Teste Triton 250 Open Sport: lancha para começar a navegar com muito estilo

Modelo reúne recursos de sobra para agradar quem deseja fazer um upgrade ou está à procura da primeira lancha

Por: Redação -
02/06/2024

No universo das chamadas lanchas de entrada (até 25 pés), ideais para quem quer começar a navegar, sempre chama atenção a chegada de uma embarcação como a nova Triton 250 Open Sport, que tem um grande solário na popa, banheiro fechado e, especialmente, uma plataforma de popa ampla que faz toda diferença — afinal, é nessa área que as pessoas gostam de ficar.

Mais indicada para simples passeios em águas abrigadas — ou ainda para quem gosta de barcos menores para a prática de esportes náuticos como esqui e wakeboard —, a Triton 250 Open Sport é repleta de soluções interessantes em relação às lanchas do seu porte.

 

 

Uma delas é ter banheiro fechado, apesar da proa aberta. Outra, possuir um sofá de popa que se converte em solário, além de convés autodrenante, paióis debaixo dos sofás e capacidade no cockpit para até 12 pessoas — o que significa levar a família inteira para navegar.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Detalhes que, somados, pesam muito a favor desta 25 pés do estaleiro paranaense Triton Yachts, primeiro barco testado por NÁUTICA no Lago de Itaipu, em Foz de Iguaçu, no oeste do Paraná, durante a 1ª edição do Foz Internacional Boat Show.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Com 7, 55 metros de comprimento e 2,60 m de boca, a Triton 250 Open Sport prova que barco pequeno não é sinônimo de barco sem recursos. Seu cockpit vem equipado com pia e geladeira. Conta também com banheiro para a maior comodidade dos passageiros que, mesmo não pernoitando no barco, podem ficar horas longe da terra.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Próximo ao posto de comando há uma poltrona de acompanhante, que facilita a interação com o piloto. Todos os sofás são confortáveis, com encostos acolchoados e assentos ergonômicos — há barcos maiores que não apresentam essa ergonomia.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Na proa, o conjunto de sofás acomoda de quatro a cinco pessoas sentadas, ou duas deitadas, com os sofás se transformando espreguiçadeiras. Ao lado dos sofás o projetista colocou quatro porta-copos (dois em cada bordo), além de providenciais pega-mãos (um em cada bordo).

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Além disso, embaixo de cada assento há um paiol, num total de três, sendo um grande em cada bordo e outro menor no bico de proa. Os dois cunhos de proa podem ser usados tanto para a amarra da âncora como para atracação.

 

Já à meia-nau, embaixo do posto de comando, há um bom armário, de fácil acesso, perfeito para guardar o material de salvatagem e os utensílios do barco. No outro bordo fica o banheiro, com pia com água pressurizada, armário, vaso sanitário e vigia com entrada de ar.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Na área de convívio, destaca-se o sofá em L, com a perna maior situada a bombordo. Paralelo ao posto de comando, fica o banco do acompanhante, que tem encosto rebatível. O pulo-do-gato é que, quando deslocado para frente, o encosto desse banco dá origem a um gostoso divã.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Já a boreste, atrás do posto de pilotagem, há um móvel (com um grande pega-mão à frente) que contém pia, geleira e uma cristaleira com suportes para copos e garrafas. A caixa de disjuntores e chave-geral fica ao lado. O sofá de popa também tem encosto rebatível, truque inteligente para a formação de um solário voltado para a plataforma, com espaço para até três pessoas.

 

A targa (invertida) permite o fechamento total do cockpit com capota. No centro da targa há um ponto de iluminação de led, mas o ideal é que houvesse pelo menos três, para uso noturno.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O cockpit é autodrenante, quer dizer, toda água (da chuva ou de respingos) que entrar dentro dele é jogada automaticamente para fora, antes de chegar ao porão, o que significa maior segurança. Porém, as suas saídas de água poderiam ser um pouco maiores. Há ainda luzes de cortesia nas bases dos sofás, o que é muito bom.

 

Chama atenção o espaço generoso que a Triton 250 Open tem na popa. Por conta da motorização de centro, sua plataforma é uma grande área livre, com 2 metros de largura por 1,80 m de comprimento. Há um chuveirinho com água pressurizada a boreste, onde fica a portinha de acesso ao cockpit. A escada de retorno da água, de três degraus, está posicionada na diagonal.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

No costado do barco, a boreste, o bocal de gasolina ou diesel favorece o abastecimento num posto de combustível. Porém, a partir do cockpit, o alcance é difícil. O bocal de abastecimento de água fica a bombordo. Uma tampa no centro do cockpit dá acesso aos dois tanques. Essa tampa abre fácil; mas, por motivo de segurança, bem que ela poderia estar equipada com uma mola pneumática.

 

São 70 litros de água doce e 230 litros de combustível. Para um barco homologado para até 12 pessoas, seria desejável um tanque de água um pouco maior, na casa dos 100 litros.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O piso, de material sintético, é macio, confortável e oferece boa aderência na pisada, mesmo com os pés molhados. Na unidade testada por Náutica, era de cor escura, imitando a madeira teca. Talvez fosse mais apropriada uma cor clara, que aquece menos nos dias de sol forte.


Na motorização, a Triton 250 Open vem equipada com um centro-rabeta de 250 a 300 hp. Para se chegar ao motor basta levantar o sofá de popa. A casa de máquinas tem revestimento acústico de fábrica e a caixa de baterias fica num nicho exclusivo, bem protegido contra impactos e a elevação da temperatura.

Navegação da Triton 250 Open

No teste de NÁUTICA no Lago de Itaipu, num dia de tempo encoberto com ventos de sete a oito nós, a lancha estava equipada com um motor Mercruiser 4.5 litros, gasolina, de 250 hp, potência de sobra para navegar numa represa ou no mar abrigado em simples passeios.

 

Para quem pretende puxar esqui ou wakeboard, um motor mais forte certamente cairá melhor. Mas este upgrade só vale a pena para quem costuma praticar esportes náuticos.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

No posto de comando, o painel tem espaço para a instalação de um eletrônico com tela grande e todos os instrumentos oferecem fácil leitura. O assento do piloto é rebatível e a visão da proa é muito boa, mesmo com o piloto sentado. À direita, abaixo do manche, há um bem-vindo porta-copos para o piloto.

 

Nas manobras, o casco se comportou bem, dentro dos padrões esperados para uma lancha de passeio deste porte, amortecendo bem o impacto ao cortar as próprias marolas, de cerca de 50 centímetros. A velocidade máxima chegou a 39,5 nós, uma marca e tanto para uma lancha open de 25 pés.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Navegando na faixa entre 25 e 29 nós, com cerca de 4000 rpm, nas águas do Lago de Itaipu, com três pessoas a bordo, a Triton 250 oferece autonomia de cerca de 120 milhas.

 

Durante toda a navegação, o barco se manteve seco, quase sem respingos de água no cockpit, mesmo na área de proa, o que mostra o acerto do projeto. Enfim, uma boa opção para quem procura uma lancha de passeio diurno confortável e com ótimo conjunto casco e motor.

Saiba tudo sobre a Triton 250 Open

Pontos altos

  • Plataforma e solário de popa grandes;
  • Tem banheiro fechado;
  • Estilo esportivo do casco;

Pontos baixos

  • Tanque de água pequeno para a capacidade de pessoas;
  • Saídas de água no cockpit poderiam ser maiores;
  • Falta amortecedor na tampa de inspeção;

Características técnicas

  • Comprimento: 7,50 m;
  • Boca: 2,60 m;
  • Peso: 1400 kg (sem motor);
  • Capacidade (dia): 12 pessoas;
  • Combustível: 230 litros;
  • Água: 70 litros;
  • Motorização: centro-rabeta;
  • Potência: de 250 a 300 hp;
  • Velocidade máxima: 39,5 nós (a 5000 rpm);
  • Cruzeiro econômico: 29 nós (a 4000 rpm);
  • Aceleração: 8 segundos (até 20 nós);
  • Autonomia: 130 milhas (a 4000 rpm);
  • Motorização: 1 x centro-rabeta de 250 hp.

 

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    Casal que mora em veleiro conserta mais de 300 barcos no Rio Grande do Sul

    Jack e Angel, da família Velho Jack, passaram 20 dias em Porto Alegre em intenso trabalho de manutenção para garantir a continuidade dos resgates e entregas de donativos

    Por: Redação -
    01/06/2024

    Os primeiros raios de sol nas manhãs gélidas do Rio Grande do Sul eram a deixa para Jackson Alves e Angelita Rumor começarem a se preparar para mais um dia de trabalho no conserto de barcos destinados a resgatar as vítimas da enchente histórica que abalou o estado.

    Conhecidos simplesmente como Jack e Angel, os dois contribuíram para o ajuste de mais de 300 embarcações ao longo dos 20 dias que permaneceram em terras gaúchas como voluntários. No meio náutico, também são lembrados como o casal da família Velho Jack, nome do negócio de avaliação técnica e venda de veleiros que abriram com o filho Kurt Dali.

    Além de consertos, Jack fez o resgate de três barcos antes que naufragassem. Foto: Arquivo Pessoal

    Movida pelo desejo de fazer a diferença em meio à tragédia, a dupla chegava cedo à base de socorros montada no Iate Clube Guaíba, às margens do famoso rio de Porto Alegre. A entrada tinha horário, mas a saída não: às vezes, a missão começava às 7h e só findava às 22h, quando a noite já corria solta.

     

    As longas horas com ferramentas nas mãos, no entanto, mostraram o quanto os navegadores voluntários precisavam de ajuda. Devido à quantidade de árvores submersas e detritos nas águas, não demorava até um hélice quebrar ou o motor parar de funcionar. Era nessa hora de desespero que as mãos de Jack operavam um incontestável milagre nos barcos.

    Uma embarcação ajudava, em uma média diária, cerca de 150 pessoas. Cada uma que a gente devolvia para a água era uma vitória– afirma ele, em entrevista à NÁUTICA

    Mais do que fornecer auxílio técnico, o casal montou um verdadeiro centro de manutenção em meio ao caos do desastre climático. A logística improvisada foi tão eficaz que Jack e Angel sequer têm ideia de como conseguiram tantas peças, ferramentas e donativos — incluindo produtos levados de helicóptero, diretamente a seus cuidados.  A solidariedade, aqui, provou novamente seu potencial.

    Criatividade e garra

    Quem pensa que Jack dispunha de toda a infraestrutura para realizar seu trabalho, mal imagina que as coisas foram acontecendo na base do improviso. A sorte é que os anos de experiência em manutenção e o fato de viver com Angel em um veleiro o ajudaram a buscar saídas alternativas.

    Quase todos os reparos eram uma luta. Geralmente dentro da água suja, sem ferramentas adequadas, bancada… A gente teve que adaptar muitas coisas e usar a criatividade– explica

    Sem solução fácil, vários barcos recebiam peças que não eram específicas para o modelo, mas que resolviam, ao menos temporariamente, o problema. E veja só: até peças de motos e carros foram aproveitadas nessa roda de substituições.

    Ponto de manutenção do casal era encontrado pelos voluntários necessitados graças à divulgação via grupo de WhatsApp dos Velejadores Solidários. Foto: Arquivo Pessoal

    Por outro lado, havia donativos chegando por terra, água e ar por conta da iniciativa que Jack e Angel tiveram antes de pisarem em Porto Alegre. Pelas redes sociais, deram início a uma campanha de arrecadação de fundos, focada na compra de materiais. O resultado foi tão positivo que eles conseguiram passar em lojas em cidades próximas à capital do Rio Grande do Sul e garantir o conserto dos primeiros barcos.

     

    Mas nem nos melhores sonhos a dupla imaginaria a força-tarefa que se formou. Peças, motores, ferramentas e outros itens chegavam para eles aos montes, muitos com pit stop na residência de um casal com o qual fizeram amizade — e que disponibilizou a residência, em Florianópolis, para receber as doações.

     

    Para total espanto de Jack e Angel, um helicóptero saiu de São Paulo destinado a levar mais peças para a dupla. Do dia para a noite, os voluntários da região providenciaram um heliponto no meio de Porto Alegre e garantiram a mercadoria.

    Nossos amigos recebiam toneladas de material e tudo ia chegando para a gente lá. Vinham pessoas que nunca tínhamos visto na vida com caixas que alguém encaminhou. A gente não sabe nem de onde veio tanta coisa– aponta Jack

    Ele relata que, quando faltava algum item importante no meio do dia, bastava pedir pelas redes sociais e, na manhã seguinte, o objeto já estava a postos. Tal foi a proporção que a corrente do bem tomou que Angel ficou focada em organizar a logística de entregas, envios e contatos com quem queria participar.

    Casal também ajudou vítimas de enchente em Paraty; na época, o carro de Angel foi levado pela enxurrada. Foto: Arquivo Pessoal

    Nessa onda do bem, amigos do casal fizeram rifas, sortearam aulas de vela e doaram cursos, tudo para ajudá-los a dar continuidade ao trabalho.

    Foi por essa força e vontade de ajudar que a gente deu nosso máximo. Para fazer jus à quantidade de apoio que recebemos– destaca

    Na cara e na coragem

    É impossível para Jack conter a emoção que escorre pelos olhos ao relembrar as vivências acumuladas ao longo do tempo que passou consertando barcos com a esposa no Rio Grande do Sul.

     

    Além do cenário de guerra que se revelava em Porto Alegre, o casal contou com a força de vários voluntários locais, incluindo dois técnicos em manutenção que perderam tudo na enchente. “Estavam lá com a caixa de ferramentas e a vontade. De domingo a domingo”, relata.

    Situação no RS. Foto: Arquivo Pessoal

    Apesar da prova que enfrentavam, os gaúchos trabalhavam sem parar e, não raro, com um sorriso no rosto. A gratidão pelos resgates era demonstrada, muitas vezes, com um alimento servido ou um docinho entregue a quem ajudava — incluindo ao casal Velho Jack.

     

    O mais irônico é que a dupla sequer sabia, no começo da empreitada, se conseguiria chegar à região. Residentes de Paraty, Jack e Angel se dirigiam à Florianópolis em viagem a trabalho quando descobriram, por meio de conhecidos, sobre a dificuldade em conseguir manutenção de barcos no Rio Grande do Sul.

     

    “Pensamos em mandar algum tipo de ajuda, mas vendo tantas postagens não conseguimos deixar de ir para lá”, conta ele.

    Além dos consertos e logística, Jack e Angel ajudaram em outras frentes, como triagem de roupas e descarregamento de caminhões. Foto: Arquivo Pessoal

    Sem saber por onde começar, o casal recorreu às redes sociais e logo o esquema da viagem foi montado. Eles foram de ônibus até Florianópolis e foram recebidos, de madrugada, pelo mesmo casal que disponibilizou a residência para receber doações.

     

    O único detalhe é que Jack e Angel e a dupla nem sequer se conheciam. Mesmo assim, toparam a acolhida e, no dia seguinte, pegaram carona com os novos amigos até a cidade de Imbé, de onde seguiram até Porto Alegre em carro da prefeitura.

     

    Diante de tantas incertezas no começo da viagem, nenhum dos dois levou roupa suficiente para o tempo em que permaneceram no estado, nem a garantia de que conseguiram fazer os consertos de barcos. Mas ao chegarem na capital, a vida foi se ajeitando conforme a necessidade.

    Fomos para fazer o que fosse possível e conseguimos fazer quase o impossível. Isso é uma das coisas que mais me deixa grato– emociona-se

    O trabalho continua

    Profundamente imersos no trabalho, o casal evitou ver notícias tristes que aumentassem a carga emocional com a qual lidavam nos dias de trabalho. Mas agora que chegaram a Curitiba — e puderam se recuperar do resfriado e pneumonia que pegaram por conta do frio e chuva — perceberam o quanto a união dos brasileiros fez a diferença. É por isso que continuarão na ativa.

    Casal documentou todo o período de voluntariado no Instagram. Foto: Arquivo Pessoal

    “Começou a segunda fase, que é a limpeza, então compramos luva, macacão, máquinas de alta pressão para lavagem, carrinho de mão para tirar a lama das casas”, enumera Jack.

     

    Todo o dinheiro arrecadado continuará sendo investido em materiais de necessidade para o povo gaúcho, mas o casal garante que a jornada no Rio Grande do Sul não termina por aí. A expectativa é de que quando as pessoas recuperarem seus lares, eles retornem ao estado para realizar instalações elétricas nas residências.

