou na Azimut.
Foto: Instagram @azimut_yachts / Reprodução
Com 57 pés (17,5 metros) e 3 amplas cabines, a lancha garante pernoite para até sete pessoas e é equipada com o primeiro sistema de propulsão híbrido da Volvo, capaz de reduzir as emissões de CO₂em até 40%. Uma placa voltaica de 10 m² gera ainda energia suficiente para uma autonomia de 4h durante o dia e 8h durante a noite.
Foto: Azimut Yachts / Divulgação
Além dos recursos tecnológicos voltados a um navegar mais ecológico, o estaleiro investiu também em materiais sustentáveis para a produção do barco, como a cortiça no deck substituindo a teca e a fibra de carbono, que, ao reduzir o peso da lancha em até 30%, contribui para mais eficiência no uso de combustível.
Foto: Azimut Yachts / Divulgação
Um amplo salão no deck principal, totalmente aberto, e as grandes janelas da embarcação, trabalham em conjunto para proporcionar uma conexão entre quem navega na lancha e a natureza que se apresenta ao seu redor. A cozinha, posicionada estrategicamente, atende áreas externas e internas ao mesmo tempo, favorecendo tanto o acesso durante as refeições, quanto o momento de união entre as pessoas.
Na proa, o design aerodinâmico da lancha permite que a embarcação aquaplane, reduzindo o arrasto em velocidades mais baixas. Por lá, solários garantem o banho de sol. Na popa, equipada com plataformas dobráveis, espreguiçadeiras garantem um momento confortável de contemplação do mar, ao mesmo tempo que funciona como área para refeições.
O porto do Rio de Janeiro recebeu, nesta segunda-feira (20), o porta-aviões USS George Washington, dos Estados Unidos (EUA). Gigante, a embarcaçãotem 333 metros de comprimento — similar ao tamanho do edifício Chrysler, antigo arranha-céu mais alto do mundo — e é equipado com dois reatores nucleares responsáveis por gerar energia.
A passagem do porta-aviões pelo Brasilé parte da operação Southern Seas 2024 (Mares do Sul, na tradução livre para o português), que visa incentivar a cooperação militar com os países da região. A última vez em que o navio esteve em águas brasileiras foi em 2015, durante a edição passada do exercício naval.
Neste ano, o Southern Seas será ainda mais especial, devido à comemoração dos 200 anos de relações diplomáticasentre Brasil e EUA, dando testemunho da antiga parceria entre os dois países.
O USS George Washington também passará pela Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai, com membros da Marinhabrasileira a bordo, como parte da equipe internacional.
Por dentro do porta-aviões gigante dos EUA
Uma das mais importantes peças das forças navais dos EUA, o porta-aviões tem propulsãonuclear e 74 metros de altura, medindo da quilha ao topo do mastro.
Lançado em 1990, o navio tem capacidade para transportar seis mil pessoas e 90 aeronaves, incluindo aviões e helicópteros. Nesta edição do Southern Seas, o gigante exibe aeronaves avançadas, incluindo o F-35 C — que marcará a primeira vez que um caça Stealth de 5ª geração voará o espaço aéreo brasileiro.
No interior do porta-aviões, há dez pisos acima do convés e outros dez abaixo. Mais de 50 escadas interligam os andares na embarcação.
Usados como uma espécie de aeroportoflutuante para aeronaves que realizam ataques aéreos, os porta-aviões costumam ser os maiores e mais caros navios das Marinhas de Guerra. Eles se deslocam rapidamente pelo mar, servindo como pista de pouso e decolagem móvel.
Novo sistema de transporte aquaviário contará com três catamarãs e capacidade para 60 pessoas em cada viagem; data de inauguração ainda não foi divulgada
Os Aquabus de Ilhabela— futuro transporte aquaviário da cidade litorânea de São Paulo — entraram em uma nova fase de testes no último fim de semana. Em uma operação piloto, os três catamarãs que prestarão o serviço foram colocados na água. Durante dois dias, mais de 1,5 mil pessoas realizaram a travessia de forma gratuita, informou o governo municipal.
O embarque e desembarque aconteceu nos píeres do Perequê e Vila, entre 9h e 16h dos dias 18 e 19 de maio. Além de testar a “eficiência do serviço”, segundo a Prefeitura, a operação teve como objetivo apresentar o sistema aos moradores e turistas.
Foto: Divulgação
Embora não haja data marcada para o início oficial dos Aquabus de Ilhabela, a administração pública estipula que isso deve acontecer “nos próximos dias”, após o fim das operações assistidas.
Como funcionarão os Aquabus de Ilhabela
A ideia é que, depois de oficialmente inaugurado, o transportefaça o trajeto entre os píeres de Praia Grande, Barra Velha, Perequê, Engenho D’Água, Vila (Centro Histórico) e Ponta Azeda. Ele funcionará de forma integrada aos ônibus da cidade por meio do Bilhete Único. Atualmente, quem usa o bilhete paga R$ 2,10 na passagem; quem não usa, paga R$ 5.
Cada Aquabus tem capacidade para 60 passageiros sentados, além de ser acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. As embarcaçõescontam ainda com ar-condicionado, TVs e GPS.
“Esta será mais uma alternativa de mobilidade, atendendo tanto ao deslocamento de turistas quanto ao dos moradores pela via marítima da nossa orla, diminuindo o uso de automóveis pelas ruas da nossa cidade e melhorando o fluxo de trânsito local”, disse o prefeito Toninho Colucci, em publicação no Instagram.
A sustentabilidadetem se mostrado um passo importante para a sequência da vida no planeta, e até os estaleiros mais tradicionais do setor já embarcaram nessa onda. No caso mais recente, a Itália, berço das embarcações, ganhou mais um modelo pensado em “modo verde”: o Rossinavi Seawolf X, primeiro catamarã híbrido-elétrico do estaleiro italiano, de 43 metros.
Conhecido pela especialidade na construção de superiates de aço e alumínio totalmente personalizados, o estaleiro de Viarregio — comuna italiana da região da Toscana — promete levar a tradição italiana a novos patamares — mais sustentáveise, ao mesmo tempo, igualmente surpreendentes.
O novo Rossinavi Seawolf X nasce como o “projeto mais inovador” da empresa, com tecnologias sustentáveis, uso de Inteligência Artificial (IA) e design exterior do estúdio Fulvio De Simoni Yacht Design, que atuou em projetos de outros estaleiros de renome, como Pershing, Antonini Navi, Austin Parker, Rodman, Astondoa e Filippetti Yacht. Já nos interiores, o projeto é do estúdio Meyer Davis, com sede em Nova York.
Foto: Fulvio De Simoni / Divulgação
Como é o Rossinavi Seawolf X
Um dos principais pontos de destaque do Rossinavi Seawolf X, claro, diz respeito à parte elétrica da embarcação.
Existem três cenários de desempenho para o catamarã: em viagens de um dia, o Seawolf X pode navegar no modo totalmente elétrico em 100% do tempo; para viagens de vários dias, a autonomia é de 90% e, em viagens transatlânticas, durante 80% do tempo.
Foto: Rossinavi / Divulgação
Para garantir esse uso, a embarcação pode ser recarregada na costa em cinco horas, e fornece energia suficiente para carregar uma vila inteira. Isso porque, quando o barco está atracado, é ativado um “modo de hibernação” para redução do consumo. Essa energia acumulada pode, então, ser devolvida ao cais ou a uma propriedade privada.
Foto: Rossinavi / Divulgação
Outro grande ponto de destaque da embarcação está no seu sistema de IA. Através do chamado “Rossinavi AI”, é possível analisar o funcionamento da embarcação, monitorar a bateria— para mantê-la na faixa de 20% a 80% — e o mais interessante: prever as necessidades dos passageiros a bordo.
A tecnologia disponível no catamarã é capaz de “aprender” com a observação e, assim, antecipar possíveis interesses de quem estiver navegando no Rossinavi Seawolf X. Além disso, o uso da IA visa “educar” a tripulação sobre um cruzeiro mais consciente, através de indicações de comportamentos que causem menor impacto na natureza.
Este iate apresenta inovações tecnológicas notáveis tanto em gerenciamento de energia quanto em tecnologias de propulsão, marcando o início de um novo capítulo em embarcações da próxima geração– Federico Rossi, COO da Rossinavi
Ainda nos atributos tecnológicos da nova embarcação, entra o rótulo Blue, parte da filosofia de design sustentável do estaleiro italiano, estabelecida em 2022. Inspirada no fitoplâncton, a frota da Rossinavi que carrega o selo conta com um recurso que absorve a luz solardurante o dia e, através de tecnologia fotovoltaica, a converte em energia.
Foto: Rossinavi / Divulgação
Essa energia é armazenada em baterias e liberada à noite, criando um efeito bioluminescente, semelhante ao que é produzido pelo plâncton.
Para além dos altos recursos tecnológicos, a Fulvio De Simoni deu ao Rossinavi Seawolf X um exterior esportivo, que busca, segundo o estúdio, “libertar suas mentes dos preconceitos” em torno do design do catamarã.
No interior, a Meyer Davis deu ao barco um “luxo descontraído e design sustentável à sua vanguarda”, como afirma o estaleiro. Para isso, a decoração traz inspiração na natureza, principalmente no sol, no mare na areia.
Foto: Fulvio De Simoni / Divulgação
Em relação ao lazer, os hóspedes contam com uma área de convívio centrada em torno de uma piscina, um amplo terraço com áreas para banhos de sol e uma área de proa que apresenta uma piscina escondida e um home theater conversível. Até 10 pessoas podem aproveitar todos os recursos, em quatro cabines localizadas nos cascos.
Ter um barco que não afunda é o sonho de todo navegador, em especial aqueles que se aventuram em águas revoltas. A boa notícia é que a Schaefer Yachtsestá trazendo ao mercado brasileiro uma embarcação com esse exato propósito, fruto de uma parceria com a irlandesaSafehaven Marine.
Apontada como ideal para resgates em alto-mar, a Interceptor 48 Pilot, de 48 pés, é totalmente vedada para a entrada de água e planejada para enfrentar situações de clima adverso, com ondasfortes e ventania.
