Nada de bingo! Aos 81 anos, velejadora aposentada bate recordes navegando sozinha

23/02/2024

Há maneiras e maneiras de se aproveitar a aposentadoria. Tem quem prefira descansar no sossego de casa ou jogar no bingo toda semana. E tem a Jeanne Socrates, velejadora aposentada que, aos 75 anos de idade, deu a volta ao mundo navegando num veleiro, completamente sozinha.

Essa senhora, que é mãe e avó, conseguiu a façanha sem parar em lugar nenhum. Assim, entrou para o Livro dos Recordes como a mulher mais longeva a velejar em solitário ao redor do globo — e repito, sem nenhuma escala. Como se fosse pouco, a imparável Jeanne foi em busca de mais.

Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Inclusive, até o momento em que esta matéria foi publicada, a velejadora aposentada está em mais uma missão solo, que iniciou em maio de 2023 e não tem data para terminar. Dessa vez, o plano é navegar no Oceano Pacífico a partir do México — com várias paradas em ilhas — a caminho da Nova Zelândia e Austrália (confira aqui onde ela está neste exato momento).

Trajeto de uma das viagens de Jeanne Socrates. Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Foi nessa viagem — e sua quinta volta ao mundo em um veleiro — que a experiente colecionadora de recordes comemorou seu 81º aniversário. E, caso tenha se perguntado se a velejadora aposentada tem capacidade para cumprir essa missão solitária várias vezes, a resposta dela é inspiradora e conclusiva.

A vida é muito preciosa e tento aproveitá-la ao máximo. Estou relativamente em boa forma. O bastante para sentar no barco e seguir velejando– Jeanne Socrates

Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Mas dessa vez, a idosa encontrou um problema inédito para navegar: o peso. Por se tratar de uma viagem sem escalas, o veleiro foi preparado para um cruzeiro e, logo, a embarcação teve que ficar mais leve. Apenas nessa etapa que a mulher precisou de ajuda de amigos para armazenar todos os equipamentos úteis.

Perseguidora de recordes

Se na atual navegação Jeanne está bem mais tranquila e sem pressa, não pode se dizer o mesmo das viagens ao redor do mundo feitas por ela anteriormente. Na primeira, por exemplo, tornou-se a mulher mais velha a circum-navegar sozinha e sem escalas.

Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Na segunda, a velejadora aposentada superou seu próprio recorde num nível ainda mais difícil: contornou os cinco principais cabos do globo terrestre. Essa verdadeira aventura de navegar sem parar durou quase um ano — 340 dias, para ser mais exato.

 

Assim, só falta um recorde para Jeanne e seu veleiro quebrarem: de pessoa mais idosa a contornar o planeta navegando sozinha. Essa proeza pertence ao australiano Bill Hatfield, que realizou essa viagem ao redor do mundo aos 81 anos — mesma idade de Jeanne agora.

Como tudo começou?

Jeanne Socrates é a prova que nunca é tarde demais. Afinal, a mulher só começou a velejar aos 50 anos de idade e já aposentada — mas foi amor à primeira vista. Na época, ela e seu marido George, hoje falecido, decidiram comprar um pequeno veleiro de 39 pés (12 metros).

Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Batizado de “Nereida”, foi nessa humilde embarcação que os dois começaram a viajar, até o marido falecer em 2003, vítima de câncer. Foi neste momento que Jeanne decidiu que queria passar o resto da vida navegando, e desde então, segue com o mesmo barco desbravando o mundo.

Mentalmente, aos 80 anos, você não se torna uma pessoa diferente do que era aos 30 ou 50 anos. A cabeça nunca envelhece. Então se você tem saúde, por que não ir em frente?– Jeanne Socrates

Segundo ela, a decisão foi um grande acerto. Nessas aventuras, a velejadora nadou com baleias e seus filhotes, tornou uma “resolvedora de problemas” dentro dos barcos, ganhou resiliência e carrega um otimismo invejável.

Registro de Jeanne Socrates durante viagem. Foto: SVNereida/ Jeanne Socrates/ Divulgação

Tento sempre pensar de forma positiva. Se estou no mar, no meio de uma tempestade, por exemplo, penso que é uma simples questão de esperar o tempo melhorar– Jeanne Socrates

Por fim, a velejadora aposentada recorda que, apesar de estar há tanto tempo navegando sozinha, sempre há algo novo para descobrir nessa experiência “fascinante”, como ela mesma descreve.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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    Solara Boat House fará sua estreia nas águas durante o Rio Boat Show 2024

    As casas flutuantes já são tendência no exterior, e têm ganhado cada vez mais adeptos — seja por economia ou lifestyle. No Brasil, esse formato ainda não é tão comum, porém, a recém-lançada Solara Boat House tem tudo para mudar esse cenário. Agora, a embarcação está prestes a fazer sua estreia de gala nas águas do Rio Boat Show 2024.

    Segundo a marca, o modelo é o primeiro desse tipo fabricado no Brasil. Ele estará em seu habitat natural em um cenário que não podia ser mais icônico: as águas da Marina da Glória, no Rio de Janeiro — de quebra, durante o evento náutico mais charmoso da América Latina, que acontece de 28 de abril a 5 de maio.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    Além da Boat House, toda a linha do estaleiro — entre lanchas e pontoons  — completarão a participação da Solara no Rio Boat Show 2024. A marca promete ainda apresentar em primeira-mão outros três lançamentos durante o evento, ainda mantidos como surpresa.

    Já participei de vários eventos de barco, mas igual ao Boat Show não tem– Celso Antunes, dealer oficial da Solara

    Entre os barcos do estaleiro gaúcho atracados na Marina da Glória estão a Solara 38 Bowrider, a Solara 350 GT, 410 HT, 500 Fly e os pontoons Double Deck e Targa, todos disponíveis para teste drive. Conheça, a seguir, mais detalhes de todos os modelos da Solara no Rio Boat Show 2024.

    Barcos da Solara no Rio Boat Show 2024

    Solara Boat House

    Lançada durante o São Paulo Boat Show 2023, a Solara Boat House é como o próprio nome sugere: uma casa completa sobre as águas. A embarcação dispõe de dois quartos, sala, cozinha, banheiro, varanda e até terraço. São, ao todo, 44 m² na parte inferior e 30 m² na superior — onde está um lounge, para lazer e conforto.

     

     

    Com 35 pés, boca de 4,12 m e capacidade para 12 pessoas, a Solara Boat House, que tem como base os pontoons da marca, tem espaço para instalação de TVs, fogão, geladeira, micro-ondas e até máquina de lavar roupas. A embarcação pode ainda ser equipada com placas solares, para gerar energia de forma mais sustentável.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    Com motorização de deslocamento a partir de 60 hp, a casa flutuante da Solara é ideal para paradas em píeres e praias.

    Solara 500 Fly

    Maior embarcação da Solara no Rio Boat Show 2024, a Solara 500 Fly tem 15,10 m de comprimento e 4,5 m de boca. Com dois motores Volvo Penta centro-rabeta de 400 a 440 hp (diesel), a embarcação potente leva até 16 pessoas em passeios diurnos, sendo que 6 delas podem permanecer no barco para aproveitar o pernoite.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    Sua cabine pode ser configurada de duas maneiras: com três camarotes ou dois camarotes e uma sala, sendo que, nas duas opções, a lancha contará com dois banheiros equipados com box. Além da facilidade em pilotar, o cockpit oferece, junto ao salão, um ambiente amplo e agradável tanto para o piloto quanto aos seus passageiros, integrando-se à praça de popa.

    Solara 410 HT

    Com espaço para 14 pessoas e pernoite para 6 em seus 12,5 m, a Solara 410 HT possui uma grande cama no camarote à meia-nau, que se destaca pela ampla janela na cabeceira. Outro destaque vai para o teto solar elétrico, que além de charmoso, traz praticidade ao barco.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    No cockpit fica um posto de comando suspenso,  junto ao salão, um ambiente amplo e agradável tanto para o piloto quanto aos seus passageiros. A sala de cabine possui um ambiente prático e confortável, ideal para assistir TV com mais privacidade. O espaço faz total integração com o cockpit, que também dispõe de amplos sofás e cozinha gourmet completa.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    Quanto a motorização, a lancha navega com dois motores de 300 hp a 350 hp a gasolina ou dois de 270 hp a 350 hp no diesel.

    Solara 380 Bowrider

    Tida como uma lancha com muito espaço para curtir o verão, a Solara 380 Bowrider tem 39,5 pés e traz entre suas principais características uma cabine para quatro pessoas em pernoite, aberturas laterais na popa, amplo solário na proa e um ótimo espaço no cockpit.

    A lancha é ideal para passeios entre amigos e familiares, já que dispõe de sofás confortáveis e espaçosos, com bom número de paióis para armazenamento, móvel gourmet com churrasqueira, cadeiras dobráveis para uso e até uma chopeira.

    O teto solar, que pode ser acionado por um único botão, é outro ponto de destaque da Solara 380 Bowrider, que tem ainda acesso fácil — e seguro — à proa, 1,80 m de altura na entrada da cabine e no banheiro (que conta com box) e bom acesso à casa de máquinas — à meia-nau e debaixo do móvel gourmet (que pode ser levantado).

    Solara 350 GT

    Lancha cabinada com teto solar elétrico sobre o salão, no lugar do flybridge, a Solara 350 GT tem ambientes internos bem distribuídos. Sua cabine, com 1,90 m de altura, acomoda cinco pessoas em pernoite. Tanto o camarote de proa como o de meia-nau podem ser fechados e o banheiro é completo.

    No cockpit, a 350 tem uma minicozinha gourmet, com refrigerador, micro-ondas e fogão opcional. Na proa, os bancos se convertem em um solário grande, com estofamento alto e encosto reclinável.

    Pontoon 300 Targa

    O Pontoon 300 Targa é inspirado no mercado norte-americano. Equipada com motor de popa, a embarcação tem design moderno e amplo espaço, proporcionando boa circulação no convés. O modelo conta com sofás por toda sua extensão, mesa com porta-copos, espaço gourmet e solário.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    A embarcação possui 3 metros de largura e 9,39 metros de comprimento, motorização de 150 a 300 hp e todos os itens necessários para promover conforto, lazer e diversão para as até 24 pessoas que podem navegar a bordo do pontoon.

    Pontoon 300 Double Deck

    Outro modelo de pontoon da Solara no Rio Boat Show 2024 será o Pontoon 300 Double Deck. O barco, que fez sucesso durante o Rio Boat Show 2023, é tão espaçoso que pode transportar até 23 pessoas — e conta com toalete fechado.

    O modelo possui motorização de popa e, no convés superior da embarcação, há geleira, solário e área de convivência para até sete passageiros. O ponto alto do pontoon é um divertido escorregador, que começa no deque superior e vai até a água.

    Rio Boat Show 2024

    Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

    O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

     

    O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

    Anote aí!

    RIO BOAT SHOW 2024
    Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
    Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
    Mais informações: rioboatshow.com.br.

     

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      Festa no mar: Tailândia tem mega balada flutuante em catamarã

      22/02/2024

      Quer viver uma experiência paradisíaca, com muita música, comida e badalação? A dica é conhecer o YONA Beach Club Phucket: uma balada flutuante na Tailândia. Navegando com um catamarã, o empreendimento se descreve como o “primeiro beach club flutuante do mundo”. Uma espécie de oásis sobre as águas.

      Com capacidade para até 500 convidados, a balada flutuante possui dois andares com áreas para desfrutar. No andar principal estão a cabine do DJ, restaurante e uma piscina infinita com 22 metros de comprimento, além de diversas comodidades.

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      Além disso, existem diversas cabanas — que podem acomodar de quatro a oito pessoas –, espreguiçadeiras ao redor da piscina e até redes sobre as águas para aproveitar o sol.

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      No andar superior da balada flutuante, os passageiros podem admirar as vistas para o Mar de Andamão, com direito a uma outra piscina, mais intimista.

       

      O restaurante do YONA oferece culinária costeira, mediterrânea, tailandesa e japonesa, além de bons drinks — tudo com uma espetacular vista para o mar.

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      Para além de baladas, o catamarã também pode ser locado para casamentos ou eventos corporativos.

      Quanto custa a balada flutuante?

      Até aqui tudo parece um mar de rosas, mas é importante dizer que tudo tem um preço, e essa balada flutuante não foge disso. Este catamarã está aberto diariamente das 12h às 20h e parte do cais de Patong.

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      O plano mais econômico é o YONA Day Pass, um passe diário que custa 3000 bahts tailandeses (cerca de R$ 410, em conversão realizada em fevereiro de 2024). Com o ticket, vem incluso o barco de transporte até o YONA, seguro de passageiros e 1,5 mil bahts (R$ 206) de crédito para alimentos e bebidas.

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      O acesso ao restaurante será dado mediante a disponibilidade, por uma duração máxima de duas horas. Para reservas, será cobrada uma taxa de entrada no valor de 1,5 mil bahts (R$ 206), e o mesmo valor em créditos para alimentos e bebidas por hóspedes — desde que seja menor que oito pessoas.

      Já que é para gastar…

      Para eventos privados o valor sobe consideravelmente. O organizador da festinha particular poderá hospedar seus convidados, criar um menu único, além de selecionar atividades em grupos e show dedicados. Entretanto, terá que pagar, no mínimo, 2 milhões de bahts (cerca de R$ 275 mil).

      Foto: Instagram @yonabeach/ Reprodução

      O preço dos ingressos também pode aumentar de acordo com a atração. Para o próximo dia 26, por exemplo, quando o DJ israelense Eran Hersh se apresentará na balada flutuante, os ingressos para o beach club já estão esgotados, enquanto para o restaurante, o valor mais barato está em 4.000 bahts (R$ 549).

       

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        Memória Náutica: relembre como foi o Rio Boat Show 99

        Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 1999!

        Em 1999 o Rio Boat Show chegava para sua segunda edição com uma missão: superar o evento de 1998, que fez brilhar os olhos dos amantes do universo náutico. Com a feira náutica prestes a celebrar 25 edições, está mais do que provado que a missão foi muito bem cumprida.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        Mas, antes de trazer todos os motivos para o evento de 99 ter sido um sucesso, essa Memória Náutica vai fazer jus ao seu nome e ambientar seus leitores sobre como era o mundo 25 anos atrás.

