Volvo Penta levará simulador de atracação virtual ao Boat Show de Itajaí

Além da experiência imersiva, marca apresentará aos visitantes do evento náutico o sistema IPS para navegação otimizada

Por: Redação -
20/06/2024

O público do Marina Itajaí Boat Show 2024 terá a oportunidade de mergulhar em uma experiência virtual no estande da Volvo Penta, marca confirmada para o maior evento náutico do Sul do Brasil, que acontece entre 4 e 7 de julho.

Com simulador de atracação virtual, a empresa permitirá aos visitantes explorar as funcionalidades do mais recente modelo de joystick da Volvo Penta, cuja promessa é garantir que qualquer pessoa consiga atracar um barco.

 

Além disso, a marca exibirá seu sistema IPS, conjunto composto por motores, hélices e controles eletrônicos integrados, e levará produtos exclusivos da Volvo Penta Store, que variam de vestuário a acessórios para o dia a dia.

Volvo Penta no Marina Itajaí Boat Show 2023. Foto: Revista Náutica

Presença constante nos Boat Shows, a Volvo Penta participou do evento náutico em Itajaí no ano passado. Na ocasião, Jucélio Simão, diretor-presidente da Prime, centro autorizado da marca em Santa Catarina, afirmou ter se impressionado com a “qualidade e constância do público” no ambiente.

A qualidade e a organização me surpreenderam demais. Superou todas as minhas expectativas– Jucélio Simão

Marina Itajaí Boat Show 2024

O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.


A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

 

A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

 

Anote aí!

Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Com noite de autógrafos do velejador, evento de lançamento será nesta quinta-feira (20), em São Paulo

    A vida de um dos maiores nome da vela brasileira virou livro: “Robert Scheidt – O Amigo do Vento” será lançado nesta quinta-feira (20), na capital paulista. Com noite de autógrafos do velejador, o evento de lançamento da biografia de Robert Scheidt acontecerá na Arena Centauro, na avenida Paulista, a partir das 19h.

    Maior medalhista olímpico brasileiro (ele tem cinco pódios, assim como Torben Grael), Robert Scheidt também é recordista em participações em Olimpíadas, com sete aparições na maior competição poliesportiva do planeta. Além disso, o multicampeão conta com mais de 185 títulos, sendo 91 internacionais e 14 mundiais.

    Foto: Fred Hoffmann / Balaio/ Divulgação

    Acredito que será uma obra importante para registro da história do esporte e espero que inspire as futuras gerações– Robert Scheidt

    A biografia, de 396 páginas, conta com mais de 100 fotos do atleta. Escrita pelo jornalista Rafael de Marco, o livro marca a estreia da ZDL Editora. “O público sabe de suas conquistas, especialmente as olímpicas, mas nem todo mundo dimensiona o tamanho de seus feitos em nível mundial”, aponta o autor.

     

    Segundo o jornalista, a biografia terá histórias que Robert ainda não revelou ao público. “O mais inusitado envolve a medalha que não veio nos Jogos do Rio de Janeiro”, comentou De Marco.

     

    O prefácio do livro de Scheidt é assinado por outro ícone do esporte, o atleta Joaquim Cruz. De maneira indireta, a ligação entre os dois começou nas Olímpiadas de Los Angeles, em 1984, quando ele quebrou o recorde na corrida de 800 metros e inspirou Robert, com ainda 11 anos, a ser um atleta olímpico.

     

    Na noite de lançamento da biografia de Robert Scheidt, o livro será vendido pelo valor de R$ 89. A biografia também pode ser comprada em duas plataformas online: no site oficial da ZDL Editora, por R$ 89 + frete promocional de R$10; e na Amazon, por R$ 99 + taxas.

     

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Em estudo, pesquisadores afirmam redução de 13% no comprimento do animal nos últimos 25 anos

      Que as mudanças climáticas têm afetado a vida no planeta Terra, não é novidade. Mas as consequências desse fenômeno estão ultrapassando questões como temperatura e qualidade do ar e chegando às características físicas dos animais. É o caso da baleia-cinzenta que, nos últimos 25 anos, teve uma redução de 13% em seu comprimento.

      É o que afirma um estudo publicado na revista científica Global Change Biology, realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, a diminuição no tamanho das baleias pode ter consequências tanto para a saúde, quanto para o sucesso reprodutivo dos indivíduos afetados.

      Foto: Instituto de Mamíferos Marinhos/Universidade Estadual de Oregon / Divulgação

      Encontrada no Oceano Pacífico, a baleia-cinzenta pode atingir até 13 metros de comprimento e costuma carregar por todo seu corpo uma camada de parasitas externos, que conferem a ela uma aparência de rocha. Atualmente, a espécie é considerada ameaçada de extinção, e os efeitos das mudanças climáticas em relação ao seu tamanho podem piorar ainda mais esse status.

       

      Para chegar à conclusão do estudo, pesquisadores analisaram 200 baleias-cinzentas de um grupo da espécie no Oceano Pacífico Norte Ocidental — que conta com certa de 14,5 mil baleias. Esse subgrupo tem o acompanhamento do Instituto de Mamíferos Marinhos da universidade desde 2016.


      A partir de imagens captadas via drone, os estudiosos conseguiram observar que uma baleia-cinzenta adulta nascida em 2020 deve atingir um tamanho corporal 1,65 metro menor do que uma nascida antes de 2000 — o que reflete a diminuição do animal em 13% no comprimento total.

       

      Para se ter uma ideia, se essa mesma tendência fosse replicada em humanos, seria como se a altura média da mulher americana diminuísse de 1,62 metro para 1,42 metro ao longo de 20 anos.

      Consequências das mudanças climáticas nas baleias-cinzentas

      A diminuição no comprimento das baleias-cinzentas está longe de afetar somente a aparência física desse cetáceo. Na verdade, seu tamanho reduzido traz preocupações, principalmente, quanto a sua reprodução.

       

      Isso porque, com um tamanho menor, as baleias podem não ter energia o suficiente para a reprodução. Já no caso dos filhotes, os bebês baleias-cinzentas podem desenvolver certa insegurança durante o processo de independência da mãe, trazendo desafios para sua sobrevivência no mar.

      Falando em sobrevivência, o estudo sugere que a diminuição no tamanho corporal pode reduzir também as reservas de energia do animal, deixando a espécie menos resistente a ferimentos causados, por exemplo, por colisões com barcos e emaranhamentos com equipamentos de pesca.

       

      Segundo os pesquisadores, além dos danos para a saúde da baleia e seu processo de reprodução, a diminuição “tem efeitos em cascata para os animais e para a comunidade da qual eles fazem parte”, conforme explica Enrico Pirotta, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

      As baleias são consideradas sentinelas do ecossistema. Se elas não estão bem, isso pode dizer muito sobre o próprio ambiente– Kevin Bierlich, coautor do estudo

       

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        Itajaí é polo náutico forte; conheça alguns estaleiros da região

        Das pequenas lanchas aos grandes iates, estaleiros de renome fabricam seus barcos em território itajaiense

        Não à toa reconhecida por lei federal como a Capital da Construção Naval e do Turismo Náutico, a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, detém a principal estrutura náutica catarinense: a Marina Itajaí — que, de 4 a 7 de julho, recebe sua segunda edição do Boat Show. Mas esse é apenas um dos motivos para o município ser considerado um dos principais polos náuticos do Brasil.

        A cidade abriga ainda o Porto de Itajaí (segundo porto brasileiro em movimentação de cargas em contêineres), incontáveis belezas naturais e um conhecido compromisso com a sustentabilidade, ingredientes nada secretos, mas essenciais para a produção de embarcações que de lá saem para contar milhas por todo país — e pelo mundo.

        Marina Itajaí recebeu a 1ª edição do Boat Show em 2023. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

        Nada disso entra de forma direta na receita de fabricação de um bom barco, claro, mas certamente cria o ambiente ideal para que uma embarcação caia na água já como um sucesso — e os números comprovam.

         

        Itajaí é sede dos principais estaleiros especializados na construção de iates e lanchas de grande porte, segmento em que responde por 70% da produção estadual — o que corresponde a cerca de 35% da produção nacional . Reflexo também do estado de Santa Catarina, que, em 2021, foi responsável por 90% das exportações de barcos brasileiros.

        Porto de Itajaí. Foto: Flickr / Programa de Aceleração do Crescimento / Reprodução

        Ou seja, muitas das embarcações avistadas comumente ao visitar o litoral carregam consigo o DNA iatajaiense. Confira, a seguir, alguns dos mais importantes estaleiros do país — e do mundo — que possuem fábricas em Itajaí.

        Estaleiros com fábricas em Itajaí

        Fibrafort

        Com raízes firmes em Itajaí desde 1990, a Fibrafort é considerada a maior fabricante da América Latina em unidades produzidas. Fabricando barcos de 18 a 42 pés, em uma área de 6.700m², a marca afirma ter mais de 18 mil lanchas produzidas, dos 18 aos 42 pés, navegando por 43 países ao redor do mundo. Não é difícil de, ao visitar o litoral — seja ele qual for — avistar ao menos um dos modelos da marca navegando.

        Fibrafort produz lanchas dos 18 aos 42 pés. Foto: Fibrafort / Divulgação

        Azimut

        A tradição italiana em embarcações é representada em Itajaí pela Azimut, estaleiro fundado na Itália ainda em 1969. Em 2010, a marca de renome mundial escolheu o solo itajaiense para abrigar seu único polo fabril fora do país das massas. De lá saem embarcações de luxo — como a de Cristiano Ronaldo –, que são entregues no Brasil e também exportadas para outros países ao redor do globo.

        Azimut 27 Metri. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

        Okean

        Quando o Grupo Okean quebrou os limites pensados pela empresa ao se estabelecer em São Paulo, em 2015, a marca escolheu a cidade de Itajaí para ampliar o negócio. A mudança de ares aconteceu em 2021, mesmo ano em que o estaleiro fechou uma parceria com a italiana Ferretti, assumindo a produção das embarcações da marca italiana em solo brasileiro.

        Okean 80. Foto: Okean / Divulgação

        Com foco no mercado internacional desde os seus primórdios, a Okean exporta seus barcos para países como Estados Unidos, França, Espanha, Japão e Austrália. Os modelos se destacam por proporcionarem visão 360º e carregarem o conceito dos decks laterais abertos, que criam “autênticos terraços sobre o oceano, com amplitude e liberdade”, como ressalta a marca.

        NHD Boats

        Evolução do estaleiro HD Mariner — conceituado entre os anos de 1990 e 2000 — , a NHD Boats chegou ao mercado por volta de 2017, visando modernizar os modelos do antigo estaleiro, primando por segurança, conforto e design.

        NHD 340. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

        Sua primeira embarcação lançada foi a NHD 270 Open, modelo que, mesmo pequeno, contava com banheiro e espaço para 10 passageiros. A partir daí, outros muitos modelos do estaleiro catarinense ganharam as águas, como a NHD 280, testada por NÁUTICA em 2022.

        NHD 370 All Space. Foto: NHD Boats / Divulgação

        As lanchas vão dos 27 aos 42 pés e já conquistaram, inclusive, águas internacionais. Recentemente, o estaleiro lançou a NHD 420, seu maior barco até então. No Marina Itajaí Boat Show 2024, contudo, a marca prometeu lançar uma nova embarcação — cujos detalhes seguem em sigilo.

        Grand Ocean

        Além de ser a casa de grandes estaleiros do setor, Itajaí é também solo fértil para empresas que estão começando a dar os primeiros passos, e a Grand Ocean é um bom exemplo disso.

        Foto: Divulgação

        Parte do grupo já tradicional Grand Ocean Yachts — que fica em Manaus e produz barcos em alumínio, acima de 90 pés — a marca estreou no Marina Itajaí Boat Show em 2023 e, por lá, apresentou uma embarcação que fez brilhar os olhos dos amantes do setor: a Grand Ocean 37.

