O Marina Itajaí Boat Show 2024 já está entre nós! Além de exibir as principais embarcações e equipamentos do mercado, o maior evento náutico do Sul conta com o lounge VIP de NÁUTICA, que recebe convidados ilustres e importantes para o setor até 7 de julho, dia de encerramento do salão.
Com representantes das principais marcas náuticas do Brasil e rostos conhecidos desse universo, o espaço exclusivo da Revista Náutica teve convidados especiais já no primeiro dia do Boat Show de Itajaí. Confira, a seguir, quem passou por lá!
Personalidades que passaram pelo lounge VIP no 1º dia do salão
Almiro Thiburcio (FS Yachts), Marcio Dottori, José Thiburcio (FS Yachts). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaDinez Rezende e Lili Baptista. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaEllen Freire, Alana Patucci, Leandro Ling e Gustavo Ortiz, da AG7 Incorporadora. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaLouise Pimentel. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaMarcio Dottori e Cláudio Wilson (BR Marinas). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaCarlos Gayoso de Oliveira (diretor da Marina de Itajaí). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaChico Brandão e Carol Brandão. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaLarissa Schiavolin, Pedro Dias, Felipe Dias (criança) e Caio Dias. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaMarco Vicente (Artefacto). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaFrancisco Martin (superintendente da pesca do Paraná) e Roald Andretta (coordenador técnico da pesca do Paraná). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaRicardo Ayres Netto (Boston Whaler). Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaEduardo Tawil. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaFelipe Lago, Bruno Worm, Hanna Bloemer e Matheus Rother Jeske, da RGS Engenharia. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaJuliana Melo Ferreira, Daniela Correa e Jones Augusto Boeck, do Sebrae. Foto: Bruna Lemos/ Revista NáuticaEvandro Ferreira (presidente do Iate Clube do Lago de Itaipu) e Emerson Lopes (Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu). Foto: Bruna Lemos/ Revista Náutica
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Se no Marina Itajaí Boat Show de 2023 a Ventura celebrou bons negócios logo no começo do evento, para esta segunda edição as expectativas são ainda maiores. À NÁUTICA, Marco Garcia, diretor comercial do estaleiro, elogiou a nova configuração do salão e afirmou que “tem tudo para dar certo”.
Achamos que a feira cresceu. Está mais organizada, você vê muita gente visitando os barcos já no primeiro dia– Marco Garcia, da Ventura
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
A Ventura separou para o Boat Show de Itajaí uma linha bastante diversificada, que vai dos 19 aos 40 pés, e ainda inclui elétricos. O estande flutuante tem atracados os modelos V250 com proa aberta, V300 Day Cruiser e a V400 Crossover, enquanto no seco estão a V195 Crossover, a V215 Comfort, o jet elétrico Orca e duas motos terrestres elétricas — Brat e Evo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A ideia, segundo Marco, é ampliar a visibilidade do estaleiro no sul do Brasil, de forma a criar um novo mercado na região e possibilitar que, no futuro, o Marina Itajaí Boat Show tenha o mesmo potencial de vendas consolidado do Rio Boat Show e São Paulo Boat Show.
“O catarinense e o gaúcho não precisarão mais ir ao Rio de Janeiro ou a São Paulo. Vão comprar em Santa Catarina mesmo, no Boat Show de Itajaí”, aposta.
Animado com o sucesso da nova V550 Crossover, lancha no modelo hard top lançada durante o Rio Boat Show 2024, o diretor comercial dá um spoiler: tem coisa boa vindo aí. “Agora a grande vedete será a V550 no modelo flybridge, no São Paulo Boat Show 2024. Esse vai abalar geral, vai ficar muito legal”, conclui.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
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Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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Se uma palavra pudesse definir o que pensa a Intermarine sobre a segunda edição do Marina Itajaí Boat Show, ela seria prosperidade. Presente também em 2023, a marca percebeu o crescimento do evento de um ano para o outro, e trouxe grandes embarcações ao público de Santa Catarina.
Com cinco barcos expostos nas águas, o estande da Intermarine no Boat Show de Itajaí exibe embarcações de 45 a 81 pés. Destaque para a 24M, um iate de 24,80 metros (81,36 pés), que já foi testado pela equipe NÁUTICA.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Pela segunda vez seguida no Marina Itajaí Boat Show, o estaleiro entende a importância deste evento realizado em Santa Catarina e, para Roberta Ramalho, CEO da Intermarine, exibir as embarcações ao público do sul realmente é diferente.
Marina Itajaí Boat Show é um evento importante para a Intermarine. Exibir nosso line-up para o público do sul é sempre um momento especial– Roberta Ramalho
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No espaço dedicado ao estaleiro no evento de Itajaí o público ainda encontra os modelos Intermarine 45, Intermarine 580 HDF, Intermarine 70 e Intermarine 80.
Para Rafael Paião, vice-presidente de marketing da Intermarine, o evento é uma oportunidade especial de aproximar a marca com o público local. “É um evento importante para o segmento, o público do sul é muito especial. Este evento entrou para o calendário e cresce a cada ano, então a gente percebe que o Boat Show tem uma vocação de crescimento”, completou Paião.
A gente percebe que esse é um evento que prospera– Rafael Paião, da Intermarine
Rafael Paião. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Exibir seu produto para um público tão qualificado tem suas vantagens que vão muito além da venda — que costumam aquecer em Boat Shows e, por isso, a Intermarine enxerga no evento um potencial de aproximar clientes em potencial à marca.
Costumamos dizer que os dois melhores vendedores da Intermarine são o nosso cliente, em primeiro, e o barco, em segundo– Rafael Paião
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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A Sessa Marinenasceu na Itália, mas tem coração (e braços) catarinenses. Por isso, o estaleiro escolheu o Marina Itajaí Boat Showpara exibir ao público um de seus modelos open, que voltaram a ser fabricados no Brasil.
Com o nome de Key Largo, a linha já esteve no portfólio da fábrica brasileira da Sessa nos idos de 2011 – quando a Intech Boating assumiu a operação, mas acabou saindo, devido à maior demanda do mercado para as linhas Cruise e Fly.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Após a aquisição da Sessa Internacional pela Intech, a marca reavaliou os planos e decidiu retomar a produção das Key Largo em solo nacional, o que já provocou um “burburinho” entre os clientes da marca. “Tem um perfil que gosta desse tipo de linha e o pessoal já veio perguntar”, explica Débora Felipe, diretora de Marketing do estaleiro.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
É uma linha de entrada e mais esportiva. É um público um pouco diferente, que gosta de velocidade, de motor de popa. É uma outra proposta e a gente quer atender também a esse nicho– Débora Felipe, diretora de Marketing
Ela conta ainda que outro barco da linha open já tem data para o público conhecer: a KL 40 será um dos destaques da Sessa Marine no São Paulo Boat Show 2024 – que acontecerá de 19 a 24 de setembro, na capital paulista.
Dois espaços para receber visitantes em Itajaí
Sobre o novo formato do Marina Itajaí Boat Show, que tem um circuito 360º, a diretora da Sessa aprovou a mudança. “Parece que ficou tudo muito mais integrado, mais agradável de visitar. Acho que a proposta é muito legal, tem tudo pra dar super certo”.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Apostando nisso, a marca está presente em dois espaços no evento: um lounge na área seca, na avenida principal, e também um estande flutuante na água, de onde partem os barcos para o test-drive.
Esse tipo de evento só tem a desenvolver o mercado e a fortalecer ainda mais Santa Catarina como principal polo náutico do Brasil– avalia
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Estaleiro promete mais novidades em breve
Os próximos meses virão cheios de novidades para o estaleiro. Além da KL 40 em São Paulo, o mês de setembro será marcado pelo lançamento de uma nova embarcação, de 58 pés. Batizado de F60X, o barco está em fase final de produção na Itália e fará sua estreia em Cannes, na França.
“É um projeto que nasceu no Brasil, depois a gente levou pra Itália, para fazer o primeiro, mas é um projeto que será feito aqui também”, explica Débora, que revela que a novidade estará no Brasil em 2025.
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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Márcio Schaefer, nome por trás da Schaefer Yachts, não esconde o gosto que tem pelos Boat Shows. Pela segunda vez em Itajaí, o evento náutico que vai de 4 a 7 de julho contou novamente com a presença do estaleiro, cujo presidente garantiu: é um salão “que veio para ficar”.
Com opção de motor de centro-rabeta, para agradar aos brasileiros, e motor de popa, preferido dos norte-americanos, o modelo é visto por Márcio como parte da “tendência mundial”.
“É bem comum nos Estados Unidos, mas quem fabrica esse barco não tem toda a nossa tecnologia, somos bem maiores. Estamos felizes, é um barco que chama atenção, muito moderno”, destaca.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Apresentar todas as novidades que chegaram com a lancha — que promete superar o sucesso da antecessora, a Schaefer V33 — é o que faz brilhar os olhos do estaleiro no Boat Show de Itajaí. Afinal, exibir a coleção de barcos ao público é um dos esportes preferidos da empresa.
Sempre fui muito feliz em Boat Show, porque as pessoas podem conhecer meu trabalho de verdade. Adoro essa parte– destaca Márcio Schaefer
Novidade a caminho
Em primeira mão para a NÁUTICA, o presidente do estaleiro revelou que o público pode aguardar um novo projeto da Schaefer. “Estamos trabalhando duro, é o desenvolvimento de um projeto muito complexo”, ressalta.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A expectativa é de que a novidade chegue até o final deste ano e comece a ser fabricada em série. “Poucos estaleiros no mundo têm essa capacidade de produzir e desenhar o barco desde o começo”, afirma. “É um trabalho que a gente faz e estamos muito orgulhosos disso”.
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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Com a presença de autoridades locais, tradicional desenlace da fita abriu as portas do evento náutico que, de 4 a 7 de julho, apresentará mais de 70 barcos
O Marina Itajaí Boat Show 2024, maior evento náutico do sul do Brasil, foi oficialmente inaugurado nesta quinta-feira (4)! Com a presença de autoridades locais, convidados e visitantes, a cerimônia de abertura deu o pontapé inicial, a partir das 14h, na segunda edição do salão que acontece até o próximo domingo (7).
Neste ano com o circuito 360º, o Boat Show de Itajaí cresceu em relação a sua primeira edição, no ano passado — fato exaltado por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, durante o cerimonial.
Com muita alegria a gente vê que conseguiu fazer o evento estar de 35% a 45% maior, com mais expositores, com mais barcos na água, com um circuito fechado, tal qual como é em Cannes: você dá a volta, tem uma ponte que abre e que fecha– Ernani Paciornik
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Ainda em seu discurso, Ernani reforçou o potencial da indústria náutica para o país e destacou a importância dos incentivos ao setor — responsáveis por trazer resultados tão positivos para Itajaí, um dos maiores polos náuticos do Brasil.
Estamos procurando trazer o melhor para onde acreditamos que está o melhor berço da náutica. É um estado arrojado, que acreditou no setor– ressaltou na cerimônia
Para o tradicional desenlace da fita, que simboliza o início do evento, além de Ernani Paciornik, se reuniram Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, Mané Ferrari, presidente da Acatmar, Eduardo Colunna, presidente da Acobar, Vinicius Lummertz, ex-ministro do Turismo, Thiago Morastoni, secretário de Turismo de Itajaí e o Capitão de Corveta Diêgo de Souza Gonzalez, representando a Marinha do Brasil.
Carlos Gayoso de Oliveira agradeceu a confiança de todos os estaleiros e expositores e relembrou o papel da Marina junto à cidade e às políticas públicas que fortalecem a área. “A Marina hoje é um marco para Santa Catarina e para o Brasil, enquanto estrutura náutica”, explicou.
Poucas cidades têm a oportunidade de receber eventos dessa magnitude e nós ficamos muito felizes de, junto com a NÁUTICA, construir algo assim– Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Para o presidente da Acatmar, Mané Ferrari, o sucesso do Boat Show vem, em grande parte, das boas parcerias, capazes de levar a indústria além. “Isso mostra o poder das parcerias e do setor unido”, ressaltou.