        O que acontecia no mundo em 1999

        Em janeiro de 1999 o Euro entrou em vigor como moeda comum dos países da União Europeia. O dólar, por sua vez, que hoje está na casa dos R$ 5, custava R$ 1,55. No mesmo ano, um blecaute atingiu as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, atingindo dez estados e o Distrito Federal — e ganhou o apelido de “apagão”.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        No cinema, clássicos como Matrix, A Múmia, Tarzan e O Sexto Sentido eram lançados. Também nesse cenário, o filme Central do Brasil, estrelado por Fernanda Montenegro, foi vencedor do Globo de Ouro na categoria “melhor filme estrangeiro”. A atriz, aliás, chegou a ser indicada ao Oscar pela atuação na obra. Ainda falando sobre cultura, a escola Imperatriz Leopoldinense foi a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.


        Nos esportes, o Brasil foi campeão da Copa América, após vencer o Uruguai por 3 a 0, com gols de Rivaldo e Ronaldo. Nesse mesmo ano, no Rio, o Vasco era campeão do Torneio Rio-São Paulo, vencendo o Santos. Já o Flamengo levou a Copa Mercosul, enquanto o Botafogo deixou escapar o título da Copa do Brasil para o Juventude, em uma partida que reuniu o maior público da história da competição, com 101.581 pessoas no Maracanã.

        Como foi o Rio Boat Show 1999

        Em um ano de poucos acontecimentos marcantes, alguma coisa precisava tornar 1999 um ano inesquecível. E, ao menos no setor náutico, o Rio Boat Show foi a cereja do bolo. Com um público de 51 mil pessoas (11 mil a mais do que em 1998), o evento mostrou que, de fato, tinha vindo para ficar.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        Realizado de 14 a 23 de maio, o evento foi marcante, principalmente, por ter ido muito além dos barcos. O Rio Boat Show 1999 não poupou no quesito inovações e trouxe, paralelamente ao evento, uma competição de vela chamada Regata RBS — que se tornou, à época, a segunda maior regata em número de participantes do Rio, com 732 velejadores em mais de 200 barcos.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        E não parou por aí. A Copa RBS de wakeboard e esqui aquático deixou o evento ainda mais marcante, reunindo, inclusive, categorias masculinas (com Marcos Figueiredo e Marreco), femininas (com a participação de Karina Oliani, mais jovem brasileira a escalar o Monte Everest) e infantis.

        Grande, organizado e bonito. Com doses generosas desses três atributos– dizia a edição 130 da Revista Náutica

        Ainda nas inovações, o Rio Boat Show apresentou o 1º Encontro Náutico Brasileiro, que trouxe, em um auditório construído na Marina da Glória, bate-papos com palestrantes como Amyr Klink (primeira pessoa a fazer a travessia do Atlântico Sul a remo, em 1984), Lars Grael (velejador brasileiro com duas medalhas olímpicas) e o cartunista Ziraldo.

        Amyr Klink. Foto: Arquivo Revista Náutica
        Ziraldo. Foto: Arquivo Revista Náutica

        Os números do Rio Boat Show 1999

        O Rio Boat Show 1999 exibiu para um público de 51 mil pessoas nada menos do que 230 embarcações — 158 delas “no seco” e 72 sobre as águas da Baía de Guanabara. Foram, ao todo, 98 barcos importados e 132 de estaleiros nacionais — 17 a mais que no ano anterior.

         

        Os 7,2 mil km² de área da feira receberam cerca de 150 expositores e mais de 50 lançamentos de todos os principais setores do mercado náutico.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        As embarcações foram dos caiaques as lanchas, que, nessa edição, tiveram nove modelos passando dos 50 pés. Entre os veleiros, que somaram 11 embarcações (divididas em monotipos e oceânicas), o maior foi o francês Jeanneau Sun Odyssey 52.2, com espaço para até 12 pessoas.

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        O Rio Boat Show 1999 teve mais de 30 embarcações lançadas. Entre elas, modelos apresentados por marcas como Ecomariner, Spirit Yacht, Kadu Marine, Milmar, Sailing, Tecnoboats, Vip Marine, Cobra, Mardiesel, SP Náutica, Intermarine, Regatta, Chris Craft, MB Boating, PHD, Porto Vitória, Real Power Boats, Sunseeker, Wemoto, Boats, Regatta, FlexBoat, Seateck e Kiwi Boats (atual Schaefer Yachts).

        Foto: Arquivo Revista Náutica

        Além de embarcações e equipamentos, a segunda edição do Rio Boat Show reuniu uma série de celebridades para ver de perto os últimos lançamentos do setor. Por lá estavam personalidades como Glória Pires, Carlos Alberto Parreira, Oscar Magrini, Giovanni (do vôlei), Ziraldo, Boni, Francisco Cuoco e Sérgio Reis.

        Confira mais fotos da edição de 1999 do Rio Boat Show

        Foto: Arquivo Revista Náutica
        Foto: Arquivo Revista Náutica
        Foto: Arquivo Revista Náutica
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        Foto: Arquivo Revista Náutica
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        Foto: Arquivo Revista Náutica
        Foto: Arquivo Revista Náutica
        Foto: Arquivo Revista Náutica
        Foto: Arquivo Revista Náutica
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        Foto: Arquivo Revista Náutica
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          Rio Boat Show 2024 será palco para estreia da Schaefer V44 em águas brasileiras

          21/02/2024

          Desde que a Schaefer Yachts anunciou o projeto da Schaefer V44, no início de 2023, os olhares calibrados dos amantes do setor logo perceberam que o modelo walk around seria um grande lançamento do mercado. A partir daí, a lancha passou a ser aguardada ansiosamente e, agora, a espera está com os dias contados.

          A Schaefer V44 vai estrear em águas brasileiras durante o Rio Boat Show 2024, que acontece na Marina da Glória, de 28 de abril a 5 de maio.

           

          Em entrevista no Estúdio Náutica, durante o São Paulo Boat Show 2023, o gerente de trade marketing da Schaefer, Rodrigo Loureiro, já havia mencionado que esperava apresentar a nova lancha no Rio.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Por que a Schaefer V44 é tão aguardada?

          Na última década, a Schaefer teve um salto significativo no mercado de suas embarcações de lazer. Com isso, o estaleiro quis aproveitar a onda e ir além, lançando uma nova classe de barcos. Nascia, então, em 2020, a V33, uma lancha de console central do tipo walk around (expressão inglesa que denota embarcações cuja cabine não impede a circulação na proa do barco) de luxo.

           

          Idealizada, principalmente, visando o mercado norte-americano e europeu, a V33 foi um sucesso, somando mais de 60 unidades vendidas — muitas delas, inclusive, nos Estados Unidos, onde o mercado para esse tipo de embarcação é muito forte. Com a faca e o queijo na mão, a Schaefer se viu inspirada, então, a lançar uma irmã maior para a V33: a Schaefer V44.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Portanto, se a V33 já havia sido um sucesso absoluto, os aficionados pelo setor já sabiam que a V44 surpreenderia ainda mais. Quando o estaleiro lançou o conceito da lancha em Miami, em 2023, isso ficou ainda mais evidente.

          Schaefer V44 no Rio Boat Show: como é a lancha

          A nova Schaefer V44 é uma lancha cabinada que valoriza o conforto em seu espaçoso cockpit, que abraça um beach club de forma harmoniosa e bem distribuída em um mesmo nível, ao mesmo tempo que ostenta uma proa aberta bonita e funcional.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Suas linhas majestosas no casco e a pintura esportiva da lancha deixam claro, logo ao primeiro olhar: o barco foi arquitetado para impressionar.

           

          O design da proa é reto, deixando o casco com maior comprimento na linha d’água — característica que é sinônimo de velocidade e altíssima eficiência ao cortar ondas.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Sua cabine acomoda até quatro pessoas durante um pernoite, proporcionando o refúgio ideal a bordo da lancha. Nos passeios diurnos, a embarcação tem capacidade para 14 pessoas aproveitarem.

           

          Para curtir as aventuras a bordo, aliás, o estaleiro oferece duas opções de motores: centro-rabeta a diesel ou a versão de popa, que, de longe, promete ser a preferida e amplamente requisitada nos EUA.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          A nova V44 que estará no Rio Boat Show tem ainda duas varandas laterais generosas, com incríveis 2,40 metros de comprimento e acionamento hidráulico, além de uma plataforma de popa submersível (na versão com motor de centro-rabeta), que traz mais versatilidade e conforto aos navegantes.

           

          Em busca do dia perfeito na água, a V44 atenderá a todos os anseios dos amantes do mar: sejam eles passeios em família, a prática empolgante de esportes aquáticos, uma sessão relaxante de pescaria ou leitura no espaçoso solário de proa.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Outros barcos Schaefer no Rio Boat Show 2024

          O Rio Boat Show, evento náutico mais charmoso da América Latina, já tem confirmada outras cinco embarcações do estaleiro catarinense: Schaefer 660, 510, 450, V33 e a New Schaefer 375. Conheça, a seguir, as embarcações.

          Schaefer 660

          Evolução do modelo Schaefer 640, a Schaefer 660 se destaca tanto pelos espaços amplos quanto pela aparência. O modelo de 66 pés tem entrada independente para a suíte principal na entrada do salão, além de estar equipada com quatro camarotes e três banheiros.

          Com pernoite para oito pessoas, quatro camarotes ficam no convés inferior, assim como três banheiros. O acesso à suíte principal — que ocupa todos os 5,15 metros de largura do casco, à meia-nau — é feito por uma entrada privativa a boreste do salão.

          Schaefer 510 GT

          A Schaefer 510 GT é uma 51 pés projetada e construída a partir do feedback que o estaleiro recebeu do mercado norte-americano, e conta com nada menos que três suítes completas. Seu espaço interno e pé-direito estão acima da média, e o modelo traz acabamento de primeira, com espaço surpreendente até na casa de máquinas.

          A lancha tem capacidade para até 16 pessoas, sendo que seis delas podem dormir a bordo. Na suíte máster, aliás — à meia-nau — a altura chega a 2,08 m. O barco tem cozinha integrada e salão cercado de janelas em arco, com visão privilegiada do mar e muita luz.

          Schaefer 450

          A Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte máster à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design, além de ocupar toda a boca da embarcação.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueira retrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.

          Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.


          Schaefer V33

          Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around, com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.

          Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.

          A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em feiras internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.

          New Schaefer 375

          A New Schaefer 375, menor lancha da Schaefer no Rio Boat Show, incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau — conceito trazido do modelo walk-around Schaefer V33.

          Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.

           

          Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.

          Rio Boat Show 2024

          Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

          O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

           

          O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

          Anote aí!

          RIO BOAT SHOW 2024
          Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
          Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
          Mais informações: rioboatshow.com.br.

           

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            Megaiate apreendido vira “batata-quente” para os Estados Unidos; entenda o caso

            O Estados Unidos tem apreendido um megaiate de incríveis 160 metros (348 pés), mas quer desesperadamente se livrar dele. Sem condições de pagar as manutenções da extravagante embarcação, o governo norte-americano deseja vender o mais rápido possível o caríssimo Amadea.

            Este megaiate — do estaleiro alemão Lürssen — é fruto da captura americana após a invasão da Rússia à Ucrânia, para desencorajar o presidente russo Vladimir Putin a seguir com a guerra. Preso em Fiji a mando dos EUA, o barco foi transferido para o Havaí e depois para San Diego, onde está atracado até hoje.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            No entanto, o que na época foi motivo de comemoração, hoje virou uma verdadeira “batata-quente”. Afinal, não é nada fácil manter — mesmo que parado — uma propriedade que pode custar até US$ 400 milhões (quase R$ 2 bilhões em conversão realizada em fevereiro de 2024).

             

            Mesmo atracado, o barco custa mais de US$ 7,2 milhões (R$ 35,5 milhões) por ano, cerca de US$ 600 mil (quase R$ 3 milhões) mensais. Esse dinheiro é destinado para os salários da tripulação, combustível, alimentação, limpeza, atração e taxas diversas — sem contar a manutenção.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            Por este motivo, os promotores federais estão tentando acelerar a venda deste megaiate apreendido para conseguir a redução das perdas. Entretanto, o problema é bem maior que simplesmente “achar” um magnata que arremate o Amadea num leilão.

            Como vender um megaiate apreendido?

            É justamente essa a pergunta que o governo estadunidense pretende responder. O grande problema deste imbróglio se dá pelo fato de que o verdadeiro proprietário do Amadea sequer é conhecido. No momento, a dúvida está entre dois nomes: os bilionários Eduard Khudainatov e Suleiman Kerimov.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            Ex-CEO da petrolífera estatal Rosneft, Eduard Khudainatov é acusado de ser o dono de fachada do Amadea — ou seja, o magnata seria legalmente o responsável pelo megaiate, mas apenas para ocultar a identidade do real proprietário.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            Inclusive, não é a primeira vez que uma desconfiança do tipo recai sobre Khudainatov. Em 2022, ele alegou ser o proprietário do gigantesco Scheherazade, no valor de US$ 700 milhões (quase R$ 3,5 bilhões), que foi ligado ao presidente Vladimir Putin.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            Porém, Suleiman Kerimov — também próximo de Putin — é o principal “suspeito” de ser o verdadeiro proprietário. Vale ressaltar que ele é sancionado pelos EUA, enquanto Khudainatov não. Sendo assim, o governo americano não pode reter os ativos de Khudainatov, caso seja confirmado que o megaiate apreendido o pertence.

            Batata-quente

            Para piorar, os promotores do caso disseram que Kerimov violou as sanções dos EUA ao fazer mais de US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões) em pagamentos de manutenção para o Amadea — tudo isso através do sistema financeiro do país norte-americano. Desse jeito, o megaiate está sujeito a confisco.

            Foto: Lürssen/ Divulgação

            Assim como acontece com qualquer ativo apreendido, o EUA tem como obrigação manter o megaiate exatamente nas mesmas condições em que se encontrava quando foi capturado. Logo, a embarcação só pode ser vendida quando for 100% provado que o proprietário é sancionado.

             

            O governo norte-americano pretende pular essa etapa de comprovação e ir direto ao leilão. Segundo comunicado comercial, o dinheiro do leilão seria “eventualmente” enviado à Ucrânia.

