Após 40 anos desaparecida, coleção de conchas do século 18 é encontrada na Inglaterra

Além de conchas raras do mundo todo, acervo reúne itens da última viagem marítima do lendário Capitão Cook

24/03/2024

Colecionar conchas é quase como um evento canônico na vida de todos que têm o costume de ir à praia, mas Bridget Atkinson (1732–1814) foi além, e criou um acervo com mais de 200 desses itens ao longo de toda sua vida — algumas vezes, sem mesmo sair de casa. Considerada perdida por 40 anos, sua coleção, repleta de itens raros, foi finalmente encontrada.

Com conchas de várias partes do mundo — incluindo algumas da última viagem marítima do lendário Capitão Cook (explorador, navegador e cartógrafo inglês que viveu de 1728 a 1779) — , Atkinson reuniu uma coleção datada do século 18, que ficou desaparecida por 40 anos e foi recentemente devolvida à organização britânica English Heritage.

Foto: English Heritage / Divulgação

Para se ter uma ideia, acreditava-se até que a coleção composta por itens raros, como a Epitonium scalore (encontrada no Indo-Pacífico) e a Tridacna squamosa (distribuídas nas Filipinas, pelo Oceano Índico e pelo Mar Vermelho), havia ido para o lixo.

Epitonium scalore. Foto: English Heritage / Divulgação
Tridacna squamosa. Foto: English Heritage / Divulgação

Em um tempo no qual as mulheres geralmente pegavam conchas para decoração, Bridget as coletava mais por interesses científicos e geográficos do que estéticos– Frances McIntosh, curadora do English Heritage, em comunicado

Muito mais que apenas conchas

Apesar de não ter sido “uma duquesa ou alguém da alta sociedade de Londres”, como afirma McIntosh, Atkinson construiu um acervo com conchas de várias partes do planeta, muitas vezes, sem precisar ir ao encontro delas.

Astraea heliotropium. Foto: English Heritage / Divulgação

Além das outras espécimes raras já citadas, um dos itens mais notáveis de sua coleção é a Astraea heliotropium (concha endêmica da Nova Zelândia), vinda da última viagem marítima do Capitão Cook pelo mundo. Para conseguir essa proeza, ela contou com a ajuda de George Dixon, um explorador britânico que navegou, justamente, ao lado de Cook em sua última aventura.


O fato de ter vindo de uma família rica também colaborou para que o acervo de Atkinson se tornasse único. Isso porque seus filhos, por exemplo, se tornaram donos de plantações de açúcar na Jamaica, além de fornecerem serviços para a Companhia Britânica das Índias Orientais.

Spondylus americanus. Foto: English Heritage / Divulgação

Dessa forma, Atkinson escrevia para eles pedindo que procurassem por conchas específicas, como a Spondylus americanus, para completar seu acervo. Assim, de acordo com a English Heritage, ela foi capaz de reunir cerca de 1.200 conchas de várias partes do mundo.

Foto: English Heritage / Divulgação

“Bridget Atkinson foi uma das primeiras mulheres a acumular uma coleção de conchas cientificamente significativa de todo o mundo”, afirmou Tom White, curador do Museu de História Natural que auxiliou na catalogação das conchas de Atkinson.

Do desaparecimento ao museu

Se o acervo de Atkinson era tão importante, como, então, ele desapareceu? Essa história começa ainda em 1930, quando parte da coleção foi vendida, enquanto outras 200 conchas foram emprestadas ao departamento de Zoologia da atual Universidade de Newcastle.

 

Em 1980, houve uma mudança de escritório, e, até então, acreditava-se que as conchas poderiam ter sido jogadas no lixo durante esse processo. Felizmente, na verdade, a coleção foi devidamente guardada por John Buchanan (professor e zoólogo marinho já falecido), a fim de, justamente, evitar que o acervo se perdesse.

 

Foi somente em 2022 que a família do professor se deu conta que as conchas guardadas por ele eram da coleção de Atkinson. A partir daí, o acervo foi devolvido ao English Heritage e, agora, a ideia é que fiquem em exibição no Chesters Roman Fort and Museum, na Inglaterra, até novembro de 2024.

 

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    Conheça o raríssimo pinguim-rei amarelo que encantou a internet

    Animal foi flagrado pela primeira vez em 2019, em colônia de ilha no Atlântico Sul

    Ao primeiro olhar, o pinguim amarelo que chamou atenção nas redes nos últimos dias pode parecer uma espécie rara, mas, na verdade, não é bem assim. O animal, que se destaca entre outros milhares de sua colônia, pertence à família dos pinguins-reis (Aptenodytes patagonicus). Mas, assim como na animação Happy Feet, apesar de estar entre os seus, ele parece não pertencer ao ambiente em que vive.

    Essa sensação é causada, justamente, por sua cor, que difere dos demais. Por algum motivo, o pinguim perdeu a pigmentação de suas penas pretas, ficando somente com as amarelas, dando a ele um destaque especial.

    Foto: Instagram @yves_adams / Reprodução

    O registro do animal, que voltou a viralizar nas redes, foi feito em 2019, pelo fotógrafo belga Yves Adams, em viagem feita por ele para a ilha Geórgia do Sul, território britânico localizado no Oceano Atlântico Sul. Na época, Adams chegou a dizer que havia ganhado “na loteria da natureza” com a foto que conseguiu capturar, principalmente porque ele foi até lá participar de uma expedição fotográfica.

    Teses que explicam o pinguim amarelo

    Ao parar um minuto e observar bem as características do pinguim amarelo, é possível perceber que ele é exatamente como os demais — não fosse a falta do pigmento preto em suas penas. Em 2019, Adams sugeriu que a ave possuia leucismo (condição em que apenas parte da melanina é perdida, e algumas áreas do corpo retém cor), e, posteriormente, a bióloga Dee Boersma confirmou a tese.

    Foto: Instagram @yves_adams / Reprodução

    Professora na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Boersma mencionou à época ao Live Science que o animal provavelmente é leucístico e não albino, como alguns podem imaginar. Isso porquê o pinguim não perdeu toda a pigmentação do corpo, como aconteceria caso o animal fosse, de fato, albino.


    Já o ecologista Kevin McGraw, da Universidade Estadual do Arizona (EUA), discordou. “Como não há melanina, parece albino. É necessário fazer testes com amostras das penas para que não haja equívocos”, argumentou ele.

    Foto: Instagram @yves_adams / Reprodução

    O Programa Antártico Australiano, por sua vez, considerou naquele ano que a característica pode ser consequência de dietas, doenças, ferimentos ou mutações genéticas, assim, identificar a causa apenas olhando para o animal é uma “tarefa difícil”.

     

    Seja lá qual for a real condição do pinguim amarelo, ao que tudo indica, o animal não foi novamente avistado, tornando o registro de Adams uma verdadeira raridade do mundo animal.

     

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      Empresa cria cadeiras à base de sacos plásticos retirados de rios

      Cada peça utiliza cerca de duas mil sacolas na fabricação, mas sai por mais de R$ 4 mil

      Por: Redação -
      23/03/2024

      Já imaginou receber visitas e acomodá-las em cadeiras feitas à base de sacos plásticos? Pois é exatamente essa a proposta da Sungai Desing, empresa que usa como matéria-prima sacolas retiradas dos rios de Bali, na Indonésia.

      Cada uma das peças é fabricada usando cerca de dois mil sacos — que representam 36% dos mais de 1 milhão e 800 mil quilos de plástico removidos pela ONG Sungai Watch, divisão que se prontifica a limpar os rios mais poluídos do mundo para evitar que o lixo escorra até os oceanos.

      Foto: Sungai Design/ Reprodução

      Entretanto, os interessados em adquirir as cadeiras de saco plástico devem saber que elas não saem nada em conta. O modelo Lounger, com apoio para os braços, custa US$ 960, equivalentes a cerca de R$ 4.800 (conversão feita em março de 2024). Já o modelo Seater, sem apoio para os braços, sai por US$ 800, em torno de R$ 4 mil.

       

      As vendas, segundo a empresa, ajudam a financiar os projetos nos rios em todo o planeta.

       

       

      Como são feitas as cadeiras de saco plástico

      O primeiro passo envolve o recolhimento do lixo interceptado pelas 270 barreiras flutuantes que a Sungai Watch instalou nos rios da Indonésia. Depois, as sacolas que darão forma às peças passam por um processo intenso de limpeza.


      Todo esse plástico vai para trituração e prensagem térmica, responsável por transformá-lo em chapas firmes e duráveis — a estrutura da cadeira. Chega, então, o momento de esculpi-las em painéis, posteriormente polidos e fundidos no formato desenhado pela empresa.

       

      A Sungai Design ainda aponta que trabalha para não desperdiçar nenhum material, reaproveitando as sobras em outros produtos, e que tem o objetivo de mostrar o amplo poder de transformação que tem o lixo reciclado.

      Foto: Sungai Design/ Reprodução

       

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        Conheça o ônibus anfíbio que faz passeios nos Estados Unidos

        Parecido com um ônibus escolar, invenção da Cami LLC é aprovada pela Guarda Costeira dos EUA

        Por mais que pareça, essa não é uma van escolar que sabe nadar — que realizaria o sonho de muita criança. Chamado de Hydro-Terra, este mutante se autodefine como um “ônibus de turismo anfíbio de última geração”, e talvez seja esta a melhor descrição possível deste veículo criado pela Cami LLC.

