Comprador revende megaiate desenhado por Giorgio Armani antes mesmo de vê-lo sobre as águas

Embarcação totalmente personalizada foi adquirida pela segunda vez por aproximadamente R$ 600 milhões e deve ser inaugurada em 2025

Por: Redação -
06/06/2024

O primeiro megaiate desenhado por Giorgio Armani sequer ganhou os mares e já está em seu segundo comprador. Antes mesmo de ser concluída, a embarcação de 72 metros que tem piso com detalhes em ouro foi revendida por 105 milhões de euros — aproximadamente R$ 600 milhões (valores convertidos em junho de 2024).

O anúncio foi feito pela Admiral Yachts, marca do The Italian Sea Group, responsável pela construção em parceria com o renomado estilista italiano. Como de costume, as identidades do vendedor e comprador não foram reveladas.

Foto: Admiral Yachts/ Divulgação

Inicialmente, a previsão era de que o megaiate desenhado por Armani fizesse sua estreia pública em setembro deste ano, durante o Monaco Yacht Show. Mas por ser totalmente personalizado conforme os desejos do proprietário, a data foi estendida para abril de 2025, de forma que o estaleiro tenha tempo de realizar as atualizações solicitadas pelo novo dono.

 

Um dos megaiates mais aguardados dos últimos anos, o GA 72M tem sido alvo de especulações desde 2020, quando surgiu a notícia de que Giorgio Armani poderia estar se preparando para embarcar em novos rumos no universo de luxo.


Como é o megaiate desenhado por Armani

Segundo a Admiral Yachts, a união de requintes náuticos com um clássico da moda é a chave para um iate vanguardista e sofisticado.

Foto: Admiral Yachts/ Divulgação

Com casco ‘classe de gelo’, a embarcação foi projetada para enfrentar condições extremas de mares gelados, enquanto oferece o melhor do luxo aos hóspedes. Além de uma ampla plataforma de popa com piscina, os convidados podem aproveitar outras regalias, como spa privativo e heliponto.

 

Dentre as instalações, há seis elegantes cabines, capazes de acomodar 14 pessoas. Já o proprietário tem à disposição um deque inteiro para seu conforto. Há ainda espaço para até 20 membros da tripulação.

Foto: Admiral Yachts/ Divulgação

Como é de se esperar de um megaiate desenhado por Armani, o estilo sofisticado predomina em todos os pontos. Linhas geométricas e formas curvilíneas garantem o desenho marcante da embarcação, ao passo que detalhes de ouro no piso de mármore dão um ar imponente aos interiores. O minimalismo nas decorações, em tons pastel e materiais refinados, completam os ambientes.

 

Este é o primeiro de dois megaiates GA 72M. A produção da segunda unidade está dentro do cronograma, com entrega estimada para o terceiro trimestre de 2025 e estreia também marcada para o Monaco Yacht Show do próximo ano.

Foto: Admiral Yachts/ Divulgação

 

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    Dubai terá ópera flutuante no coração de gigantesca vila luxuosa

    Centralizada sobre as águas do empreendimento de 136 hectares, Opera House contará com 1,5 mil lugares e apresentações mundialmente conhecidas

    Por: Redação -
    05/06/2024

    Uma ópera flutuante entrará para a impressionante gama de construções monumentais de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Projetado sobre as águas cristalinas de um lago, o espaço Opera House planeja receber apresentações culturais mundialmente conhecidas assim que for inaugurado.

    Com design chamativo, a arquitetura da ópera flutuante lembra a da icônica Ópera de Dubai, no centro da cidade. São 1,5 mil lugares disponíveis para que residentes e turistas aproveitem balés, concertos, musicais e outros tantos eventos — incluindo privados.

    Foto: Azizi Venice/ Divulgação

    O mais interessante é que o espaço fica em uma localização ultraprivilegiada, no coração do Azizi Venice, uma enorme vila luxuosa de 136 hectares (ou 1,3 milhão de m²) que está sendo construída pela Azizi Developments. A especialista em empreendimentos de luxo, inclusive, define a ópera como uma “obra-prima flutuante”,

    Foto: Azizi Venice/ Divulgação

    Como é a vila que abriga a ópera flutuante

    O complexo conta com 109 vilas e mais de 34,7 mil apartamentos, dispostos em um grande refúgio de luxo.

    Foto: Azizi Venice/ Divulgação

    Por lá, é possível encontrar uma ampla variedade de boutiques, restaurantes e cafés, além de opções de lazer que vão de bondinhos à lago com praia e calçadão.

     

    Tanto moradores quanto hóspedes do Azizi Venice — que contará com dois hotéis cinco estrelas — poderão dispor de infraestrutura completa, incluindo hospital particular e escola internacional.


    Determinada a proporcionar uma experiência sem falhas, a empresa fez questão de que a avenida exclusiva para pedestres, que garante a locomoção de um ponto ao outro na vila, seja ao ar livre no inverno e conte com uma área envidraçada nos meses de verão, de forma a garantir temperatura controlada e conforto em todas as estações do ano.

     

    O ambiente que circunda a ópera flutuante está em construção e a expectativa é de que fique pronto entre 2025 e 2028. De acordo com a Azizi Developments, o projeto custa 30 bilhões de dirham, equivalentes a cerca de R$ 43 bilhões (conversão feita em junho de 2024).

    Foto: Azizi Venice/ Divulgação

     

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      Marine Express traz ao Brasil novo sistema de monitoramento da Raymarine

      Yachtsense Digital Control Systems centraliza e simplifica o controle de itens de segurança e sistemas elétricos e eletrônicos

      Um sistema de monitoramento capaz de centralizar e simplificar o controle de itens de segurança, equipamentos elétricos e eletrônicos do barco, de forma personalizada, totalmente digital e intuitiva é a aposta da Raymarine com o Yachtsense Digital Control Systems, já disponível em solo brasileiro através da Marine Express — marca já confirmada no Marina Itajaí Boat Show e São Paulo Boat Show 2024.

      Com menus navegáveis e ícones intuitivos, o Yachtsense chega para substituir os tradicionais interruptores manuais que ficam espalhados pelo barco, através de uma — ou mais — telas sensíveis ao toque. E o melhor: ainda permite o controle de forma remota, via smartphone ou tablet.

      Foto: Raymarine / Divulgação

      Utilizado por muitas embarcações no Brasil, o sistema de monitoramento permite observar itens de segurança como tanques de combustível, reserva para abastecimento, banco de baterias e bombas de porão, além de alertas de falhas ou necessidades de manutenção.

      Foto: Raymarine / Divulgação

      De acordo com a marca, através dele o piloto garante proteção contra sobrecarga e curto-circuito, além de receber alertas que ajudam a identificar potenciais problemas — antes que eles se tornem graves.


      O equipamento também consegue comandar luzes, ar-condicionado, ventiladores e outros dispositivos da embarcação em um só lugar, com a capacidade de criar cenários personalizados.

      Foto: Raymarine / Divulgação

      O Yachtsense é capaz de realizar ações a partir de conceitos pré-definidos pelo usuário, como acender luzes automaticamente ao anoitecer ou desligar aparelhos desnecessários quando os mesmos não estiverem em uso.

      Outro ponto forte é o Yacht Sense Link da Raymarine, que permite ao capitão e à tripulação controlar e receber essas informações remotamente, através do aplicativo da Raymarine– Cristiano Sestini, diretor executivo da Marine Express

      Para que tudo isso aconteça de maneira segura, o equipamento utiliza uma rede digital baseada no protocolo NMEA 2000 (padrão de comunicação para equipamentos náuticos), que permite a comunicação entre a unidade central e os dispositivos conectados, proporcionando monitoramento e controle em tempo real.

       

      Em seus 30 anos de mercado, a Marine Express foi uma das primeiras marcas especializadas em equipamentos náuticos a viabilizar aos estaleiros do Brasil o acesso a equipamentos de marcas de expressão mundial, como a Raymarine.

       

      O Yachtsense Digital Control Systems já está disponível para compra através da Marine Express e de sua rede em todo o país. Para mais informações, acesse o site oficial da Marine Express ou entre em contato com a loja mais próxima.

       

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        São Paulo Boat Show 2024 é lançado com sucesso em evento na capital paulista

        Principais players do mercado náutico se reuniram no Dasian Restaurante para garantir presença na 27ª edição do salão

        Por: Redação -

        Na última terça-feira (4), os principais players da indústria náutica se reuniram no Dasian Restaurante, na capital paulista, para conferir o coquetel oficial de lançamento do São Paulo Boat Show 2024. Promovido pelo Grupo Náutica, por meio da Boat Show Eventos, o encontro revelou, em primeira-mão, os detalhes do maior evento náutico da América Latina para este ano.

        Com os principais estaleiros do país reunidos num único espaço, o coquetel também serviu para as marcas garantirem vaga no disputado salão náutico — que mais uma vez ocupará o São Paulo Expo. Foi um sucesso: mais de 90% das áreas disponíveis foram vendidas em cerca de três horas.

        Foto: Revista Náutica

        Agendado para os dias 19 a 24 de setembro, o salão será o quarto evento Boat Show no calendário de 2024 — que já contou com o evento no Rio, em abril e maio, e vai atracar nas cidades de Itajaí, em julho, e de Brasília, em agosto. O agitado ano náutico ainda contará com eventos em Salvador e em Foz, no mês de novembro.

         

        O evento de lançamento do São Paulo Boat Show 2024 foi apresentado por Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, Thalita Vicentini, diretora-geral da Boat Show Eventos, e Eduardo Colunna, presidente da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos).

        Foto: Revista Náutica

        Mencionando o salto no número de eventos Boat Showem 2024, Ernani explicou: “não queremos fazer todos eles para aumentar o faturamento — também por isso –, mas, principalmente, para levar a outros lugares, outras regiões. Queremos irradiar, ampliar o mercado. Queremos trazer novos participantes”.

        Esse ano teremos seis Boat Shows e, se tiver espaço para termos oito, incluindo ‘microssalões’, dentro de iate clubes, por exemplo, vamos apoiar. Essas iniciativas sempre trazem pessoas novas ao mercado-Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA

        Foto: Revista Náutica

        Thalita Vicentini apresentou a campanha para o ciclo de 2024 do salão, que consiste no tema “O São Paulo Boat Show muda o leme da sua vida”. De acordo com ela, a campanha foca no visitante, e tem como objetivo mostrar ao cliente como os produtos apresentados pelos expositores podem transformar a vivência do público.

        Foto: Revista Náutica

        A diretora exibiu novas opções de merchandising e novas áreas na planta do evento às marcas participantes, iniciativas que visam atender a necessidade de todas as empresas que pretendem expor seus produtos no maior salão náutico da América latina.

        A cada ano o São Paulo Boat Show se consolida como nosso maior evento, e as empresas, cada vez mais, nos trazem demandas para que elas participem do salão. Tentamos trazer uma planta que consiga atender a todos– destacou a diretora do Boat Show

        Foto: Revista Náutica

        Em discurso, Eduardo Colunna relembrou os benefícios fiscais conquistados para o setor e afirmou que a Acobar continuará a atuar em prol de novos avanços.

        Vamos continuar trabalhando pelo setor, em reunião com o Boat Show e [utilizando] todas as aberturas que sempre nos proporcionam. Não tenho dúvida de que será um evento de muito sucesso como todos os outros– Eduardo Colunna, presidente da Acobar

        Foto: Revista Náutica

        Conheça as primeiras marcas confirmadas no 27º São Paulo Boat Show: Schaefer Yachts, Intermarine, NX Boats, Ventura, Fibrafort, Sessa Marine, Azimut, Solara, Real Powerboats, Triton, Armatti/ Fishing, BRP, Mestra Boats, Azov Yachts, Ross Mariner, FS Yachts, Wellcraft, Flexboat, NHD, Fluvimar, Lanchas Coral, Yamaha, VCAT, Victory Yachts, Volvo do Brasil, Electra, Mineirinho Carretas, Marine Express, Mercury Marine, Hidea, Yanmar, Marine Group, Innova Marine, Kamell, Yacht Collection, Master Marine, Kapazi, Masterboat, Jetco, NTC, Suzuki Marine, Bordado a Bordo, Zimarine, Netuno Geradores, Arieltek, Growdeck, Elettromec, Flip Boats, Remar Infláveis, MS Audio Brazil, Vokan, Agroquímica e Akzo Nobel.

        São Paulo Boat Show 2024

        Os apaixonados por barcos já têm data marcada para visitar a 27ª edição do São Paulo Boat Show: de 19 a 24 de setembro. Os seis dias de evento acontecerão no pavilhão do São Paulo Expo, na capital paulista.

         

        Por lá, não faltarão novidades das principais marcas do mercado. Além de lanchas, iates, veleiros, jets e outros tipos de embarcações, motores, equipamentos, acessórios e experiências náuticas também farão parte do Boat Show de São Paulo.

        Planta inicial do São Paulo Boat Show 2024

        Para marcas interessadas em garantir uma vaga como expositor no maior evento náutico da América Latina, é hora de entrar em contato com a equipe do evento pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

         

        O evento de lançamento do São Paulo Boat Show 2023 recebeu a ilustre presença de Tatiane Souza e Leandro de Paula (Akzo Nobel), Alexandre Delfino e Débora Rodrigues (Arieltek), Andréa Gonçalves (Azimut), Carlos Avelar (Azov), Claudio Wilson (BR Marinas), Gabriela Lorenzo (Bordado a Bordo), João Pedro Guttierrez (BRP), Mirian Frazão e Felipe Flauzino (Electra), Manuela Mansour (Eletromec), Leonardo e Andrea Assinato (Armatti / Fishing), Barbara Martendal e João Victor (Fibrafort), Jaime Alves e Hélio Ferraresi (Flexboat), Othon Barcellos (Flip Boats), Rodrigo Campos (Fluvimar), Carlos de Sousa Silva (Growdeck), Waldimar Junior (Hidea), Marcelo Viana (Innova Marine), Rafael Paião (Intermarine), Valdir Brito (Jetco), Leandro Bonelle (Kamell), Fernando Soares (Kapazi), Ana Paula Arakelian e Jorge Arakelian (King Boats), Henrique Alves (Agroquímica – Kelson’s), Leonardo Chiavazzoli e Marcelo Oliveira (Lanchas Coral), Christiano Sestini (Marine Express), Otto Greinacher (Marine Group), Luis Camasmie (Master Marine), Jorge Araujo (Mercury Marine), José Eduardo Cury (Mestra Boats), Ubirajara Ferreira, Tawanna Bonani, Cleber Bonani e Max Pouchain (MS Audio Brazil), Paulo Kinoshita (NX Boats), Paulo Fernando (Mineirinho Carretas), Renato Mendes (Pierplas / NTC), Marcelo Galvão Bueno (Regatta Yachts), Patricia e Aline Costelini (Remar Infláveis), Marcio Ishikawa e Stella Ross (Ross Mariner), Frederico Almeida (Schaefer Yachts), José Carlos Barros (Sessa Marine), Rafael Secaf e Ghandi Secaf Junior (Suzuki Marine), Nelson Carvalhaes (Torpedo Marine), Alan Cechelero (Triton), Celso Antunes e Marislaine Godoy (Universo Yachts / Solara), Marco Fernandes e Valeria Pereira (VCAT), Marco Garcia, Carlos Motta e Andre Motta (Ventura Experience), Celso Magalhães (Victory Yachts), Matheus Del Lama (Vokan), Fabio Buso (Volvo do Brasil), Fabio Bisolatto e Marcio Rodrigues (Wellcraft), Marco do Carmo (Yacht Collection), Luciano Guidugli e José Amorim (Yamaha Motor), Thaís Bonito e Danilo Sandrin (Yanmar), Claudio Ziouva (Zimarine) e representantes da Real Powerboats, FS Yachts, NHD Boats, Masterboat e Netuno Geradores.