             

            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

             

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              Reveladas imagens inéditas de navio que afundou com seu capitão há 84 anos

              20/02/2024

              As histórias de naufrágios são carregadas de mistérios, nem sempre resolvidos. Uma delas, envolvendo o navio graneleiro Arlington, aconteceu no Canadá, em 1940. Agora, 84 anos depois, imagens da embarcação que afundou com seu capitão foram reveladas, trazendo de volta uma história cheia de revelações e questionamentos.

              Era 30 de abril de 1940, uma terça-feira carregada de neblina, quando o navio Arlington partiu com trigo de Port Arthur, Ontário, no Canadá, rumo a Owen Sound, também sobre águas canadenses, sob o comando do capitão Frederick “Tatey Bug” Burke. A partir daí, nada mais foi como antes.

              Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação

              Frederick Burke era considerado um marinheiro experiente, mas talvez ele não estivesse preparado para o que estava por vir. A neblina daquele dia acabou se transformando em uma grande tempestade, que mudaria para sempre a vida de Burke e de seus tripulantes.

               

              Com condições climáticas nada favoráveis, Burke tentava seguir viagem e manter sua tripulação segura, mas o navio Arlington acabou colidindo com outro cargueiro, o Collingwood, e a situação, que já era crítica, acabou ficando ainda pior.


              A colisão fez com que a água começasse a inundar o navio, já que seu casco foi danificado. Junis Macksey, o imediato da tripulação, percebendo o perigo, logo ordenou que o navio mudasse sua rota e se dirigisse à costa canadense em busca de abrigo, mas Burke, mesmo com toda sua experiência, decidiu retornar ao curso original, em meio ao lago aberto.

               

              Já era madrugada de 1º de maio quando o navio começou a afundar rapidamente. A tripulação, assustada e sem respaldo do capitão, passou a abandonar o navio Arlington em botes salva-vidas, o que garantiu que todos eles, exceto o capitão Burke, fossem resgatados.

              84 anos depois, nasce uma nova história

              Após mais de 80 anos submerso nas profundezas do Lago Superior, na América do Norte, o navio Arlington foi encontrado pela Sociedade Histórica de Naufrágios dos Grandes Lagos (GLSHS) e pelo pesquisador Dan Fountain. A equipe conseguiu, inclusive, imagens inéditas do barco graneleiro.

              Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação
              Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação

              A embarcação, de 74 metros de comprimento, está a cerca de 180 metros de profundidade ao norte da Península de Keweenaw, em Michigan, nos Estados Unidos. “Encontrar o Arlington é um momento emocionante, pois desvenda mais um dos muitos mistérios do Lago Superior”, comenta Dan Fountain.

              Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação

              As decisões de Burke durante o acidente ainda são carregadas de dúvidas. A principal delas questiona por que o capitão optou por permanecer no navio mesmo enquanto os outros tripulantes se salvavam? A verdade é que essa questão jamais será respondida, e alimenta ainda mais o mistério envolvendo o navio Arlington.

              Foto: Great Lakes Shipwreck Museum / Divulgação

              “Espero que este capítulo final dessa história possa trazer algum conforto para a família do capitão Burke”, concluiu Dan Fountain.

               

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                Novo estudo mostra que baleia-azul está acasalando com baleias-comuns mais do que deveria; entenda

                As baleias-azuis são consideradas o maior animal do mundo, podendo chegar aos 34 metros. A caça à espécie fez o número dessas gigantes despencar no início do século 20. Agora, estudiosos parecem ter encontrado um novo problema envolvendo o animal: a diminuição de seu DNA, por consequência do acasalamento excessivo com baleias-comuns.

                Um estudo publicado na revista Conservation Genetics mostra que as baleias-azuis do Oceano Atlântico abrigam um nível de DNA híbrido, até então, desconhecido, e potencialmente alarmante. Isso porque genomas sequenciados demonstraram que baleias-comuns (Balaenoptera physalus) e baleias-azuis (Balaenoptera musculus) têm cruzado mais do que se pensava até então.

                Como estudiosos identificaram o problema

                Existem três subespécies de baleia-azul ao redor do mundo: B. m. musculus (ao norte dos oceanos Atlântico e Pacífico); B. m. intermedia (no oceano Antártico) e B. m. brevicauda, também conhecida como baleia-azul-pigmeia (encontrada no oceano Índico e no sul do oceano Pacífico). Além dessas três, a B. m. indica, do oceano Índico, pode ser uma outra subespécie.

                Para realizar os estudos, pesquisadores analisaram os genomas da B. m. musculus em busca de sinais de endogamia (método de acasalamento que consiste na união entre indivíduos aparentados, que são geneticamente semelhantes), característica que poderia impedir a recuperação do grupo — geneticamente falando.

                 

                Os estudiosos criaram, do zero, um genoma para a espécie, juntando o DNA de diferentes indivíduos. A equipe usou esse genoma como modelo para analisar outros, completos ou parciais, de 31 baleias de toda a área do animal.

                É um processo longo e trabalhoso, semelhante à montagem de um enorme quebra-cabeça, sem nenhuma imagem na caixa para orientação. Mas, uma vez resolvido o quebra-cabeça, fica muito mais fácil repeti-lo diversas vezes– Mark Engstrom, co-autor do estudo ao Live Science

                Com a montagem do “quebra-cabeça”, os pesquisadores conseguiram identificar que cada uma das baleias amostradas tinha algum DNA de baleia-comum em seus genomas. Inclusive, cerca de 3,5% do DNA do grupo veio, em média, de baleias-comuns. A descoberta sugere que os híbridos de baleias são muito mais viáveis reprodutivamente do que se pensava até então.

                Qual a problemática por trás da descoberta

                Não é novidade para os cientistas que baleias-azuis e baleias-comuns podem se reproduzir, assim criando híbridos das duas espécies. Contudo, imaginava-se que esses híbridos eram inférteis, não podendo gerar descendentes próprios — como a maioria dos outros animais híbridos.

                 

                No entanto, um estudo de 2018 revelou que alguns desses animais híbridos poderiam, sim, se reproduzir no acasalamento com baleias-azuis — e parece que é justamente o que está acontecendo.


                Com isso, pesquisadores acreditam que as baleias híbridas têm se reproduzido com as baleias-azuis, resultando em descendentes “retrocruzados”, principalmente com DNA de baleia-azul e algum DNA de baleia-comum. Este tipo de transferência de DNA de uma espécie para outra por meio de cruzamento é conhecido como introgressão.

                 

                De acordo com Engstrom, alguns estudos semelhantes, mas com as baleias-comuns, não encontraram registros de que a espécie tenha herdado DNA de baleia-azul por meio de introgressão. Contudo, ao que parece, apenas as baleias azuis são capazes — ou estejam dispostas — a reproduzir-se com os animais híbridos.

                Não sabemos por que a introgressão parece unidirecional. No entanto, pode ser porque há muito mais baleias-comuns do que baleias-azuis– Mark Engstrom

                A boa notícia é que, até o momento, não existem evidências de que o transporte de DNA da baleia-comum tenha impacto negativo sobre as baleias-azuis. O problema mesmo está na continuidade da introgressão que, de acordo com Engstrom, poderá reduzir a quantidade de DNA de baleia-azul em sua população, tornando esses animais menos resilientes à adaptação a novos desafios, como as alterações climáticas.

                 

                Outro ponto positivo é que são poucas as evidências de que essa introgressão aconteça em outros lugares do mundo. “Tanto quanto sabemos, este é um fenômeno apenas no Atlântico Norte”, disse Engstrom.

                 

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                  Conheça o Volitan, barco voador que está próximo de se tornar realidade na Amazônia

                  Já ouviu falar do Monstro do Mar Cáspio? Esse foi o nome dado pela inteligência norte-americana aos ecranoplanos russos (veículo que combina características de barcos e aeroplanos), utilizados durante a Guerra Fria. Se o nome lhe é familiar, saiba que o Brasil em breve ganhará um modelo parecido, mas com intenções muito diferentes, que prometem revolucionar o transporte de cargas e pessoas na Amazônia.

                  O projeto em questão se chama Volitan, e foi desenvolvido pela startup AeroRiver, incubada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e criada em 2021, por engenheiros da região Norte do Brasil. A proposta é que o “barco voador” seja o primeiro ecranoplano do mundo destinado a operações fluviais, inicialmente, nos rios amazônicos.

                  Foto: AeroRiver / Divulgação

                  A ideia não surgiu por acaso, já que a região amazônica soma aproximadamente 6,74 milhões de km², e faz conexões entre suas 62 cidades, principalmente, pelos rios — tarefa nem sempre fácil, por conta dos problemas logísticos da região. Segundo a startup, o Volitan promete chegar a esses destinos em um terço do tempo do que levariam as lanchas mais velozes do mercado.

                  Como funcionará o barco voador Volitan

                  Os aviões voam graças a baixa pressão produzida sobre suas asas. O Volitan, por sua vez, é inspirado nos ecranoplanos, que utilizam o efeito solo — que causa uma sobrepressão sob as asas de formato especial — , criando um “colchão de ar” que dá sustentação à aeronave em voo rasante, normalmente sobre uma superfície aquática — mesmo que ele também funcione em terra firme.

                  Foto: AeroRiver / Divulgação

                  Em entrevista à Época Negócios, Felipe Bortolete, diretor técnico e um dos fundadores da AeroRiver, explicou que “quando o veículo opera utilizando o efeito solo, o consumo de combustível é reduzido drasticamente. Quanto mais baixo ele voa, menos combustível é consumido. Então, quanto mais próximo o ecranoplano estiver da superfície do rio, mais econômico ele será.”

                  O nosso veículo aproveita o efeito solo, mas ele também é projetado para voar sobre a copa das árvores em alguns trechos onde é rio é muito sinuoso, sempre respeitando o limite de 150 metros de altitute. Em trechos assim, o veículo atuará como um avião– Felipe Bortolete, à Época Negócios

                  Com 18 metros de comprimento, o barco voador terá autonomia para percorrer uma distância de até 450 quilômetros sem reabastecer, operando a uma altura entre 5 e 10 metros da água, com velocidade de 81 nós (150 km/h). Essa máquina será capaz de transportar dez passageiros, ou, ainda, uma tonelada de carga, emitindo, de acordo com a empresa, menos dióxido de carbono (CO2) do que embarcações e aeronaves tradicionais.


                  Atualmente, o barco voador passa por testes técnicos. De acordo com Bortolete, um sistema de controle está sendo desenvolvido, para que a altura do veículo em relação a superfície não seja controlada pelo piloto, mas, sim, já configurada, fazendo com que o Volitan possa manter o nível determinado de altura (150 metros) automaticamente.

                  Foto: AeroRiver / Divulgação

                  A AeroRiver espera que um protótipo do Volitan realize seu primeiro voo sob o efeito solo em 2025, e a certificação do veículo — que ainda terá suas normas definidas por órgãos reguladores no Brasil — está programada para 2026, quando o barco voador deve estrear no mercado.

                   

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                    Conheça a história do “Titanic dos Alpes”, navio a vapor que será resgatado 90 anos após naufragar

                    19/02/2024

                    Embarcações no fundo do mar nem sempre são sinônimo de tragédias. Algumas, inclusive, vão parar nas profundezas do oceano para se tornarem recifes artificiais. O “Titanic dos Alpes” também teve um motivo específico para ser levado a 210 metros de profundidade — diferentemente do “Titanic oficial”.

                    Em 1933, mais de 90 anos atrás, o imponente navio a vapor Säntis, de 48 metros, viveu seus últimos suspiros na superfície, antes de ser naufragado propositalmente no Lago Constança, entre a Suíça e a Alemanha.

                    Foto: Domínio Público

                    A decisão de levar a embarcação para o fundo do mar aconteceu devido a uma escolha que trouxe consequências diferentes das imaginadas. Como um navio a vapor, o Säntis, até então, utilizava motores movidos a carvão. Contudo, uma ideia de trocar o mineral por petróleo foi crucial para o fim das atividades do “Titanic dos Alpes”.

                     

                    Isso porque, logo após a mudança, essa área entrou em uma crise econômica que custou a atividade do navio, já que o barco acabou se tornando impróprio para navegação e muito caro para ser desmontado. Sendo assim, a então proprietária do Säntis, Swiss Lake Constance Shipping Company, levou a embarcação até o meio do lago e a afundou.

                    O Resgate do Säntis

                    O Säntis foi afundado em 1933, e assim permanece até hoje. Contudo, em 2013, uma expedição subaquática acabou se deparando com os destroços do barco, o que levou o navio a ser comprado pela Romanshorn Ship Salvage Association, instituição que traçou um plano para trazê-lo de volta à superfície.

                     

                    Atualmente, o navio se encontra a cerca de 210 metros de profundidade e, graças à escuridão e a falta de oxigênio, o Säntis está bem conservado — pelo menos por enquanto. De acordo com os mergulhadores que o encontraram, a pintura original está intacta, sendo possível ainda visualizar o nome da embarcação.

                    Foto: Domínio Público

                    A cada dia que passa, porém, trazer o navio à superfície e apresentá-lo ao público nessas condições fica mais difícil, já que a embarcação está ameaçada por mexilhões Quagga, espécie que foi introduzida na região e avistada pela primeira vez em 2016.

                     

                    Esses mexilhões têm se propagado rapidamente, trazendo um risco real de deteriorar o navio preservado há mais de 90 anos. Até o momento, eles foram encontrados, inclusive, na chaminé do barco, o que limita o tempo disponível para resgatá-lo — missão programada para março deste ano.


                    Silvan Paganini, presidente da Ship Salvage Association, conta que para trazer o “Titanic dos Alpes” até a superfície “a solução mais econômica é usar sacos de elevação. Funcionam como balões subaquáticos: você os enche de ar e eles se elevam.”

                     

                    Para isso, mergulhadores fixarão os sacos na embarcação e, em seguida, inflarão para trazer o navio mais próximo da superfície. Durante a primeira etapa, o Säntis será elevado ao leito marinho a uma profundidade de apenas 12 metros, antes de chegar à superfície, em abril.

                     

                    A ideia é que, uma vez resgatado, o navio seja levado a um estaleiro próximo, em Romanshorn, para eventualmente ser exibido em algum museu da Suíça.

                    De onde veio o nome “Titanic dos Alpes”?