Foto: Safehaven Marine/ Reprodução
Devido a essa resistência, Márcio Schaefer, fundador e CEO do estaleiro brasileiro, afirma que a embarcação pode auxiliar operações de salvamento no litoral— em especial, no catarinense — e contribuir com o resgate de várias pessoas ao mesmo tempo, já que comporta até seis tripulantes e 20 passageiros.
A ideia é que o barco que não afunda seja fabricado em série no Brasil pela Schaefer, caso haja demanda, e utilize como base a tecnologia da empresa europeia, que já o comercializa em outras regiões.
A Interceptor 48 Pilot foi apresentada durante o Expo Defense, evento que reuniu produtos e serviços no campo de segurança e defesa na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. Por lá, o estaleiro catarinense também exibiu ao público seu modelo V33 Cabin, usado atualmente no trabalho da Polícia Ambiental do estado.
Há mais de 30 anos no mercado, a Schaefer Yachts é presença constante nos maiores salões náuticos da América Latina, como o São Paulo Boat Show e o Rio Boat Show. Recentemente, o estaleiro lançou a lancha V44,também em Florianópolis.
Uma criatura marítima esquisita vem aparecendo com mais frequência do que deveria, principalmente nas praias da costa oeste dos Estados Unidos. Para entender do que se trata, cientistas da Oregon State University investigaram as recentes aparições no mar dos pirossomas — mas trouxeram mais preocupações do que alívio.
Ser vivo que tem até 18m de comprimento, as intrigantes estruturas flagradas nas águas também são chamadas popularmente de “picles do mar”. Gelatinoso e transparente, este organismo, na verdade, é uma colônia de animais. Eles foram identificados pela primeira vez em 2013, durante um período de calor atípico nos oceanos.
Foto: Mark Farley / Oregon State University/ Divulgação
De acordo com as informações publicadas recentemente no periódico NewScientist, a presença dos pirossomas tem impactado negativamente na cadeia alimentar marinha.
Com dados de longo prazo de 361 tipos de organismos marinhos, informações de dieta e modelos de ecossistema, os cientistas compararam o antes e depois das recentes ondas de calor. Os resultados mostraram que, com os mares mais quentes, a relação entre predadores e presas se “bagunçam”.
Segundo o estudo, os pirossomas têm impactado a disponibilidade de alimentos para animais situados mais acima da cadeia alimentar, como os peixes. Além disso, influencia no funcionamento do ecossistema e levanta preocupações tanto sobre espécies ameaçadas quanto nas usadas na criação de peixes em cativeiro.
Pirossomas podem ser beco sem saída
O grande problema é que, enquanto os pirossomas se alimentam de animais na base da cadeia alimentar, como o fitoplâncton — base alimentar para diversas espécies — o picles do mar não costuma entrar na dieta de outros seres marinhos.
Foto: NOAA/ Divulgação
Os pirossomas consomem animais na base da cadeia alimentar e retêm essa energia. Eles estão retirando do sistema a energia de que os predadores precisam– Lisa Crozier, pesquisadora do NOAA e coautora do artigo
A pesquisa também revelou que os pirossomas são considerados “difíceis de digerir” e o valor nutricional deste organismo é incerto.
Foto: NOAA Fisheries/ Divulgação
Em resumo: o aquecimento global causado pelos seres humanos traz consequências até nas profundezas do oceano, atrapalhando a sobrevivência das espécies que vivem dentro e fora d’água.
Como nada mais come realmente os pirossomas, eles simplesmente se tornam um beco sem saída, e essa energia não está disponível para mais ninguém no ecossistema– Joshua Stewart, professor do Marine Mammal Institute e coautor do artigo
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O friozinho do invernocombina com um bom vinho, e as cidades de Bom Sucesso, Perdões, Ijaci e Ibituruna, em Minas Gerais, prometem ser o destino ideal para aproveitar essa combinação em 2024. Isso porque, em julho, a Represa do Funil — que corta os municípios — vai ganhar um bar flutuante de vinhos: o Almas Gerais, que faz parte de um projeto muito maior — e milionário.
A iniciativa é, antes de mais nada, reflexo de um estado que, em quatro anos, praticamente dobrou o número de produtores de vinho. Em 2020 eram 50 e, atualmente, o número de vinícolas bate na casa dos 100, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução
Dentre todos esses produtores estão os irmãos Antônio Alberto Júnior e Alessandro Rios, donos da vinícola Alma Gerais, na cidade mineira de Bom Sucesso. Anteriormente, os empresários já encabeçaram projetos alimentícios em Lavras (MG), incluindo a fabricação de pães congelados, laticínios e substitutos lácteos veganos.
O bar flutuante de vinhos
Pensado para estar sempre em movimento pelas águasda Represa do Funil, o Almas Gerais afirma ser o primeiro wine bar sobre as águas em Minas Gerais. Com formato que se assemelha a uma chalana, o bar flutuante de vinhos navegará por uma área que compreende a 40,49 km², passando pelos municípios de Bom Sucesso, Perdões, Ijaci e Ibituruna.
Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução
O bar flutuante de vinhos será, a princípio, aberto ao público geral aos sábados e domingos. Nos dias de semana, a ideia é que o espaço receba eventos corporativos fechados. O wine bar terá 180m², capacidade para 24 pessoas sentadas, cozinha equipada e espaço sunset para outras 36 circulando.
O chef Kaliu Castro, à frente do cardápio do Almas Gerais e também sócio do novo negócio, revelou ao O Globo que o bar flutuante de vinhos oferecerá pequenas degustações de finger foods (pequenas porções individuais), feitos com ingredientes da alta gastronomiae harmonizados com rótulos da marca.
Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução
“Por enquanto vamos trabalhar com o sauvignon blanc Almas Gerais, armazenado em tonéis de inox, concreto e possivelmente também feito em barricas de madeira. Estamos selecionando ingredientes de pequenos produtores locais, queijos, doces de leite e azeites farão parte do cardápio”, explicou o chef ao jornal carioca.
Projeto milionário abrigará o bar flutuante
Parte do futuro complexo enoturístico Enovila, o Almas Gerais é parte das experiências propostas pelo empreendimento. Segundo os responsáveis, quem adquirir uma cota do empreendimento poderá “acompanhar todas as práticas do dia a dia de um vinhedo, incluindo o processo de produção, o plantio, as vindimas, além de ter rótulos exclusivos, uma adega, fazer o próprio blend e a própria casa no espaço”, conforme explica o empresário Antônio Alberto Júnior.
Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução
A partir de um investimento de R$ 140 milhões, o complexo enoturístico Enovila prevê a construção de 60 casas, em uma área de quase 2 milhões de m² dentro do condomínio Vivert, à beira da represa.
Idealizada para funcionar no sistema de cotas, a Enovila tem como diferencial principal dar aos proprietários a chance de experimentar as vivências de um verdadeiro vinicultor.
Foto: Enovila / Divulgação
Os novos moradores poderão acompanhar de perto a transformação da uva em vinho, desde a plantação da fruta até o engarrafamento da bebida. Ao fim do processo, eles terão um blend para chamar de seu. Para isso, cada imóvel será dividido entre 13 sócios, que poderão usá-lo por quatro semanas ao longo do ano.
Foto: Enovila / Divulgação
Projetadas pelo renomado arquiteto Gustavo Penna, as casas têm, em média, 240 m² e cotas a partir de R$ 360 mil. A manutenção sai por R$ 500 mensais — o que garante aos proprietários 150 garrafas exclusivas por ano e acesso a serviços de hotelaria, como restaurante, bar, piscinas, spa e quadras de esporte.
A previsão é de que as primeiras casas fiquem prontas em 2027, mas os sócios já poderão desfrutar da estrutura vinícola a partir de julho deste ano — e é aí que entra o bar flutuante de vinhos.
Quem tem a sorte de se deparar, pela tela do celular, com as imagens recém-flagradas pelo fotógrafo Rafael Mesquita, 38, dificilmente consegue evitar o momento de contemplação. Dona de indiscutível beleza, a cena de uma baleia jubarteatravessando um cardume de raiasticonha se equipara a um quadro em movimento, cujo pano de fundo é a naturezaem sua expressão mais livre.
O registro, feito em São Sebastião, litoral de São Paulo, foi compartilhado no Instagram no mesmo dia em que aconteceu, em 9 de maio, e já registra mais de 40 mil curtidas. Nos comentários, internautas encantados questionam se está liberado “chorar vendo um vídeo desses” e elogiam o olhar sensível do autor: “Graças a você, vi uma das cenas mais lindas na minha vida!”
Se a filmagem fascina quem a vê pelas redes, há de se imaginar o impacto que teve em Rafael. Natural de São Paulo e morador de Bertioga— cidade que escolheu para ficar sempre perto do mar –, o fotógrafo conta que mal acreditava no que via quando fez o registro.
Fiquei todo arrepiado, muito emocionado. Eu não planejei, não esperava. Quando estava fazendo a imagem, percebi que era algo muito inédito, lindo– revela à NÁUTICA
A surpresa que tomou Rafael tem fundamento. Já havia alguns dias que o head dos projetos Megafauna Marinha e Mantas de Ilhabela estava monitorando uma baleia“emalhada” — termo que se dá quando o animal tem uma redeou outro material enroscado no corpo –, com o objetivo de encontrar um bom momento para acionar ajuda e resolver o problema da jubarte.
Naquela quinta-feira, era por volta das 11h quando o fotógrafo, já no mar, percebeu a presença de uma baleia pelas redondezas e decidiu averiguar, com o droneque usa para capturar fotos e vídeos, se era a que procurava.
Ao receber a negativa, se defrontou com as ticonhas, espécie ameaçada de extinçãono Brasil. Os animais logo fisgaram sua atenção, em especial pelo enorme tamanho do cardume, dificilmente encontrado em nossas águasnessa proporção.
Fotógrafo Rafael Mesquita com o drone que usa para capturar fotos e vídeos. Foto: Arquivo Pessoal
“Eu nem imaginava que existia aquele cardume ali, porque do barco você não tem ideia. Coisa mais linda. Quando o cardume foi abrindo até fiquei meio chateado, achei que fosse entrar um barco, mas aí ela [a jubarte] apareceu. Eu nem estava mais a acompanhando”, relembra. “Era para ser. Foi o momento exato, na hora exata, do jeito exato”.