        Foto: Revista Náutica

        Para mais informações do evento, acesse o site do São Paulo Boat Show 2024.

        Coquetel com experiência gastronômica

        Enquanto conheciam a proposta deste ano para o maior evento náutico da América Latina, os convidados do coquetel de lançamento do São Paulo Boat Show 2024 participaram de uma experiência gastronômica e sensorial.

        Foto: Instagram @dasiansp / Reprodução

        Localizado na Faria Lima, coração financeiro de São Paulo, o restaurante tem proposta de culinária contemporânea, mesclando aromas, cores e sabores asiáticos em seus pratos, além de oferecer um cardápio completo de drinks.

        Foto: Instagram @dasiansp / Reprodução

        Capaz de comportar mais de 360 pessoas sentadas, o Dasian conta com quatro ambientes intimistas para almoços, happy hour, jantares e eventos: os Decks Teatro e Leopoldo — onde aconteceu o coquetel –, salão principal e mezanino. O restaurante fica no térreo do edifício Birmann 32, complexo marcado pela arte e cultura no meio da capital paulista.


        Relembre como foi o São Paulo Boat Show 2023

        Em 2024, o maior salão náutico da América Latina chega a sua 27ª edição, fruto de um trabalho que acontece com sucesso, de forma ininterrupta, desde 1998. O evento, tido como a “Copa do Mundo” dos Boat Shows, é o principal polo de negócios do setor e reúne, todos os anos, as principais marcas do mercado náutico em um único lugar.

        Foto: Revista Náutica

        Em 2023, cerca de 150 embarcações foram expostas no evento — desde pequenos barcos de entrada e jets até as maiores e mais luxuosas lanchas do setor, de marcas de renome nacional e mundial.

         

        Mais de 600 barcos foram vendidos e centenas de outros negócios foram gerados em setores como tecnologia embarcada, motores, brinquedos aquáticos, decoração, além de produtos de luxo como carros esportivos, resorts e helicópteros — opções expostas no tradicional Espaço dos Desejos.

        Foto: Revista Náutica

        O São Paulo Boat Show 2023 ainda apresentou ao público atrações como o Náutica Talks, que atraiu mais de mil apaixonados por barcos para assistirem palestras de grandes nomes do setor.

         

        Quem visitou a 26ª edição do salão pôde, inclusive, concorrer a uma lancha. A mostra Tesouros Náuticos levou ao público uma seleção de modelos das décadas de 50, 60 e 70, que fizeram brilhar os olhos dos mais aficionados do setor.

        Foto: Revista Náutica

         

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          Imagens de redemoinho de algas impressionam, mas preocupam os cientistas; entenda

          Embora encante pela beleza, a enorme espiral de 25 quilômetros de diâmetro representa uma séria ameaça à vida marinha

          Pode parecer impressionante este registro de um redemoinho de algas, com cerca de 25 quilômetros de diâmetro, que surgiu no Mar Báltico — entre Finlândia, Estônia e Rússia. Entretanto, as imagens flagradas pelo satélite Landsat 8 mais preocupam do que encantam os pesquisadores.

          De acordo com o Observatório da Terra da NASA, essa espiral foi responsável por deixar verdes as águas do Golfo da Finlândia. Porém, o problema nem está na coloração, mas sim na criação de uma enorme e tóxica “zona morta”, causada pelas algas quando se acumulam próximas à superfície.

          Foto: Observatório da Terra da NASA/ Divulgação

          Esse fenômeno é chamado de “zona morta”, pois quando estão em grande número na superfície, essas algas diminuem temporariamente a quantidade de oxigênio nas águas abaixo. Logo, acabam sufocando as criaturas marinhas próximas, de acordo com a instituição Woods Holes Oceanographic.


          Não é a primeira vez que esse evento acontece, mas o que preocupa ainda mais os pesquisadores é que as florações — ou seja, o crescimento excessivo das algas — estão cada vez maiores. Além disso, estão se tornando mais frequentes e mortais para outros animais marinhos.

          Espiral formada por florações em agosto de 2020. Foto: Observatório da Terra da NASA/ Divulgação

          Vale ressaltar que as algas já florescem naturalmente nessa região do mar durante o verão, pois a mistura vertical do oceano traz uma abundância de nutrientes à superfície. Porém, o despejo de produtos agrícolas na água e outras interferências humanas faz com que o crescimento seja fora do normal.

          No olho do redemoinho

          A essa altura, você já deve ter entendido que as aparências enganam. Afinal, esse redemoinho consistia principalmente de minúsculas bactérias marinhas fotossintéticas — conhecida como cianobactérias –, além de alguns plânctons, da espécie diatomáceas.

          Foto: Observatório da Terra da NASA/ Divulgação

          Para formar esse gigantesco redemoinho de algas, as criaturas microscópicas ficaram presas no local por conta de duas correntes oceânicas opostas, que colidiam naquela região. Segundo os cientistas, é até comum que esses seres sejam arrastados, mas formar uma espiral tão perfeita como essa é raríssimo.

          Um grande sinal de alerta

          Como já mencionado, o que causa maior preocupação é a falta de oxigênio, ocasionadas pela “zona morta” das florações. Entretanto, o aumento das temperaturas da superfície do mar colabora para que os oceanos retenham menos oxigênio que o normal.

          Espiral formada por florações em agosto de 2020. Foto: Observatório da Terra da NASA/ Divulgação

          Assim, se torna mais difícil a descida dos níveis de oxigênio para os níveis mais profundos. Ainda por cima, um estudo de 2018 revelou que a quantidade de ar no Mar Báltico durante o século passado caiu para o grau mais baixo dos últimos — pasmem — 1.500 anos.

           

          Se for depender do ritmo em que o planeta está seguindo, a tendência é que esse fenômeno de redemoinho de algas aconteça cada vez mais. Afinal, as temperaturas da superfície do mar estão atingindo níveis recordes, que propicia a maior frequência das florações.

           

          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

           

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            Casas flutuantes triangulares trazem cultura africana e música ao vivo em Cabo Verde

            Com formato curioso, cores vivas e materiais nativos da região, estrutura pré-fabricada foi elaborada pelo renomado arquiteto nigeriano Kunlé Adeyemi

            04/06/2024

            Três casas flutuantes triangulares próximas do mar já atraem olhares por si só. Agora, imagina se elas tivessem música, fossem pré-fabricadas passassem a sensação de estar curtindo férias no Havaí? Senhoras e senhores, essa é a Floating Music Hub, localizada na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, na África.

            Embora lembre uma triforce do jogo The Legend Of Zelda, a construção repleta de triângulos em nada tem a ver com isso. Tratam-se de casas flutuantes feitas pela NLÉ — que significa “em casa” em iorubá (grupo étnico-linguístico da África Ocidental) — , que surfam na onda das obras modulares, com estruturas pré-montadas de fábrica e que podem ser instaladas na superfície da água.

            Foto: NLÉ/ Divulgação

            O conceito principal da construtora é projetar casas pré-fabricadas anfíbias, que sejam sustentáveis e acessíveis. Já que possibilitam serem montadas e desmontadas facilmente, as unidades das casas triangulares flutuantes podem ser transportadas sobre a água e construídas na base desejada.

            Uma maravilha arquitetônica

            Com a participação de diferentes profissionais, o isolamento das casas flutuantes triangulares foi pensado para evitar inundações. Além disso, segundo a NLÉ, o Floating Music Hub tem a missão de promover a música, dança, moda e arte africana — elementos que explicam as cores vivas na iluminação.

            Foto: NLÉ/ Divulgação

            A menor “casa” funciona como um bar, recheado de comes e bebes. Já o triângulo médio acomoda um estúdio de gravação, enquanto a maior é uma sala multifuncional de apresentações ao vivo. Quem aproveita as atrações, pode socializar na praça flutuante — que fica um show a noite!

            Foto: NLÉ/ Divulgação

            Assim, esta maravilha arquitetônica do nigeriano Kunlé Adeyemi consegue ir além de um ornamento paisagístico, sendo uma estrutura funcional que resgata a rica história cultural e toda a diversidade de Cabo Verde.

            Ambiente harmônico e seguro

            O fato de a construção ser flutuante não só anima os visitantes da Floating Music Hub, como também serve como uma alternativa segura aos perigos causados pelas alterações climáticas. O arquiteto Kunlé Adeyemi ainda teve inspiração na base pesqueira ao construir a plataforma.

            Foto: NLÉ/ Divulgação

            Para dar o toque mais natural às casas flutuantes triangulares, a madeira utilizada na construção é predominantemente de origem local, que só fomenta o clima tropical de Cabo Verde com um design único, curioso e extremamente atrativo aos olhos.

            Foto: NLÉ/ Divulgação

            Ao mesmo tempo que é simples, a base das casas flutuantes tem sua engenhosidade, sendo projetada em pilares e vigas, com estacas triangulares de concreto apoiado na plataforma. Os módulos individuais, por sua vez, são montados juntos e, quando prontos, formam uma estrela — e um buraco proposital em forma de triângulo.

             

            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

             

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              Por: Redação -

              Ao longo da última década, tudo o que a baleia Bella teve de espaço para nadar e viver foi um pequeno aquário dentro do sexto arranha-céu mais alto do mundo, localizado na Coreia do Sul.

              Presa dentro do Lotte World Aquarium, situado em um mega shopping, a baleia da espécie beluga tem garantido a atenção de ativistas ao redor do mundo, que lutam pela sua libertação. Além dos protestos contra o Grupo Lotte, proprietário do aquário, uma petição internacional visa garantir os direitos do animal.

              Foto: Hot Pink Dolphins/ Reprodução

              O aprisionamento da baleia ocorreu em 2013, quando foi capturada no Oceano Ártico, na costa da Rússia, aos dois anos de idade. Junto com Bella, outras duas baleias macho — Bello e Belli — foram vendidas à empresa.

               

              Em 2016, no entanto, Bello morreu prematuramente aos cinco anos de idade, sendo que a expectativa de vida da espécie gira em torno de 35 a 50 anos. Em 2019, Belli também não resistiu — fato que deu início ao clamor público pela libertação de Bella.

              Como vive a baleia Bella

              Embora as belugas cresçam até 5,5 metros, o tanque que abriga Bella tem apenas sete metros de profundidade. De acordo com o jornal The Guardian, o animal reveza entre “girar sem rumo e flutuar imóvel”.

              Ela não tem estímulo e mostra sinais de doença mental– Jo ak-gol, do Hot Pink Dolphins, ao portal britânico

              Como a baleia Bella foi retirada muito cedo de seu habitat natural, devolvê-la à natureza está fora de cogitação, já que não conseguiria sobreviver em mar aberto. A melhor saída seria transferi-la a um santuário à beira-mar, segundo especialistas da área.

               

              Desde 2019, quando passou a ser alvo de críticas, o Grupo Lotte prometeu libertar a baleia Bella, anúncio feito novamente em 2021, mas que nunca saiu do papel.


              Em comunicado recente ao The Guardian, o aquário disse cogitar um santuário na Islândia, Noruega ou Canadá, e afirmou estar em discussões com o governo e grupos de direitos dos animais para realizar a libertação “com base em um plano científico e prático”.

               

              Embora a Coreia do Sul tenha proibido a compra de baleias e golfinhos em dezembro de 2023, a lei não se aplica a aquisições retroativas. Ou seja, animais em cativeiro podem ser mantidos legalmente em cativeiro.

               

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                Noruega é processada pela WWF por planos de mineração no Ártico

                Intenção do governo norueguês em explorar recursos minerais desperta preocupação entre ambientalistas

                Com as consequências do aquecimento global cada vez mais evidentes no planeta, a Noruega, tida como um dos países com maior índice de desenvolvimento humano do mundo, resolveu navegar contra a maré e deixar de lado a conservação de seus recursos naturais para, justamente, explorá-los por meio da mineração — decisão que rendeu ao país um processo vindo de um dos maiores grupos ambientalistas do mundo, a WWF.

                A proposta pretende atingir uma área de 280 mil km² em águas norueguesas na região do Ártico. A ideia, refutada por especialistas e ambientalistas, é extrair do fundo do mar metais e minerais com potencial para uso na chamada energia verde, como baterias para veículos elétricos e turbinas eólicas.

                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                Em janeiro, a Noruega se tornou o primeiro país do mundo a permitir esse tipo de mineração, após aprovação parlamentar. A ação levou a World Wide Fund for Nature (WWF) a processar o governo norueguês, alegando que o país está abrindo um “precedente perigoso”.

                Será um precedente perigoso se permitirmos que o governo ignore suas próprias regras, ignore todos os conselhos ambientais e administre cegamente os nossos recursos naturais comuns– Karoline Andaur, CEO da WWF-Noruega

                A fala da CEO reflete o fato de que autoridades ligadas ao governo alertam para o perigo da ação. A Agência Norueguesa do Ambiente, responsável por aconselhar o governo, afirmou que a avaliação de impacto feita pelo Ministério da Energia norueguês — que sustenta a decisão — não fornece base científica ou jurídica suficiente para a mineração, além de não cumprir com os requisitos da Lei dos Minerais dos Fundos Marinhos.

                 

                Em fevereiro, pouco depois de o país dar “sinal verde” para a mineração, o Parlamento Europeu manifestou preocupação com a decisão e recorreu aos Estados-Membros em busca de uma moratória. Até o momento, 25 países, incluindo França, Alemanha, Espanha, Palau, México e Suécia, se dividiram entre pausa, moratória ou proibição da extração mineral do fundo do mar.


                Astrid Bergmål, secretária de estado do Ministério da Energia, comentou que “um processo minucioso foi realizado com amplo envolvimento e que os requisitos aplicáveis foram seguidos.”

                A WWF quer julgar o caso em tribunal e eles têm o direito de fazê-lo. Neste momento, não temos mais comentários sobre o processo– Astrid Bergmål, secretária de estado do Ministério da Energia

                Vale ressaltar que ambientalistas alertam sobre os potenciais impactos devastadores para o ecossistema marinho com a mineração em alto mar proposta pela Noruega, uma vez que a ação pode destruir habitats marinhos, causar poluição e afetar a biodiversidade de forma irreversível. O processo, feito pela WWF, busca impedir a implementação dos planos até uma avaliação completa dos impactos ambientais.