    Dessa vez, tentaremos levar mais gente. Como ser humano, precisamos deixar as diferenças de lado e entender a dor do outro. Não dá para parar, nem para esquecer– finaliza Jack

    Comunidade náutica unida em solidariedade

    Além das ações da família Velho Jack, outras empresas se mobilizaram para ajudar o Rio Grande do Sul. A NautiSpecial, que desenvolve produtos de limpeza biodegradáveis para barcos, vai doar 20% de todas as vendas realizadas no site para os Velejadores Solidários RS. O estaleiro pernambucano NX Boats colaborou financeiramente com o Instituto Cultural Floresta, que está atuando em várias ações nas enchentes.

     

    NTC Company, que tem sede no estado gaúcho, enviou plataformas flutuantes para os afetados na tragédia. Já a Kamell doou mercadorias para a manutenção de barcos que trabalhavam nos resgates no Rio Grande do Sul.

     

    A Yamaha também contribuiu com roupas, motores de popa, óleo para os motores e hélices, além de transportar doações de terceiros. Diversas outras companhias do mercado náutico revelaram à reportagem que desenvolveram ações em prol dos gaúchos, mas preferiram não divulgá-las.

    Campanha NÁUTICA + CUFA

    O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

     

    Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

     

    Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

     

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      Vintage e histórico: luxuoso veleiro da 2ª Guerra Mundial custa R$ 20 milhões

      Hermitage foi construído em 1929, mas passou por uma grande reforma para unir clássico e moderno

      Por: Redação -
      31/05/2024

      O futuro dono do veleiro histórico Hermitage, antigo Sea Gypsy, poderá se gabar, sem medo, de ter uma peça única como propriedade. Quase centenária, a embarcação construída em 1929 chegou a servir na Segunda Guerra Mundial como barco-patrulha e oferece o melhor do luxo vintage — por dentro e por fora.

      Isso porque o casco do barco de 31 metros (102 pés) é todo trabalhado em carvalho, material quase não usado hoje em dia. Os móveis são em madeira e o lado clássico se une perfeitamente ao moderno, graças à extensa reforma — avaliada em US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões, na conversão atual, em maio de 2024) — pela qual o veleiro histórico passou entre 2023 e este ano.

      Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

      Usufruir disso, no entanto, tem preço: o Hermitage está à venda por nada menos do que US$ 3,9 milhões, valor equivalente a R$ 20 milhões.

      Tour pelo veleiro histórico

      Com boca de 5 metros, o barco conta com sete cabines, capazes de acomodar 14 passageiros, decoradas em tons de azul e branco, bem ao estilo da vela. Há ainda espaço para quatro membros da tripulação.

      Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

      O deque principal abriga uma rede de mastros e cordas, com leme à popa e uma boa área para ficar ao ar livre. No deque inferior, a grande sala de jantar é composta por uma ampla mesa de madeira e espelho, que dá a sensação de aumentar o ambiente.

       

      Já a cozinha, posicionada logo ao lado, combina a elegância clássica com modernidade. Além dos móveis antigos, o proprietário encontrará pia dupla, forno elétrico, fogão e bancada em aço inox.

      Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação
      Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação
      Foto: Northrop & Johnson/ Divulgação

       

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        Pesquisadores encontram possível nova espécie de coral no fundo do Oceano Ártico; confira

        Durante expedição, cientistas descobriram algumas corais que sobreviviam no caule de uma lírio-do-mar

        A ciência prova a cada dia que sempre há algo a ser descoberto. Durante uma missão de exploração no gelado Ártico, os pesquisadores da Fundação Nippon-Nekton Ocean Census descobriram no fundo do oceano o que pode ser uma nova espécie de coral — ambiente esse que eles não costumam sobreviver.

        Junto com a Universidade Ártica da Noruega (UiT) e REV Ocean, a expedição reuniu uma equipe multidisciplinar de 36 cientistas e especialistas de mídia de 15 instituições acadêmicas, todos com um só propósito: investigar uma das regiões menos exploradas da Terra.

        Foto: Instagram @oceancensus/ Reprodução

        Para a surpresa dos pesquisadores, foi encontrado uma possível nova espécie de coral num lugar inesperado: no caule de uma crinóide — também conhecida como “lírio-do-mar”. Além disso, chama atenção o fato destes animais terem sido avistados no Ártico, um ambiente extremamente afetado pela mineração e mudanças climáticas.

         

        Geralmente associados a climas tropicais, os corais costumam estar em águas quentes, claras e repletas de peixes entre os recifes. Entretanto, eles costumam ser mais diversos que isso, e podem sobreviver em uma infinidade de ecossistemas diferentes — como a pesquisa acaba de comprovar.

        Segundo a Ocean Census, o Ártico é um ambiente expansivo, onde encontram-se habitats de inúmeras espécies e ecossistemas, muitos dos quais permanecem desconhecidos ou pouco estudados pela ciência. No entanto, essa expedição pode significar uma virada de chave nesse tópico.

        Nasce uma nova espécie?

        Como já mencionado, a descoberta da possível nova espécie de coral aconteceu enquanto os cientistas da Ocean Census estudavam o Ártico. Segundo o comunicado, eles começaram sua expedição em Tromsø, no norte da Noruega, em 3 de maio. No entanto, os corais estavam cada vez mais raros.

        Foto: Ocean Census/ YouTube/ Reprodução

        Vimos muito poucos corais desde que chegamos aqui no Ártico. No mergulho de hoje, vimos muitos destes crinóides crescendo, e o que encontramos neste crinóide foi um coral vivendo no caule. É quase certamente uma nova espécie – Alex Rogers, pesquisador principal da Ocean Census.

        Neste caso, este que pode ser uma nova espécie de coral se adaptou ao ambiente extremo, vivendo ao longo da borda da plataforma continental. Numa demonstração de coevolução nas profundezas do mar, este grupo de animais sobrevive nas águas que medem pouco acima de 0ºC.

        Isso realmente demonstra a coevolução no fundo do mar, mas também a eficácia do veículo operado remotamente (ROV). Obtemos os espécimes em tão boas condições que esse tipo de relação é realmente preservado– Alex Rogers

        Mencionado pelo pesquisador, o ROV é um submersível operado remotamente por uma pessoa a bordo de uma embarcação — neste caso, direto do navio RV Kronprins Haakon. Inclusive, o Ocean Census divulgou um vídeo usando imagens tiradas pelo veículo. Confira!

         

         

        O impacto na ciência

        O lugar explorado pelos cientistas é repleto de fontes hidrotermais, que atraem vida de todos os tipos. Como essas aberturas bombeiam metano e enxofre — que são relativamente quentes — , diferentes criaturas fixam residência em um local que, em situações normais, seria impróprio de viver.

        Foto: Ocean Census/ YouTube/ Reprodução

        Encontrar vida no Ártico é de suma importância aos cientistas, que estão preocupados com os impactos da mineração. Afinal, a busca por lítio e cobalto — usados em baterias de veículos elétricos — exige a escavação do fundo do oceano, resultando na destruição dos ecossistemas.

         

        Pensando em preservar esses ecossistemas que já estão em situações delicadas, os pesquisadores utilizaram técnicas modernas e consideradas cruciais para encontrar a possível nova espécie de coral e expandir o conhecimento científico, como o avanço na taxonomia, análise de eDNA e aprendizado de máquina.

        Se estes dados se tornarem acessíveis e partilhados amplamente, e não apenas por aqueles que os recolheram, poderão ter um impacto profundo na compreensão científica– Jan-Gunnar Winther, Diretor Especialista do Instituo Polar, em comunicado

         

        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

         

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          Embarcação perdida em combate há quase 80 anos estava a 900 metros de profundidade em posição vertical

          30/05/2024

          Cenários de guerra deixam vestígios que nem o tempo consegue apagar. Alguns deles, imateriais, já outros, verdadeiros gigantes apenas esperando para serem encontrados. Foi o caso do USS Harder, submarino da Marinha dos Estados Unidos abatido durante a Segunda Guerra Mundial e encontrado agora, quase 80 anos depois.

          A embarcação estava a 900 metros de profundidade, em posição vertical, próximo à ilha de Luzon, no norte das Filipinas, no Mar da China Meriodional. Por lá, o navio protagonizou cenas de batalha antes de também virar um alvo, enquanto os EUA tentavam retomar as Filipinas das forças de ocupação japonesas. As informações sobre o achado foram confirmadas pelo Comando de História e Patrimônio da Marinha (NHHC).

          Modelo 4D do local do naufrágio. Foto: The Lost 52 / NHHC / Divulgação

          O USS Harder foi encontrado graças aos dados fornecidos pelo Lost 52 Project, iniciativa liderada por Tim Taylor, CEO da Tiburon Subsea, que tem o objetivo de localizar 52 submarinos americanos desaparecidos durante a Segunda Guerra.

           

          Apesar de ter sido perdido em combate há quase 80 anos — em 24 de agosto de 1944, conforme informações do NHHC –, a embarcação permanece em bom estado de conservação, com danos apenas na torre de comando, causados por uma carga de profundidade — arma anti-submarino japonesa.


          O USS Harder fazia sua sexta patrulha, com 79 tripulantes a bordo, dois dias antes de ser atingido. De acordo com a Marinha, o navio afundou duas embarcações de escolta japoneses na Península de Bataan, em 22 de agosto de 1944, e depois seguiu para o norte ao longo da costa de Luzon junto a outros dois submarinos, à procura de novos alvos.

           

          Dois dias depois, antes de naufragar, o navio ainda disparou três torpedos em um combate com o navio de escolta japonês CD-22. Mais tarde, foi afundado pelo quinto ataque de carga de profundidade da embarcação japonesa.

           

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            Primeira turma de mulheres na Marinha lança livro com vivências e bastidores

            Obra dividida em quatro capítulos relembra o pioneirismo das 307 jovens que se tornaram as primeiras praças na força armada

            Por: Redação -

            O ingresso das mulheres na Marinha, em 1981, marcou uma nova era de representatividade, protagonismo e quebra de paradigmas dentro das Forças Armadas. Depois de 43 anos, parte das pioneiras se uniu para revisitar essa época histórica e lançar o livro “307 Sonhos: Mulheres Militares Pioneiras das Forças Armadas – Praças da Marinha do Brasil”.

            A obra, de autoria de 110 das 307 mulheres que formaram a primeira turma de Praças, traz uma coletânea de histórias sobre vivências e bastidores na Marinha, pontuadas por emoções e desafios.

            Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

            O livro é dividido em quatro capítulos. No primeiro, “nossas histórias”, o leitor embarca em uma viagem pela vida de cada pioneira, enquanto no segundo, “fatos pitorescos”, se diverte com histórias engraçadas que aconteceram na época e na atualidade da trajetória das militares.

             

            O terceiro, “mulheres militares pioneiras”, apresenta a linha do tempo da inclusão feminina na Força, até que o quarto, “vintage”, mostra gírias da Marinha e retoma hinos, canções e fardas antigas — inclusive trazendo a curiosidade de que a primeira vestimenta feminina foi desenhada pelo renomado estilista Guilherme Guimarães, considerado da “alta sociedade”.

             

            Em comunicado da Marinha, a Capitão de Corveta e integrante da primeira turma, Josiane Souza Brito, relembra que as mulheres conseguiram mostrar tudo o que são capazes, tanto dentro, quanto fora da corporação, mas não sem dificuldades e obstáculos.

            Éramos muito jovens. Mesmo assim, nos aventuramos em um universo que era exclusivamente masculino. Não foi fácil. Hoje, as mulheres estão em todos os lugares. Se isso aconteceu, foi porque começou por aqui– Capitão de Corveta Josiane Souza Brito

            Pioneirismo das mulheres na Marinha

            A história da inclusão feminina na Força Armada data de 1980, quando o então Ministro da Marinha — Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo Fonseca — criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva.


            Ao longo dos anos, novos espaços começaram a ser ocupados até que, em 2024, chegou o momento em que havia presença de mulheres em todos os Corpos, Quadros, Escolas de Formação e Centros de Instrução da Marinha.

             

            Na época da primeira turma de Praças, as 307 jovens saíram de diversos estados do Brasil rumo ao Rio de Janeiro, após aprovação no inédito concurso público federal. Hoje, estão completamente inseridas no contexto militar, tanto em cargos de direção e comando, quanto em postos como o de Fuzileiros Navais.

             

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              Bilionário planeja visita ao Titanic e chama submarino que implodiu de “engenhoca”

              Larry Connor está construindo um submersível capaz de alcançar 3,7 mil metros de profundidade

              29/05/2024

              Depois da tragédia envolvendo o submarino Titan – que implodiu ao tentar chegar aos destroços do Titanic, em junho de 2023 –, não era de se imaginar que tão cedo alguém tentaria a façanha novamente. Mas Larry Connor, investidor imobiliário bilionário dos Estados Unidos, está decidido a mostrar que a viagem pode ser feita de forma segura e, para isso, está construindo o próprio submersível.

              Em entrevista ao Wall Street Journal, Connor afirmou que o Titan, da Ocean Gate, falhou em sua missão por se tratar de uma “engenhoca”. Para ter sucesso na viagem ao fundo do mar, o bilionário explica que é necessário “construir um submersível capaz de mergulhar (à profundidade dos destroços do Titanic) várias vezes, com segurança.”

              Larry Connor. Foto: LinkedIn / Reprodução

              Para mostrar ao mundo que a viagem é segura e possível, Connor não estará sozinho. Quem o acompanha na empreitada da Triton Submarines é o co-fundador da empresa, Patrick Lahey. A dupla pretende mergulhar mais de 3.700 metros até o local do naufrágio em um submersível de capacidade, justamente, para duas pessoas — diferente do Titan, que levava até cinco.

              Patrick Lahey. Foto: Triton Submarines / Divulgação

              Quero mostrar às pessoas em todo o mundo que, embora o oceano seja extremamente poderoso, ele pode ser maravilhoso e agradável e realmente mudar a vida se você seguir o caminho certo– disse Connor ao Wall Street Journal

              Para Connor, o episódio Ocean Gate prejudicou a indústria submersível e manchou a percepção do público sobre as tentativas de inovação no espaço. “Preocupa-me que as pessoas associem submarinos de mergulho, especialmente submarinos novos ou diferentes, a perigo ou tragédia”, disse ele ao Wall Street Journal.

              Foto: Triton Submarines / Divulgação

              O bilionário reforçou que o novo submarino será certificado pelas autoridades marítimas e levará de dois anos e meio a três anos para ser construído. “Se não conseguirmos fazer isso, o que chamamos de ‘s e s’ — com segurança e sucesso –, simplesmente não conseguiremos”, disse Connor. “Não somos caçadores de emoções. Não somos grandes corredores de riscos”.

              O submarino Triton 4000/2 Abyssal Explorer

              A nova embarcação que vai se aventurar nas profundezas do oceano em busca dos destroços do Titanic é o Triton 4000/2 Abyssal Explorer, submarino avaliado em US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões em conversão realizada em maio de 2024).

              Foto: Triton Submarines / Divulgação

              O modelo que, em tese, pode realizar a viagem até o Titanic diversas vezes vem sendo projetado por Patrick “há mais de uma década”, conforme explica Connor. “Não tínhamos os materiais e tecnologia. Você não poderia ter construído este submarino há cinco anos”, relata o bilionário.

               

              O projeto do submarino Triton ganhou força alguns dias após a tragédia da OceanGate, quando Connor ligou para Lahey e o incentivou a construir um submersível melhor. Lahey afirmou ao jornal que Connor teria dito a ele “precisamos construir um submarino que possa mergulhar à profundidades do Titanic repetidamente e com segurança, demonstrar ao mundo que podemos fazer isso”.


              De acordo com a Triton Submarines, “durante o mergulho, o design protegido das ‘asas de gaivota’ [do submarino] proporciona uma versatilidade de operação incomparável. Com as asas recolhidas, o submersível tem uma forma aerodinâmica para subida e descida, e é capaz de manobrar em espaços incrivelmente apertados”.

              A posição baixa das luzes e câmeras é ideal para trabalho macro, observação científica ou filmagem próxima– descreve a Triton Submarines

              A dupla ainda não divulgou em que data a possível nova viagem aos destroços do Titanic acontecerá.

              Do fundo do mar ao espaço

              A ideia de visitar os destroços do Titanic é inusitada, mas nenhuma grande surpresa para a dupla Larry Connor e Patrick Lahey. Em 2021, os dois viajaram às partes mais profundas do oceano — até mais do que onde está o Titanic.