         

        O barco de visual arrojado chama atenção logo ao primeiro olhar. O modelo tem comando central e muito espaço na praça de popa, além de boa cabine, em que a altura chega a 1,90 m. O modelo, inclusive, poderá ser visto ao vivo de 4 a 7 de julho, durante a segunda edição do Boat Show de Itajaí.

         

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          Vela inclusiva: pessoas com deficiência visual participam de regata na represa de Guarapiranga

          Quinta edição do projeto Velas Eficientes inaugurou competição dentro do evento, que teve a presença de Lars Grael

          Por: Redação -
          19/06/2024

          Os ventos da inclusão sopraram no último domingo (16) na represa de Guarapiranga, em São Paulo. Isso porque o evento Velas Eficientes levou dezenas de pessoas que não enxergam para velejar no Yacht Club Paulista.

          Em uma bela manhã de sol, 25 participantes da ONG Adote um Cidadão embarcaram nos veleiros junto com familiares e outros 30 velejadores voluntários da Sailing Sense, como equipe de apoio.

           

          Os acompanhantes sem deficiência, inclusive, velejaram às cegas, como forma de praticar a empatia ao terem a mesma vivência de seus entes queridos.

          Foto: Jarci Mendes/ Divulgação

          A quinta edição do evento é uma iniciativa da ONG Adote um Cidadão em parceria com a Sailing Sense — que se dedica à formação de educadores que acompanham pessoas com múltipla deficiência sensorial e física.

           

           

          Dessa vez ainda mais especial, a edição contou com um valioso marco: a realização da primeira regata inclusiva. Divididos em cinco barcos, os participantes tiveram a oportunidade de interagir com técnicas náuticas e vivenciar a emoção de competir sobre as águas.

          Esse Adote um Cidadão adotou muito mais: até um velhão, setentão, que é a primeira vez que faz isso. Foi realmente uma delícia!– comemorou Antonio José da Silva, um dos participantes da regata

          Foto: Jarci Mendes/ Divulgação

          Vela como meio de inclusão

          Quem acompanhou de perto o domingo no Guarapiranga foi Lars Grael, campeão mundial e medalhista olímpico da vela. Ao Adote um Cidadão, o atleta celebrou a importância do projeto. “O Velas Eficientes democratiza a vela, proporcionando essa experiência a todos”, afirmou.

          Foto: Sarita del Monte/ Divulgação

          O velejador Miguel Olio, fundador do Sailing Sense, explica que a iniciativa vai muito além de um simples passeio, já que propõe a superação de novos limites e funciona como “um exercício de empatia e reflexão” a quem não tem deficiência.


          Antonio Carlos Veiga, idealizador da ONG Adote um Cidadão, concorda e adiciona que o Velas Eficientes permite o compartilhamento de “momentos especiais”. É por isso que outras atividades devem continuar a todo vapor, como o Mergulho Eficiente, em 13 de julho, e  o Jipe Eficiente, no dia 27 do mesmo mês.

          Foto: Jarci Mendes/ Divulgação
          Foto: Jarci Mendes/ Divulgação
          Foto: Carlos Latorre/ Divulgação

           

           

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            Primeiro megaiate totalmente elétrico do mundo deverá ganhar as águas no final de 2024

            Projeto da Baran Akalin foi desenvolvido ao longo de cinco anos e promete eliminar a necessidade de tanques de combustível

            As tendências ecológicas estão chegando também às maiores embarcações de luxo do mercado. Lanchas, iates e até catamarãs já trazem em suas estruturas tecnologias que visam diminuir os efeitos negativos na natureza. Agora, o estúdio de design Baran Akalin apresenta o Silencieux, que deve vir a ser o primeiro megaiate do mundo a funcionar de forma 100% elétrica.

            Com 67 metros (220 pés), a ideia é que o Silencieux funcione como um “explorador de luxo“, capaz de permanecer até três semanas ancorado utilizando apenas energia elétrica. Para isso, o megaiate contará com um sistema de propulsão que elimina a necessidade de tanques de combustível, utilizando geradores de hidrogênio e baterias recarregáveis com 11,4 MW de potência.

            Foto: Baran Akalin / Divulgação

            Equipado com quatro geradores de torque que produzem 5,2 MW de potência, o iate poderá, segundo a empresa, “fazer viagens sem esforço e sem emissões” com autonomia de “pelo menos” uma circunavegação. O modelo terá ainda uma velocidade de cruzeiro de 16 nós e máxima de 19 nós, além de uma autonomia de 14 mil milhas náuticas. Seus destaques, contudo, não ficam só nos seus meios de propulsão.


            Equipado com um casco de aço e uma superestrutura de alumínio, o novo modelo ostentará uma garagem de nada menos que 170 m², espaço suficiente para acomodar um tender de 12 metros, um submarino, jets e vários brinquedos aquáticos.

             

            O projeto prevê que as outras embarcações que eventualmente venham a atracar na garagem do megaiate sejam também elétricas, gerando um “suprimento infinito de eletricidade” a bordo.

            Foto: Baran Akalin / Divulgação

            Nas acomodações, os hóspedes contarão com seis cabines para 12 pessoas e uma suíte master, além de um deck exclusivo para o proprietário com heliporto e área para a tripulação. Nas opções de entretenimento estarão espaços como salões, academia, escritório, sauna, um salão principal de 87m² e um beach club de 155 m², com jacuzzi e varandas laterais.

            Foto: Baran Akalin / Divulgação

            O flybridge também será um destaque à parte, com vista de quase 360 ​​graus, um pequeno bar e dois espaços lounge (um na proa e outro no terraço).

             

            O novo Silencieux deve chegar às águas no final de 2024, pelas mãos de um estaleiro italiano ainda não anunciado.

             

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              NHD Boats promete lançamento para o Marina Itajaí Boat Show 2024

              De 4 a 7 de julho, novidade e mais três lanchas do estaleiro estarão atracadas no evento e disponíveis para teste

              A NHD Boats, que estará no Marina Itajái Boat Show 2024 de 4 a 7 de julho, promete um lançamento surpresa para exibir no maior evento náutico da região Sul. Além da novidade, o estaleiro terá mais três modelos atracados por lá: NHD 370 HT, NHD 370 All Space e NHD 340.

              Para o visitante do Boat Show de Itajaí ter uma experiência ainda mais completa, todos os barcos no estande da NHD Boats estarão disponíveis para test-drive — inclusive o lançamento. O estaleiro também participou da primeira edição do Boat Show de Itajaí, em 2023.

              Modelos que estarão em Itajaí estiveram no São Paulo Boat Show 2023. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Na mais recente edição do São Paulo Boat Show, a empresa catarinense lançou o seu maior barco: a NHD 420, que surgiu para atender a pedidos de clientes da marca. O salão aconteceu em setembro e, agora, quase 10 meses depois, outra lancha do estaleiro já deve ganhar as águas — o que aumenta as expectativas quanto ao novo barco.

               

              Ainda no evento de São Paulo, a marca anunciou os novos sócio-proprietários que comandam o estaleiro desde 2023: Waldomiro Junior e Andrea Queiroz. Confira no vídeo abaixo.

               

               

              Enquanto o lançamento surpresa da NHD Boats não é revelado, vale voltar os olhos para a NHD 370 HT. Moderna e espaçosa, a lancha é, segundo a marca, o modelo ideal para navegação e passeios com a família.

              NHD 370 HT. Foto: NHD Boats / Divulgação

              Ao todo, 16 pessoas podem curtir a NHD 370 HT durante o dia, enquanto quatro aproveitam o pernoite. O barco de 11,2 m de comprimento tem cabine com 1,95 m de pé-direito. Sua motorização fica por conta de dois motores de 300 hp.


              Marina Itajaí Boat Show 2024

              O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

               

              A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

               

              A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

               

              Anote aí!

              Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
              Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
              Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
              Mais informações: site do evento
              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Patrimônio mundial, santuário grego mais antigo que Jesus corre risco de desaparecer

                Localizada perto da badalada Mykonos, Ilha de Delos guarda importantes informações sobre o modo de vida greco-romano; entenda

                Por: Redação -

                Turistas que visitam a badalada ilha de Mykonos, na Grécia, mal imaginam que, apenas a alguns quilômetros de distância, se encontra um santuário grego de dois mil anos — que corre o risco de desaparecer para sempre.

                Ameaçado pelo avanço do mar, que já provoca inundações e corrói paredes, o santuário na Ilha de Delos não tem reservada para as próximas décadas a previsão de um final feliz. Pelo contrário: as alterações climáticas deixam cada vez mais evidente que um pedaço da história pode ficar, em breve, submerso no Mar Egeu.

                Foto: Holger Uwe Schmitt/ Wikimedia Commons

                Delos está condenado a desaparecer dentro de cerca de 50 anos– Veronique Chankowski, à AFP

                Chefe da Escola Arqueológica Francesa de Atenas (EFA), que escava o local há 150 anos, Veronique afirma que, nos últimos dez anos, o nível do mar subiu em torno de 20 metros em alguns pedaços da ilha — o que mostra a urgência do drama silencioso vivido pelo patrimônio da UNESCO.

                Santuário grego marcado por mudanças climáticas

                Conforme observado por Jean-Charles Moretti, que participou das escavações na ilha durante os últimos 40 anos, os maiores problemas acontecem no inverno, quando a água entra nas câmaras e corrói a base das paredes.

                Todos os anos, na primavera, noto que novas paredes desabaram– Moretti, diretor da missão francesa em Delos

                Os piores danos estruturais visíveis no santuário grego ficam em ambientes que não são librados aos visitantes. O problema é que alguns dos mais curiosos, que vêm de Mykonos, se afastam das áreas permitidas, contribuindo com a deterioração do local.

                Foto: Geraki/ Wikimedia Commons

                Como no verão apenas alguns arqueólogos estão disponíveis para supervisionar, a falta de fiscalização entra para a lista dos desafios enfrentados pela ilha que abriga um dos mais importantes santuários do mundo grego e romano.

                 

                Além disso, um estudo realizado pela Universidade Aristotélica de Tessalônica mostra que o aumento das temperaturas, somado a elevados níveis de umidade, afetam a composição química de alguns materiais usados na construção do santuário grego.


                Por enquanto, algumas paredes receberam o reforço de vigas de madeira para sustentação, mas medidas multidisciplinares terão que ser empregadas para resolver a situação.

                 

                Cercado por águas de azul penetrante, o santuário grego guarda segredos sobre o cotidiano vivenciado séculos antes de Jesus Cristo. O local é sagrado para a antiga cultura greco-romana, já que, segundo a mitologia, a ilha teria sido o berço onde nasceu os deuses gêmeos Apolo e Artêmis.

                 

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                  Brasileira faz “dobradinha” em premiação da ONU de fotos marinhas

                  A fotógrafa Andrea Marandino conquistou a 1ª e 2ª colocação em concurso mundial

                  18/06/2024

                  Uma brasileira conseguiu, através das lentes de sua câmera, uma dobradinha no concurso anual de fotos marinhas realizado anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com duas imagens no pódio, os registros de Andrea Marandino ganharam destaque na competição internacional.

                  O evento acontece anualmente em junho, como forma de celebrar o Dia Mundial do Oceano. Os vencedores do concurso foram apresentados em Nova York, nos Estados Unidos, com imagens que vão desde registros encantadores da imensidão azul a outras que alertam sobre as ameaças à vida marinha.