                 

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                  Habilitação náutica: Marinha adia novas regras da Normam 211 para 1º de novembro

                  Obrigatoriedade da compatibilidade da CHA com a classificação da embarcação entraria em vigor em 1º de junho; mudança foi anunciada em comunicado na última segunda-feira (3)

                  Em nota publicada na última segunda-feira (3), a Marinha do Brasil, em conjunto com a Diretoria de Portos e Costas, confirmou a postergação da nova regra da Normam 211, que consiste na obrigatoriedade da compatibilidade da Carteira de Habilitação do Amador (CHA) com a classificação da embarcação. A mudança — que, até então, entraria em vigor em 1º de junho — foi adiada para 1º de novembro de 2024.

                  A publicação oficial ressalta, contudo, que o adiamento não afeta a obrigatoriedade de outros documentos, equipamentos e itens conforme as tabelas dos artigos 4.33, 4.34 e 4.35 da Normam 211. Os itens em questão devem estar em conformidade com a classificação do barco que consta no Título de Inscrição de Embarcação (TIE/TIEM), e estão vigentes desde 1º de junho de 2024.

                  Entenda nova regra: qual documento vale para pilotar cada barco?

                  Agora prevista para entrar em vigor em 1º de novembro, a Normam 211 traz como ponto principal a necessidade de que a classificação do barco e a habilitação náutica do condutor sejam compatíveis. Ou seja, o condutor da embarcação precisa apresentar a carteira mediante a classificação do seu barco, independentemente de onde esteja navegando.

                  Arrais amador

                  Poderá conduzir embarcações classificadas como de navegação interior. Não inclui motos aquáticas.

                  Mestre amador

                  Poderá conduzir embarcações classificadas como mar aberto costeira ou navegação costeira.

                  Capitão amador

                  Poderá conduzir embarcações classificadas como oceânica ou navegação de mar aberto oceânica.

                  Motonauta

                  O motonauta está habilitado para pilotar única e exclusivamente motos aquáticas — também conhecidas como jets.


                  Atenção à classificação do barco no TIE

                  Apesar de parecer simples, a nova Normam tem gerado algumas dúvidas e, a principal delas, se dá devido a uma “confusão” na hora de conferir a classificação do barco no TIE/TIEM.

                   

                  Isso porque os TIES trazem no campo “área de navegação” uma classificação que é, posteriormente, especificada mais a fundo em “observações”, logo abaixo.

                  Por exemplo: por vezes, o primeiro campo é preenchido apenas como ‘mar aberto’, e a indicação ‘costeira’ ou ‘oceânica’ está somente no campo ‘observações’– explica Marcello Souza, instrutor de navegação da Argonauta

                  Ou seja, caso o barco esteja classificado como “mar aberto”, é imprescindível verificar nas observações se a embarcação consta como “mar aberto oceânica”, “mar aberto navegação oceânica”, ou ainda “navegação costeira.”

                   

                  Essas alterações partem da publicação da norma, disponível no site da Marinha do Brasil. Todos aqueles que não têm uma habilitação de mestre amador, mas possuem uma embarcação de navegação costeira, por exemplo, devem adequar sua habilitação, ou, então, o seu documento, até 1º de novembro.

                   

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                    Vem aí: faltam só 30 dias para o Marina Itajaí Boat Show

                    Segunda edição do salão acontece de 4 a 7 de julho, em novo formato e com mais expositores; ingressos estão disponíveis

                    Depois de levar ao Sul do país todo o charme de um evento Boat Show pela primeira vez em 2023, vem aí a segunda edição do maior salão náutico da região. Faltam 30 dias para o Marina Itajaí Boat Show 2024, que chega ainda mais inovador, com mais expositores e em formato de circuito 360º, sobre a terra e as águas.

                    De 4 a 7 de julho, os amantes da náutica tem um compromisso marcado — inclusive já com ingressos disponíveis. Durante os quatro dias de salão, o público poderá conferir de perto ainda mais barcos expostos sobre as águas da Marina Itajaí, além de uma gama completa de produtos e serviços para embarcações. Tudo isso de forma inovadora, estreando o formato de circuito 360º.

                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Nessa nova configuração, o salão permitirá aos visitantes uma verdadeira imersão no universo náutico, tanto por terra quanto sobre as águas, em um layout que levará o público por todos os espaços do Marina Itajaí Boat Show 2024.

                     

                    Outra novidade preparada para daqui 30 dias para o Marina Itajaí Boat Show é que, além das embarcações, o shopping náutico será flutuante, apresentando as principais inovações, equipamentos e acessórios do setor com todo charme de um evento Boat Show.

                    Foto: Revista Náutica

                    Os visitantes do maior evento náutico do Sul do país poderão não só apreciar uma enorme variedade de lanchas de perto, como também testá-las na prática (conforme disponibilidade do expositor).

                     

                    As principais marcas de motores do mercado também levarão ao salão uma diversidade de modelos, proporcionando ao visitante a possibilidade de conversar com especialistas do ramo antes de fechar negócio.


                    Garantia de entretenimento e lazer para toda a família, o salão ainda oferecerá uma ampla praça de alimentação com diversidade gastronômica e possibilidade de chegada por terra ou ar — como for mais cômodo para o visitante. Um desfile de moda transformará os corredores do salão em uma verdadeira passarela, deixando a experiência ainda mais completa.

                    Marina Itajaí Boat Show 2024

                    O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família.

                     

                    Anote aí!

                    Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                    Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                    Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                    Mais informações: site do evento
                    Ingressos: site oficial de vendas

                     

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                      Iates de luxo totalmente personalizáveis é aposta da VanDutch Yachts para agradar os milionários

                      Estaleiro vai produzir uma linha com seis iates, dos 80 aos 394 pés, todos personalizáveis ao gosto do proprietário

                      03/06/2024

                      Observando a tendência da busca dos milionários por embarcações cada vez mais ao seu próprio gosto, a italiana VanDutch Yachts resolveu surfar nessa onda não só com um, mas com seis iates totalmente personalizáveis, com tamanhos que vão dos 80 aos 394 pés — ou seja, uma linha completa totalmente adaptável aos desejos dos milionários.

                      Aparentemente o mercado de embarcações de luxo precisará se adaptar a uma nova demanda dos consumidores: o desejo para além do que hoje já é visto como ultraluxuoso. Isso porque, ao que tudo indica, mesmo com muitas mordomias, os iates padrão parecem já não satisfazer por completo quem tem muito dinheiro para investir em uma verdadeira mansão sobre as águas.

                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação

                      Em um mundo de consumo cada vez mais exacerbado, em que coisas mesmo muito caras saturam rapidamente, a tendência é que os iates reflitam cada vez mais a personalidade de seus proprietários, de modo a serem adaptadas para atender a todas as suas necessidades e desejos. E a VanDutch Yachts está mais do que preparada para atender essa demanda.

                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação

                      Em colaboração com o estúdio holandês Hartform Yacht Design, de Barry Hartman, o estaleiro desenvolveu uma nova coleção de modelos de iates sob medida, com uma linha de embarcações 24 a 120 metros de comprimento, incluindo seis modelos. O maior deles, inclusive, supera o maior modelo do portfólio do estaleiro até então (VanDutch 75, com 22,8 m), representando um grande salto para a marca.

                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação
                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação
                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação

                      A ideia é que a nova linha possa satisfazer o proprietário em cada mínimo detalhe, desde a disposição das cabines e a configuração dos espaços de entretenimento até o esquema de cores e acabamentos internos.


                      A linha de super iates da VanDutch Yachts é uma prova do compromisso da marca com a inovação e a excelência. Apresentando materiais exclusivos e de alta qualidade, esses iates são projetados com a máxima atenção aos detalhes e à qualidade– disse a VanDutch Yachts

                      As novas embarcações serão construídas em alumínio, mantendo no exterior a tradicional proa reta, marca registrada do estaleiro. Os modelos vão de iates “mais básicos”, como o VD80, que acomoda até seis pessoas, até os mais volumosos, como o carro-chefe VD400, que proporciona acomodações para um grupo de 24 pessoas e uma tripulação de 32.

                      Foto: VanDutch Yachts / Divulgação

                       

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                        Movimento "100 for the Ocean" arrecadou meio milhão de dólares no ano passado e quer repetir sucesso em nova edição

                        Por: Redação -

                        Quando um grupo de 100 renomados fotógrafos uniu forças, em 2023, para arrecadar verba focada em salvar oceanos, mais de meio milhão de dólares (ou R$ 2,6 milhões, na conversão atual) foram destinados a ONGs do setor. Agora, a ideia é repetir o sucesso e ampliar o debate sobre a defesa do ambiente marinho.

                        Chamado “100 for the Ocean”, o movimento disponibiliza mais de 100 fotos de 100 profissionais conhecidos ao redor do mundo a preços que partem de 100 dólares (R$ 520) — mas podem chegar na casa dos milhares.

                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação

                        Toda a renda obtida com a venda das imagens será destinada a apoiar organizações focadas em salvar os oceanos, sendo que, nesta segunda edição, três foram escolhidas:

                        • Coral Gardeners, nascida na Polinésia Francesa e focada na restauração de corais;
                        • Young Ocean Explorers, da Nova Zelândia, responsável por inspirar crianças a proteger e valorizar os ambientes marinhos do mundo;
                        • Oceans Initiative, dos Estados Unidos, que reúne dados e informações científicas para combater ameaças à vida marinha.
                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação

                        Como salvar os oceanos com o movimento

                        As vendas das fotos começaram em 1º de junho e vão até o último dia deste mês. De acordo com a 100 for the Ocean, os preços a partir de 100 dólares são bem mais acessíveis do que seriam se as imagens fossem vendidas por seus autores — que cobrariam de duas a dez vezes mais.


                        Os interessados em se juntar ao movimento podem escolher entre mais de 100 fotos, sendo que cada uma conta apenas com algo em torno de 100 exemplares — definição que permite uma certa exclusividade aos compradores.

                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação

                        Confira o site oficial do 100 for the Ocean para visualizar as peças disponíveis. Nele, há registros impressionantes de jacarés famintos, baleias brincalhonas, paisagens belíssimas e diversos outros animais fotografados em momentos engraçados e delicados.

                        O que é tão bom no 100 for the Ocean é que é acessível a muitas pessoas que querem ajudar a proteger o nosso planeta, mas não sabem por onde começar– Cristina Mittermeier, uma das fundadoras do projeto

                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação
                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação
                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação
                        Foto: 100 for the Ocean/ Divulgação

                         

                        Náutica Responde

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                          Modelo reúne recursos de sobra para agradar quem deseja fazer um upgrade ou está à procura da primeira lancha

                          Por: Redação -
                          02/06/2024

                          No universo das chamadas lanchas de entrada (até 25 pés), ideais para quem quer começar a navegar, sempre chama atenção a chegada de uma embarcação como a nova Triton 250 Open Sport, que tem um grande solário na popa, banheiro fechado e, especialmente, uma plataforma de popa ampla que faz toda diferença — afinal, é nessa área que as pessoas gostam de ficar.

                          Mais indicada para simples passeios em águas abrigadas — ou ainda para quem gosta de barcos menores para a prática de esportes náuticos como esqui e wakeboard —, a Triton 250 Open Sport é repleta de soluções interessantes em relação às lanchas do seu porte.

                           

                           

                          Uma delas é ter banheiro fechado, apesar da proa aberta. Outra, possuir um sofá de popa que se converte em solário, além de convés autodrenante, paióis debaixo dos sofás e capacidade no cockpit para até 12 pessoas — o que significa levar a família inteira para navegar.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Detalhes que, somados, pesam muito a favor desta 25 pés do estaleiro paranaense Triton Yachts, primeiro barco testado por NÁUTICA no Lago de Itaipu, em Foz de Iguaçu, no oeste do Paraná, durante a 1ª edição do Foz Internacional Boat Show.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Com 7, 55 metros de comprimento e 2,60 m de boca, a Triton 250 Open Sport prova que barco pequeno não é sinônimo de barco sem recursos. Seu cockpit vem equipado com pia e geladeira. Conta também com banheiro para a maior comodidade dos passageiros que, mesmo não pernoitando no barco, podem ficar horas longe da terra.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Próximo ao posto de comando há uma poltrona de acompanhante, que facilita a interação com o piloto. Todos os sofás são confortáveis, com encostos acolchoados e assentos ergonômicos — há barcos maiores que não apresentam essa ergonomia.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Na proa, o conjunto de sofás acomoda de quatro a cinco pessoas sentadas, ou duas deitadas, com os sofás se transformando espreguiçadeiras. Ao lado dos sofás o projetista colocou quatro porta-copos (dois em cada bordo), além de providenciais pega-mãos (um em cada bordo).

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Além disso, embaixo de cada assento há um paiol, num total de três, sendo um grande em cada bordo e outro menor no bico de proa. Os dois cunhos de proa podem ser usados tanto para a amarra da âncora como para atracação.

                           

                          Já à meia-nau, embaixo do posto de comando, há um bom armário, de fácil acesso, perfeito para guardar o material de salvatagem e os utensílios do barco. No outro bordo fica o banheiro, com pia com água pressurizada, armário, vaso sanitário e vigia com entrada de ar.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Na área de convívio, destaca-se o sofá em L, com a perna maior situada a bombordo. Paralelo ao posto de comando, fica o banco do acompanhante, que tem encosto rebatível. O pulo-do-gato é que, quando deslocado para frente, o encosto desse banco dá origem a um gostoso divã.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Já a boreste, atrás do posto de pilotagem, há um móvel (com um grande pega-mão à frente) que contém pia, geleira e uma cristaleira com suportes para copos e garrafas. A caixa de disjuntores e chave-geral fica ao lado. O sofá de popa também tem encosto rebatível, truque inteligente para a formação de um solário voltado para a plataforma, com espaço para até três pessoas.

                           

                          A targa (invertida) permite o fechamento total do cockpit com capota. No centro da targa há um ponto de iluminação de led, mas o ideal é que houvesse pelo menos três, para uso noturno.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          O cockpit é autodrenante, quer dizer, toda água (da chuva ou de respingos) que entrar dentro dele é jogada automaticamente para fora, antes de chegar ao porão, o que significa maior segurança. Porém, as suas saídas de água poderiam ser um pouco maiores. Há ainda luzes de cortesia nas bases dos sofás, o que é muito bom.

                           

                          Chama atenção o espaço generoso que a Triton 250 Open tem na popa. Por conta da motorização de centro, sua plataforma é uma grande área livre, com 2 metros de largura por 1,80 m de comprimento. Há um chuveirinho com água pressurizada a boreste, onde fica a portinha de acesso ao cockpit. A escada de retorno da água, de três degraus, está posicionada na diagonal.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          No costado do barco, a boreste, o bocal de gasolina ou diesel favorece o abastecimento num posto de combustível. Porém, a partir do cockpit, o alcance é difícil. O bocal de abastecimento de água fica a bombordo. Uma tampa no centro do cockpit dá acesso aos dois tanques. Essa tampa abre fácil; mas, por motivo de segurança, bem que ela poderia estar equipada com uma mola pneumática.