               

              Na oportunidade, eles fizeram três mergulhos: um para a “montanha submarina” na Fossa das Marianas (local mais profundo dos oceanos, a 10.984 metros abaixo do nível do mar, no oceano Pacífico), um para Sirena Deep (a 10.714 metros de profundidade) e outro para Challenger Deep, ponto subaquático mais profundo conhecido no planeta, a cerca de 10.923 metros de profundidade.

              Foto: Grupo Connor / Divulgação

              Não satisfeito, um ano depois, Connor viajou para o espaço como piloto da Missão Axiom 1, primeira missão com uma tripulação inteiramente composta por civis, organizada pela SpaceX, com destino à Estação Espacial Internacional. O feito o consagrou como a segunda pessoa mais velha a entrar em órbita (71 anos), depois de John Glenn, que entrou no espaço aos 77 anos.

               

              Connor sempre teve espírito aventureiro. Em 1983, participou da Atlantic Championship, correndo em vários níveis nos anos 2000. Em 2003, integrou a equipe vencedora do Petit Le Mans, na categoria LMP675. Dez anos depois, criou a própria equipe, batizada de Team C Racing, que competiu na classe Truck Spec e chegou a vencer a Baja 1000 (corrida anual de automobilismo off-road mexicana) em 2014.

               

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                Novo aquário da China promete animais marinhos em ambiente de sonho

                Espaço de 140 mil m² prevê receber 3,5 milhões de pessoas por ano a partir de 2027, quando inaugurar

                Por: Redação -

                Um novo aquário na China promete encantar os visitantes que adentrarem a seu enorme espaço de 140 mil m². A inauguração da novidade, que será construída no distrito de Tongzhou, em Pequim, está prevista para 2027.

                Anunciado pela primeira vez em novembro do ano passado, o projeto ficará a menos de 15 minutos de distância do Universal Studios Beijing — parque temático da Universal na capital chinesa.

                 

                Na última terça-feira (28), a empresa norte-americana Legacy Entertainment anunciou que será a designer-chefe do aquário na China, após vencer uma licitação internacional.

                Representação do novo aquário da China. Foto: Governo de Pequim/ Divulgação

                Sediado na Califórnia, o escritório de design é responsável por alguns dos mais renomados parques temáticos e resorts do mundo. Em seu portfólio estão, por exemplo, o The Sea Shell VinWonders Phu Quoc, no Vietnã, e o Chimelong Paradise, na China, que detém recordes mundiais no Guinness Book.

                Por dentro do novo aquário na China

                Nomeado Beijing Haichang Ocean Park, o novo aquário na China promete contar com uma ampla diversidade de animais marinhos, polares e terrestres dependentes do mar.

                 

                A previsão é de que mais de 3,5 milhões de pessoas visitem o local anualmente e desfrutem de atividades interativas, performances e aprendizados em ecologia e ciência.


                Até o momento, o investimento estimado para tirar a ideia do papel de é 3,8 bilhões de yuans, equivalentes a cerca de R$ 2,78 bilhões, na conversão atual (em maio de 2024).

                 

                O novo aquário está sendo construído pela Beijing Urban Construction Group e espera-se que o empreendimento melhore ainda mais a zona de turismo cultural na capital da China.

                 

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                  Teste Solara 380 Bowrider: lancha encanta com amplos espaços e boa navegabilidade

                  Muito agradável para uso externo, a nova embarcação tem aberturas laterais na popa, solário triplo e cockpit espaçoso

                  Por: Redação -

                  Depois de apostas acertadas, o estaleiro gaúcho Lanchas Solara retornou às origens com a Solara 380 Bowrider, barco que encantou quem não abre mão de amplos espaços ao ar livre para curtir o verão. Para testar seu desempenho e navegabilidade, a equipe de NÁUTICA se lançou em uma viagem do Canal de Bertioga ao Indaiá, no litoral de São Paulo. Confira como foi o teste da Solara 380 Bowrider!

                  De olho em novos horizontes, nos últimos anos a Lanchas Solara ousou entrar em um segmento diferente, com a produção de embarcações cujo sucesso de vendas atesta o acerto da investida, como Pontoon 300 T, Pontoon 300T Top, Pontoon 300 Double Deck e Solara Boat House. Mas sem abandonar a construção de lanchas tradicionais de fibra.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  De volta às suas raízes, a empresa apresentou no São Paulo Boat Show 2023 a Solara 380 Bowrider, que tem espaço de respeito no cockpit, com capacidade para até 14 pessoas durante o dia, com opção de pernoite para quatro.

                   

                   

                  Ao contrário do que a palavra Bowrider sugere, não se trata de uma lancha de proa aberta (até porque ela tem uma boa cabine). O nome é uma referência à proa rebaixada em relação à amurada — apenas a caixa de âncora e o solário ficam um degrau acima —, formato feito para quem gosta, sobretudo, de tomar um bom banho de sol.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Com 11,90 metros de comprimento (39 pés) e boca máxima de 3,25 metros, a Solara 380 Bowrider surpreende em termos de espaço e desempenho. Sua plataforma de popa tem mais de 3 metros de largura por 2 metros de comprimento. Ou seja, são seis metros quadrados de área de lazer, onde é possível colocar duas cadeiras dobráveis, do tipo “diretor de cinema”, em vez dos tradicionais banquinhos de madeira.

                   

                  O móvel gourmet tem uma churrasqueira a carvão (na unidade testada), que poderia ser elétrica, mais geleira, tábua de corte, pia e armário. A escada, retrátil, tem quatro degraus, como deve ser. E ainda há um toldo do tipo Stobag, manual ou elétrico.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Já na praça de popa, as aberturas laterais de acionamento elétrico (com sustentação hidráulica) nos dois bordos ampliam a área livre do convés em 2,40 metros. A área de convivência, aliás, é bastante generosa, por conta do projeto bem-bolado, que elimina a passagem lateral para a proa.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  A sensação é de estar numa lancha bem maior. Tudo é muito bem iluminado, muito arejado. Mas, se preferir, nos dias mais quentes o proprietário pode fechar a parte de trás com uma lona e ligar o ar-condicionado, que é outro benefício incorporado pela Solara 380 Bowrider, com gerador.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O cockpit, com teto em hard-top com abertura elétrica, tem um arranjo que privilegia a circulação das pessoas. Há um sofá em L a boreste, com espaço para até cinco pessoas, e uma mesa dobrável de madeira à frente, com porta-copos e pega-mão, além de um segundo sofá na popa, para quatro pessoas. Embaixo de cada assento há um grande paiol.

                   

                  A cozinha também fica no cockpit, a bombordo, e vem equipada com pia, fogão elétrico de duas bocas, tábua de corte, dois armários, geleira e — atenção para o detalhe — uma chopeira, opcional oferecido pelo estaleiro.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O acesso principal à casa das máquinas se dá por uma abertura no centro do cockpit. Há ainda um segundo acesso, a partir do levantamento do sofá de popa e do móvel gourmet, com ajuda de molas pneumáticas, que na unidade testada por NÁUTICA estavam com uma pressão excessiva, exigindo muito esforço para voltar ao lugar. A altura lá dentro é confortável e o espaço, adequado para as manutenções.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O padrão das instalações é muito bom. Destaque também para o isolamento térmico e acústico e para a distribuição equilibrada do peso dos motores, dos tanques, do banco de baterias e do gerador.

                   

                  No costado de bombordo foram instalados os bocais de entrada de diesel (para o gerador) e de gasolina, para os motores. Porém, eles estão muito próximos um do outro e são muitos parecidos, podendo provocar um grave erro na hora do abastecimento.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  No posto de comando, com bancos anatômicos duplos (ou, opcionalmente, único, com assento rebatível, para pilotagem em pé), revestidos com tecido naval macio e com encosto alto, o painel tem espaço para vários instrumentos, podendo ser digitais ou mesclados com os inigualáveis reloginhos analógicos.

                   

                  Todos os controles necessários para operar o barco de forma segura e eficiente estão bem-posicionados, inclusive os botões de acionamento dos flapes elétricos. A botoeira é de inox, material bonito e resistente, mas que aquece demais quando submetido ao sol, causando um certo desconforto nos dedos do piloto.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Os manetes de comando dos motores, do tipo DTS (Digital Throttle & Shift), proporcionam mudanças suaves e silenciosas e resposta instantânea do acelerador. Quem estiver acostumado com comando mecânico pode estranhar um pouco nas primeiras saídas. Mas logo pega o jeito.

                   

                  Embaixo do nicho dos manetes, há duas tomadas USB, mas falta um suporte para o celular. Um detalhe interessante de segurança do modelo testado são as chaves para acionamento dos extintores da casa de máquinas, que ficam abaixo do painel, ao alcance fácil das mãos do piloto.

                   

                  O acesso à proa é feito por uma passagem a bombordo, com a abertura parcial do para-brisa. Essa porta é fechada com duas travas de segurança. Porém, é um pouco pesada para abrir e fechar. Aqui caberia o apoio de uma mola pneumática. Fica a sugestão para o estaleiro.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O corredor de acesso à proa é largo e seguro, protegido por um guarda-mancebo bem-posicionado. O guincho de âncora tem comando duplo (os botões ficam ao lado do paiol e são espelhados no painel do posto de comando), facilitando o manejo da corrente.

                   

                  Os cunhos, de inox, são bem-dimensionados. Há ainda uma pequena ducha, que serve tanto para lavar a âncora quanto para refrescar as pessoas que estiverem estendidas tomando banho de sol.

                   

                  O solário — que acomoda bem três pessoas (ou, apertando um pouco, até quatro), tem encostos de cabeça e porta-copos nas laterais. Fica um degrau acima do piso. Aliás, toda área da proa fica rebaixada em relação à borda do casco — motivo de a lancha ser chamada de Bowrider. Essa configuração, inspirada no estilo americano, mais esportivo, resulta em conforto maior para quem se acomoda nessa área, como o barco parado, naturalmente, mesmo com o mar mais agitado.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Em contrapartida, afeta a altura no camarote de proa — é, não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Por privilegiar os banhos de sol, o projeto excluiu a gaiuta que tradicionalmente ocupa esse espaço. Em compensação, para iluminar o camarote de proa, incluiu uma janela a bombordo, instalada na lateral do corredor de acesso à proa.

                   

                  Para a entrada na cabine, o estaleiro optou pela instalação de uma porta de correr (que contribui para economia de espaço), com travas tanto para ficar aberta quanto para permanecer fechada, o que é importante para o isolamento acústico.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  A escada de madeira tem três degraus e estrutura de inox. A altura, na entrada, é de 1,80 m, e depois diminui em direção ao camarote de proa, que é aberto e tem dois sofás em V e uma mesa no centro. A altura fica em torno de 1,50 m, por conta do estilo bowrider do barco.

                   

                  Como a cozinha fica no cockpit, na cabine, a bombordo, foi instalado apenas um frigobar e um micro-ondas, que dão conta para preparar um prato rápido, e um pequeno armário para guardar os utensílios, como talheres, pratos e copos.

                   

                  A boreste, com 1,80 m de altura, fica o banheiro, com pia com água pressurizada, armários e box fechado, além de vaso sanitário com bombeamento elétrico e de uma janela com vigia para a ventilação.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  O camarote de meia-nau tem uma cama de casal, com uma janela em formato de vírgula (com uma pequena vigia embutida, para entrada de ar) na cabeceira, a boreste; já a bombordo há uma televisão, um armário com cabideiro e um grande baú, perfeito para se guardar a roupa de cama e o material de salvatagem. A altura sobre a cama não passa de 1,05 m, por conta do estilo do barco.

                  Navegação da Solara 380 Bowrider

                  Navegamos com a Solara 380 Bowrider nas águas do Canal de Bertioga, no litoral de São Paulo, com um bate-volta até o Indaiá, num dia de mar relativamente calmo, com ondas 50 centímetros a 1 metro de altura. Estava equipada com dois motores V8 Mercruiser 6.2 litros de 300 hp, a gasolina.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  A bordo, seis pessoas, 200 litros de combustível e 100 litros de água. Nessas condições, a mais nova integrante da família Solara entrou em planeio ao atingir 15 nós, passando a cruzar as marolas suave e tranquilamente. Nas curvas, sem o uso dos flapes, a lancha inclinou um pouco, sem nunca deixar de ser segura.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Fácil de manobrar e respondendo prontamente aos comandos, no teste de aceleração, em duas passagens, nos dois sentidos, para evitar efeitos de ventos e de corrente, precisou em média de 10,3 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós. No desempenho, sem levantar os flapes, a velocidade máxima, a 4.500 rpm, foi de 32 nós, com consumo razoável de 97 litros/hora em cada motor.

                   

                  A visão do piloto na posição sentada através do para-brisa laminado na fibra é excelente. Os vidros laterais se abrem ao lado do piloto, o que é importante na hora das manobras de atracação, além de facilitarem a ventilação natural.

                   

                  A parte de trás do painel é revestida de um material fosco, que evita reflexos nos olhos do piloto e no para-brisa. Mas, faltam jatos de lavagem (ou um esguicho) no para-brisa, importante quando ocorrem respingos da água do mar.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Em resumo, uma lancha com cockpit muito espaçoso e aquele algo mais na proa oferecido por uma bowrider, e que ainda permite quatro pessoas dormindo a bordo. Tudo isso com a marca de um estaleiro com mais de 1.200 barcos navegando pelas águas do Brasil e do mundo.

                  Saiba tudo sobre a Solara 380 Bowrider

                  Pontos altos

                  • Cockpit muito espaçoso e com ótimo pé-direito
                  • Boa navegabilidade em curvas e cortando ondas
                  • Ampla área de lazer na plataforma de popa

                  Pontos baixos 

                  • Bocais de abastecimento (gerador e motores) muito próximo
                  • Falta um esguicho de água doce junto ao limpador de para-brisa
                  • Assento do piloto não é rebatível

                  Características técnicas

                  • Comprimento total: 12,10 metros
                  • Comprimento na linha d’água: 9 metros
                  • Boca: 3,25 m
                  • Capacidade (dia): 14 pessoas
                  • Capacidade (noite): 4 pessoas
                  • Pé-direito na cabine: 1,80 m
                  • Tanque de combustível: 450 litros
                  • Deslocamento leve: 6800 kg
                  • Deslocamento carregado: 8800 kg
                  • Tanque de água: 250 litros
                  • Potência: de 270 a 300 hp, parelha
                  • Motorização: popa ou centro-rabeta

                   

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                    28/05/2024

                    Por trás de toda modéstia do Batman sempre existiu um Bruce Wayne milionário, que certamente adoraria conhecer o novo jet Maverick GT Stormy Knight. O modelo, inspirado no personagem, parece não ter tido referências ao homem-morcego somente na aparência, mas também no preço: para navegar a bordo do jet é necessário desembolsar quase R$ 1,3 milhões.

                    O jet do Batman será fabricado pela T3mp3st, empresa do Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, conhecida pela construção de EEVS (veículos elétricos de exploração). Atualmente, o carro-chefe da marca é justamente o Maverick GT, que agora ganha uma versão especial do cavaleiro das trevas, em uma tiragem limitada, de apenas 27 unidades.

                    Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                    O modelo será comercializado pela Wayne Enterprises, empresa que recebeu autorização da Warner Brothers Discovery para usar o nome da corporação da ficção. Ela vai operar no mundo real não apenas com o jet, mas também com uma linha de produtos de luxo inspirados no personagem da DC.

                    Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                    Por enquanto, a maior parte das informações sobre a embarcação segue em sigilo, mas algumas coisas já vieram a público. Uma delas diz respeito ao material utilizado para a fabricação do jet, que ostentará fibra de carbono e aço inoxidável.

                    Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                    Na motorização, o jet do Batman navegará como em um filme de ação, já que será movido por um motor que gera o equivalente a 350 cavalos, alcançando uma velocidade máxima de 135 km/h, com autonomia de cerca de 120 km por carga (aproximadamente seis horas).

                    Foto: Wayne Enterprises / Divulgação

                    Apesar de gostar de agir sozinho, se o verdadeiro Batman resolvesse colocar o Maverick GT Stormy Knight entre seus veículos de ataque, outras três pessoas poderiam acompanhá-lo. O modelo ainda facilitaria as aventuras no mar, uma vez que traz navegação Garmin no painel, compatível com iOS e comandos de voz via Apple Watch​.