Rafael confessa que até imaginou que a cena repercutiria na internet, mas não da forma que aconteceu. Ele relata ter recebido mais de dois mil comentários por dia desde a postagem, inclusive de pessoas questionando se as imagens são fruto de Inteligência Artificial e duvidando terem sido feitas no Brasil.
Isso, inclusive, é o que mais deixa Rafael feliz: poder mostrar que lugares tão modificados pelo homem, como o litoralde São Paulo, também são palco para espetáculos da natureza. “Não é algo que aconteceu do outro lado do mundo, é aqui, no quintal de casa”.
Sonho de infância
Rafael avalia que a baleia jubarte que atravessou as raias é bem nova, devido ao tamanho — já que adultos da espécie podem alcançar até 16 metros de cumprimento. Ele ainda arrisca dizer que, talvez, esta “seja a primeira vez que ela veio para nosso litoral sozinha”.
Cardume de raias ticonha. Foto: Arquivo Pessoal
A presença da espécie no Brasil não é novidade. Altamente migratórias, as jubartes costumam habitar os mares antárticosdurante o verão e viajam até a costa brasileira no invernopara acasalar, parir e amamentar os filhotes, beneficiando-se das águas mais quentes.
Em vista da caça predatória que sofreu no passado, a população das jubartes foi reduzida a algo entre 500 e 800 animaisem nossas águas, números que aumentam desde 1985, quando a prática foi proibida. De acordo com o Projeto Baleia Jubarte, a temporada de 2022 registrou cerca de 25 mil baleias, resultado animador que se aproxima dos anteriores à caça comercial — de 27 a 30 mil.
Atuante no mercadofinanceiro, com formação em Engenharia Civil e Marketing, Rafael consegue levar uma rotina flexível que o permite estar todos os dias no mar. Embora avistar baleias agora faça parte de seu cotidiano, isso parecia impensável algumas décadas atrás.
Eu tenho o sonho de ver baleia desde criança. Quando aconteceu pela primeira vez, parecia que estava vendo um disco voador– brinca
O gosto pela fotografiatambém nasceu nos anos mais tenros, mas só foi resgatado por volta de 2019, quando decidiu registrar, de forma amadora, os animais marinhos que topavam com ele durante as aventuras de jetou barco.
Foto: Arquivo Pessoal
O problema é que, com a baixa qualidade das fotos, veio a frustração. Algo como a sensação que uma pessoa tem ao ver uma lua cheia linda e não conseguir passar quase nada dessa beleza para a imagem feita com o celular, segundo ele.
Ao investir em equipamentos melhores, em cursos e workshops de fotografia, Rafael atraiu a atenção de cientistasinteressados em saber detalhes de suas fotos. Foi assim que conheceu os projetos em que atua e outros tantos com os quais se relaciona.
Poder ver essas coisas já é maravilhoso; registrar de uma maneira tão bonita é a realização do propósito da minha vida. É o que me faz viver e gostar de estar vivo– destaca
Porta-voz da conservação
O fotógrafo parte da premissa de que a natureza está ameaçada, em parte, pelo afastamento das pessoas. É por isso que batalha tanto para que a chamada ciência cidadã, feita pela populaçãoem geral, se fortaleça.
Minha ideia, com as fotos, é aproximar as pessoas da natureza, porque faz mais sentido pensar em conservação quando você sabe sobre a importância dela. É impossível proteger algo que não se conhece– afirma
O fotógrafo relembra que, tempos atrás, ele mesmo possuía diversas dúvidas sobre o assunto e não detinha metade das informações que tem hoje. Uma delas é sobre a presença de orcasno litoral paulista — animais que já flagrou em suas expedições no mar.
“As pessoas não precisam ter conhecimento técnico para colaborar com a ciência. Minha mensagem é para que todos procurem mesmo participar. Quero ser um influenciador nesse sentido, de colaborar para o conhecimento dos outros”, finaliza.
Com uma aparência inconfundível e carismática, a baleia beluga (Delphinapterus leucas) é conhecida, principalmente, pelo formato saliente da testa, resultado de um acúmulo de gordura na região. Para alguns, o animal é como o “canário do mar”, já que se comunica por meio de uma ampla variedade de sons. Cientistas, contudo, descobriram que essa não é a única forma da baleia“falar” com outras da sua espécie.
Em pesquisa publicada na Animal Cognition, estudiosos relatam cinco movimentos diferentes que as beluga fazem com o “melão” (nome dado à parte arredondada na testa do animal). De acordo com os pesquisadores, as baleias podem empurrar, achatar, sacudir, pressionar e levantar a região para se comunicar.
Para realizar o estudo, foram analisadas as formas reproduzidas pela testa do animal em vídeos feitos com, inicialmente, quatro baleias beluga, entre 2013 e 2014, no Mystic Aquarium, em Connecticut, nos Estados Unidos. As informações obtidas se confirmaram com a observação de outras 51 baleias do MarineLand, nas Cataratas do Niágara, no Canadá.
Assim, mais de 2,6 mil “formas” dos melões foram registradas nos dois grupos. Apesar de não poderem afirmar com precisão o que cada uma das cinco categorizadas significa, os estudiosos desenvolveram algumas teorias que ajudam a entender os movimentos.
Foto: Richard et al. / Animal Cognition, 2024 / ReproduçãoFoto: Richard et al. / Animal Cognition, 2024 / ReproduçãoFoto: Richard et al. / Animal Cognition, 2024 / Reprodução
A princípio, os pesquisadores acreditam que os movimentos foram criados para que as baleias beluga se comuniquem entre si, já que 93,6% dos formatos se deram quando uma se apresentava no campo de visão da outra.
Alguns padrões nas formas também foram notados, e as teorias apontam que os movimentos de sacudir e pressionar estão ligados ao comportamento sexual, enquanto achatar, empurrar e levantar não parecem estar ligados a comportamentos específicos, o que pode sugerir “uma utilização mais flexível”.
Tudo isso aprimora um corpo de conhecimento necessário para compreender melhor esses animais complexos– Ellen Coombs, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian
Vale ressaltar que os pesquisadores documentaram o comportamento entre baleias beluga em cativeiro, e ainda não está claro se o comportamento se reflete em animais que vivem na natureza.
As baleias beluga
As baleias beluga são mamíferos que vivem em águas árticas e subárticas, inclusive na costa do Alasca. A espécie pesa, em média, 3.150 quilos, e pode chegar aos 16 metros de comprimento.
A expectativa de vida média das baleias beluga gira em torno de 35 e 50 anos — embora possam viver até os 90. Isso porque o animal é suscetível a muitas ameaças, desde doenças e predação por orcas até as perturbações humanas, como pesca, transporte marítimo, exploração de petróleo e gás e alterações climáticas.
As beluga pertencem ao grupo das baleias dentadas, que inclui orcas, golfinhose cachalotes. Todas essas espécies possuem músculos que provavelmente poderiam ser movimentados como os “melões” das belugas, mas, segundo o artigo, ela é a única em que os cientistas observaram o comportamento.
Uma casa sobre um lago, em meio à natureza, com comodidades que atraem olhares e localizada em uma cidadeque não atinge os 100 habitantes, com menos de 2,5 quilômetros quadrados. Se a proposta parece atrativa, é bom preparar os bolsos, porque não sai por menos de US$ 5,75 milhões (quase R$ 30 milhões, com valores convertidos em maio de 2024).
O estado do Texas, nos Estados Unidos, abriga a pitoresca cidade de Round Top, cujo último senso registrou uma população de apenas 91 habitantes. A baixa concentração de pessoas é compensada por uma grande área verde, que ainda abriga um lago, sobre o qual foi construída uma casa de vidrorepleta de comodidades.
Foto: Martha Turner Sotheby’s International Realty / Divulgação
Os olhares mais desatentos certamente dirão que a residência está, na verdade, flutuando— mas não é o caso. A casa de vidro foi construída em 2012, soma três andares e está acima do lago, recheado de peixes.
Foto: Martha Turner Sotheby’s International Realty / Divulgação
No primeiro andar há uma cozinha, salas de estar e jantar e um lavabo. No segundo, fica mais uma sala e um quarto de hóspedes, com direito a banheiro completo. No terceiro, encontra-se a suíte principal, que também dispõe de sala de estar e banheiro.
O lago, por sua vez, é ideal para a prática de esportes náuticos, como natação e paddleboard, além, claro, de ser uma ótima opção para passeiosde barco. No cais, uma área coberta garante ainda mais entretenimento, com uma fogueira e uma casa de tiro ao alvo.
Foto: Martha Turner Sotheby’s International Realty / Divulgação
Se a ideia for receber visitas, uma casa de hóspedes no terreno ainda abriga dois quartos, dois banheiros, cozinha e salas de estar e jantar. Os trailers, muito comuns na região, também são contemplados nos arredores da casa de vidro, já que, por lá, há três pontos de conexão na propriedade.
Foto: Martha Turner Sotheby’s International Realty / Divulgação
O mercadode trabalho deve se juntar ao meio ambiente na lista de beneficiados com a transição de combustíveisfósseis para e-combustíveis dentro do setor marítimo. Isso porque estima-se que a tomada de um rumo mais sustentável seja capaz de gerar até quatro milhões de empregos até 2050.
A previsão é da multinacional inglesa Arup, encarregada de conduzir a análise encomendada pelo Fórum Marítimo Global. De acordo com o estudo, as vagas devem abranger as três principais áreas dessa cadeia de produção: geração de energiarenovável, produção de hidrogênioe produção de e-combustível.
O cenário anima especialmente pela pressão que a indústrianaval sofre para se descarbonizar. Afinal, o setor — que oferece 80% do comércio local — é responsável por cerca de 3% das emissões globais de CO₂.
É por isso que, em 2023, os estados membros da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) concordaram que, até 2050 — ou ao menos, em ano próximo –, combustíveis fósseis deixarão de ser utilizados.
E-combustíveis como solução
Diferentemente dos combustíveis fósseis, provenientes de fontes não-renováveis, os e-combustíveis são produzidos a partir da extração de hidrogênio da água, em um processo chamado eletrólise.