        Segundo a marca, o Hydro-Terra tem desempenho comprovado e operações de sucesso em 27 países pelo mundo. Além disso, essa maravilha tem total aprovação pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, graças ao design patenteado e “inafundável”, de acordo com a fabricante.

        Foto: Cami LLC/ Divulgação

        Mesmo com os bujões de drenagem removidos, um verdadeiro “tchibum” ao entrar na água e a casa de máquinas inundada até a borda — que pode trazer um pouco de pânico — , este ônibus anfíbio de 40 pés continua flutuando no mar. Confira no vídeo abaixo!

         

         

        Essa engenhosidade é possível por conta do uso de uma espuma especial, que está incluso em várias das máquinas do Hydro-Terra. Além disso, ele conta com uma transmissão ZF Marine que gira até três hélices de 26 polegadas. Por fim, sua direção é controlada por um atuador linear elétrico.

         

        Por dentro de um ônibus anfíbio

        Fabricada com um casco em forma de V — projetada para “cortar a água” — , a localização central da direção permite uma ótima visibilidade para o comandante do “barco”. E como é de se imaginar, todos os controles do Hydra-Terra estão na cabine do capitão.

        Foto: Cami LLC/ Divulgação

        Se você estiver dentro deste ônibus anfíbio, não faltará conforto nos assentos de vinis acolchoados e de encosto baixo. Além disso, é possível mudar os bancos por outros de qualidade econômica com modelos reclináveis e bolsos de malha — como aqueles existentes em ônibus de viagem.

        Foto: Cami LLC/ Divulgação

        O Hydro-Terra tem capacidade para 30 a 49 passageiros e mais dois tripulantes. Como é inspecionado pela Guarda Costeira dos EUA, a embarcação conta com alarme de incêndio e esgoto. A versão com “update” pode ter banheiro, estepe e outras opções a gosto do comprador.

        Prepare o bolso

        Segundo a Cami LLC, certos modelos são especificamente otimizados para o desejo do comprador. Seja para navegar dentro do ônibus anfíbio ou aproveitar o conforto desse inusitado transporte — e construir escadas para os hóspedes usarem enquanto estão no mar — , ele parece cumprir bem sua missão.

        Foto: Cami LLC/ Divulgação
        Foto: Cami LLC/ Divulgação

        De acordo com o portal Auto Evolution, o preço varia de acordo com o vendedor; a customização do ônibus anfíbio e de onde você encontra. Mas o interessado terá dificuldades em encontrar um Hydro-Terra por menos de US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão em conversão realizada em março de 2024) e US$ 600 mil (R$ 3 milhões).

         

        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

         

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          Rio Boat Show 2024 abrirá calendário de eventos náuticos no Brasil

          Realizada em um dos cartões postais mais belos do país, 25ª edição espera reunir mais de 33 mil pessoas para apresentar novidades do setor

          Por: Redação -
          22/03/2024

          O Rio de Janeiro, palco de belezas naturais extraordinárias, abrirá o calendário de eventos náuticos brasileiro com a realização do 25º Rio Boat Show, o maior do gênero sobre as águas da América Latina.

          Entre os dias 28 de abril e 5 de maio, na Marina da Glória, o público acompanhará grandes novidades do setor, com possibilidade de compra desde pequenas embarcações até iates luxuosos. Empresas de equipamentos esportivos, decorações para barcos e tecnologias de ponta embarcada são presença confirmada.

          Foto: Victor Oliveira/Náutica

          A programação ainda envolve o Náutica Talks — série de palestras sobre personalidades marítimas — e atrativos para toda a família, incluindo opções gastronômicas e o famoso desfile de barcos pelas águas da Baía de Guanabara.

           

          “O Rio de Janeiro é, sem dúvida, um paraíso do Brasil e que reúne alguns dos mais belos destinos de navegação do mundo. Portanto, não é à toa que o Boat Show carioca abre o calendário náutico brasileiro e completa 25 edições de muito sucesso”, afirma Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos.

          Altas expectativas

          A organização do evento espera que o Rio Boat Show 2024 supere a movimentação de negócios de 2023, quando as mais de 200 embarcações vendidas movimentaram cerca de R$ 240 milhões.

          Foto: Victor Oliveira/Náutica

          Além disso, mais de 33 mil pessoas de várias partes do Brasil e do mundo são aguardadas no evento náutico mais charmoso da América Latina. “Trata-se de uma feira para todos, projetada tanto para quem quer ingressar na náutica com a compra de uma pequena embarcação até aqueles que desejam fazer um upgrade”, aponta Thalita.


          A diretora ainda explica que em torno de 70% de todas as negociações brasileiras envolvendo embarcações e acessórios são realizadas em feiras organizadas pela Boat Show Eventos. Portanto, os visitantes podem aguardar as maiores marcas do país e do mundo, além de grandes nomes do mundo náutico.

           

          A cobertura do Rio Boat Show 2024 acontece ao vivo pelo Canal Náutica, no Youtube, e é possível acompanhar os principais destaques pelo portal de notícias e redes sociais da Revista Náutica.

          Vem aí o Rio Boat Show 2024!

          Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

          O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

           

          O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

          Anote aí!

          RIO BOAT SHOW 2024
          Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
          Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
          Ingressos: site oficial de vendas
          Mais informações: rioboatshow.com.br.

           

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            Ondas gigantes de até três metros podem atingir litoral de SP e RJ no fim de semana

            Alerta da Marinha ainda destaca a possibilidade de ventos de até 60 km/h na região

            Por: Redação -

            Ondas gigantes de até três metros de altura podem atingir os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro neste fim de semana. É o que aponta o alerta da Marinha, divulgado na última quarta-feira (20), com validade para os dias entre sexta-feira (22) e domingo (24).

            A ressaca marítima, provocada pela frente fria que se aproxima, deve ser acompanhada por ventos de até 60 km/h. Devido aos fenômenos, é importante que moradores e turistas evitem a prática de esportes na água e redobrem os cuidados ao pescar ou se banhar no mar.

            Foto: PxHere/ Reprodução

            De acordo com o alerta, a previsão é de que as ondas gigantes se formem na faixa litorânea entre o “norte de Santos (SP) e sul de Arraial do Cabo (RJ)”. Já os fortes ventos podem atingir a região entre o “norte de Ilhabela (SP) e o sul de Arraial do Cabo”.

             

            Caso haja mudanças no tempo, a Marinha publicará um novo comunicado. A orientação é de que a população fique atenta à página oficial do Facebook do Serviço Meteorológico Marinho.


            Fim da onda de calor

            A região Sudeste, parte da qual agora enfrenta ondas gigantes e mau tempo, foi uma das mais afetadas pelo calorão neste mês de março. Segundo o Climatempo, as altas temperaturas também atingiram os estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

             

            Embora a nova frente fria reduza o desconforto térmico das últimas semanas, vale reforçar a importância de cuidados básicos para se proteger em situações de calor excessivo, como uso de protetor solar, roupas leves e, em caso de passeios de barco, foco na hidratação.

             

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              Hotéis apostam em superiates de luxo com viagens de mais de R$ 500 mil

              Redes consolidadas entre público milionário criaram experiências exclusivas no mar, incluindo iates a vela

              Por: Redação -

              Luxuosas redes de resorts, referência entre o público milionário, decidiram unir o melhor das vivências terrestres com a exclusividade em alto-mar. O resultado: experiências hoteleiras em superiates ultrassofisticados, com modelos a vela e preços de cair o queixo — uma viagem de apenas sete dias pode facilmente ultrapassar meio milhão de reais.

              Dentre os grupos que agora apostam em cruzeiros de alto padrão estão o Four Seasons, Ritz-Carlton, Orient Express e Aman. Para justificar o preço, as empresas tentam ir além do convencional e ofertar serviços únicos, que vão de destinos paradisíacos a ambientes com spa e lojas de grife. E, claro, sem navios lotados — como costumam ser as viagens de cruzeiro comuns.

              Foto: Instagram @ritzcarltonyachtcollection/ Reprodução

              O superiate do hotel Aman, por exemplo, conta com 14 tripulantes para cuidar de apenas dez hóspedes. As expedições, feitas na embarcação a vela, passam por belas ilhas e locais protegidos pela Unesco.

               

              Quem busca algo menos aventureiro também não fica na mão. O Evrima, do hotel Ritz-Carlton, tem spa, terraço privativo, adega e até uma marina.

               

              Dentre as acomodações, há a possibilidade de se hospedar em uma suíte de 330 m², com banheira de hidromassagem. Uma viagem de oito dias saindo de Porto Rico, com escala no Caribe, custa a partir de US$ 7 mil por pessoa — cerca de R$ 35 mil (conversão feita em março de 2024).

               

               

              Embora ainda esteja em construção, a embarcação do hotel Four Seasons promete 95 suítes, terraços de até 457 m² e piscina de água salgada projetada para ser esvaziada rapidamente, de forma que um piso se eleve e a converta em um espaço de eventos.

              Foto: Instagram @fourseasons / Divulgação

              Hotéis com superiates a vela

              O Amandira, da Aman, garante uma experiência exclusiva a apenas dez hóspedes por vez, a bordo de um superiate de 170 pés. A tripulação inclui dois chefs, um mestre de mergulho e um massoterapeuta.