                  3º lugar na categoria Desperte Novas Profundezas. Foto: Sina Ritter/ Dive Photo Guide/ Divulgação

                  Na falta de uma, a brasileira Andrea Marandino emendou logo duas fotos marinhas na categoria Pequenos Estados Insulares, que destaca a ligação íntima dos moradores dessas regiões com os oceanos, além de mostrar a beleza das pequenas ilhas. Com cliques feitos em Kiribati e Fiji, a fotógrafa levou o primeiro e o segundo lugar na modalidade.

                  Por trás das lentes

                  Segundo informa o site Dive Photo Guide, apoiador do concurso, o registro vencedor feito por Andrea aconteceu em Kiribati, na região de Abatao. Na fotografia, as crianças que brincam nas águas revelam a forte relação dos moradores locais com os oceanos. Contudo, os residentes que interagem com os poucos visitantes que recebem têm motivos para preocupação.

                  1º lugar na categoria Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Foto: Andrea Marandino/ Dive Photo Guide/ Divulgação

                  Com futuro incerto, o país corre o risco de desaparecer devido a elevação do nível do oceano — como vemos nas fotos da brasileira. Já que os atóis de corais são muito baixos, a ilha é classificada como um dos lugares mais ameaçados pela alteração climática.

                  Já a segunda foto (destaque da matéria), vice-campeã da mesma categoria, foi tirada na vila de Korotongo, na costa sul de Viti Levu, no país de Fiji. No registro, é possível ver Mele, uma senhora que estava pescando ouriços-do-mar e extraindo sua parte comestível, além de misturá-los num balde com limão e pimenta.

                  Eles me convidaram para participar [da hospitalidade clássica de Fiji], e nós os comemos frescos na praia, com pão de frutas como acompanhamento. Delicioso e uma das minhas memórias favoritas de Fiji– disse Andrea ao site Dive Photo Guide

                  Um paraíso de fotos

                  Não foi apenas a brasileira que fez bonito no concurso. Com fotos marinhas espetaculares, as imagens foram separadas em cinco categorias: Despertando Novas Profundidades, Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Grandes e Pequenas Faces Subaquáticas, Paisagens Marinhas Subaquáticas e Paisagens Marinhas da Superfície. Confira outras fotos de destaque da competição da ONU.

                  1º lugar na categoria Paisagens Marinhas Subaquáticas. Foto: Taryn Schulz/ Dive Photo Guide/ Divulgação
                  3º lugar na categoria Paisagens Marinhas Subaquáticas. Foto: Vanessa Mignon/ Dive Photo Guide/ Divulgação
                  3º lugar na categoria Paisagens Marítimas Acima da Água. Foto: Romeo Bodolai/ Dive Photo Guide/ Divulgação
                  1º lugar na categoria Desperte Novas Profundezas. Foto: Renee Capozzola/ Dive Photo Guide/ Divulgação
                  3º lugar na categoria Grandes e Pequenas Faces Subaquáticas. Foto: Irene Middleton/ Dive Photo Guide/ Divulgação
                  2º lugar na categoria Grandes e Pequenas Faces Subaquáticas. Foto: George Kuowei Kao/ Dive Photo Guide/ Divulgação

                  Para conferir as fotos vencedoras de anos anteriores, basta acessar o site oficial do concurso.

                   

                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                   

                  Náutica Responde

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                    Robô submarino encontra lula com ovos gigantes no fundo do mar

                    Cientistas acreditam tratar-se de nova espécie do animal, capaz de botar ovos com o dobro do tamanho comum

                    Por: Redação -

                    Não é segredo para ninguém que o oceano é lar de inúmeras criaturas ainda não conhecidas pelo homem. Mas imagine a surpresa dos cientistas ao perceberem que, dentre tantos animais, justamente uma lula foi flagrada com ovos de tamanho nunca antes vistos — ao menos, para a espécie.

                    Um robô submarino encontrou o animal agarrado aos ovos gigantes nas profundezas do Golfo da Califórnia, localizado no México. A descoberta foi apontada como uma nova espécie da família Gonatidae.

                     

                     

                    O Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI, na sigla em inglês) foi o responsável por operar o robô submarino.

                     

                    A pouco mais de 2,5 mil metros de profundidade, o equipamento encontrou a lula, que protegia com seus tentáculos em torno de 30 a 40 ovos. O detalhe é que o tamanho deles era praticamente o dobro do esperado para criaturas como essa que habitam o fundo do mar.

                     

                    Enquanto os ovos comuns de lulas costumam ter até 6 milímetros de diâmetro, os descobertos pelo robô chegavam a 11,7 milímetros.


                    Descoberta da lula com ovos gigantes

                    O registro do robô, chamado Doc Ricketts — em homenagem ao pioneiro da ecologia marinha, aconteceu em março de 2015, mas os cientistas só publicaram o estudo na revista Ecology em maio deste ano.

                    Foto: MBARI/ Divulgação

                    Além do tamanho incomum dos ovos, a atitude protetora da mãe lula também causou estranhamento aos pesquisadores. Isso porque esses animais costumam largar os ovos no fundo do oceano ou simplesmente deixar a água levá-los, em vez de embalá-los consigo.

                     

                    De uma forma ou de outra, os cientistas apontam que as lulas que nascem de ovos gigantes têm maior chance de sobreviver nas profundezas do que as provenientes de ovos menores — o que indica o possível sucesso desses seres flagrados pelo robô submarino.

                     

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                      Grand Ocean Boats leva lancha de 37 pés ao Marina Itajaí Boat Show 2024

                      Estaleiro exibirá o modelo Grand Ocean 37 na segunda edição do evento náutico, que vai de 4 a 7 de julho

                      Por: Redação -

                      A lista de estaleiros confirmados no Marina Itajaí Boat Show 2024 já tem garantida a presença da Grand Ocean Boats. Entre os dias 4 e 7 de julho, a marca do estaleiro Grand Ocean Yachts exibirá ao público a Grand Ocean 37.

                      Produzido em fibra, o barco tem boca de 3,26 metros e espaço para 12 pessoas durante o dia, sendo que o pernoite acomoda quatro adultos e uma criança. O pé-direito de 1,85 metro — que chega a 1,90 metro no banheiro — também chama a atenção de quem busca conforto a bordo.

                      Foto: Divulgação

                      No Boat Show de Itajaí do ano passado, a Grand Ocean Boats definiu a Grand Ocean 37 como o “barco da feira” e listou as qualidades que mais atraíram os visitantes do evento náutico.

                      Arrisco dizer pelo design, acabamento, esportividade, navegação…veio para mudar o conceito– Max Colin, representante comercial da Grand Ocean Boats, em 2023

                      Foto: Divulgação

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                        De 4º maior lago do mundo a deserto: o que aconteceu com o Mar de Aral

                        Má gestão de recursos naturais tornou o Mar de Aral um dos maiores desastres ambientais do mundo

                        A má gestão de recursos naturais pode trazer consequências tanto ambientais, quanto sociais. Bom exemplo disso é o Mar de Aral, que deixou de ser um dos maiores lagos do mundo para se tornar um grande deserto — mas não por vontade própria.

                        Localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia, o Mar de Aral era considerado o quarto maior lago do mundo, com 20 metros de profundidade e uma área de 68 mil quilômetros quadrados. Entre as décadas de 1960 e 1970, contudo, a água, aos poucos, começou a dar lugar à areia.

                        Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

                        Isso porque, nesse período, grandes projetos de irrigação desviavam os rios Amu Darya e Syr Darya — que alimentavam o Mar de Aral — para, principalmente, projetos de irrigação em larga-escala na produção de algodão. Dessa forma, a diminuição desenfreada da entrada de água fez com que o lago perdesse 90% de seu tamanho original.

                         

                        Com a chegada da areia e a queda no nível da água vieram também outros problemas. O aumento da salinidade, por exemplo, acabou com a pesca, resultando em desemprego, dificuldades socioeconômicas e graves problemas ambientais, incluindo tempestades de sal e poeira.


                        Uma gota de esperança

                        Durante o processo de “secagem” do Mar de Aral, o lago começou a se dividir em partes menores, formando o Grande Aral (parte sul) e o Pequeno Aral (parte norte). A partir dos anos 2000, projetos de recuperação começaram a ser implementados, como a construção do dique Kokaral, em 2005, para tentar salvar as águas da parte norte.

                        Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

                        A iniciativa conseguiu aumentar o nível do Pequeno Aral, melhorando parcialmente a situação ecológica e econômica dessa região. Em 2008, o nível da água já havia subido doze metros em comparação ao nível mais baixo, registrado em 2003. A salinidade caiu e, consequentemente, os peixes começaram a aparecer, dando esperanças para a pesca.

                         

                        O Grande Aral, contudo, continuou diminuindo, com grande parte transformada em um deserto tóxico conhecido como Aralkum, um dos mais novos desertos do mundo. Para Ban Ki-moon, um dos ex-secretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU), a região é “um dos piores desastres ambientais do planeta”.

                         

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                          Quest, explorador polar de uma das figuras mais conhecidas da navegação, está no mar de Labrador, a cerca de 390 m de profundidade

                          Ernest Shackleton é uma conhecida lenda das viagens polares. O Quest, último navio que o capitão comandou — e também onde ele morreu — foi encontrado 62 anos após o naufrágio, colocando, enfim, um ponto final na história que carrega fãs pelo mundo todo.

                          Em um dos maiores feitos de Shackleton, ele salvou a si e a outros 27 companheiros após o Endurence — embarcação que liderava — afundar nas águas do continente gelado. Após a perda, seu novo barco foi justamente o localizado agora sob as águas geladas do Canadá.

                           

                          Antes de mergulhar nessa história, contudo, vale voltar no tempo para entender melhor as dimensões que a descoberta traz, principalmente, para os aficionados por navegação.

                          Ernest Shackleton, à direita, em visita ao Parlamento do Reino Unido, em 1909. Foto: UK Parliament / Flickr / Reprodução

                          Ernest Henry Shackleton (1874-1922) foi um explorador anglo-irlandês, conhecido por suas expedições antárticas no início do século 20. Nascido em Kilkea, na Irlanda, Shackleton se mudou para Londres, na Inglaterra, quando ainda era jovem. Aos 16 anos, entrou para a Marinha Mercante e, desde então, começou a escrever o seu legado no mar.

                          Ernest Shackleton, em 1915, fotografado por Frank Hurley. Foto: Domínio Público

                          Sua primeira expedição à Antártica aconteceu entre 1901 e 1903, e foi liderada por Robert Falcon Scott. Quatro anos depois, de 1907 a 1908, liderou a expedição Nimrod, em que ele e sua equipe chegaram a menos de 100 milhas do Polo Sul — um recorde na época. Ainda durante a Nimrod, ele e seus companheiros alcançaram o cume do Monte Erebus e descobriram o Platô Polar.

                          Foto: Manchester City Council / Flickr / Reprodução

                          Mas foi de 1914 a 1917 que Ernest Shackleton protagonizou seu maior feito na navegação. A bordo do famoso navio Endurance, ele e sua equipe buscavam atravessar a Antártica através do Polo Sul. A embarcação, contudo, ficou presa no gelo, foi esmagada e, posteriormente, afundou. Começava, aí, uma luta épica pela sobrevivência.

                          Foto: Manchester City Council / Flickr / Reprodução

                          Shackleton e sua tripulação passaram meses em condições extremas, acampando no gelo. O navegador e cinco homens da tripulação resolveram, então, navegar em botes por 1.300 quilômetros até a Geórgia do Sul. Lá, após uma viagem de 17 dias, conseguiram organizar um resgate para o resto da equipe.

                          Foto: Underwood & Underwood / Picryl / Reprodução

                          Após o grande feito, Shackleton tentou outra expedição antártica, a Shackleton-Rowett (1921-1922), a bordo, justamente, do Quest. Durante o percurso, contudo, o explorador morreu, vítima de um ataque cardíaco na Geórgia do Sul, em 1922.