Boat Show de Itajaí é motivo de celebração
Eduardo Colunna, presidente da Acobar, também discursou na cerimônia de abertura. Ele aproveitou para chamar a atenção para a qualidade dos barcos brasileiros, exportados com grande sucesso para águas internacionais, e reforçou que o salão náutico agrega tudo o que o setor tem de melhor. “Essa parceria reforça um leque de opções que amplia e é o que o setor náutico no Brasil precisa”, afirmou
Um evento como esse é um motor para trazer as pessoas a estarem de frente para o mar, e não de costas. Você tem um potencial de navegação e não à toa tem o tanto de empresas instaladas aqui– Eduardo Colunna, presidente da Acobar
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Vinicius Lummertz, ex-ministro do Turismo, relembrou o passado de vitórias para o meio náutico e garantiu que é essencial pensar no futuro do Brasil aliado ao futuro do setor. “Precisamos de boas políticas públicas pra criar um bom ambiente de negócio e para que haja boas oportunidades. Desenvolvimento é uma questão moral. Nós precisamos nos juntar para fazer nossa parte. Hoje é um daqueles dias que podemos nos juntar e dizer que fizemos nossa parte”, apontou.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Representando o prefeito de Itajaí Volnei Morastoni, o secretário Thiago Morastoni elencou as conquistas econômicas e sociais da cidade e afirmou não ter dúvidas de que, em breve, o Boat Show de Itajaí será “o melhor do Brasil”, em vista de tudo o que consegue agregar em um só local.
Além de um ambiente de negócios onde se compra e vende barcos, equipamentos e tudo o que está atrelado ao setor, também temos uma oportunidade de convívio e entretenimento– Thiago Morastoni, secretário da cidade
Por fim, o Capitão de Corveta Diêgo de Souza Gonzalez desejou a todos um grande evento, relembrando a magnitude do espaço.
O Boat Show é um evento importante para a Marina Itajaí, para a cidade, o estado, a Marinha do Brasil e para o país, porque fomenta a mentalidade náutica, o turismo e o desenvolvimento econômico da região– Diêgo de Souza Gonzalez, da Marinha do Brasil
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Além das autoridades que discursaram, também estiveram presentes Manuel Carlos Maia de Oliveira, fundador e presidente da Marina Itajaí, Ricardo Augusto, secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Ronaldo Camargo, diretor geral de Administração e Finanças do Porto de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos, presidente do Sindipi, Gabriel Kelm, presidente da Associação Empresarial de Itajaí, e Ronaldo Jansson Junior, presidente do Convention Bureau de Itajaí.
Atracado pela segunda vez nas águas de Itajaí, um dos principais polos náuticosdo Brasil, o Boat Show apresenta mais de 70 barcos — 50 deles sobre as águas, sendo que os visitantes podem aproveitar a oportunidade de realizar test-drives antes de adquirir a embarcação.
O salão também reúne novidades e destaques do setor, exibidos por uma vasta gama de estaleiros, marcas de motores e lojas de equipamentos e acessórios para atender às mais diferentes necessidades dos amantes do mare do luxo.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Pensado para superar o sucesso da primeira edição, o Marina Itajaí Boat Show 2024 conta com atrações para toda a família, como desfile de moda, aulas de vela e campanha assinada pelo saudoso cartunista Ziraldo.
Quem quiser acompanhar de perto os grandes momentos do evento náutico, pode aproveitar a transmissão ao vivo e in loco pelo canal da Náutica no YouTube.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
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O inverno da navegadora Tamara Klink, 27, foi longo e gelado. Três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo do Ártico, com temperaturas na casa dos -40ºC. Cercada pela natureza gélida, ela precisou derreter pedaços de icebergs para beber água e ainda descobriu uma alergia de pele ao frio extremo — bem ali no cenário mais glacial possível.
Essa jornada toda foi encarada por Tamara durante os oito meses em que viveu sozinha a bordo do Sardinha 2, seu veleirode 10 metros, construído ainda em 1992, que agora a acompanhou em sua terceira — e histórica — grande aventura nos oceanos.
“Eu sabia que o inverno tinha acabado, porque chegou a luz do sol e o marcomeçou a derreter. Foi a primeira vez que vi alguém. Ele começou a falar comigo em groenlandês, achou que eu fosse local”, relembra Tamara.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
“A primeira pergunta que me fez foi ‘onde estão os animais?’. A partir daí eu não era mais a viajante. Eu era a pessoa que conhecia o lugar. Eu disse ‘que estranho ver você, faz muito tempo que eu não vejo ninguém’. E ele respondeu ‘como foi o inverno?'”, contou Tamara Klink, entusiasmada, à reportagem da NÁUTICA, em sua primeira entrevista após a jornada gelada.
Tamara atravessou o Mar do Norte em solitário, da Noruegaà França, em 2020, e se tornou, em 2021, a mais jovem brasileira a cruzar o Atlântico em solitário — da França ao Brasil. Esses percursos abriram caminhos para que a navegadora escrevesse, também, sua própria história — que acaba de ganhar o mais novo capítulo.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Assim como o mar lhe sopra o vento que a faz chegar cada vez mais longe — seja nas águas ou nas linhas de seus livros –, essa mesma imensidão a levou, em julho de 2023, a cruzar o Círculo Polar Ártico em solitário — a primeira brasileira a conquistar tal façanha.
Partindo da França, após 2.500 milhas náuticas Tamara Klink atracou na Baía Disko, na costa Oeste da Groenlândia. Cercada pelo gelo, este foi o local onde a navegadora ficou invernada (ou seja, passou a estação congelante) dentro de seu barco, por oito meses. Assim, ela alcançou mais um marco: o primeiro registro feminino de uma invernagem em solitário no Ártico.
Vida no gelo: perrengues, silêncio e perigos
“Ao longo do dia eu tinha um grande encontro com o silêncio. Era um silêncio tão absoluto que eu me incomodava com o som do sangue correndo pelas minhas veias, com os sons do meu próprio corpo, que parecia muito barulhento. Numa vastidão de quilômetros e mais quilômetros, eu podia andar sem ouvir nada além do que saía dele.”
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Nesse cenário, Tamara vivia uma rotina sem acesso às redes sociais, sites de busca ou internet ilimitada. Podia apenas enviar e-mails curtos e diários à sua equipe.
Sua rotina, como ela conta, era imposta por suas condições enquanto ser humano. Seu banheiro, de repente, passou a ser um balde. Todas as mangueiras e tanques de águado barco estavam congelados. Foi nesse momento que ela entendeu: “o maior desafio do inverno é que, para que a gente viva como seres humanos, precisamos de água, comida e calor”.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
A alimentação de Tamara Klink incluía grãos (arroz, feijão, grão de bico e lentilha), féculas (macarrão de trigo ou feijão, pão feito no barco e tapioca), sementes (girassol, papoula, chia e abóbora), conservas de legumes e frutas desidratadas (uva, damasco, ameixa e tâmara). Para evitar a produção de lixo, Tamara também pescou — ao menos enquanto as raposas não roubavam seus peixes.
A navegadora enfrentou temperaturas que chegaram à casa dos -40ºC. “Não bastava eu levar água e comida quando saísse do barco, se eu não tivesse como transformá-los em coisas líquidas. O elemento calor, fazer calor, era definitivo para eu continuar viva.”
Para beber água eu buscava icebergs, os quebrava em pedacinhos. Trazia para o barco e derretia no aquecedor — ou fazia fogo e derretia em uma panela– explica Tamara
Seus dias eram baseados em buscar meios de garantir a sobrevivência — e isso inclui “fabricar” energia. Enquanto havia sol, dois painéis solares davam conta do recado. Quando tudo se transformou em escuridão, seu aliado, mais uma vez, foi o vento — graças a um gerador eólico.
Se tinha mais vento, eu podia fabricar mais energia. Mas se tinha vento demais, eu tinha que prender o gerador eólico para não quebrar. Eu vivia sempre em função de produzir energia e alimento– conta
Ao sair do barco, contudo, a imensidão gelada reservava não apenas a fonte de água, mas também, de perigo.
Queda na água congelante e desafios físicos
“Uma das coisas que fez a viagem divertida e feliz foi estar sempre antecipando que as coisas iam piorar. Toda vez que tinha um problema, eu pensava ‘não tenho outra outra escolha senão aprender a me adaptar o máximo ao contexto de agora, porque eu sei que as coisas vão ser cada vez piores até chegar a primavera’”.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Tamara enfrentou uma invernagem na Groenlândia sabendo que carregava consigo o fenômeno de Renault, uma condição vascular em que o corpo tem uma reação exagerada ao frio, deixando todas suas extremidades sem circulação, o que causa, principalmente, dor nos dedos — que podem ficar sem movimentos.
Eu sabia e estava preparada. Usava luvas grossas, sei o que fazer quando isso acontece. O que eu não sabia é que tinha urticária ao frio– revela Tamara
A urticária ao frio é uma reação alérgica que ocorre quando a pele é exposta a baixas temperaturas, seja através do ar, água ou objetos. As principais características e sintomas incluem manchas, inchaço e coceira.
Os meus dedos do pé coçavam tanto que eu não conseguia andar ou dormir. Ficava completamente refém dos meus pés– explica
Tamara começou a sentir os sintomas da urticária em novembro, quando fazia cerca de -26ºC. “Eu sabia que precisava achar soluções para aquilo, não tinha como deixar de lado. Se eu não conseguisse andar não poderia sair para buscar água, esvaziar o balde. Não conseguiria fazer nada”.
A partir daí, a navegadora criou estratégias para driblar a condição. Entre elas estava o uso de uma bolsa de água quente nos pés, dentro do saco de dormir, e a movimentação contínua dos dedos. Tamara também evitava ao máximo pisar no chão do barco: caminhava pisando no sofá, na mesa ou nas escadas, para o pé não ficar frio.
Me adaptei a isso, estava sempre com o pé em cima do aquecedor — até queimei algumas meias– brinca ela
Ursos, hipotermia e outros perigos
Entre os potenciais perigos de uma invernagem tão longa no Ártico estão encontrar ursos, perder os dedos pelo frio, hipotermia, avalanches, nevascas, depressão e até loucura. Mas um deles, em especial, assombrava Tamara: cair na água congelante. “Era para mim a pior coisa que poderia acontecer, a forma mais perigosa de morrer”. E foi justamente o que aconteceu.
O que mais me surpreendeu foi não ter sentido medo, aflição ou raiva. Eu estava simplesmente absolutamente concentrada em sobreviver e em sair do mar, custe o que custasse– destaca Tamara
Tamara conta que estava indo da placa de gelo para a terra, quando percebeu que a maré tinha subido muito, deixando as bordas podres e o gelo mais fino e frágil. Ela, então, encontrou um pedaço que parecia mais firme, ideal para seguir seu caminho.
Quando pisei, ele quebrou e eu caí na água instantaneamente– descreve
A causa de sua queda, contudo, acabou sendo também sua salvação. Isso porque, ao mesmo tempo em que o gelo podre a fez cair na água, a condição precária da placa a permitiu, com a força das mãos, fazer buracos em sua camada. “Com esses buracos eu conseguia me segurar e me arrastar em cima do gelo. Foi isso que me permitiu sair da água”, explica a navegadora.
Fui correndo para a terra a tempo de chegar no barco. As roupas, quando eu cheguei, já estavam congeladas, mas o corpo não. Então eu sobrevivi– conta Tamara sobre o susto
Medos, às vezes, vem dos outros
Cair no gelo foi talvez o único momento em que a corajosa Tamara Klink questionou suas escolhas. Passar tantos meses em um frio fora do comum, sem ver ninguém, nem mesmo a luz do sol, para ela, são apenas “dados do contexto”.
“Eu sabia em qual parte da França ficaria só e eu não poderia mudar o sol. Eu simplesmente me adaptei à ausência dele, à distância dos humanos. O mais difícil foi encontrar um barco, poder pagar pela preparação, encontrar parceiros técnicos e financeiros que me permitissem comprar os materiais, pagar as despesas logísticas do caminho e lidar com os medos dos outros.”
Lidar com o medo dos outros. Esse foi um dos grandes desafios de Tamara. Apesar de entender que, muitas vezes, as pessoas ao redor queriam apenas alertá-la ou protegê-la, a viagem se tornou mais difícil com tantos novos temores em sua bagagem mental. Alguns que nem ela mesma ousou ter.