Em seguida, o hidrogênio é combinado com CO₂retirado do ar e, com a ajuda de um catalisador, convertido no combustível líquido.
Para alcançar a meta definida em 2023, os países precisão de grandes volumes de e-combustível. De acordo com o estudo da Arup, as projeções indicam que a procura da alternativa para o transporte marítimo deve aumentar para mais de 500 milhões de toneladas até 2040 — e para 600 milhões de toneladas até 2050.
Permitir essa realização, claro, não sai barato. A análise aponta que o investimento deve beirar 3,2 bilhões de libras (equivalentes a R$ 20,7 bilhões, na conversão feita em maio de 2024), necessários para desenvolvimento de infraestruturas renováveis, produção de hidrogênio e instalações de produção de e-combustível para o setor marítimo.
Ainda de acordo com a pesquisa, os países ao sulpropiciam as melhores condições para a produção devido ao clima, fator que ampliaria a oferta de emprego em tais locais e, consequentemente, ajudaria a reduzir as desigualdades entre o norte e o sul global.
Se prepare para conhecer uma lancha que está sendo produzida nos Emirados Árabes Unidos e que parece uma nave especial sobre as águas. Estamos falando da primeira embarcação projetada pela Mirrari, estaleiro emiradense recém-chegado ao universo náutico e que pretende inovar o mercado.
Com um estilo futurista, o design da lancha de 55 pés (16 metros de comprimento) mistura o toque natural com o espacial. Não à toa ela será construída em parceria com o estaleiro Enata Marine, também dos EAU, que utiliza técnicas de fabricação encontradas na indústria aeroespacial e inclui até o uso de robôs.
Foto: Mirrari/ Divulgação
Já que a embarcação foi feita para durar, os designers decidiram utilizar materiais diferenciados para construir o Mirrari, como fibra de carbono, fibra sintética de aramida e titânio. Assim, a lancha que lembra uma nave espacial fica mais leve e desempenha melhor na água.
O barco futurista promete ampla sensação de espaço, graças às áreas cobertas em ambas as extremidades. A superestrutura ainda conta com uma cúpula de vidro dinâmica e um casco leve — porém forte. Essa estética tem inspiração em “intricados esqueletos de aves”, segundo a marca.
Foto: Mirrari/ Divulgação
Por todos esses detalhes, o Mirrari promete não só entregar apelo visual, mas também uma resistência excepcional. O premiado designer Timur Bozca, em colaboração com a Enata, também garantiu uma estética agradável e uma tecnologia avançada para o barco de lançamento da marca.
Eu sabia que seria algo extraordinário– Timur Bozca
Por dentro da “nave espacial”
Móveis modernos, iluminação em tons claros, materiais de alta qualidade e uma paleta neutra sutil. Esses elementos definem a parte interna da lancha, que mescla o design espacial com a sofisticação de um barco de luxo. Além disso, bancos almofadados entregaram ainda mais conforto aos convidados.
O andar superior conta com dois salões — interno e externo –, uma área de jantar e o leme, enquanto o inferior tem duas cabines privativas, uma cozinha e um pequeno lounge. A popa vem equipada com churrasqueirae um bar — que ostenta um grande solário –, e a proa é forrada com assentos luxuosos.
Por fim, a tecnologia da Enata estará presente pelo sistema Wingman. Este recurso permite que o dono controle vários aspectos do barco de maneira remota, como realizar diagnósticos e implementar uma manutençãopreventiva. Ainda não há nenhuma informação da Mirrari sobre a motorização.
O começo de um sucesso?
Com entrega prevista para 2025, a lancha em formato de nave espacial ainda está em construção. Mas ao que depender do ambicioso Rashed Al Shaali, essa será a primeira de muitas. Descendente da família fundadora do estaleiro Gulf Craft, ele tem a Mirrari como seu primeiro empreendimento próprio.
Foto: Instagram @enatamarine/ Reprodução
Embora essas experiências tenham sido inestimáveis, elas também me revelaram a estagnação da indústria náutica, despertando meu desejo de mudança– Rashed Al Shaali
Com o lançamento da Mirrari, o empresário dos Emirados Árabes Unidos espera inovar no setor de embarcações de luxo, e está ansioso para que sua “nave espacial” conheça as águas pela primeira vez.
Mal posso esperar para que o primeiro Mirrari seja revelado ao mundo– disse Al Shaali
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Neste sábado (18), o litoraldas cidades de Santos, em São Paulo, e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, pode receber ondasde até três metros de altura decorrentes de uma ressaca marítima prevista para as regiões. O alerta foi emitido em nota da Marinha do Brasil.
Ainda de acordo com a Marinha, o aviso de ressaca é valido até a manhã do sábado. Diante do alerta meteorológico, vale destacar que, em momentos como esse, podem ocorrer inundações e destruição de estruturas, assim como é importante evitar a prática de esportes aquáticos no mar.
Passeios na orla — a pé ou de bicicleta — também não são recomendados. Na manhã desta sexta-feira (17), inclusive, a cidade do Rio precisou que garis da Comlurb fizessem a limpeza na orla do Leblon, Zona Sul, após a água invadir o calçadão.
Segundo o Climatempo (empresa brasileira de serviços de Meteorologia), a previsão para o sábado em Santos é de “solcom muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite”, com máxima de 27°C e mínima de 21°C. Já para Campos dos Goytacazes, no Rio, espera-se “sol com algumas nuvens”, sem chuva. Por lá, a máxima será de 32°C e a mínima de 22°C.
A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor através de seu site oficial.
Confira recomendações de segurança em caso de ressaca marítima
Evitar o banho de mar em áreas que estejam em condições de ressaca;
Evitar a prática de esportes no mar;
Não permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período de ressaca;
Os frequentadores de praiasdevem seguir as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
Os pescadoresdevem evitar navegar durante o período de ressaca;
Evitar trafegar de bicicletana orla caso as ondas estejam atingindo a ciclovia;
Não entrar no mar para resgatar vítimas de acidente. Neste caso, acione imediatamente as equipes do Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
As dicas de segurança são do Centro de Operações Rio
Soluções sustentáveistêm ganhado cada vez mais força e parecem ter chegado de vez no mundo dos milionários. Na Croácia, um projeto quer redefinir o conceito de vida de luxoatravés de um conjunto de cinco vilas ecológicas ultraluxuosas, alimentadas inteiramente por energia solare com direito a um barco elétrico.
A ideia parte da eD-TEC, empresa pioneira em soluções eletrônicas, conhecida por seu sistema de transmissão elétrica para embarcações. As vilas ecológicas de luxo já têm endereço definido: o Lago Prokljan, na região da Dalmácia, na costa leste do mar Adriático, Croácia.
Foto: eD-TEC / Divulgação
Cada uma das cinco vilas terá mais de 480 m² de área útil e um terraço com piscinade mais de 130 m², visando oferecer conforto, estilo e vista para as águas. Falando no lago, cada vila será entregue equipada com um barco elétrico eD-32 c-Ultra.
Foto: Instagram @edtec_europe / Reprodução
O modelo tem 9,5 metros de comprimento, boca de 3,2 metros e plataforma ideal para navegar em águas costeiras, conforme afirma a eD-TEC. A velocidadede cruzeiro atinge 30 nós (cerca de 55 km/h), enquanto a máxima chega aos 50 nós (quase 93 km/h). O modelo ainda promete passeiosemocionantes com emissão e ruído zero.
Vale ressaltar que o que diferencia as vilas ecológicas de outras moradias de luxo é, justamente, o seu compromisso com a eco-sustentabilidade. A utilização de energia solar vai garantir, segundo a empresa, um impacto ambiental mínimo, sem que os confortos luxuosos precisem ficar de lado.
Com nossas vilas fora da rede e opções de barco elétrico, pretendemos oferecer aos residentes uma experiência de estilo de vida verdadeiramente envolvente e ecologicamente consciente– Michael Jost, fundador da eD-TEC
As cinco vilas devem ser entregues no ano de 2026 e estão disponíveis para compra com layouts e acabamentos personalizáveis.
O que você fazia aos 11 anos de vida? Nessa idade, Ruby Reynolds tinha descoberto um fóssil da mandíbula de um ictiossauro pré-histórico, que poderia alcançar os 25 metros de comprimento — o maior réptil marinho já encontrado –, e que representa uma nova espécie, segundo estudos.
Em 2020, Ruby Reynolds e seu pai, Justin Reynolds, encontraram fragmentos da mandíbula do animal em Blue Anchor, na Inglaterra. De imediato, a dupla — que já tinha o costume praticar expedições — chamou o paleontólogo Dean Lomax, da Universidade de Bristol, e o pesquisador Paul de la Salle, para estudar o achado.
What a truly wonderful day placing the giant jaw bones of Ichthyotitan severnensis on display @bristolmuseum
I am especially delighted for @PauldelaSalle, Justin Reynolds, and Ruby Reynolds (now 15), who discovered these important fossils. It has been an amazing journey… pic.twitter.com/qsxSFI7w4D
Com um dos fósseis que chegava a medir até oito centímetros de comprimento, os especialistas confirmaram que o fóssil se tratava da mandíbula do ictiossauro, um réptil marinho pré-histórico que se assemelha a um golfinho moderno — só que muito maior.
Mas as pesquisas deste quarteto não pararam por aí. Juntos, eles retornaram ao redor do rio Severn, em Blue Anchor, e continuaram a coletar fragmentos até 2022. Após muito esforço, a equipe conseguiu juntar as peças da mandíbula inferior — que teria pelo menos dois metros de comprimento.
Foto: Instagram @dean_r_lomax/ Reprodução
Visto o tamanho da mandíbula do ictiossauro, o quarteto sugere que este animal poderia medir até enormes 25 metros de comprimento, que o tornariam o maior réptil marinho já descoberto. E mais: os cientistas sugeram que o fóssil tenha pertencido a uma nova espécie.
Quando encontrei o pedaço de osso do ictiossauro pela primeira vez, não percebi o quão importante ele era e aonde levaria– Ruby Reynolds ao New York Times
O futuro é agora
Graças a descoberta da garota e de seu pai, a nova espécie foi descrita como Ichthyonititan severnensis — que significa “o peixe lagarto gigante do Severn” –, em estudo publicado no periódico PLOS One. Fazendo justiça aos envolvidos, Justin e Ruby — agora com 15 anos — foram coautores do artigo.