                    O Säntis foi apelidado de ‘Titanic of the Alps’ (ou “Titanic dos Alpes”, em português) por trazer consigo semelhanças com a embarcação da White Star Line. Segundo Paganini, “ambos os navios possuíam uma máquina a vapor de três cilindros, algo muito raro.”

                     

                    As similaridades se estendem também pela forma como as embarcações naufragaram. “A popa subiu ao ar com a bandeira hasteada alto, isso também era semelhante ao Titanic”, explicou Paganini.

                     

                    Na idade, contudo, as embarcações se diferem, já que o Säntis foi comissionado 20 anos antes do naufrágio do Titanic.

                     

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                      Casal constrói casa flutuante e revela prós e contras de morar em lago

                      Um casal decidiu montar uma moradia diferente na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ela flutua sobre o mar, mas não é um barco: trata-se de uma casa flutuante no lago. E o melhor de tudo: a residência levou dois meses para ficar pronta e custou “apenas” US$ 90 mil (cerca de R$ 447 mil, em conversão realizada em fevereiro de 2024).

                      O valente casal que cumpriu essa missão foi Sarah Spiro, 27, e Brandon Jones, 40. Se hoje eles podem aproveitar da bela casa ao lado do cachorro Iko, é porque fizeram a maior parte do trabalho em dupla e economizaram nos custos da construção.

                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

                      Como construíram uma casa flutuante?

                      Em bate-papo com o canal do YouTube Tiny House Giant Journey, o casal contou mais detalhes de como construíram a casa do zero na orla e terminaram na água. Como mencionado, Sarah e Brandon fizeram a maior parte do trabalho entre eles e pagaram o mínimo possível nos materiais, para economizar nos custos.

                      Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

                      Um dos principais problemas, obviamente, seria a capacidade da casa se manter flutuante. Para cuidar disso, foram necessárias 24 horas de trabalho por dia — segundo eles — e quatro cordas de amarração em cada canto da estrutura até a terra firme.

                      Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

                      Mesmo custando um valor considerável — financeira e fisicamente — , eles concordam que todo o processo e o resultado valeu a pena. Inclusive, Sarah diz que essa mudança melhorou drasticamente a qualidade de vida dela.

                      Adoramos ter acesso tão fácil à natureza ao nosso redor. Você realmente faz parte dessa natureza e está em sincronia com ela– Sarah Spiro

                      A casa flutuante no lago conta com uma sala de estar, uma cozinha, quarto principal, banheiro com lavanderia e um mezanino acessível através de uma escada, que funciona como quarto de hóspedes — embora nada impeça que o cachorro fique por lá.

                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução
                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

                      Por falar no cachorro, Iko tem ainda 37 m² de espaço externo para aproveitar o deque — e tomar cuidado para não cair no lago. Entretanto, o cachorro já deve estar acostumado com casas exóticas, visto que o casal já morou numa cabana flutuante neste mesmo lago.

                      Gastos mensais da casa flutuante no lago

                      Com 33 m², as despesas mensais da casa flutuante no lago superam por pouco US$ 1 mil (quase R$ 5 mil). Os custos incluem bombeamentos da fossa séptica, gasolina para a máquina de lavar e dois botes, Starlink para conexão com a internet e um novo cilindro de propano.

                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

                      Além disso, tem a taxa anual de amarração de US$ 5 mil (R$ 24 mil), no valor de US$ 416 (cerca de R$ 2 mil reais) por mês. Por um lado, o casal não paga eletricidade por contar com um painel de energia solar.

                      Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

                      Para bancar esses custos, Brandon cuida do gerenciamento da Fontana Marina e Sarah trabalha de tempos em tempos como técnica florestal. Além disso, o casal complementa a renda com o dinheiro gerado nas redes sociais.

                      Nem tudo são flores

                      O casal não se arrepende em nada de ter construído uma casa flutuante. Entretanto, isso não impede que Sarah faça algumas postagens no Instagram sobre desvantagens em viver num lago. E uma das preocupações envolve o Iko — como era de se imaginar.

                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

                      Sarah conta que as vezes é entediante “remar” com o cachorro até a praia para ir ao “banheiro”. Outra preocupação, segundo a mulher, é “deixar coisas cair no lago”. Ela diz que não importa o quão cuidadoso seja, ainda assim isso acontece de vez em quando.

                       

                      Além disso, a manutenção da casa flutuante é mais uma desvantagem.

                      Foto: Instagram @keepingafloatwiththejoneses/ Reprodução

                      Definitivamente há mais manutenção envolvida em uma casa flutuante do que em uma casa normal. Qualquer coisa na água vai se deteriorar mais rapidamente– Sarah Spiro

                      E as dificuldades não param por aí. Sarah conta que não há serviço de entrega de comida disponível para a casa flutuante no lago e o casal não tem um endereço físico. A solução para este problema seria entregar as coisas na marina, mas nem sempre é possível.

                      Foto: Tiny House Giant Journey/ Reprodução

                      Falando assim, parece que só há desvantagens. Mas o casal garante que a casa flutuante foi uma decisão acertada e que os prós compensam as dificuldades. Porém, a longo prazo, Sarah Spiro e Brandon Jones têm outros planos: pretendem passar “algumas décadas” navegando em alto-mar.

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        Memória Náutica: confira o melhor das 25 edições do Rio Boat Show

                        Em 2024, o Rio Boat Show, mais charmoso evento náutico da América Latina, chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica.

                        Se você já tem tempo de casa, sabe que, em 2022, quando o São Paulo Boat Show chegou aos seus 25 anos, o Memória Náutica nasceu para relembrar toda a trajetória do evento paulista. Agora, se você é novo por aqui, essa é a hora perfeita para embarcar nessa jornada e relembrar os principais acontecimentos do Rio Boat Show — e do mundo — ao longo dessas 25 edições, começando pela de 1998.

                         

                        A primeiríssima edição do Rio Boat Show (também a primeira feira náutica com a chancela Boat Show) foi realizada de 15 a 24 de maio de 1998, ano de momentos marcantes para a história do Brasil e do mundo.

                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                        O evento estreou na Marina da Glória, sobre as águas da Baía de Guanabara e sob o olhar do Cristo Redentor — mesmo endereço onde o Rio Boat Show será realizado neste ano (anote na agenda: de 28 de abril a 5 de maio).

                        O que acontecia no mundo em 1998

                        Como uma marca de nascença do brasileiro, o primeiro registro de 1998 que vem a mente é dolorido e ficará marcado para sempre: a derrota na final para a França, país sede da Copa do Mundo daquele ano. A seleção de Zagallo, que perdeu de 3 a 0, reunia craques que resistem ao tempo até hoje, como Taffarel, Cafu, Ronaldo, Rivaldo, César Sampaio e Edmundo — talvez por isso a derrota seja ainda mais dolorida.

                        Ferretti 65, maior embarcação do Rio Boat Show de 1998. Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Por outro lado, no mesmo ano, os torcedores cariocas do Vasco da Gama celebravam o título de campeão da Libertadores da América. O time do Rio de Janeiro  derrotou o Barcelona, do Equador, nas duas partidas da final. Em São Januário,  ganhou por 2 a 0 e, no Estádio Isidro Romero, em Guayaquil, venceu por 2 a 1.

                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Outro acontecimento marcante para o povo brasileiro foi a morte do cantor Tim Maia, um dos maiores ícones da música no Brasil. Tim nasceu e cresceu na cidade do Rio de Janeiro, e seu falecimento reuniu centenas de pessoas no centro de Niterói.


                        Ainda falando sobre arte, foi também em 1998 que o clássico Titanic estreou nos cinemas brasileiros, levando quase 17 milhões de pessoas aos telões. No cenário tecnológico, nascia em junho de 1998 um clássico da Microsoft, o Windows 98. Para complementar esse pacote, no mesmo ano, mas no mês de setembro, quem ganhou vida foi ele: o Google.

                        Como foi a 1ª edição do Rio Boat Show, de 1998

                        Agora, devidamente ambientados, podemos trazer a Memória Náutica de como foi a 1ª edição do Rio Boat Show, em 1998, que deu início ao que hoje é um grande polo do lifestyle náutico do Brasil.

                        UB Cabriolet 33. Foto: Arquivo Revista Náutica

                        O Rio Boat Show de 1998 foi além dos negócios e se sagrou, logo de cara, como um grande encontro de amigos, expositores e visitantes — como é até hoje. Já naquela época, mesmo os que não eram muito chegados ao setor acabaram se envolvendo no “clima de beira de cais, temperado pela leve maresia que pairava no ar”, como mencionado na edição 118 da Revista Náutica.

                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Se o evento precisasse ser descrito em uma frase, seria “como não pensamos nisso antes?”. Foi justamente esse o questionamento dos envolvidos no evento que reuniu, pela primeira vez, embarcações diretamente em seu habitat natural: a água.

                         

                        E realmente parecia o cenário perfeito, já que poucas coisas combinam mais com o universo náutico do que a água da Baía de Guanabara e o sol — junto do cenário — do Rio de Janeiro.

                        Registro gráfico que aparece na edição de número 118 da Revista Náutica. Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Ao longo dos 10 dias, 40 mil pessoas puderam viver o evento, que reuniu 195 barcos (52 deles na água), de caiaques a lanchas acima de 50 pés, além de 127 motores (111 de popa, 13 centro-diesel, 2 centro-rabeta diesel e 1 centro-rabeta gasolina). Dentre as embarcações, 80 eram importadas e, já naquela época, o mercado náutico brasileiro mostrava sua força, com 115 barcos nacionais.

                         

                        Nesta edição, a maior embarcação presente foi a Ferretti 65, enquanto a menor foi um veleiro Monotipo Optmist.

                         

                        Lanchas como o Fairline Phantom 38 (Milmar), UB Fishing 25 (Hobie), o catamarã Lagoon 41 (Sailing), a Spirit 38 Fly, o UB Cabriolet 33 (Symbol) e o Zodiac YL2 DL (Mardiesel) eram os grandes lançamentos do ano no setor.

                        Catamarã Lagoon 41. Foto: Arquivo Revista Náutica

                        A protagonista do primeiro teste NÁUTICA durante um evento Boat Show foi a Phantom 235 SL, um barco esportivo de proa aberta da Kiwi Boats (atual Schaefer Yachts), que, naquela época, era considerada uma tendência entre pequenos estaleiros regionais — atualmente a Schaefer é um dos maiores estaleiros do Brasil, com cerca de 4 mil embarcações entregues.

                         

                        Fundado no Rio de Janeiro por Américo Santarelli, o extinto estaleiro Cobra — que fez muito sucesso com suas lanchas nos anos 1980 e 1990 — também esteve presente no Rio Boat Show 1998.

                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Trajados com celulares nos cintos, personalidades como Fernando Vanucci (saudoso locutor de rádio e apresentador que faleceu em 2020), Gilberto Ramalho (fundador da Intermarine), Márcio Schaefer (presidente da Kiwi Boats, atual Schaefer Yachts) e Paulo Renha (fundador da Real Powerboats) marcaram presença na 1ª edição do Rio Boat Show.

                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                        Rio Boat Show 2024

                        Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                        O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                         

                        O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                        Anote aí!

                        RIO BOAT SHOW 2024
                        Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                        Horário: De segunda à sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                        Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                        Mais informações: rioboatshow.com.br.

                         

                        Náutica Responde

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                          Bloco de friso do Templo de Zeus é encontrado submerso na Itália

                          18/02/2024

                          Não é todo dia que se encontra uma obra do Templo de Zeus no fundo do mar. Mas foi isso que fizeram os arqueólogos subaquáticos da BCsicilia (grupo italiano sem fins lucrativos). Numa profundidade de 9 metros, eles se depararam com um bloco de friso de mármore submerso a 300 m da costa da Sicília, na Itália.

                          Segundo os especialistas, este friso de fato pertencia ao Templo de Zeus — grande templo dórico — na antiga Akragas. O bloco encontrado mede aproximadamente 2 metros de comprimento e 1,6  m de altura, e é feito de mármore Proconésio, proveniente de pedreiras na ilha turca de Mármara.

                          Foto: Facebook/ BCsicilia/ Reprodução

                          Inclusive, de um lado do friso, há esculpido um cavalo empinado, que provavelmente enfeitava a fachada externa da estrutura do templo hoje submerso. Vale ressaltar que estes animais eram vistos como um símbolo de poder e força, logo, seria comum ter muitas representações deles na época.

                          Foto: Facebook/ BCsicilia/ Reprodução

                          O bloco de friso — que estava coberto de sedimentos marinhos — já era conhecido há muito tempo, mas tinha a fama de uma “banheira” comum, após uma análise 3D realizada em outubro de 2022. No entanto, com a ajuda do recurso tridimensional, foi descoberto um incrível tímpano — área triangular ou circular entre o topo das colunas e o frontão de um edifício clássico.

                          A descoberta extraordinária foi imediatamente comunicada à Superintendência do Mar com o propósito de recuperar o achado excepcional, que foi finalmente trazido de volta à costa esta manhã– representante do BCsicilia ao HeritageDaily

                          Uma obra inacabada

                          Localizado no Vale dos Templos, o templo de Zeus, que hoje se encontra submerso, era um centro cerimonial associado à antiga Akragas, em Agrigento, que inclui o Templo da Concórdia; Templo de Juno; Templo de Hércules; Templo de Castor e Pólux; Templo de Hefesto e o Templo de Asclépio.

                          Templo de Zeus, localizado em Atenas, na Grécia.

                          No entanto, segundos relatos históricos de Diodorus Sirculus, historiador da Grécia Antiga, a construção do templo permaneceu inacabada. De acordo com Sirculus, um dos motivos para a obra ficar incompleta se deu pela conquista cartaginesa de Akragas, em 406 a.C.

                           

                          Além disso, o templo de Zeus foi derrubado por terremotos ao passar dos anos, e no século 18 foi amplamente explorado para fornecer materiais de construção às regiões mais próximas.

                           

                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                           

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                            EUA vão usar IA para monitorar impacto de parques eólicos marítimos em baleias-francas

                            17/02/2024

                            Fontes de energia limpas e renováveis se fazem cada vez mais necessárias nos dias atuais, uma vez que o planeta sofre, cada vez mais, as consequências do aquecimento global. Os parques eólicos offshore são um exemplo dessas fontes, mas, nos Estados Unidos, esse sistema precisará passar por monitoramento comandado por inteligência artificial (IA), já que as baleias-francas da região podem estar em perigo.