“Eu tinha alguns medos, mas ao longo do caminho as pessoas iam me dando novos: de que o barco fosse esmagado, de eu cair no mar e morrer, de eu ter um problema médico que não previa… Esses medos que eu não tinha foram todos na minha bagagem mental, muito mais pesada e difícil de carregar ao longo do caminho”, relata ela.
Para um provável desespero de quem tentou alertá-la sobre os perigos de uma aventura como essa, os argumentos precisarão melhorar, porque Tamara Klink não esconde:
Eu gostei de estar só, me diverti muito. Tenho vontade de fazer viagens mais longas, passar mais tempo em solitário– revela
A navegadora incontestavelmente sabe que, na vida, a adaptação é essencial. Depois de cair no gelo, ela se adaptou ao novo risco, encontrou novas maneiras de sair e aumentou seus critérios de segurança. “Era fácil morrer, mas eu tinha que me adaptar”, comenta.
Além da cabeça fria para solucionar os problemas que apareciam, Tamara também teve êxito em sua invernagem graças a uma preparação difícil — mas muito bem-feita. “Outros navegadores me deram recomendações, relatos de problemas, soluções. Um deles foi meu pai (Amyr Klink), mas não apenas”.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Entre os navegadores que a aconselharam estão Jerome e Sally Poncet, Guirec Soudée, France Pinczon du Sel e Eric Brossier, todos essenciais para ajudá-la a, principalmente, lidar com “os fundos” da Groenlândia, raramente cartografados.
“Eu naveguei muitas vezes sem saber se tinha pedrano fundo. Se a profundidadeera de 10, 200 ou mil metros. Eu não tinha acesso à internet, não podia ver imagens de satélite. Eu usava um pequeno comunicador por onde podia mandar textos e isso ajudava. Mas eles [equipe] não estavam comigo no barco e, muitas vezes, eu tinha que tomar decisões sozinha”.
Tamara também contou com um equipe composta por profissionais como psicoterapeuta, nutricionista, médicos e meteorologista.
Mudar o imaginário do que uma mulher pode fazer em solitário
A cada decisão que tomava sozinha, Tamara reunia mais uma prova para algo que já está mais do que convencida: “não há nada num barco que impede as mulheres de comandarem, de navegarem em solitário”.
Um barco é feito para permitir que humanos, que não são feitos para estar no mar, naveguem e cruzem oceanos. É o objeto que permite que naveguemos, não nossas capacidades físicas– destaca
Tamara relata ter ouvido que não daria conta, não teria força física o suficiente, não saberia lidar com a solidão, que enlouqueceria. São justamente esses discursos, muitas vezes velados de conselhos que, para ela, acabam freando o acesso da mulher ao risco, ao perigo, ao desejo, ao sonho… e ao mar.
Isso nos impede de descobrir até onde podemos ir com a nossa competência, com o nosso saber, com os objetos que preparamos, que escolhemos, com as decisões que tomamos– enfatiza
“Discursos protetores muitas vezes dificultam, limitam, criam empecilhos para que as mulheres naveguem. Não há nada no corpo de uma mulher que a impeça de velejar, de navegar”, completa.
Reencontros
No início deste texto, Tamara Klink descreve seu primeiro encontro com um humano: Peter, um caçador de focas, logo após o fim do inverno na Groenlândia. Apesar de surpreendente, um outro encontro — ou melhor, reencontro –, quando os primeiros raios de sol voltaram a aparecer com o início da primavera, foi ainda mais instigante.
“Durante muitos meses eu não vi o sol. Eu parei de vê-lo no começo de novembro e voltei a vê-lo no começo de fevereiro. A coisa mais estranha que aconteceu, quando o sol apareceu, foi ver uma mancha escura na neve, logo abaixo do meu pé. Eu andava e a mancha me seguia. Eu tinha esquecido completamente como era ter uma sombra.”
O lugar que eu conheci no inverno, que só tinha noite, tempestade o tempo todo e temperaturas muito baixas estava mudando. O lugar estava em transformação– explica Tamara
“Primeiro chegaram as gaivotas, os patos… e os humanos. Foi quando eu percebi que o inverno já tinha acabado, e que esse retorno não seria um fim definitivo, abrupto e súbito. Seria um fim gradual, chamado primavera, entre o inverno e o verão. As coisas iam acabando aos pouquinhos… o silêncio, o gelo, a solidão.”
Atualmente, Tamara ainda está na Groenlândia, concentrada em concluir o projeto a bordo da Sardinha 2. Ela retoma aos poucos a vida em conjunto e acompanha a chegada do verão no Ártico.
Quando eu chego [no Brasil] não sei ainda. Mas quando chegar, quero abraçar minha avó– revela Tamara
Ana, avó de Tamara, sempre a apoiou como navegadora. Como ela mesma diz em sua dedicatória no livro “Mil Milhas”, avós são “aquelas que guardam nossos segredos enquanto abrem caminhos”. Mas, para essa viagem em específico, Ana relutou em apoiar a neta, mas de forma bastante compreensível.
“Ela achava que era muito arriscado e estava preocupada em como seria ficar muito tempo separada. Eu acho que é uma preocupação que aparece sempre quando a gente tem família, quando somos amados. A gente se preocupa com as pessoas que ficam em terra quando escolhemos correr riscos.”
Sempre fica a pergunta ‘qual é o mundo e quem são as pessoas que vamos encontrar quando voltar? Qual é o mundo e as pessoas que a gente não vai poder encontrar?’ Simplesmente porque muita coisa acontece no tempo de um ano e meio– explica Tamara
O maior evento náutico do Sul do país já está preparado para receber os amantes do universo náutico! A partir das 13h desta quinta-feira (4), o Marina Itajaí Boat Show 2024 abrirá suas portas para um mundo de possibilidades sobre as águas. Até domingo (7), mais de 70 barcos estarão expostos em um circuito 360º, com grandes marcas do setor e atrações para toda a família.
A cerimônia de abertura, que marca o início definitivo do salão, acontecerá às 14h da quinta-feira, com a presença de autoridades. Maior e mais completa, a segunda edição do Boat Show de Itajaí chega com tudo que um barco precisa para ser um sucesso nas águas.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Por isso, além das lanchas, jetse iates, uma variedade de motores, equipamentose acessóriosestarão à disposição do público. O shopping náutico, inclusive, será um dos grandes destaques do salão. Isso porque essa área do evento chega agora em estandes flutuantes, integrando produtos e barcos em um só lugar.
Ou seja: ao dar uma volta completa pelo salão, será possível encontrar uma ampla variedade de itens para embarcações em um único dia, com profissionais qualificados e prontos para orientar os visitantes.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Atividades na água e desfile de moda
Como um Boat Show vai muito além de exposição de barcos e produtos, é claro que o público encontrará muito mais no salão. Nesta edição, o visitante terá a chance de velejar por águas catarinenses a bordo de veleiros artesanais de madeira, do modelo Ibis rubra 3.5, graças a uma parceria da Associação Náutica de Itajaí (ANI) e da Marina Itajaí.
Foto: Associação Náutica de Itajaí/ Divulgação
Para completar a experiência, um veleiro “instagramável” da ANI é o point perfeito para registrar sua participação no Boat Show de Itajaí nas redes sociais.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na sábado (6), às 15h, um desfile de moda chegará para deixar o Marina Itajaí Boat Show ainda mais charmoso. O glamour das embarcações na água vai se misturar com o estilo das passarelas no píer, levando um toque especial ao maior evento náutico do Sul do país.
Para deixar você por dentro de tudo o que acontecer no salão de Itajaí, o Canal Náutica no Youtube terá uma cobertura ao vivo nos quatro dias do evento.
Marina Itajaí Boat Show 2024
Reunindo lazer e negócios à beira-mar, o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz as principais novidades do mercado náutico em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Pesquisadores brasileiros revisaram uma antiga medição dos limites verticais do Oceano Atlântico Sudoeste — que banha a América do Sul — , e notaram uma divergência. O que antes media 30 metros, entre a parte mais superficial e profunda do mar, agora se descobriu que é bem mais raso.
A pesquisa sugere que essas áreas profundas, na verdade, podem ser até 15 metros mais rasas do que o aceito tradicionalmente — metade da medida. O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de São Paulo (USP) foi publicado no Marine Enviromental Research.
Ilustração da área analisada na pesquisa. Foto: Marine Environmental Research/ Divulgação
Os cientistas resolveram revisar a medida desta parte mesotrófica (ecossistema aquático com um nível moderado de nutrientes) do oceano. Entretanto, os 30 metros caíram quase pela metade e, segundo os pesquisadores, atualmente está entre 15 e 18 m na região costeira subtropical. Ou seja, os peixes que lá habitam estão bem mais próximos da superfície.
Vale ressaltar que, inicialmente, a intenção do estudo era sim estudar o Oceano Atlântico Sudoeste, mas para analisar a vida marinha em diferentes profundidades. Contudo, concretizando-se as novas evidências, essas medidas de profundidade aceitas na literatura científica teriam que ser ajustadas.
Por que o oceano está mais raso?
Na realidade, não é que o oceano tenha ficado mais raso entre uma pesquisa e outra, mas sim um erro teria sido cometido anteriormente. De acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a grande diferença entre ambos os estudos se dá pela maioria dos trabalhos terem sido feitos em ambientes tropicais acima do trópico de Capricórnio.
Por não terem se aprofundado na parte subtropical, os antigos estudos focavam mais nos recifes de corais, e não incluíam a forma diferente de como a luz e organismos interagiam com os recifes rochosos — predominantes em lugares subtropicais.
Dos males, o menor
Apesar deste provável erro de medição, nem de longe este é um dos maiores problemas que o oceano tem enfrentado — embora acenda o sinal de alerta. Segundo pesquisa, os oceanos estão ficando cada vez mais barulhentos e, num cenário moderado, é previsto um aumento de até sete decibéis até 2100, no norte do Atlântico.
Além disso, o calor fez o nível do oceano aumentar mais no Brasil do que no resto do mundo. Na costa atlântica da América do Sul, a média de elevação chegou a 3,96 mm/ano, enquanto a medida mundial ficou em 3,42mm — que, por sua vez, também é considerada alta.
Até mesmo parte do oceano está mudando de cor. Depois de analisar imagens de satélite, cientistas dos Estados Unidos e Reino Unido concluíram que a imensidão azul está ficando cada vez mais esverdeados.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Marina Itajaí Boat Show 2024 será palco para grandes marcas do mercado náutico exibirem suas embarcações. E uma novidade vai atracar no estande da Yachtmax no maior evento náutico do sul do Brasil: o lançamento mundial da nova versão da Okean 80, um iate de 80 pés (24 metros de comprimento) fabricado em solo nacional.
Entre os dias 4 e 7 de julho, o público poderá conhecer de perto a estreia do modelo grandioso nas águas de Santa Catarina.
A nova Okean 80 traz soluções como o “open deck” no convés — espécie de varandas laterais que se abrem sobre as águas e criam um espaço de convivência com mais de 120 m², segundo a marca.
Foto: OKEAN Yachts/ Divulgação
Este espaçoso convés principal é reservado totalmente ao lazer e à convivência, já que o posto de comando do iate fica localizado no flybridge — que pode ser acessado por duas escadas, interna e externa, e ainda tem área gourmet integrada.
Foto: OKEAN Yachts/ Divulgação
Não serão apenas os 24 metros de comprimento da nova Okean 80 que chamará atenção dos visitantes do Marina Itajaí Boat Show 2024. Na parte interna, o iate conta com três suítes — uma delas, a do proprietário, possui banheiro duplo, para um conforto ainda maior.
Foto: OKEAN Yachts/ Divulgação
A nova Okean 80 possui ainda acabamentos em teka e pedras nobres em todos os ambientes, além de tecidos e revestimentos de alto padrão.
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Você consegue imaginar como era o mundo há mais de 246 milhões de anos, quando sequer os dinossauros existiam? Pois os cientistas facilitaram esse exercício, ao encontrarem uma vértebra que pertencia a um notossauro, o réptil marinho mais antigo encontrado no Hemisfério Sul.