                          O — verdadeiro — capítulo final

                          A descoberta da localização do Quest, última embarcação que Shackleton liderou, ao mesmo tempo que escreve um novo capítulo em sua reconhecida história, coloca, enfim, um ponto final em sua passagem pelos mares.

                          Foto: Royal Canadian Geographical Society/Divulgação

                          A embarcação foi encontrada no fundo do oceano Atlântico, na costa do Canadá. Mais precisamente, no mar de Labrador, a cerca de 390 metros de profundidade. Descrito por David Mearns (um caçador de navios afundados) como “majoritariamente intacto”, o navio foi encontrado graças a um equipamento de sonar.

                          Os destroços são consistentes com os dados conhecidos do naufrágio, e está no local correto, onde não há mais ruínas de sua espécie. Isso nos dá confiança para dizer que se trata do Quest– explicou David Mearns

                          O navio, que seguiu em serviço por várias décadas depois da morte Shackleton, até afundar em 1962, deve agora receber outras expedições ainda em 2024, para que profissionais possam fotografar e documentar o naufrágio.

                           

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                            Azimut levará iate de 88 pés ao Boat Show de Itajaí

                            Modelo favorito de craque do futebol estará ao lado de outras quatro grande embarcações do estaleiro italiano; salão acontece de 4 a 7 de julho

                            Grandes estaleiros do setor levarão todo o charme de suas embarcações para o Boat Show de Itajaí, que acontece em breve: de 4 a 7 de julho. Entre eles está a italiana Azimut Yachts, que reuniu um time de peso para fazer jus ao maior salão náutico do Sul do país. No ataque dessa seleção, está a Azimut Grande 27 Metri — que, desde 2020, é a preferida do craque português Cristiano Ronaldo.

                            Como jogador nenhum faz nada sozinho, ao lado da estrela desse time jogarão outras embarcações de peso do estaleiro: a Azimut 74 (fabricada com material utilizado em foguetes), Azimut 62 (sucesso mundial de vendas), Azimut 56 e Atlantis 51. Juntas, as embarcações da Azimut prometem embelezar ainda mais o Boat Show de Itajaí, que chega para sua segunda edição.

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            Fabricada no Brasil — país onde o estaleiro italiano mantém seu único parque fabril fora da Itália — a Azimut Grande 27 Metri tem 88 pés de comprimento e faz parte da linha Grande Collection da empresa. O iate conta com amplas áreas exteriores, com lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge, além de beach club, espaço gourmet na popa e pernoite para até dez passageiros mais quatro tripulantes.

                            A região Sul hoje é, sem sombra de dúvidas, o coração pulsante da náutica no Brasil. Ter um evento como esse com certeza facilita nossa marca a fechar mais negócios– Francesco Caputo, CEO da Azimut no Brasil durante o salão de 2023

                            Confira fotos dos outros modelos Azimut que estarão no Boat Show de Itajaí:

                            Azimut 74. Foto: Azimut/ Divulgação
                            Azimut 62. Foto: Azimut/ Divulgação
                            Azimut 56. Foto: Azimut/ Divulgação
                            Atlantis 51. Foto: Azimut/ Divulgação

                            Marina Itajaí Boat Show 2024

                            O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

                             

                            A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

                             

                            A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

                             

                            Anote aí!

                            Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                            Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                            Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                            Mais informações: site do evento
                            Ingressos: site oficial de vendas

                             

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                              Por: Redação -
                              17/06/2024

                              Nem mesmo a ausência de ventos fez os participantes da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela esmorecerem. A segunda etapa da competição, que começou em 15 e 16 de junho, recebeu quase 40 veleiros, que deram um show de habilidades no canal de São Sebastião.

                              O desafio se apresentou em ambos os dias, sendo que no sábado foi necessário que as classes BRA-RGS e RGS Cruiser esperassem cerca de uma hora, após duas tentativas frustradas de largada. Com um pouco de paciência, os ventos voltaram a soprar no litoral e todas as classes realizaram as regatas previstas.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Resultados da segunda etapa da Copa Mitsubishi de Vela

                              No sábado (15), a primeira regata da classe ORC teve como vencedor o 4Z Phytoervas, de Marcelo Bellotti. Na sequência veio o Rudá, de Mario Martinez, e o King, de Marcello Sestini. Na segunda regata, a liderança e o terceiro lugar se mantiveram. Apenas o segundo colocado mudou, dessa vez com o Phoenix 44, de Fabio Cotrim e Mauro Dottori.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Na classe C30, que realizou três regatas, o primeiro lugar ficou com o Relaxa Building, de Thomas Mangabeira. Logo em seguida, aparece o Bravo, de Jorge Berdasco, e o Tonka, de Demian Pons.

                               

                              O Ginga, de Breno Chvaicer, foi o destaque da HPE25. Já as segunda e terceira colocações foram, respectivamente, para o Espetáculo, de Luis Fernando Staub, e o Mussulo, de José Guilherme Pereira Caldas. Em quarto ficou o Crazy Phoenix, da Mario Lindenhayn.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Nas disputas da classe BRA-RGS, o pódio ficou assim: equipe Beleza Pura 2, de Felipe Degan, Zeus, de Paulo F. Moura, e Blu 1, de Marcelo Ragazzo.

                               

                              Por fim, Valéria Ravani, comandando o Bossa Nova, foi a vencedora da RGS Cruiser, seguida do Cambada, de Luis Fernando Giovanninni, e do Helios, de Marcos Gama Lobo.


                              Já no domingo (16), a primeira regata foi com a classe C30. O Relaxa Building terminou o fim de semana na liderança da etapa, seguido pelo Bravo e pelo Tonka.

                               

                              Após duas regatas, a classe HPE25 teve no topo o Espetáculo. Logo após, vieram o Crazy Phoenix, o Ginga e o Mussulo.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Na RGS Cruiser, classe que correu regatas apenas neste final de semana, vitória da equipe Bossa Nova. Em segundo lugar, o Helios; em terceiro, o Cambada.

                               

                              Após a única regata do dia para a BRA-RGS, os três primeiros no acumulado da classe foram Zeus, Beleza Pura e My Boy.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Já a ORC Racer teve como vencedores o 4z Phytoervas, apesar da quarta colocação na regata do dia, seguido pelo Phoenyx 44 e pelo Rudá. Na ORC Cruiser, a liderança ficou com o Xamã, de Sergio Klepacz, com o Luzky Alforria, de Luiz Villares, e com o Orson, de Carlos Eduardo Souza e Silva.

                              Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                              Segunda etapa segue no próximo final de semana

                              Iniciado em março, o torneio retorna no próximo final de semana, nos dias 22 e 23 de junho, com programação especial para encerrar a segunda etapa da Copa Mitsubishi.

                               

                              No próximo sábado (dia 22), os competidores participarão de um almoço após as regatas, enquanto no domingo (dia 23), haverá a premiação geral. Apenas a classe RGS Cruiser já encerrou a participação na etapa.

                               

                              A terceira etapa da Copa Mitsubishi 2024 acontecerá em setembro, e a etapa final está marcada para o mês de dezembro.

                               

                              Náutica Responde

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                                Prestes a ir para Paris 2024, Viviane Jungblut luta pelos atletas que perderam tudo no Rio Grande do Sul

                                O espírito olímpico é, acima de tudo, um sentimento de união e de solidariedade, que mostra o quanto as pessoas são iguais e capazes de deixar de lado o lema “vencer a qualquer custo”. Sendo assim, pode-se dizer que, nessa modalidade, a nadadora de águas abertas Viviane Jungblut, 27, já conquistou medalha de ouro.

                                Nome garantido nas Olímpiadas de Paris, a atleta abriu mão de uma etapa essencial de sua preparação para os Jogos por um motivo nobre: ser voluntária nas trágicas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Ao ver seu estado natal ficar debaixo d’água, Vivi — como também é conhecida — mudou suas prioridades imediatamente.

                                Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

                                A seletiva Olímpica brasileira de natação aconteceria entre os dias 6 e 11 de maio, no Rio de Janeiro. No entanto, no mesmo período, grande parte do Rio Grande do Sul já enfrentava a maior enchente de sua história.

                                 

                                Com tamanha tragédia acontecendo tão perto, a nadadora — que vai à Paris na modalidade águas abertas –, abriu mão da seletiva, focou em ser voluntária e foi uma das principais vozes sobre as dificuldades enfrentadas pelos atletas gaúchos durante as enchentes.

                                Foto: Arquivo Pessoal

                                Clube de Viviane Jungblut desde a infância e hoje uma das principais bases da natação brasileira, o Grêmio Náutico União (GNU) teve vários de seus atletas afetados com o desastre. Como os esportistas não tinham condições mentais e físicas de disputar a seletiva, correriam o risco de perder suas bolsas — o que, para muitos, é sua única fonte de renda.

                                 

                                Em entrevista à NÁUTICA, Viviane disse que eles buscaram apoio da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos para que os atletas afetados continuassem no esporte. Segundo ela, embora alguns competidores já tivessem passagens compradas para a seletiva, havia o receio de como a situação se resolveria para os demais.

                                A gente só estava pedindo para que eles tivessem um olhar um pouco especial para o nosso estado, nossa cidade, para que esses atletas tivessem condições de permanecer no esporte– explicou Viviane

                                Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

                                O barulho de Viviane, junto a outros atletas, deu resultado. Para não prejudicar os competidores do GNU, a confederação emitiu um comunicado informando o reagendamento das provas exclusivamente para a equipe gaúcha.

                                Do pódio ao posto de voluntária

                                Enquanto o Rio Guaíba enchia a níveis assustadores, Viviane Jungblut viu a sede do clube Grêmio Náutico União, sua segunda casa desde os sete anos de idade, virar abrigo de centenas de pessoas que perderam tudo nas chuvas que assolavam o estado.

                                Viviane Jungblut, ainda criança, no Grêmio Náutico União. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

                                O choque foi ainda maior porque a atleta acabava de conquistar mais uma premiação quando tudo começou. Entre os dias 1 e 3 de maio, Viviane disputou a 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas da CBDA, em Itajaí (SC), terminando em primeiro lugar nas provas individual feminina e por equipes.

                                Foi bem difícil, um choque bem grande. Voltei da competição numa sexta-feira, e no sábado o clube já recebeu quase 300 pessoas– disse Viviane

                                Com o agravamento das enchentes, Viviane passou a dividir a rotina intensa de preparação para as Olímpiadas com o voluntariado no GNU, visando “ajudar o máximo de pessoas possível”.

                                Viviane Jungblut em voluntariado no ginásio do Grêmio Náutico União. Foto: Arquivo Pessoal

                                “Muitos perderam tudo, desde atletas e pessoas que estavam treinando ali, do nosso lado, até os funcionários do clube. Estou lá desde pequenininha. Tem funcionários que estão lá desde que eu entrei. A gente está no convívio todo dia”, relatou à NÁUTICA.

                                Alguns nem conseguiram voltar para casa ainda — mesmo depois de mais de um mês. Então é realmente muito triste– lamenta Viviane

                                Ginásio do Grêmio Náutico União, abrigando as vítimas das enchentes. Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

                                Vivi conta que tem conversado diretamente com alguns atletas abrigados no ginásio e entregou seus kits de natação para que eles pudessem treinar, buscando apoiar a permanência deles no esporte.

                                É um momento em que eles vão ter não uma fuga da realidade, mas um momento para tentar levantar um pouco o astral– explicou Viviane

                                Além de abrigar centenas de pessoas, o Grêmio Náutico União ofereceu alimentação, cuidados médicos, recreação para crianças e suporte psicológico, e ainda acolheu cerca de 20 animais. Segundo o clube, eles também cederam embarcações para resgatar mais de 500 pessoas ilhadas, em parceria com a Defesa Civil e da Brigada Militar.