                            Antes de mais nada, é preciso explicar duas coisas. A primeira delas é que os parques eólicos offshore são instalações de produção de eletricidade que usam turbinas eólicas colocadas em alto-mar. A segunda é que as águas norte-americanas são o principal lar das baleias-francas, espécie que está ameaçada, com apenas 360 desses animais no mundo.

                            Ou seja, o sistema, apesar de trazer muitos benefícios, não é isento de possíveis danos — principalmente à vida marinha. Contudo, a ideia do atual presidente dos EUA, Joe Biden, é que o país tenha 60 GW (um gigawatt equivale a 1 bilhão de watts) de energia eólica offshore até 2030.

                             

                            Para que o plano se concretize sem prejudicar as baleias-francas, duas agências ambientais dos EUA, a Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), querem usar a IA para monitorar como os parques eólicos offshore afetam a vida animal.

                            A ideia da BOEM e da NOAA é usar IA e monitorização acústica para rastrear onde as baleias estão em um determinado momento e, depois, analisar como a instalação das usinas as impactou.


                            As agências ambientais têm ainda como estratégia medidas para evitar a construção dos parques eólicos offshore em locais onde as baleias podem estar, além de estabelecer limites de ruído durante a construção e desenvolver tecnologias mais silenciosas, diminuindo o impacto à vida marinha.

                             

                            Em comunicado, Elizabeth Klein, diretora do BOEM, disse que a administração de Biden quer que o desenvolvimento seja feito de forma responsável. De acordo com ela, o projeto permite proteger a baleia-franca do Atlântico Norte ao mesmo tempo que cumpre os objetivos eólicos offshore do país.

                             

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                              Projeto de megaiate submersível de quase R$ 10 bilhões inclui submarino como barco de apoio; conheça

                              16/02/2024

                              Explorar as profundezas do oceano é uma ideia cada vez mais procurada, principalmente por aqueles que ostentam muitos dígitos na conta. Os megaiates, por sua vez, costumam trazer ao mercado o que de mais inovador — e luxuoso — a tecnologia náutica é capaz de produzir. A junção dessas duas coisas resultou em um projeto ambicioso: um megaiate submersível, projetado para ficar totalmente debaixo d’água.

                              A novidade, que promete revolucionar o mercado de embarcações, é conhecida como Migaloo M5 e, por enquanto, ainda é um projeto ousado. Contudo, a ideia é que o megaiate submersível tenha 165,8 metros de comprimento — o equivalente a um campo de futebol e meio, seguindo o padrão FIFA.

                               

                              O submarino de luxo terá capacidade para ficar totalmente submerso a uma profundidade de 250 metros, durante cerca de quatro semanas, em condições tanto tropicais, como árticas.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Se engana quem pensa que, por ser projetado para ficar debaixo d’água, o iate perderá características luxuosas comuns desse tipo de embarcação. O Migaloo terá 1.000 metros quadrados de espaço interno, com acomodações para até 20 convidados, além de 40 tripulantes.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Para aproveitar tamanho espaço, os passageiros poderão curtir comodidades como um spa (de 200 m²), cinema ao ar livre, heliponto e hangar de helicópteros. O iate também terá tenders de apoio luxuosos em terra firme, como o Custom Compass Enclosed Limousine, de 12,5 metros de comprimento; o Compass Beach Landing Craft, de 10,5 metros e o Pascoe Jet Drive RHIB Work Tender, de 6,8 metros.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Os “brinquedos aquáticos”, claro, não poderiam ficar de fora. Serão, ao todo, cinco jets, scooter subaquática, além de pranchas com foil, hoverboards, pranchas de stand-up paddle, caiaques e até dois submersíveis menores, personalizados. Para os passeios em terra, o M5 terá duas SUV’s ou picapes. Agora, para os passeios aéreos — sim, aéreos –, o megaiate contará com helicóptero, drones e até um balão de ar quente.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Quanto a velocidade, o que se espera é que o Migaloo M5 tenha um alcance de mais de 8.000 milhas náuticas com velocidade de 20 nós quando na superfície (cerca de 37 km/h), além de 12 nós quando submerso (cerca de 22 km/h).

                              Minissubmarino de apoio do Migaloo M5

                              Como um megaiate submersível, o M5 não poderia ter um barco comum para servir de apoio. E é justamente aí que a embarcação ganha mais um ponto no quesito luxo aquático: um submarino como tender, chamado Migaloo Limo Sub Tender (LST).

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Esse submarino é, na verdade, um submersível menor, que não só desempenhará a função de barco de apoio, como também oferecerá espaço para hóspedes e carga em seus 17 metros de comprimento. Ao todo, até 12 pessoas conseguirão aproveitá-lo, além de três tripulantes.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Assim como o M5, o LST também poderá descer até uma profundidade máxima de 250 metros, o que lhe dará a capacidade de transferir hóspedes e mercadorias ao megaiate submersível. A embarcação será construída em aço, com design de casco duplo. Espera-se que o submersível, com recursos de dupla funcionalidade, possa ser usado tanto na superfície quanto debaixo d’água.


                              O luxo não ficará só por conta do megaiate submersível. Isso porque esse barco de apoio vai contar com teto solar retrátil — que transforma o salão principal em convés principal — , frigobar, centro de comando na popa e possibilidade de direção remota. No projeto de design, sua janela em arco de acrílico proporcionará aos convidados uma vista especial para o fundo do mar.

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              A ideia é que esse submarino de apoio tenha propulsão híbrida diesel-elétrica, e seja tão veloz quanto sua “nave-mãe”, navegando a 20 nós na superfície (cerca de 37 km/h) e 12 nós quando submerso (cerca de 22 km/h).

                              Foto: Migaloo / Divulgação

                              Toda essa brincadeira — que não tem data para virar realidade — custaria nada menos que US$ 2 bilhões, aproximadamente incríveis R$ 9,9 bilhões, em conversão realizada em fevereiro de 2024. E aí, caberia no seu bolso?

                               

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                                Ele tinha uma mordida poderosa, amedrontava os mares há 360 milhões de anos e foi um dos primeiros predadores vertebrados da Terra. Porém, foi descoberto que ele não é tão grande quanto se imaginava — na verdade, bem longe disso. Estamos falando do peixe Dunkleosteus terrelli.

                                Antes conhecido pelo seu grande tamanho, as estimativas anteriores indicavam que esses peixes poderiam atingir de 5 a 10 metros de comprimento. Entretanto, segundo pesquisa de Russell Engelman — paleontólogo que busca seu doutorado na Case Western Reserve University — , publicada na Diversity, eles eram bem menores.

                                Foto: Russell Engelman/ Diversity/ Divulgação

                                Através de uma nova abordagem chamada “comprimento orbital-opercular”, foi possível ter uma nova estimativa do tamanho deste peixe predador. De acordo com o estudo, os adultos típicos teriam cerca de 3,4 metros de comprimento, e alcançam no máximo cerca de 4,1 m.

                                 

                                Ou seja: em vez de parecer um tubarão exuberante, destemido e do tamanho de um ônibus escolar, na verdade, lembra mais um atum atarracado. Além disso, há a possibilidade dos vertebrados — como este peixe predador — nunca terem atingido mais que 5 metros até o Período Carbonífero.

                                 

                                Este peixe de nome complicado governou os mares durante o Período Devoniano, que ocorreu entre 416 milhões e 359,2 milhões de anos atrás — ou seja, antes do Carbonífero. Além disso, o ‘Dunk’ — como também é chamado — pertenceu a uma classe antiga de peixes, conhecida como placordermo.

                                Um “mini” peixe predador

                                Para chegar nessa conclusão, foi usada uma nova métrica de medição e um extenso conjunto de dados de fósseis. O cientista Russell Engelman comparou as proporções da cabeça blindada de Dunkleosteus com o tamanho do crânio de centenas de peixes vivos e outros vestígios.

                                Foto: Russell Engelman/ Diversity/ Divulgação

                                Mas você pode se perguntar: por que o crânio, não o corpo inteiro? Todos os cientistas já pensaram nisso, mas esbarram num problema: a cartilagem frágil do corpo deste animal. Tanto é que apenas as placas grossas de armadura, que envolviam sua cabeça e pescoço, se encontram preservados como fósseis.

                                 

                                Sendo assim, embora as placas preservassem as mandíbulas irregulares do predador, não era confiável medir o restante do seu corpo apenas a partir dele. Logo, os pesquisadores exageravam nas medidas, e tornavam o peixe quase duas vezes maior do que realmente é (como na imagem abaixo).

                                Foto: Russell Engelman/ Diversity/ Divulgação

                                Ponto de partida

                                Segundo Engelman, o comprimento da cabeça dos peixes é um indicador confiável do tamanho restante do corpo, visto que as espécies curtas costumam ter cabeças menores, e vice-versa. Assim, ele se concentrou na região entre o olho do animal e a parte traseira da cabeça.

                                 

                                Com as medidas em mãos, ele comparou com o tamanho desta região de um Dunkleosteus com as proporções da cabeça de quase mil espécies diferentes, que incluem fósseis de peixe e animais vivos — que vão desde robalos até grandes tubarões.

                                Fragmento pertencente ao maior indivíduo conhecido de Dunkleosteus terrelli. Foto: Russell Engelman/ Diversity/ Divulgação

                                Então, com os comparativos feitos, Engelman conclui que a cabeça deste antigo peixe-predador media aproximadamente 60 centímetros. Segundo o cientista, seria correto afirmar que, com esta medida, correspondia a um peixe de aproximadamente 3,5 metros. Ou seja, menor do que as estimativas anteriores.

                                 

                                Entretanto, mesmo fora deste novo estudo realizado por Russell Engelman, Caitlin Colleary, paleontóloga do Museu de História Natural de Cleveland, opina que é difícil afirmar sem mais partes do seu corpo como realmente era o ‘Dunk’.

                                Não me interpretem mal, eu adoro um ‘Dunk’ robusto. Mas não vou me apegar muito porque na ciência, especialmente na paleontologia, basta uma nova descoberta para mudar tudo– Caitlin Colleary

                                 

                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                 

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                                  15/02/2024

                                  A compra de um novo imóvel é um passo muito importante na vida de qualquer pessoa. Geralmente, essa etapa leva tempo e passa por inúmeras considerações. A jovem Kate Fincham passou por esse processo e precisou decidir: morar ou não em uma casa flutuante no Canadá? Sua decisão a levou para um mundo de coisas novas, que agora ela compartilha através das redes sociais.

                                  Kate Fincham é uma redatora de conteúdo de 35 anos que, até 2020, dividia com três amigos uma casa no centro de Toronto, no Canadá. Assustada com os preços dos imóveis na região, a jovem acreditava que viveria de aluguel pelo resto da vida, até que o destino a levou de volta para um lugar que, para ela, era muito familiar: a água.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  Antes de se estabelecer na cidade de arranha-céus imponentes, Kate, quando adolescente, passou um ano acadêmico em um navio como parte de um programa chamado Class Afloat. A viagem, que começou em Vancouver, no Canadá, rodou o mundo até terminar na província canadense do Quebec.

                                   

                                  Em entrevista ao Toronto Life, a jovem contou que “foi uma experiência fundamental e, depois disso, tornou-se muito importante para mim estar perto da água.” Muito por isso, Kate passou três anos trabalhando como tripulante em iates que navegavam pelo Caribe e pela costa leste dos Estados Unidos, até se fixar em Toronto, em 2018.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  No outono de 2020, após dois anos dividindo casa com colegas, Kate se deparou com um artigo sobre três casas flutuantes à venda em Bluffer’s Park, em Scarborough, bairro de Toronto. Ainda que “sem compromisso”, a jovem entrou em contato com o corretor de imóveis de uma deles e foi até a marina ver pessoalmente a residência. E, claro, não deu outra: foi amor à primeira vista.

                                  Tinha telhados altos e inclinados e tudo era em conceito aberto, incluindo a cama acima da área de estar principal– contou Kate ao Toronto Life

                                  Kate passou pelo processo de considerações antes de dar esse grande passo em sua vida. “O que eu sei sobre casas flutuantes? Eu não posso fazer isso”, comentou ela sobre seus pensamentos ao Toronto Life.


                                  Mas, não teve jeito. Quando Kate soube que outra pessoa estava interessada no barco, ela não hesitou em comprar a casa flutuante no Canadá por 340 mil dólares canadenses, cerca de R$ 1,3 milhão (valor convertido em fevereiro de 2024) e se mudar para lá com seus gatinhos Charlie e Finn.

                                  Como é e quanto custa morar na casa flutuante de Kate

                                  Kate, atualmente, faz vídeos para suas redes sociais compartilhando a experiência de viver em uma casa flutuante. Ao assistir a um deles, fica fácil de entender o amor à primeira vista que a jovem teve por seu novo lar.

                                   

                                   

                                  A casa de Kate tem 58 m² de ambientes abertos e muito bem iluminados, que mesclam tons claros, como o branco, com detalhes em madeira, que estão distribuídos por toda a casa, inclusive no piso.

                                   

                                  Sua cozinha divide espaço com a lavanderia — que se resume a uma máquina lava e seca –, enquanto a sala, com varanda e lareira, é também seu escritório. Apesar da junção de ambientes, tudo é muito harmônico.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução
                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução
                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  Seu banheiro é espaçoso e conta até mesmo com banheira. No corredor de acesso à sala, um grande armário embutido dá a Kate mais espaço de armazenamento.

                                   

                                  Uma escada de madeira leva ao mezanino, onde está o quarto. Com amplas janelas, o cômodo dá acesso a um terraço aberto, de onde é possível ter uma vista privilegiada da marina.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução
                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  A jovem, que trabalha de forma híbrida, contou ao Toronto Life que “é ótimo ter vista para o lago mesmo quando estou no computador. E, quando vou para o escritório, são apenas 18 minutos de trem até Union.”

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  Em termos de custo, enquanto em apartamentos é comum a famosa “taxa de condomínio”, a moradora da casa flutuante no Canadá paga a “taxa da marina.” Ao todo, esses gastos somam cerca de 875 dólares canadenses por mês, cerca de R$ 3,2 mil. “Eu não diria que é um modo de vida especialmente barato, mas vale a pena”, comentou Kate ao Toronto Life.