              Foto: Instagram @amandiraycht/ Reprodução
              Foto: Instagram @amandiraycht/ Reprodução

              Inspirada nos antigos veleiros tradicionais da Indonésia, a embarcação de dois mastros foi construída à mão por artesãos Konjo, a partir de madeiras nobres. Conforme descrito no site, homenageia séculos de tradição marítima.

               

              Com a possibilidade de viajar a vela ou a motor, o Amandira explora as ilhas remotas do Mar das Flores, na Indonésia, o Parque Nacional de Komodo, protegido pela Unesco, e a vida marinha de Raja Ampat, ficando a cargo do viajante a escolha do destino. Os fretamentos de sete dias custam, na versão mais básica, a partir de US$ 100 mil, equivalentes a cerca de R$ 498 mil. Ou seja, é possível que um cruzeiro no Amandira saia por mais de meio milhão de reais.


              Quem também investiu em visuais a vela foi a Accor, sob a marca Orient Express. Serão dois navios, com estreias previstas para 2026 e 2027. Segundo o jornal britânico Daily Mail, um porta-voz afirma que “os navios serão mais exclusivos do que o Evrima do Ritz-Carlton e cobrarão o dobro das tarifas”.

               

              O primeiro deles é o Orient Express Silenseas, que deve se tornar o maior navio a vela do mundo, com impressionantes 220 metros, três peças e mastros inclináveis. A estrutura incluirá duas piscinas, estúdio de gravação privado, sessões de meditação, spa, anfiteatro e suíte presencial de 900 m².

              Foto: Instagram @chantiersatlantique/ Reprodução
              Foto: Instagram @chantiersatlantique/ Reprodução

               

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                Visitantes poderão testar o sistema de propulsão IPS na prática; evento acontece de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória

                Quem já foi ao Rio Boat Show sabe que, além dos barcos, o evento proporciona aos visitantes muitas experiências interativas — com as mais renomadas marcas do mercado. É o caso da Volvo Penta, que, através de um simulador de atracação, permitirá ao público sentir na prática como é atracar um barco com o sistema de propulsão Inboard Performance System (IPS) da marca.

                A fabricante mundial de motores a diesel para barcos de lazer terá ainda em seu estande o motor D8, capaz de equipar barcos de até 52 pés (com a propulsão IPS). Outro destaque da marca será a presença da Volvo Penta Store, com produtos exclusivos Volvo Penta. Tudo isso poderá ser visto de perto pelo público de 28 de abril a 5 de maio, na icônica Marina da Glória.

                Foto: Revista Náutica

                Saiba mais sobre as atrações da Volvo no Rio Boat Show 2024

                Motor D8

                Motor a diesel com 6 cilindros e 7,7 litros, o D8 tem sistema de injeção de combustível common rail, turbo de entrada dupla e compressor. Segundo a Volvo, oferece boa manobrabilidade em baixas velocidades, alta relação entre potência e peso e baixo consumo de combustível. Na propulsão IPS, o D8 equipa barcos de até 52 pés, trazendo economia e performance.

                Foto: Grupo Volvo / Divulgação

                De acordo com a marca, a parelha de D8 na propulsão IPS tem preço a partir de R$ 1.870.000, considerando o escopo padrão — que já inclui todos os componentes para instalação e navegação.

                Foto: Grupo Volvo / Divulgação

                Simulador de atracação com realidade virtual

                Com um simulador de atracação, o público do Rio Boat Show 2024 terá a chance de explorar as funcionalidades avançadas do joystick de última geração da Volvo Penta. Por meio de realidade virtual, o visitante é imerso em uma experiência realista, destacando a simplicidade e eficiência na atracação do barco através do equipamento.

                Foto: Grupo Volvo / Divulgação

                Vem aí o Rio Boat Show 2024!

                Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                 

                O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                Anote aí!

                RIO BOAT SHOW 2024
                Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                Ingressos: site oficial de vendas
                Mais informações: rioboatshow.com.br.

                 

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                  Memória Náutica: relembre como foi o Rio Boat Show 2008

                  Em sua 11ª edição, o salão teve entre suas embarcações o jet mais potente do mundo, que saia por R$ 61 mil

                  Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2008, ano em que “a Marina da Glória quase ficou pequena para tantos barcos”, como retratou a edição 237 da Revista Náutica.

                  Como de praxe, o evento que aconteceu de 4 a 13 de abril de 2008 teve muitos barcos sobre as águas da Baía de Guanabara e, quem se interessou em voltar para casa já contando milhas, pôde testá-los lá mesmo. Com lançamentos, atrações e serviços exclusivos para o público, o Rio Boat Show de 2008 deu sequência à trajetória já consagrada do salão.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Bons lançamentos e serviços exclusivos aos visitantes. Quem foi ao salão, não se decepcionou– afirmou a edição 237 da Revista Náutica

                  O que acontecia no mundo em 2008

                  No ano em que a Google lançou o sistema Android, no cinema, Tropa de Elite conquistava o Urso de Ouro, prêmio de melhor filme do Festival de Berlim. Em 2008, o Brasil teve um bom resultado nas Olímpiadas de Pequim, na China. O país conquistou três inéditas medalhas de ouro, quatro de prata e nove de bronze, somando participação recorde em finais, com 38.

                   

                  Entre os medalhistas dourados estavam os atletas Maurren Maggi (atletismo), Cesar Cielo (natação) e a equipe feminina de vôlei. Foi em 2008, inclusive, que o Rio virou finalista para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Também foi o ano em que nasceu Rayssa Leal, a medalhista olímpica do skate.

                   

                  Ainda em 2008 nascia o Canal Náutica no YouTube, a partir das mãos de Iberê Thenório, conhecido por fundar um outro canal de sucesso na plataforma: o Manual do Mundo. Naquele ano, Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri conseguiram chegar ao topo do Monte Everest, se juntando a outros 5 na lista de brasileiros que alcançaram o feito.

                  As atrações do Rio Boat Show 2008

                  Enquanto em 2007 o Boat Show chamou atenção do público com uma embarcação feita de papelão, em 2008 a bola da vez foi a réplica de um junco chinês feito a mão, com mais de 30 metros de comprimento e 400 metros quadrados. Batizado de Kublai’s Kahn II, a embarcação remetia a um modelo oriental tradicional do século 15, considerado por historiadores como o mais significativo da navegação na história.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  O espanhol Teclo González, a carioca Cyca Mattos e seus três filhos levaram ao evento a experiência de morar em um veleiro, no Pier dos Cruzeiristas. A bordo do Yemanjá Dos, naquela época, a família já somava 3 anos “pulando” de porto em porto. De acordo com eles, em 2008, era possível levar uma vida assim com cerca de R$ 2,5 mil por mês (fora manutenção e combustível).

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Durante os dias do salão, as palestras do 12º Encontro Náutico Brasileiro lotaram o palco do auditório do Rio Boat Show. Na ocasião, cruzeiristas, técnicos, mergulhadores e até projetistas levaram suas experiências ao público. Dentre as palestras mais disputadas, estava a do engenheiro Jorge Nasseh, que mostrou o projeto de um barco-escola criado para as águas dos rios da Amazônia.

                  As palestras avançavam pela noite. Muita gente foi ao salão para ver e ouvir também– dizia a edição 237 da Revista Náutica

                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                  Jorge Nasseh teve palestra disputada durante o Rio Boat Show 2008. Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Para quem não tinha a carteira de habilitação de arrais amador, o Boat Show de 2008 foi uma grande chance de, mais uma vez, fazer o curso preparatório gratuito e realizar da prova online ali mesmo, para sair do evento já habilitado.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  E como nem só de barcos vive o Boat Show, em 2008 a Audi escolheu o salão náutico para apresentar seu novo carro, o modelo R-8 — à época, recém chegado ao Brasil. Para isso, a marca resolveu inovar, e colocou o veículo superesportivo dentro de um iate, o Pink Fleet.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Barcos que foram destaque do Rio Boat Show 2008

                  Entre os barcos que agitaram as águas da Baía de Guanabara em 2008, estava a Pershing 55, da Spirit. O modelo se destacou à época por ser a única lancha cabinada com características offshore feita pelo estaleiro em solo brasileiro. Outro ponto forte da embarcação era sua velocidade, já que o modelo podia ser equipado com até dois motores de 1100 hp cada — não à toa, o piloto Felipe Massa foi dono de um modelo.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Se você pensa que o sistema IPS é novidade, está muito enganado. Já naquela época, a Intermarine apresentava seu modelo 48S (pela primeira vez no Rio), que já saia de fábrica equipada com a tecnologia.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Como de costume, a Schaefer Yachts também levou novidades ao salão. Naquela oportunidade, o estaleiro apresentou sua Phantom 260, uma cabinada com bastante espaço no cockpit, que entrava como boa opção no concorrido mercado das embarcações de 26 pés — e foi um sucesso no salão.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Tida como uma lancha para a família, a Real 26 open foi mais uma opção entre os barcos de 26 pés. A proposta da Real Powerboats com o modelo era oferecer uma embarcação cheia de conforto e com bastante espaço para a família, sem que o novo dono precisasse abrir mão de um barco que navegasse bem.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Para quem foi ao salão em busca do primeiro barco, um modelo que se destacou foi a Ventura 175, que, além de se encaixar bem à proposta pelo tamanho, era também muito em conta, saindo, à época, na casa dos R$ 40 mil (já com motor de 60 hp). Outro ponto interessante do barco era que, por conta do tamanho, a lancha podia ser facilmente rebocada nas estradas.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Nos jets, destaque para modelos da Yamaha e Sea-Doo. O Yamaha FX Cruiser SHO era o jet mais moderno e poderoso da marca à época, com um casco 25% mais leve que os convencionais. Já o RXP-X, da Sea-Doo, esbanjava 255 hp de potência, e era considerado, naquele ano, o modelo mais potente do mundo. Já naquela época com um painel recheado com 20 funções, o jet saia por R$ 61 mil.