Foto: Instagram @dean_r_lomax/ Reprodução
Devido ao tamanho do fóssil de ictiossauro, a teoria de Lomax e de la Salle se confirmaram: realmente era uma nova espécie, da qual existem apenas mais de 100 conhecidas. O animal provavelmente estava crescendo quando morreu, de acordo com sua análise óssea.
O tamanho do animal seria comparável a de uma baleia-azul — só que maior. Segundo os cientistas, o ictiossauro teria vivido pouco antes da extinção em massa responsável pelo fim do Período Triássico — que aconteceu entre 252 milhões e 201 milhões de anos atrás.
Foto: Fragmento incompleto dos fósseis do Ichthyotitan severnensis. PLOS One/ Reprodução
Assim, a descoberta de uma criança pode ajudar os cientistas a descobrirem novas informações sobre como a vida marinha funcionava há mais de 200 milhões de anos atrás — principalmente por se tratar de um predador de longa data.
A história se repete
Dessa vez o destino preparou uma coincidência interessante. Em 1811, a paleontóloga Mary Anning, com apenas 12 anos, descobriu o primeiro fóssil de ictiossauro e, pela primeira vez, a enorme espécie caiu no conhecimento dos cientistas. Agora, 209 anos depois, o ciclo se repete, de novo com o ictiossauro.
Provavelmente não há muitos jovens de 15 anos que possam dizer isso! Uma Mary Anning em formação, talvez. Mas, quer Ruby siga ou não o caminho da paleontologia ou da ciência, o importante é que ela, Justin e Paul, contribuíram imensamente para a paleontologia e para a nossa compreensão do mundo antigo– Dean Lomax à CNN
Para completar, a descoberta de Anning também ocorreu numa praia do sudoeste da Inglaterra, assim como Blue Anchor. Inclusive, Ruby encontrou os ossos de ictiossauro a menos de 80 quilômetros de onde a antiga paleontóloga havia achado, segundo o The New York Times.
Foto: Instagram @dean_r_lomax/ Reprodução
Por fim, a descoberta da dupla pai-filha estava a dez quilômetros de distância da casa de la Salle — ou seja, estava mais perto do pesquisador do que de Justin e Ruby. Para quem tiver muita curiosidade, os fósseis estão expostos no Museu e Galeria de Arte de Bristol, na Inglaterra.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Localizado no meio do oceano Atlântico, a cerca de mil quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte, o Arquipélagode São Pedro e São Paulo receberá uma nova estação de pesquisa. A região representa o ponto do Brasil mais próximo da África, sendo que apenas 1.820 quilômetros o separam de Guiné Bissau.
Atualmente, a Estação Científica que opera na região apresenta acentuado desgaste. A parceria, decorrente de um acordo firmado entre a Marinha do Brasile outras cinco instituições, permitirá a construção de um espaço mais moderno, já que o arquipélago é objeto de estudo de cientistasde diversos campos, como geologia, biologia, oceanografia e sismologia.
Foto: Flickr/ Marinha do Brasil/ Reprodução
Graças a sua posição estratégica, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo permite que o Brasil incorpore à Zona Econômica Exclusiva (ZEE) uma área marítima de 450 mil km² — maior que o estado de Goiás.
Mas além de ser importante para o país a nível científico, econômico e soberano, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo oculta, por trás de seu conjunto de ilhas, uma riquíssima biodiversidade — alvo das atenções de Charles Darwin, no passado — e uma sériede curiosidades que o tornam único.
Por dentro do Arquipélago de São Pedro e São Paulo
A região cercada por águado mar possui cerca de 17 mil m² de área e é frequentemente abalada por pequenos terremotos, registrados praticamente todas as semanas. Isso acontece porque o arquipélago fica sobre a chamada Falha Transformante de São Paulo — uma das maiores do planeta.
A falha separa as placas tectônicas africana e sul-americana, e foi responsável por abalos que chegaram à magnitude de 6 pontos na escala Richter em 2006. Naquele ano, os tremores, somados à ressaca do mar, deram origem a ondasde 5 metros de altura, que fizeram os pesquisadores ali presentes se refugiarem no farolconstruído pela Marinha.
Foto: Flickr/ Marinha do Brasil/ Reprodução
Por conta das baixas altitudes do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, o entorno é perigoso para navegaçãojustamente por ser difícil enxergar as ilhas a olho nu.
Inclusive, o nome do local deriva do primeiro naufrágioque aconteceu ali, em 1511, época em que os portugueses tomaram conhecimento da região. Conforme a crença, a nau que afundou se chamava São Pedro, sendo os sobreviventes resgatados por outra nomeada São Paulo.
Presenças ilustres
O que poucos imaginam é que o Arquipélago de São Pedro e São Paulo já recebeu importantes visitas, como a do ambientalista inglês Charles Darwin, conhecido mundialmente pela teoria da evolução.
Foto: Flickr/ Marinha do Brasil/ Reprodução
A passagem dele por lá aconteceu em fevereiro de 1832, durante a expedição que fez ao redor do mundo, entre 1831 e 1836. A viagem aconteceu a bordo do veleiro HMS Beagle e rendeu várias observações sobre o local, integrantes do livro “A Viagem do Beagle”.
Quem também esteve no arquipélago foi Ernest Henry Shackleton, um dos maiores navegadores da história. A bordo do navio Quest, o irlandês visitou o local em 1921, meses antes de morrer.
Modernização do espaço
A primeira estação de pesquisa no Arquipélago de São Pedro e São Paulo foi inaugurada em 1998. Desde então, mais de dois mil cientistas puderam estudar a região.
Dez anos se passaram até que uma segunda estação substituísse a primeira, atitude necessária devido ao impacto de fortes e frequentes ondas.
Até que a terceira fique pronta, os cientistas continuarão usando o atual espaço, composto por um alojamento para quatro pessoas, sala de estar, laboratório, cozinha, banheiro, varanda e áreas de apoio para armazenamento de água, gerador de emergência, paiol de combustívele píer para pequenas embarcações.
O acordo que permitirá a construção do espaço, firmado em conjunto com a Marinha do Brasil, envolve o repasse de recursos oriundos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) à Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), encarregada da execução operacional da substituição da estação. Também fazem parte da parceria a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Caixa Econômica Federal.
A 25ª edição do Rio Boat Show ficou ainda mais especial com a estreia do NÁUTICA Talks na Cidade Maravilhosa. Já um sucesso no São Paulo Boat Show, o ciclo de palestras confirmou seu êxito também no Rio, com a presença de mais de mil pessoas nos bate-papos que reuniram cerca de 40 importantes nomes do setor.
Todas as palestras foram apresentadas de forma aberta a quem garantiu um ingresso para o salão, com programação durante o dia todo.
Quem passou por lá teve a oportunidade de ver de pertinho nomes como Amyr Klink, que falou sobre os 40 anos da travessia a remo do Atlântico Sul; Marina Bidoia, que velejou sozinha até Fernando de Noronha; Alvaro de Marichalar, responsável por dar uma volta ao mundo de jet; e Paula Vianna, fotógrafa subaquática que levou ao público os desafios da profissão.
Palestra de Alvaro de Marichalar. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaMauricio Carvalho contou aventuras de mergulhos em naufrágios. Foto: Rodrigo Favorito / Revista NáuticaCharlie Flesch palestrou sobre como aprender a enfrentar tempestades no mar. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica
As palestras do NÁUTICA Talks conectam amantes do mar que vivem esse lifestyle de forma profissional aos que ainda estão registrando suas primeiras milhas, em um ambiente aberto ao diálogo, aprendizagem e ao compartilhamento de experiências e informações.
Cintia e Lula, da CL Vela, falaram sobre a introdução das crianças no esporte. Foto: Rodrigo Favorito / Revista NáuticaFernando Moraes conduziu mergulho pelas ilhas brasileiras no NÁUTICA Talks. Foto: Rodrigo Favorito / Revista NáuticaPaula Vianna bateu um papo sobre os desafios da fotografia subaquática. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica
A série de bate-papos teve início no São Paulo Boat Show 2022, registrou seu êxito por lá logo de cara, se repetiu em 2023 e expandiu seu território para o Rio neste ano. Sucesso de público e informação, o evento promete ainda mais edições e, quem sabe, uma expansão para outros Boat Shows, já que, em 2024, os salões passarão ainda por outros cinco estados do país.
Rio Boat Show 2024
O evento náutico mais charmoso do Brasil atracou nas águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. No Rio Boat Show 2024, o público conferiu os principais lançamentos e destaques do mercado, com barcos na água e test-drive de embarcações.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
O repertório foi grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estiveram reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibiu destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.
Talvez você nunca tenha ouvido falar de Sahul, mas esse paleocontinente, que abrangia massas de terra da Austráliacontinental, Tasmânia, Nova Guiné e Aru Ilhas, pode ter abrigado até meio milhão de pessoas há cerca de 70 mil anos, antes de ficar submerso, conforme explica uma pesquisa publicada noQuaternary Science Reviews.
Também chamada de “Atlântida australiana”, pesquisadoresconsideram que a região, detentora de uma extensão de terra que pode ter atingido os 390 mil km², poderia ter sido um local habitável antes de afundar, sendo inclusive útil para as migrações que aconteceram da atual Indonésia para a Austrália.
Foto: Quaternary Science Reviews / Divulgação
Para chegar a essas informações, cientistas se debruçaram em uma investigação sobre os níveis do mar entre 9 e 70 mil anos atrás. Com o apoio dos dados de mapeamento da área, estudiosos conseguiram recriar as condições da região de Sahul ainda naquela época.
Hoje submerso, o local contou com períodos em que o nível do marchegou a ficar 40 metros mais baixo, entre 59 e 71 mil anos atrás. Nesse intervalo de tempo, foi criado uma espécie de “colar curvo” de ilhas, na extremidade noroeste do continente australiano.