Não que encontrar um fóssil deste animal seja a coisa mais rara do mundo, mas o que surpreendeu os especialistas foi a sua localização. Encontrado na Nova Zelândia, a vértebra foi escavada no Monte Harper, na Ilha Sul, onde não havia nenhum vestígio do notossauro até agora.
Por isso, chama atenção o fato de a descoberta deste antigo réptil marinho acontecer logo no Hemisfério Sul. Afinal, as evidências de migração dessa espécie para os oceanos só eram conhecidas da ilha ártica de Spitsbergen, localizada no noroeste da América do Norte e sudoeste da China.
Logo, esta descoberta sugere que a criatura se espalhou rapidamente por altas latitudes ao redor de Gondwana (supercontinente que existiu há 2,5 bilhões de anos), vindos do norte de Tethyan (fossa oceânica da época do Mesozoico, que durou entre 252 milhões a 66 milhões de anos atrás).
Esta hipótese coincide com o período de extinção em massa dos notossauros, no Período Permiamo — que antecedeu o Mesozóico. Além disso, acredita-se que esse réptil marinho migrou pelo Ártico e Panthalassa (único oceano mundial durante a época da Pangéia), há cerca de 247 milhões de anos.
Um velho conhecido
Por mais recente que o estudo tenha sido publicado, os restos do animal já tinham sido localizados em 1978. Porém, só agora foram realizadas novas análises que possibilitaram determinar sua origem — além de ter mais detalhes sobre a vida primitiva dos répteis marinhos no Hemisfério Sul.
Vértebra do notossauro. Foto: Benjamin Kear/Museu da Evolução da Universidade de Uppsala/ Divulgação
Segundo o artigo publicado na Current Biology, este animal semi-oceânico tinha cerca de 4 metros de comprimento, e podia alcançar até 7 metros. Além disso, eles tinham crânios achatados com dentes cônicos, alongados e afunilados, que ajudavam a capturar lulas e peixes — suas principais presas.
De acordo com a pesquisa, este antigo réptil marinho utilizava os quatro membros — que pareciam remos — para ser mover pela água. Os paleontólogos ainda dizem que os notossauros viviam em um ambiente costeiro raso, porém repleto de outras criaturas dentro do que era então o Círculo Polar do Sul.
Qual a origem deste antigo réptil marinho?
Como não havia evidências dos notossauros no Hemisfério Sul até essa pesquisa, os cientistas mudaram o entendimento de como o animal se espalhou pelo planeta — já que antes, os fósseis só tinham sido encontrados a margem norte do antigo super oceano Panthalassa.
Contexto biogeográfico do notossauro mais antigo do Hemisfério Sul. Foto: Reprodução no artigo “O mais antigo sauropterígio do sul revela a globalização inicial dos répteis marinhos”.
Portanto, sua origem ainda é debatida, pois a distribuição e o momento em que esse antigo réptil marinho chegou a outro hemisfério ainda gera incerteza. Mas é possível afirmar que eles vieram 15 milhões de anos antes dos dinossauros — que surgiram há 231 milhões de anos.
Algumas das teorias de como esse animal se espalhou é que eles teriam migrado ao longo das costas polares do Norte, nadando por rotas ou correntes marítimas. Mas as novas análises realizadas pelos paleontólogos logo derrubaram essa hipótese.
Os pesquisadores usaram um modelo evolutivo para confirmar que os notossauros se originaram perto da Linha do Equador. Já que o início da Era dos Dinossauros foi caracterizado pelo aquecimento global extremo, esses antigos répteis marinhos se desenvolveram melhor no Polo Sul — onde a temperatura era mais baixa.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Marina Itajaí Boat Show 2024 promete grandes momentos aos apaixonados pelo universo náutico. Entre 4 e 7 de julho, um time de peso estará presente nas águas do sul do Brasil, sendo a Intermarine parte da lista de confirmados para esta segunda edição do salão.
Neste ano, a marca levará cinco barcos e o destaque vai para a Intermarine 24M, iate de 24,80 metros (81,36 pés), projetado, de forma imponente, pelo estúdio Luiz de Basto Designs.
Foto: Revista Náutica
Um dos principais diferenciais do modelo são as aberturas laterais: duas na plataforma de popa — que aumentam a área livre em 25% — e uma varanda no costado. O iate foi testado pela equipe de NÁUTICA e você pode conferir mais detalhes abaixo!
Além da Intermarine 24M, o estaleiro atracará no Boat Show de Itajaí com a Intermarine 45, Intermarine 580 HDF, Intermarine 70 e Intermarine 80.
No evento náutico do ano passado, a CEO da marca, Roberta Ramalho, relembrou a importância de participar do salão e destacou que “exibir os barcos” da Intermarine no local “é motivo de grande orgulho”.
O público da região Sul é muito exigente, o que favorece produtos diferenciados como os modelos da Intermarine– Roberta Ramalho à NÁUTICA, em 2023
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
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Está chegando a segunda edição do Marina Itajaí Boat Show! Realizado pela primeira vez em 2023, o evento volta à cidade de Santa Catarina — um dos maiores polos náuticos do Brasil — de 4 a 7 de julho e, novamente, contará com cobertura ao vivo pelo Canal Náutica, no YouTube.
Quem deseja saber o que acontece de melhor em Itajaí e não estará presente no Boat Show, a transmissão ao vivo e in loco é a oportunidade perfeita para não perder nenhum detalhe do maior evento náutico do sul do país.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Durante os quatros dias de Marina Itajaí Boat Show, a equipe de apresentadores da NÁUTICA estará ao vivo a partir das 17h no YouTube, em live com convidados ilustres e representantes do mundo náutico. Além disso, será possível acompanhar as principais novidades em produtos e atrações de onde você estiver.
Nos próximos dias, o Marina Itajaí Boat Show exibirá várias embarcações na água e os mais modernos equipamentos para navegação das principais marcas do mercado. O evento ainda terá atrações para a família, como desfile de moda, experiências náuticas e campanha assinada por Ziraldo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para ficar por dentro de tudo o que acontece no Marina Itajaí Boat Show 2024, acompanhe também a cobertura diária no portal da NÁUTICAe siga as publicações de nossas redes sociais (Instagram, Facebook, Xe Threads)
Acompanhe a transmissão ao vivo do Marina Itajaí Boat Show 2024
Quinta-feira (04/07) – 1º dia de Marina Itajaí Boat Show 2024
Sexta-feira (05/07) – 2º dia de Marina Itajaí Boat Show 2024
Sábado (06/07) – 3º dia de Marina Itajaí Boat Show 2024
Domingo (07/07) – 4º dia de Marina Itajaí Boat Show 2024
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
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Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A segunda edição do Marina Itajaí Boat Show abre as portas para o público nesta quinta-feira (4), levando às águascatarinenses os principais players do mercado náutico. Até o dia 7 de julho, os visitantes poderão conferir mais de 70 barcos, expostos em um circuito 360º que abrange grandes marcas do setor e atrações para toda a família.
Para você Já na contagem regressiva, a equipe de NÁUTICA preparou um compilado com os principais destaques de cada estaleiro e suas características mais marcantes. Confira!
Schaefer Yachts
O destaque do estaleiro catarinense vai para sua mais recente novidade: a Schaefer V44. Trata-se de uma lancha cabinada que valoriza o conforto em seu espaçoso cockpit, que abraça um beach club de forma harmoniosa e bem distribuída em um mesmo nível, ao mesmo tempo que ostenta uma proaaberta bonita e funcional.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Azimut Yachts
Com 88 pés de comprimento, a Azimut Grande 27 Metrirecebe os holofotes graças às amplas áreas exteriores, com lounge na proa, jacuzzi e bar ao ar livre no flybridge. O barco conta também com beach club, espaço gourmet na popa e pernoite para até dez passageiros mais quatro tripulantes. Desde 2020, é a preferida do jogador de futebol português Cristiano Ronaldo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Intermarine
O Intermarine 24M atrai olhares no estande do estaleiro. O iate tem 24,80 metros de comprimento e pode ter três ou quatro camarotes, como o dono preferir. A suíte máster, toda envidraçada, à meia-nau, ocupa toda a boca do barco, que é de seis metros. O casco conta com leds curvos e há um enorme flybridge no convés superior (50 m² de área útil).
Foto: Revista Náutica
Sessa
A lancha KL27, da linha open, agora é feita no Brasil e chama a atenção pelo design esportivo, com toldo removível que fica guardado discretamente na proa. O modelo mede 7,80 metros, conta com banheiro e acomoda confortavelmente oito pessoas em passeios diurnos e duas no pernoite.
Yachtmax
A representante das marcas Okean e Ferretti Yachts no Brasil atracará com a Ferretti 720, lancha de 73 pés com flybridge e solário de proa. Com quatro cabines, comporta oito pessoas no pernoite. Já os passeios diurnos recebem até 18 passageiros.
Foto: Divulgação
Ventura
Primeiro jet elétrico do Brasil, o Ventura Orca Performance by Taiga dispensa o uso de combustível, garante zero emissões de poluentes e não produz ruídos ou cheiros. Com velocidade máxima de 100 km/h, segundo a marca, a bateria tem autonomia para até duas horas de uso.
Foto: Taiga / Divulgação
NX Boats A NX 44 by Pininfarina, mais recente lançamento do estaleiro pernambucano, tem 13,77 metros e é fruto da parceria com a Pininfarina América. A lancha acomoda até 20 passageiros — sendo que quatro podem pernoitar — e conta com área gourmet completa, bem como solários na proa.
Foto: Erick Barros Pinto/ Revista Náutica
FS Yachts
A novidade FS 355é o destaque da marca. Com 35 pés, o barco tem capacidade para 15 passageiros durante o dia e quatro no pernoite. O modelo conta com T-top, proa aberta, cabine, espaço gourmet no cockpit e plataforma lateral rebatível na popa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Mestra Boats
A Mestra 352 HT é o maior barco do estaleiro, com 35 pés, e estará no salão náutico. A opção é a primeira da marca com hardtop e conta com teto solar em fibra, abertura elétrica e plataforma submergível capaz de suportar 500 quilos.
Foto: Revista Náutica
Fibrafort
A marca exibirá a Focker 300 GranTurismo, lancha com design esportivo e espaço gourmet funcional completo na popa. Neste barco de 30 pés, cabem 12 passageiros durante o dia e quatro no pernoite. Há duas opções de motorização disponíveis, com motor de popa ou centro-rabeta.
Foto: Divulgação
Evolve Boats
O estaleiro também levará seu maior barco ao evento náutico: a Evolve 400 HT. Um dos maiores diferenciais do modelo de 40 pés com hard top é a flexibilidade no layout, já que o proprietário pode escolher entre quatro configurações interiores. Os passeios diurnos acomodam até 15 pessoas; quatro podem dormir a bordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Marine Express
A marca estará com sua lancha, batizada de On Board Test, para mostrar, na prática, o funcionamento de seus produtos. Entre eles, estão os estabilizadores Seakeeper, que atendem embarcações de diferentes tamanhos e são capazes de eliminar até 95% do balanço do barco.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Montreal Powersport
A representante da marca BRP em Santa Catarina levará ao evento náutico toda a linha 2024 da Sea-Doo e da Can-Am. Os visitantes do evento náutico poderão conferir de perto opções de jets, UTVs e ATVs para diferentes usos e necessidades.
Foto: Revista Náutica
Armatti
Com amplas áreas de convivência na proa e popa, a Armatti 420 agrada por valorizar a parte externa do barco. O modelo hard top tem 12,80 metros de comprimento, 3,80 metros de boca e até 16 pessoas navegam durante o dia, enquanto seis aproveitam o pernoite. Dois motores de 300 a 350 hp (cada) completam as principais características da lancha.
Foto: Divulgação
Seacar
A aparência de carro esportivo não tira o status de lancha do Seacar Maestry 2025.A novidade traz como principal diferencial o interior, com painel multimídia digital, todo em led. O modelo possui capota como item de série, faróis e lanternas traseiras, internet Starlink e saídas de ar na proa. O modelo Seacar Vehight (foto abaixo) também estará no evento.