                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                  Confira mais fotos da edição de 2008 do Rio Boat Show

                  Foto: Arquivo Revista Náutica
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                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                  Ingressos: site oficial de vendas
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                    Navegação, mergulho e mais! Confira opções diversas em destinos brasileiros onde a água é protagonista

                    Donos de iates, velejadores, mergulhadores e os que curtem uma festa na lancha podem ter perfis diferentes, mas há algo que une essas tribos: a paixão pela água. Há 31 anos, em 1993, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o dia 22 de março passaria a ser o Dia Mundial da Água.

                    Desde então, a data visa apoiar o combate à crise hídrica global através de ações de conscientização para indivíduos e organizações públicas e privadas. Afinal, todo admirador do mundo náutico concorda que, seja doce ou salgada, ela é o bem mais precioso do nosso planeta.

                    Com o intuito de inspirar você no Dia Mundial da Água, NÁUTICA reuniu uma lista de lugares incríveis do Brasil com opções para diversas atividades em que a água é a protagonista. Confira a seguir!

                    Mergulho em Petrolândia – PE

                    Para quem gosta de mergulho, a cidade de Petrolândia, em Pernambuco, é uma opção muito especial. Inundada em 1988, quando foi construída a Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, a cidade ganhou um dos mais exóticos locais de mergulho no Brasil, sob as águas do Rio São Francisco.

                    Um dos pontos mais atrativos da região, e que guarda muitas surpresas, é a Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Parte da construção fica submersa e o topo sempre visível, acima da água, formando um cenário belo e muito curioso.

                    Vela e mergulho em Ilhabela – SP

                    Uma das maiores ilhas marítimas do Brasil, Ilhabela (SP) é conhecida como Capital da Vela e conquista velejadores por causa de seus ventos constantes e generosos. Já os mergulhadores se deliciam num mar de águas cor de esmeralda, que ainda escondem muitos naufrágios.

                    Some ainda na conta de Ilhabela centenas de cachoeiras e mais de 50 praias, algumas acessíveis apenas de barco. Quando você cansar das águas, a cidade ainda tem a oferecer uma vila charmosa e restaurantes disputados.

                    Passeio de jet no Lago Paranoá – DF

                    Formado pelas águas represadas do Rio Paranoá, o Lago Paranoá proporciona lazer para moradores e turistas, sendo uma ótima opção para um passeio de moto aquática. A área conta com 48 quilômetros quadrados e 38 metros de profundidade.

                    Além dos jets, é possível alugar uma embarcação com marinheiro para conhecer melhor cada ponto do imenso lago.

                    Passeio nos cânions do rio São Francisco – SE

                    O município de Canindé de São Francisco, em Sergipe, abriga corredores estreitos de rochas talhadas, que surgiram na época da construção da barragem da Hidrelétrica de Xingó. A obra deu origem às águas represadas do Cânion do Xingó, que conta com 65 km de extensão e profundidade média de 150 metros.

                    Quem navega pelas águas no trecho do lago de Xingó tem o privilégio de ver as belezas da região, como os gigantescos paredões de pedra. Do píer do restaurante Karrancas saem embarcações rumo ao Velho Chico, um dos melhores passeios de barco na região.

                    Rafting no Rio Juquiá em Juquitiba – SP

                    O nome Juquitiba significa “terra de muitas águas”, em tupi-guarani. Não é para menos: a cidade se destaca pelos esportes aquáticos, dentre eles – e principalmente – o rafting, no Rio Juquiá. A cidade engloba o Parque Estadual da Serra do Mar, maior parque estadual paulista, com trechos de Mata Atlântica.

                    Foto: Divulgação / Canoar

                    Quem for até Juquitiba poderá ter a experiência de descer o Rio Juquiá em um bote inflável, sempre conduzido por um instrutor, responsável por orientar o grupo durante o percurso, que conta com trechos de adrenalina em corredeiras. De acordo com as condições do rio, outras atividades podem ser feitas, como surf, virada de bote, natação e saltos.

                    Kitesurf em Cumbuco – CE

                    Muito comum nesta região do Nordeste, o kitesurf tem em Cumbuco um excelente point para quem quer curtir este esporte. Além da praia abrigar mar e vento perfeitos para a prática, o local também apresenta boas condições meteorológicas durante o ano todo.

                    Cumbuco também é a melhor região para os iniciantes em kitesurf se aventurarem, uma vez que o vento forte se dá pela falta de obstáculos naturais na localidade.

                    Snorkeling em Paraty – RJ

                    Considerada a capital do mergulho brasileiro, Paraty conta com águas cristalinas e tranquilas para mergulhar. A Ilha dos Cocos é conhecida na região por abrigar pontos ideais para a prática, mas este é apenas um dos muitos lugares disponíveis para você desfrutar sob as águas.

                    Com sua tonalidade verde esmeralda, o mar de Paraty esbanja beleza e é o melhor convite para o mergulho. Na região, os mergulhadores ainda têm a chance de ter a companhia de peixes de variadas espécies, cercando (e embelezando ainda mais) o belo cenário submerso.


                    Tema do Dia Mundial da Água 2024

                    Neste ano, a ONU definiu o tema “Água para a Paz” para os debates das questões que envolvem o uso da água. De acordo com a instituição, “devemos agir com base na compreensão de que a água não é apenas um recurso a ser utilizado e pelo qual se compete — é um direito humano, intrínseco a todos os aspectos da vida”.

                    Neste Dia Mundial da Água, todos precisamos nos unir em torno da água e de usá-la para a paz, lançando as bases para um amanhã mais estável e próspero– ONU, sobre o tema do Dia Mundial da Água 2024

                    Protagonista na preservação ambiental, há mais de 20 anos NÁUTICA mantém também uma campanha nacional em defesa das águas. “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, diz a mensagem, com um peixinho criado pelo cartunista Ziraldo, para conscientizar a importância do cuidado com o meio ambiente.

                     

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                      21/03/2024

                      A 12ª edição do British Wildlife Photography Awards (BWPA) de 2024, concurso de fotografia que visa destacar a natureza da Grã-Bretanha, proporcionou um espetáculo aos olhos com fotos de animais encantadores e fantásticas imagens aquáticas.

                      Com o registro do “Oceano Derivante” (foto destaque desta matéria), que ilustra uma bola de futebol coberta por cracas (crustáceos marinhos) no Oceano Atlântico, Ryan Stalker teve sua foto como ganhadora do grande prêmio geral e na categoria “Costas e Oceano”.

                       

                       

                      Para levar o 1º lugar, a foto aquática de Stalker venceu mais de 14 mil imagens enviadas a competição deste ano. O festival que conta com fotógrafos profissionais e amadores — além das mais diversas categorias — , premiou em 5 mil libras (R$ 31 mil, em conversão realizada em março de 2024) o primeiro colocado.

                      Esta coleção é mais do que apenas uma galeria de imagens; é uma celebração, um lembrete da beleza duradoura da vida selvagem britânica e um apelo à preservação dos espaços naturais que temos a sorte de ter – Will Nicholls, diretor da BWPA, em comunicado à imprensa

                      Além de ser um registro impressionante, a imagem vencedora levanta um importante debate sobre a questão ambiental no Reino Unido — justamente a intenção do evento. No caso da foto de Ryan Stalker, ele explica que as cracas presas à bola não são nativas da região, mas ressalta:

                      Mais dejetos humanos no mar podem aumentar o risco de mais criaturas chegarem às nossas casas– Ryan Stalker

                      Para todas as idades

                      Nem só de veteranos se faz um campeonato, e tem um garoto que sabe muito bem disso. Com o intuito de aumentar a consciência ambiental, a categoria de jovens fotógrafos britânicos — que envolve adolescentes e até menores de 11 anos — teve Max Wood, 17, vencedor com a foto abaixo.

                      “Correndo na água”. Foto: Max Wood/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação

                      Com o título de “Correndo na Água”, a imagem capturou o exato momento em que uma ave galeirão “corre” de maneira rasante num lago de Surrey, Reino Unido. Segundo o jovem fotógrafo, ele acordou quase às 5 da manhã para registrar a imagem.

                      Este galeirão estava fugindo de uma luta, correndo através da água para voar através da névoa e dos raios de luz– Max Wood

                      Confira mais fotos aquáticas do BWPA 2024

                      O festival teve ainda várias fotos aquáticas memoráveis em outras categorias, desde registro de animais — como uma morsa no Ártico — a todo ecossistema do interior britânico. Confira mais cliques feitos pelos participantes da 12ª edição do British Wildlife Photography Awards.