                                   

                                  Quando se fala em casa flutuante, talvez lhe venha à mente a ideia de que a casa poderá ir para qualquer lugar. No entanto, essa não é a realidade do lar de Kate. Sua residência não tem motor — o que para a jovem não é um problema, já que, assim, ela economiza com manutenção.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  “Já se passaram três anos desde que me mudei e não tenho planos de sair. Amo os meus vizinhos — incluindo os cisnes, que alimento regularmente com milho seco que guardo perto da minha janela”, afirmou Kate ao Toronto Life.

                                  No inverno, nem tudo são flores

                                  Kate se mudou para a casa flutuante no Canadá na pior estação do ano para isso: o inverno — que, principalmente nessa região, é avassalador. Nos primeiros meses, os canos e ralos congelaram. Ela descobriu logo cedo também que as ondas passavam e obstruíam o cano de esgoto com gelo — coisa que ela só conseguiu arrumar no verão.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  Havia também um problema com o congelamento da água ao redor da casa que, apesar de normal, colocava o pontoon que sustenta a embarcação em risco. Kate compartilhou que por mais de uma vez precisou pegar um machado e quebrar o gelo sozinha para resolver a situação.

                                  Foto: Instagram @mylittlehouseboat / Reprodução

                                  A jovem, apesar de ter equipamentos para evitar tais situações, ainda não sabia utilizá-los corretamente, devido à falta de experiência. Com o tempo e a ajuda de vizinhos, as coisas foram se acertando, e agora ela não enfrenta mais grandes problemas — apesar de esperar ansiosamente pelo verão para navegar de caiaque por seu “quintal”.

                                   

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                                    Sessa Marine e Regatta Yachts inauguram revenda em Capitólio, Minas Gerais

                                    Mesmo com a tradição de mercado já consolidada por seus mais de 65 anos de atuação no setor, a Sessa Marine sabe da importância de seguir desbravando novos mares — ou, no caso, novos lagos. Prova disso é a aposta do estaleiro italiano em Capitólio, Minas Gerais, ao inaugurar uma loja na cidade, no último sábado (10).

                                    A nova loja da Sessa Marine fica em Escarpas do Lago, bairro de Capitólio conhecido por abrigar casas e mansões de luxo, além, claro, do Lago de Furnas — que se estende por 1.440 km² em um perímetro com cerca de de 3.700 km. Muito por isso, o lago é conhecido também como o “mar de Minas” — ponto ideal para se navegar com as embarcações da Sessa.

                                    A abertura desta nova representação em Capitólio é um passo importante para fortalecer ainda mais nossa presença no mercado brasileiro– Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa Marine

                                    A novidade é mais um fruto da parceria do estaleiro com o seu principal dealer, a Regatta Yachts. Ao lado da marca desde 2011, a Regatta representa a Sessa Marine em importantes mercados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e, agora, Minas Gerais.


                                    Marcelo Galvão Bueno, diretor-executivo da Regatta Yachts, ressaltou que a empresa está entusiasmada com o novo projeto e em “poder proporcionar à comunidade náutica de Capitólio acesso às renomadas embarcações da Sessa Marine e sua experiência única de navegação.”

                                    Nova loja, novas águas, novas lanchas

                                    Com suas águas que transitam entre o azul turquesa e o verde esmeralda, o Lago de Furnas pode ser agora o mais novo palco de uma outra novidade recente da Sessa: a retomada da produção da linha open do estaleiro.

                                    Nova KL40 será novidade da Sessa Marine no Brasil. Foto: Sessa Marine / Divulgação

                                    A partir da recém-inaugurada fábrica da marca em Palhoça, Santa Catarina, a retomada vai apresentar modelos emblemáticos do estaleiro, como a KL27 e a estreia da KL40.

                                    Sessa KL27

                                    A novidade chega em um momento que a Sessa Marine passa por um projeto de expansão global, que inclui a introdução de novas linhas de produtos no mercado, integrando o trabalho feito tanto no Brasil, quanto na Itália. A nova loja Sessa fica localizada na Rua das Âncoras, 4160, em Escarpas do Lago, Capitólio, Minas Gerais.

                                     

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                                      Familiares de Amelia Earhart se pronunciam diante de possível descoberta de seu avião

                                      14/02/2024

                                      Recentemente, a história da pioneira da aviação Amelia Earhart ganhou um novo capítulo. Isso porque um grupo de exploração acredita ter encontrado o avião que ela pilotava em 1937 ao tentar contornar o mundo. Agora, seus familiares se pronunciaram diante da possível descoberta.

                                      O grupo de exploração em questão é o Deep Sea Vision (DSV), que divulgou, no final de janeiro deste ano, imagens de um sonar subaquático em que é possível observar o contorno do que seria o Lockheed Electra — a aeronave que Amelia pilotava quando desapareceu.

                                      Contorno do que seria o Lockheed Electra, aeronave que Amelia pilotava quando desapareceu. Foto: Deep Sea Vision / Divulgação

                                      Apesar de a descoberta ainda não ter sido confirmada e existirem contrapontos, o sobrinho-neto de Amelia, Bram Kleppner e sua mãe, Amy Kleppner, de 92 anos, se pronunciaram a respeito do assunto.

                                       

                                      Ao The Times, Bram revelou que “a família está esperançosa por uma resposta sobre o destino de Earhart.” De acordo com ele, a aeronave “está no lugar certo” e “com certeza parece um avião.”

                                      Amelia Earhart desapareceu ao tentar contornar o mundo pilotando aeronave, em 1937. Foto: Lucia Roblego / Divulgação

                                      Já a mãe de Bram, Amy Kleppner — uma das poucas pessoas que conheceram Amelia em vida –, revelou ao The Times que gostaria de ver os restos mortais da piloto sendo devolvidos e enterrados em sua cidade natal — Atchison, no Kansas, Estados Unidos.

                                      Foi onde Amelia nasceu e onde passou grande parte da sua juventude sob os cuidados dos avós. Com sorte, vai acabar em um lugar onde qualquer pessoa interessada poderá passar algum tempo com ela– Amy Kleppner, ao The Times

                                      Há dúvidas quanto a posse do avião ser de familiares de Amelia Earhart

                                      Ainda em conversa ao The Times, familiares de Amelia Earhart comentaram que, caso a descoberta da DSV seja realmente do avião da piloto, a família gostaria que a aeronave fosse colocada no Smithsonian Museum, em Washington, nos EUA.

                                       

                                      Acontece que não é tão simples assim. Há uma série de dúvidas sobre quem tem a propriedade do avião, já que Amelia comprou a aeronave com dinheiro arrecadado pela Purdue Research Foundation — e planejava devolvê-la à Universidade Purdue.


                                      Além disso, Andrew Pietruszka, arqueólogo subaquático do Scripps Institution of Oceanography, na Califórnia, mencionou ao The Times que, caso o avião esteja em águas internacionais, “provavelmente poderá ser reivindicado pelos descobridores, seguindo a lei de salvamento.” Para o arqueólogo, aliás, não está claro que a aeronave seja mesmo a de Amelia.

                                       

                                      Ele leva em conta o fato de que outros grupos de exploração já disseram ter encontrado o avião, uma vez que a área foi sobrevoada por aeronaves japonesas e americanas durante a Segunda Guerra Mundial, tornando esse um fato comum.

                                       

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                                        A sensação de enjoo pode acabar com a alegria de qualquer passeio no mar, principalmente quando a ideia é aproveitar o momento para pescar. Contudo, foi graças a esse desconforto que dois pescadores australianos se depararam com nada menos que um tubarão-baleia, o maior peixe do mar —  e conseguiram registrar o momento.

                                        Thomas D’Emilio é um morador de Hervey Bay, uma cidade na costa da região de Fraser Coast, em Queensland, na Austrália. Por lá, ele pescou durante a maior parte de sua vida sem saber que a região abrigava tubarões-baleia — até ver um deles bem ao lado de seu barco graças a um enjoo de seu amigo Toby, que pescava com ele no último dia 5.

                                        Foto: Instagram @tom.__d / Reprodução

                                        Ambos pescavam pelas águas da ilha Fraser, ao largo da costa de Queensland, quando Thomas sugeriu que fossem “para um lugar que ficasse no meio e tivesse um pouco de ondulação.” A ideia foi negada por Toby, já que, segundo ele, por ali os peixes eram perdidos para os tubarões. Além disso, ele relatou que estava se sentindo enjoado, e queria retornar à ilha.

                                         

                                        E assim os dois fizeram. Enquanto Thomas aproveitou para tomar um café, Toby começou a se sentir melhor, e os dois voltaram para a água. No caminho, notaram que alguns pássaros estavam agrupados, e resolveram averiguar se por lá havia peixes.

                                         

                                        O que eles encontraram, contudo, foi muito melhor que o esperado. A princípio, uma decepção: se tratavam apenas de iscas maiores comendo iscas menores. Pouco depois, veio a surpresa. Um tubarão-baleia, bem diante dos olhos dos pescadores.

                                        @tomdemilio Still can’t believe it rare sighting of a whale shark inside Fraser Island k,Gari #fraserisland #kgari #whale #herveybayfishing #herveybay #widebay ♬ One hell of a life – Harrison Hoffman

                                        Se Toby não estivesse enjoado, teríamos ido mais longe e perdido tudo– contou Thomas ao ABC News


                                        Último avistamento havia sido registrado há quatro anos

                                        O tubarão-baleia (Rhincodon typus), é um tipo de peixe que pode atingir 12 metros de comprimento ou mais. O animal, que não era visto na região há 4 anos, costuma ser avistado em maior número no recife de Ningaloo, na costa da Austrália Ocidental. Contudo, de acordo com Brad Norman, pesquisador da Universidade Murdoch, eles também podem ser avistados em águas orientais.

                                        Os tubarões-baleia estão amplamente distribuídos, mas às vezes são bastante enigmáticos, então quando são vistos é realmente emocionante– disse Brad ao ABC News

                                        O pesquisador mencionou ainda que a probabilidade de um avistamento aumentou à medida que mais pessoas visitaram K’gari, e registraram vídeos como o de D’Emilio, permitindo assim aos pesquisadores compreenderem melhor os costumes do animal, que está em perigo, já que seu número diminuiu drasticamente.

                                         

                                        “Na Austrália, em comparação com muitas outras partes do mundo, os números parecem muito bons. Pode ser um sinal de que os números estão melhorando… mas não saberemos disso até começarmos a obter mais dados”, mencionou o pesquisador.

                                         

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                                          Megaiate festeiro da Europa deixa Londres após pressão de moradores

                                          13/02/2024

                                          A festa acabou antes mesmo de começar para a Oceandiva. Após forte reação de políticos e moradores de Londres contra a chegada deste megaiate festeiro, a empresa de entretenimento Smart Group anunciou que sua embarcação de 285 pés vai deixar o local por “questões regulatórias”.

                                          Assim, o maior iate de festas da Europa, que custou 25 milhões de libras (R$ 156,6 milhões em conversão realizada em fevereiro de 2024), está cancelado em águas londrinas, onde sediaria eventos noturnos no rio Tamisa. Segundo a empresa, o barco voltará “às águas da União Europeia“.

                                          Foto: Instagram @yachtmagnate/ Oceandiva London/ Reprodução

                                          Inicialmente, a ideia do estaleiro era hospedar casamentos, conferências e exposições de alto nível, com capacidade para até 1.000 pessoas. Entretanto, milhares de londrinos foram contra a chegada deste barco, pois temiam que “poderia atrair comportamento antissocial” e prejudicar o meio-ambiente.

                                          Foto: Instagram @yachtmagnate/ Oceandiva London/ Reprodução

                                          Como era de se imaginar, a Smart Group publicou uma nota em tom de lamentação, definindo o episódio como uma “oportunidade perdida” para a cidade, citando suas “insuficiências infra-estruturais” e reconhecendo que a decisão “pode parecer uma vitória para alguns residentes locais”.

                                          Foto: Oceandiva London/ Divulgação

                                          Outro agravante para este megaiate festeiro ter virado lenda — no sentido literal da palavra — em Londres foi o fato de que, em junho do ano passado, a Oceandiva atingiu uma âncora de uma barcaça não tripulada durante a realização de manobras de teste, próximo de Erith, sudeste de Londres.

                                          Enquanto uns lamentam, outros comemoram

                                          Um vereador local classificou a decisão como uma “grande vitória” e Rachel Bentley, uma das figuras políticas que fizeram campanha contra o megaiate festeiro em Londres, chegou a dizer que “era o barco errado para o rio errado”.

                                          Uma embarcação do tamanho de um campo de futebol é completamente inadequada para um rio urbano estreito– Rachel Bentley

                                          Além disso, a Smart Group retirou um pedido de licenciamento para servir bebidas alcoólicas até altas horas da madrugada na Oceandiva, após quase 1.000 objeções serem apresentadas formalmente por residentes e empresas de Londres ao Conselho de Newham.

                                          Foto: Instagram @yachtmagnate/ Oceandiva London/ Reprodução

                                          Vale ressaltar que o megaiate festeiro da Oceandiva deveria estar operando já no final de 2022, mas só veio a atracar em águas londrinas em maio de 2023. Além disso, ele atracaria na Royal Docks, em Newham, e seu itinerário faria escalas em seis cais de Greenwich, Southwark e Tower Hamlets.

                                          Conheça o megaiate festeiro

                                          Apesar de não operar em Londres, a Oceandiva navega ao redor do mundo. Este megaiate está nas águas de Amsterdã, na Holanda, e em Düsseldorf, na Alemanha. A embarcação oferece desde eventos de networking de caráter corporativo a baladas.

                                          Foto: Instagram @yachtmagnate/ Oceandiva London/ Reprodução

                                          Distribuído por três deques, o megaiate equivale a sete ônibus de dois andares — ou quase o tamanho de um campo de futebol. Além disso, os 86 m de comprimento e 17 m de altura do megaiate festeiro são mais longos que um Boeing 737.

                                           

                                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                           

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                                            12/02/2024

                                            Imagine o seguinte: você perde noites de sono, horas de teorias e gasta seu dinheiro para ajudar a descobrir o que raios é um barulho misterioso que parece vir das profundezas de sua vizinhança. E, então, descobre que, provavelmente, seja apenas o ruído de peixes, digamos, fazendo “borbulhas de amor”.