Foto: Divulgação
NHD
A NHD 370é, segundo o estaleiro, o modelo ideal para navegação e passeios com a família. Moderna e espaçosa, comporta 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite. O barco de 11,2 metros de comprimento tem cabine com 1,95 metro de pé-direito. Sua motorização fica por conta de dois motores de 300 hp.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Master Marine
O modelo norte-americano Boston Whaler 170, trazida ao Brasil pela Master Marine, é ideal para a prática de pesca e oferece recursos indispensáveis à prática. Em 5,28 metros de comprimento, acomoda até sete pessoas, que navegam com motorização de 115 cv.
Foto: Divulgação
Grand Ocean Boats
Produzida em fibra, a Grand Ocean 37 tem 3,26 metros e espaço para 12 pessoas durante o dia, sendo que o pernoite acomoda quatro adultos e uma criança. O pé-direito de 1,85 metro — que chega a 1,90 metro no banheiro — também chama a atenção de quem busca conforto a bordo.
Foto: Divulgação
Motion Náutica
A representante do estaleiro Polimarine exibirá o barco inflávelP7 Motion Náutica. A embarcação tem sete metros de comprimento e acomoda nove passageiros em um espaço que conta com banheiro. O modelo integra a linha de esporte e lazer da Polimarine.
Foto: Divulgação
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Depois do sucesso no Brasil, chegou a vez da lancha Schaefer V44, da Schaefer Yachts, brilhar em águas internacionais. O mais recente lançamento do estaleiro, que também estará no Marina Itajaí Boat Show 2024, foi exibido em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, em evento realizado no último sábado (29).
O modelo Walk Around, cuja cabine não impede a circulação na proa, é o sucessor da Schaefer V33, primeira lancha da linha V que enfeitiçou os apaixonados por mare luxo. Com 33,9 pés, a opção ultrapassou as 60 unidades vendidas — muitas delas nos EUA.
Foto: Erick Fernando/ Schaefer Yachts
Pensada para superar o sucesso da ‘irmã mais velha’, a Schaefer V44 foi apresentada, depois de muita espera, em abril deste ano, em Florianópolis — quando foi testada pela equipe da NÁUTICA. Pouco depois, atracou nas águas da 25ª histórica edição do Rio Boat Show, já com 12 unidades vendidas — sendo quatro em território brasileiro.
Um dos recursos que promete agradar a gregos e troianos — ou, no caso, brasileiros e norte-americanos — é a possibilidade da lancha sair com motorde centro-rabeta, favorito no Brasil, ou motor de popa, que agrada aos moradores dos Estados Unidos.
Samuel Brito, que iniciou a operação da Schaefer nos Estados Unidos em 2016, afirma que a lancha consolida as principais tendências de mercado para barcos abertos, com destaque para a integração entre mar, vento e naturezadurante a navegação.
Samuel Brito. Foto: Erick Fernando/ Schaefer Yachts
Segundo ele, o evento foi um sucesso e as expectativas para a Schaefer V44 nas águas norte-americanas são as melhores possíveis. “O mercado dos EUA, especialmente a Flórida, demanda esse produto”, aposta.
Esse barco vem atender aos clientes que já tinham a V33 e querem fazer upgrade, bem como aqueles que conhecem a nossa marca, gostam da qualidade, acabamento, engenharia, mas queriam algo maior– Samuel Brito, à NÁUTICA
Durante o lançamento em Fort Lauderdale, a Schaefer aproveitou para também mostrar ao público outros quatro modelos: a Schaefer V33, Schaefer V33 Cabin, Schaefer 375e Schaefer 450.
Por dentro da Schaefer V44
A lancha cabinada valoriza o conforto em seu espaçoso cockpit, que abraça o beach club de forma harmoniosa e bem distribuída em um mesmo nível, ao mesmo tempo em que ostenta uma proa aberta bonita e funcional.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O design da proa é reto e permite que o casco tenha maior comprimento na linha d’água — característica sinônimo de velocidadee eficiência ao cortar ondas. A pintura esportiva reforça essa pegada do barco.
Com cabine, a Schaefer V44 acomoda 14 pessoas em passeios diurnos e quatro no pernoite.
Foto: Divulgação/ Schaefer YachtsFoto: Divulgação/ Schaefer YachtsFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Confira mais fotos do evento da Schaefer nos Estados Unidos
Ambiciosos e milionários: palavras que descrevem os projetos desenvolvidos em Dubai. Muitos deles saem do papel e viram atrações que alcançam o mundotodo, como a Palm Jumeirah (ilha artificial em forma de palmeira). Mas, nem tudo são flores e, quanto maior a ambição, maior pode ser a queda. É exatamente o que está acontecendo com o projeto The World, que previa a construção de 300 ilhas artificiais.
Sendo mais coerente, o The World não está em queda: está afundando. A ideia inicial do audacioso projeto era parecida com a Palm Jumeirah — inclusive, as obras ficam a poucos metros uma da outra. No lugar da palmeira, contudo, visto do alto o The World formaria um mapa-múndi, composto por 300 ilhas artificiais, com tamanhos entre 1,4 e 4,2 hectares.
Com um investimento inicial de 12 bilhões de libras (cerca de R$ 85,8 bilhões na cotação de junho de 2024), o The World chegou a utilizar 321 milhões de m³ de areiado Golfo Pérsico e 386 milhões de toneladas de pedrapara realizar a obra, abrangendo uma área aproximada de 54 km². Acontece que, tudo isso, foi ainda lá em 2003, 21 anos atrás.
A intenção original do projeto era vender as ilhas para investidores privados, que poderiam desenvolver propriedades residenciais, resorts, hotéise outras instalações de luxo. Mesmo com 60% do complexo vendido, contudo, as obras estão paradas há anos.
Para se ter uma ideia, das 300 ilhas previstas, apenas uma foi completamente desenvolvida e está em uso: a Ilha do Líbano. Por lá está o The Royal Island Beach Club, que inclui um restaurante, bar, piscinae atividades aquáticas. A maioria das outras ilhas permanece desocupada e sem desenvolvimento significativo.
Entre os motivos estão crises econômicas (principalmente a de 2008), que levaram à paralisação de muitas construções e ao abandono de alguns planos de desenvolvimento; problemas de infraestrutura, uma vez que as ilhas não são conectadas entre si ou ao continente por pontes ou estradas, o que torna o acesso difícil; e o principal deles: o impacto ambiental.
A construção das ilhas teve impactos negativos significativos nos recifes de coral e ecossistemas marinhos locais, embora esforços tenham sido feitos para mitigar esses efeitos. Abandonadas, as ilhas do The World ainda estão acelerando o aparecimento dos primeiros sintomas de erosão nos canais que circundam as ilhas, as transformando em espécies de “terraços desertos de areia”.
Tendo em vista acrise climática que cresce ano após ano, dados do Greenpeace indicam ainda que as ilhas do projeto estão afundando a uma taxa de 5 mm por ano.
Foto: Flickr NASA / Wikimedia Commons / Reprodução
Apesar dos inúmeros problemas e desafios, a Nakheel Properties, empresa responsável pelo projeto, continua buscando maneiras de revitalizar o The World, de forma a atrair novos investimentos para completar o desenvolvimento das ilhas.
Uma espécie de ‘cemitério’ de espaçonaves, localizado nas profundezas do oceano PacíficoSul, será a última morada da Estação Espacial Internacional (ISS) da NASA, habitada por astronautas desde 2000.
Maior estrutura já construída no espaço, com 430 toneladas, a ISS deve dar adeus à órbita em 2030 e encontrar seu descanso eterno no Ponto Nemo, considerado o pedaço mais isolado do mundo. Suas profundezasabrigam objetos espaciais sem utilidade, como satélites, espaçonaves e estações espaciais.
Localização do Ponto Nemo. Foto: Captura de tela do Google Maps / Reprodução
Quem transportará a ISS a esse ‘cemitério’ no oceano é a SpaceX, fundada pelo bilionárioElon Musk. A empresa foi selecionada pela NASA na última quarta-feira (26), quando ambas assinaram um contrato com valor potencial de US$ 843 milhões — equivalentes a R$ 4,71 bilhões, na conversão atual.
A missão da SpaceX envolve construir uma nave — batizada de ‘US Deorbit Vehicle’ — que será a responsável por trazer a ISS de volta à terrafirme. O processo é necessário pois, segundo os engenheiros da NASA, ainda que parte do posto orbital vaporize ao reentrar na atmosfera, grandes pedaços devem sobreviver.
ISS. Foto: NASA/ Reprodução
De acordo com a NASA, a ISS conta com seis quartos, dois banheiros, uma academia e uma janela saliente com vista de 360º. Mais de 270 astronautas a visitaram, sendo que uma tripulação internacional de sete pessoas vive por lá, enquanto viaja a uma velocidade de oito quilômetros por segundo, orbitando a Terra a cada 90 minutos.
Como é o ‘cemitério’ no oceano
O Ponto Nemo fica longe de qualquer continenteou ilha, sendo que 2,7 mil quilômetros o separam da terra mais próxima. Os seres humanos que mais se aproximam dele são os que habitam a ISS. Quando sobrevoam o local, ficam a uma altitude de cerca de 415 quilômetros de distância.
Não há atividades humanas nas redondezas, incluindo transporte marítimoou pesca. A presença de animais também é baixa, já que o vento quase não carrega matéria orgânica até lá.
Outro fator que contribui para a baixa taxa de habitantes é a posição do ‘cemitério’ no meio do Giro do oceano Pacífico Sul, onde há uma imensa correnteoceânica giratória, com águas superficiais de 5,8ºC, que bloqueiam a entrada de águamais fria e rica em nutrientes.
Apesar de isolado, o Ponto Nemo não é secreto. Situado entre a Nova Zelândia e o sul do Chile, pode ser encontrado pelo Google Maps com as seguintes coordenadas, fornecidas pelo National Ocean Service: 48°52’6″S 123°23’6″ W.
Programado para receber a ISS na próxima década, o ‘cemitério’ no oceano já conta com os despojos da Estação Espacial Mir, seis naves do programa Salyut, 140 veículos de reabastecimento da Rússia, seis veículos de transferência de carga lançados pelo Japãoe cinco da Agência Espacial Europeia (ESA).
Formada ao redor de um monte submarino, área de preservação ambiental abriga diversas espécies e é o 2º maior local de reprodução da tartaruga verde no mundo
Um tipo de ilhaem formato de anel, que leva em seu interior piscinasnaturais, areiade grãos biológicos, diversas espéciese que carrega o título de segundo maior local de reprodução da tartaruga verde no mundo: esse é o Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte — único do tipo no Oceano Atlântico. Sua formação, contudo, consegue ser ainda mais surpreendente do que suas características finais.
Agrupamento de ilhas vinculadas ao estado do Rio Grande do Norte, a 260 km a nordeste de Natal, o Atol das Rocas é um dos principais ambientes ecológicos do Brasil. Tanto é que, em 1979, foi transformado na primeira unidade de conservação marinha do país, passando a ser considerado uma Reserva Biológica.
Foto: Acervo Tamar/ Divulgação
Um atol é uma ilha de formação não rochosa, mas biológica, formada pelo crescimento de recifes de corais ao redor de um monte submarino, que anteriormente poderia estar na superfície mas, com o passar do tempo, acabou afundando e se desgastando.
Foto: NASA / Creative Commons / Reprodução
Nesse momento, os recifes de corais começam a crescer ao redor do monte. Algas, sedimentos marinhos e carapaças de moluscos se depositam um acima do outro, até chegarem à superfície, formando o “anel” que circunda o atol.
Seu interior abriga uma laguna conectada ao mar, piscinas naturais, ilhas formadas com areia de grãos biológicos e animais de diversas espécies, como peixes, aves, crustáceos, moluscos, entre outros — o que faz com que o Atol das Rocas seja um dos principais pontos de preservação para a manutenção da biodiversidade marinha no Oceano Atlântico.
Peixe-leão. Foto: Ministério do Meio Ambiente / Carlos Ferreira / Divulgação
Além de ser o segundo maior local de reprodução da tartaruga verde no mundo — atrás somente da Ilha de Trindade, no Espírito Santo — o Atol das Rocas abriga a maior colônia de aves marinhas do planeta, com cerca de 150 mil espécies.
Turistas são proibidos no Atol das Rocas
A beleza do Atol das Rocas impressiona, mas não pode ser vista de perto por qualquer um. Isso porque o turismono local é proibido. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), órgão que regula a entrada e a saída de pessoas das ilhas que formam o atol, só autoriza a presença de pesquisadorese estudantes.