                      Imagem da categoria “RSBP 11 and Under”, que envolve fotógrafos de até 11 anos de idade Foto: Jamie Smart/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Todos no Mar”. Foto: Robin Morrison/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Camuflagem do peixe-cachimbo”. Foto: Shannon Moran/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Preto e Azul”. Foto: Kirsty Andrews/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Qual é o motivo de toda essa agitação?”. Foto: Will Palmer/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Através das Bolhas”. Foto: Henley Spires/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Tempo e Maré”. Foto: Jeremy Walker/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Anêmona de fogo de artifício”. Foto: Dan Bolt/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Hiperespaço”. Foto: Grace Bailey/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Arco-íris ao amanhecer”. Foto: Martin Stevens/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação
                      “Três sapos em Amplexus”. Foto: Ian Mason/ British Wildlife Photography Awards/ Divulgação

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        Novo superiate de luxo da Bering aposta em spa, cinema e privacidade

                        Com 162 pés, B165 oferece diversas opções de lazer e se tornou o novo carro-chefe do estaleiro turco

                        Por: Redação -

                        A Bering Yachts cresceu. Se antes o estaleiro era reconhecido por seus exploradores “de bolso”, agora mergulha em uma era em que seus superiates de luxo abrem as portas para ambientes mais espaçosos e privativos – com direito a cinema e até spa particular.

                        Batizado de B165, o mais novo carro-chefe da empresa turca foi apresentado no Dubai International Boat Show e deve se tornar o maior superiate de luxo da frota, com 162 pés — 17 pés a mais que o antecessor — e boca de 9 metros.

                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução

                        Em termos de potência, a novidade aposta em dois motores Caterpillar C32 de 1.300 hp cada, que lhe conferem velocidade de cruzeiro de 12 nós e velocidade máxima de 15 nós.

                        Por dentro das instalações

                        A popa do novo superiate de luxo da Bering é um evento à parte para quem busca lazer. O espaço alongado abriga uma grande piscina, rodeada por espreguiçadeiras, e uma plataforma que dá acesso direto à água.


                        Subindo ao deque do proprietário, o novo superiate de luxo abriga um lounge e mesa de refeições ao ar livre, além da generosa suíte máster com 70 m², que se abre para um spa privativo com uma jacuzzi completa na proa, completando a experiência relaxante dos passageiros.

                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução
                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução
                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução

                        Na área do flybridge, há um luxuoso lounge, com bar, lareira e uma área de cinema externa equipada com televisão. É neste pedaço do iate em que ficam os aposentos do capitão e o posto de comando. Um andar acima e os passageiros poderão desfrutar de uma maravilhosa vista panorâmica de 360º.

                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução

                        O convés inferior abriga três suítes de hóspedes e quatro cabines para a tripulação. Já o deque principal deixa qualquer apaixonado por superiates de luxo de queixo caído com seus generosos aposentos, capazes de acomodar confortavelmente até doze convidados na sala de jantar e lounge espaçoso.

                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução

                        Ainda no convés principal, há duas cabines VIPs e uma sala de cinema, que pode ser transformada em uma 7ª cabine de hóspedes.

                         

                        O design exterior desse superiate ficou a cargo do escritório suíço Valentin Design, enquanto os interiores e móveis da embarcação foram criados pelo estaleiro turco.

                        Foto: Bering Yachts/ Reprodução

                         

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                          Piscinas de salmoura subaquáticas são consideradas um dos ambientes mais extremos da Terra; conheça

                          Apesar de serem mortais aos animais marinhos, esses locais impressionam pela existência de vida microbiana

                          O oceano é repleto de belezas, mas, também, de mistérios. Principalmente em suas profundezas, se escondem criaturas e segredos que prometem seguir impressionando a humanidade, como as piscinas de salmoura, verdadeiras armadilhas mortais para os animais marinhos que nadam por suas proximidades.

                          Esses lagos subaquáticos hipersalinos e sem oxigênio, apesar de serem mortais à vida marinha, são repletos de vida microbiana, que podem revelar segredos sobre como os oceanos se formaram há milhões de anos e, até mesmo, sobre a possibilidade de vida em outros planetas.

                          Qualquer animal que se desvie para a salmoura é imediatamente atordoado ou morto– Sam Purkis, professor da Universidade de Miami

                          Uma dessas piscinas de salmoura foi descoberta em 2022, em uma expedição no Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho, por pesquisadores da Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da Universidade de Miami (UM), nos Estados Unidos, em parceria com a iniciativa de exploração oceânica OceanX.

                          Foto: Sam J. Purkis et.al / Divulgação

                          “A descoberta veio nos últimos cinco minutos do mergulho do ROV durante as dez horas que poderíamos dedicar a esse projeto”, afirmou Purkis, que é presidente do Departamento de Geociências Marinhas da UM e liderou a pesquisa.

                           

                          Indo a 1,7 mil metros abaixo da superfície, com um veículo subaquático operado remotamente (ROV), os pesquisadores identificaram no local camadas de rochas de pelo menos 1,2 mil anos, além de moléculas bioativas com possíveis propriedades antibacterianas e anticancerígenas.


                          De acordo com os exploradores, os lagos salgados são formados pelo acúmulo de soluções hipersalinas nas depressões do fundo do mar, e preservam também informações sobre tsunamis, enchentes e terremotos no Golfo de Aqaba, que ocorreram há milhares de anos. Há ainda na região fraturas oceânicas associadas à tectônica do local.

                          Como uma “piscina” se forma no fundo do mar

                          Uma piscina se forma no fundo do mar devido a sua água, muitíssimo salgada. Essa condição faz com que o líquido do lago possua uma densidade muito superior à água ao seu redor, fazendo com que ambas não se misturem.

                           

                          Conforme as ondas de salmoura batem contra sua “costa”, o movimento leva os minerais para a borda, onde ficam depositados, formando uma espécie de “parede” que circunda a piscina.

                           

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                            Mercury levará seis motores ao Rio Boat Show 2024, incluindo modelo elétrico

                            Empresa também disponibilizará um totem para mostrar opções de telas e controles

                            Por: Redação -
                            20/03/2024

                            A Mercury Marine apresentará seis modelos de motor, incluindo uma opção elétrica, no Rio Boat Show 2024, mais charmoso evento náutico da América Latina.

                            Além do Avator 7.5e, os destaques da marca vão para o V12 600HP Verado, maior motor de popa do mundo, e o V10 400HP Verado, o primeiro motor de popa V10 do mercado. No estande da empresa, também serão exibidos o V8 300HP Verado, V6 200HP SeaPro, e Mercruiser Gasolina 6.2L 350.

                            Foto: Mercury Marine/ Divulgação

                            Além dos modelos, a Mercury disponibilizará um totem para mostrar a nova geração de comandos DTS, a pilotagem por joystick e as telas VesselView.

                            Destaques da Mercury no Rio Boat Show 2024

                            Avator 7.5e

                            O primeiro motor elétrico da marca promete velocidade e aceleração similares a um motor de popa de combustão interna de 3.5 hp. Segundo a Mercury, a opção é ideal para barcos pequenos, embarcações de apoio e como potência secundária em veleiros.

                            Foto: Mercury Marine/ Divulgação

                            A autonomia média da bateria é de 6h e pode levar de 3h a 9h para recarregá-la completamente. O 7.5e está disponível nas versões leme e direção remota.

                            V12 600 HP Verado

                            Maior motor de popa do mundo, o modelo bate outro recorde segundo a Mercury: possui a maior cilindrada da indústria, de 7,6L.

                            Foto: Mercury Marine/ Divulgação

                            De acordo com a empresa, as inovações se dão graças à rabeta direcionável, sistema de montagem simplificado, transmissão automática de duas velocidades, hélices contra-rotantes e economia de combustível.

                            V10 400HP Verado

                            Lançado no Rio Boat Show 2023, o modelo voltará à Marina da Glória sustentando o título de primeiro motor de popa V10 do mercado.

                            Foto: Mercury Marine/ Divulgação

                            Com controles digitais para uma navegação mais fácil, a opção promete ser 45% mais silenciosa que seus antecessores e oferecer mais potência. Além disso, tem hélices novas, especialmente desenvolvidas para ele.


                            Vem aí o Rio Boat Show 2024!

                            Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                            O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                             

                            O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                            Anote aí!

                            RIO BOAT SHOW 2024
                            Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                            Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                            Ingressos: site oficial de vendas
                            Mais informações: rioboatshow.com.br.

                             

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                              Por: Redação -

                              Um pedaço de fóssil encontrado em uma área de garimpo de Rondônia revelou que tartarugas gigantes podem ter habitado os grandes rios da região Amazônica há cerca de 40 mil anos. Segundo os pesquisadores, os animais possuíam carapaças com cerca de 1,80 metro, tamanho médio de um homem adulto.

                              A novidade, publicada na revista científica The Royal Society neste mês, indica que esses super cágados podem ter convivido com os primeiros seres humanos a habitar a região — embora essa possibilidade ainda seja objeto de discussão.

                               

                              Os restos do animal consistem apenas em um pedaço de mandíbula, achado por garimpeiros em uma área do Rio Madeira, na capital Porto Velho. Devido à pequena amostra, cientistas não têm certeza sobre a idade da tartaruga, mas a estimativa usa como base os sedimentos da localização do fóssil.

                              Foto: Divulgação. As letras (a), (b) e (c) representam, respectivamente, fotografias, contornos e representações 3D da tartaruga gigante, a Peltocephalus maturin. A letra (d) indica a representação 3D da Pe. dumerilianus, para efeitos de comparação. A imagem foi extraída do artigo científico.