                    E como ser um herói não é coisa para todo mundo, pilotar o jet do Batman, também não. Isso porque além da quantidade limitada, a embarcação está sendo comercializada por US$ 250 mil, o equivalente a quase R$ 1,3 milhão (conversão realizada em maio de 2024).

                     

                    É necessário ainda fazer uma “encomenda” do barco no site da Wayne Enterprises. A “reserva” custa nada menos que US$ 10 mil (R$ 5,5 mil). Ou seja, para navegar em um jet de herói, é necessário ser forte também nos bolsos.

                     

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                      Quem olha para a Playa de Puerto Naos, na Espanha, e se encanta por sua charmosa areia preta cercada de prédios coloridos e um límpido mar azul, não imagina que o local carrega uma história muito mais curiosa que a sua coloração. Por lá, um vulcão dita sua existência e até espiões americanos já se estabeleceram durante a Guerra Fria.

                      A história da Playa de Puerto Naos se estende por muito mais do que sua pequena área de 120 metros (segundo as autoridades das Ilhas Canárias), e alcança tanto a história da humanidade, quanto questões curiosas da natureza.

                       

                      Localizada na ilha de La Palma, parte da província de Santa Cruz de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, a praia carrega consigo elementos que a fazem, de fato, especial.

                      Foto: Rufus46 / Wikimedia Commons / Reprodução

                      Cercada de prédios coloridos e banhada por uma água que dá a ela o título de praia “Bandeira Azul“, a Playa de Puerto Naos é um daqueles pontos turísticos certeiros, para aproveitar sem perrengue: além de ser acessível a cadeirantes, o local dispõe de chuveiros, vestiários, guarda-sóis e espreguiçadeiras para aluguel, bares, restaurantes e até lojinhas.

                      Foto: Black_Ninja / Flickr / Reprodução

                      A praia ainda pode ser acessada por meio de transporte público e carros (há estacionamento). A única “questão” é que Puerto Naos tem horário de funcionamento: fica aberta aos turistas entre 11h e 18h, e é preciso obter um QR code com antecedência para ter sua entrada autorizada.

                      O que se esconde por trás da praia de areia preta

                      Apesar de chamar atenção tanto pela beleza de seu mar azul, dos simpáticos prédios coloridos e por toda comodidade oferecida aos turistas, é claro que a Playa de Puerto Naos ainda se destaca em maior grau pela coloração escura de suas areias.

                       

                      Essa maravilha da natureza é resultado, justamente, de ações naturais. Isso porque todo seu terreno foi formado em torno ou como resultado de erupções, que acumularam sedimentos devido à erosão de rochas pela água de rios ou mares, formando um depósito natural de minerais.

                      Foto: antgirl / Flickr / Reprodução

                      Por isso, nesse tipo de terreno é possível encontrar desde pedras preciosas como topázio, rubi, safiras e diamantes, até elementos raros, como tungstênio e zircônio — a depender das origens do local e do tipo de formação geológicas encontradas.

                       

                      No caso de Puerto Naos, a praia de areia preta é resultado da erosão do basalto que compunha o magma expelido pelos vulcões das Canárias, segundo as autoridades de turismo do arquipélago. Uma vez solidificado, ele eventualmente se “quebrou” até se tornar a costa escura que hoje chama atenção ao primeiro olhar. Há, inclusive, outras praias de areias escuras nas Ilhas Canárias, como Charco Verde e Playa de Martiánez.

                      Espiões na praia de areia preta

                      Durante a Guerra Fria, por volta de 1962, os Estados Unidos precisavam de uma solução para o avanço russo na construção de submarinos. Para isso, o país decidiu estabelecer bases “espiãs” na costa europeia e, uma delas ficou, justamente, na Playa de Puerto Naos, que estava próxima ao aeroporto de Buenavista, em Breña Alta.

                       

                      Depois de pronta a construção da base, por volta de 1963, oficiais dos EUA começaram a contratar moradores locais para trabalharem de forma sigilosa em seu “projeto” que, de fora, estudava e monitorava baleias por hidrofonia mas, por dentro, tentava controlar a navegação de submarinos no Oceano Atlântico.

                       

                      Cerca de cinco anos depois, em 1968, um submarino nuclear americano, batizado de USS Scorpion, desapareceu com 99 homens a bordo, dando início a um dos episódios mais marcantes da praia. Uma busca incessante pelos desaparecidos seguiu por 15 dias, durante 24h, até a embarcação ser localizada.


                      Segundo a imprensa espanhola, aviões das Forças Armadas dos EUA jogavam cargas sobre o oceano que explodiam nas águas, produzindo eco recebido pela base e, assim, eventualmente localizando o submarino. O final, contudo, não foi feliz: a embarcação afundou no Atlântico tirando as vidas dos tripulantes, e o “caso Scorpion” se tornou polêmico por conta das famílias afetadas e da imprensa.

                       

                      Tudo isso, contudo, são águas passadas. A base perdeu força nos anos 70 devido ao desenvolvimento do monitoramento via satélite e, consequentemente, no fim dos anos 80, seu terreno foi devolvido às autoridades de La Palma.

                       

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                        Dupla brasileira disputará volta ao mundo de veleiro na Globe 40

                        Desafio chega à segunda edição como o mais forte em duplas dentro da modalidade

                        Por: Redação -

                        A competição de volta ao mundo de veleiro Globe 40 contará com uma dupla brasileira em sua segunda edição. A bordo do Barco Brasil, José Guilherme Caldas e Luiz Bolina representarão o país no considerado o mais forte desafio em duplas da modalidade.

                        A disputa envolve monocascos da Classe 40, referência para regatas oceânicas. A expectativa é de que a competição comece em setembro de 2025 e termine só no ano seguinte. O calendário oficial, com as paradas da nova edição da regata, ainda não foi divulgado — a expectativa é que isso aconteça no próximo mês, em junho.

                        Mockup do barco. Foto: On Board Sports/ Divulgação

                        Angolano naturalizado brasileiro, o médico José Guilherme velejou pelos oceanos Atlântico e Pacífico, e participou de diversas regatas oceânicas. Luiz, por sua vez, também embarcou em várias empreitadas, inclusive em solitário, e é profissional na área de charter. Além de praticante, o atleta dá aulas de Wingfoil em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

                        Acompanhei a primeira edição da Globe 40 e é uma regata feita para mim! Já atravessei 21 vezes o oceano Atlântico e velejei pelo Pacífico, mas o sonho de dar a volta ao mundo está prestes a se realizar. Com 65 anos, será um bom encerramento da minha carreira como velejador transoceânico em duplas– afirmou José Guilherme

                        Volta ao mundo de veleiro

                        A primeira edição da Globe 40 durou nove meses e percorreu todos os mares do mundo, em um percurso de 54 mil milhas. Os velejadores partiram de Ushuaia, na Argentina, e passaram por oito locais, incluindo Recife.


                        O Barco Brasil, usado pela dupla brasileira, é um Class40 n°15, que aguarda em La Coruña, na Espanha, a estreia no Globe 40. Enquanto isso, Zé Guilherme e Luiz disputarão, ao longo do ano, uma série de competições com os barcos Tutatis e Mussulo III.

                         

                        Esta será a segunda vez em que o Brasil participa de uma campanha oficial de volta ao mundo de veleiro. A primeira aconteceu há 19 anos, quando o campeão olímpico Torben Grael liderou o barco Brasil 1 na Volvo Ocean Race.

                         

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                          Na popa de superiate, Bugatti atrai olhares durante GP Mônaco de Fórmula 1

                          Pelo 2º ano, influenciador içou carro de luxo para dentro de embarcação -- dessa vez, uma 170 pés

                          27/05/2024

                          Num país luxuoso como Mônaco, não é qualquer carro andando pela rua que vai chamar atenção. Pensando nisso, o influenciador Tom Claeren planejou uma maneira de atrair os holofotes antes, durante e depois do Grande Prêmio da Fórmula 1: estacionar uma Bugatti Chiron na popa de um superiate.

                          Com essa peripécia, seu objetivo foi alcançado. Afinal, para atrair olhares dos ricaços da pequena cidade-estado na Riviera Francesa, precisa ser algo além do extravagante — ainda mais com os principais pilotos do mundo no mesmo território. Mesmo com a corrida a todo vapor, a ação de Tom Claren teve seu brilho.

                          Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                          Essa campanha foi fruto de uma parceira do influencer com a Libertex Europe Official e a Bousten Classic Cars. O superiate que abrigou a Bugatti em Mônaco se chama Seven Sins, com 52 metros de comprimento (170 pés) e tem valor estimado de US$ 25 milhões (cerca de R$ 129 milhões em conversão realizada em maio de 2024).

                          Mesmo não sendo o maior nem o mais luxuoso barco que já navegou pelas águas de Mônaco, Tom Claeren também colocou o Seven Sins no radar dos milionários. Mas fazer com que um automóvel supercaro fique na popa de um superiate não é fácil, e Tom documentou isso em suas redes sociais.

                           

                          Uma grande equipe de profissionais trabalhou para içar o Bugatti Chiron, com a ajuda de um guindaste que, cuidadosamente, colocou o veículo na popa. Como é possível reparar nas fotos, uma estrutura especial teve que ser construída para apoiar o carro na embarcação.

                           

                           

                          Conheça mais sobre o superiate

                          Claro que não foi apenas a Bugatti que trouxe os holofotes. A premiada Seven Sins — lançada em 2017 — , com seus 170 pés, também atraiu olhares interessados dos milionários de Mônaco. Este “brinquedo” pertence ao belga Hugo Verlinden, que certamente arrancou alguns trocados de Clearen no aluguel.

                          Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                          O proprietário da Seven Sins tem o barco como uso pessoal dele e de sua família, e o oferece para aluguel no restante do tempo. Logo, os preços para locação são a partir de 300 mil euros (cerca de R$ 1,6 milhão) na baixa temporada e 315 mil euros (aproximadamente R$ 1,8 milhão) na alta.

                          Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                          Mas quem alugar o superiate não pode reclamar de espaço. Com um lindo beach club “escondido” sob a piscina, os convidados terão garantia de muito conforto e lazer. Além disso, a Seven Sins conta com cinco cabines, que incluem uma suíte máster no convés principal, outra VIP, e duas duplas.

                          Foto: Sanlorenzo/ Divulgação
                          Foto: Sanlorenzo/ Divulgação

                          Se a beleza do barco chamou atenção até dos olhares acostumados de Mônaco, foi graças a Officina Italiana, que cuidou do design exterior e interior da embarcação. Com acomodação a bordo para até 10 convidados, o Seven Sins é movido por dois motores diesel de 2 mil hp e tem velocidade máxima de 17 nós.

                          Uma combinação perfeita

                          Poucas coisas dialogam tão bem como Fórmula 1, superiates e Mônaco. Durante oito décadas, o Grande Prêmio agita a orla marítima e o porto da cidade-estado, que oferecem uma das melhores vistas para a corrida. E como não falta dinheiro por lá, os entusiastas largam as arquibancadas para assistir tudo de seus iates.

                          Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                          E seja quem for o milionário — quiçá bilionário — que viu do conforto do seu iate o monegasco Charles Leclerc vencer a corrida, há uma outra competição entre o mundo dos ricaços em Mônaco: ver quem tem o maior barco com as festas mais glamurosas durante o fim da semana do Grande Prêmio.

                          Quem está por trás?

                          Vale destacar que o nome por trás dessa façanha atende por Tom Claeren. Ele é modelo, ator e influenciador conhecido pelo estilo de vida luxuoso e extravagante. O influencer apresenta produtos de luxo, veículos e experiências de viagem por meio de foto e vídeos, postados nas suas redes sociais.

                          Logo, Claeren é especialista em marketing digital e também um experiente cineasta e editor de vídeo. Talvez venha daí os recursos utilizados nos conteúdos promocionais, que lhe rendeu quase 800 mil seguidores nas redes sociais — quase 20 vezes mais do que a população de Mônaco.

                          Foto: Instagram @tomclaeren/ Reprodução

                          Inclusive, essa não é a primeira vez que Claeren realiza algo do tipo. No 80º Grande Prêmio de Mônaco, em 2023, vencido pelo holândes Max Verstappen, o influenciador realizou outra parceria para exibir uma Ferrari F40 na popa do superiate Quinta Essentia, de 55 metros (180 pés).

                           

                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                           

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                            Por: Redação -

                            Pesquisadores identificaram que um iceberg gigante se formou na Antártida, após desprender-se da plataforma de gelo Brunt. O bloco de gelo, que receberá o nome A-83, tem 380 km² de área — maior do que a cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, com 352 km².

                            A separação do iceberg gigante aconteceu em 20 de maio, apenas algumas semanas após cientistas perceberem a formação de uma rachadura em um pedaço da Halloween Crack, uma enorme fenda descoberta em 2016, localizada na ponta mais precária da plataforma de gelo Brunt. Veja abaixo a filmagem que sobrevoa a fenda:

                             

                             

                            Esta é a terceira vez que a plataforma perde um grande pedaço nos últimos quatro anos. O primeiro iceberg, o A-74, um pouco menor, se desprendeu em 2021; já o segundo, o A-81, se formou no ano passado, com impressionantes 1.550 km² — maior que o tamanho da cidade de São Paulo.

                            Delimitação do novo iceberg (A-83) e dos dois anteriores que se desprenderam recentemente. Foto: European Space Agency/ Reprodução

                            Para efeitos de comparação, o maior iceberg do mundo, o A23a, tem quase 4.000 km² de área e se soltou da costa da Antártida em 1986. A expectativa é de que, eventualmente, desapareça com a perda de pedaços de gelo.


                            Formação do iceberg não tem a ver com mudanças climáticas

                            Apesar do aquecimento global impactar significativamente a Antártida, o iceberg gigante que se formou decorreu de um processo natural. Isso, no entanto, não significa a ausência de impactos ambientais.

                            A separação tabular de icebergs faz parte do comportamento natural das plataformas de gelo, mas muitas vezes causa grandes mudanças na geometria das plataformas de gelo e pode impactar a circulação oceânica local-Oliver Marsh, em comunicado da British Antarctic Survey

                            Embora as reduções nas plataformas de gelo sejam parte de um fenômeno natural — que acontece quando os icebergs se soltam — cientistas estão preocupados com o fato de três grandes desprendimentos terem acontecido na Brunt nos últimos anos.

                             

                            Ainda assim, os estudiosos garantem que a plataforma — uma das mais estudadas no mundo — pode fornecer importantes dados que ajudem a explicar esse processo e a prever a evolução desses corpos de gelo.

                             

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                              Tanzanite: megaiate de 120 metros será um dos maiores já feitos na Holanda

                              Novo carro-chefe do estaleiro Amels, embarcação de luxo tem previsão de entrega para 2025

                              No mundo bilionário dos megaiates, há um novo integrante que veio para entrar na lista das maiores embarcações do planeta. Estamos falando do Project Tanzanite, feito pelo estaleiro holandês Amels Yachting, que terá incríveis 120 metros de comprimento (394 pés).

                              O dono misterioso desta gigante embarcação certamente queria que seu novo queridinho entrasse no mesmo patamar que o Koru, o maior veleiro do mundo, com 127 metros (416 pés). Quando entregue, o Tanzanite será um dos 72 barcos com mais de 328 pés a navegar nos mares.

                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                              O projeto está em fase de conclusão e tem previsão de entrega para 2025. O megaiate de 120 metros, assim que conhecer às águas, se tornará o carro-chefe da Amels e um dos maiores já feitos na Holanda — mas ainda atrás do Koru.

                              Enquanto este gigante não é lançado oficialmente, nos custa apreciar as projeções feitas pela construtora. O Project Tanzanite promete ser uma maravilhosa embarcação de lazer, projetada numa ambientação sofisticada e com impacto ambiental reduzido.

                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                              Com cinco deques, o enorme salão é feito em madeira e mármore e conta com obras de arte clássicas nas paredes. A Zuretti Design ficou responsável pelo design interior, enquanto a arquitetura naval é obra da Damen Yachting e o design exterior pertence a Espen Øspion.

                              Um dos maiores do mundo

                              Descrito como uma construção totalmente personalizada, o megaiate de 120 metros conta com grandes janelas, que tornam o ambiente mais arejado e íntimo do mar.

                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                              O espaço interior conta tons neutros suaves, que geram um ambiente de calmaria. Mas um lugar calmo não isenta os detalhes luxuosos, como os acabamentos de mármore e elevador de vidro. O megaiate ainda é composto por dois helipontos e duas piscinas — uma maior no convés principal e uma pequena no flybridge.