Já há 14 e 29 mil anos, durante um período glacial, o mar atingiu níveis ainda mais baixos, expondo uma área com 1,6 o tamanho do Reino Unido, com recursos convidativos para os humanos, como um mar adjacente, um lago de água doce e alguns rios. A partir dessas condições, pesquisadores acreditam que de 50 mil a meio milhão de pessoas viveram ali.
Foto: Quaternary Science Reviews / Divulgação
Contudo, quando o planetacomeçou a aquecer e o nível do mar subiu, a população que vivia no território de Sahul precisou deixar o local. Uma outra pesquisa, publicada na Nature, reforça essa ideia com base em uma análise genética feita em moradores das Ilhas Tiwi, no limite da região, pela qual se descobriu que, no mesmo período de aquecimento, houve um fluxo de novas populações no local.
Foto: Quaternary Science Reviews / Divulgação
Outra análise observa o aumento no depósito de ferramentas de pedra nas regiões periféricas da Austrália no mesmo espaço de tempo, além de artes rupestres com novos estilos, temas e mais figuras humanas, que podem estar associadas à chegada de mais pessoas nessas regiões.
Se você é louco por barco mas acompanha o automobilismo— mesmo que de longe –, certamente já ouviu falar da ABT Sportsline, afinal, essa é uma das escuderias mais famosas da Europa, com equipe na Formula E e parcerias com Audi e Volkswagen. A alemã, agora, resolveu se aventurar no mundo náutico, e chega em grande estilo: uma embarcação elétrica de luxo, em edição limitada, que alcança os 85 km/h.
Para se aventurar em um novo território, a ABT precisava manter o alto índice de qualidade, que a fez fechar parcerias na eletrificação dos carros de duas das principais marcas de automóveis do mundo. Assim, a empresa alemã se uniu ao estaleiro austríaco Marian, reconhecido pelo luxo e tradição nas embarcações elétricas, com mais de 20 anos de mercado.
Foto: Marian Electric Yachting / Divulgação
O resultado foi o ABT-Marian M 800-R, uma lanchasofisticada, com ares de exclusividade e totalmente elétrica. Apesar de fugir dos motoresconvencionais, a embarcação entrega 603 cv de potência e é capaz de atingir incríveis 85 km/h, graças a uma bateriade íons de lítio de 121 kWh.
Duas empresas tradicionais com ideias semelhantes se unem e representam a obra perfeita, com espírito inovador e progresso tecnológico– Hans-Jürgen Abt, sócio-gerente da ABT Sportsline
O M 800-R percorre até 50 milhas (80 km) — ou aproximadamente 144 minutos — no modo cruzeiro, e vem equipado com carregador rápido CCS de 150 kW, que recarrega sua bateria em menos de uma hora.
Foto: Marian Electric Yachting / Divulgação
Apresentado pelas marcas ABT Sportsline e Marian durante uma corrida de Fórmula E no principado de Mônaco, em abril deste ano, o M 800-R tem 7,9 metros de comprimento, 2,5 metros de boca e foi finalizado com as cores vermelho brilhante e preto Alcântara.
Na ABT Sportsline, temos um parceiro cuja expertise fez do M 800-R um barco esportivo excepcional. Como especialista em iates elétricos, a promoção de e-drives no setor marítimo é particularmente importante para nós– Ion Marian, CEO da Marian
Entre os destaques do barco está um display multifuncional especial de 12 polegadas, sistema de som Bang & Olufsen e um volante com iluminação diferenciada. Com apenas 20 exemplares a serem lançados pelo estaleiro austríaco, a embarcação sai por 450 mil euros (quase R$ 2,5 milhões, com valores convertidos em maio de 2024).
Foto: Marian Electric Yachting / DivulgaçãoFoto: Marian Electric Yachting / DivulgaçãoFoto: Marian Electric Yachting / Divulgação
Não é novidade que a Arábia Saudita quer, cada vez mais, tornar-se um país atrativo para os turistas. Essa iniciativa, inclusive, tem passado fortemente pelo esporte, com clubes sauditas investindo valores astronômicos em atletas de ponta, como Cristiano Ronaldo e Neymar. Agora, a novidade vem com uma marina de luxo, exclusiva para iates, batizada de Jaumur, na cidade futurista de Neom.
Para se ter uma ideia do tamanho de tudo isso, vale ressaltar que a cidade de Neom é um projeto de “cidade do futuro” da Arábia Saudita, que está em andamento desde 2021. Trata-se de uma proposta liderada por Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e primeiro-ministro do país, junto com Roger Nickells, ex-CEO da BuroHappold.
Foto: Neom / Divulgação
A Neom será composta por quatro regiões: Sindalah, Trojena, Oxagon e Line, todas com projetos arquitetônicos assinados por Morphosis, Zaha Hadid, Mecanoo, Aedas e UNStudio, que incorporarão à Neom tecnologiasde cidades inteligentes e conceitos futuristas de planejamento urbano.
Foto: Neom / Divulgação
Além das quatro regiões, há uma já estabelecida: o Golfo de Aqaba, na ponta norte do Mar Vermelho, a leste da Península do Sinai e com litoral dividido entre Egito, Israel, Jordânia e Arábia Saudita. Justamente neste último país nascerá a Jaumur, “uma comunidade cosmopolita de marinas”, como define a própria Neom.
Jaumur será uma comunidade residencial exclusiva situada em torno de uma inspiradora marina de superiates. Sendo o maior bairro de luxo ao longo da costa do Golfo de Aqaba, oferecerá a mais de 6 mil residentes os mais elevados padrões de vida– ressalta a Neom
Jaumur será um destino de luxo do mais alto padrão, com a promessa de combinar experiências em terra e no mar, complementando o desenvolvimento regional da Neom. Até 6 mil pessoas poderão residir na Jaumur, que contará com nada menos que 500 apartamentos na marina e cerca de 700 vilas de luxo, com acesso à beira-mar e ancoradouro privado. Dois hotéisainda oferecerão 350 quartos e suítes luxuosas.
Foto: Neom / Divulgação
O projeto prevê a marina como o “coração” do empreendimento, e deixará isso muito claro em sua estrutura. Uma espécie de aerofólio de 1,5 km estará acima da marina, proporcionando proteção solar durante todo o ano para as grandiosas embarcações— que, inclusive, deverão ter até 150 metros.
A estrutura terá forma semelhante a uma flecha, que ficará apontada para o deserto. Desafiando a gravidade, o aerofólio formará uma entrada de tirar o fôlego para a marina, como um portal para os maiores iatesdo mundo.
Foto: Neom / Divulgação
Outro espaço vai abrigar um centro de pesquisaem alto-mar, com expedições submersíveispara o estudo do litoral saudita. O “calçadão” da marina trará ainda experiências de entretenimento, lazer e cultura, com eventos artísticos e programas de performance durante todo o ano, complementados por lojas exclusivas e opções gastronômicasde classe mundial.
O primeiro iate da rede hoteleira Four Seasons, o Four Seasons I, está a poucos meses de sua estreia nas águase os ansiosos por desfrutar de luxuosos itinerários já podem começar a se programar. Afinal, foram definidos os dez primeiros destinos da embarcação, prevista para ganhar os mares no começo de 2026.
As viagens, com duração de cinco a 12 noites, explorarão mais de 130 locais, distribuídos em 30 países. Os passageirosainda terão a oportunidade de incluir, no dia a dia, experiências e passeios de seu agrado.
Foto: Divulgação
Os preços variam de acordo com o itinerário e o tipo de suíte. O mais em conta custa US$ 19,9 mil (R$ 102,5 mil, na conversão feita em maio) e é apresentado nas duas primeiras saídas do iate. Com vista para o mar, a suíte mais simples oferece 44 m² de espaço, com terraço de 6 m² a 13 m².
Os valores para os quartos mais luxuosos não foram divulgados, mas imagina-se que o recorde será batido no último dos dez primeiros itinerários do Four Seasons I, já que, nessa viagem, a hospedagem mais simples sai por US$ 36,5 mil (R$ 188 mil).
Com 95 suítes, o iate promete ser um verdadeiro paraísosobre as águas. Para se ter uma ideia, a Funnel Suite, a mais luxuosa da embarcação, terá quatro andares, 898 m², piscina infantil, spa privativo e vistas panorâmicas de 280º. No deque de popa, os passageiros terão à disposição uma piscina de água salgada, projetada para ser esvaziada rapidamente, de forma a permitir que o piso seja elevado e convertido em uma área para diferentes eventos.
Foto: Divulgação
Itinerários do Four Seasons I
Conforme descrito no site da empresa, a viagem inaugural e as duas seguintes passarão por algumas das ilhas mais cobiçadas do Caribe, como Santa Lúcia, Barbados, Aruba e Curaçao. As atividades vão da vida noturna em locais como St Barths, à prática de mergulho e observação da barreira de corais de Granadina.
A partir de março, é a vez do itinerário do Four Seasons I conquistar o Mediterrâneo. Os destinos incluem cenários belíssimos de Portugal, Croácia, Espanha, Turquia, Itália, Gibraltar e Montenegro.
Foto: Divulgação
Por fim, as ilhas gregas entram em foco e ganham um capítulo especial dentro da agenda do iate. Atenas, Santorini e Milos são alguns dos locais em que a embarcação atracará, oferecendo aos passageiros a oportunidade de imergir em cultura, história e belezas naturais.
Após uma estreia complicada, em que ficou em último lugar, o Team Brazil se recuperou na E1 Series — primeira competição de corrida de barcos elétricos — e terminou o Grande Prêmio (GP) de Veneza, na Itália, em segundo lugar — ficando atrás apenas do Team Brady.
Este foi o segundo GP realizado pela E1, que aconteceu neste último domingo (12). E diferente do primeiro, que ocorreu em Jeddah, na Arábia Saudita, o Team Brazil teve mais tempo de se preparar, e o resultado foi visto nas águas: segunda colocação, a melhor da equipe até então.
Com 21 pontos, o Team Brady garantiu mais uma vitória, visto que já tinha vencido o GP de Jeddah. O Brazil vem logo atrás com 16 pontos, seguidos do estreante Team Westbrook — novo time da liga e que tem Will Smith como dono — na terceira colocação, com 13 pontos.