                                Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

                                Provando que o “união” não está apenas no nome, o GNU disponibiliza doações para combater os estragos causados pelas enchentes. É possível doar através da chave pix [email protected] ou entregando mantimentos nas unidades do clube — exceto na sede localizada na Ilha do Pavão.

                                Maratona de solidariedade

                                A maratona de Viviane Jungblut para ajudar a reconstruir o que a água levou não parou por aí. Neste momento, a nadadora, em parceria com outros atletas, está promovendo uma rifa solidária que vai sortear kits de natação autografados, entre outros prêmios, e terá renda revertida para ajudar vítimas das chuvas.

                                Foto: Instagram @gnuniao/ Reprodução

                                Até o momento da publicação desta matéria, restavam pouco menos de 15 dos 2000 bilhetes disponíveis, ao valor de R$ 5 cada.

                                As pessoas não podem menosprezar sua ajuda e acredito muito nisso. Cada um faz o que pode, o que está ao seu alcance– disse Vivi

                                Viviane na Copa do Mundo de águas abertas, em etapa realizada no Egito. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

                                Além da rifa, a atleta organizou uma vaquinha com renda destinada aos funcionários e atletas da natação do Grêmio Náutico União. A arrecadação soma mais de R$ 13 mil doados até agora.

                                Mente em Paris, coração no RS

                                Mesmo sem ter sua casa diretamente afetada pelas enchentes, Viviane viveu de perto as dores de enorme parte do povo gaúcho. Contudo, as águas de Paris lhe esperam no final de julho, e apesar do caos, a atleta teve que preparar seu corpo para as Olímpiadas, enquanto seu coração estava no Rio Grande do Sul.

                                No primeiro momento, estava bem ruim [treinar em meio às enchentes]. A gente chegava no mesmo lugar onde 300 pessoas haviam perdido tudo. Ficávamos muito comovidos, querendo ajudar– conta Viviane

                                Viviane treinando no Grêmio Náutico União. Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

                                Por mais forte que o preparo mental de um atleta possa ser, Vivi conta que foi difícil manter a cabeça 100% focada na preparação. Levantando forças, a “guria” viajou até o Velho Continente para competir na etapa da Itália da Copa do Mundo de águas abertas, realizada em 24 de maio.

                                 

                                Como se todo seu esforço fosse recompensado por Poseidon, Viviane teve seu melhor resultado entre as etapas e terminou em segundo lugar, em dobradinha brasileira com Ana Marcela Cunha, que levou ouro na disputa.

                                 

                                 

                                Apesar do grande resultado nas águas abertas, a nadadora está com os pés no chão sobre suas expectativas para Paris. Segundo ela, a última prova serviu mais como “avaliação pessoal” e, embora não negue o grande objetivo na medalha, seu foco maior é outro.

                                Viviane Jungblut, Ana Marcela Cunha e Leonie Beck (da esquerda para direita). Foto: Instagram @leoniebeckswim/ Reprodução

                                “Meu principal objetivo é entregar o meu 100%. Às vezes a gente acaba não conseguindo, não está no melhor dia ou não é a melhor condição, e quando acaba a prova fica com aquele [pensamento] ‘e se eu tivesse me posicionado daquele jeito, se eu tivesse tomado essa escolha…’” revelou a atleta.

                                 

                                Ficando com a última das 13 vagas disponíveis para a maratona aquática, Viviane contou à NÁUTICA qual foi sua sensação quando soube que estaria competindo em Paris 2024: “Foi um alívio. Ver que toda essa dedicação e trabalho deu resultado faz tudo valer a pena”, disse Jungblut.

                                Foto: Instagram @vivijungblut/ Reprodução

                                É uma felicidade não só minha, mas para toda equipe multidisciplinar que trabalha comigo há bastante tempo. Com certeza foi um grande alívio e uma grande felicidade!– finalizou Viviane.

                                Fica a torcida brasileira para que a atleta, que já brilha no pódio do espírito olímpico, volte de Paris 2024 ainda mais reconhecida — e, de preferência, com a medalha dourada.

                                Campanha NÁUTICA + CUFA

                                O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

                                 

                                Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

                                 

                                Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

                                 

                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                 

                                Náutica Responde

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                                  Por: Redação -

                                  A Sessa Marine estará nas águas do Marina Itajaí Boat Show, que acontece de 4 a 7 de julho, e separou quatro modelos para exibir aos visitantes do evento náutico. Dentre eles está a KL27, modelo da linha open que voltou a ser produzido no Brasil.

                                  A lancha de 7,80 metros de comprimento é produzida na nova fábrica da marca, em Palhoça (SC), inaugurada em dezembro do ano passado. Com design esportivo, o barco exposto pela Sessa no Boat Show Itajaí 2024 conta com banheiro e capacidade para oito passageiros passarem o dia, sendo que dois podem pernoitar.

                                  Lancha KL27. Foto: Divulgação

                                  Na área externa da KL 27, o console central e o sofá em formato “L”, oferecem boa circulação e fácil acesso a todos os ambientes. Outro diferencial apontado pelo estaleiro é o sistema de cobertura, com um toldo removível — que fica guardado discretamente na proa.

                                  Sessa F42. Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                                  O estaleiro italiano, adquirido pela Intech Boating em 2023, também exibirá na segunda edição do Marina Itajaí Boat Show as lanchas F42, C44 e C40, todas testadas pela equipe de NÁUTICA.


                                  Marina Itajaí Boat Show 2024

                                  O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

                                   

                                  A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

                                   

                                  A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

                                   

                                  Anote aí!

                                  Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                                  Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                  Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                                  Mais informações: site do evento
                                  Ingressos: site oficial de vendas

                                   

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                                    Empreendimentos de diversão flutuante

                                    Teatro flutuante na França

                                    Localizado às margens do rio Rhône, na França, o L’île Ô conta com uma grande estrutura arquitetônica em formato de barco, pensada para garantir a conexão do público com a água. Três andares compõem o espaço, que conta com duas salas de espetáculos — capazes de receber até 78 ou 244 pessoas — e outros 240 m² de espaços modulares.

                                    Foto: Divulgação/ L’île Ô

                                    Balada flutuante na Tailândia

                                    Uma verdadeira festa no mar da Tailândia acontece diariamente no YONA Beach Club Phucket, catamarã que se intitula o “primeiro beach club flutuante do mundo”. Quem adentra seus espaços — grandes o bastante para receber até 500 convidados — pode desfrutar de dois andares, que abrigam restaurante, cabanas, piscina e outras comodidades.

                                    Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

                                    Restaurante flutuante na Noruega

                                    Cercado pelas geladas paisagens montanhosas da Noruega, o restaurante Iris é garantia de pratos diferenciados e momentos marcantes. Para chegarem ao local, os visitantes são buscados em um barco elétrico na costa da cidade vizinha a Rosendal e, depois, imergem em uma experiência gastronômica que dura de 6 a 8 horas.

                                    Foto: Tobias Lamberg Torjusen / Divulgação

                                    Relax flutuante

                                    Para quem prefere uma experiência relaxante sobre as águas, há opções de sobra! Uma dica é a praia flutuante do resort Bocas Bali, no Panamá, com a proposta de oferecer privacidade aos hóspedes e “criar uma experiência única”.

                                    Foto: Divulgação

                                    Já nos Estados Unidos, a tendência foi aproveitada por uma piscina flutuante do hotel Horseshoe Bay Resort, inspirada no Lago de Como, na Itália. Há ainda resorts totalmente flutuantes, como Phutawan Raft House, na Tailândia, que só é acessado de barco, e o Castaway Villa, nas ilhas Maldivas, que promete ser o mais novo point dos milionários.

                                    Foto: Phutawan Raft House/ Divulgação

                                    Artes flutuantes

                                    Passando por cidades na Itália, o catamarã ArtExplorer serve como museu flutuante gratuito ao público, mas não é só ele que tem esse papel. Em Cabo Verde, três casas sobre as águas levam bar, estúdio de gravação, apresentações ao vivo e praça flutuante a moradores e turistas. Trata-se da Floating Music Hub, responsáveis por disseminar arte e cultura africana.

                                    Foto: NLÉ/ Divulgação

                                    Brasil terá bar de vinhos sobre as águas

                                    Seguindo a tendência mundial de entretenimento sobre as Águas, Minas Gerais deve receber, em breve, um wine bar flutuante. Previsto para inaugurar em julho de 2024, chamará Almas Gerais e é uma iniciativa da vinícola de mesmo nome.

                                    Foto: Instagram: @enovila_oficial / Reprodução

                                    Pensado para estar sempre em movimento pelas águas da Represa do Funil, o empreendimento terá formato que remete a uma chalana. Segundo a empresa, a navegação percorrerá uma área que compreende 40,5 km², passando pelos municípios de Bom Sucesso, Perdões, Ijaci e Ibituruna.

                                     

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                                      Um grupo de arqueólogos subaquáticos da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido, encontrou e resgatou duas lápides medievais que estavam no fundo da baía de Studland há quase 800 anos. Para a surpresa dos cientistas, os achados estavam bem conservados.

                                      A descoberta aconteceu em 4 de junho, durante uma expedição comandada por Tom Cousins, arqueólogo marítimo da universidade, no naufrágio mais antigo da Inglaterra — que se encontra relativamente intacto. O navio — batizado de Mortar Wreck — afundou no século 13, na costa de Dorset, durante o reinado de Henrique III (1216-1272).

                                      Foto: Universidade de Bournemouth/ Divulgação

                                      Na carga da embarcação, foram encontradas lápides medievais esculpidas em mármore Purbeck, um tipo de calcário fossilífero encontrado na Ilha de Purbeck, segundo o Heritage Daily. Uma das peças mede 1,5 metro e tem 70 quilos, enquanto a outra está dividida em duas partes, que pesam 200 quilos juntas.

                                       

                                      Além da conservação, chamou a atenção também os detalhes da lápide, como as cruzes cristãs, muito populares no século 14. Levando em conta essa decoração, a equipe de pesquisa acredita que as esculturas se destinavam a ser tampas de caixões ou monumentos para indivíduos de alto status no clero.

                                      O naufrágio ocorreu no auge da indústria da pedra de Purbeck e as lápides que temos aqui eram um monumento muito popular para bispos e arcebispos em todas as catedrais e mosteiros da Inglaterra da época– Tom Cousins

                                      Segundo o comunicado da Universidade de Bournemouth, toda expedição que descobriu e recuperou as lápides medievais levou cerca de duas horas. De acordo com os arqueólogos, as peças se encontravam a uma profundidade de pelo menos sete metros — o que justifica o tempo gasto.

                                      Do fundo do oceano à exposição

                                      O que passou muito tempo “escondido”, agora será conservado pela própria Universidade de Bournemouth. Mas antes, as lápides medievais passarão pelo processo de dessalinização para que, no futuro, sejam expostas ao público na Galeria do Naufrágio, no museu Poorle, junto a outros artefatos recuperados.

                                      Foto: YouTube/ bournemouthuni/ Reprodução

                                      Para Tom, o estudo permitirá aprender mais sobre a vida no século 13 e ainda mais sobre o ofício da alvenaria. Inclusive, o local da descoberta foi nomeado como “Naufrágio da Argamassa”, pois havia outros itens em sua carga que incluíam grandes números de argamassas.

                                      Essa descoberta da lápide medieval é só mais uma realizada por Tom Cousins e sua equipe. Afinal, o próprio local do naufrágio só foi percebido quando o arqueólogo mergulhou e estudou a região que, antes, mesmo descoberta em 1982, era considerado um “entulho”.

                                      Foto: Universidade de Bournemouth/ Divulgação

                                      Por fim, a instituição também informou que seguirá com os estudos sobre o naufrágio mais antigo da Inglaterra e buscará incluir uma operação que registre as estruturas do navio — que se encontra conservado na areia. Mais detalhes da descoberta serão publicados em breve na revista Antiquity.