                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação
                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                              O Tanzanite terá capacidade para até 22 convidados e 44 tripulantes. Segundo o estaleiro, a redução na emissão de carbono é relativa ao tamanho da embarcação, e promete que o barco operará nos níveis mais baixos de ruído e vibrações possíveis — para algo deste magnitude, claro.

                              Foto: Amels Yachting/ Divulgação

                               

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                                Adegas rifam vinho de R$ 5 mil, envelhecido no fundo do mar, para ajudar RS

                                Empresas já arrecadaram mais de R$ 100 mil com bilhetes vendidos a R$ 10 cada

                                Por: Redação -
                                26/05/2024

                                Um vinho de R$ 5 mil, envelhecido por 12 meses no fundo do mar, se tornou prêmio da rifa criada por duas adegas brasileiras para ajudar as vítimas das enchentes históricas no Rio Grande do Sul (RS).

                                A ideia partiu da Vinícola Fama, localizada em São Joaquim (SC) e dona do Sauvignon Blanc, e da Videiras Carraro, de Bento Gonçalves (RS), responsável pelo espumante que também faz parte da premiação.

                                Foto: Divulgação

                                Tanto o vinho quanto o espumante foram envelhecidos juntos no fundo do mar, a uma profundidade de 12 metros. Durante o processo, as garrafas são trancadas em uma gaiola de aço, posicionada com o auxílio de um barco. Ela retorna à superfície a cada 60 dias, para que as bebidas passem por análises laboratoriais que acompanham o processo de maturação.

                                Como funciona a rifa de vinho para ajudar o RS

                                Cada bilhete custa R$ 10 e pode ser adquirido até o final de maio, na quantidade que os interessados desejarem, pelo site da Rifei. O pagamento é feito por Pix.

                                No dia 1º de junho, duas pessoas serão sorteadas. A primeira levará para casa o vinho branco de R$ 5 mil, um Sauvignon Blanc da Vinícola Fama. A garrafa será entregue com os corais, algas e conchas que se agarraram à embalagem durante o envelhecimento, seguindo a proposta visual da adega. Já o segundo sortudo ficará com o espumante da Videiras Carraro.

                                 

                                No dia 18 de maio, os perfis das empresas publicaram nas redes sociais um vídeo agradecendo a participação do público, que permitiu, até aquele dia, a arrecadação de R$ 100 mil. Todo o dinheiro será utilizado para ajuda humanitária e, segundo as adegas, haverá a prestação de contas posteriormente.

                                 

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                                  Temporada de baleias: confira regras e onde avistar o animal no Brasil

                                  De junho a novembro, cetáceos saem da Antártica em busca das águas brasileiras para se reproduzirem; veja 3 projetos que apoiam o animal

                                  25/05/2024

                                  Quando as baleias começam a sair da Antártica e procuram as águas quentinhas do Brasil para se reproduzirem, é sinal de que está oficialmente aberta a temporada desses mamíferos em território brasileiro. Alguns estados se destacam por receber um grande número delas, bem como apresentam projetos incríveis para avistá-las de maneira saudável. Por aqui, você ficará por dentro de três dos principais deles.

                                  Dá para se dizer que muitas das baleias que passam pelo Brasil são, inclusive, brasileiras, uma vez que os animais se alimentam na Antártica e têm os seus filhotes em território nacional, em um período que vai de junho a novembro.

                                   

                                  A viagem de lá para cá, inclusive, não é moleza, e as baleias levam cerca de dois meses para percorrerem os 4.500 km que separam as geladas águas antárticas do território tropical “quentinho”.

                                  É nesse momento que os inesquecíveis encontros entre baleias e humanos acontecem — e tem acontecido cada vez mais.

                                   

                                  Em 2022, um monitoramento aéreo feito pelo Instituto Baleia Jubarte confirmou a recuperação da população brasileira de jubartes (Megaptera novaeangliae), estimada em 25 mil animais — número próximo ao de 200 anos atrás (27 mil a 30 mil baleias), que havia sofrido uma brusca queda devido à caça ilegal.

                                  Sendo assim, tem sido comum avistar no litoral brasileiro duas das principais espécies que navegam por aqui: as baleias-jubarte e as baleias-franca (Balaenidae) — esta última, principalmente no Sul do país.

                                   

                                  É preciso saber, contudo, que existem regras e boas maneiras para se aproximar do animal sem estressá-lo. Por isso, NÁUTICA separou uma série de dicas para que você consiga ver uma baleia de perto ainda em 2024.


                                  Projetos para o avistamento de baleias no Brasil

                                  Em 2001, a quantidade de baleias-jubarte no litoral brasileiro era de 1,5 mil. Em 2022, esse número já tinha subido para 25 mil animais — depois que a caça foi proibida por lei federal, em 1986. Com esse crescimento, fica mais fácil de encontrar as jubartes pela costa do país, mas, ainda assim, vem a pergunta: por onde começar?

                                  Alguns estados se sobressaem aos outros quando o assunto é o avistamento de baleias. Os principais são: Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina. Em cada um deles há vários projetos voltados aos mamíferos, que levam turistas para vê-los de pertinho por meio de operadoras de turismo confiáveis, que seguem as Normas de Avistagem no Brasil.

                                  Projeto Baleia Jubarte

                                  Presente no Espírito Santo e na Bahia — mas com braços também em São Paulo –, o Projeto Baleia Jubarte nasceu em 1988 e é administrado pelo Instituto Baleia Jubarte e patrocinado pela Petrobras desde 1996. A iniciativa trabalha em três frentes: pesquisa, educação e políticas para a conservação, para assegurar a recuperação plena da espécie.

                                  Foto: Instagram @projetobaleiajubarte / Guilherme Maricato / Reprodução

                                  A iniciativa parte do princípio de que o Turismo de Observação de Baleias e Golfinhos, mais conhecido internacionalmente como whale watching, “é praticado em mais de 100 países e territórios” e que “se praticado de forma sustentável, seguindo as normas legais, não impacta nem os indivíduos nem as populações das baleias-alvo”, além de gerar empregos diretos e indiretos.

                                   

                                  Por isso, o Projeto Baleia Jubarte conta com uma lista de operadoras parceiras que seguem as Normas de Avistagem no Brasil. Entre elas estão empresas qualificadas nos estados de São Paulo (São Sebastião e Ilhabela), Bahia (Praia do Forte, Salvador, Itacaré, Porto Seguro, Cumuruxatiba, Prado e Caravelas) e Espírito Santo (Vitória).

                                  Foto: Instagram @projetobaleiajubarte / Reprodução

                                  O Projeto Baleia Jubarte, inclusive, publicou um guia sobre a observação de baleias-jubarte no Brasil, para suprir quem mais deseja vê-las — seja no ramo empresarial, turístico ou público — com informações essenciais para manter o animal seguro.

                                  Amigos da Jubarte

                                  Nascido em 2014, o Projeto Amigos da Jubarte, do Espírito Santo, é uma iniciativa multiplataforma de conservação da espécie. Antes de sua existência, a população capixaba pouco sabia sobre o animal, tampouco imaginava que a baleia navegava pelas águas de seu litoral.

                                  Foto: Instagram @amigosdajubarte / Karen Bof / Reprodução

                                  Com pesquisas científicas, atividades culturais, educação ambiental, sensibilização, capacitações e ações de fomento ao desenvolvimento turístico regional, o Amigos da Jubarte levou a espécie ao conhecimento dos moradores do Espírito Santo. Agora, a população local tem a baleia não só como símbolo capixaba, mas também como uma das diretrizes para o turismo pelo Governo Estadual.

                                  Foto: Instagram @amigosdajubarte / Karen Bof / Reprodução

                                  Antes do início da temporada do animal no Brasil, o Amigos da Jubarte realiza um curso de capacitação técnica para profissionais marítimos e operadoras de turismo sobre a observação de baleias em Vitória (ES). Em 2017, a iniciativa criou o site “Quero ver Baleia”, que facilita o contato entre o público e agências de turismo capacitadas e certificadas pelo projeto.

                                  Projeto Franca Austral | ProFranca

                                  O Projeto Franca Austral atua nos âmbitos de conservação, pesquisa, responsabilidade socioambiental e de políticas públicas para a conservação da baleia-franca. Esta é a única espécie ainda ameaçada de extinção que se reproduz na costa brasileira e costuma frequentar o litoral sul do país.

                                  Foto: Instagram @institutoaustralis / Reprodução

                                  O objetivo do ProFranca é conservar a baleia-franca-austral “tanto através da continuidade de pesquisas realizadas a longo prazo, como pela execução de metodologias inovadoras aplicadas para descobertas de novas informações biológicas sobre a espécie”.

                                   


                                  A entidade possui um centro de visitações com informações atualizadas sobre o animal: o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba, Santa Catarina — cidade também conhecida como capital nacional da baleia-franca.

                                   

                                  Por lá, é possível avistar a espécie com o uso de binóculos, na beira da praia de Itapirubá. O local funciona de terça a sábado, tem entrada gratuita, visitação guiada por especialistas e loja de souvenires.

                                   

                                  O Projeto Franca Austral é realizado pelo Instituto Australis e conta com patrocínio Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

                                  Regras na hora de avistar baleias no Brasil

                                  Antes de mais nada, é importante ressaltar que a atividade de Turismo de Observação de Baleias em águas brasileiras é normatizada pela Lei Federal 7.643 de 1988, que proíbe o molestamento intencional de qualquer espécie de cetáceo, e pela Portaria IBAMA 117 de 1996, que define normas específicas para a atividade. Portanto, as embarcações são proibidas de:

                                  • Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motor ligado a menos de 100 m de distância do animal mais próximo;
                                  • Religar o motor antes de avistar claramente as baleias na superfície ou a uma distância de no mínimo 50 m da embarcação;
                                  • Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 m, ainda que respeitadas as distâncias estipuladas acima;
                                  • Interromper o curso de deslocamento de cetáceo de qualquer espécie, dividindo-os ou dispersando-os;
                                  • Penetrar intencionalmente em grupos de cetáceos de qualquer espécie, dividindo-os ou dispersando-os.
                                  • Produzir ruídos excessivos, tais como música, percussão de qualquer tipo ou outros, além daqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
                                  • Despejar qualquer tipo de detrito, substância ou material a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
                                  • É proibida a prática de mergulho ou natação, com ou sem o auxílio de equipamentos, a uma distância inferior a 50 m de baleia de qualquer espécie.

                                  Vale destacar que as baleias chegam ao Brasil em um período sensível, em ciclo de reprodução — o que fazem das regras ainda mais essenciais para um avistamento saudável.

                                   

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                                    24/05/2024

                                    Na misteriosa cidade perdida de Nan Madol, erguida na ilha artificial de Pohnpei, sobraram apenas as ruínas do que um dia foi palco de uma dinastia. Entretanto, mesmo com mais de 100 anos de descoberta, nem moradores e cientistas sabem dizer como tudo isso foi construído pelo homem.

                                    A cidade perdida está localizada em Paliquir, capital da Micronésia. No meio do Oceano Pacífico, Nan Madol está a 2,5 mil km de distância da Austrália e a 4 mil km dos Estados Unidos. Porém, levando em conta a época em que foi construída, ainda há muito mistério — e lendas — sobre o local.

                                    Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                    Não há consenso sobre como Nan Madol foi construída, tampouco o porquê de estar localizada no meio do oceano. Dada a tecnologia e recursos entre os anos de 1200 e 1700 — tempo esse em que a cidade prosperou — , os cientistas não conseguem cravar como um arquipélago artificial foi erguido há tanto tempo.

                                     

                                    Afinal, para essa cidade ser erguida, os povos antigos precisariam construir enormes blocos de basalto sobre um recife de corais, ao sudeste de Pohnpei. Por mais que seja a alternativa mais lógica, ainda segue um mistério como eles conseguiriam fazer isso há mais de 800 anos. Até porque esses povos teriam que locomover centenas de blocos gigantescos de pedra basáltica — que chega a pesar 50 toneladas — até o meio do mar.

                                    Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                    Teorias e lendas da cidade perdida

                                    Para dificultar ainda mais o trabalho dos historiadores e arqueólogos, o antigo povo de Nan Madol não deixou runa — antiga língua germânica — ou inscrição na ilha artificial. Nem mesmo nos grandes palacetes de 8 metros há alguma pista sobre a origem dessa ilha.

                                    Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                    E, como sempre, na falta de respostas concretas, começam as lendas. Segundo os locais, Nan Madol possui túneis submersos, que guardam riquezas e artefatos antigos. Fato é que esse mito nunca foi comprovado efetivamente, por mais que atraia diversos pesquisadores para tirar a dúvida.

                                     

                                    Alguns moradores têm uma explicação muito simples de como este local foi construído: magia! Inclusive, essa hipótese é muito popular entre os locais, junto com a teoria que o lugar é amaldiçoado.

                                     

                                    Tamanha ficção inspirou o escritor H.P. Lovecraft a criar a cidade fictícia de R’lyeh, que serve como um lar de criaturas místicas no conto O Chamado do Cthulhu. Por outro lado, os cientistas acreditam que o basalto chegou via jangadas, do outro lado da Micronésia. Mas essa teoria também não é confirmada cientificamente.

                                    O que se sabe sobre a cidade perdida?

                                    Embora a maneira que ela foi construída seja um mistério, seu histórico está bem documentado. Como já mencionado, Nan Madol prosperou entre os anos de 1200 e 1700, sendo uma cidade muito importante na atual região da Micronésia.

                                     

                                    Além de abrigar líderes políticos e religiosos, a cidade foi dominada por estrangeiros que impuseram a opressora dinastia Saudeleur por mais de 500 anos — que só veio a ter um fim em 1600, com a chegada do grupo Isokelekel. E, por incrível que pareça, Nan Madol seguiu intacta durante todo este processo.

                                    Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                    Construída com enormes blocos de basalto sobre um recife de corais, localizado no sudeste de Pohnpei, a ilha artificial é formada por várias ilhotas em formas geométricas. Cada uma delas era dedicada para uma atividade, como construção de canoas, casa de banho e templo real Nandauwas, por exemplo.

                                     

                                    Inclusive, o templo real de Nandauwas é cercado por uma grande muralha de sete metros de altura e cinco de largura. Altos palacetes foram erguidos e, entre as ilhas e as construções, os canais rasos funcionam como uma espécie de Veneza, em uma versão tropical.

                                    Foto: Unesco/ Osamu Kataoka/ Divulgação

                                    Apesar de tanto mistério e um passado com muita opressão, a história da cidade perdida de Nan Madol ainda é muito rica. Não à toa, foi considerada uma das maravilhas do mundo antigo e consagrada como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2016.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

                                    Náutica Responde

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                                      Registro raro: lula de mar profundo ataca câmera com tentáculos “acesos”; assista

                                      Filmagem mostra animal sendo atraído por isca presa a uma câmera a mais de mil metros de profundidade no Pacífico Sul

                                      O fundo do mar reserva grandes segredos e desperta muita curiosidade, principalmente a respeito dos animais que lá habitam. Em um momento raro, uma espécie de lula pouco avistada por pesquisadores não só foi registrada, como flagrada em ação: o animal ataca uma câmera com os tentáculos “acesos”, em uma clara tentativa de distrair a “presa” através da bioluminescência.

                                      A espécie de lula-luminescente-de-mar-profundo (Taningia danae) — que pode atingir até 2,3 m de comprimento –, foi filmada “ao norte da passagem de Samoa, no Pacífico Sul, a 1.026 metros de profundidade”, como conta, no vídeo, a pesquisadora Jess Kolbusz, do Centro de Pesquisas de Mar Profundo Minderoo-UWA.

                                       

                                       

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                                      Uma publicação partilhada por @deepseauwa


                                      Kolbusz e uma equipe de pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental (UWA) e da Kelpie Geosciences, do Reino Unido, conseguiram capturar o ataque do animal através de uma câmera em queda livre, a 60 metros por segundo, que carregava consigo uma isca, responsável por atrair a lula.

                                      Foto: UWA / Reprodução

                                      De forma ágil, o animal “abraça” o equipamento com seus tentáculos, e chama atenção por, dois deles, estarem com os “faróis acesos” — recurso conhecido como bioluminescência, utilizada pela espécie tanto para confundir suas presas, quanto para atrair lulas fêmeas para acasalamento. A lula some novamente na escuridão quando percebe que não se trata verdadeiramente de um alimento.