                              Ao que tudo indica, o Peltocephalus maturin — nome científico do animal — foi o último dos cágados gigantes amazônicos e desapareceu no final da Era do Gelo, também chamada de período Pleistoceno.

                              Está entre as maiores tartarugas de água doce já encontradas. Esta descoberta apresenta a mais recente ocorrência conhecida de tartarugas gigantes de água doce, sugerindo a coexistência com os primeiros habitantes humanos na Amazônia- aponta o estudo.

                              Indícios observados

                              Os restos de madeira carbonizada encontrados nas camadas mais baixas do garimpo, estudados pelos pesquisadores, datam de uma época entre 46 mil e 21 mil anos atrás. Porém, a datação feita a partir do osso da tartaruga gigante sugere algo diferente: o animal teria vivido entre 14 mil e 9 mil anos atrás.

                               

                              Essa segunda faixa vai de encontro à chegada dos ancestrais dos povos indígenas à região amazônica, mas os cientistas suspeitam que o estado de preservação do fóssil e as condições ambientais do entorno estejam “rejuvenescendo” a amostra de forma enganosa.

                               

                              Pesquisadores também especulam se há uma relação entre o desaparecimento da tartaruga gigante com a chegada do homem à região, já que há registros de que outros cágados de grande porte foram extintos conforme o avanço da ocupação humana. Mas, por ora, não há dados que comprovem a coexistência com os maturin ou a participação deles na alimentação dos povos antigos.

                              Nome curioso

                              O tamanho da tartaruga gigante foi estimado com base em sua poderosa mandíbula, que, por si só, mede quase 30 centímetros.


                              Os detalhes anatômicos do animal permitem sua classificação como membro do gênero Peltocephalus, o mesmo de uma espécie que vive até hoje no Norte do país: a Pe. dumerilianus – ou tartaruga-de-cabeça-grande-do-amazonas -, com a qual a maturin foi comparada.

                               

                              Já a segunda parte do nome desse animal recém-descoberto contou com a criatividade dos cientistas que o estudaram. “Maturin” refere-se à tartaruga gigante que vomitou o universo nas histórias de Stephen King. O autor conhecido por seus thrillers, por sua vez, se inspirou no personagem Stephen Maturin, um médico e naturalista que conhece tartarugas gigantes nos romances de Patrick O’Brian.

                               

                              Em tempos mais remotos, tartarugas ainda maiores ocuparam a Terra, como a Stupendemys geographica, cuja carapaça se aproximava dos três metros de comprimento. Ela desapareceu por volta de 5 milhões de anos atrás.

                               

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                                Opções a diesel e rabeta estarão no salão que acontece de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória

                                Os motores são tão importantes quanto os barcos nos eventos Boat Show, até porque, sem eles — a menos que se tenha um modelo a vela — embarcação nenhuma sai do lugar. Por isso, o Rio Boat Show 2024 traz as melhores marcas do setor para apresentarem seus equipamentos durante o salão e, entre elas, está a Yanmar, já com mais de 110 anos de tradição no setor.

                                Para o Boat Show do Rio, a marca escolheu apresentar o 3JH40, menor motor common-rail do mundo, além de outras quatro opções, sendo elas: o 8LV370 (V8 a diesel), ZT370 (rabeta), 3YM30 (para veleiro), e o SD25 (rabeta). Todos os modelos poderão ser vistas de perto de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória.

                                5 modelos da Yanmar que estarão no Rio Boat Show

                                Motor Marítimo 3JH40

                                Considerado o menor motor common-rail (sistema de injeção de diesel de alta pressão que trabalha com um único tubo de distribuição) do mundo, o 3JH40 é um modelo a diesel de 3 cilindros, com 40 hp de potência. De acordo com a marca, através da tecnologia, o equipamento oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão baixos, para uma operação praticamente livre de fumaça e odor.

                                Foto: Leo Velky / Divulgação

                                Motor 8LV370

                                O motor 8LV370 é um V8 movido a diesel, que consegue aliar muita potência (370 hp) a um baixo nível de ruído. Além disso, o modelo tem a economia de combustível como uma grande aliada. Graças aos seus atributos, esse motor Yanmar foi o escolhido para equipar o catamarã que atravessou o Atlântico na série de NÁUTICA “Uma Aventura no Atlântico”.

                                Foto: Leo Velky / Divulgação

                                Rabeta ZT370

                                De acordo com a Yanmar, o ZT370 traz atualizações hidráulicas que proporcionam mudanças responsivas e suaves. O modelo é compatível com os motores das séries Yanmar 4LV e 8LV, e pode ser controlado com o sistema Yanmar VC10 ou via joystick, com o sistema de controle JC10 da marca.

                                Foto: Leo Velky / Divulgação

                                Motor para Veleiro 3YM30

                                Um dos destaques da marca, o motor 3YM30 é ideal para aplicação em veleiros. Movido a diesel, o modelo possui 29 hp de potência e três cilindros, e se destaca pelo baixo nível de ruído. O equipamento pode ser utilizado com a rabeta SD25, projetada e desenvolvida pela Yanmar.

                                Foto: Leo Velky / Divulgação

                                Rabeta SD25

                                Personalizado para combinar com o 1GM10, 2YM15, 3YM20 e 3YM30AE, o motor SD25 é um modelo compacto, de alta resistência e que proporciona suavidade nos engates.

                                Foto: Leo Velky / Divulgação

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                                  Memória Náutica: relembre como foi o Rio Boat Show 2007

                                  Já na 10ª edição do salão, evento mostrou que era o "mais náutico cartão-postal do Rio"

                                  Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2007, marcado como a icônica 10ª edição do salão náutico mais charmoso da América Latina.

                                  Desde 1998, quando o primeiro Boat Show atracou nas águas da Marina da Glória, o salão deixou claro que tinha vindo para ficar. A cada nova edição, a feira se sagrava cada vez mais como um verdadeiro polo do lifestyle náutico no país, reunindo embarcações na água, testes drive, equipamentos e tudo o de mais novo do mercado em um cenário de tirar o fôlego.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Sobre as águas da Baía de Guanabara, recebendo a brisa do mar e sob os braços do Cristo Redentor, o Rio Boat Show 2007 abriu as portas aos seus visitantes entre os dias 13 e 22 de abril, e apresentou a eles mais de 200 embarcações, além de uma série de atrações especiais.

                                  Foram 10 dias de salão, no mais náutico cartão-postal do Rio– dizia a edição 225 da Revista Náutica

                                  O que acontecia no mundo em 2007

                                  No ano em que o Papa Bento 16 visitou o Brasil e a Apple lançou o primeiro iPhone, a cidade do Rio recebia a 15ª edição dos jogos Pan-Americanos, evento marcado pelo desempenho histórico dos atletas brasileiros, que somaram 157 medalhas (52 ouros, 40 pratas e 65 bronzes).

                                   

                                  Ainda nos esportes, 2007 foi o ano em que o Brasil descobriu que sediaria a Copa do Mundo de 2014 — um evento canônico na vida dos brasileiros. No mesmo ano, em Lisboa, Portugal, o Cristo Redentor era eleito uma das novas sete maravilhas do mundo moderno.

                                   

                                  Enquanto a China celebrava o lançamento de seu primeiro trem-bala, a Estação Cantagalo do metrô do Rio de Janeiro era aberta ao público, após 20 anos de espera.

                                  As atrações do Rio Boat Show 2007

                                  Como disse a edição 225 da Revista Náutica na época, “além de uma oportunidade de ótimos negócios, o salão é uma gostosa opção de lazer”. E, bom, naquele ano, o Boat Show do Rio deixou isso em total evidência.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Para se ter uma ideia, até um avião anfíbio aterrissou sobre as águas da Baía de Guanabara, em uma ação da TAM. O modelo, um turboélice Cessna Caravan 208, ficou exposto na feira entre os barcos e à venda aos visitantes do salão.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Outra atração que atraiu olhares foi um barco de papel, grande o suficiente para levar uma pessoa a bordo. A “embarcação” foi construída por Roberto Vaz no próprio salão, usando materiais como papelão dobrado e fita crepe.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Ainda naquele ano, durante os dias da feira, as águas da Enseada de Botafogo receberam a primeira etapa da Stock Boat, evento que marcou a volta oficial das corridas de motonáutica ao Brasil. A atração, que agitou — literalmente — as águas, teve Paulo Renha, da Real Powerboats, como campeão.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Os destaques do salão

                                  Além da comodidade de comprar um barco e ter um imenso leque de opções para equipá-lo ali mesmo, no salão, os visitantes — como de praxe no Boat Show do Rio — puderam testar os barcos na prática, em um ambiente que torna difícil navegar e, depois, dizer “não” ao barco.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Aliás, falando na dificuldade em dizer “não”, o Boat Show de 2007 recebeu a lancha mais vendida do Brasil — e do mundo — à época. Tratava-se de uma Bayliner 330, modelo de 30 pés do estaleiro americano Bayliner, com costado alto.

                                  Bayliner 330. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Outro modelo que chamou a atenção dos visitantes foi a Logic Flex 27, do estaleiro baiano Logic. A lancha trazia duas propostas em um único barco: o conceito das lanchas cabinadas mas, ao mesmo tempo, com a proa aberta — ideia do projetista Carlos Palmeira.