Assim, o time que homenageia o Brasil pulou da lanterna ao quarto lugar geral, numa tabela que conta com nove times. No momento, a equipe verde e amarela está atrás do Team Rafa (do tenista Rafael Nadal), do Team Miami (do cantor Marc Anthony) e do líder Team Brady (do ex-jogador de futebol americano Tom Brady).
Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução
Inclusive, o ex-marido de Gisele Bündchen esteve presente na corrida torcendo pela sua equipe, e se juntou a eles na comemoração. Do lado verde e amarelo, o sueco Timmy Hansen e a britânica Catie Munnings, pilotos do Team Brazil, também comemoram no pódio. Confira!
O próximo Grande Prêmio da E1 Series está marcado para os dias 1 e 2 de junho, em Puerto Banús, no município de Marbella, na Espanha.
Como funciona a E1 Series?
A E1 Series é uma corrida de alta velocidade em barcos conhecidos como “Racebirds”, que podem chegar a quase 100 km/h, alimentados por baterias elétricas, e usam a tecnologia de hidrofólios para “planar sobre as águas” — assim como já acontece com os veleiros da célebre America’s Cup.
Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução
O GP da E1 funciona da seguinte forma: há uma corrida qualificatória com os nove barcos do torneio — o time que termina na primeira colocação ganha um ponto extra. Na fase seguinte, há três semifinais (com três equipes cada). Os melhores de cada chave e o vencedor do Play-Off (disputada pelos seis competidores que não se classificaram a final) avançam para a Super Final, disputada por quatro equipes.
Foto: Instagram @e1series/ Reprodução
O último colocado do Play-Off fica de fora do Place Race, corrida disputada por times que não avançaram para a SuperFinal, que serve para somar pontos na classificação geral. Entenda como ficam as pontuações de cada colocado ao final do Grande Prêmio.
1º colocado (vencedor da Super Final): +20 pontos;
2º colocado (vice da Super Final): +16 pontos;
3º colocado (terceiro da Super Final): +13 pontos;
4º colocado (último da Super Final): +10 pontos;
5º colocado (primeiro do Place Race): +7 pontos;
6º colocado (vice do Place Race): +5 pontos;
7º colocado (terceiro do Place Race): +3 pontos;
8º colocado (último do Place Race): +2 ponto.
9º colocado (último do Place Race): +1 ponto
Vale destacar que a equipe com a volta mais rápida também ganha um ponto extra. Além disso, todas as etapas — Place Race e Super Final — são disputadas duas vezes, visto que toda equipe da E1 Series tem dois pilotos — um homem e uma mulher — , e cada um pilota uma vez dentro dessas fases.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A segunda edição do maior salão náutico do Sul do Brasiljá tem data para acontecer. De 4 a 7 de julho, a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, será palco do Marina Itajaí Boat Show 2024. Esta é a próxima parada dos Boat Shows brasileiros — que, neste ano, já passou pelo Rio de Janeiro e ainda atracará em Brasília, São Paulo, Salvador e Foz do Iguaçu, respectivamente.
Em 2023, a Boat Show Eventos — que há 25 anos realiza os maiores eventos do setor na América Latina —, assumiu o antigo Salão Náutico Marina Itajaí e elevou o evento a nível nacional, encantando mais de 21 mil visitantes durante quatro dias, em uma mistura de negócios e celebração à beira d’água.
Foto: Revista Náutica
Na primeira edição do Marina Itajaí Boat Show, a cidade catarinense recebeu 60 embarcações, de 16 a 90 pés, a maioria exposta na água, em estandes flutuantes, permitindo ao visitante comparar preços e produtos e até realizar um test-drive.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
O Marina Itajaí Boat Show reuniu ainda lojas de produtos e serviços náuticos, além de um desfile de moda e apresentação de veículos off road e carros de luxo.
Foto: Revista Náutica
O resultado: muitos negócios gerados, que impulsionaram ainda mais um setor que emprega cerca de 100 mil pessoas, conforme dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos (Acobar).
O sucesso do Marina Itajaí Boat Show é mais um exemplo da força náutica de Santa Catarina, região que concentra boa parte da produção de embarcações de lazer do país– avaliou, na ocasião, Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA
A fala de Ernani reflete bem o fato de, na última década, o estado de Santa Catarina ter conquistado o status de principal polo náutico da América Latina, tanto em número de estaleiros quanto de barcos construídos.
Foto: Revista Náutica
Para se ter uma ideia, dos cerca de 150 estaleiros de barco de lazer em atividade no país, pelo menos 40 estão estabelecidos em Santa Catarina. Em 2021, o estado foi responsável por 90% das exportações de barcos brasileiros.
Foto: Revista Náutica
Itajaí, por sua vez, detém a principal estrutura náutica catarinense (e uma das principais do país). A cidade conta muitas empresas ligadas à produção náutica e é sede dos principais estaleiros especializados na construção de iates e lanchas de grande porte, segmento em que responde por mais de 50% da produção náutica nacional.
Foto: Revista Náutica
A criação do Salão Náutico Marina Itajaí, em 2016, representou um avanço na forma de se comunicar com os consumidores e gerar bons negócios. A transformação do evento com a chancela Boat Show, em 2023, representou um passo a mais no estímulo da economia por meio da compra e venda de embarcações.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
“Recebemos muita gente de fora de Santa Catarina. Visitantes de São Paulo, do Rio, do Paraná, do Rio Grande do Sul. Todos bem interessados nos nossos produtos. Certamente, a marca Boat Show despertou mais interesse do público”, avaliou José Eduardo Cury, presidente da Mestra Boats, no evento de 2023.
Vale dizer que o Marina Itajaí Boat Show 2024 é também uma excelente opção de lazer, com boas opções gastronômicas e áreas de convivência com vista para o mar. Somando isso às atrações turísticas de Itajaí e região— como Parque Beto Carrero World e o Museu Histórico de Itajaí — o evento se torna imperdível.
Foto: Revista Náutica
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
O início de maio foi movimentado nas águas da Represa de Guarapiranga, na zona sul de São Paulo. Em clima de festa e nostalgia, fãs de barcos puderam admirar de perto modelos com décadas de história durante dois eventos realizados pelo tradicional Yacht Club Paulista, o YCP.
No feriado de 1º de maio, o clube sediou a 3ª edição do Classic Sailing Festival, que exibiu belos veleiros de madeira que, segundo o YCP, marcaram a origem e tradição da vela no nosso país. Uma linha do tempo exibiu a evolução da classe Snipe, com barcos desde 1959 até hoje.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Além disso, os veleiros clássicos ainda participaram de uma regata nas águas da represa de Guarapiranga, para a alegria dos cerca de 600 visitantes que acompanharam o evento no clube.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Já nos dias 4 e 5 de maio foi a vez do ronco de motores invadir a represa, em um final de semana em que embarcações clássicas dos anos 1950, 1960 e 1970 foram as estrelas do local.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Segundo Sérgio Canineo, comodoro do Yacht Club Paulista, o VIII Classic Boat Festival reuniu nada menos que 60 embarcações e cerca de 1.300 pessoas para admirar verdadeiras relíquias — muitas delas equipadas com motores de automóveis.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Nos dois dias de Classic Boat, o público acompanhou exibições de modelos cracker box e Fórmula Indy — principais categorias de motonáutica, esporte praticado com embarcações de alta velocidade.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Para completar a festa, o YCP organizou apresentações de ski aquático e wakeboard, bem como o tradicional passeio com barcos clássicos, que navegaram juntos pela Guarapiranga.
Foto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCPFoto: Carlos Gomes/Divulgação YCP
Se um dia você achou que teve uma enorme barganha, é porque não conhece a história do comprador do Wishing Star. Um dos iates clássicos mais charmosos já feitos nos Estados Unidos, agora tem um proprietário desconhecido, mas que adquiriu um belo barco pagando relativamente pouco.
Estamos falando de uma das embarcações que fazem parte da história da construção naval americana. Os primeiros modelos deste barco foram produzidos em 1920, e o último em 1972. Inclusive, o Wishing Star foi construído pela Trumpy, mesmo estaleiro que fez os iates presidenciais dos EUA de 1930 a 1977.
Foto: Worth Avenue Yachts/ Divulgação
O novo proprietário misterioso do iate clássico certamente sabia dessas informações, e por isso adquiriu o barco. No momento da venda, o Wishing Star tinha o último preço pedido conhecido de aproximadamente US$ 800 mil (cerca de R$ 4 milhões em conversão realizada em maio de 2024).
Um dos motivos que surpreende ainda mais uma aquisição tão barata — no ponto de vista dos milionários — é que o barco foi totalmente remodelado há apenas um ano. Ou seja, a embarcação não precisa de maiores investimentos para navegar em novas aventuras.
Foto: Worth Avenue Yachts/ Divulgação
Agora, junte isso ao fato do iate ter mais de meio século de existência — visto que este modelo foi fabricado em 1963 — , e o proprietário conseguiu uma barganha daquelas! Além de ter parte da história estadunidense em seus domínios, o novo dono da Wishing pagou bem menos do que o estimado.
Uma relíquia na “garagem”
Não bastasse ter um iate clássico por uma pechincha, este modelo do Wishing Star ainda pode ser considerado raro. Afinal, se trata do único barco de 84 pés da Trumpy que mantém a popular configuração cruiser, além de muita sofisticação e glamour — como já era esperado.
Foto: Worth Avenue Yachts/ Divulgação
Com aproximadamente 25 metros de comprimento, o barco não chega a ser um superiate, mas seu tamanho atende bem as expectativas da época. Nos anos 1960, ainda não tinha chegado a febre dos enormes cascos — que tomaria conta apenas duas décadas depois, em 1980.
Apesar da estrutura modesta — que não significa ultrapassada — , o iate clássico da Wishing Star ainda é um Trumpy, que lhe garante um design único no casco branco, e a temática de madeira escura e polida. Além disso, o barco possui três cabines — uma máster e duas duplas — , que acomodam até seis pessoas.
Frutos da recente reforma, a cabine de popa em teca foi totalmente reconstruída em 2023, junto com a subestrutura do iate. O Wishing Star tem capacidade para até oito pessoas, possui uma área para relaxar ao sol e uma plataforma de popa para acessar a água.