                                      A luz emitida pelo animal se dá graças ao fotóforo, um órgão glandular epidérmico que aparece como áreas luminosas em vários animais marinhos e não-marinhos. Além de serem comumente utilizados para atrair presas e parceiros sexuais, também são úteis na comunicação entre animais de mesma espécie. No caso da lula, o órgão tem tamanho semelhante ao de limões, conforme explicam os pesquisadores.

                                      Agora vocês podem ver claramente os grandes fotóforos nas pontas dos seus dois braços que produzem bioluminescência– disse Kolbusz no vídeo

                                      A lula-luminescente-de-mar-profundo vive em um habitat de difícil acesso, o que torna o registro feitos pelos pesquisadores ainda mais especial. “A maior parte do nosso conhecimento sobre esta grande lula vem de encalhes, quando elas são levadas até a costa ou acidentalmente arrastadas”, disse o professor Alan Jamieson, da UWA, à BBC.

                                      Também podemos examinar lulas retiradas do conteúdo estomacal das baleias. Mas tudo isso não nos diz muito sobre a sua existência cotidiana, e é por isso que é incrível vê-las vivas na profundidade exata em que operam– completou o professor à BBC

                                       

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                                        Gerard Souza contou à NÁUTICA sobre os onze dias de voluntariado intenso nas regiões afetadas pelas enchentes

                                        Por: Redação -

                                        A incapacidade de ficar de braços cruzados enquanto as notícias sobre a tragédia no Rio Grande do Sul (RS) se multiplicavam foi o que fez Gerard Souza largar o conforto do lar, em Brasília, e se unir à equipe de resgate de animais na onda de solidariedade que percorre o território gaúcho.

                                        Conhecido por restaurar a lancha Gilda — que pertenceu ao ex-presidente Juscelino Kubitschek e se tornou uma das mais famosas do Brasil — o empresário carioca uniu conhecimentos náuticos à paixão que tem pelos bichos para ajudar a salvar mais de 150 animais afetados pela calamidade. Na lista de socorridos estavam 111 cachorros, 37 gatos, oito cavalos e outros tantos porcos, perus e galinhas.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        Eu tenho onze cachorros adotados. Quando vi aqueles vídeos de cães e gatos resgatados, comecei a chorar copiosamente. Até que pensei ‘não vou ficar aqui chorando, vou para lá ajudar’– contou, em entrevista à NÁUTICA

                                        A ideia de Gerard, que é um dos mais antigos concessionários da Sea-Doo no Brasil — com a Villa Náutica –, era comprar um jet especificamente para a ação. O primeiro passo que deu foi entrar em contato com uma das concessionárias da Sea-Doo de Santa Catarina, a MegaJet. Ao descobrirem seu propósito, no entanto, os donos do local não hesitaram em ceder a moto aquática e uma carreta de forma totalmente gratuita.

                                         

                                        O que era para ser cinco dias de voluntariado intenso se transformou em onze. O empresário até chegou a voltar para Brasília, mas não aguentou ficar dois dias em casa quando descobriu que as chuvas voltaram a assolar o estado e provocaram mais vítimas. Novamente, decidiu agir.

                                         

                                         

                                        Por dentro dos resgates de animais no RS

                                        Gerard foi um dos muitos voluntários a auxiliar na base de resgates montada na Usina do Gasômetro, antigo ponto turístico de Porto Alegre. De lá saíam os barcos que levavam remédios, comida e água para pessoas ilhadas, bem como os destinados ao resgate de animais no RS. A gama de embarcações era tão diversa que ia de jets modernos a canoas de madeira equipadas com motores dos anos 1990.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        Como é de se imaginar, socorrer os bichinhos não é tarefa fácil. Para chegar até eles foi necessário quebrar muros, estourar tijolos, desviar de inúmeros obstáculos e andar sobre telhados precários. Dedicação e empenho em não deixar nenhuma vida para trás eram características fundamentais para o trabalho, já que, se fugissem, os animais corriam o risco de não serem mais encontrados e ficarem, de vez, à própria sorte.

                                        Levei umas quatro ou cinco mordidas, mas até que foi uma boa média para 111 cachorros resgatados. Estavam todos hipotérmicos, há dias sem comer. Era um cenário de guerra. Nunca imaginei aquilo em 56 anos de vida– relembra

                                        Além da experiência em navegar em condições adversas, Gerard dispunha de uma boa máquina consigo, que o ajudou a arrombar portões e passar por cima de troncos e carros submersos. Pelas redes sociais, elogiou o desempenho do Sea-Doo Explorer, jet que considera “indestrutível”.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        “É perfeito para resgates. O sistema IDF me salvou umas 30 vezes, porque limpa a turbina quando entram detritos — e detrito era o que mais tinha nessas águas. Reboquei barcos com 20 vezes o peso dele”, afirmou.

                                         

                                        Ao lado de dezenas de voluntários naturais de todas as partes do Brasil, o empresário levou o jet para outras cidades. Além de Porto Alegre, atuou em Eldorado do Sul, Vale Verde e Mathias Velho. Por lá, fez amizades embasadas na solidariedade, incluindo com um revendedor da Sea-Doo de Belém, que comprou um jet para ajudar as vítimas do desastre climático.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        O cenário desolador que se desvelava a olhos vistos nas cidades ficou marcado em Gerard. Além dos locais submersos, os voluntários precisavam lidar com as vidas que não conseguiram salvar e com a segurança nas cidades. Por conta de brigas entre facções, algumas só eram acessadas com escolta armada.

                                         

                                        Em contrapartida, o cuidado e carinho com que os animais eram tratados se mostrou um ponto de esperança. Ao chegarem na parte seca da cidade, recebiam os primeiros cuidados médicos, alimentação, mantas e muito chamego.

                                        Foi difícil não trazer uns 30 [animais] para casa. O que me consolava era o exército de voluntários que os recebia– revela

                                        Durante o tempo que passou nas terras gaúchas, Gerard ficou primeiro na casa de um amigo e depois em um hotel sem funcionários, apenas para descansar. “A gente saia às 7h e voltava às 20h, 21h, só para derrubar o corpo”, conta.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        Agora que voltou à tranquilidade do lar, Gerard conta que dá ainda mais valor ao que tem, começando pelo básico do dia a dia. Esse sentimento, somado a tudo o que viu, é o que o faz continuar o trabalho e a fazer um apelo: a ajuda não pode parar. “A gente tem que se solidarizar e doar. Essas pessoas vão precisar de muito tempo de doação para voltar ao mínimo de normalidade”, reforça.

                                        Comunidade náutica unida em solidariedade

                                        Além de muitos voluntários do mundo náutico, como Gerard, muitas iniciativas para levar ajuda ao Rio Grande do Sul surgiram entre as empresas do setor. A Villa Náutica, empreendimento do carioca, receberá doações pelos próximos três meses. “A gente paga o frete e manda para o Rio Grande do Sul”, ele explica. A empresa tem lojas em Brasília, Goiânia e Campinas.

                                        Foto: Arquivo Pessoal

                                        Por sua vez, a NautiSpecial, que desenvolve produtos de limpeza biodegradáveis para barcos, vai doar 20% de todas as vendas realizadas no site para os Velejadores Solidários RS. O estaleiro pernambucano NX Boats colaborou financeiramente com o Instituto Cultural Floresta, que está atuando em várias ações nas enchentes.

                                         

                                        A NTC Company, que tem sede no estado gaúcho, enviou plataformas flutuantes para os afetados na tragédia. Já a Kamell doou mercadorias para a manutenção de embarcações que trabalhavam nos resgates.

                                         

                                        A Yamaha também contribuiu com roupas, motores de popa, óleo para os motores e hélices, além de transportar doações de terceiros. Diversas outras companhias do mercado náutico revelaram à reportagem que desenvolveram ações em prol dos gaúchos, mas preferiram não divulgá-las.

                                        Campanha NÁUTICA + CUFA

                                        O Grupo Náutica também entrou na corrente e uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA) para unir quem ama navegar com quem mais precisa de um barco nesse momento.

                                         

                                        Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

                                         

                                        Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

                                         

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                                          Por: Redação -
                                          23/05/2024

                                          O primeiro catamarã dos Estados Unidos movido a hidrogênio está pronto para ganhar as águas com serviço de balsa. Fruto de um trabalho iniciado cinco anos atrás, a Sea Change, embarcação de 70 pés, recebeu o Certificado de Inspeção (COI) da Guarda Costeira do país, documento que autoriza o início das operações.

                                          Capaz de transportar até 75 pessoas, o catamarã a hidrogênio ficará ao longo de seis meses em um serviço público de ferry boat para pedestres na Baía de San Francisco. A previsão é iniciar a operação em junho, após um evento oficial de lançamento. Passado esse período, deverá seguir para outra rota, dessa vez a longo prazo.

                                          Foto: Instagram @switchmaritime/ Reprodução

                                          A construção da Sea Change começou com a SWITCH Maritime, responsável pelo casco e superestrutura. Depois, a embarcação seguiu para a All American Marine, que instalou células de combustível, tanques de armazenamento de hidrogênio e concluiu os demais pontos necessários.

                                          Como funciona o catamarã a hidrogênio

                                          Para garantir emissão zero, a Sea Change utiliza células de combustível de hidrogênio que alimentam dois motores totalmente elétricos. A forma com que ela funciona marca mais um passo dentro dos esforços focados em ampliar a descarbonização marítima.

                                          Foto: Instagram @switchmaritime/ Reprodução

                                          A promessa é de que o desempenho seja similar ao dos barcos movidos a diesel, já que o catamarã a hidrogênio consegue atingir velocidade de até 15 nós e percorrer distâncias de até 300 milhas náuticas.


                                          O projeto recebeu importante apoio municipal. O Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, iniciativa do estado que trabalha para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, doou US$ 3 milhões para a construção da Sea Change.

                                           

                                          Além disso, o catamarã a hidrogênio obteve a primeira garantia de empréstimo do programa Climate Tech Finance, também da Califórnia, que atua desde 2018 para capacitar novas tecnologias capazes de combater as mudanças climáticas e viabilizar um futuro mais sustentável.

                                           

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                                            Dois wakesurfers profissionais acoplaram um patinete elétrico à moto aquática, que agora consegue acelerar no asfalto

                                            Governo do Rio de Janeiro reduz imposto para fabricantes de embarcações

                                            Vitória para o setor, incentivo fiscal para o setor náutico reduz de 27% para 7% a alíquota do ICMS para venda de barcos

                                            Por: Redação -

                                            O governo do Rio de Janeiro anunciou a redução significativa da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que fabricantes de embarcações de recreio e esporte pagam para comercializar barcos produzidos no estado fluminense.

                                            Considerada mais uma vitória para o setor náutico, a medida altera a alíquota do ICMS para venda de barcos no Estado de 27% para 7%. Publicado na última terça-feira (21) no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, a alteração no imposto já está em vigor.

                                             

                                            O decreto — de Nº 49.098/ 2024 — está embasado na lei complementar Nº 160/2017 e no convênio ICMS Nº 190/2017, em adesão ao incentivo fiscal previsto na legislação do estado de São Paulo.

                                            Para alcançar a garantia do incentivo fiscal aos fabricantes, a Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos) desenvolveu um trabalho técnico e político, fruto de discussões que apontam a relevância da indústria náutica para a economia e geração de empregos — visto que cada barco necessita de “oito postos de trabalho, sendo cinco empregos diretos e três indiretos”, ressalta a Associação.

                                             

                                            Real Powerboats, Lanchas Coral, Benet Boats e Zath Mariner são alguns dos fabricantes de barcos de lazer presentes no Estado.


                                            Outro ponto levantado pela Acobar indica que descontos nas tributações beneficiam o estado que os concede, uma vez que gera, por consequência, aumento nas arrecadações.

                                            Ao renunciar uma parte do imposto, o estado permite que as empresas reduzam seus preços e ganhem competitividade– Acobar, em publicação nas redes sociais

                                            No começo de abril, o governo estadual do Paraná, assim como o Rio, reduziu impostos para o setor náutico, com abrangência tanto para indústria de barcos com fábricas no estado, quanto para as revendas de embarcações que atuam por lá, em mais uma negociação mediada pela Acobar.

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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                                              Testada nas águas de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, modelo ainda chama atenção pela pilotagem a céu aberto

                                              Por: Redação -

                                              A Real 40 Cabriolet, lançada no Rio Boat Show 2023, causou boa impressão logo à primeira vista, por conta do projeto bem-pensado e executado. Para conferir seu desempenho, a equipe de NÁUTICA embarcou na lancha para uma boa navegada pelas águas de Ilhabela. Confira abaixo como foi o teste da Real 40 Cabriolet.

                                              Em atividade desde 1986, o estaleiro Real Powerboats conta com mais de 12 mil barcos na água. Atualmente, de sua sede no Rio de Janeiro saem treze modelos de lanchas, de 22 a 60 pés. Mas Paulo Thadeu, CEO da marca, já apresentou o 3D do projeto da Real 53 Fly, prometido para 2026.

                                               

                                              Novidades à parte, é na faixa dos 40 pés que o estaleiro melhor se posiciona. Prova disso é que, desde o lançamento do primeiro modelo, em 2020, mais de 60 embarcações desse tamanho foram entregues — somando-se as vendas dos modelos Fly, HT e Cabriolet, que dividem o mesmo casco e se diferenciam entre si pelo tipo de teto.

                                               

                                               

                                              Destas, a Real 40 Cabriolet, equipada com capota de lona aberta nas laterais e recolhível na parte da frente — o que resulta em uma generosa circulação de ar pelo cockpit –, leva vantagem sobre as “irmãs”. Somente em 2023 foram 11 unidades vendidas, sendo quatro delas apenas no último trimestre.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              A Real 40 Cabriolet tem uma bela targa, boca larga (3,70 metros), proa lançada em V, cinco opções de motorização (diesel ou a gasolina, de centro-rabeta ou pé de galinha, e versão POD prometida para 2024), cockpit dividido em dois ambientes e uma cabine com pernoite para até seis pessoas. Neste último atributo, vale destacar que é uma das cabines mais altas da categoria, com pé-direito de 2,20 metros.

                                               

                                              Detalhes, enfim, que credenciavam o modelo a ocupar lugar no topo da pirâmide entre as lanchas de 40 pés. Faltava, porém, saber se as expectativas criadas em torno dela se confirmariam na água e aí que o Teste NÁUTICA da Real 40 Cabriolet entra.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Mas, antes de acelerar, o Teste Real 40 Cabriolet te apresenta os mínimos detalhes da lancha — que conta com muitos diferenciais em relação às outras 40 pés do mercado, a começar pela grande área do cockpit, com opções de uso para todo gosto.

                                               

                                              A plataforma de popa é fixa, mas com o benefício de uma extensão móvel, para ser aproveitada como apoio durante as jornadas ao mar. Ao lado dessa plataforma extra molhada há uma escada de quatro degraus, dimensão ideal para ser instalada nessa área.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              O tradicional móvel gourmet tem duas caixas de gelo (aliás, há várias geleiras distribuídas pelo cockpit, outro diferencial deste barco), além de pia com água pressurizada e churrasqueira (com grill elétrico ou, opcionalmente, a carvão), com um grande pega-mão na parte da frente. Embaixo, para embalar o churrasco, há duas caixas de som.

                                               

                                              Neste teste da Real 40 Cabriolet, a unidade utilizada, com grill elétrico, não havia a chave corta-contato e a placa de inox no interior da tampa, dois itens essenciais para cortar a corrente na hora de fechar a churrasqueira, sob o risco de gerar um incêndio. Fica o alerta ao estaleiro.

                                               

                                              A altura do móvel gourmet é a mesma do encosto do sofá da praça de popa, o que, resulta em um efeito visual muito agradável e em uma atmosfera bem equilibrada. Além de agradarem esteticamente, deixando os cômodos mais espaçosos e arejados, esses sofás são firmes e confortáveis.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Como o barco tem muito volume, por conta dos 3,70 m de boca, o projeto reservou duas entradas largas para o cockpit. Este, por sua vez, se divide em duas áreas distintas: a praça de popa, em que há dois sofás um de frente para o outro, paralelos à popa, com uma mesa no meio, o que gera uma interação perfeita entre as pessoas; e convés central, integrado ao posto de comando.

                                               

                                              A praça de popa fica protegida por uma capota, presa à targa, com 1,98 m metro de altura; uma segunda capota, do tipo bímini, se estende até o posto de comando — onde, quando fechada, fica em posição que afeta visão do piloto.