                                            É exatamente o que está acontecendo em Tampa, no sul da Flórida. A diferença para a famosa canção é que neste caso dos Estados Unidos não são só os peixes que têm passado a noite em claro.

                                             

                                            O problema é que um som de baixa frequência voltou a tirar a paz dos moradores durante as noites. Então, o cientista Dr. James Locascio apontou que, possivelmente, este barulho viria de peixes miraguaias se reproduzindo. Escute — se quiser — no vídeo abaixo.

                                             

                                            É um som de baixa frequência e, portanto, eles viajam muito melhor e percorrem distâncias maiores, além de passarem por meios diferentes com mais eficiência– Dr James Locascio, para a FOX 13

                                            No geral, os animais podem produzir sons de bateria de baixa frequência flexionando os músculos contra a bexiga natatória. E para colaborar com a teoria de Locascio, os peixes miraguaias costumam acasalar nas noites de inverno — justamente a estação do ano atual nos EUA.

                                             

                                            Vale ressaltar que Dr. Locascio tem experiência em pesquisas anteriores sobre o assunto, conduzidas há quase 20 anos no sudoeste da Flórida. Segundo o cientista, o som do acasalamento viaja pelo solo, que pode explicar o motivo de tantas pessoas escutarem este som misterioso há mais de um quilômetro de distância.

                                            Em busca do som misterioso

                                            A teoria do Dr. Locascio ainda não foi confirmada, embora tenha muitos motivos para se acreditar nela. Entre os moradores, a perturbação é tamanha que Sara Healy, do sul de Tampa, está liderando alguns esforços para dar fim a este mistério, e ajuda James Locascio em sua pesquisa.

                                            Sara está arrecadando dinheiro em um site de financiamento coletivo para apoiar a investigação do cientista. Com mais de US$ 2.600 arrecadados (quase R$ 13 mil, em conversão realizada em fevereiro de 2024), Locascio irá colocar microfones debaixo d’água na baía por dois meses e ver o que descobre.

                                            Eu só quero a resposta para a comunidade, para mim e para todos os curiosos– Sara Healy

                                            Esta é mais uma tentativa de dar fim as teorias que surgiram desde 2021, junto com esse som misterioso. Os residentes de Tampa já criaram os cenários mais diversos, que vão desde um barco de festa com um paredão de som invejável a algum experimento das Forças Armadas.

                                            Foto: National Aquarium/ Reprodução

                                            Mas, caso seja confirmado que o som misterioso realmente venha de noites calientes dos peixes, os moradores terão apenas uma opção: esperar até ao final da época de acasalamento e se acostumar com o barulho da animação do cardume.

                                            Conheça o peixe miraguaia

                                            Com nome científico de Pogonias cromis, o peixe miraguaia — também conhecido como corvina-preta ou Black Drum — tem certa popularidade entre os pescadores. Este animal pode medir mais de 1,5 metro de comprimento, pesar cerca de 50 kg e tem grandes escamas cinzentas ou pretas.

                                            Foto: National Aquarium/ Reprodução

                                            Além disso, possui grandes barbilhões, que se projetam de suas mandíbulas inferiores. Os miraguaias se alimentam de peixes menores, mariscos, caranguejos, camarões, mexilhões e vários invertebrados, tudo isso graças aos seus dentes. Normalmente, esta espécie vive em lagoas, foz de rios, baías e também no mar.

                                             

                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                             

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                                              11/02/2024

                                              É isso que acontece quando o futuro e o passado se alinham. Em homenagem às lanchas de alta velocidade estilo da série Miami Vice, dos anos 1980, a startup alemã Mayla Yachts revelou o Mayla GT, que promete proporcionar as emoções de uma lancha combinada ao aspecto futurista.

                                              O lançamento foi apresentado em janeiro deste ano na Alemanha, no Düsseldorf International Boat Show. Esta embarcação, ao mesmo tempo que busca trazer um design mais futurista, carrega consigo um ar dos anos 80 com pitadas de automobilismo.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Este super barco de fibra de carbono de alta qualidade incorpora nossa dedicação em redefinir barcos a motor de luxo– Mayla Christopher Gelsdorf, fundador da Mayla

                                              A semelhança com designs do automobilismo não é coincidência, já que a equipe da construtora tem uma vasta experiência em produção de automóveis esportivos. Ao mesmo tempo em que busca oferecer o luxo e conforto de um iate, o Mayla GT deseja proporcionar toda agilidade de uma lancha.

                                              Uma lancha feita para correr

                                              Com o objetivo de permanecer elegante sem deixar de lado a agilidade, foi montado um barco angular e rápido. Além do design aumentar a eficiência, o estaleiro utilizou fibra de carbono no casco com V profundo, que também melhora a dinâmica na água.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Segundo a Mayla Yachts, o casco com degraus transversais ajudam a introduzir bolhas de ar abaixo do barco, que impulsionam sua velocidade máxima.

                                               

                                              Inclusive, o monocasco se assemelha mais com um barco a motor de corrida do que com um barco de recreio. A lancha futurista vem equipada com dois motores Corvette V8 de 650 hp (cada) a gasolina, no entanto, o dono do barco pode optar por motorização a gasolina, diesel, elétrica e híbrida, incluindo motores V8 de até 1.500 hp.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Embora a velocidade máxima desta embarcação varie de acordo com o motor, o estaleiro afirma que, na configuração top de linha, os 3.000 cv de potência podem impulsionar o Mayla GT a uma velocidade de 100 nós!

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Segundo a marca, estes fatores — junto com a grande potência — , colaboram com o “sprint” da Mayla GT — num efeito semelhante a de um estilingue.

                                              Não se vive só de velocidade

                                              No entanto, o Mayla GT e seus 44 pés (13,5 metros) de comprimento não se resumem apenas a rapidez. A lancha com pegada futurista não podia deixar de ter uma área de cockpit aberta e funcional, que conta com duas espreguiçadeiras deslizantes, churrasqueira, mesa dobrável para refeições e um bar molhado.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              A plataforma de popa abriga um beach club e o acesso à garagem (com abertura elétrica) — com capacidade para pequenos barcos de apoio ou jets. E, para dar ainda mais charme à embarcação nas navegações noturnas, o Mayla GT conta ainda com sistema de iluminação subquática.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Na parte interna, uma luxuosa cabine ocupa a proa. Mas, não podemos esquecer que ainda se trata de uma lancha na faixa dos 40 pés. Por isso, a cabine é configurada com cama de casal, sofá lounge, guarda-roupa, chuveiro e um salão aberto, além de um sistema de entretenimento completo.

                                              Foto: Mayla Yachts/ Divulgação

                                              Ainda se tem poucas informações de quando o barco estará a venda e o preço da Mayla GT também não foi divulgado. Entretanto, os testes no mar estão programados para ter início na primavera de 2024, na Europa — ou seja, no outono do Hemisfério Sul.

                                               

                                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                               

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                                                Team Brazil fica em último na estreia de corrida de barcos elétricos

                                                09/02/2024

                                                Não foi das melhores a estreia do Team Brazil na E1 World Championship Series, a primeira competição de corrida de barcos elétricos, que tem times fundados por atletas e celebridades — como Tom Brady e Rafael Nadal. No primeiro circuito da temporada, realizado em Jeddah, na Arábia Saudita, o time “brasileiro” ficou na última posição.

                                                Na primeira etapa de corridas oficial da E1, que aconteceu em 3 e 4 de fevereiro, o Team Brazil caiu nas semifinais e terminou atrás do Team Checo (de Sergio Pérez, piloto de Fórmula 1); Team Drogba (ex-jogador de futebol); e Team Aoki (do DJ de mesmo nome), respectivamente. Assim, o circuito chamado Place Race foi vencido pelo time Checo.

                                                Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução

                                                Com o piloto sueco Timmy Hansen e a pilota britânica Catie Munnings, os “brazilians” não passaram da terceira posição durante a corrida. Assim, termina na lanterna não só desta etapa, mas também da classificação geral do torneio, que tem o Team Brady — sim, aquele Brady — , na liderança.

                                                 

                                                 

                                                A equipe do Team Brazil não teve a melhor volta em nenhuma etapa, não passou das semifinais e nem sequer foi o melhor time nas qualificatórias — ficou em terceiro. Logo, soma apenas um ponto na classificação geral, conquistado pela última posição do Place Race. Achou o regulamento confuso? Calma, explicamos!

                                                Como funciona a E1 Series?

                                                A E1 Series é uma corrida de alta velocidade em barcos conhecidos como “Racebirds”, que podem chegar a quase 100 km/h, alimentados por baterias elétricas, e usam a tecnologia de hidrofólios para “planar sobre as águas” — assim como já acontece com os veleiros da célebre America’s Cup.

                                                Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução

                                                O GP da E1 funciona da seguinte forma: há uma corrida qualificatória com os oito barcos do torneio — o time que termina na primeira colocação ganha um ponto extra. Na fase seguinte, há duas semifinais (com quatro equipes cada). Os dois melhores de cada chave avançam para a Super Final, disputada por quatro equipes.

                                                Foto: Instagram @e1series/ Reprodução

                                                Já os quatro times que não avançam para a final do GP disputam o Place Race, que serve para somar pontos na classificação geral. Entenda como ficam as pontuações de cada colocado ao final do Grande Prêmio:

                                                • 1º colocado (vencedor da Super Final): +20 pontos;
                                                • 2º colocado (vice da Super Final): +16 pontos;
                                                • 3º colocado (terceiro da Super Final): +13 pontos;
                                                • 4º colocado (último da Super Final): +10 pontos;
                                                • 5º colocado (primeiro do Place Race): +7 pontos;
                                                • 6º colocado (vice do Place Race): +5 pontos;
                                                • 7º colocado (terceiro do Place Race): +3 pontos;
                                                • 8º colocado (último do Place Race): +1 ponto.

                                                Vale destacar que a equipe com a volta mais rápida também ganha um ponto extra. Além disso, todas as etapas — Place Race e Super Final — são disputadas duas vezes, visto que toda equipe da E1 Series tem dois pilotos — um homem e uma mulher — , e cada um pilota uma vez dentro dessas fases.

                                                Torcedores, calma

                                                Além de ficar em último lugar, é importante dizer que a equipe que homenageia o Brasil foi a que teve menos tempo de preparação para a disputa. Isso porque o anúncio da entrada do Team Brazil na liga foi em 10 de janeiro, enquanto a divulgação de quem eram os pilotos aconteceu no dia 15 do mesmo mês. Assim, Timmy Hansen e Catie Munnings tiveram míseros 19 dias de treinamento para o GP de Jeddah.

                                                Catie Munnings (á esquerda) e Timmy Hansen (à direita). Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução

                                                Eu acho que eu e o Timmy estamos aprendendo muito como um time e também com os engenheiros. Todo mundo é novo nisso- Catie Munnings

                                                O dono da equipe é o conhecido Marcelo Claure, boliviano milionário que fundou o Inter Miami — time de futebol dos Estados Unidos onde joga Lionel Messi — , comprou o Bolívar — time de futebol mais vitorioso da Bolívia — e adquiriu, em sociedade com o Grupo City, a maior parte do Girona, vice-líder da La Liga.

                                                Foto: Instagram @e1teambrazil/ Reprodução

                                                Pode-se dizer que a maioria de suas equipes alcançaram o sucesso comercial ou esportivo, seja em disputas nacionais ou internacionais. Então, se tivemos calma, quem sabe o Team Brazil também não vira uma equipe de sucesso na E1?

                                                 

                                                A próxima etapa, que será em Veneza, na Itália, está marcada para os dias 11 e 12 de maio.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

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                                                  Considerado a maior festa de rua do mundo, o carnaval de Salvador, na Bahia, não poderia se limitar, literalmente, às ruas e avenidas — já que a cidade é detentora de praias paradisíacas e um grande destino náutico. Por isso, a Marinha do Brasil (MB) vai garantir a segurança dos foliões nas águas da capital baiana — que espera mais de 1 milhão de turistas na cidade.

                                                  A chamada Operação Carnaval da Marinha vai atuar em Salvador entre os dias 8 e 13 de fevereiro, período de maior fluxo de turistas na cidade durante a festa, tanto em terra quanto no mar.

                                                   

                                                  A ação vai se concentrar especialmente nas áreas marítimas próximas aos circuitos carnavalescos, de onde é possível ter uma visão privilegiada dos blocos que arrastam multidões.

                                                  Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                  Reforço nas ações de fiscalização do tráfego aquaviário

                                                  As chamadas Ações de Fiscalização do Tráfego Aquaviário, que abrange o litoral baiano e também suas águas interiores, visam garantir que moradores locais e turistas naveguem com segurança durante o período carnavalesco.

                                                   

                                                  Elas são realizadas pela Marinha — por meio da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA), da Delegacia da Capitania dos Portos em Ilhéus (DelIlhéus) e da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro (DelPSeguro).

                                                   

                                                  Para isso, na Operação Carnaval da Marinha serão empregados cerca de 300 militares e 36 embarcações (entre lanchas e motos aquáticas), além de 25 viaturas.

                                                  Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                  De acordo com a MB, na última edição da Operação Carnaval da Marinha, em 2023, foram realizadas pela CPBA 1.565 ações de inspeção naval em embarcações, que resultaram na emissão de 75 notificações e na apreensão de oito embarcações.

                                                   

                                                  Vale ressaltar que as ações visam não somente fiscalizar, como também conscientizar condutores e passageiros a navegarem respeitando às normas da Marinha. Além de Salvador, a operação acontece ainda nos litorais sul e norte, onde estão localizadas cidades que também registram um aumento significativo no fluxo de embarcações durante essa época do ano.

                                                   

                                                  “Não pouparemos esforços para garantir que todos aqueles que se lancem ao mar durante esse período festivo possam navegar nos mais altos níveis de segurança”, garantiu o Capitão de Mar e Guerra Wellington Lemos Gagno.

                                                  É de extrema importância a contribuição da sociedade, que pode denunciar quaisquer irregularidades por meio dos nossos canais de atendimento– Capitão de Mar e Guerra Wellington Lemos Gagno

                                                  Localidades que estão fora do circuito carnavalesco também terão a fiscalização reforçada, a exemplo do Arquipélago de Cairu, que abriga destinos turísticos como Morro de São Paulo e Boipeba.