                           

                          São 70 litros de água doce e 230 litros de combustível. Para um barco homologado para até 12 pessoas, seria desejável um tanque de água um pouco maior, na casa dos 100 litros.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          O piso, de material sintético, é macio, confortável e oferece boa aderência na pisada, mesmo com os pés molhados. Na unidade testada por Náutica, era de cor escura, imitando a madeira teca. Talvez fosse mais apropriada uma cor clara, que aquece menos nos dias de sol forte.


                          Na motorização, a Triton 250 Open vem equipada com um centro-rabeta de 250 a 300 hp. Para se chegar ao motor basta levantar o sofá de popa. A casa de máquinas tem revestimento acústico de fábrica e a caixa de baterias fica num nicho exclusivo, bem protegido contra impactos e a elevação da temperatura.

                          Navegação da Triton 250 Open

                          No teste de NÁUTICA no Lago de Itaipu, num dia de tempo encoberto com ventos de sete a oito nós, a lancha estava equipada com um motor Mercruiser 4.5 litros, gasolina, de 250 hp, potência de sobra para navegar numa represa ou no mar abrigado em simples passeios.

                           

                          Para quem pretende puxar esqui ou wakeboard, um motor mais forte certamente cairá melhor. Mas este upgrade só vale a pena para quem costuma praticar esportes náuticos.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          No posto de comando, o painel tem espaço para a instalação de um eletrônico com tela grande e todos os instrumentos oferecem fácil leitura. O assento do piloto é rebatível e a visão da proa é muito boa, mesmo com o piloto sentado. À direita, abaixo do manche, há um bem-vindo porta-copos para o piloto.

                           

                          Nas manobras, o casco se comportou bem, dentro dos padrões esperados para uma lancha de passeio deste porte, amortecendo bem o impacto ao cortar as próprias marolas, de cerca de 50 centímetros. A velocidade máxima chegou a 39,5 nós, uma marca e tanto para uma lancha open de 25 pés.

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Navegando na faixa entre 25 e 29 nós, com cerca de 4000 rpm, nas águas do Lago de Itaipu, com três pessoas a bordo, a Triton 250 oferece autonomia de cerca de 120 milhas.

                           

                          Durante toda a navegação, o barco se manteve seco, quase sem respingos de água no cockpit, mesmo na área de proa, o que mostra o acerto do projeto. Enfim, uma boa opção para quem procura uma lancha de passeio diurno confortável e com ótimo conjunto casco e motor.

                          Saiba tudo sobre a Triton 250 Open

                          Pontos altos

                          • Plataforma e solário de popa grandes;
                          • Tem banheiro fechado;
                          • Estilo esportivo do casco;

                          Pontos baixos

                          • Tanque de água pequeno para a capacidade de pessoas;
                          • Saídas de água no cockpit poderiam ser maiores;
                          • Falta amortecedor na tampa de inspeção;

                          Características técnicas

                          • Comprimento: 7,50 m;
                          • Boca: 2,60 m;
                          • Peso: 1400 kg (sem motor);
                          • Capacidade (dia): 12 pessoas;
                          • Combustível: 230 litros;
                          • Água: 70 litros;
                          • Motorização: centro-rabeta;
                          • Potência: de 250 a 300 hp;
                          • Velocidade máxima: 39,5 nós (a 5000 rpm);
                          • Cruzeiro econômico: 29 nós (a 4000 rpm);
                          • Aceleração: 8 segundos (até 20 nós);
                          • Autonomia: 130 milhas (a 4000 rpm);
                          • Motorização: 1 x centro-rabeta de 250 hp.

                           

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                            Jack e Angel, da família Velho Jack, passaram 20 dias em Porto Alegre em intenso trabalho de manutenção para garantir a continuidade dos resgates e entregas de donativos

                            Por: Redação -
                            01/06/2024

                            Os primeiros raios de sol nas manhãs gélidas do Rio Grande do Sul eram a deixa para Jackson Alves e Angelita Rumor começarem a se preparar para mais um dia de trabalho no conserto de barcos destinados a resgatar as vítimas da enchente histórica que abalou o estado.

                            Conhecidos simplesmente como Jack e Angel, os dois contribuíram para o ajuste de mais de 300 embarcações ao longo dos 20 dias que permaneceram em terras gaúchas como voluntários. No meio náutico, também são lembrados como o casal da família Velho Jack, nome do negócio de avaliação técnica e venda de veleiros que abriram com o filho Kurt Dali.

                            Além de consertos, Jack fez o resgate de três barcos antes que naufragassem. Foto: Arquivo Pessoal

                            Movida pelo desejo de fazer a diferença em meio à tragédia, a dupla chegava cedo à base de socorros montada no Iate Clube Guaíba, às margens do famoso rio de Porto Alegre. A entrada tinha horário, mas a saída não: às vezes, a missão começava às 7h e só findava às 22h, quando a noite já corria solta.

                             

                            As longas horas com ferramentas nas mãos, no entanto, mostraram o quanto os navegadores voluntários precisavam de ajuda. Devido à quantidade de árvores submersas e detritos nas águas, não demorava até um hélice quebrar ou o motor parar de funcionar. Era nessa hora de desespero que as mãos de Jack operavam um incontestável milagre nos barcos.

                            Uma embarcação ajudava, em uma média diária, cerca de 150 pessoas. Cada uma que a gente devolvia para a água era uma vitória– afirma ele, em entrevista à NÁUTICA

                            Mais do que fornecer auxílio técnico, o casal montou um verdadeiro centro de manutenção em meio ao caos do desastre climático. A logística improvisada foi tão eficaz que Jack e Angel sequer têm ideia de como conseguiram tantas peças, ferramentas e donativos — incluindo produtos levados de helicóptero, diretamente a seus cuidados.  A solidariedade, aqui, provou novamente seu potencial.

                            Criatividade e garra

                            Quem pensa que Jack dispunha de toda a infraestrutura para realizar seu trabalho, mal imagina que as coisas foram acontecendo na base do improviso. A sorte é que os anos de experiência em manutenção e o fato de viver com Angel em um veleiro o ajudaram a buscar saídas alternativas.

                            Quase todos os reparos eram uma luta. Geralmente dentro da água suja, sem ferramentas adequadas, bancada… A gente teve que adaptar muitas coisas e usar a criatividade– explica

                            Sem solução fácil, vários barcos recebiam peças que não eram específicas para o modelo, mas que resolviam, ao menos temporariamente, o problema. E veja só: até peças de motos e carros foram aproveitadas nessa roda de substituições.

                            Ponto de manutenção do casal era encontrado pelos voluntários necessitados graças à divulgação via grupo de WhatsApp dos Velejadores Solidários. Foto: Arquivo Pessoal

                            Por outro lado, havia donativos chegando por terra, água e ar por conta da iniciativa que Jack e Angel tiveram antes de pisarem em Porto Alegre. Pelas redes sociais, deram início a uma campanha de arrecadação de fundos, focada na compra de materiais. O resultado foi tão positivo que eles conseguiram passar em lojas em cidades próximas à capital do Rio Grande do Sul e garantir o conserto dos primeiros barcos.

                             

                            Mas nem nos melhores sonhos a dupla imaginaria a força-tarefa que se formou. Peças, motores, ferramentas e outros itens chegavam para eles aos montes, muitos com pit stop na residência de um casal com o qual fizeram amizade — e que disponibilizou a residência, em Florianópolis, para receber as doações.

                             

                            Para total espanto de Jack e Angel, um helicóptero saiu de São Paulo destinado a levar mais peças para a dupla. Do dia para a noite, os voluntários da região providenciaram um heliponto no meio de Porto Alegre e garantiram a mercadoria.

                            Nossos amigos recebiam toneladas de material e tudo ia chegando para a gente lá. Vinham pessoas que nunca tínhamos visto na vida com caixas que alguém encaminhou. A gente não sabe nem de onde veio tanta coisa– aponta Jack

                            Ele relata que, quando faltava algum item importante no meio do dia, bastava pedir pelas redes sociais e, na manhã seguinte, o objeto já estava a postos. Tal foi a proporção que a corrente do bem tomou que Angel ficou focada em organizar a logística de entregas, envios e contatos com quem queria participar.

                            Casal também ajudou vítimas de enchente em Paraty; na época, o carro de Angel foi levado pela enxurrada. Foto: Arquivo Pessoal

                            Nessa onda do bem, amigos do casal fizeram rifas, sortearam aulas de vela e doaram cursos, tudo para ajudá-los a dar continuidade ao trabalho.

                            Foi por essa força e vontade de ajudar que a gente deu nosso máximo. Para fazer jus à quantidade de apoio que recebemos– destaca

                            Na cara e na coragem

                            É impossível para Jack conter a emoção que escorre pelos olhos ao relembrar as vivências acumuladas ao longo do tempo que passou consertando barcos com a esposa no Rio Grande do Sul.

                             

                            Além do cenário de guerra que se revelava em Porto Alegre, o casal contou com a força de vários voluntários locais, incluindo dois técnicos em manutenção que perderam tudo na enchente. “Estavam lá com a caixa de ferramentas e a vontade. De domingo a domingo”, relata.

                            Situação no RS. Foto: Arquivo Pessoal

                            Apesar da prova que enfrentavam, os gaúchos trabalhavam sem parar e, não raro, com um sorriso no rosto. A gratidão pelos resgates era demonstrada, muitas vezes, com um alimento servido ou um docinho entregue a quem ajudava — incluindo ao casal Velho Jack.

                             

                            O mais irônico é que a dupla sequer sabia, no começo da empreitada, se conseguiria chegar à região. Residentes de Paraty, Jack e Angel se dirigiam à Florianópolis em viagem a trabalho quando descobriram, por meio de conhecidos, sobre a dificuldade em conseguir manutenção de barcos no Rio Grande do Sul.

                             

                            “Pensamos em mandar algum tipo de ajuda, mas vendo tantas postagens não conseguimos deixar de ir para lá”, conta ele.

                            Além dos consertos e logística, Jack e Angel ajudaram em outras frentes, como triagem de roupas e descarregamento de caminhões. Foto: Arquivo Pessoal

                            Sem saber por onde começar, o casal recorreu às redes sociais e logo o esquema da viagem foi montado. Eles foram de ônibus até Florianópolis e foram recebidos, de madrugada, pelo mesmo casal que disponibilizou a residência para receber doações.

                             

                            O único detalhe é que Jack e Angel e a dupla nem sequer se conheciam. Mesmo assim, toparam a acolhida e, no dia seguinte, pegaram carona com os novos amigos até a cidade de Imbé, de onde seguiram até Porto Alegre em carro da prefeitura.

                             

                            Diante de tantas incertezas no começo da viagem, nenhum dos dois levou roupa suficiente para o tempo em que permaneceram no estado, nem a garantia de que conseguiram fazer os consertos de barcos. Mas ao chegarem na capital, a vida foi se ajeitando conforme a necessidade.

                            Fomos para fazer o que fosse possível e conseguimos fazer quase o impossível. Isso é uma das coisas que mais me deixa grato– emociona-se

                            O trabalho continua

                            Profundamente imersos no trabalho, o casal evitou ver notícias tristes que aumentassem a carga emocional com a qual lidavam nos dias de trabalho. Mas agora que chegaram a Curitiba — e puderam se recuperar do resfriado e pneumonia que pegaram por conta do frio e chuva — perceberam o quanto a união dos brasileiros fez a diferença. É por isso que continuarão na ativa.

                            Casal documentou todo o período de voluntariado no Instagram. Foto: Arquivo Pessoal

                            “Começou a segunda fase, que é a limpeza, então compramos luva, macacão, máquinas de alta pressão para lavagem, carrinho de mão para tirar a lama das casas”, enumera Jack.

                             

                            Todo o dinheiro arrecadado continuará sendo investido em materiais de necessidade para o povo gaúcho, mas o casal garante que a jornada no Rio Grande do Sul não termina por aí. A expectativa é de que quando as pessoas recuperarem seus lares, eles retornem ao estado para realizar instalações elétricas nas residências.

                            Dessa vez, tentaremos levar mais gente. Como ser humano, precisamos deixar as diferenças de lado e entender a dor do outro. Não dá para parar, nem para esquecer– finaliza Jack

                            Comunidade náutica unida em solidariedade

                            Além das ações da família Velho Jack, outras empresas se mobilizaram para ajudar o Rio Grande do Sul. A NautiSpecial, que desenvolve produtos de limpeza biodegradáveis para barcos, vai doar 20% de todas as vendas realizadas no site para os Velejadores Solidários RS. O estaleiro pernambucano NX Boats colaborou financeiramente com o Instituto Cultural Floresta, que está atuando em várias ações nas enchentes.

                             

                            NTC Company, que tem sede no estado gaúcho, enviou plataformas flutuantes para os afetados na tragédia. Já a Kamell doou mercadorias para a manutenção de barcos que trabalhavam nos resgates no Rio Grande do Sul.

                             

                            A Yamaha também contribuiu com roupas, motores de popa, óleo para os motores e hélices, além de transportar doações de terceiros. Diversas outras companhias do mercado náutico revelaram à reportagem que desenvolveram ações em prol dos gaúchos, mas preferiram não divulgá-las.

                            Campanha NÁUTICA + CUFA

                            O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

                             

                            Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

                             

                            Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

                             

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                              Por: Redação -
                              31/05/2024

                              O futuro dono do veleiro histórico Hermitage, antigo Sea Gypsy, poderá se gabar, sem medo, de ter uma peça única como propriedade. Quase centenária, a embarcação construída em 1929 chegou a servir na Segunda Guerra Mundial como barco-patrulha e oferece o melhor do luxo vintage — por dentro e por fora.

                              Isso porque o casco do barco de 31 metros (102 pés) é todo trabalhado em carvalho, material quase não usado hoje em dia. Os móveis são em madeira e o lado clássico se une perfeitamente ao moderno, graças à extensa reforma — avaliada em US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões, na conversão atual, em maio de 2024) — pela qual o veleiro histórico passou entre 2023 e este ano.

                              Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

                              Usufruir disso, no entanto, tem preço: o Hermitage está à venda por nada menos do que US$ 3,9 milhões, valor equivalente a R$ 20 milhões.

                              Tour pelo veleiro histórico

                              Com boca de 5 metros, o barco conta com sete cabines, capazes de acomodar 14 passageiros, decoradas em tons de azul e branco, bem ao estilo da vela. Há ainda espaço para quatro membros da tripulação.

                              Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

                              O deque principal abriga uma rede de mastros e cordas, com leme à popa e uma boa área para ficar ao ar livre. No deque inferior, a grande sala de jantar é composta por uma ampla mesa de madeira e espelho, que dá a sensação de aumentar o ambiente.