Por lá, acontecem importantes estudos, principalmente sobre as espécies de tartarugas, já que suas águas são tão transparentes que ajudam na localização e captura dos animais para esse fim.
Para manter tudo como se deve, o Atol das Rocas tem uma guardiã à altura. Maurizélia de Brito, mais conhecida como Zélia de Brito, ou ainda, Zelinha, é a responsável pelo Atol das Rocas há mais de 30 anos.
Ela é considerada um ícone da conservação de áreas marinhas no Brasil e referência para a pesquisa sobre oceanos, conservação de áreas protegidas e pesca.
Servidora de carreira do ICMBio, Zélia foi nomeada subchefe da Reserva Biológica Atol das Rocas em 1991 e chefe em 1993 — cargo que ocupa até hoje. Em sua homenagem, inclusive, cientistas já batizaram três espécies de invertebrados.
“O atol é responsável pela perpetuidade de muitas espécies de animais. Serve de abrigo, serve de local de alimentação, de reprodução para milhares de espécies” disse Zelinha em entrevista à jornalista Paulina Chamorro.
Tudo aqui é área de pesquisa. Então os animais também sentem isso. Não se interfere, temos os comportamentos naturais de verdade– complementa Zelinha à Paulina
O que se come no Atol das Rocas
Sendo um local isolado e de acesso restrito, é de se imaginar que a alimentação no Atol das Rocas não seja tarefa fácil.
De acordo com o Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD), as pessoas que chegam ao Atol das Rocas se alimentam, principalmente, de uma grande variedade de frutas e legumes, que devem ser consumidos em uma ordem que evite que os alimentos estraguem.
Há todo um cuidado especial com os alimentos que chegam à reserva biológica, já que são levados do continente, através de uma logística pensada pelo Instituto Chico Medes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Peixes, por exemplo, podem entrar no cardápio, mas devem ser levados do continente, já que a pesca no atol é proibida.
O ICMBio calcula quanto será necessário levar, considerando restrições alimentares de cada um, o período da expedição e o trabalho exaustivo em campo. Os alimentos são comprados em Natal (RN) e levados até o atol pelo catamarã Boranda.
Vale ressaltar que o atol não tem água doce potável, há pouca sombra e apenas uma casa, na ilha do Farol, onde todas as pessoas autorizadas a permanecer ficam. Tudo vem do continente e a permanência é desafiadora, o que torna o planejamento essencial e inegociável.
Imagine a seguinte situação: seu filho, acidentalmente, fisga um tubarão — por mais incrível que pareça –, que fica se contorcendo. Como responsável pela criança, o que você faria? Para o pescador Tristan Turner, a resposta era óbvia: retirar sozinho o anzol da boca do animal e depois nadar com ele.
Parece uma típica história de pescador, mas é verdadeira e aconteceu na Ilha Kangaroo, na Austrália. Testemunhas que estavam próximas do local filmaram tudo — desde a “luta” com o tubarão, até o mergulho com o animal — e o vídeo viralizou. Confira!
A Kangaroo Island man has been dubbed the shark wrangler after footage of him wrestling a bronze whaler emerged on social media. His friends and family think he is insane but he assures them it is harmless. @mjstanley7#7NEWSpic.twitter.com/OPCB2rUTJ4
No registro, é possível ver Turner puxando a cauda do tubarão — que tinha 3 metros — e removendo delicadamente o anzol da boca dele, ao mesmo tempo em que o animal se contorcia na rampa para barcos — enquanto o filho do pescador gritava “pai, não!”.
Foto: 7NEWS Adelaide/ X/ Reprodução
Como se o risco fosse pouco, o homem resolveu segurar na barbatana do animal e começar a nadar com seu “novo amigo”. O mergulho foi breve, mas agora o pescador pode falar, verdadeiramente, que nadou com um tubarão — nem que por alguns segundos.
Serenidade até na hora do susto
Tristan Turner disse ao veículo 7News, da Austrália, que seus filhos estavam pescando no American River Jetty, na ilha de Kangaroo. Quando o animal foi fisgado por engano, ele nadou até a rampa do barco nas rochas, removeu o anzol e ainda realizou um antigo sonho: nadar com um tubarão na natureza.
Tive a oportunidade quando o soltei, agarrei-me à barbatana e fui dar uma volta– Tristan Turner à 7News
Obviamente, seus filhos ficaram horrorizados ao ver o pai nadar com um tubarão. Mas, segundo o pescador, a espécie — tubarão-cobre — é “muito amigável”. Por um lado, Turner tem razão, pois eles geralmente são encontrados perto da costa e raramente estão ligados a ataques.
Foto: 7NEWS Adelaide/ X/ Reprodução
Entretanto, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, a espécie já esteve envolvida em um ataque que resultou em morte em 1962 e é considerada potencialmente perigosa para os seres humanos. Ou seja: realmente foi uma decisão arriscada.
Essa não foi a primeira vez que o pescador enfrentou um animal de alta periculosidade. Conforme revelou, ele já lutou com crocodilos na propriedade de seu amigo, removendo-os quando ficaram presos nas águas.
De qualquer forma, por mais que esse gesto de coragem tenha dado certo para Turner, fica o aviso: não repita isso em casa.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Não há uma estrela do pop que resista a um período de férias sem passear de barco — e para o casal de músicos Beyoncé e Jay-Z não seria diferente. Depois de investir numa temática country no mais recente álbum, foi a vez de Beyoncé embarcar em uma lancha e se render ao lifestyle náutico para um merecido descanso.
A bordo do barco Bansho, de 58 pés, o famoso casal registrou o momento de sossego nas redes sociais. Nas fotos postadas na última quarta-feira (26), é possível ver Beyoncé na popa da lancha com um copo de bebida, enquanto o rapper Jay-Z aparece descansando no sofá.
Depois de passar várias férias em superiates luxuosos, os dois pombinhos foram mais “humildes”, por assim dizer. O passeio de barco de Beyoncé e seu cônjuge aconteceu em lancha de 58,8 pés (cerca de 18 metros de comprimento).
A embarcação de recreio navega sob a bandeira dos Estados Unidos, e foi usada por Beyoncé e Jay-Z nos Hamptons, point do estado de Nova York adorado pela elite estadunidense.
Aproveitar momentos de lazer em barcos é um programa que Beyoncé adora — se for em uma embarcação luxuosa, melhor ainda. O casal é conhecido por desfrutar de férias em superiates, que dificilmente escapam das lentes dos paparazzi.
Foto: Instagram @beyonce/ Reprodução
Casados desde 2008, tanto Beyoncé quanto Jay-Z já foram fotografados em várias ocasiões a bordo de lanchas e iates em destinos como Mediterrâneo e o Caribe.
Os artistas também já navegaram a bordo de megaiates: em 2020, por exemplo, fretaram o gigante Galatic Star, de 213 pés (65 metros) de comprimento!
Beyoncé e Jay-Z no megaiate Flyng Fox, em 2020. Foto: Instagram @beyonce/ Reprodução
Acostumados a lotar shows, Beyoncé e Jay-Z recorrem aos passeios no mar quando querem fugir das multidões. Na lista de por onde os cantores atracaram, há ainda barcos fretados que vão até 459 pés (140 metros), ou seja de comprimento maior do que um campo de futebol.
Além disso, dentre os clipes de Beyoncé existem algumas referências às águas e ao lifestyle tropical, como em Drunk in Love (2013) e Baby Boy (2003), gravados na praia e bem próximo do mar; e em Blue (2013), que homenageia a sua filha Blue Ivy — e foi filmado no Brasil.
Clipe de “Drunk in Love”. Foto: Beyoncé/ YouTube/ Reprodução
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Em quantos lugaresvocê consegue chegar em sete minutos? Por meio do maior túnel subaquático do mundo, essa quantidade de tempo será suficiente para te transportar a outro país.
Batizado de Túnel Fehmarnbelt, o projeto de 18 quilômetros de extensão interligará Rødbyhavn, na Dinamarca, a Fehmarn, na Alemanha. Atualmente, o percurso só é possível por meio de balsae leva 45 minutos.
Foto: Divulgação
A viagempoderá ser feita tanto de trem, com duração de sete minutos, quanto de carro, com duração de dez minutos. A rota traçada pelo fundo do Mar Báltico também será a mais curta entre a região da Escandinávia e o resto da Europa.
A construção do maior túnel subaquático do mundo começou em 2020 no lado dinamarquês e em 2021 no lado alemão. A previsão é de que ele fique pronto em 2029.
Confira abaixo como será o projeto quando ficar pronto:
Imponente, a obra requer 360 mil toneladas de aço, equivalente ao necessário para construir 50 Torres Eiffel iguais a do mais famoso cartão postal de Paris. Cerca de 19 milhões de metros cúbicos de areia, pedra e solo estão sendo dragados para acomodar o Fehmarnbelt.
No mar, centenas de marinheirostrabalham para submergir as partes construídas do túnel, dividido em 79 seções padrão e 10 especiais. Cada uma delas pesa 73 mil toneladas e tem 217 metros de comprimento.
Esses pedaços são montados e fundidos em terrafirme para, em seguida, serem posicionados no fundo do mar com o auxílio de barcos. De acordo com o site do projeto, algo em torno de 60 a 70 embarcações foram empregadas para esse fim.
Foto: Divulgação
Quando a estrutura estiver completa, equipes de instalações técnicas e mecânicas trabalharão simultaneamente para equipar o maior túnel subaquático do mundo com trilhos ferroviários, ventilação, câmeras, sinalizações, pinturas, entre outros. Há também um portal que interliga a parte submersa com a ferrovia e estrada em terra firme.
A expectativa é de que o Fehmarnbelt opere por pelo menos 120 anos. Além de reduzir o tempo de viagem entre os países europeus, o projeto visa reduzir emissõesde CO2 ao oferecer uma rota mais curta e rápida, bem como diminuir o engarrafamento nas estradas.
As águas do Marina Itajaí Boat Show 2024receberão dois barcosda Evolve Boats, sendo um deles o maior modelo produzido pelo estaleiro. Ambos estarão à disposição do público no evento náutico que acontece nesta semana, de 4 a 7 de julho.
Batizada de Evolve 400 HT, a lanchade 40 pés com hard top tem como um dos maiores diferenciais a flexibilidade no layout, já que o proprietário pode escolher entre quatro configurações interiores.
Foto: Revista Náutica
Com boca de 3,50 metros, o barco acomoda até 15 pessoas em passeios diurnos, sendo que quatro podem dormir a bordo.
O outro modelo que o estaleiro mostrará no Boat Show de Itajaí é a Evolve 360 HT, com designer esportivo e amplo solário de proa. Tanto essa, quanta a 400 HT já foram testadas pela equipe de NÁUTICA.
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Falta menos de um mês para as Olimpíadas de Paris! Na França, os maiores atletas da atualidade competirão nos mais variados desportos e, entre eles, os esportes aquáticos. Com mais de 40 vagas garantidas nas águas — sem contar com triatlo e pentatlo –, o Brasil tem chance de recorde no número de medalhas.
Atualmente, os maiores medalhistas do Brasil na história das Olimpíadas são Torben Grael e Robert Scheidt, ambos na vela, com cinco medalhas cada. Entretanto, o canoísta Isaquias Queiroz já possui quatro pódios e pode entrar para a história do país caso conquiste mais medalhas em Paris.
Isaquias Queiroz comemorando a conquista do ouro, no Rio 2016. Foto: Miriam Jeske/COB/Divulgação
Com 18 nomes, a natação é o esporte aquático com mais brasileiros garantidos, enquanto a vela tem 12 e o surfe seis. Para você não ficar por fora de nenhum dos atletas que competirão nas águas da França, NÁUTICA separou uma lista com todos os confirmados nas Olimpíadas dentro das modalidades aquáticas. Confira!
Beatriz Dizotti. Foto: Jonne Roriz/COB/Divulgação
Atletas brasileiros de esportes aquáticos garantidos em Paris 2024
Natação (18 atletas)
Uma das maiores esperanças do Brasil em Paris está nas piscinas. Afinal, o segundo esporte que mais distribui medalhas é a natação — atrás apenas do atletismo. No geral, essa é a quarta modalidade que mais conquistou pódios para o país em Olimpíadas e conta com Guilherme Costa como um dos atletas favoritos.