                                                   

                                                  “Embora não haja a previsão de eventos nessas localidades, nós sabemos da intensa atividade do turismo náutico e de transporte de passageiros que há na região, tornando necessária a presença da CPBA fiscalizando as embarcações”, explicou o Capitão Gagno.


                                                  Saiba como acionar o serviço de emergência

                                                  Em casos de embarcações em perigo, tanto no mar quanto em rios, o Salvamar Leste, Serviço de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil operado pelo Comando do 2º Distrito Naval, disponibiliza o número de emergência 185, operado 24 horas por dia.

                                                   

                                                  Além disso, a Marinha do Brasil recomenda aos navegantes compartilhem seus planos de viagem e localização através do aplicativo NavSeg, para que a Capitania dos Portos mais próxima possa acompanhar o trajeto. Dessa forma, permitindo uma velocidade maior em uma possível ação de socorro e salvamento.

                                                   

                                                  O NavSeg está disponível para download gratuito tanto no Google Play quanto na App Store. Para utilizar a ferramenta, basta realizar o acesso por meio do login único do Gov.br e preencher todos os campos corretamente. Acesse as informações oficiais do app e saiba mais.

                                                   

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                                                    Com 25 anos de atuação no mercado náutico, a FS Yachts já tem mais de 3 mil embarcações comercializadas. Ao longo dessa trajetória e a cada barco entregue, não é de se surpreender que a maré tenha levado o estaleiro catarinense a atracar em um destino tradicionalíssimo do setor: os Estados Unidos.

                                                    No final de 2023, a FS Yachts assinou contrato com uma distribuidora da Flórida, concretizando um objetivo que o estaleiro nunca escondeu: crescer no mercado náutico dos EUA.

                                                     

                                                    Aliás, em entrevista à equipe de NÁUTICA no São Paulo Boat Show 2023, José e Almiro Thiburcio, executivos da marca, revelaram que a empresa já estava desenvolvendo barcos pensados para esse mercado.

                                                    Executivos do estaleiro assinaram contrato com distribuidora da Flórida no final de 2023. Foto: FS Yachts / Divulgação

                                                    A entrada da FS Yachts nos EUA representa uma oportunidade estratégica e promissora. Acreditamos que o nível de qualidade das embarcações se alinha com a maturidade do mercado dos EUA, o que trará bons frutos para o estaleiro– Ricardo Fragoso, diretor comercial da FS Yachts

                                                    A primeira embarcação da FS Yachts a atracar em águas estadunidenses com a nova parceria foi a FS 290 Concept, com motor de popa — configuração preferida do público náutico dos Estados Unidos.

                                                    De acordo com o estaleiro, em breve começará a distribuição de outros modelos, tendo como foco a FS 290 e a FS 355 — que será lançada neste ano.

                                                     

                                                    O projeto da nova lancha, aliás, foi apresentado pela primeira vez no São Paulo Boat Show 2023 e é exemplo da estratégia da FS Yachts. Com motorização de popa, a lancha nascerá pensada para agradar ao público dos Estados Unidos.

                                                    Representação gráfica da FS 355. Modelo ainda será lançado pelo estaleiro. Foto: FS Yachts / Divulgação

                                                    Ainda nessa linha, uma nova embarcação de 40 pés está nos planos da FS Yachts. O barco também virá com o propósito de explorar o mercado americano, que “dará muito mais condições de crescimento e estabilidade” para a empresa, segundo afirmaram os executivos da marca durante o São Paulo Boat Show 2023.


                                                    A chegada da FS Yachts aos EUA representa uma oportunidade estratégica do estaleiro, que busca abrir novas portas para alavancar negócios e consolidar a marca no cenário internacional, visando um crescimento exponencial para a empresa de Santa Catarina em poucos anos.

                                                     

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                                                      Mordida mais extrema da natureza pode ser de peixe que viveu há 365 milhões de anos

                                                      Se fossemos classificar os animais com a mordida mais forte da natureza, certamente a chance de um peixe estar entre as primeiras posições seria muito pequena. Mas o animal, esquecido quando o assunto é ser mortal, atingiu essa posição cerca de 365 milhões de anos atrás, com a espécie Alienacanthus — ou, para os mais íntimos: peixe alien.

                                                      Não por acaso o nome do peixe começa com “alien”, já que o Alienacanthus tinha um conjunto de “espinhos” que pareciam estar nas nadadeiras do animal. Posteriormente, estudiosos identificaram que esses “espinhos”, na verdade, eram dentes, em uma das mais longas mordidas inferiores já registradas, de acordo com um estudo recente publicado na revista Royal Society Open Science.

                                                      Foto: Beat Scheffold (Zürich) and Christian Klug / Divulgação

                                                      Pesquisadores estudam o Alienacanthus para entender melhor como era a mecânica de sua mandíbula diante do resto do seu corpo. Para isso, analisaram dois crânios quase completos encontrados no Marrocos, e perceberam que a longa protuberância que se projetava da cabeça do Alienacanthus era de uma mandíbula inferior com o dobro do tamanho do crânio do animal.

                                                      Foto: Melina Jobbins e Christian Klug / Reprodução

                                                      “As novas descobertas esclarecem a aparência real deste animal, já que ele não tem uma espinha dorsal estranha, mas uma mandíbula inferior bastante única, afirmou Melina Jobbins, autora do estudo e paleontóloga da Universidade de Zurique, na Suíça, ao WordsSideKick.com.

                                                      Peixe alien: conheça o Alienacanthus 

                                                      O primeiro fóssil conhecido do Alienacanthus foi descoberto na Polônia, em 1957. A espécie pertence ao grupo dos placodermes, peixes blindados que tem como característica a cobertura da cabeça e do tórax por armaduras articuladas de placas dérmicas.

                                                       

                                                      Alienacanthus habitou a Terra durante o período Devoniano (419 milhões a 358,9 milhões de anos atrás), quando o planeta foi separado em dois supercontinentes. Ao longo dos anos, pesquisadores tiveram acesso a vários fósseis encontrados do animal, principalmente nas montanhas do que hoje é o centro da Polônia e Marrocos


                                                      A mandíbula do animal é o que mais chama atenção de estudiosos. “Todo o mecanismo essa parte do corpo teve que funcionar de maneira um pouco diferente para acomodar a mandíbula inferior”, comenta Jobbins. para entender melhor esse mecanismo, atualmente os pesquisadores compararam o Alienacanthus com espécies modernas com mandíbulas incompatíveis, como o peixe-espada.

                                                       

                                                      Uma das hipóteses levantadas pelos profissionais é a de que o peixe alien usava seu maior diferencial para capturar presas vivas. “Os dentes apontando para trás evitam que a presa escape da boca”, acrescentou Jobbins.

                                                       

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                                                        08/02/2024

                                                        Algumas coisas parecem inacreditáveis até que sejam retratadas por imagens — e ainda assim, por vezes, continua difícil de acreditar. É o caso do A23a, maior iceberg do mundo, que voltou a se mover após 30 anos preso ao fundo do oceano na Antártica.

                                                        O iceberg tem 4.000 km², ou seja, quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo (a metrópole tem área de 1.521 km²).

                                                        Foto: Canal no YouTube da British Antarctic Survey / Divulgação

                                                        No final de 2023, o maior iceberg do mundo já chamava atenção de estudiosos por ter começado a se mover, coisa que não acontecia desde 1986, quando a gigantesca plataforma de gelo encalhou no Mar de Weddell, no oceano Antártico.

                                                         

                                                        Agora, o instituto de pesquisa British Antarctic Survey divulgou novas imagens do A23a, registradas graças ao navio de pesquisa RRS Sir David Attenborough.

                                                         

                                                         

                                                        O maior iceberg do mundo, que tem ainda 400 metros de espessura, foi visto quando o RRS Sir David Attenborough passou pelo A23a durante sua rota em direção ao Mar de Weddell — local onde outra missão científica será realizada.

                                                        Foto: Canal no YouTube da British Antarctic Survey / Divulgação

                                                        Temos sorte de que a expedição do A23a não tenha interferido nos prazos apertados de nossa missão científica, pois é incrível ver este enorme iceberg pessoalmente. Ele se estende até onde a vista alcança– Andrew Meijers, líder científico da British Antarctic Survey

                                                        De acordo com a British Antarctic Survey, o A23a deve ser arrastado pela Corrente Circumpolar Antártica em direção ao Atlântico Sul, para um trecho conhecido como o “beco dos icebergs” — onde a grande maioria dos icebergs do setor Weddell acaba “encalhando”.


                                                        Os cientistas acompanharão de perto o progresso do A23a. Isso porque, caso o maior iceberg  do mundo encalhe na ilha da Geórgia do Sul, poderá causar problemas aos animais locais — como focas, pinguins e outras aves marinhas que se reproduzem na ilhas –, além de perturbar rotas regulares de alimentação das espécies.

                                                         

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                                                          Algumas embarcações resistem ao tempo e acumulam histórias que as ondas não são capazes de apagar. Quando barcos e histórias estão na mesma frase, aliás, os veleiros logo vêm à mente. Um deles, de 97 anos e 11 voltas ao mundo, levará seu legado para ser conhecido de forma gratuita em Fortaleza.

                                                          A histórica embarcação é o Navio-Escola Juan Sebastián Elcano, da Marinha da Espanha. Imponente, o veleiro é atualmente considerado o terceiro maior do mundo, e traz em sua estrutura de aço quatro grandes mastros.

                                                           

                                                          A oportunidade única de conhecer a embarcação de forma gratuita começa em 12 de fevereiro, no Porto de Mucuripe, em Fortaleza.

                                                          Foto: Armada Española / Divulgação

                                                          O navio saiu de Cádiz, no sul da Espanha, em 19 de janeiro e chegará em Fortaleza no dia 11 de fevereiro. A embarcação ficará na capital cearense até o dia 15 do mesmo mês, quando seguirá viagem para a cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana, na América Central.

                                                          Conheça o Navio-Escola Juan Sebastián Elcano

                                                          A história do Navio-Escola Juan Sebastián Elcano começou a ser escrita ainda em 1927, quando a embarcação tomou forma no estaleiro Echevarrieta y Larrinaga, em Cádis, antiga cidade portuária da Espanha. Seu nome homenageia Juan Sebastián Elcano, espanhol que ganhou o título de primeiro homem a completar uma volta ao mundo.

                                                          Foto: Armada Española / Divulgação

                                                          Com 113 metros de comprimento e mais de 3.700 toneladas, o navio é capaz de acomodar uma tripulação composta por 21 oficiais, 21 sub-oficiais, 2 mestres civis e 135 militares da categoria de Marinharia e Tropa.


                                                          Como navio-escola, desde 1928 a embarcação tem como principal função a formação de oficiais da Armada Espanhola no mar. Para isso, o navio oferece uma experiência prática aos estudantes, durante uma viagem de cerca de 6 meses, proporcionando treinamento no mar e em portos.

                                                          Foto: Armada Española / Divulgação

                                                          Apesar de contar com armamentos para a defesa própria dos tripulantes, o Navio-Escola não possui mísseis, torpedos ou sistemas de armas para combate. Vale ressaltar que a embarcação funciona também como um navio de apoio à política externa do Estado espanhol.

                                                          Como visitar o Navio-Escola Juan Sebastián Elcano

                                                          Os interessados em conhecer o Navio-Escola Juan Sebastián Elcano têm até o dia 10 de fevereiro, às 10h, para agendar a visita no site da Companhia das Docas do Ceará. Já no site, é preciso clicar em “detalhes e agendamento” e escolher um horário para a visita, que tem vagas limitadas.

                                                           

                                                          Ao todo, 100 visitantes serão atendidos por horário, dentro das seguintes opções: 11h, 11h30, 12h, 13h30, 14h, 14h30, 15h, 15h30, 16h, 16h30, 17h e 17h30. É possível numerar quantas pessoas estarão na reserva e todos deverão preencher um cadastro com dados pessoais.

                                                           

                                                          Após o cadastro, a confirmação da reserva chegará por email, com um QR CODE que deverá ser apresentado na entrada da visita à embarcação.

                                                           

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                                                            07/02/2024

                                                            Os aficionados pelo universo náutico sabem que uma jornada pelos mares exige uma bússola confiável e tradicional. Para seguir esse caminho, então, os ventos sopram sempre para um mesmo lugar: a Revista Náutica. A nova edição, de número 388, já está disponível de forma digital no aplicativo de NÁUTICA.

                                                            A nova edição da Revista Náutica traz páginas repletas de histórias envolventes, as mais recentes inovações do setor, testes de embarcações e destinos deslumbrantes para inspirar quem ama navegar.

                                                             

                                                            Quem assina Náutica pode conferir a edição antes mesmo da revista chegar às bancas. Basta acessar o app, que está disponível para download gratuito na App Store e no Google Play. Para quem ainda não é assinante, ainda há a facilidade de comprar a edição de forma avulsa, diretamente pelo app.

                                                            Sob a narrativa de colaboradores especialistas, a edição 388 vai te deixar por dentro do mais novo destino náutico do Brasil: o Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O local recebeu, em novembro de 2023, a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Agora, autoridades locais já visam impulsionar o turismo náutico na região.

                                                            Para os fãs da vela, a história de um ícone dos mares: o veleiro Atrevida. A embarcação, que comemora 100 anos de glórias, já foi ícone de regatas, depois abandonada até ser vendida como sucata e ganhar vida nova após restauração. Confira também o show de vela na 23ª edição da Copa Mitsubishi, que reuniu 75 veleiros na paradisíaca Ilhabela.

                                                            A nova edição da Revista Náutica traz ainda histórias intrigantes, como a de uma nova febre entre as vinícolas europeias, que descobriram a magia de envelhecer seus vinhos nas profundezas do oceano. Veja também como foi o bate-volta a bordo de uma de Schaefer V33 de Fort Lauderdale, na Flórida, até as Ilhas Bimini, nas Bahamas.

                                                            Agora, se o que te interessa são os testes de barcos e equipamentos, essa edição vem recheada deles. Embarcações da Real Powerboats, Triton Yachts, Solara e Sea-Doo deixam a Revista Náutica de número 388 ainda mais completa, além do teste do Radar Raymarine Cyclone e da Câmera Flir, equipamentos da Marine Express.

                                                             

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