                               

                              Já a cozinha, posicionada logo ao lado, combina a elegância clássica com modernidade. Além dos móveis antigos, o proprietário encontrará pia dupla, forno elétrico, fogão e bancada em aço inox.

                              Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação
                              Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação
                              Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

                               

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                                Pesquisadores encontram possível nova espécie de coral no fundo do Oceano Ártico; confira

                                Durante expedição, cientistas descobriram algumas corais que sobreviviam no caule de uma lírio-do-mar

                                A ciência prova a cada dia que sempre há algo a ser descoberto. Durante uma missão de exploração no gelado Ártico, os pesquisadores da Fundação Nippon-Nekton Ocean Census descobriram no fundo do oceano o que pode ser uma nova espécie de coral — ambiente esse que eles não costumam sobreviver.

                                Junto com a Universidade Ártica da Noruega (UiT) e REV Ocean, a expedição reuniu uma equipe multidisciplinar de 36 cientistas e especialistas de mídia de 15 instituições acadêmicas, todos com um só propósito: investigar uma das regiões menos exploradas da Terra.

                                Foto: Instagram @oceancensus/ Reprodução

                                Para a surpresa dos pesquisadores, foi encontrado uma possível nova espécie de coral num lugar inesperado: no caule de uma crinóide — também conhecida como “lírio-do-mar”. Além disso, chama atenção o fato destes animais terem sido avistados no Ártico, um ambiente extremamente afetado pela mineração e mudanças climáticas.

                                 

                                Geralmente associados a climas tropicais, os corais costumam estar em águas quentes, claras e repletas de peixes entre os recifes. Entretanto, eles costumam ser mais diversos que isso, e podem sobreviver em uma infinidade de ecossistemas diferentes — como a pesquisa acaba de comprovar.

                                Segundo a Ocean Census, o Ártico é um ambiente expansivo, onde encontram-se habitats de inúmeras espécies e ecossistemas, muitos dos quais permanecem desconhecidos ou pouco estudados pela ciência. No entanto, essa expedição pode significar uma virada de chave nesse tópico.

                                Nasce uma nova espécie?

                                Como já mencionado, a descoberta da possível nova espécie de coral aconteceu enquanto os cientistas da Ocean Census estudavam o Ártico. Segundo o comunicado, eles começaram sua expedição em Tromsø, no norte da Noruega, em 3 de maio. No entanto, os corais estavam cada vez mais raros.

                                Foto: Ocean Census/ YouTube/ Reprodução

                                Vimos muito poucos corais desde que chegamos aqui no Ártico. No mergulho de hoje, vimos muitos destes crinóides crescendo, e o que encontramos neste crinóide foi um coral vivendo no caule. É quase certamente uma nova espécie – Alex Rogers, pesquisador principal da Ocean Census.

                                Neste caso, este que pode ser uma nova espécie de coral se adaptou ao ambiente extremo, vivendo ao longo da borda da plataforma continental. Numa demonstração de coevolução nas profundezas do mar, este grupo de animais sobrevive nas águas que medem pouco acima de 0ºC.

                                Isso realmente demonstra a coevolução no fundo do mar, mas também a eficácia do veículo operado remotamente (ROV). Obtemos os espécimes em tão boas condições que esse tipo de relação é realmente preservado– Alex Rogers

                                Mencionado pelo pesquisador, o ROV é um submersível operado remotamente por uma pessoa a bordo de uma embarcação — neste caso, direto do navio RV Kronprins Haakon. Inclusive, o Ocean Census divulgou um vídeo usando imagens tiradas pelo veículo. Confira!

                                 

                                 

                                O impacto na ciência

                                O lugar explorado pelos cientistas é repleto de fontes hidrotermais, que atraem vida de todos os tipos. Como essas aberturas bombeiam metano e enxofre — que são relativamente quentes — , diferentes criaturas fixam residência em um local que, em situações normais, seria impróprio de viver.

                                Foto: Ocean Census/ YouTube/ Reprodução

                                Encontrar vida no Ártico é de suma importância aos cientistas, que estão preocupados com os impactos da mineração. Afinal, a busca por lítio e cobalto — usados em baterias de veículos elétricos — exige a escavação do fundo do oceano, resultando na destruição dos ecossistemas.

                                 

                                Pensando em preservar esses ecossistemas que já estão em situações delicadas, os pesquisadores utilizaram técnicas modernas e consideradas cruciais para encontrar a possível nova espécie de coral e expandir o conhecimento científico, como o avanço na taxonomia, análise de eDNA e aprendizado de máquina.

                                Se estes dados se tornarem acessíveis e partilhados amplamente, e não apenas por aqueles que os recolheram, poderão ter um impacto profundo na compreensão científica– Jan-Gunnar Winther, Diretor Especialista do Instituo Polar, em comunicado

                                 

                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                 

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                                  Embarcação perdida em combate há quase 80 anos estava a 900 metros de profundidade em posição vertical

                                  30/05/2024

                                  Cenários de guerra deixam vestígios que nem o tempo consegue apagar. Alguns deles, imateriais, já outros, verdadeiros gigantes apenas esperando para serem encontrados. Foi o caso do USS Harder, submarino da Marinha dos Estados Unidos abatido durante a Segunda Guerra Mundial e encontrado agora, quase 80 anos depois.

                                  A embarcação estava a 900 metros de profundidade, em posição vertical, próximo à ilha de Luzon, no norte das Filipinas, no Mar da China Meriodional. Por lá, o navio protagonizou cenas de batalha antes de também virar um alvo, enquanto os EUA tentavam retomar as Filipinas das forças de ocupação japonesas. As informações sobre o achado foram confirmadas pelo Comando de História e Patrimônio da Marinha (NHHC).

                                  Modelo 4D do local do naufrágio. Foto: The Lost 52 / NHHC / Divulgação

                                  O USS Harder foi encontrado graças aos dados fornecidos pelo Lost 52 Project, iniciativa liderada por Tim Taylor, CEO da Tiburon Subsea, que tem o objetivo de localizar 52 submarinos americanos desaparecidos durante a Segunda Guerra.

                                   

                                  Apesar de ter sido perdido em combate há quase 80 anos — em 24 de agosto de 1944, conforme informações do NHHC –, a embarcação permanece em bom estado de conservação, com danos apenas na torre de comando, causados por uma carga de profundidade — arma anti-submarino japonesa.


                                  O USS Harder fazia sua sexta patrulha, com 79 tripulantes a bordo, dois dias antes de ser atingido. De acordo com a Marinha, o navio afundou duas embarcações de escolta japoneses na Península de Bataan, em 22 de agosto de 1944, e depois seguiu para o norte ao longo da costa de Luzon junto a outros dois submarinos, à procura de novos alvos.

                                   

                                  Dois dias depois, antes de naufragar, o navio ainda disparou três torpedos em um combate com o navio de escolta japonês CD-22. Mais tarde, foi afundado pelo quinto ataque de carga de profundidade da embarcação japonesa.

                                   

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                                    Por: Redação -

                                    O ingresso das mulheres na Marinha, em 1981, marcou uma nova era de representatividade, protagonismo e quebra de paradigmas dentro das Forças Armadas. Depois de 43 anos, parte das pioneiras se uniu para revisitar essa época histórica e lançar o livro “307 Sonhos: Mulheres Militares Pioneiras das Forças Armadas – Praças da Marinha do Brasil”.

                                    A obra, de autoria de 110 das 307 mulheres que formaram a primeira turma de Praças, traz uma coletânea de histórias sobre vivências e bastidores na Marinha, pontuadas por emoções e desafios.

                                    Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                                    O livro é dividido em quatro capítulos. No primeiro, “nossas histórias”, o leitor embarca em uma viagem pela vida de cada pioneira, enquanto no segundo, “fatos pitorescos”, se diverte com histórias engraçadas que aconteceram na época e na atualidade da trajetória das militares.

                                     

                                    O terceiro, “mulheres militares pioneiras”, apresenta a linha do tempo da inclusão feminina na Força, até que o quarto, “vintage”, mostra gírias da Marinha e retoma hinos, canções e fardas antigas — inclusive trazendo a curiosidade de que a primeira vestimenta feminina foi desenhada pelo renomado estilista Guilherme Guimarães, considerado da “alta sociedade”.

                                     

                                    Em comunicado da Marinha, a Capitão de Corveta e integrante da primeira turma, Josiane Souza Brito, relembra que as mulheres conseguiram mostrar tudo o que são capazes, tanto dentro, quanto fora da corporação, mas não sem dificuldades e obstáculos.

                                    Éramos muito jovens. Mesmo assim, nos aventuramos em um universo que era exclusivamente masculino. Não foi fácil. Hoje, as mulheres estão em todos os lugares. Se isso aconteceu, foi porque começou por aqui– Capitão de Corveta Josiane Souza Brito

                                    Pioneirismo das mulheres na Marinha

                                    A história da inclusão feminina na Força Armada data de 1980, quando o então Ministro da Marinha — Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo Fonseca — criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva.


                                    Ao longo dos anos, novos espaços começaram a ser ocupados até que, em 2024, chegou o momento em que havia presença de mulheres em todos os Corpos, Quadros, Escolas de Formação e Centros de Instrução da Marinha.

                                     

                                    Na época da primeira turma de Praças, as 307 jovens saíram de diversos estados do Brasil rumo ao Rio de Janeiro, após aprovação no inédito concurso público federal. Hoje, estão completamente inseridas no contexto militar, tanto em cargos de direção e comando, quanto em postos como o de Fuzileiros Navais.

                                     

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                                      Bilionário planeja visita ao Titanic e chama submarino que implodiu de “engenhoca”

                                      Larry Connor está construindo um submersível capaz de alcançar 3,7 mil metros de profundidade

                                      29/05/2024

                                      Depois da tragédia envolvendo o submarino Titan – que implodiu ao tentar chegar aos destroços do Titanic, em junho de 2023 –, não era de se imaginar que tão cedo alguém tentaria a façanha novamente. Mas Larry Connor, investidor imobiliário bilionário dos Estados Unidos, está decidido a mostrar que a viagem pode ser feita de forma segura e, para isso, está construindo o próprio submersível.

                                      Em entrevista ao Wall Street Journal, Connor afirmou que o Titan, da Ocean Gate, falhou em sua missão por se tratar de uma “engenhoca”. Para ter sucesso na viagem ao fundo do mar, o bilionário explica que é necessário “construir um submersível capaz de mergulhar (à profundidade dos destroços do Titanic) várias vezes, com segurança.”

                                      Larry Connor. Foto: LinkedIn / Reprodução

                                      Para mostrar ao mundo que a viagem é segura e possível, Connor não estará sozinho. Quem o acompanha na empreitada da Triton Submarines é o co-fundador da empresa, Patrick Lahey. A dupla pretende mergulhar mais de 3.700 metros até o local do naufrágio em um submersível de capacidade, justamente, para duas pessoas — diferente do Titan, que levava até cinco.

                                      Patrick Lahey. Foto: Triton Submarines / Divulgação

                                      Quero mostrar às pessoas em todo o mundo que, embora o oceano seja extremamente poderoso, ele pode ser maravilhoso e agradável e realmente mudar a vida se você seguir o caminho certo– disse Connor ao Wall Street Journal

                                      Para Connor, o episódio Ocean Gate prejudicou a indústria submersível e manchou a percepção do público sobre as tentativas de inovação no espaço. “Preocupa-me que as pessoas associem submarinos de mergulho, especialmente submarinos novos ou diferentes, a perigo ou tragédia”, disse ele ao Wall Street Journal.

                                      Foto: Triton Submarines / Divulgação

                                      O bilionário reforçou que o novo submarino será certificado pelas autoridades marítimas e levará de dois anos e meio a três anos para ser construído. “Se não conseguirmos fazer isso, o que chamamos de ‘s e s’ — com segurança e sucesso –, simplesmente não conseguiremos”, disse Connor. “Não somos caçadores de emoções. Não somos grandes corredores de riscos”.

                                      O submarino Triton 4000/2 Abyssal Explorer

                                      A nova embarcação que vai se aventurar nas profundezas do oceano em busca dos destroços do Titanic é o Triton 4000/2 Abyssal Explorer, submarino avaliado em US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões em conversão realizada em maio de 2024).

                                      Foto: Triton Submarines / Divulgação

                                      O modelo que, em tese, pode realizar a viagem até o Titanic diversas vezes vem sendo projetado por Patrick “há mais de uma década”, conforme explica Connor. “Não tínhamos os materiais e tecnologia. Você não poderia ter construído este submarino há cinco anos”, relata o bilionário.

                                       

                                      O projeto do submarino Triton ganhou força alguns dias após a tragédia da OceanGate, quando Connor ligou para Lahey e o incentivou a construir um submersível melhor. Lahey afirmou ao jornal que Connor teria dito a ele “precisamos construir um submarino que possa mergulhar à profundidades do Titanic repetidamente e com segurança, demonstrar ao mundo que podemos fazer isso”.


                                      De acordo com a Triton Submarines, “durante o mergulho, o design protegido das ‘asas de gaivota’ [do submarino] proporciona uma versatilidade de operação incomparável. Com as asas recolhidas, o submersível tem uma forma aerodinâmica para subida e descida, e é capaz de manobrar em espaços incrivelmente apertados”.

                                      A posição baixa das luzes e câmeras é ideal para trabalho macro, observação científica ou filmagem próxima– descreve a Triton Submarines

                                      A dupla ainda não divulgou em que data a possível nova viagem aos destroços do Titanic acontecerá.

                                      Do fundo do mar ao espaço

                                      A ideia de visitar os destroços do Titanic é inusitada, mas nenhuma grande surpresa para a dupla Larry Connor e Patrick Lahey. Em 2021, os dois viajaram às partes mais profundas do oceano — até mais do que onde está o Titanic.

                                       

                                      Na oportunidade, eles fizeram três mergulhos: um para a “montanha submarina” na Fossa das Marianas (local mais profundo dos oceanos, a 10.984 metros abaixo do nível do mar, no oceano Pacífico), um para Sirena Deep (a 10.714 metros de profundidade) e outro para Challenger Deep, ponto subaquático mais profundo conhecido no planeta, a cerca de 10.923 metros de profundidade.

                                      Foto: Grupo Connor / Divulgação

                                      Não satisfeito, um ano depois, Connor viajou para o espaço como piloto da Missão Axiom 1, primeira missão com uma tripulação inteiramente composta por civis, organizada pela SpaceX, com destino à Estação Espacial Internacional. O feito o consagrou como a segunda pessoa mais velha a entrar em órbita (71 anos), depois de John Glenn, que entrou no espaço aos 77 anos.

                                       

                                      Connor sempre teve espírito aventureiro. Em 1983, participou da Atlantic Championship, correndo em vários níveis nos anos 2000. Em 2003, integrou a equipe vencedora do Petit Le Mans, na categoria LMP675. Dez anos depois, criou a própria equipe, batizada de Team C Racing, que competiu na classe Truck Spec e chegou a vencer a Baja 1000 (corrida anual de automobilismo off-road mexicana) em 2014.