                                              Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                              Ao lado de um dos sofás, a bombordo, há uma geleira com cerca de um metro de profundidade, além de uma lixeira e da caixa com as chaves das baterias e as tomadas de cais; a boreste, um paiol, uma cristaleira e um chuveirinho com água pressurizada. Ainda no convés de popa, embaixo dos bancos, os felizes passageiros contam com caixas de som com de alta fidelidade.

                                               

                                              Por sua vez, o cockpit central tem um sofá em L a bombordo, com mesa de aperitivos triangular (formato que facilita a circulação das pessoas por essa área), e uma minicozinha a boreste, com pia, lixeira, área de apoio, armários para pratos e copos e uma geladeira de gaveta.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Embaixo da mesa, que é removível, há um paiol para a boia circular e o Facho Holmes (dispositivo de iluminação automático para boia salva-vidas). Por meio desse paiol se tem acesso aos tanques de água doce (de 400 litros) e de combustível (cerca de 550 litros).

                                               

                                              Os tanques estão separados por antepara e assim isolados da casa de máquinas, o que é excelente. São dois tanques de combustível (um deles atende também o gerador), mas eles não estão conectados um ao outro, o que seria desejável, mesmo que pelo sistema de gravidade.

                                               

                                              O posto de comando, com assento e encosto duplos, fica dois degraus acima dos demais ambientes. Nesta posição, o timoneiro tem quase a sensação de estar pilotando um barco com flybridge! A visão é de 360 graus, sem nenhum obstáculo. Para isso, contribui o fato de o painel ser baixo e a visão ficar acima do para-brisa.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Para completar essa sensação de conforto, ao contrário do que acontece na maioria das embarcações de lazer, que exigem que o banco seja rebatido e que o comandante pilote em pé, a Real 40 Cabriolet permite navegar totalmente sentado.

                                               

                                              Na unidade testada por NÁUTICA o proprietário optou pela instalação de dois eletrônicos: um Raymarine e um Simrad, que faz integração com os motores. Para melhorar o que já é bom, os comandos estão bem-posicionados, super à mão, e o volante é escamoteável.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              O para-brisa sextavado não tem cantos vivos, o que significa menos risco de lesão caso ocorra um acidente. Se bem que, por sua posição abaixo da linha de visão do piloto, funcione mais como um quebra-vento para o cockpit. Sob o assento do banco do piloto, há um bem-vindo paiol. Mais abaixo, duas caixas de som.

                                               

                                              As únicas ressalvas no posto de comando ficam por conta da identificação da botoeira, que não é fácil de entender, e para a posição do VHF, muito baixa e difícil de operar. Nos dias de tempo e temperatura favoráveis, a pedida é navegar a céu aberto; ou seja, com a capota rebaixada. Se chover ou fizer frio, basta o piloto fechar tudo com a bímini.

                                               

                                              Com até excelentes 2,20 metros de altura, a cabine da Real 40 Cabriolet divide-se em três ambientes, com opção de pernoite para até seis pessoas, sem apertos: duas no camarote de proa (que é fechado, com porta de correr), em cama triangular mais curta; uma na sala central, onde a mesa e o sofá podem ser convertidos em cama; e três no camarote de meia-nau, onde há uma cama de casal e outra de solteiro.

                                              Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                              O pé-direito na entrada do camarote de meia-nau é de quase 2 metros. A cozinha, na sala central, não é grande, mas é completa. Tem até uma adega para quem gosta de degustar um vinho quando não está no comando. O banheiro, com box fechado, ducha embutida e vigia com ventilação, não deixa nada a desejar.

                                               

                                              Em toda cabine há um bom número de janelas e até uma claraboia para a entrada de luz natural. Porém, só há uma vigia com abertura para circulação do ar, além da vigia do banheiro.

                                              Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                              Para o acesso à proa, por uma abertura no para-brisa, a bombordo, o projetista bolou uma escada com degraus grandes que caiu como uma luva nesta lancha. Além de facilitar a passagem, essa pode ser usada como banco, quando o barco estiver em movimento. Para isso, tem até uma geleira do lado.

                                               

                                              A proa é bem alta — valorizando o pé-direito da cabine, especialmente do camarote de proa — e lançada em V, o que faz com que o casco não sofra tanto o impacto das ondas. Com o barco planando, o bico lançado diminui a resistência com a água; em caso de mar agitado, essa característica evita que o casco mergulhe nas ondas.

                                              Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                              O solário tem encosto rebatível com apoios para a cabeça. Na área operacional, há um chuveirinho, que serve tanto para lavar a âncora quanto para refrescar as pessoas que estão tomando banho de sol, nos dias mais quentes.

                                               

                                              Os cunhos estão bem dimensionados, assim como a caixa de âncora, cuja tampa tem duas folhas e abre para os dois lados. Porém, na unidade testada por NÁUTICA, o lançador de âncora saia do trilho e o circuit breaker do guincho estava mal dimensionado para o tamanho do barco, causando desligamentos.


                                              A entrada na casa de máquinas é feita por meio da abertura de uma tampa no cockpit, sob a mesa da praça de popa. O espaço lá dentro é adequado para as manutenções tanto dos motores quanto do gerador (Cummins Onan de 4 Kva) e das instalações hidráulica e elétrica. E ainda há outros dois pontos de acesso aos motores, um lateral e outro traseiro.

                                               

                                              O revestimento termoacústico promove isolamento de temperaturas e ruídos. Mas na unidade testada por NÁUTICA esse revestimento se concentrava apenas no teto, não se estendendo para as anteparas e laterais do casco, como seria desejável.

                                              Navegação da Real 40 Cabriolet

                                              No teste da Real 40 Cabriolet no mar, realizado em Ilhabela, ora no Canal de São Sebastião, ora em águas abertas na região de Borrifos e Sepituba, em um total de 23 milhas navegadas, o barco estava equipado com dois motores Mercury, a diesel, de 350 hp cada, com rabetas Bravo 3 e hélices de 23 polegadas. Mas o estaleiro oferece cinco opções de motorização, entre gasolina e diesel.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Em um dia de mar liso, com vento sul de 8 nós, a lancha se mostrou bastante ágil e estável, tanto na reta quanto nas curvas, navegando como se estivesse em um trilho.

                                               

                                              Para testar sua capacidade de amortecimento, passamos pelas marolas produzidas por ela mesma, contra e a favor do sentido de propagação delas. E a Cabriolet passou com muita suavidade. Mérito de um casco que tem o DNA da Real Powerboats, famosa por produzir barcos com bom desempenho mesmo em mares ruins.

                                               

                                              Com 11 a 12 nós, já se forma a esteira. Um pouquinho mais de manetes, e já estamos em planeio. A proa quase não levanta. De tão leve, a sensação durante o teste da Real 40 Cabriolet foi de estar pilotando uma lancha bem menor, na faixa dos 27 ou 28 pés.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              É preciso até ficar esperto durante as manobras de tão fácil que o barco responde quando se atua no volante da direção hidráulica. E olha que a Real 40 Cabriolet carregada, com motores e todos os acessórios, pesa 10,7 toneladas.

                                               

                                              Com três pessoas a bordo, tanques quase a 50%, chegou à marca de 36,8 nós de velocidade máxima. No arranque, demonstrou ter a aceleração adequada para seu porte e proposta, com bom equilíbrio do conjunto, precisando de 11,6 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós.

                                               

                                              A posição de pilotagem é segura e muito confortável. Apesar de passar o tempo todo sentado, o comandante não sente dificuldade alguma para observar a proa durante a navegação. Vale lembrar que o casco tem um quê a mais: uma elevação no fundo, que o estaleiro batizou de Hydrolift System, que atua de forma semelhante a uma suspensão automotiva, absorvendo o impacto das ondulações e, consequentemente, deixando a lancha mais estável.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Além disso, segundo o estaleiro, o Hydrolift permite que se construam cascos até 35% mais largos, sem a necessidade da colocação de motores mais potentes. Não foi à toa que a linha de 40 pés da Real caiu no gosto dos compradores.

                                              Saiba tudo sobre a Real 40 Cabriolet

                                              Pontos altos

                                              • Excelente navegação e posição de pilotagem;
                                              • Cockpit bem-bolado;
                                              • Altura na cabine e pernoite para até seis pessoas;

                                              Pontos baixos

                                              • Número de vigias de ventilação na cabine;
                                              • Revestimento termoacústico não envolve as laterais da casa de máquinas;
                                              • Taques de combustível não conectados.

                                              Características técnicas

                                              • Comprimento: 12,31 metros;
                                              • Comprimento na linha d’água: 9,89 metros;
                                              • Boca: 3,30 metros;
                                              • Ângulo V na popa: 19 graus;
                                              • Capacidade (dia): 16 pessoas;
                                              • Capacidade (noite): 6 pessoas;
                                              • Altura na cabine: 2,20 metros;
                                              • Tanque de água: 400 litros;
                                              • Tanques de combustível: 700 litros;
                                              • Peso com motores: 10.700 kg;
                                              • Motorização: centro-rabeta;
                                              • Potência: 2 x 270 a 400 hp;

                                              Náutica Responde

                                              Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                22/05/2024

                                                Que tal curtir as belezas naturais do Caribe de forma tão natural quanto se vem ao mundo? Essa é a proposta da Bare Necessities Tour & Travel, empresa dos Estados Unidos que quer levar seus clientes para conhecerem as águas caribenhas em um cruzeiro nudista batizado de “Big Nude Boat” (Grande Barco Nu, na tradução para o português).

                                                Mas se engana quem pensa que a ideia de uma viagem sem roupas é bagunça: a proposta naturista de itinerário tem suas normas de convivência. Por exemplo, todo hóspede do cruzeiro nudista deve sentar-se sempre sobre uma toalha, caso esteja em uma área comum do navio.

                                                Foto: Bare Necessities Tour & Travel / Divulgação

                                                Planejado para acontecer em 2025, o Big Nude Boat é só mais uma das propostas da Bare Necessities Tour & Travel, que há mais de 30 anos atua em projetos que tornem “as férias com uso opcional de roupas viável e aceitável para todos”.

                                                 

                                                Nos últimos anos, a empresa tem investido em cruzeiros nudistas. Inclusive, o passeio pelo Caribe acontecerá a bordo do Norwegian Pearl, embarcação da Norwegian Cruise Line com capacidade para nada menos que 2,3 mil passageiros.

                                                Foto: Instagram @cruisebare / Reprodução

                                                O navio dispõe de 16 opções de restaurantes elegantes, 14 bares e salões com atividades temáticas — como festas voltadas às décadas de 50 e 60 — cassino, spa, e, claro, cabines devidamente espaçosas.

                                                Foto: Instagram @cruisebare / Reprodução

                                                As mais luxuosas acomodações são as da categoria The Heaven (O Céu, em tradução para o português), divididas em seis layouts diferentes, todos no topo do navio. Na principal delas, a The Haven Garden Villa, 395 m² acomodam até oito pessoas, que podem desfrutar de uma varanda de 155 m².

                                                 

                                                O ambiente conta com três quartos separados, cada um deles com uma com cama king ou queen e banheiro luxuoso. Há ainda salas de estar e jantar e um jardim privativo, além de serviços de mordomo e concierge.


                                                Para embarcar nessa roteiro sem trajes é preciso desembolsar, no mínimo, US$ 2 mil (R$ 10,3 mil convertidos em maio de 2024). Já se a ideia for passar os dias do cruzeiro nudista na The Haven Garden Villa, esse número sobe consideravelmente, chegando na casa dos US$ 33,1 mil (R$ 170,6 mil). Mas o roteiro — e a experiência — prometem valer o investimento.

                                                Foto: Instagram @cruisebare / Reprodução

                                                Como será o cruzeiro nudista

                                                O cruzeiro sem roupa terá 11 dias de viagem, no total, partindo de Miami, na Flórida. O destino final do itinerário nudista é o Caribe, e o navio passará por locais paradisíacos como Bahamas, Puerto Rico, St. Martin, Dominica, Martinica e St.Lucia

                                                Ilha privativa Great Stirrup Cay. Foto: Bare Necessities Tour & Travel / Divulgação

                                                Uma das paradas mais esperadas é a da ilha privativa Great Stirrup Cay, nas Bahamas, que pertence a Norwegian Cruise Line. Por lá, os hóspedes poderão nadar com golfinhos, mergulhar de snorkel com peixes exóticos, praticar tirolesa ou apenas aproveitar um passeio pela praia de areia branca.

                                                llha de Catries, em St. Lucia. Foto: Bare Necessities Tour & Travel / Divulgação

                                                A Ilha de Catries, em St. Lucia, também promete reservar grandes paisagens aos viajantes. Isso porque o local é uma “meca” dos entusiastas do ar livre, já que conta com belíssimos recifes de corais e florestas tropicais muito preservadas. A ilha ainda abriga a única cratera vulcânica drive-in do mundo, um jardim botânico e passeios pelas Cataratas Diamond.

                                                Regras de convivência do cruzeiro nudista

                                                Apesar de os passageiros poderem ficar a maior parte do cruzeiro nudista completamente sem roupas, existem regras rígidas de convivência — que, se forem quebradas, podem culminar em uma expulsão da embarcação.

                                                 

                                                Isso porque um dos principais valores da empresa passa pelo fato de que nudismo não tem relação com sexo.

                                                A nudez social não é uma atividade sexual, e nos esforçamos para dissipar o equívoco de que é tudo, menos natural e bonito– reforça a Bare Necessities

                                                Foto: Norwegian Cruise Line / Divulgação

                                                Dessa forma, para que o Big Nude Boat — assim como outros cruzeiros da Bare — alcance a sua proposta, algumas regras rígidas de convivência são aplicadas aos hóspedes da embarcação. Confira a seguir.

                                                • É permitido ficar nu somente dentro do navio, nos passeios é preciso estar vestido;
                                                • Se o navio estiver atracado em algum porto, é preciso usar roupas mesmo dentro da embarcação, incluindo a varanda as cabines. Os passageiros sempre são avisados quando puderem voltar a ficar nus;
                                                • Uso de lingeries e acessórios de fetiche são proibidos;
                                                • Alguns ambientes destinados a refeições dentro do navio exigem o uso de roupas que cubram os seios e as genitálias;
                                                • Sempre que um viajante estiver nu deverá se sentar em cima de uma toalha;
                                                • Fotos são permitidas desde que haja consentimento, mas existem algumas áreas em que os cliques são vetados;
                                                • Acariciar ou tocar inapropriadamente partes íntimas, do próprio corpo ou do de outra pessoa, não é permitido.

                                                Vale destacar que o cruzeiro é reservado para pessoas com mais de 21 anos, e os funcionários da embarcação não ficam nus.

                                                 

                                                A Bare Necessities Tour & Travel reforça que oferece a seus clientes o luxo de decidir o que não vestir. E você, se anima a fazer uma viagem levando quase nenhuma roupa na bagagem?

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                  A 51ª edição da maior competição de vela oceânica da América Latina promete ser inesquecível para os amantes do mar. Além do nome de peso de Scheidt, as regatas na Capital da Vela terão uma homenagem especial aos atletas olímpicos da modalidade — o esporte soma 19 medalhas nos Jogos e é um dos mais vitoriosos do país. As regatas ainda devem reunir mais de 100 barcos e 900 velejadores pelas águas da ilha.

                                                  Foto: Fred Hoffmann / SIVI/ Divulgação

                                                  Morador de Ilhabela desde o final de 2023, Robert Scheidt participa da SIVI desde 1982, quando navegava de Optimist na Semana de Monotipos, em um barquinho de madeira. O atleta venceu em duas oportunidades a bordo de barcos grandes: 2011 com o HPE-25 Atrevido e 2022 com o C-30 Caballo Loco.

                                                   

                                                  Nesta temporada, Scheidt já correu a Copa Mitsubishi e deve estar na lista de presença do evento náutico. Apesar de ainda não ter definido em qual barco vai correr o campeonato, uma coisa é certa: o velejador olímpico estará prestigiando a competição e as ações da regata, como o Vela do Amanhã e o Desfile dos Barcos.

                                                  Não é só a parte de água, tem muitas atividades dentro e fora do clube. É diferente da Europa, lá eles terminam as regatas e vão para casa. Aqui temos grandes eventos, uma programação extensa– destacou Robert Scheidt sobre a SIVI

                                                  O velejador ressaltou ainda que a SIVI é “um evento bem organizado num local privilegiado para se velejar. No inverno brasileiro temos condições maravilhosas, com vento na Ponta das Canas ou no Canal. Aqui tem uma quantidade enorme de barcos participando, que dão a chance para velejadores se testarem uns contra os outros. Tem gente de todas as idades”.