Guilherme Costa. Foto: Jonne Roriz/COB/ Divulgação
Feminino
Maria Fernanda Costa (200m e 400m livre, 4x100m e 4x200m livre)
Gabrielle Roncatto (400m livre e 4x200m livre)
Beatriz Dizotti (1500m livre)
Stephanie Balduccini (4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley misto)
Ana Carolina Vieira (4x100m livre e 4x100m medley misto)
Maria Paula Heitmann (4x200m livre)
Giovana Reis (4x100m livre)
Masculino
Guilherme Costa, o “Cachorrão” (200m, 400m e 800m livre e 4x200m livre)
Nick Albiero (200m borboleta)
Kayky Mota (100m borboleta e 4x100m medley misto)
Guilherme Caribé (50m e 100m livre e 4x100m livre)
Marcelo Chierighini (100m livre e 4x100m livre)
Gabriel Santos (4x100m livre)
Breno Correia (4x100m livre)
Fernando Scheffer (4x200m livre)
Eduardo Moraes (4x200m livre)
Murilo Sartori (4x200m livre)
Guilherme Basseto (4x100m medley misto)
Vela (12 atletas)
Desde as Olimpíadas de Atlanta 1996, o Brasil não sabe o que é ficar sem ao menos uma medalha na vela — inclusive, os dois maiores atletas medalhistas do país vieram desse esporte. Para 2024, a modalidade teve algumas mudanças: substituição da categoria RS:X pela IQFoil, além de tirar a Finn para entrar o kite.
Martine Grael e Kahena Kunze. Foto: Jonne Roriz/COB/Divulgação
Duplas mistas
Martine Grael e Kahena Kunze (categoria 49erFX)
Henrique Haddad e Isabel Swan (categoria 470)
João Siemsen e Marina Arndt (categoria Nacra)
Marco Grael e Gabriel Simões (categoria 49er)
Individual
Bruno Fontes (categoria Laser)
Bruno Lobo (Fórmula Kite)
Gabriella Kidd (categoria Laser Radial)
Matheus Isaac (categoria IQFOIL)
Surfe (6 atletas)
Você sabia que o surfe não será disputado em Paris? Por incrível que pareça, a sede deste esporte será no Taiti, na praia de Teahupoo. Com seis atletas, o Brasil é o país com mais representantes nas ondas e tem na ascensão do surfe feminino e na estrela de Gabriel Medina uma enorme esperança de medalha nas Olimpíadas.
Gabriel Medina. Foto: Jonne Roriz/COB/DivulgaçãoTatiana Weston-Webb. Foto: Júlio César Guimarães/COB/Divulgação
Feminino
Tainá Hinckel
Luana Silva
Tatiana Weston-Webb
Masculino
Gabriel Medina
Filipe Toledo
João Chianca, o “Chumbinho”
Canoagem (6 atletas)
Eis aqui a maior chance de quebra de recorde olímpico do Brasil. Caso Isaquias Queiroz conquiste uma medalha, se iguala aos atletas Torben Grael e Robert Scheidt como maior medalhista do país nas Olimpíadas. Se for a dois pódios, o baiano se isola nesse posto — ele já seria o maior vencedor brasileiro em uma só edição dos Jogos.
*Embora classificados, Jacky Godmann e Filipe Vieira não serão, necessariamente, os representantes do Brasil na categoria. O país pode escalar Isaquias Queiroz com um deles no C2, abrindo vaga para o outro competir no C1 1000m.
Canoagem slalom (3 atletas)
Diferentemente das outras categorias, a canoagem slalom acontece num curso de água limpa artificial, onde os competidores devem conduzir o barco por um percurso com hastes — também chamados de portões — que não podem ser atingidas. Em Paris, a modalidade terá a inclusão do caiaque extremo, com quatro canoístas disputando um curto trajeto simultaneamente.
Ana Sátila. Foto: Wander Roberto/COB/Divulgação
Feminino
*Ana Sátila (categoria C1 e K1)
*Omira Estácia (categoria C1)
Masculino
*Pepê Gonçalves (categoria K1)
*Os atletas também poderão competir na categoria “caiaque extremo (X1)”, conhecido como caiaque cross.
Remo (2 atletas)
O Botafogo Futebol e Regatas estará bem representado em Paris, com dois dos seus aletas no remo. Tanto Lucas quanto Beatriz — que irá para sua primeira Olimpíada — venceram as finais do single skiff (na qual o competidor rema sozinho) do Pré-Olímpico das Américas, realizado no Rio de Janeiro.
Lucas Verthein. Foto: Gaspar Nóbrega/COB/Divulgação
Feminino
Beatriz Tavares (single skiff)
Masculino
Lucas Verthein (single skiff)
*Maratona Aquática (2 atletas)
Medalhista de ouro em Tóquio 2020, o fenômeno Ana Marcela Cunha chega à França como uma das atletas favoritas ao pódio e terá a companhia brasileira de Viviane Jungblut. Na última prova antes das Olimpíadas, as nadadoras do Brasil fizeram uma dobradinha na Itália, com Ana na 1ª posição e Vivi em 2º lugar.
Ana Marcela Cunha. Foto: Jonne Roriz/COB/Divulgação
Ana Marcela Cunha
Viviane Jungblut
*A menos de um mês das Olimpíadas, o nível de poluição do Rio Sena, onde será disputada a maratona aquática, ultrapassa os limites previstos de poluição para realização de competições. Por isso, o plano de contingência avaliado pelo Comitê Organizador considera adiar a disputa.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Uma nova tecnologia para proteger as fronteiras marítimas do Brasil está em uso pela Marinha do Brasil. O Radar Além do Horizonte é o primeiro do tipo desenvolvido, instalado e operado na América do Sul. O equipamento foi produzido na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Importante aliado na defesa das águasjurisdicionais do país (faixa oceânica de domínio brasileiro), o novo radar da Marinha ganhou o nome de OTH 0100. O aparato foi desenvolvido pela IACIT, empresa fundada ainda em 1986 na cidade, tida como um dos principais polos tecnológicos do Brasil — e do mundo.
Instalado no sítio do Farol do Albardão, no Rio Grande do Sul, o radar da Marinha é considerado um sistema de última geração que, segundo a IACIT, é um dos poucos existentes no mundo capaz de rastrear embarcações não-cooperativas (ou seja, que não transmitem sinal de AIS, o Automatic Identification System) a uma distância de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros) da costa.
Dessa forma, o radar consegue fornecer informações de geolocalização e deslocamento dos chamados “navios-fantasmas”, permitindo a detecção precisa e o acompanhamento de alvos em alto-mar em tempo real. Ele também é capaz de suprimir interferências comuns na faixa de alta frequência, incluindo ruídos de sistemas de comunicação e da ionosfera.
A IACIT explica ainda que com “a abertura de 120º em seu sistema de transmissão, cada Radar OTH 0100 consegue monitorar uma área superior a 143 mil km², gerando imensos ganhos operacionais e reduzindo os custos no processos de monitoração da ZEE (Zoneamento Ecológico-Econômico).”
Foto: IACIT / Divulgação
Toda essa tecnologia colabora para que a Marinha consiga desenvolver um trabalho muito mais completo na preservação das riquezas naturais da Amazônia Azul e no combate a atividades ilícitas como pirataria, contrabando, tráfico de drogas e de pessoas, além da espionagem.
Imagine ser convidado para um restaurante tão exótico que permite que você mergulhe os pés em uma cachoeiraenquanto come? Ou que te leva para uma visita à vida marinha, cinco metros abaixo da superfície? Pois são essas algumas das experiências que estabelecimentos ao redor do mundooferecem a seus clientes.
Para além de ambientes flutuantes ou com belas paisagens, resortse empresas estão apostando em vivências diferentonas em meio à água, que se unem a menus caprichados e, na maioria das vezes, luxuosos.
Confira abaixo cinco restaurantes que apostaram no exótico e surpreendem pelas vivências oferecidas!
The Rock Restaurant
Esse restaurante fica, literalmente, sobre uma rocha cercada pelas águas do OceanoÍndico. Localizado em Zanzibar, na Tanzânia, o espaço mistura gastronomia e cultura locais com toques da culinária italiana.
Foto: The Rock Restaurant/ Reprodução
Quem desejar desfrutar de seus atributos, precisa pegar um barcoaté lá. O estabelecimento foi fundado em 2011 depois que um dos proprietários avistou a rocha que servia como um posto de pescadores e hoje conta com programas sociais para ajudar a comunidade.
Amix Coffee
Os atuais clientes da cafeteria vietnamita podem observar belas carpas em aquáriosde vidro enquanto comem, mas nem sempre foi assim. Alguns anos atrás, o estabelecimento possuía uma área alagada, em que peixesliteralmente nadavam em torno dos pés e tornozelos dos frequentadores.
Como era o antigo espaço da cafeteria. Foto: Amix Coffee/ Facebook/ Reprodução
De acordo com esse exótico restaurante, um sistema de filtro funcionava sem pausas para manter a água limpa e, antes de entrarem no espaço, as pessoas precisavam tirar meias e sapatos e higienizar os pés. Por conta de críticas, o local decidiu alterar a forma com que funciona.
Espaço atual da cafeteria. Foto: Amix Coffee/ Facebook/ Reprodução
Ithaa Undersea Restaurant
Parte do ultraluxuoso resort nas Maldivas, o Ithaa fica submerso em águas cristalinas, a uma profundidade de cinco metros da superfície. Graças à estrutura de vidro, os clientes têm vistas espetaculares e panorâmicas dos recifes de corais e da vida marinha que habita a região.
Foto: Ithaa Undersea Restaurant/ Reprodução
O menu do estabelecimento mescla sabores locais com influências ocidentais e os mais abastados podem ainda reservá-lo para jantares privados, casamentose outras ocasiões especiais.
The Labassin Waterfall Restaurant
O prazer em desfrutar da culinária do restaurante se mistura à sensação relaxante de mergulhar os pés na água corrente de uma cachoeira. Poucos metros à frente das mesas distribuídas no espaço, a queda d’água garante um prazeroso som ambiente, ao passo que também permite momentos de diversão e lazer a quem decidir entrar debaixo dela.
Foto: Villa Escudero Plantations and Resort/ Facebook/ Reprodução
O The Labassin Waterfall fica nas Filipinas, dentro do resort Villa Escudero, e oferece um tradicional almoço nos padrões do país.
Koi Melody Coffee
A fixação do Vietnam com carpas também foi expressa neste restaurante exótico, situado na cidade de Ho Chi Minh.
Foto: Koi Melody Coffee/ Facebook/ Reprodução
Por lá, um lagoraso e artificial acomoda centenas de peixes, enquanto plataformas flutuantes interligam pequenas ilhas circulares, com mesas e bancos para os clientes. Enquanto comem, crianças e adultos podem observar os animais e até mesmo alimentá-los.
A segunda edição do Boat Show de Itajaí, que acontece de 4 a 7 de julho, promete atracar em um dos maiores polos náuticos do Brasil com grandes destaques do setor. Para garantir que o público desfrute de todo o potencial do evento, NÁUTICA acaba de lançar o Especial Digital Marina Itajaí Boat Show 2024, um guia completo do salão.
Gratuito, o material está disponível para download dentro do aplicativo de NÁUTICA — que pode ser baixado via Google Play Store(para dispositivos Android) ou App Store (para iPhones).
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
O conteúdo reúne tudo o que os visitantes precisam saber sobre o Boat Show de Itajaí, desde informações sobre horários e como chegar, até a localização de cada estande, por meio da planta do evento.
O Especial Digital também destaca os principais barcosque os estaleiros exibirão e elenca as marcas de motores e lojas que marcarão presença com itens essenciais para as embarcações.
Esta edição do Marina Itajaí Boat Show ainda oferece ao público uma série de atrações, como desfile de moda, experiências náuticase campanha assinada pelo Ziraldo— cujos detalhes você confere no guia digital.