                                       

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                                        Por: Redação -

                                        Um novo aquário na China promete encantar os visitantes que adentrarem a seu enorme espaço de 140 mil m². A inauguração da novidade, que será construída no distrito de Tongzhou, em Pequim, está prevista para 2027.

                                        Anunciado pela primeira vez em novembro do ano passado, o projeto ficará a menos de 15 minutos de distância do Universal Studios Beijing — parque temático da Universal na capital chinesa.

                                         

                                        Na última terça-feira (28), a empresa norte-americana Legacy Entertainment anunciou que será a designer-chefe do aquário na China, após vencer uma licitação internacional.

                                        Representação do novo aquário da China. Foto: Governo de Pequim/ Divulgação

                                        Sediado na Califórnia, o escritório de design é responsável por alguns dos mais renomados parques temáticos e resorts do mundo. Em seu portfólio estão, por exemplo, o The Sea Shell VinWonders Phu Quoc, no Vietnã, e o Chimelong Paradise, na China, que detém recordes mundiais no Guinness Book.

                                        Por dentro do novo aquário na China

                                        Nomeado Beijing Haichang Ocean Park, o novo aquário na China promete contar com uma ampla diversidade de animais marinhos, polares e terrestres dependentes do mar.

                                         

                                        A previsão é de que mais de 3,5 milhões de pessoas visitem o local anualmente e desfrutem de atividades interativas, performances e aprendizados em ecologia e ciência.


                                        Até o momento, o investimento estimado para tirar a ideia do papel de é 3,8 bilhões de yuans, equivalentes a cerca de R$ 2,78 bilhões, na conversão atual (em maio de 2024).

                                         

                                        O novo aquário está sendo construído pela Beijing Urban Construction Group e espera-se que o empreendimento melhore ainda mais a zona de turismo cultural na capital da China.

                                         

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                                          Por: Redação -

                                          Depois de apostas acertadas, o estaleiro gaúcho Lanchas Solara retornou às origens com a Solara 380 Bowrider, barco que encantou quem não abre mão de amplos espaços ao ar livre para curtir o verão. Para testar seu desempenho e navegabilidade, a equipe de NÁUTICA se lançou em uma viagem do Canal de Bertioga ao Indaiá, no litoral de São Paulo. Confira como foi o teste da Solara 380 Bowrider!

                                          De olho em novos horizontes, nos últimos anos a Lanchas Solara ousou entrar em um segmento diferente, com a produção de embarcações cujo sucesso de vendas atesta o acerto da investida, como Pontoon 300 T, Pontoon 300T Top, Pontoon 300 Double Deck e Solara Boat House. Mas sem abandonar a construção de lanchas tradicionais de fibra.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          De volta às suas raízes, a empresa apresentou no São Paulo Boat Show 2023 a Solara 380 Bowrider, que tem espaço de respeito no cockpit, com capacidade para até 14 pessoas durante o dia, com opção de pernoite para quatro.

                                           

                                           

                                          Ao contrário do que a palavra Bowrider sugere, não se trata de uma lancha de proa aberta (até porque ela tem uma boa cabine). O nome é uma referência à proa rebaixada em relação à amurada — apenas a caixa de âncora e o solário ficam um degrau acima —, formato feito para quem gosta, sobretudo, de tomar um bom banho de sol.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Com 11,90 metros de comprimento (39 pés) e boca máxima de 3,25 metros, a Solara 380 Bowrider surpreende em termos de espaço e desempenho. Sua plataforma de popa tem mais de 3 metros de largura por 2 metros de comprimento. Ou seja, são seis metros quadrados de área de lazer, onde é possível colocar duas cadeiras dobráveis, do tipo “diretor de cinema”, em vez dos tradicionais banquinhos de madeira.

                                           

                                          O móvel gourmet tem uma churrasqueira a carvão (na unidade testada), que poderia ser elétrica, mais geleira, tábua de corte, pia e armário. A escada, retrátil, tem quatro degraus, como deve ser. E ainda há um toldo do tipo Stobag, manual ou elétrico.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Já na praça de popa, as aberturas laterais de acionamento elétrico (com sustentação hidráulica) nos dois bordos ampliam a área livre do convés em 2,40 metros. A área de convivência, aliás, é bastante generosa, por conta do projeto bem-bolado, que elimina a passagem lateral para a proa.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A sensação é de estar numa lancha bem maior. Tudo é muito bem iluminado, muito arejado. Mas, se preferir, nos dias mais quentes o proprietário pode fechar a parte de trás com uma lona e ligar o ar-condicionado, que é outro benefício incorporado pela Solara 380 Bowrider, com gerador.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O cockpit, com teto em hard-top com abertura elétrica, tem um arranjo que privilegia a circulação das pessoas. Há um sofá em L a boreste, com espaço para até cinco pessoas, e uma mesa dobrável de madeira à frente, com porta-copos e pega-mão, além de um segundo sofá na popa, para quatro pessoas. Embaixo de cada assento há um grande paiol.

                                           

                                          A cozinha também fica no cockpit, a bombordo, e vem equipada com pia, fogão elétrico de duas bocas, tábua de corte, dois armários, geleira e — atenção para o detalhe — uma chopeira, opcional oferecido pelo estaleiro.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O acesso principal à casa das máquinas se dá por uma abertura no centro do cockpit. Há ainda um segundo acesso, a partir do levantamento do sofá de popa e do móvel gourmet, com ajuda de molas pneumáticas, que na unidade testada por NÁUTICA estavam com uma pressão excessiva, exigindo muito esforço para voltar ao lugar. A altura lá dentro é confortável e o espaço, adequado para as manutenções.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O padrão das instalações é muito bom. Destaque também para o isolamento térmico e acústico e para a distribuição equilibrada do peso dos motores, dos tanques, do banco de baterias e do gerador.

                                           

                                          No costado de bombordo foram instalados os bocais de entrada de diesel (para o gerador) e de gasolina, para os motores. Porém, eles estão muito próximos um do outro e são muitos parecidos, podendo provocar um grave erro na hora do abastecimento.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          No posto de comando, com bancos anatômicos duplos (ou, opcionalmente, único, com assento rebatível, para pilotagem em pé), revestidos com tecido naval macio e com encosto alto, o painel tem espaço para vários instrumentos, podendo ser digitais ou mesclados com os inigualáveis reloginhos analógicos.

                                           

                                          Todos os controles necessários para operar o barco de forma segura e eficiente estão bem-posicionados, inclusive os botões de acionamento dos flapes elétricos. A botoeira é de inox, material bonito e resistente, mas que aquece demais quando submetido ao sol, causando um certo desconforto nos dedos do piloto.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Os manetes de comando dos motores, do tipo DTS (Digital Throttle & Shift), proporcionam mudanças suaves e silenciosas e resposta instantânea do acelerador. Quem estiver acostumado com comando mecânico pode estranhar um pouco nas primeiras saídas. Mas logo pega o jeito.

                                           

                                          Embaixo do nicho dos manetes, há duas tomadas USB, mas falta um suporte para o celular. Um detalhe interessante de segurança do modelo testado são as chaves para acionamento dos extintores da casa de máquinas, que ficam abaixo do painel, ao alcance fácil das mãos do piloto.

                                           

                                          O acesso à proa é feito por uma passagem a bombordo, com a abertura parcial do para-brisa. Essa porta é fechada com duas travas de segurança. Porém, é um pouco pesada para abrir e fechar. Aqui caberia o apoio de uma mola pneumática. Fica a sugestão para o estaleiro.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O corredor de acesso à proa é largo e seguro, protegido por um guarda-mancebo bem-posicionado. O guincho de âncora tem comando duplo (os botões ficam ao lado do paiol e são espelhados no painel do posto de comando), facilitando o manejo da corrente.

                                           

                                          Os cunhos, de inox, são bem-dimensionados. Há ainda uma pequena ducha, que serve tanto para lavar a âncora quanto para refrescar as pessoas que estiverem estendidas tomando banho de sol.

                                           

                                          O solário — que acomoda bem três pessoas (ou, apertando um pouco, até quatro), tem encostos de cabeça e porta-copos nas laterais. Fica um degrau acima do piso. Aliás, toda área da proa fica rebaixada em relação à borda do casco — motivo de a lancha ser chamada de Bowrider. Essa configuração, inspirada no estilo americano, mais esportivo, resulta em conforto maior para quem se acomoda nessa área, como o barco parado, naturalmente, mesmo com o mar mais agitado.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Em contrapartida, afeta a altura no camarote de proa — é, não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Por privilegiar os banhos de sol, o projeto excluiu a gaiuta que tradicionalmente ocupa esse espaço. Em compensação, para iluminar o camarote de proa, incluiu uma janela a bombordo, instalada na lateral do corredor de acesso à proa.

                                           

                                          Para a entrada na cabine, o estaleiro optou pela instalação de uma porta de correr (que contribui para economia de espaço), com travas tanto para ficar aberta quanto para permanecer fechada, o que é importante para o isolamento acústico.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A escada de madeira tem três degraus e estrutura de inox. A altura, na entrada, é de 1,80 m, e depois diminui em direção ao camarote de proa, que é aberto e tem dois sofás em V e uma mesa no centro. A altura fica em torno de 1,50 m, por conta do estilo bowrider do barco.

                                           

                                          Como a cozinha fica no cockpit, na cabine, a bombordo, foi instalado apenas um frigobar e um micro-ondas, que dão conta para preparar um prato rápido, e um pequeno armário para guardar os utensílios, como talheres, pratos e copos.

                                           

                                          A boreste, com 1,80 m de altura, fica o banheiro, com pia com água pressurizada, armários e box fechado, além de vaso sanitário com bombeamento elétrico e de uma janela com vigia para a ventilação.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O camarote de meia-nau tem uma cama de casal, com uma janela em formato de vírgula (com uma pequena vigia embutida, para entrada de ar) na cabeceira, a boreste; já a bombordo há uma televisão, um armário com cabideiro e um grande baú, perfeito para se guardar a roupa de cama e o material de salvatagem. A altura sobre a cama não passa de 1,05 m, por conta do estilo do barco.

                                          Navegação da Solara 380 Bowrider

                                          Navegamos com a Solara 380 Bowrider nas águas do Canal de Bertioga, no litoral de São Paulo, com um bate-volta até o Indaiá, num dia de mar relativamente calmo, com ondas 50 centímetros a 1 metro de altura. Estava equipada com dois motores V8 Mercruiser 6.2 litros de 300 hp, a gasolina.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A bordo, seis pessoas, 200 litros de combustível e 100 litros de água. Nessas condições, a mais nova integrante da família Solara entrou em planeio ao atingir 15 nós, passando a cruzar as marolas suave e tranquilamente. Nas curvas, sem o uso dos flapes, a lancha inclinou um pouco, sem nunca deixar de ser segura.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Fácil de manobrar e respondendo prontamente aos comandos, no teste de aceleração, em duas passagens, nos dois sentidos, para evitar efeitos de ventos e de corrente, precisou em média de 10,3 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós. No desempenho, sem levantar os flapes, a velocidade máxima, a 4.500 rpm, foi de 32 nós, com consumo razoável de 97 litros/hora em cada motor.

                                           

                                          A visão do piloto na posição sentada através do para-brisa laminado na fibra é excelente. Os vidros laterais se abrem ao lado do piloto, o que é importante na hora das manobras de atracação, além de facilitarem a ventilação natural.

                                           

                                          A parte de trás do painel é revestida de um material fosco, que evita reflexos nos olhos do piloto e no para-brisa. Mas, faltam jatos de lavagem (ou um esguicho) no para-brisa, importante quando ocorrem respingos da água do mar.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Em resumo, uma lancha com cockpit muito espaçoso e aquele algo mais na proa oferecido por uma bowrider, e que ainda permite quatro pessoas dormindo a bordo. Tudo isso com a marca de um estaleiro com mais de 1.200 barcos navegando pelas águas do Brasil e do mundo.

                                          Saiba tudo sobre a Solara 380 Bowrider

                                          Pontos altos

                                          • Cockpit muito espaçoso e com ótimo pé-direito
                                          • Boa navegabilidade em curvas e cortando ondas
                                          • Ampla área de lazer na plataforma de popa

                                          Pontos baixos 

                                          • Bocais de abastecimento (gerador e motores) muito próximo
                                          • Falta um esguicho de água doce junto ao limpador de para-brisa
                                          • Assento do piloto não é rebatível

                                          Características técnicas

                                          • Comprimento total: 12,10 metros
                                          • Comprimento na linha d’água: 9 metros
                                          • Boca: 3,25 m
                                          • Capacidade (dia): 14 pessoas
                                          • Capacidade (noite): 4 pessoas
                                          • Pé-direito na cabine: 1,80 m
                                          • Tanque de combustível: 450 litros
                                          • Deslocamento leve: 6800 kg
                                          • Deslocamento carregado: 8800 kg
                                          • Tanque de água: 250 litros
                                          • Potência: de 270 a 300 hp, parelha
                                          • Motorização: popa ou centro-rabeta

                                           

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                                            28/05/2024

                                            Por trás de toda modéstia do Batman sempre existiu um Bruce Wayne milionário, que certamente adoraria conhecer o novo jet Maverick GT Stormy Knight. O modelo, inspirado no personagem, parece não ter tido referências ao homem-morcego somente na aparência, mas também no preço: para navegar a bordo do jet é necessário desembolsar quase R$ 1,3 milhões.

                                            O jet do Batman será fabricado pela T3mp3st, empresa do Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, conhecida pela construção de EEVS (veículos elétricos de exploração). Atualmente, o carro-chefe da marca é justamente o Maverick GT, que agora ganha uma versão especial do cavaleiro das trevas, em uma tiragem limitada, de apenas 27 unidades.

                                            Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                                            O modelo será comercializado pela Wayne Enterprises, empresa que recebeu autorização da Warner Brothers Discovery para usar o nome da corporação da ficção. Ela vai operar no mundo real não apenas com o jet, mas também com uma linha de produtos de luxo inspirados no personagem da DC.

                                            Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                                            Por enquanto, a maior parte das informações sobre a embarcação segue em sigilo, mas algumas coisas já vieram a público. Uma delas diz respeito ao material utilizado para a fabricação do jet, que ostentará fibra de carbono e aço inoxidável.

                                            Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                                            Na motorização, o jet do Batman navegará como em um filme de ação, já que será movido por um motor que gera o equivalente a 350 cavalos, alcançando uma velocidade máxima de 135 km/h, com autonomia de cerca de 120 km por carga (aproximadamente seis horas).

                                            Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                                            Apesar de gostar de agir sozinho, se o verdadeiro Batman resolvesse colocar o Maverick GT Stormy Knight entre seus veículos de ataque, outras três pessoas poderiam acompanhá-lo. O modelo ainda facilitaria as aventuras no mar, uma vez que traz navegação Garmin no painel, compatível com iOS e comandos de voz via Apple Watch​.


                                            E como ser um herói não é coisa para todo mundo, pilotar o jet do Batman, também não. Isso porque além da quantidade limitada, a embarcação está sendo comercializada por US$ 250 mil, o equivalente a quase R$ 1,3 milhão (conversão realizada em maio de 2024).