                                       

                                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                       

                                      Náutica Responde

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                                        Peixe-lua encontrado em praia dos EUA pode ser o maior já registrado na história

                                        Espécie rara de 2,2 metros foi encontrada já sem vida na cidade de Gearhart, no estado do Oregon

                                        16/06/2024

                                        Corpo redondo, cinza e muito grande: essas são algumas das características que conferem ao Mola tecta o nome popular de peixe-lua — ou, ainda, peixe-lua-de-capuz. A espécie, considerada rara, foi encontrada já sem vida nas areias de uma praia no estado do Oregon, nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisadora, o achado pode ser o maior já registrado na história.

                                        A tese quanto ao tamanho recorde do animal de 2,2 metros é de Marianne Nyegaard, pesquisadora da Nova Zelândia que estuda o peixe-lua.

                                        Foto: Tiffany Boothe/Seaside Aquarium / Divulgação

                                        O animal, encontrado em 3 de junho, está sob os cuidados do Seaside Aquarium, entidade com a qual Marianne entrou em contato após ver as fotografias do peixe.

                                         

                                        A especialista foi responsável por publicar, em 2017, uma pesquisa que revelou, por meio de amostras genéticas e observação, que o peixe-lua-de-capuz (Mola tecta) era uma espécie diferente do peixe-lua oceânico (Mola mola).

                                        Peixe-lua oceânico (Mola mola). Foto: Ilse Reijs and Jan-Noud Hutten / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        Conheça mais sobre o peixe-lua-de-capuz

                                        O peixe-lua encontrado nos EUA carrega o nome cientifico Mola tecta por um motivo em especial. A palavra em latim “tecta” significa oculto, escondido, e foi atribuída ao nome do peixe pelo fato de que o animal já se mistura com outras espécies de peixes-lua há muito tempo, e, ainda assim, só foi descoberto recentemente.

                                         

                                        Para se ter uma ideia, um peixe-lua-de-capuz foi descoberto numa praia perto de Christchurch, na Nova Zelândia, em 2015, e se tornou a primeira nova espécie de peixe-lua a ser identificada em 130 anos. Marianne Nyegaard, inclusive, foi quem descreveu o animal pela primeira vez.

                                        Tamanho do Mola tecta em comparação a um humano. Foto: Wikimedia Commons / Divulgação

                                        A espécie costuma frequentar as águas temperadas do Hemisfério Sul, em territórios próximos a Austrália, Nova Zelândia, sul do Chile e da África. Sua dieta consiste em salpas (tunicado planctônico em forma de barril, da família Salpidae) e sifonóforos (classe de invertebrados marinhos do filo Cnidaria), ambos encontrados com frequência no trato digestivo do peixe.


                                        Em comparação com o peixe-lua oceânico, por exemplo, o Mola tecta é mais magro, tem um corpo adulto mais elegante e não possui focinho saliente e protuberâncias ao longo da nadadeira caudal. Ainda assim, o animal pode pesar impressionantes duas toneladas.

                                         

                                        De acordo com Nyegaard, os Mola tecta não são fáceis de estudar, uma vez que não são encontrados com facilidade. O enorme tamanho do animal ainda o torna difícil de armazenar, segundo a pesquisadora.

                                         

                                        Náutica Responde

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                                          15/06/2024

                                          A beleza natural que cerca Santa Cruz del Islote atrai turistas e curiosos do mundo todo, levando ao local sua principal fonte de renda — e de problemas. Uma vista do alto do destino deixa evidente ao primeiro olhar o porquê da ilha colombiana ser considerada a mais densamente povoada do mundo. A falta de espaço se assemelha à ausência também de recursos e serviços.

                                          Parte do arquipélago de San Bernardo, o destino fica dentro do Parque Nacional Corales del Rosario, a 3 horas de barco da popular Cartagena das Índias.

                                           

                                          Santa Cruz del Islote é cercada por águas límpidas que mesclam tons de verde esmeralda com um azul turquesa. Por lá, o turismo, ao mesmo tempo que leva a principal fonte de renda a 825 habitantes, é também o responsável por trazer problemas socioambientais sem precedentes.

                                          Foto: Uhkabu / Wikimedia Commons / Reprodução

                                          Antes de atrair pessoas do mundo todo interessadas nas belezas naturais da ilha e curiosos com o estilo de vida dos habitantes, os moradores de Santa Cruz del Islote tinham a pesca como atividade principal — recurso que diminuiu devido à superexploração e destruição dos ecossistemas da ilha. Para se ter uma ideia, o local recebe diariamente cerca de 500 turistas — o que corresponde a 60% da população.

                                           

                                          Os visitantes, geralmente, fazem passeios de um dia saindo de Cartagena ou Tolú, ou pernoitam nas ilhas vizinhas de Tintipán e Múcura — embora existam quatro pequenos hostels na ilha, que podem acomodar aproximadamente 20 pessoas.


                                          Em 2011, o governo colombiano confirmou o impacto ambiental grave nas ilhas do arquipélago de San Bernardo. Medidas de proteção foram ordenadas, mas nenhuma ação foi efetivamente tomada até agora.

                                          Como é viver em Santa Cruz del Islote

                                          Viver em Santa Cruz del Islote é estar a anos-luz de distância dos hábitos vistos como comuns na sociedade de forma geral e a população sofre com a falta de infraestrutura, recursos e serviços. Por lá, além dos quatro hostels, há quatro lojas, uma arena de briga de galos, um posto de saúde, uma igreja e uma escola.

                                           

                                          Há 70 anos, um incêndio destruiu todas as casas feitas de bambu e palha da ilha. Por sorte, ninguém ficou ferido. As estruturas foram reerguidas com materiais “melhores”: pedra, entulho e até lixo retirado do mar.

                                          Foto: Uhkabu / Wikimedia Commons / Reprodução

                                          A energia da ilha é fornecida por painéis solares e um gerador noturno. Apesar da presença de um posto de saúde com médico permanente, em caso de emergência os pacientes precisam ir para um hospital com melhor estrutura a bordo de um barco.

                                           

                                          O local também não tem cemitério e, após um cortejo fúnebre pela cidade, os falecidos são levados para ilhas vizinhas.

                                           

                                          Não há abastecimento de água potável — a população toma banho com a água salgada do mar. A cada dois meses e meio, a Marinha colombiana vai ao local e enche enormes tanques na ilha. Um comitê fica responsável por distribuir o líquido de forma igualitária para a comunidade, que também aproveita o período chuvoso para coletar águas pluviais em cisternas próprias.

                                          Foto: Sofia Londonõ / Flickr / reprodução

                                          A gestão de resíduos é ainda um dos maiores desafios em Santa Cruz del Islote. Apesar de a comunidade trabalhar para reduzir o impacto do lixo, sua separação para reciclagem ainda não é generalizada. Uma pessoa fica encarregada pela coleta do material, que posteriormente é transportado por ela mesma até a ilha de Tintipán.

                                           

                                          Outro morador colabora com a separação dos recicláveis a cada 15 dias, que depois são levados de barco até Cartagena. No saneamento, o esgoto é direcionado para fossas sépticas que deságuam no mar sem tratamento, representando mais um problema ambiental.

                                           

                                          De forma geral, Santa Cruz del Islote escancara os desafios de sustentar uma população densa em uma área pequena, ao mesmo tempo que mostra, na prática, como pode ser desafiadora a necessidade de equilibrar turismo com preservação ambiental.

                                           

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                                            Projeto prevê aumento de 22% no volume de água tratada no município, atendendo mais de 8 mil pessoas

                                            14/06/2024

                                            Considerada um dos únicos municípios–arquipélagos marinhos brasileiros, Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, reserva belezas naturais que impressionam ao primeiro olhar. Por lá, a ideia agora é construir a primeira usina de dessalinização do estado, visando abastecer cerca de 8 mil moradores de regiões remotas da cidade a partir de 2026.

                                            Atualmente, segundo o Instituto Água e Saneamento, 69,6% da população de Ilhabela (com cerca de 35 mil habitantes) é atendida com abastecimento de água, enquanto a média do estado é de 96,6%.

                                             

                                            A cidade ainda chega a receber 100 mil turistas na alta temporada, sendo um dos principais destinos do litoral paulista. Com a chegada de uma usina de dessalinização, esses dados devem mudar.

                                            Foto: Ana Paula Hirama / Flickr / Reprodução

                                            Através do projeto, a ideia é aumentar em 22% o volume atual de água tratada em Ilhabela, a partir da captação da água do mar. O projeto prevê a produção de 30 litros por segundo de água potável para a população, volume semelhante ao já praticado no arquipélago de Fernando de Noronha.

                                             

                                            Em Noronha, há 20 anos a população conta com o consumo da água do mar, a partir de dessalinizadores que produzem 27 m³ de água por hora. Em 2014 houve ainda a construção de uma nova usina, aumentando a capacidade para 80 m³ por hora.

                                            Para que o projeto tome forma também em Ilhabela, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) publicou um edital convocando empresas interessadas em construir no município o que seria a primeira usina de dessalinização do estado.

                                            Como vai funcionar a usina de dessalinização em Ilhabela

                                            A previsão é que a usina de dessalinização comece a operar em Ilhabela a partir de 2026, próximo à foz do Ribeirão Água Branca. O processo de osmose reversa, que deve ser aplicado na usina, é usado internacionalmente e traz uma tecnologia já amplamente empregada em locais como Dubai, Israel e na Califórnia, nos Estados Unidos.

                                            Layout da dessalinizadora de Ilhabela, proposto em edital. Foto: Reprodução

                                            Nessa tecnologia, a água é submetida à alta pressão e passa por membranas que retêm as partículas de sal, após passar por um outro processo: o de ultrafiltração — que retira as partículas e impurezas da água. Assim que o sal é retirado, o líquido é submetido a um tratamento que visa devolver os componentes minerais perdidos no processo anterior.

                                            Antes de ser distribuída, a água passa também pelo processo de cloração, que, segundo a Fundação Nacional de Saúde, “consiste em utilizar produtos químicos à base de cloro, com o objetivo de inativar os micro-organismos patogênicos existentes na água”. A salmoura resultante do processo, por sua vez, é diluída e devolvida ao mar.

                                             

                                            Para, enfim, chegar à população, a água já tratada deverá ser transportada para um reservatório na própria Estação de Tratamento de Água (ETA) Água Branca.


                                            Ao Estadão, Kepler Borges França, coordenador dos Laboratórios de Referência Nacional em Dessalinização e de Membranas Cerâmicas da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, disse que “o sistema de membranas para dessalinização pode ser usado não apenas nas ilhas, mas nas cidades do litoral que têm problemas de abastecimento”.

                                            Entendo que toda a rede hoteleira da costa deveria ser abastecida com água do mar dessalinizada. É um processo barato, e que hoje vem sendo usado com mais frequência– destacou Kleper ao Estadão

                                             

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                                              Ideia dispensa a necessidade de carteira náutica e traz valores acessíveis para uma experiência pra lá de diferente

                                              Passar um período — mesmo que curto — longe do estresse do dia a dia é essencial para acalmar a mente e reajustar o leme antes de voltar à rotina. Recentemente, estudos mostraram que observar paisagens com água, inclusive, reduz a frequência cardíaca. Por que não, então, aproveitar essa deixa para curtir um final de semana a bordo? Só que, como diferencial, em um barco atracado.

                                              Uma nova forma de se hospedar parece estar ganhando força no litoral brasileiro: ficar atracado sobre as águas. A ideia, que tem atraído quem busca uma experiência diferente de lazer, ganha força pelo valor mais baixo do que se imagina e por dispensar a necessidade da carteira de habilitação náutica — uma vez que o barco não sai do lugar.