Como acessar o Especial Digital
Ter o guia na palma da sua mão é bem simples. Primeiramente, certifique-se de que você tem instalado o app da NÁUTICA em seu celular. Caso não, é só baixá-lo gratuitamente na loja de aplicativos do seu dispositivo.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Ao abrir o app, você encontrará o Especial Digital Marina Itajaí Boat Show 2024 em destaque, no topo da tela inicial. Clicando em “Exibir” ou “Mais detalhes” é possível visualizar o guia online ou fazer o download do material para seu celular.
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Para completar a imersão no mundo náutico que o Marina Itajaí Boat Show 2024 traz ao público, além dos grandes destaques do mercado, o evento contará com uma atração que levará os visitantes para velejar pelas águas catarinenses.
Parceria entre a Associação Náutica de Itajaí (ANI) e a Marina Itajaí, a ação acontece entre 6 e 7 de julho, das 13h30 às 17h30, para coroar o final de semana no salão náutico — que começa na quinta-feira (4).
As embarcações usadas neste passeio são veleiros artesanais de madeira, do modelo Ibis rubra 3.5. A expectativa é que cada grupo, composto por até três pessoas, desfrute de uma experiência de cerca de 15 minutos sobre as águas.
Foto: Associação Náutica de Itajaí/ Divulgação
Para velejar no Marina Itajaí Boat Show, basta fazer a inscrição prévia no local e as saídas vão acontecer a cada 30 minutos. Crianças a partir de três anos, acompanhadas de um responsável, podem participar. Coletes infantis e para adultos serão disponibilizados a todos.
Fundada em 2002, a Associação Náutica de Itajaí nasceu de uma idealização do casal de velejadores Vilmar e Higina Bráz.
A bordo do veleiro Jornal, de 29 pés, os dois passaram 55 meses em uma viagem de volta ao mundo que passou por 45 países. Dentre eles, estava a Itália, onde conheceram um projeto que oportunizava a prática da vela para a comunidade.
Inspirados pela iniciativa, o casal passou a alimentar o sonho de fazer o mesmo pela população de Itajaí. No ano em que voltou à terra firme, a dupla conseguiu colocar a ideia em prática e hoje fomenta diversos projetos no meio náutico, como escola de vela para crianças, paracanoagem, remo recreativo, realização de regatas, entre outros.
Marina Itajaí Boat Show 2024
O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família, em um circuito 360° sobre as águas. Com passarelas flutuantes e uma ponte móvel, o salão está com novo layout e 30% maior do que a edição anterior.
A campanha de conscientização ambiental “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, criada pelo saudoso Ziraldo em parceria com Náutica, também vai atracar em Itajaí.
A projeção deste ano é que cerca de 20 mil pessoas passem pela Marina Itajaí durante os quatro dias de Boat Show. A edição deste ano ainda terá um propósito solidário, direcionando esforços para apoiar a população do Rio Grande do Sul afetada pelas enchentes: 5% da arrecadação com a venda de ingressos será destinada a apoiar essa importante causa, reforçando o compromisso do evento com a solidariedade e a responsabilidade social.
Anote aí!
Quando: De 4 a 7 de julho de 2024 Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Desfrutando de um luxoque nem todos podem ter, Bill Gates não só encomendou um megaiateda Feadship, como o colocou à venda antes mesmo que a embarcação pudesse passar por suas mãos. A decisão, contudo, fez com que o estaleiro revelasse detalhes anteriormente mantidos em segredo sobre o barco.
Até maio deste ano, o então Projeto 821 era tido como o maior e mais secreto projeto do estaleiro holandês. Foi apresentado, inclusive, como o primeiro megaiate com célula de combustível de hidrogênio do mundo— um grande passo para a Feadship, que busca se tornar neutra para o climaaté 2030.
Foto: Feadship / Divulgação
A construção do barco de 119 metros movido a hidrogênio se deu devido a um pedido do próprio Bill Gates, ex-diretor executivo da Microsoft, em 2019. Agora, em 2024, pouco antes do megaiate ser finalmente entregue, o 9º homem mais rico do mundo decidiu colocar a embarcação à venda.
Foto: Feadship / Divulgação
A decisão pode parecer trágica, mas, para os amantes de embarcações de luxo, foi até boa. Isso porque, assim, a Feadship decidiu revelar detalhes do até então megaiate de Bill Gates, que erammantidos em segredo. O primeiro passo, inclusive, foi rebatizar o megaiate que, de Projeto 821, virou o Breakthrough.
Conheça o Breakthrough, ex megaiate de Bill Gates
Como já mencionado, o megaiate Breakthrough possui nada menos que 119 metros de comprimento. Todo esse espaço, claro, é preenchido com todas as comodidades de luxo que uma embarcação desse tipo costuma ter. Mas, nesse caso, algumas fogem “do costume”.
Foto: Feadship / Divulgação
Por exemplo, o megaiate possui em suas dependências um hospital, um “lounge Nemo” (área projetada para relaxamento e socialização dos passageiros) e passarelas privativas, que buscam conferir ao proprietário um momento de privacidade, uma vez que a embarcação comporta 74 pessoas — 30 convidados e 44 tripulantes.
Foto: Feadship / Divulgação
Outra grande revelação da Feadship foi quanto à velocidadedo (ex) megaiate de Bill Gates, que pode atingir até 17 nós (31,5 km/h), com um alcance de 6.500 milhas náuticas (12.038 km) em velocidade de cruzeiro. Apesar de ser movido a hidrogênio, essas distâncias não serão percorridas apenas com o elemento, já que não há espaço suficiente a bordo para armazená-lo.
Contudo, o Breakthrough foi projetado para ser capaz de operar funções semelhantes a de um “hotelfundeado” com hidrogênio por uma semana inteira — ou navegara 10 nós (11,5 mph/18,5 km/h) com ele.
Foto: Feadship / Divulgação
A propulsão do megaiate é simplesmente composta por propulsores azimutais ABB duplos, de 3.200 kW, emparelhados com dois geradores MTU de 900 kW, três geradores MTU de 2.500 kW e dezesseis geradores PowerCell H2 de 185 kW.
Quando os MTUs entram em ação, funcionam com óleo vegetal hidrotratado (HVO), com base em um sistema que a Feadship desenvolveu e aperfeiçoou para o superiate Obsidian, entregue em 2023.
O Breakthrough foi listado por nada menos que 600 milhões de euros (cerca de R$ 3,6 bilhões, em conversão realizada em junho de 2024).
Wayfinder. Foto: Edmiston Yachts / Divulgação
A título de curiosidade, Bill Gates também está vendendo o Wayfinder, um catamarã de 68,2 metros do estaleiro espanhol Astilleros Armon, por módicos 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 327,5 milhões).
Enquanto as fontes hidrotermais liberam jatos d’água que chegam aos mais de 300°C, as infiltrações frias servem de energia química para animais que vivem sem luz solar, como é o caso do raro porco-do-mar (Scotoplanes), espécie encontrada a 2.836 metros de profundidade no Chiledurante uma expedição.
Em março deste ano, um grupo de pesquisadores da Nova Zelândia relatou ter descoberto cerca de 100 novas espécies marinhas também durante uma expedição, a bordo do navio de pesquisa Tangaroa, do Instituto Nacional de Pesquisa da Água e Atmosfera (NIWA). Entre elas estava o porco-do-mar, que se destacou pela aparência semelhante a de um porquinho.
Foto: Schmidt Ocean Institute / Divulgação
Apesar da similaridade, na ocasião, os cientistas afirmaram se tratar de um pepino-do-mar com algumas deformidades e apêndices, que lembram pernas e orelhas. Fato é que o porco-do-mar foi novamente avistado, também em expedição, mas desta vez, no Chile, a 2.836 metros de profundidade.
Expedição que encontrou porco-do-mar buscava infiltrações frias
Durante a expedição do Schmidt Ocean Institute ao Chile, pesquisadores a bordo do R/V Falkor encontraram infiltrações frias depois de uma busca de mais de 12 horas. Essas áreas, nas profundezas do oceano, estão se mostrando o lar ideal para os porcos-do-mar, já que fornecem hidrocarbonetos como metano e sulfeto de hidrogênio, que vazam lentamente para fora dos sedimentos — ideais para a espécie que vive sem luz solar.
O metano no fundo do mar fornece energia para bactérias, uma fonte de alimento para animais como mariscos, lagostas e vermes tubulares– diz o comunicado do instituto
Segundo o instituto, as infiltrações encontradas na Fossa do Atacama são de uma formação de 8 mil metros de profundidade, que se estende pelo Peru e Chile, e possuem um grande interesse científico. Isso porque essas infiltrações podem fornecer informações sobre o desenvolvimento da vida na Terrae estratégias de sobrevivência em condições extremas, inclusive relevantes para a busca de vida em outros planetas.
Os micróbios que vivem nessas infiltrações têm estratégias incríveis para produzir alimentos sem luz solar. Aqui na Terra, a vida no escuro é estranha por si só e fornece informações críticas para a compreensão de como os organismos persistem nas condições mais extremas– Lauren Seyler, da Universidade de Stockton
“Ainda estamos tentando descobrir como a vida começou na Terra e ambientes que fornecem energia química para a vida, como este, podem oferecer pistas sobre a faísca que acendeu toda a biodiversidadeno nosso belo planeta“, completa Lauren.
Foto: Schmidt Ocean Institute / Divulgação
Além das infiltrações frias, a equipe coletou mais de setenta espécimes, incluindo animaisraros e possivelmente novos, como caracóis marinhos e anfípodes, encontrados entre 3 mil e 4,5 mil metros de profundidade. As amostras serão mantidas na Universidade Arturo Prat Museo del Mar em Iquique e no Museu de História Nacional em Santiago, Chile.
O fundo do maresconde tesouros que há muito fascinam o homem, mas recentemente, parte deles foi retirada das profundezase trazida à tona por pesquisadores chineses. Trata-se de mais de 900 relíquiasda época da Dinastia Ming, encontradas em dois naviosnaufragados.
As peças centenárias estavam a 1500 metros de profundidadeno mar do sul da Chinae incluem porcelanas, joias e até bebidas alcóolicas. As embarcações, encontradas em outubro de 2022, estavam cerca de 22 quilômetros uma da outra.
Foto: NCHA/ Divulgação
Conforme comunicado da Administração Nacional do Patrimônio Cultural da China (NCHA), as escavações começaram em maio de 2023 e terminaram neste mês. No ano passado, Yan Yalin, diretor do departamento de arqueologiada instituição, fez elogios ao patrimônio encontrado.
Os destroços estão relativamente bem preservados e revelaram um grande número de relíquias– Yan Yalin, em coletiva de imprensa
Poderosa, a Dinastia Ming durou mais de 270 anos, de 1368 a 1644. Ela governou a China depois da queda da Dinastia Mongol dos Iuã, que acabou com o período caótico iniciado por Sima Yan, em 263.
Por dentro do tesouro chinês
Investigar a região onde foram achados os navios demandou, segundo a NCHA, o uso inédito de tecnologiase equipamentos especiais. Entre eles, estão câmeras subaquáticas de alta definição e scanner a laser 3D, que permitiram que os pesquisadores visualizassem os artefatos em detalhes.
Ao que tudo indica, o primeiro naufrágio aconteceu por volta de 1506 e vitimou um barcode 37 metros de comprimento. Ele carregava peças pintadas de porcelana e cerâmica, além de moedas de cobre.
Foto: NCHA/ Divulgação
Alguns dos itens que compõem o tesouro chinês, inclusive, apresentam elementos culturais islâmicos, o que revela “o comércio de mercadorias e trocas culturais entre a China e o Sudeste Asiático, o Oceano Índico e até mesmo países do Oriente Médio em meados da Dinastia Ming”, aponta a NCHA.
Embora os pesquisadores não tenham detalhado a idade do segundo navio naufragado, estimam que não seja muito diferente da época do primeiro. Em seus 21 metros de comprimento, foram encontradas grandes quantidades de toras de madeira, bem como itens em porcelana, cerâmica e conchas.
Foto: NCHA/ Divulgação
Além de fornecer detalhes sobre as rotas de comércio chinês, os tesouros conferem importantes informações sobre a civilização e cultura da época — motivos pelos quais os arqueólogos continuarão a apostar em tecnologias para estudar o acervo.
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