                                             

                                            É necessário ainda fazer uma “encomenda” do barco no site da Wayne Enterprises. A “reserva” custa nada menos que US$ 10 mil (R$ 5,5 mil). Ou seja, para navegar em um jet de herói, é necessário ser forte também nos bolsos.

                                             

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                                              A história da Playa de Puerto Naos se estende por muito mais do que sua pequena área de 120 metros (segundo as autoridades das Ilhas Canárias), e alcança tanto a história da humanidade, quanto questões curiosas da natureza.

                                               

                                              Localizada na ilha de La Palma, parte da província de Santa Cruz de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, a praia carrega consigo elementos que a fazem, de fato, especial.

                                              Foto: Rufus46 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Cercada de prédios coloridos e banhada por uma água que dá a ela o título de praia “Bandeira Azul“, a Playa de Puerto Naos é um daqueles pontos turísticos certeiros, para aproveitar sem perrengue: além de ser acessível a cadeirantes, o local dispõe de chuveiros, vestiários, guarda-sóis e espreguiçadeiras para aluguel, bares, restaurantes e até lojinhas.

                                              Foto: Black_Ninja / Flickr / Reprodução

                                              A praia ainda pode ser acessada por meio de transporte público e carros (há estacionamento). A única “questão” é que Puerto Naos tem horário de funcionamento: fica aberta aos turistas entre 11h e 18h, e é preciso obter um QR code com antecedência para ter sua entrada autorizada.

                                              O que se esconde por trás da praia de areia preta

                                              Apesar de chamar atenção tanto pela beleza de seu mar azul, dos simpáticos prédios coloridos e por toda comodidade oferecida aos turistas, é claro que a Playa de Puerto Naos ainda se destaca em maior grau pela coloração escura de suas areias.

                                               

                                              Essa maravilha da natureza é resultado, justamente, de ações naturais. Isso porque todo seu terreno foi formado em torno ou como resultado de erupções, que acumularam sedimentos devido à erosão de rochas pela água de rios ou mares, formando um depósito natural de minerais.

                                              Foto: antgirl / Flickr / Reprodução

                                              Por isso, nesse tipo de terreno é possível encontrar desde pedras preciosas como topázio, rubi, safiras e diamantes, até elementos raros, como tungstênio e zircônio — a depender das origens do local e do tipo de formação geológicas encontradas.

                                               

                                              No caso de Puerto Naos, a praia de areia preta é resultado da erosão do basalto que compunha o magma expelido pelos vulcões das Canárias, segundo as autoridades de turismo do arquipélago. Uma vez solidificado, ele eventualmente se “quebrou” até se tornar a costa escura que hoje chama atenção ao primeiro olhar. Há, inclusive, outras praias de areias escuras nas Ilhas Canárias, como Charco Verde e Playa de Martiánez.

                                              Espiões na praia de areia preta

                                              Durante a Guerra Fria, por volta de 1962, os Estados Unidos precisavam de uma solução para o avanço russo na construção de submarinos. Para isso, o país decidiu estabelecer bases “espiãs” na costa europeia e, uma delas ficou, justamente, na Playa de Puerto Naos, que estava próxima ao aeroporto de Buenavista, em Breña Alta.

                                               

                                              Depois de pronta a construção da base, por volta de 1963, oficiais dos EUA começaram a contratar moradores locais para trabalharem de forma sigilosa em seu “projeto” que, de fora, estudava e monitorava baleias por hidrofonia mas, por dentro, tentava controlar a navegação de submarinos no Oceano Atlântico.

                                               

                                              Cerca de cinco anos depois, em 1968, um submarino nuclear americano, batizado de USS Scorpion, desapareceu com 99 homens a bordo, dando início a um dos episódios mais marcantes da praia. Uma busca incessante pelos desaparecidos seguiu por 15 dias, durante 24h, até a embarcação ser localizada.


                                              Segundo a imprensa espanhola, aviões das Forças Armadas dos EUA jogavam cargas sobre o oceano que explodiam nas águas, produzindo eco recebido pela base e, assim, eventualmente localizando o submarino. O final, contudo, não foi feliz: a embarcação afundou no Atlântico tirando as vidas dos tripulantes, e o “caso Scorpion” se tornou polêmico por conta das famílias afetadas e da imprensa.

                                               

                                              Tudo isso, contudo, são águas passadas. A base perdeu força nos anos 70 devido ao desenvolvimento do monitoramento via satélite e, consequentemente, no fim dos anos 80, seu terreno foi devolvido às autoridades de La Palma.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Por: Redação -

                                                A competição de volta ao mundo de veleiro Globe 40 contará com uma dupla brasileira em sua segunda edição. A bordo do Barco Brasil, José Guilherme Caldas e Luiz Bolina representarão o país no considerado o mais forte desafio em duplas da modalidade.

                                                A disputa envolve monocascos da Classe 40, referência para regatas oceânicas. A expectativa é de que a competição comece em setembro de 2025 e termine só no ano seguinte. O calendário oficial, com as paradas da nova edição da regata, ainda não foi divulgado — a expectativa é que isso aconteça no próximo mês, em junho.

                                                Mockup do barco. Foto: On Board Sports/ Divulgação

                                                Angolano naturalizado brasileiro, o médico José Guilherme velejou pelos oceanos Atlântico e Pacífico, e participou de diversas regatas oceânicas. Luiz, por sua vez, também embarcou em várias empreitadas, inclusive em solitário, e é profissional na área de charter. Além de praticante, o atleta dá aulas de Wingfoil em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

                                                Acompanhei a primeira edição da Globe 40 e é uma regata feita para mim! Já atravessei 21 vezes o oceano Atlântico e velejei pelo Pacífico, mas o sonho de dar a volta ao mundo está prestes a se realizar. Com 65 anos, será um bom encerramento da minha carreira como velejador transoceânico em duplas– afirmou José Guilherme

                                                Volta ao mundo de veleiro

                                                A primeira edição da Globe 40 durou nove meses e percorreu todos os mares do mundo, em um percurso de 54 mil milhas. Os velejadores partiram de Ushuaia, na Argentina, e passaram por oito locais, incluindo Recife.


                                                O Barco Brasil, usado pela dupla brasileira, é um Class40 n°15, que aguarda em La Coruña, na Espanha, a estreia no Globe 40. Enquanto isso, Zé Guilherme e Luiz disputarão, ao longo do ano, uma série de competições com os barcos Tutatis e Mussulo III.

                                                 

                                                Esta será a segunda vez em que o Brasil participa de uma campanha oficial de volta ao mundo de veleiro. A primeira aconteceu há 19 anos, quando o campeão olímpico Torben Grael liderou o barco Brasil 1 na Volvo Ocean Race.

                                                 

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                                                  Pelo 2º ano, influenciador içou carro de luxo para dentro de embarcação -- dessa vez, uma 170 pés

                                                  27/05/2024

                                                  Num país luxuoso como Mônaco, não é qualquer carro andando pela rua que vai chamar atenção. Pensando nisso, o influenciador Tom Claeren planejou uma maneira de atrair os holofotes antes, durante e depois do Grande Prêmio da Fórmula 1: estacionar uma Bugatti Chiron na popa de um superiate.

                                                  Com essa peripécia, seu objetivo foi alcançado. Afinal, para atrair olhares dos ricaços da pequena cidade-estado na Riviera Francesa, precisa ser algo além do extravagante — ainda mais com os principais pilotos do mundo no mesmo território. Mesmo com a corrida a todo vapor, a ação de Tom Claren teve seu brilho.

                                                  Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                                                  Essa campanha foi fruto de uma parceira do influencer com a Libertex Europe Official e a Bousten Classic Cars. O superiate que abrigou a Bugatti em Mônaco se chama Seven Sins, com 52 metros de comprimento (170 pés) e tem valor estimado de US$ 25 milhões (cerca de R$ 129 milhões em conversão realizada em maio de 2024).

                                                  Mesmo não sendo o maior nem o mais luxuoso barco que já navegou pelas águas de Mônaco, Tom Claeren também colocou o Seven Sins no radar dos milionários. Mas fazer com que um automóvel supercaro fique na popa de um superiate não é fácil, e Tom documentou isso em suas redes sociais.

                                                   

                                                  Uma grande equipe de profissionais trabalhou para içar o Bugatti Chiron, com a ajuda de um guindaste que, cuidadosamente, colocou o veículo na popa. Como é possível reparar nas fotos, uma estrutura especial teve que ser construída para apoiar o carro na embarcação.

                                                   

                                                   

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                                                  Claro que não foi apenas a Bugatti que trouxe os holofotes. A premiada Seven Sins — lançada em 2017 — , com seus 170 pés, também atraiu olhares interessados dos milionários de Mônaco. Este “brinquedo” pertence ao belga Hugo Verlinden, que certamente arrancou alguns trocados de Clearen no aluguel.

                                                  Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                                                  O proprietário da Seven Sins tem o barco como uso pessoal dele e de sua família, e o oferece para aluguel no restante do tempo. Logo, os preços para locação são a partir de 300 mil euros (cerca de R$ 1,6 milhão) na baixa temporada e 315 mil euros (aproximadamente R$ 1,8 milhão) na alta.

                                                  Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                                                  Mas quem alugar o superiate não pode reclamar de espaço. Com um lindo beach club “escondido” sob a piscina, os convidados terão garantia de muito conforto e lazer. Além disso, a Seven Sins conta com cinco cabines, que incluem uma suíte máster no convés principal, outra VIP, e duas duplas.

                                                  Foto: Sanlorenzo/ Divulgação
                                                  Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                                                  Se a beleza do barco chamou atenção até dos olhares acostumados de Mônaco, foi graças a Officina Italiana, que cuidou do design exterior e interior da embarcação. Com acomodação a bordo para até 10 convidados, o Seven Sins é movido por dois motores diesel de 2 mil hp e tem velocidade máxima de 17 nós.

                                                  Uma combinação perfeita

                                                  Poucas coisas dialogam tão bem como Fórmula 1, superiates e Mônaco. Durante oito décadas, o Grande Prêmio agita a orla marítima e o porto da cidade-estado, que oferecem uma das melhores vistas para a corrida. E como não falta dinheiro por lá, os entusiastas largam as arquibancadas para assistir tudo de seus iates.

                                                  Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                                                  E seja quem for o milionário — quiçá bilionário — que viu do conforto do seu iate o monegasco Charles Leclerc vencer a corrida, há uma outra competição entre o mundo dos ricaços em Mônaco: ver quem tem o maior barco com as festas mais glamurosas durante o fim da semana do Grande Prêmio.

                                                  Quem está por trás?

                                                  Vale destacar que o nome por trás dessa façanha atende por Tom Claeren. Ele é modelo, ator e influenciador conhecido pelo estilo de vida luxuoso e extravagante. O influencer apresenta produtos de luxo, veículos e experiências de viagem por meio de foto e vídeos, postados nas suas redes sociais.

                                                  Logo, Claeren é especialista em marketing digital e também um experiente cineasta e editor de vídeo. Talvez venha daí os recursos utilizados nos conteúdos promocionais, que lhe rendeu quase 800 mil seguidores nas redes sociais — quase 20 vezes mais do que a população de Mônaco.

                                                  Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                                                  Inclusive, essa não é a primeira vez que Claeren realiza algo do tipo. No 80º Grande Prêmio de Mônaco, em 2023, vencido pelo holândes Max Verstappen, o influenciador realizou outra parceria para exibir uma Ferrari F40 na popa do superiate Quinta Essentia, de 55 metros (180 pés).

                                                   

                                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                   

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                                                    Por: Redação -

                                                    Pesquisadores identificaram que um iceberg gigante se formou na Antártida, após desprender-se da plataforma de gelo Brunt. O bloco de gelo, que receberá o nome A-83, tem 380 km² de área — maior do que a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, com 352 km².

                                                    A separação do iceberg gigante aconteceu em 20 de maio, apenas algumas semanas após cientistas perceberem a formação de uma rachadura em um pedaço da Halloween Crack, uma enorme fenda descoberta em 2016, localizada na ponta mais precária da plataforma de gelo Brunt. Veja abaixo a filmagem que sobrevoa a fenda:

                                                     

                                                     

                                                    Esta é a terceira vez que a plataforma perde um grande pedaço nos últimos quatro anos. O primeiro iceberg, o A-74, um pouco menor, se desprendeu em 2021; já o segundo, o A-81, se formou no ano passado, com impressionantes 1.550 km² — maior que o tamanho da cidade de São Paulo.

                                                    Delimitação do novo iceberg (A-83) e dos dois anteriores que se desprenderam recentemente. Foto: European Space Agency/ Reprodução

                                                    Para efeitos de comparação, o maior iceberg do mundo, o A23a, tem quase 4.000 km² de área e se soltou da costa da Antártida em 1986. A expectativa é de que, eventualmente, desapareça com a perda de pedaços de gelo.


                                                    Formação do iceberg não tem a ver com mudanças climáticas

                                                    Apesar do aquecimento global impactar significativamente a Antártida, o iceberg gigante que se formou decorreu de um processo natural. Isso, no entanto, não significa a ausência de impactos ambientais.

                                                    A separação tabular de icebergs faz parte do comportamento natural das plataformas de gelo, mas muitas vezes causa grandes mudanças na geometria das plataformas de gelo e pode impactar a circulação oceânica local-Oliver Marsh, em comunicado da British Antarctic Survey

                                                    Embora as reduções nas plataformas de gelo sejam parte de um fenômeno natural — que acontece quando os icebergs se soltam — cientistas estão preocupados com o fato de três grandes desprendimentos terem acontecido na Brunt nos últimos anos.

                                                     

                                                    Ainda assim, os estudiosos garantem que a plataforma — uma das mais estudadas no mundo — pode fornecer importantes dados que ajudem a explicar esse processo e a prever a evolução desses corpos de gelo.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Novo carro-chefe do estaleiro Amels, embarcação de luxo tem previsão de entrega para 2025

                                                      No mundo bilionário dos megaiates, há um novo integrante que veio para entrar na lista das maiores embarcações do planeta. Estamos falando do Project Tanzanite, feito pelo estaleiro holandês Amels Yachting, que terá incríveis 120 metros de comprimento (394 pés).

                                                      O dono misterioso desta gigante embarcação certamente queria que seu novo queridinho entrasse no mesmo patamar que o Koru, o maior veleiro do mundo, com 127 metros (416 pés). Quando entregue, o Tanzanite será um dos 72 barcos com mais de 328 pés a navegar nos mares.

                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                                                      O projeto está em fase de conclusão e tem previsão de entrega para 2025. O megaiate de 120 metros, assim que conhecer às águas, se tornará o carro-chefe da Amels e um dos maiores já feitos na Holanda — mas ainda atrás do Koru.

                                                      Enquanto este gigante não é lançado oficialmente, nos custa apreciar as projeções feitas pela construtora. O Project Tanzanite promete ser uma maravilhosa embarcação de lazer, projetada numa ambientação sofisticada e com impacto ambiental reduzido.