A aparência clássica do iate se mantém na parte interna, onde as mesas laterais com tampo de mármore e uma escrivaninha transformam o interior do barco numa espécie de viagem no tempo, principalmente no que diz respeito à construção náutica.
Por fim, dois motores da General Motors — Twin Detroit 12V — e os geradores Northern Lights garantem um cruzeiro suave a 13 nós (24 km/h) e uma velocidade máxima de 16 nós (aproximadamente 30 km/h).
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Um navio com fama de ‘amaldiçoado’ foi encontrado no fundo do Lago Superior, nos Estados Unidos, após permanecer desaparecido ao longo de 115 anos. Embarcação a vapor, o Adella Shores levava uma carga de sal e 14 tripulantes a bordo quando naufragouem 1º de maio de 1909, em Whitefish Point, Michigan.
A descoberta foi divulgada neste ano, no mesmo dia e mês da tragédia, pela Sociedade Histórica de Naufrágios dos Grandes Lagos (GLSHS), que aponta que o navio ‘amaldiçoado’ estava a cerca de 200 metros de profundidadee a 64 km de distância de onde afundou.
Foto: Sociedade Histórica do Naufrágio dos Grandes Lagos/ Divulgação
Apesar de revelado só agora, o mistério do paradeiro da embarcação foi desvendado em 2021, pelos irmãos Dan e Darryl Ertel — que é diretor de Operações Marítimas da GLSHS. Eles encontraram os destroços por meio do sonar, instrumento que detecta e localiza objetos submersos.
Por dentro do navio ‘amaldiçoado’
Construído em 1894, o Adella Shores recebeu esse nome em homenagem à filha do proprietário da Shores Lumber Company, responsável pela embarcação de 195 pés.
Foto: Sociedade Histórica do Naufrágio dos Grandes Lagos/ Divulgação
No momento do tradicional batismo do navio, em que a madrinha ou padrinho quebra uma garrafa de champanhe no casco para “afugentar” os perigos do mar, a família optou por trocar a bebida por água, já que era rigorosa quanto ao consumo de álcool. Daí a fama de ser amaldiçoado.
Quando em operação, a embarcação chegou a afundar duas vezes em águas rasas, mas após ambos os incidentes foi colocada de volta à ativa. Na época do naufrágio, o Adella Shores seguia o Daniel J. Morrell — maior navio a vapor de aço daquele tempo — por um espesso fluxo de gelo.
O problema é que, ao contornarem o Whitefish Point, os barcos foram atingidos por um forte vendaval, o que fez com que o Adella Shores ficasse para trás e fora da vista do Morrell. Alguns destroços chegaram a ser encontrados, mas nenhum dos 14 corpos dos tripulantes apareceu.
Foto: Sociedade Histórica do Naufrágio dos Grandes Lagos/ Divulgação
Graças a um robô subaquático, pesquisadores da Universidade de Lehigh, nos Estados Unidos, encontraram cinco novas fontes hidrotermais na Dorsal do Pacífico Leste, no Oceano Pacífico. Os jatos de águaestão a cerca de 2,5 mil metros de profundidade, e podem alcançar temperaturasacima dos 300°C.
As fontes hidrotermais são o resultado de infiltrações da água do maratravés de fissuras na crosta oceânica, próximas de centros de expansão ou zonas de subducção. A água de temperaturas altíssimas que sai das fontes é oriunda do magma, proveniente do interior da Terra.
Foto: Wikimedia Commons / Reprodução
As novas fontes hidrotermais estão na Dorsal do Pacífico Leste, localização que compõe uma parte da cordilheira meso-oceânica, onde, atualmente, duas placas tectônicas estão se afastando. Os fortes jatos que saem das fontes são ricos em minerais e sulfuretos metálicos, e abrigam uma diversidade de espécies marinhas, como peixese caranguejos.
O robô subaquático Sentry foi o responsável pela descoberta das fontes hidrotermais. Foto: Mae Lubetkin / Reprodução
A visualização das fontes só foi possível graças ao trabalho do robô submarino autônomo Sentry, operado pelo programa National Deep Submergence Facility (NDSF), do Instituto Oceanográfico de Woods Hole (WHOI) — um centro de pesquisa sem fins lucrativos nos EUA, que auxiliou os pesquisadores no mapeamento do fundo do mar.
A ideia, agora, é que uma embarcaçãotripulada, chamada Alvin, faça um mergulhoaté o local, uma vez que o Sentry conseguiu criar mapas de alta resolução, que vão permir aos pesquisadores detectarem “prováveis novos campos hidrotermais”, como afirma McDermott, cientista-chefe da expedição.
Isso nos dá ótimos alvos para o Alvin e a oportunidade de fazer múltiplas descobertas em um único mergulho– ressalta McDermott
Essa não será a primeira vez que o submarino Alvin estará presente em uma missão que envolva fontes hidrotermais. A embarcação descobriu suas primeiras fontes ainda em 1977, em uma cordilheira oceânica ao norte das Ilhas Galápagos, também no Oceano Pacífico.
As descobertas são essenciais para o estudo da vida na Terra, uma vez que estudiosos acreditam que a vida teve início há aproximadamente 2,8 bilhões de anos, justamente a partir de fontes hidrotermais no oceano.
Graham de Zille, ex-piloto de corrida da Ferrari, encontrou nas águasuma paixão. Ainda nos anos 2000, o britânico comprou o que seria seu primeiro superiate de uma coleção que ainda receberia outros três, todos do estaleiro italiano Benetti— um dos mais tradicionais do setor, fundado em 1873. De lá pra cá, as embarcaçõespassaram por negociações e, a mais recente, rendeu nada menos que US$ 30 milhões.
Há cerca de 25 anos, De Zille recebia seu primeiro superiate, um Benetti de 164 pés (50 metros). O segundo, um pouco maior, veio apenas três anos depois. O terceiro, de 196 pés (60 metros), foi lançado em 2008. O quarto, um megaiate de 213 pés (65 metros), foi encomendado antes mesmo de o terceiro sequer ficar pronto. Todos compartilhavam o nome Amnesia, e eram divididos com clientes charter de luxo.
Foto: 37South / Divulgação
Apesar de participar ativamente do processo de criação de cada uma das embarcações, Graham de Zille não ficou com os barcos por muito tempo. Inclusive, o assunto, agora, é o terceiro Benetti do ex-piloto, que recentemente foi arrematado por US$ 30 milhões (cerca de R$ 155 milhões com valores convertidos em maio de 2024).
Foto: 37South / Divulgação
Nascido como Amnesia, o barco mais tarde ficou conhecido como Andreas L, e mudou de mãos novamente em 2021. Agora MiMi, o modelo foi comercializado por US$ 6 milhões (cerca de R$ 31 milhões) a mais do que três anos atrás, uma vez que manteve o alto padrão em luxo e desempenho, e foi valorizado.
Foto: 37South / Divulgação
O MiMi traz em suas dimensões o DNA ultraluxuoso da Benetti. Projetado por Stefano Natucci, o superiate foi um dos principais modelos da linha de 60 metros do estaleiro italiano. Seu interior traz nada menos que seis cabines luxuosas, que acomodam até 12 convidados. A tripulação, por sua vez, conta com acomodações espaçosas, para 13 pessoas.
Foto: 37South / Divulgação
De estilo contemporâneo, o megaiate teve interiores pensados pelo estúdio britânico RWD, considerado por De Zille um dos melhores do mundo. Em 2019, o mesmo estúdio assinou uma reforma da embarcação, que contou com nova área lounge no beach club, novos equipamentosaudiovisuais e móveis.
Atualmente, o Benetti de 2008 é equipado com academia, jacuzzi, spa, estabilizadores, wi-fi, tv por satélite e motoresrevisados. A diversão, por sua vez, fica mais do que garantida com opções como esqui aquático, jets, pranchas a remo, veleiros laser, trampolim inflável, caiaques oceânicos, pranchas de wake, equipamentos de mergulhoe pescae até um toboágua.
Foto: 37South / Divulgação
Apesar dos mais de 16 anos de existência, o superiate se mantém moderno e valorizado, atraindo os olhares mais refinados dos amantes do setor.
O Museu de Vidro Flutuante é a nova forma de chamar atenção da sociedade para as questões climáticas, que a cada dia mostram suas consequências no planeta. Projetado pelo escritório de arquitetura Luca Curci Architects, o museu traz em seu interior uma curadoria de obras voltadas à reflexão sobre o tema.
Temperaturas mais altas, aumento no nível do mar, queimadas, poluiçãoe chuvas em excesso são apenas alguns dos resultados do aquecimento global. Apesar de catástrofes evidentes, chamar a atenção para o assunto ainda se faz necessário, e as formas para isso são cada vez mais inusitadas — e necessárias.
Foto: Luca Curci Architects / Divulgação
O Museu de Vidro Flutuante chega como um projeto da italiana Luca Curci Architects, e tem como base o uso do vidroveneziano para atrair olhares acerca do assunto, através de um interior de mais de 1150 m², recheado de exposições, pinturas e instalações de arte em vidro, oferecendo um ambiente tranquilo — e diferente — para reflexão.
Através de uma pesquisa meticulosa de materiais e atenção ao entorno, o museu será um santuário onde a história do vidro encontra a experimentação contemporânea– destaca a Luca Curci Architects
A ideia é que o projeto, previsto ainda para 2024, leve consciência ambiental através da arte contemporânea sobre as águaspara as principais cidades do mundo, como Singapura, Dubai, Hong Kong, Nova York e Busan, na Coreia do Sul.
Foto: Luca Curci Architects / Divulgação
“[O Museu] Representa uma iniciativa global, um símbolo de consciência ambiental, um espaço único onde convergem arte, natureza e tradição. É a fusão equilibrada entre arte contemporânea e design sustentável, que convidará à contemplação, à reflexão e à descoberta”, ressalta a Luca Curci Architects.
Essa não é a primeira vez que a empresa participa de projetos voltados à sustentabilidade. Em 2019, a Luca apresentou o “Cidade Vertical – Construção de Cidade com Energia Zero”, na Cúpula do Conhecimento, em Dubai. Em 2020, lançaram o “The Link City-Forest”, um conceito de cidade inteligente concebido para acomodar 200 mil pessoas, também de forma sustentável.
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