                                  Logic Flex 27. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Os estaleiros já consagrados à época não deixaram de apresentar novidades na 10ª edição do salão. Naquele ano, a Schaefer Yachts expôs sua Phantom 500, a Spirit Ferretti levou a recém-lançada Spirit 460 Platinum e a Intermarine, por sua vez, apresentou a Intermarine 480 Full.

                                  Phantom 500. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                  Spirit 460 Platinum. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                  Intermarine 480 Full. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Com tantos modelos de qualidade à disposição do público do salão, a Ferretti decidiu inovar e, os clientes que adquiriram a novidade do estaleiro, levaram para casa, de brinde, um scooter aquático amarelo.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Para os amantes dos veleiros, o salão apresentou o Wind 43, da Wind Náutica. O modelo dispunha de 3 camarotes de casal, 2 banheiros, sala e cozinha — totalmente completo. Na onda dos catamarãs — sempre presentes no salão –, quem fez sucesso foi o Enterprise, projetado por Carlos Palmeira, construído pela Logic e finalizado pela Hydrocat. A embarcação tinha como destaque uma banheira de hidromassagem que mudava de cor.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Nos jets, modelos da Yamaha e da Sea-Doo fizeram brilhar os olhos de quem foi ao salão buscando um pouco mais de adrenalina. Enquanto a embarcação da Yamaha chegava como um dos melhores jets da época, o modelo Sea-Doo chamava atenção por estar equipado com um motor de 155 hp.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica
                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Nos motores, já em 2007, as iniciativas voltadas à sustentabilidade começavam a aparecer. Foi o caso da Volvo Penta, que apresentou no salão sua “linha verde”, com modelos de popa de dois e quatro tempos com injeção direta de combustível, que prometiam consumir e poluir menos — além de serem mais silenciosos.

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica

                                  Confira mais fotos da edição de 2007 do Rio Boat Show

                                  Foto: Arquivo Revista Náutica
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                                  Vem aí o Rio Boat Show 2024!

                                  Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                                  O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                                   

                                  O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                                  Anote aí!

                                  RIO BOAT SHOW 2024
                                  Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                                  Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                                  Ingressos: site oficial de vendas
                                  Mais informações: rioboatshow.com.br.

                                   

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                                    Duas lanchas poderão ser vistas e testadas pelos visitantes do salão náutico, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                    Mundo está prestes a sofrer pior branqueamento de corais da história; entenda

                                    Fenômeno traz sérias consequências para o ecossistema oceânico e é provocado pelo aumento da temperatura do mar

                                    Por: Redação -

                                    Não é de hoje que a vida marinha sofre consequências catastróficas decorrentes do aquecimento excessivo do mar. Mas, neste ano, o mundo está prestes a vivenciar o quarto evento de branqueamento em massa de corais, capaz de exterminar grandes áreas de recifes tropicais.

                                    O alerta foi dado pela NOAA, agência de administração atmosférica e oceânica dos Estados Unidos. O Hemisfério Sul deve ser um dos principais afetados pelo fenômeno ainda neste ano.

                                    Foto: Instituto Australiano de Ciências Marinhas/ Reprodução

                                    “Estamos literalmente à beira do pior evento de branqueamento da história do planeta”, ressaltou o ecologista Derek Manzello, coordenador do programa de observação de corais do NOAA.

                                    Consequências do branqueamento de corais

                                    O evento ocorre quando os corais expulsam as algas coloridas que vivem em seus tecidos por conta do estresse térmico provocado pelo aumento da temperatura do mar. Sem elas, os organismos ficam pálidos e perdem as cores vibrantes que os caracterizam.

                                     

                                    Mas a aparência está longe de ser o maior problema. A ausência das algas faz com que os corais fiquem vulneráveis a doenças e à fome, já que grande parte da energia deles vem fotossíntese das algas.

                                    O branqueamento de corais ainda impacta o ecossistema oceânico como um todo, já que os organismos servem como grandes refúgios para peixes e outros animais. A pesca e o turismo, que dependem de recifes coloridos para atrair mergulhadores, também podem sentir fortes impactos negativos.

                                    Previsão preocupante

                                    A última vez em que o mundo vivenciou um branqueamento de corais em massa e de forma global foi de 2014 a 2017. Na época, a Grande Barreira de Corais da Austrália perdeu quase um terço de seus corais.

                                    Grande Barreira de Corais da Austrália. Foto: PxHere/ Reprodução

                                    Pesquisas preliminares ainda indicam que cerca de 15% dos recifes do planeta tiveram taxas altas de mortalidade – mas neste ano, tudo indica que a situação deve ser ainda pior.

                                     

                                    De acordo com os especialistas, o branqueamento de corais está frequentemente ligado ao fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico perto da linha do Equador.

                                     

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                                      Futura rainha da Inglaterra e príncipe William já competiram entre si várias vezes e estenderam a paixão pelo esporte às obras sociais

                                      Por: Redação -
                                      19/03/2024

                                      O sumiço de Kate Middleton das atividades da família real britânica entre janeiro e março fez com que os nomes dela e do príncipe William não saíssem da boca dos internautas mais curiosos. E, assim como foi com o paradeiro da princesa de Gales por um tempo, muita gente não sabe da paixão que ela tem pelo mundo náutico. A futura rainha da Inglaterra, que anunciou nesta sexta-feira (22) estar tratando um câncer, é, desde jovem, uma marinheira habilidosa.

                                      Kate Middleton chegou a remar com a tripulação de um barco do Round The World Challenge (desafio ao redor do mundo, na tradução livre para o português) durante o ano sabático entre o ensino médio e a faculdade. Além disso, ela não desperdiçou as oportunidades que teve para mostrar suas habilidades à frente das embarcações.

                                      Foto: Royal.Uk/ Divulgação

                                      Em 2022, Kate embarcou em um dos veleiros da equipe do Reino Unido durante a etapa de Plymouth (na Inglaterra) da SailGP, competição cheia de adrenalina em que veleiros com hidrofólio parecem voar sobre as águas.

                                       

                                       

                                      Outro momento em que Kate mostrou suas habilidades com barcos aconteceu em 2014, quando a futura rainha da Inglaterra venceu seu marido em uma competição de navegação na Nova Zelândia, durante uma visita da realeza ao país. Assim como a amada, o coração do príncipe William também foi conquistado pelas atividades marítimas.

                                      William versus Kate Middleton

                                      Ao longo dos anos, o casal William e Kate se enfrentou em várias disputas realizadas em eventos oficiais da Coroa, inclusive de categorias diferentes, como dragon boat — barcos em forma de dragão, originários da China. Nessa competição de 2011, durante viagem ao Canadá, foi a vez de William conquistar o primeiro lugar.

                                       

                                      A sorte também sorriu para o príncipe em 2017, quando ele e Kate Middleton atuaram como timoneiros de dois barcos a remo na Alemanha.

                                       

                                       

                                      Nessa mesma visita, a dupla foi ao Museu Marítimo, onde conheceu uma réplica gigante do navio britânico Queen Mary II, feita inteiramente de Lego.

                                      Foto: Twitter @KensingtonRoyal/ Reprodução

                                      Em 2019, Kate Middleton e William ganharam os holofotes ao serem os anfitriões da regata inaugural da The King’s Cup (A Taça do Rei), criada para arrecadar fundos para as obras sociais que dirigem.

                                       

                                      Os dois competiram entre si como capitães de barcos a vela, junto com outras seis embarcações. A equipe da princesa ficou em último lugar, enquanto a de William terminou em terceiro.

                                      Foto: Twitter @KensingtonRoyal/ Reprodução

                                      Impacto social

                                      A paixão de Kate Middleton pela navegação não ficou somente no campo dos hobbies. A princesa também é madrinha do projeto 1851 Trust, fundado pelo famoso velejador britânico Ben Ainslie, cujo objetivo é inspirar, conscientizar e educar as novas gerações por meio da vela e da indústria marítima.


                                      Ao comparecer a eventos que prestigiam a iniciativa, a princesa participou de competições de barcos e deu sua opinião sobre o impacto que as atividades esportivas têm sobre os jovens.

                                      Fui muito feliz de ter velejado desde nova e acho que é um ótima forma de proporcionar aos jovens oportunidades de desenvolver suas habilidades e confiança- disse à imprensa local, em 2018.

                                      Ao que tudo indica, o interesse pelo universo náutico não morrerá com William e Kate Middleton. Alguns anos atrás, os três filhos do casal foram vistos tendo aulas de vela com a mãe e, de acordo com os tabloides britânicos, aproveitaram ao máximo o passeio.

                                       

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                                        Novo estudo reduz tamanho de baleia antes apontada como maior animal que já existiu

                                        Conhecido como Colossus, ela teve seu tamanho superestimado nas estimativas, segundo pesquisadores

                                        Para a tristeza de todos os fãs da baleia Colossus, ela não é tão enorme quanto se imaginava. Um novo estudo publicado na revista PeerJ concluiu que esta espécie — de 39 milhões de anos atrás — não é a maior que já habitou os mares, e que a pesquisa anterior superestimou seu tamanho.

                                        Segundo estudo do ano passado, uma equipe de pesquisadores apontou que a massa corporal da baleia estava entre 85 e 340 toneladas. Essa medida superaria em duas vezes a baleia-azul — que pesa entre 130 a 150 toneladas — , considerado o maior animal ainda existente.