                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                                                      Com cinco deques, o enorme salão é feito em madeira e mármore e conta com obras de arte clássicas nas paredes. A Zuretti Design ficou responsável pelo design interior, enquanto a arquitetura naval é obra da Damen Yachting e o design exterior pertence a Espen Øspion.

                                                      Um dos maiores do mundo

                                                      Descrito como uma construção totalmente personalizada, o megaiate de 120 metros conta com grandes janelas, que tornam o ambiente mais arejado e íntimo do mar.

                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                                                      O espaço interior conta tons neutros suaves, que geram um ambiente de calmaria. Mas um lugar calmo não isenta os detalhes luxuosos, como os acabamentos de mármore e elevador de vidro. O megaiate ainda é composto por dois helipontos e duas piscinas — uma maior no convés principal e uma pequena no flybridge.

                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                                                      O Tanzanite terá capacidade para até 22 convidados e 44 tripulantes. Segundo o estaleiro, a redução na emissão de carbono é relativa ao tamanho da embarcação, e promete que o barco operará nos níveis mais baixos de ruído e vibrações possíveis — para algo deste magnitude, claro.

                                                      Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                                                       

                                                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                       

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                                                        Por: Redação -
                                                        26/05/2024

                                                        Um vinho de R$ 5 mil, envelhecido por 12 meses no fundo do mar, se tornou prêmio da rifa criada por duas adegas brasileiras para ajudar as vítimas das enchentes históricas no Rio Grande do Sul (RS).

                                                        A ideia partiu da Vinícola Fama, localizada em São Joaquim (SC) e dona do Sauvignon Blanc, e da Videiras Carraro, de Bento Gonçalves (RS), responsável pelo espumante que também faz parte da premiação.

                                                        Foto: Divulgação

                                                        Tanto o vinho quanto o espumante foram envelhecidos juntos no fundo do mar, a uma profundidade de 12 metros. Durante o processo, as garrafas são trancadas em uma gaiola de aço, posicionada com o auxílio de um barco. Ela retorna à superfície a cada 60 dias, para que as bebidas passem por análises laboratoriais que acompanham o processo de maturação.

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                                                        Cada bilhete custa R$ 10 e pode ser adquirido até o final de maio, na quantidade que os interessados desejarem, pelo site da Rifei. O pagamento é feito por Pix.

                                                        No dia 1º de junho, duas pessoas serão sorteadas. A primeira levará para casa o vinho branco de R$ 5 mil, um Sauvignon Blanc da Vinícola Fama. A garrafa será entregue com os corais, algas e conchas que se agarraram à embalagem durante o envelhecimento, seguindo a proposta visual da adega. Já o segundo sortudo ficará com o espumante da Videiras Carraro.

                                                         

                                                        No dia 18 de maio, os perfis das empresas publicaram nas redes sociais um vídeo agradecendo a participação do público, que permitiu, até aquele dia, a arrecadação de R$ 100 mil. Todo o dinheiro será utilizado para ajuda humanitária e, segundo as adegas, haverá a prestação de contas posteriormente.

                                                         

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                                                          De junho a novembro, cetáceos saem da Antártica em busca das águas brasileiras para se reproduzirem; veja 3 projetos que apoiam o animal

                                                          25/05/2024

                                                          Quando as baleias começam a sair da Antártica e procuram as águas quentinhas do Brasil para se reproduzirem, é sinal de que está oficialmente aberta a temporada desses mamíferos em território brasileiro. Alguns estados se destacam por receber um grande número delas, bem como apresentam projetos incríveis para avistá-las de maneira saudável. Por aqui, você ficará por dentro de três dos principais deles.

                                                          Dá para se dizer que muitas das baleias que passam pelo Brasil são, inclusive, brasileiras, uma vez que os animais se alimentam na Antártica e têm os seus filhotes em território nacional, em um período que vai de junho a novembro.

                                                           

                                                          A viagem de lá para cá, inclusive, não é moleza, e as baleias levam cerca de dois meses para percorrerem os 4.500 km que separam as geladas águas antárticas do território tropical “quentinho”.

                                                          É nesse momento que os inesquecíveis encontros entre baleias e humanos acontecem — e tem acontecido cada vez mais.

                                                           

                                                          Em 2022, um monitoramento aéreo feito pelo Instituto Baleia Jubarte confirmou a recuperação da população brasileira de jubartes (Megaptera novaeangliae), estimada em 25 mil animais — número próximo ao de 200 anos atrás (27 mil a 30 mil baleias), que havia sofrido uma brusca queda devido à caça ilegal.

                                                          Sendo assim, tem sido comum avistar no litoral brasileiro duas das principais espécies que navegam por aqui: as baleias-jubarte e as baleias-franca (Balaenidae) — esta última, principalmente no Sul do país.

                                                           

                                                          É preciso saber, contudo, que existem regras e boas maneiras para se aproximar do animal sem estressá-lo. Por isso, NÁUTICA separou uma série de dicas para que você consiga ver uma baleia de perto ainda em 2024.


                                                          Projetos para o avistamento de baleias no Brasil

                                                          Em 2001, a quantidade de baleias-jubarte no litoral brasileiro era de 1,5 mil. Em 2022, esse número já tinha subido para 25 mil animais — depois que a caça foi proibida por lei federal, em 1986. Com esse crescimento, fica mais fácil de encontrar as jubartes pela costa do país, mas, ainda assim, vem a pergunta: por onde começar?

                                                          Alguns estados se sobressaem aos outros quando o assunto é o avistamento de baleias. Os principais são: Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina. Em cada um deles há vários projetos voltados aos mamíferos, que levam turistas para vê-los de pertinho por meio de operadoras de turismo confiáveis, que seguem as Normas de Avistagem no Brasil.

                                                          Projeto Baleia Jubarte

                                                          Presente no Espírito Santo e na Bahia — mas com braços também em São Paulo –, o Projeto Baleia Jubarte nasceu em 1988 e é administrado pelo Instituto Baleia Jubarte e patrocinado pela Petrobras desde 1996. A iniciativa trabalha em três frentes: pesquisa, educação e políticas para a conservação, para assegurar a recuperação plena da espécie.

                                                          Foto: Instagram @projetobaleiajubarte / Guilherme Maricato / Reprodução

                                                          A iniciativa parte do princípio de que o Turismo de Observação de Baleias e Golfinhos, mais conhecido internacionalmente como whale watching, “é praticado em mais de 100 países e territórios” e que “se praticado de forma sustentável, seguindo as normas legais, não impacta nem os indivíduos nem as populações das baleias-alvo”, além de gerar empregos diretos e indiretos.

                                                           

                                                          Por isso, o Projeto Baleia Jubarte conta com uma lista de operadoras parceiras que seguem as Normas de Avistagem no Brasil. Entre elas estão empresas qualificadas nos estados de São Paulo (São Sebastião e Ilhabela), Bahia (Praia do Forte, Salvador, Itacaré, Porto Seguro, Cumuruxatiba, Prado e Caravelas) e Espírito Santo (Vitória).

                                                          Foto: Instagram @projetobaleiajubarte / Reprodução

                                                          O Projeto Baleia Jubarte, inclusive, publicou um guia sobre a observação de baleias-jubarte no Brasil, para suprir quem mais deseja vê-las — seja no ramo empresarial, turístico ou público — com informações essenciais para manter o animal seguro.

                                                          Amigos da Jubarte

                                                          Nascido em 2014, o Projeto Amigos da Jubarte, do Espírito Santo, é uma iniciativa multiplataforma de conservação da espécie. Antes de sua existência, a população capixaba pouco sabia sobre o animal, tampouco imaginava que a baleia navegava pelas águas de seu litoral.

                                                          Foto: Instagram @amigosdajubarte / Karen Bof / Reprodução

                                                          Com pesquisas científicas, atividades culturais, educação ambiental, sensibilização, capacitações e ações de fomento ao desenvolvimento turístico regional, o Amigos da Jubarte levou a espécie ao conhecimento dos moradores do Espírito Santo. Agora, a população local tem a baleia não só como símbolo capixaba, mas também como uma das diretrizes para o turismo pelo Governo Estadual.

                                                          Foto: Instagram @amigosdajubarte / Karen Bof / Reprodução

                                                          Antes do início da temporada do animal no Brasil, o Amigos da Jubarte realiza um curso de capacitação técnica para profissionais marítimos e operadoras de turismo sobre a observação de baleias em Vitória (ES). Em 2017, a iniciativa criou o site “Quero ver Baleia”, que facilita o contato entre o público e agências de turismo capacitadas e certificadas pelo projeto.

                                                          Projeto Franca Austral | ProFranca

                                                          O Projeto Franca Austral atua nos âmbitos de conservação, pesquisa, responsabilidade socioambiental e de políticas públicas para a conservação da baleia-franca. Esta é a única espécie ainda ameaçada de extinção que se reproduz na costa brasileira e costuma frequentar o litoral sul do país.

                                                          Foto: Instagram @institutoaustralis / Reprodução

                                                          O objetivo do ProFranca é conservar a baleia-franca-austral “tanto através da continuidade de pesquisas realizadas a longo prazo, como pela execução de metodologias inovadoras aplicadas para descobertas de novas informações biológicas sobre a espécie”.

                                                           


                                                          A entidade possui um centro de visitações com informações atualizadas sobre o animal: o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba, Santa Catarina — cidade também conhecida como capital nacional da baleia-franca.

                                                           

                                                          Por lá, é possível avistar a espécie com o uso de binóculos, na beira da praia de Itapirubá. O local funciona de terça a sábado, tem entrada gratuita, visitação guiada por especialistas e loja de souvenires.

                                                           

                                                          O Projeto Franca Austral é realizado pelo Instituto Australis e conta com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

                                                          Regras na hora de avistar baleias no Brasil

                                                          Antes de mais nada, é importante ressaltar que a atividade de Turismo de Observação de Baleias em águas brasileiras é normatizada pela Lei Federal 7.643 de 1988, que proíbe o molestamento intencional de qualquer espécie de cetáceo, e pela Portaria IBAMA 117 de 1996, que define normas específicas para a atividade. Portanto, as embarcações são proibidas de:

                                                          • Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motor ligado a menos de 100 m de distância do animal mais próximo;
                                                          • Religar o motor antes de avistar claramente as baleias na superfície ou a uma distância de no mínimo 50 m da embarcação;
                                                          • Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 m, ainda que respeitadas as distâncias estipuladas acima;
                                                          • Interromper o curso de deslocamento de cetáceo de qualquer espécie, dividindo-os ou dispersando-os;
                                                          • Penetrar intencionalmente em grupos de cetáceos de qualquer espécie, dividindo-os ou dispersando-os.
                                                          • Produzir ruídos excessivos, tais como música, percussão de qualquer tipo ou outros, além daqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
                                                          • Despejar qualquer tipo de detrito, substância ou material a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
                                                          • É proibida a prática de mergulho ou natação, com ou sem o auxílio de equipamentos, a uma distância inferior a 50 m de baleia de qualquer espécie.

                                                          Vale destacar que as baleias chegam ao Brasil em um período sensível, em ciclo de reprodução — o que fazem das regras ainda mais essenciais para um avistamento saudável.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            24/05/2024

                                                            Na misteriosa cidade perdida de Nan Madol, erguida na ilha artificial de Pohnpei, sobraram apenas as ruínas do que um dia foi palco de uma dinastia. Entretanto, mesmo com mais de 100 anos de descoberta, nem moradores e cientistas sabem dizer como tudo isso foi construído pelo homem.

                                                            A cidade perdida está localizada em Paliquir, capital da Micronésia. No meio do Oceano Pacífico, Nan Madol está a 2,5 mil km de distância da Austrália e a 4 mil km dos Estados Unidos. Porém, levando em conta a época em que foi construída, ainda há muito mistério — e lendas — sobre o local.

                                                            Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                                            Não há consenso sobre como Nan Madol foi construída, tampouco o porquê de estar localizada no meio do oceano. Dada a tecnologia e recursos entre os anos de 1200 e 1700 — tempo esse em que a cidade prosperou — , os cientistas não conseguem cravar como um arquipélago artificial foi erguido há tanto tempo.

                                                             

                                                            Afinal, para essa cidade ser erguida, os povos antigos precisariam construir enormes blocos de basalto sobre um recife de corais, ao sudeste de Pohnpei. Por mais que seja a alternativa mais lógica, ainda segue um mistério como eles conseguiriam fazer isso há mais de 800 anos. Até porque esses povos teriam que locomover centenas de blocos gigantescos de pedra basáltica — que chega a pesar 50 toneladas — até o meio do mar.

                                                            Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

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                                                            Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                                            E, como sempre, na falta de respostas concretas, começam as lendas. Segundo os locais, Nan Madol possui túneis submersos, que guardam riquezas e artefatos antigos. Fato é que esse mito nunca foi comprovado efetivamente, por mais que atraia diversos pesquisadores para tirar a dúvida.

                                                             

                                                            Alguns moradores têm uma explicação muito simples de como este local foi construído: magia! Inclusive, essa hipótese é muito popular entre os locais, junto com a teoria que o lugar é amaldiçoado.

                                                             

                                                            Tamanha ficção inspirou o escritor H.P. Lovecraft a criar a cidade fictícia de R’lyeh, que serve como um lar de criaturas místicas no conto O Chamado do Cthulhu. Por outro lado, os cientistas acreditam que o basalto chegou via jangadas, do outro lado da Micronésia. Mas essa teoria também não é confirmada cientificamente.

                                                            O que se sabe sobre a cidade perdida?

                                                            Embora a maneira que ela foi construída seja um mistério, seu histórico está bem documentado. Como já mencionado, Nan Madol prosperou entre os anos de 1200 e 1700, sendo uma cidade muito importante na atual região da Micronésia.

                                                             

                                                            Além de abrigar líderes políticos e religiosos, a cidade foi dominada por estrangeiros que impuseram a opressora dinastia Saudeleur por mais de 500 anos — que só veio a ter um fim em 1600, com a chegada do grupo Isokelekel. E, por incrível que pareça, Nan Madol seguiu intacta durante todo este processo.

                                                            Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                                            Construída com enormes blocos de basalto sobre um recife de corais, localizado no sudeste de Pohnpei, a ilha artificial é formada por várias ilhotas em formas geométricas. Cada uma delas era dedicada para uma atividade, como construção de canoas, casa de banho e templo real Nandauwas, por exemplo.

                                                             

                                                            Inclusive, o templo real de Nandauwas é cercado por uma grande muralha de sete metros de altura e cinco de largura. Altos palacetes foram erguidos e, entre as ilhas e as construções, os canais rasos funcionam como uma espécie de Veneza, em uma versão tropical.

                                                            Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                                            Apesar de tanto mistério e um passado com muita opressão, a história da cidade perdida de Nan Madol ainda é muito rica. Não à toa, foi considerada uma das maravilhas do mundo antigo e consagrada como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2016.

                                                             

                                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                             

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