                                              O relato da jovem Marianne Fernandes virou um vídeo que fez sucesso no TikTok e atraiu curiosos. Ela alugou um barco e passou um final de semana sozinha, atracada em Paraty, no Rio de Janeiro. “A experiência que mudou a minha vida”, destacou ela.

                                               

                                              A vivência de Marianne se tornou ainda mais especial pelo fato da jovem estar cercada por uma das paisagens mais bonitas do país, que ainda traz dezenas de pontos turísticos e culturais. E a boa notícia é: essa experiência pode se estender por outros pontos do belíssimo litoral brasileiro, de maneira fácil — e até econômica.

                                              Ideal para estadias curtas, o aluguel de embarcações para esse tipo de vivência é feito, geralmente, através de plataformas digitais de hospedagens, como o Airbnb. Por lá, não é difícil encontrar opções de lanchas, trawlers, veleiros e até iates por lugares do Brasil todo, de Norte a Sul, como Rio de Janeiro, São Paulo, Pará e até Manaus.

                                              Os valores variam conforme a escolha da embarcação, localidade, quantidade de pessoas e o tempo de estadia. Mas, para se ter uma ideia, a equipe de NÁUTICA encontrou uma opção em que as diárias a bordo de um veleiro, com possibilidade de pernoite para sete hóspedes, saíam por R$ 260 (valor sem taxas).

                                              Como é, na prática, ficar hospedado em um barco atracado

                                              Cada estadia em barcos atracados tem suas particularidades, tendo em vista que cada proprietário tem o seu modo de alugar a embarcação. De forma geral, próximo ao barco do hóspede fica atracada também outra embarcação, onde o responsável pelo barco alugado faz o pernoite — e fica à disposição para atuar em casos de emergência.

                                              O caminho até terra firme também varia, e pode ser feito a nado, de bote, remo e até táxi boat (por um valor à parte). Alguns podem considerar que essa parte traga “perrengues”, mas a ideia principal é, justamente, apreciar uma experiência que chegue o mais perto possível da realidade de se viver em um barco.

                                               

                                              As embarcações — principalmente os veleiros — costumam trazer uma estrutura completa, com quartos, banheiro, cozinha e áreas de lazer, como varanda e solário. Alguns anfitriões ainda preparam opções de entretenimento, como stand-up paddle e equipamentos de mergulho, além de jogos de tabuleiro e cartas para passar o tempo, principalmente à noite.

                                              Há também proprietários que fornecem passeios no barco alugado, para que os hóspedes possam conhecer novos lugares da região, atracando a embarcação em pontos turísticos acessados somente via barco, por exemplo. Geralmente, esse tipo de serviço é cobrado à parte.


                                              Um ponto importante é que alguns barcos ficam disponíveis ao hóspede somente durante a noite, para pernoitar, uma vez que a embarcação pode vir a ser usada durante o dia levando outras pessoas para passeios no mar. Nesse caso, o intuito é que o hóspede passe o dia turistando na cidade, e o barco seja apenas um lugar para dormir. Vale conferir essa informação antes de fechar a viagem.

                                               

                                              Para quem tem habilitação náutica e quer usar a embarcação também para navegar, a melhor opção é procurar por outro tipo de serviço, para aproveitar o barco de forma integral.

                                               

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                                                Falkirk Wheel: conheça o elevador gigante para barcos que virou ponto turístico

                                                Construção na Escócia foi feita para driblar desnivelamento maior que um prédio de dez andares

                                                Uma das maiores e mais criativas soluções da engenharia. Assim pode ser descrita a Falkirk Wheel, uma espécie de elevador gigante apenas para barcos. A estrutura, localizada na Escócia, liga o Forth & Clyde Canal ao Union Canal. O detalhe é que os dois canais são separados por 35 metros de altura.

                                                Primeiramente, é preciso saber como era a vida no local antes desta gigante roda. Os dois canais (Forth & Clyde e Union) se cruzam, em meio a duas valas artificiais cheias de água. Mesmo que nada impedisse a passagem dos barcos, havia um porém: um enorme desnível, maior do que um prédio de dez andares.

                                                Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                                                Para driblar essa situação, os dois canais eram conectados por 11 eclusas. Essas espécies de “degraus hidráulicos” até permitiam a passagem das embarcações, mas até que os barcos descessem todo o desnivelamento, se perdia quase um dia inteiro.

                                                Foto: Scottish Canals/ Divulgação

                                                Pensando em agilizar esse processo, o elevador gigante para barcos foi criado. Logo, além de substituir as 11 eclusas, a engenhoca elimina 32 obstruções de navegação. Com essa “roda gigante”, as dezenas de horas perdidas antigamente se transformaram numa economia de tempo absurda. Confira!

                                                 

                                                Caminho até o elevador rotativo

                                                A jornada até que esse elevador para barcos nascesse foi longa e cheias de contratempos. Dos anos 30 até meados dos anos 90, os canais foram renovados e fechados mais de uma vez, além de viver uma época de muita burocracia e poucos planos que, de fato, facilitassem a vida dos navegantes.

                                                Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                                                Reconstruir ou tentar consertar as eclusas estava fora de cogitação. E em meio ao vácuo de ideias, a British Waterways, órgão britânico fundado nesse meio tempo, criou um plano para reabrir os canais. Assim, em parceria com outras instituições, nascia a ideia do elevador rotativo.

                                                 

                                                O design atual, porém, só surgiu em 1999, após consultoria com uma equipe de 20 arquitetos. E, após muitas projeções, em 2002 finalmente era inaugurado — e com presença da Rainha Elizabeth II — a roda de Falkirk, de vão único, capaz de descer uma carga enquanto outra sobe, simultaneamente.

                                                Lembra que os antigos viajantes levavam horas para essa missão? Com essa enorme roda, o transporte de um canal a outro dura apenas quatro minutos.

                                                 

                                                E mais um ponto positivo do elevador para barcos é seu consumo mínimo de energia, já que o peso do barco (ou quantidade de água) que desce ajuda a levantar o que está na outra ponta.

                                                Foto: Visit Scotland/ Divulgação

                                                O processo de montagem ainda exigiu uma escavação de um túnel e o levantamento de um aqueduto “impossível de ser construído” — pelo menos, era o que se dizia na época. Mas graças a utilização de técnicas bem inovadoras, mais esse obstáculo foi derrubado pela engenharia.

                                                Deu a volta por cima

                                                Como uma roda gigante, este elevador para barcos também já viveu seus altos e baixos — com muito mais altos. Pouco antes da sua cerimônia de abertura, vândalos forçaram os portões da Falkirk Wheel, causando um dano de 350 mil euros (quase R$ 2 milhões em conversão realizada em junho de 2024).

                                                Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                                                Mas hoje, a gigantesca roda de Falkirk é um verdadeiro sucesso e virou até um ponto turístico na Escócia. Mais de 500 mil pessoas visitam o elevador para barcos todos os anos. Além de lindo de se ver, o local oferece um passeios a bordo de barcos, stand-up paddle, canoagem e muito mais atrações.

                                                Foto: Instagram @falkirkwheel/ Reprodução

                                                É claro que uma obra tão engenhosa como essa não poderia ficar sem premiações. Por conta dos esforços dos idealizadores em fazer um projeto eficiente, com pouco uso de energia e impacto quase zero no meio ambiente, a Falkirk Wheel é multipremiada pela Green Tourism Business Scheme (GTBS), organização britânica ligado ao turismo verde.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

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                                                  Por: Redação -

                                                  A belíssima paisagem que envolve a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está, aos poucos, voltando a contar com a presença de animais marinhos, graças a ações de despoluição. É o observado pelo Instituto Mar Urbano (IMU).

                                                  A organização comandou expedições recentes pela região. Nelas, tartarugas e diversas espécies de peixes foram vistas nas águas, que também apresentaram melhora significativa na qualidade.

                                                  Foto: Juviegas/ Wikimedia Commons

                                                  Ricardo Gomes, diretor do IMU e biólogo, fez mergulhos diurnos e noturnos. À noite, ele notou momentos em que as ações de despoluição ajudaram a deixar as águas da Baía de Guanabara límpidas, algo bem diferente do encontrado nos últimos anos — quando a visão era turva e o cheiro, desagradável.

                                                   

                                                  No começo do ano passado, pesquisadores se animaram com a notícia de que mais de 600 botos-cinza foram vistos nas praias de Ipanema e de Barra da Tijuca — algo que não acontecia há mais de 30 anos.

                                                  Isso gera esperança para a população de botos-cinza da Baía de Guanabara, que está extremamente ameaçada, com apenas dezenas de indivíduos– IMU, em relatório de atividades de janeiro de 2023

                                                  Despoluição da Baía de Guanabara é sonho antigo

                                                  As primeiras iniciativas para recuperar a região começaram em 1991 — e se mostraram tão ineficazes quanto as que se seguiram. Atualmente, quem cuida do processo é a Águas do Rio, principal concessionária de saneamento do Rio de Janeiro.


                                                  O projeto envolve uma série de ações, bancadas pelo orçamento total de R$ 2,7 bilhões. Dentre as estratégias, está o fim do lançamento de dejetos nos corpos hídricos que desaguam na Baía de Guanabara por meio de coletores de tempo seco — que operam apenas em dias sem chuva. A meta é que esse objetivo seja alcançado até 2026, mas há outros com datas diferentes.

                                                   

                                                  No final do ano passado, inclusive, a Águas do Rio se espelhou no projeto de limpeza do Rio Pinheiros, em São Paulo, ao incluir tecnologias como uso da estação de tratamento de esgoto para despoluir a Baía de Guanabara e injeção de oxigênio nos rios.

                                                   

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                                                    Parceria com dois hotéis garante conforto e condições especiais para visitantes do salão, que acontece de 4 a 7 de julho

                                                    Com a segunda edição do Marina Itajaí Boat Show cada vez mais perto, reservar uma boa acomodação para curtir os quatro dias do evento é essencial. A boa notícia é que o Boat Show te ajuda a garantir opções de hospedagem com descontos exclusivos para você atracar no maior salão náutico do Sul do país.

                                                    De 4 a 7 de julho, os amantes da navegação já tem um compromisso marcado com o Marina Itajaí Boat Show 2024. Agora, chegou o momento de reservar um local confortável, tranquilo e bem localizado para seu descanso, depois de conhecer as principais novidades do mercado.

                                                     

                                                    Para isso, o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do Boat Show de Itajaí, e o Villa d’Ozio, hotel boutique do salão, já estão preparados para garantir a estadia ideal — e por preços especiais.

                                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                                    Mercure Itajaí Navegantes

                                                    A apenas 1,3 km da Marina de Itajaí e a 4 km do Aeroporto Internacional de Navegantes, o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do evento, traz uma localização privilegiada aos visitantes do Marina Itajaí Boat Show 2024: o centro da cidade.

                                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                                    O público do Boat Show que optar em se hospedar por lá garante 13% de desconto. Para isso, basta entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (47) 3247-4850 e mencionar a ida ao salão. Há ainda os códigos promocionais “Visitante Boat Show”, para visitantes, e “Expositor Boat Show”, para expositores.

                                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                                    O hotel dispõe de quartos com design moderno, funcionais e adaptados a viagens profissionais e de lazer. De acordo com a empresa, há ainda lazer com piscina aquecida, banheira de hidromassagem, sauna, ginásio e estacionamento.

                                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                                    A localização, ponto forte do hotel, garante acesso fácil a pontos turísticos da região, como o parque Beto Carreiro World. Para ficar no clima do salão, o Mercure Itajaí Navegantes é próximo de grandes empresas portuárias e fica ainda em frente ao porto considerado o segundo maior do país em movimentação de contêineres.