                                                  O diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela, Demian Pons, comemorou a escolha de Robert Scheidt que, na avaliação dele, não é apenas um nome reconhecido no mundo da vela, mas, sim, uma “lenda viva”.

                                                  Ao selecionar Scheidt como embaixador da SIVI buscamos não apenas alguém com um currículo impressionante, mas também alguém que personificasse os valores de excelência, paixão e dedicação que este evento representa– Demian Pons, sobre a escolha de Scheidt

                                                  Maior medalhista da história olímpica do Brasil, Robert Scheidt soma cinco pódios na competição: duas medalhas de ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004), duas de prata (Sydney 2000 e Pequim 2008) e uma de bronze (Londres 2012).

                                                  A vela está no meu sangue! Depois de Atlanta 1996, será a primeira olimpíada que não vou participar. É uma sensação estranha, mas eu nunca tive tão relaxado, tão calmo… Fica a torcida para a Equipe Brasileira de Vela– declara Robert Scheidt 

                                                  Neste ano, Robert Scheidt receberá uma biografia intitulada “Robert Scheidt – O Amigo do Vento”. Escrita pelo jornalista Rafael De Marco, a história narra a jornada do velejador que começou a contar as primeiras milhas ainda aos 9 anos em 396 páginas, e está prevista para ser lançada no início de junho.

                                                  Inscrições para a 51ª edição SIVI

                                                  As inscrições para a 51ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela — que acontece de 20 a 27 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI) — foram abertas em maio por meio do site oficial da competição. A regata terá barcos das classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruiser, C-30, Clássicos e VPRS.

                                                   

                                                  O acesso ao sistema de inscrições estará disponível até o dia 19 de julho, sendo que o valor da taxa de inscrição do veleiro será definido no momento do cadastro.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    Em eleição realizada na última segunda-feira (13), o medalhista olímpico Marcos Soares foi nomeado o novo comodoro

                                                    Na última segunda-feira (13), o Iate Clube Armação de Búzios (ICAB) elegeu sua nova comodoria, que assumirá o clube no biênio 2024-2025. Liderada pelo medalhista olímpico Marcos Soares, eleito novo comodoro, a nova gestão ainda conta com Marcelo Conde como vice.

                                                    A comodoria ainda tem Ricardo Carvalho na função administrativa/financeira, Pierre Joullié responsável pela parte esportiva e Peter Eduardo Siemsem com a presidência do Conselho. Assim, os planos do novo mandato já começam a ser implementados no ICAB.

                                                    Foto: Instagram @icab.buzios/ Reprodução

                                                    Segundo o comodoro da ICAB, sua nova gestão terá três pilares principais: a inclusão da vela de oceano e de outras modalidades; se tornar um ponto de apoio e de treinamento para velejadores nacionais e internacionais; e fortalecer os profissionais locais da vela e buscar novos talentos.

                                                     

                                                    Além disso, o medalhista olímpico pretende continuar estimulando o desenvolvimento da vela de alto desempenho. O novo comodoro eleito ainda contou que deseja fortalecer Búzios como um potencial destino náutico e comentou os planos da gestão.

                                                     

                                                    “Fechamos uma parceria com a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), representante oficial da vela esportiva do Brasil nos âmbitos nacional e internacional, para que o ICAB se torne um Centro de Treinamento Olímpico e vamos ampliar essa iniciativa para diversos clubes de vela, de forma a oferecer a estrutura do ICAB e promover intercâmbio entre velejadores”, disse Marcos Soares.

                                                    Marcelo Conde, vice-comodoro, destaca que o clube pretende retomar a Búzios Sailing Week, e garantiu mais uma edição da categoria Optimist no ICAB, já em junho.

                                                    Foto: Instagram @icab.buzios/ Reprodução

                                                    Com ventos constantes, Búzios oferece ótimas condições para a prática da vela, além de possuir águas cristalinas e excelente infraestrutura aos velejadores. O clube foi pioneiro em sediar eventos internacionais, como o Laport Match Race (1987), Mundial Feminino da IYRU (1988) e os Mundiais da Juventude da World Sailing de 2009 e 2023.

                                                    Confira a nova gestão do Iate Clube de Búzios

                                                    Comodoria

                                                    • Comodoro – Marcos Soares
                                                    • Vice Comodoro – Marcelo Conde
                                                    • Contra -Comodoro Administrativo Financeiro – Ricardo Carvalho
                                                    • Contra-Comodoro Desportivo – Pierre Joullie

                                                    Conselho Fiscal

                                                    • Nelson Vachiano
                                                    • Otto Wagner
                                                    • Claudio Pirani

                                                    Suplentes:

                                                    • Humberto Correa
                                                    • Bart Alexander Brower

                                                    Comissão de admissão

                                                    • Selmo Nissembaum
                                                    • Elizabeth Siemsem
                                                    • Eduardo Paula Machado

                                                    Suplentes:

                                                    • Carlos Mário Almeida .
                                                    • Paulo Zavataro.

                                                     

                                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                     

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                                                      Por: Redação -

                                                      Estar cara a cara com uma baleia é uma experiência tão única que é capaz de marcar para sempre uma vida. Isso quem diz é o premiado documentarista de natureza Cristian Dimitrius, 49, que viveu momentos emocionantes ao capturar o primeiro vídeo subaquático de uma baleia-sei da história.

                                                      Desaparecida dos mares gelados da Patagônia argentina por conta da caça, a espécie — terceiro maior cetáceo do mundo, capaz de chegar a 20 metros de comprimento — quase entrou em extinção. Esse tipo de baleia deixou de ser vista há cerca de 100 anos — o que torna o registro de Cristian ainda mais especial.

                                                      “Não dá pra descrever em palavras o que se sente ao olhar nos olhos de uma baleia”, escreveu Cristian em post no Instagram. Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                                                      Mestre no que faz, o mineiro recebeu o Emmy 2013 na categoria “Melhor Direção Fotográfica em Documentários” e fez diversos trabalhos para canais como NatGeo, BBC, Apple TV e TV Globo — onde apresentou um quadro no antigo Domingão do Faustão. Mas nem esse currículo de peso o livrou dos dois ingredientes primordiais para gravar a baleia-sei: disciplina e, acima de tudo, perseverança.

                                                       

                                                      Ariscas e extremamente rápidas, as baleias-sei não são afáveis a qualquer tipo de contato humano e costumam fugir apressadas — exceto uma, definida por Cristian como “baleia amiga”.

                                                       

                                                      Até encontrá-la, porém, o documentarista viveu nada menos do que dez dias de ininterruptas tentativas. Sempre que o animal se aproximava, ele mergulhava, apenas para voltar à superfície com uma bagagem de frustração.

                                                       

                                                      Quando a sorte virou, nem toda a beleza das imagens foi capaz de representar a magnitude e grandiosidade do momento de estar ao lado da rara baleia-sei.

                                                      Ela parou na minha frente para ficar comigo. A gente sente uma conexão muito forte, é algo indescritível, não dá para definir em palavras. É um privilégio estar com um animal tão único– afirmou, em entrevista à NÁUTICA

                                                      Único e raro. Caçada até quase a extinção no hemisfério Sul, a espécie tem voltado a reaparecer nesses lugares devido a medidas de proteção implementadas ao redor do globo.

                                                       

                                                      A sensibilidade de saber que estava lidando com uma espécie ainda ameaçada e amedrontada por natureza rendeu a Cristian instantes ímpares, em que não só conseguiu brincar com ela e fazer o primeiro vídeo subaquático, como também registrar a primeira selfie com o animal.

                                                      Foto: Instagram @cdimitrius/ Reprodução

                                                      Em busca da baleia-sei amiga

                                                      O registro aconteceu durante expedição pela Patagônia argentina, em projeto financiado pela ONG Pristine Seas, da National Geographic. A organização atua na proteção dos oceanos e tem como objetivo promover áreas de conservação marinha ao redor do mundo.

                                                       

                                                      Convidado para fazer parte da expedição, Cristian não pensou duas vezes e embarcou com um conjunto de pesquisadores, responsáveis por rastrear as baleias-sei. “Durante essa época do ano, elas ficam próximas a Comodoro e migram para o norte, incluindo o Brasil, mas preferem as águas abertas [do oceano]. Você nunca sabe onde estão”, explica.

                                                      Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                                                      Além do desafio de encontrá-las próximo à costa, a equipe precisava tomar o máximo de cuidado para não assustá-las. Ao verem o borrifo de água característico do animal, o barco se aproximava a uma distância segura e Cristian pulava na água — em mergulho livre ou com cilindro — para tentar as filmagens. Esse processo foi repetido exaustivamente, com o acréscimo da dificuldade de enxergar em meio à água turva.

                                                       

                                                      A própria natureza das baleias-sei não contribuía com o propósito: capaz de transitar a até 50 km/h, a espécie recebeu o título de uma das mais rápidas do mundo — motivo pelo qual foi equiparada a um “fantasma debaixo d’água” por Cristian, capturado, inicialmente, apenas em fragmentos.

                                                      “O Fantasma se revela aos poucos, de forma muito sutil, apenas nuances”, descreveu o documentarista pelo Instagram. Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                                                      “Fazer essa imagem era quase impossível com as condições ali, mas era preciso desvendar como quebrar o código. Entender a baleia, tentar outros jeitos, até unir todas as variáveis e ter a sorte de uma deixar você se aproximar”, aponta.

                                                       

                                                      Quando a “baleia amiga” apareceu para abrir as portas de seu universo ao documentarista, todo o esforço foi recompensado. Exibidas em diversos portais de notícias, as imagens já rodaram por vários países e seguem encantando quem as observa.

                                                      Só de ter essa única oportunidade, valeu a pena toda a frustração acumulada em dez dias. É como escalar uma montanha: durante o caminho não é fácil, mas a hora que você chega lá e tem aqueles poucos segundos no cume, valeu toda a preparação– destaca

                                                      Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                                                      A expectativa é de que as filmagens da baleia-sei componham uma peça promocional para incentivar o aumento de áreas de conservação e angariar o apoio de autoridades, políticos e populações, jogando, assim, os holofotes sobre a importância da preservação.


                                                      Diante de uma vida dedicada a capturar os espetáculos da natureza, Cristian é só gratidão. “É um verdadeiro privilégio viver próximo à natureza. Sempre aprendo muito e volto uma pessoa diferente”, conclui.

                                                      Foto: Instagram @cdimitrius/ Reprodução

                                                       

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                                                        Segunda edição do evento está ainda maior, com mais expositores e em formato de circuito 360º sobre a terra e as águas

                                                        Por: Redação -

                                                        A segunda edição do Marina Itajaí Boat Show vem aí e os interessados em conferir todas as novidades apresentadas no maior evento náutico do sul do Brasil já podem garantir seus ingressos. A venda dos bilhetes está disponível pelo site oficial da Ticket 360.

                                                        Marcado para acontecer de 4 a 7 de julho, o salão será ainda maior do que o apresentado no ano passado. O público poderá conferir ainda mais expositores e uma gama completa de produtos e serviços.

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        Estreando o formato de circuito 360º, o salão permite aos visitantes um verdadeiro passeio, por terra e sobre as águas, por todos os espaços do Marina Itajaí Boat Show 2024.

                                                         

                                                        Outra novidade é que, além das embarcações, o shopping náutico será flutuante, apresentando inovações e acessórios, para completar a experiência na área externa do evento.

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        Garantia de entretenimento e lazer para toda a família, o salão também oferecerá uma ampla praça de alimentação com diversidade gastronômica e possibilidade de chegada por terra ou ar — como for mais cômodo para o visitante.


                                                        Como adquirir os ingressos

                                                        No site oficial de ingressos, basta escolher o dia escolhido para visitar o evento e selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são cartão de crédito e pix.

                                                         

                                                        No primeiro lote (válido para compras até 26 de maio), o preço do ingresso para o Marina Itajaí Boat Show 2024 sai por R$ 40, mais taxas de serviço. Idosos e pessoas com deficiência (PcDs) têm direito à meia-entrada, por R$ 20 (mais taxas).

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        Há ainda a possibilidade de comprar as entradas sem acréscimo de taxa pela bilheteria virtual da Marina Itajaí. Nesse caso, basta que o interessado esteja presencialmente no local — ou a um raio máximo de 150 metros de distância — e adquira os ingressos pelo aplicativo da Ticket 360.

                                                        Marina Itajaí Boat Show 2024

                                                        O Marina Itajaí Boat Show 2024 vai reunir lazer e negócios à beira-mar, além de trazer as principais novidades em embarcações, produtos, acessórios, serviços no shopping náutico e opções de entretenimento para toda a família.

                                                         

                                                        Anote aí!

                                                        Quando: De 4 a 7 de julho de 2024
                                                        Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                                        Horário: Quinta e sexta-feira das 13h às 21h; sábado e domingo das 11h às 21h
                                                        Mais informações: site do evento
                                                        Ingressos: site oficial de vendas

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Lagoon World Escapade foi realizado simultaneamente em vários destinos. Brasil teve rally, competição de canoagem e música ao vivo

                                                          A celebração mundial dos 40 anos da Lagoon ocorreu simultaneamente em diversos destinos do mundo e teve sua edição brasileira organizada pelo Grupo Sailing, no Rio de Janeiro. Chamado de Lagoon World Escapade, o evento contou com a participação de 13 catamarãs da marca, que desfilaram em Paraty nos dias 17, 18 e 19 de maio.

                                                          O evento comemorativo global teve flotilhas que partiam desde o Mediterrâneo até o Caribe. No Brasil, a programação começou na sexta-feira (17), com um aquecimento no centro histórico de Paraty, marcado por drinques de boas-vindas e muita conversa entre os proprietários de Lagoon.

                                                          Foto: Grupo Sailing/ Divulgação

                                                          O segundo dia de Lagoon World Escapade foi de rally. Os catamarãs partiram em flotilha da base da BYC (Brasil Yacht Charter), na BR Marinas de Paraty, rumo ao Saco do Mamanguá — conhecido como um destino dos sonhos para navegadores e amantes do mar.

                                                          Depois de atracar, os convidados do evento da Lagoon aproveitaram a festa, com bebidas e músicas ao vivo, além de uma competição acirrada de canoagem. A disputa envolveu seis times e contou até com a participação do ator Raul Gazolla.

                                                          O terceiro dia do evento festivo teve atividades de bem-estar, incluindo uma sessão de yoga e uma trilha guiada pelo Saco do Mongaguá, em Paraty.

                                                           

                                                           

                                                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                           

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                                                            Classificada pelo governo do Rio Grande do Sul como “a maior catástrofe climática” da história do estado, as enchentes que atingiram o território gaúcho entre o final de abril e o começo de maio seguem impactando a população local. Para ajudar quem mais precisa neste momento, o Grupo Náutica uniu forças com a Central Única das Favelas (CUFA). A ideia é fazer a ponte entre quem ama navegar e quem mais precisa de um barco para receber doações.

                                                            O apelo da campanha é facilitar que mais integrantes da comunidade náutica contribuam com a população gaúcha. Por isso, lembramos que barcos de pequeno porte têm sido fundamentais neste momento. Sua embarcação pode ajudar a levar mantimentos, principalmente, para as cidades que continuam ilhadas.

                                                            Foto: Instagram @cufars / Reprodução

                                                            Como sua embarcação pode ajudar

                                                            Caso você tenha um barco pequeno, ou conheça alguém que possua um e gostaria de ajudar, entre em contato com a CUFA pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 95958-2933.

                                                            Outras formas de contribuir

                                                            Além da ajuda com embarcações, todos podem contribuir de qualquer lugar e com qualquer valor via PIX, através da chave [email protected]. O dinheiro arrecadado pela instituição é destinado a compra de itens essenciais, como mantimentos, água, produtos de higiene e colchões, por exemplo.

                                                            Foto: Instagram @cufars / Reprodução

                                                            No site oficial da CUFA ainda é possível encontrar o ponto de coleta mais próximo e fazer a diferença diretamente no dia a dia dessas pessoas.


                                                            A CUFA é uma organização não governamental brasileira fundada em 1999, reconhecida nacional e internacionalmente nos âmbitos político, social, esportivo e cultural. Originalmente criada por jovens negros da favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, hoje a entidade está presente em todos os estados brasileiros e em outros 15 países, realizando importantes trabalhos sociais para pessoas em vulnerabilidade social.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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