                                                    Villa d’Ozio

                                                    O hotel boutique Villa d’Ozio é tido como o refúgio ideal para quem busca fugir da agitação da vida cotidiana em um paraíso de beleza e tranquilidade, na Praia Brava de Itajaí. De acordo com o hotel, a experiência “vai além de uma estadia”, e é “uma imersão completa em um universo multissensorial de vivências memoráveis”.

                                                    Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                                    Nessa opção de estadia, os visitantes do salão garantem 15% de desconto ao utilizar o código “Boat Show” para validar o desconto da reserva. Para reservar, basta entrar em contato com o hotel através do e-mail [email protected].

                                                    Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                                    Inspirado pela Costa Amalfitana da Itália, o Villa d’Ozio traz a essência do “il dolce far niente” (em português, a doçura de fazer nada, de ficar de boa, relaxando) para as areias da Praia Brava — uma das mais badaladas e charmosas praias catarinenses.

                                                    Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                                    Quanto às acomodações, o hotel busca proporcionar aos visitantes suítes aconchegantes, com detalhes para que o hóspede se sinta em casa.


                                                    Marina Itajaí Boat Show 2024

                                                    O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.

                                                     

                                                    A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.

                                                     

                                                    A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.

                                                     

                                                    Anote aí!

                                                    Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                                                    Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                                    Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                                                    Mais informações: site do evento
                                                    Ingressos: site oficial de vendas

                                                     

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                                                      Em matéria de amor, o peixe baiacu dá aula. Isso porque qualquer ser humano apaixonado teria que ir muito além das declarações no Dia dos Namorados para chegar ao pés do que a espécie é capaz de fazer para impressionar a fêmea: belas esculturas na areia cerca de 52 vezes maiores que o próprio corpo.

                                                      Mestre na arte da conquista, o peixinho garanhão se empenha ao longo de sete a nove dias para construir uma verdadeira obra de arte submersa, cujo formato circular com adornos remete a uma mandala. Para efeitos de comparação, se um homem de 1,70 metro quisesse imitar um baiacu na paquera, ele precisaria produzir uma arte de 88,4 metros só para impressionar sua pretendente.

                                                      Foto: Kimiaki Ito/ Nature/ Reprodução

                                                      A descoberta do modus operandi dos baiacus ficou por conta de três cientistas japoneses, que publicaram os resultados do estudo na divisão Scientific Reports, da consagrada revista científica Nature.

                                                       

                                                      Com a pesquisa de 2013, solucionaram os mistérios que rondavam os belos padrões circulares desde 1995, quando mergulhadores os encontraram, pela primeira vez, no fundo do mar.

                                                      Baiacu artista

                                                      Para criar esse padrão, o baiacu sai arrastando a areia com as barbatanas até formar um desenho radial. Depois, carrega com a boca fragmentos de conchas usados na decoração, até que, por fim, acumula sedimentos finos que dão cores e texturas diferentes à obra de arte.

                                                      (a) Fase inicial; (b) estágio intermediário; (c) fase final; e (d) após a desova. Foto: Yoji Okata / Nature/ Reprodução

                                                      Embora os peixes meçam, em média, 12 centímetros de comprimento, suas criações chegam a cerca de dois metros de diâmetro.

                                                       

                                                      Os círculos ornamentais são criados, especialmente, para atrair e conquistar parceiras que aceitem acasalar. Depois de pronta, a obra de arte é avaliada pela fêmea; se ela gostar do que viu, nada até o centro e se reproduz com o macho.

                                                       

                                                      Nesse processo, ela deposita ovos nos sedimentos finos dentro do círculo, que são fertilizados, logo em seguida, pelos machos. Segundo o estudo, a fêmea não demora a ir embora, ao passo que o macho permanece com os ovos por cerca de seis dias.

                                                       

                                                      Ainda não está claro o que faz as fêmeas aprovarem ou não as obras de arte feitas pelos machos, mas fato é que a construção vai além da estética. Conforme observado pela pesquisa, o mecanismo com partes altas e baixas faz com que a água seja canalizada para fora do centro, permitindo que haja menos correntes na região em que os ovos são depositados.

                                                       

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                                                        Por: Redação -
                                                        13/06/2024

                                                        A Real Powerboats teve uma participação marcante no Rio Boat Show 2024 e um dos motivos para o sucesso foi o anúncio de seus dois próximos lançamentos: as lanchas Real 34 C e Real 35. Desde então, segue atraindo interessados e prova disso é que o estaleiro já vendeu 23 unidades das novidades — antes mesmo de colocá-las sobre as águas.

                                                        Pensados para substituir, respectivamente, os modelos Real 33 Special e Real 35 SD, os barcos receberam o conceito da Real 40 Cabriolet, “um grande sucesso da marca”, conforme aponta o presidente da Real, Paulo Thadeu.

                                                        Projeto da Real 34 C. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                                        A aposta é vista nas avantajadas áreas do cockpit e no fácil acesso à proa por meio de passagem lateral. Além disso, a Real 35 ganhou 30 centímetros a mais de casco, medida acrescentada também na largura da cama à meia-nau. Para maior conforto dos passageiros, o pé-direito da cabine saltou para 1,90 metro.

                                                        Projeto mostra interior da Real 35. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                                        Após terem seu projeto anunciado na Marina da Glória, as novas lanchas da Real começaram a ser vendidas ainda no salão náutico do Rio de Janeiro. Agora, os modelos já se encontram em fase final de laminação, segundo o estaleiro.

                                                         

                                                        A expectativa é de que o público do São Paulo Boat Show 2024 possa ver, em primeira-mão, os lançamentos da Real Powerboats. O maior evento náutico da América Latina acontece de 19 a 24 de setembro, no São Paulo Expo.


                                                        Real tem mais um lançamento à vista

                                                        Quem gosta de estar por dentro das inovações do estaleiro pode aguardar novidades para 2026. Isso porque a Real está trabalhando no projeto da Real 53 Fly, que só chegará ao mercado daqui dois anos.

                                                        Projeto da Real 53 Fly. Foto: Real Powerboats/ Divulgação

                                                        “Essa 53 pés vem preencher uma lacuna que havia entre as lanchas na faixa dos 40 pés e a Real 600 Luxury, que é o maior barco do estaleiro. É um barco totalmente novo, feito do zero. Tanto no design como no espaço e no desempenho, podem esperar um grande casco”, disse Paulo Thadeu, durante coquetel realizado pela marca no Rio Boat Show 2024.

                                                         

                                                        O estaleiro, localizado no estado do Rio de Janeiro, tem 38 anos de tradição e mais de 12 mil barcos produzidos.

                                                         

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                                                          O mar, um veleiro e, literalmente, o mundo todo pela frente. Foi o que os olhos de Hirotsugu Kimura avistaram em outubro de 2023, quando o jovem de apenas 24 anos e 9 meses zarpou rumo ao grande objetivo de sua vida: completar uma travessia solo, sem escalas, ao redor do globo — missão que terminou em 8 de junho, após 230 dias navegando.

                                                          A coragem de Hirotsugu Kimura em se aventurar numa experiência como essa é, por si só, uma grande vitória. Mas o fato do jovem ter apenas 24 anos torna o feito ainda mais admirável. Não à toa, ele atracou em Nishinomiya com, além de muita história na bagagem, um recorde: o mais jovem japonês a concluir uma travessia ao redor do mundo sem escalas em um veleiro.

                                                          Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                                          Para assumir o lugar no topo do pódio dos que se aventuram em experiências como essa, Hirotsugu desbancou, justamente, a pessoa responsável por o fazer sonhar em velejar, quando ele ainda estava no ensino médio: Kojiro Shiraishi.


                                                          Hoje com 57 anos, Shiraishi tinha 26 anos e 10 meses quando estabeleceu o recorde, 30 anos atrás, que agora foi quebrado por Hirotsugu Kimura.

                                                          Estou muito feliz por poder voltar depois de navegar com sucesso ao redor do mundo– comemorou Hirotsugu Kimura

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                                                          A viagem de Hirotsugu Kimura rumo as águas do mundo começou em outubro de 2023. O jovem percorreu uma rota que passou pelo leste através do Pacífico e pelo extremo sul da América do Sul e da África. Hirotsugu cruzou a linha de chegada no Canal Kii, na província de Wakayama, por volta das 14h45 do dia 8 de junho.

                                                          Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                                          Hirotsugu, contudo, não pode dizer que contou com a famosa “sorte de principiante”. Isso porque essa não foi a primeira vez que o japonês tentou cruzar o globo. Sua primeira empreitada, em novembro de 2022, foi frustrada por uma falha em um dos equipamentos do veleiro, após enfrentar uma tempestade logo após a partida.

                                                          Foto: Instagram @go_around_re_earth / Reprodução

                                                          Sua persistência e dedicação o colocaram no lugar em que ocupa hoje: um grande recordista. Para completar o feito com chave de ouro, sua chegada contou com a presença de cerca de 100 pessoas, entre apoiadores e cidadãos locais.

                                                           

                                                          Um fã, no entanto, se destacou em meio a multidão que aguardava a chegada de Hirotsugu Kimura. O célebre iatista japonês Kenichi Horie, no auge dos seus 85 anos, foi especialmente para parabenizar o rapaz. Em 1962, Kenichi foi o primeiro a cruzar o Oceano Pacífico — do Japão aos Estados Unidos — velejando sozinho e sem escalas. Sessenta anos mais tarde, em 2022, Kenichi fez a mesma travessia, porém, partindo dos EUA, e tornou-se a pessoa mais velha do mundo a cruzar o Pacífico em uma viagem solo e sem paradas — aos 83 anos.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Por: Redação -

                                                            Imagine que, ao fazer uma compra online, você coloque no campo de informações o CEP não da sua casa, mas de um barco, encarregado de te levar tudo o que você precisa. Pois é esse um dos serviços prestados pela centenária JW Westcott aos navegantes que passam pelo porto de Detroit, nos Estados Unidos.

                                                            Há 150 anos na ativa, a empresa é dona do primeiro barco não militar com CEP do mundo. O código postal flutuante foi concedido em 1948, quando o negócio já estava estabelecido, depois de começar timidamente com entregas de cartas dentro de baldes.

                                                            Foto: Instagram @jwwestcottcompany/ Reprodução

                                                            A ideia de abrir a companhia em 1874 partiu de John Ward Westcott, filho de uma importante família de navegadores de Michigan. Por trabalhar no meio náutico, Westcott percebeu que existia uma grande dificuldade na comunicação entre o navio e a costa — e vice-versa, o que prejudicava as viagens.

                                                             

                                                            Ele, então, arranjou uma solução: içar, para os navios que passavam pela região, um balde preso em uma corda, com correspondências e comunicados dentro. A forma inusitada de garantir as entregas foi apelidada de ‘correio no balde’.

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                                                            A embarcação mais famosa da JW Westcott é a JW Westcott II, de 45 pés de comprimento. Isso porque foi ela a se tornar o primeiro barco com CEP no mundo — o 48222.

                                                            Foto: Instagram @jwwestcottcompany/ Reprodução

                                                            O código foi concedido pelo Serviço Postal dos EUA, que enfrentava, na época, dificuldades para contatar os trabalhadores desse correio flutuante, uma vez que eles estavam sempre sobre as águas e, portanto, sem endereço.


                                                            Diante da fama e importância que o serviço de entregas ganhou, o barco recebeu um CEP. Hoje, continua atendendo os navios que passam pelo porto de Detroit, só que com uma gama muito maior de opções.

                                                             

                                                            Além das famosas cartas, a embarcação — e as demais que compõem a frota da empresa — entrega qualquer coisa que os solicitantes quiserem. Isso envolve ferramentas, remédios, lanches, café, pizza e encomendas feitas pela internet, vindas de todos os lugares do mundo. Isso, é claro, só é possível graças ao código postal, que agrega tudo em um só lugar: um barco que permanece por décadas sobre as águas.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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