                                         

                                         

                                        Neste novo estudo, foi examinado o Perucetus colossus, uma baleia gigante do Eoceno (há cerca de 54 milhões a 38 milhões de anos) do Peru, para entender se ele era o maior animal de todos os tempos. Apesar de ter um corpo rechonchudo, seu peso teve novas estimativas e derruba a ideia do gigantismo da Colossus.

                                         

                                        Com a utilização de diferentes métodos, agora foi estimado que a Perucetus pesava cerca de 60 a 70 toneladas, além de um comprimento de 17 metros. Assim, os autores desta nova pesquisa concluíram que a Colossus não era maior que as baleias azuis atuais.

                                        Histologia óssea, extraída de antigo artigo sobre a Colossus, publicado em agosto de 2023. Foto: Divulgação

                                        Nem mesmo em estimativas maiores o tamanho da Perucetus chegava perto da baleia-azul. Na mais otimista, as medidas atingiram 98 a 114 toneladas para um comprimento de 20 metros. Mesmo assim, esses valores ainda são bem menores que a pesquisa anterior.

                                         

                                        Um argumento utilizado pela nova pesquisa é que a densidade do animal seria demais para permanecer na água, caso ele de fato fosse tão pesado como era sugerido.

                                        Com o seu peso, este animal não conseguiria permanecer na superfície. Ele estaria nadando verticalmente o tempo todo, o que é impossível– Ryosuke Motani, autor principal da pesquisa ao Live Science

                                        Reduzindo um monstro

                                        Para “rebater” as antigas medidas, Motani e seu colega, Nicholas Pyenson, — paleontólogo de mamíferos marinhos do Museu Nacional de História Natural Smithsonian — examinaram o artigo original, publicado pelo Eli Amson — também paleontólogo.

                                        Endireitamento da coluna vertebral da reconstrução publicada de Perucetus colossus, extraída do artigo publicado por Ryosuke Motani e Nicholas Pyenson. Foto: Divulgação

                                        Assim, Motani e Pyenson criaram modelos 3D da Colossus e da baleia-azul, e fizeram suposições distintas sobre o cálculo de peso. Entretanto, Amson disse ao Live Science que mantém todas as conclusões de seu artigo e disse que o novo estudo não encontrou imprecisões factuais, mas apenas fez estimativas diferentes.

                                        Estamos estimando a massa corporal de um animal extinto que é conhecido por um esqueleto muito fragmentado, então é claro que há bastante espaço para usar este ou aquele método– Eli Amson

                                        Enquanto não há um esqueleto com crânio e dentes, o debate sobre o tamanho real da Colossus continuará existindo, junto com o desacordo entre os pesquisadores — e quem ganha com isso é a ciência.

                                        Um colosso dos mares

                                        Mesmo sendo bem antigo, sua primeira vértebra só veio a ser descoberta há apenas uma década, pelo paleontólogo peruano Mario Urbina Schmitt. Com cerca de 39 milhões de anos, o Perucetus é relativamente novo para a família basilosaurídeos, dentro da ordem Cetacea — que inclui baleias, golfinhos e botos.

                                        Três costelas posteriores da Colossus, extraída de antigo artigo sobre a Colossus, publicado em agosto de 2023 . Foto: Divulgação

                                        Seu nome complicado não é em vão: “Peru” tem origem no local onde foi descoberto; “cetus” quer dizer baleia em latim; e “colossus” significa “grande estátua” no grego antigo.

                                         

                                        Mesmo sem o crânio ou os dentes do animal, suas características conhecidas indicam que a Colossus não era um predador ativo e se alimentava perto das profundezas do mar, segundo Giovanni Bianucci, principal autor de um estudo sobre a baleia, publicado em agosto de 2023.

                                         

                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                         

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                                          Azov Yachts leva lancha de 48 pés às águas do Rio Boat Show 2024

                                          Z480 HT promete navegar em profundidades de até 70 centímetros e estará na Marina da Glória de 28 de abril a 5 de maio

                                          Por: Redação -

                                          Prestes a completar cinco anos no mercado náutico, a Azov Yachts estará presente no Rio Boat Show 2024. O destaque do estaleiro pernambucano no evento ficará por conta da maior lancha do portfólio da marca, com 48 pés.

                                          Apostando em lanchas robustas e design arrojado, o estaleiro define a Z480 HT como “uma casa a bordo”, aponta Carlos Avelar, presidente da Azov. De estilo esportivo, a marca aponta que essa  embarcação é capaz de navegar em águas rasas: bastariam 70 centímetros de profundidade.

                                          Foto: Candy Filmes/ Divulgação

                                          O modelo estará em seu habitat natural na belíssima Marina da Glória, no Rio de Janeiro, durante o maior evento náutico da América Latina, que acontece entre os dias 28 de abril e 5 de maio.

                                           

                                          O estande da Azov no Rio Boat Show também vai exibir a Z380 S, lancha offshore de 38 pés.

                                          Lanchas da Azov no Rio Boat Show 2024

                                          Azov Z480 HT

                                          Com 15,30 metros de comprimento, a maior lancha da Azov no Rio Boat Show 2024 conta com  hardtop, 3,98 metros de boca e grandes janelas no costado, para um melhor aproveitamento da iluminação natural, além de vistas espetaculares — inclusive dentro da suíte máster.

                                          Foto: Candy Filmes/ Divulgação

                                          O segundo banheiro do barco fica ao lado do quarto à meia-nau, que abriga uma cama de casal. Assim, é possível acomodar confortavelmente seis pessoas no pernoite e até 20 durante o dia.

                                           

                                          O modelo conta com dois motores de 440 HP para oferecer mais potência. Segundo a marca, a Azov 480 HT tem preço a partir de R$ 3,8 milhões.

                                          Azov Z380 S

                                          A lancha de 38 pés (12 metros) traz uma proposta esportiva focada em quem busca, conforme o estaleiro, “velocidade, estabilidade e conforto a bordo”.

                                          Foto: Candy Filmes/ Divulgação

                                          O casco com V profundo promete cortar ondas com suavidade, enquanto os dois motores (de 200 hp a 300 hp) reforçam as características da offshore, capaz de acomodar até 16 passageiros durante o dia e cinco no pernoite.

                                           

                                          A boca de 2,98 metros permite espaços confortáveis e as grandes janelas facilitam a visibilidade de todos a bordo, inclusive do capitão. O preço sugerido da Z380 S é de R$ 809 mil.

                                          Vem aí o Rio Boat Show 2024!

                                          Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                                          O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                                           

                                          O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                                          Anote aí!

                                          RIO BOAT SHOW 2024
                                          Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                                          Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                                          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                                          Ingressos: site oficial de vendas
                                          Mais informações: rioboatshow.com.br.

                                           

                                          Náutica Responde

                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                            No Rio Boat Show 2024, Roxy Marine terá cotas do 1º jet 100% elétrico do Brasil

                                            Especializada em lanchas e jets compartilhados, marca ainda vai lançar app exclusivo durante o evento, que acontece de 28 de abril a 5 de maio

                                            Recém-chegado ao Brasil, o jet 100% elétrico que têm atraído os olhares náuticos mais apurados estará presente no estande da Roxy Marine no Rio Boat Show 2024. A empresa oferece essa e outras embarcações na modalidade de compartilhamento, por meio de cotas náuticas.

                                            Batizado de Ventura Orca Performance by Taiga, o primeiro jet elétrico do país é fabricado pela canadense Taiga Motors, e distribuído no Brasil pelo estaleiro Ventura. A Roxy Marine, por sua vez, disponibilizará o modelo em quatro cotas para cada embarcação, o que possibilita pagar um valor menor para usar o jet.

                                             

                                            O modelo elétrico de jet dispensa o uso de combustível e garante zero emissões de poluentes, e estará exposto no Boat Show do Rio de 28 de abril a 5 de maio, na Marina da Glória. Por lá, além de apresentar seu sistema de cotas, no dia 28 (domingo), a Roxy Marine realizará um coquetel especial para o lançamento de seu aplicativo exclusivo.

                                            Foto: Taiga / Divulgação

                                            Como funciona o sistema de cotas da Roxy Marine

                                            Estreante no Rio Boat Show, a Roxy Marine Cotas Náuticas é uma empresa do Rio de Janeiro. Desde a sua fundação, em 2022, a marca promove e gerencia a compra compartilhada de embarcações que, atualmente, giram em torno de lanchas Ventura de 26 a 30 pés e de motos aquáticas das marcas Sea-Doo e Taiga by Ventura.

                                            Foto: Roxy Marine/ Divulgação

                                            Na prática, ao invés de adquirir uma embarcação pelo preço cheio — que chega aos mais de R$ 100 mil nos jets, por exemplo — , o cliente paga apenas 25% do valor total (mais a mensalidade referente à logística da embarcação), para usá-la de forma ilimitada. Isso porque quem paga 100% do valor do barco é a Roxy Marine, que o divide em, no máximo, 4 cotas iguais.

                                             

                                            Cada cotista tem o direito de marcar por vez três datas para uso, sejam elas no mesmo mês, em dias seguidos ou não (salvo períodos em que a marina está fechada). No dia seguinte ao uso de um desses três dias, o sistema já libera a marcação da próxima data. Para facilitar esse processo, a marca conta com um aplicativo, em que é possível visualizar os dias disponíveis para uso da embarcação.


                                            Vale ressaltar que cada cotista é responsável pelo pagamento do combustível que consumir, sendo que, na data escolhida para uso, o tanque do barco estará cheio, com os devidos registros feitos pelo marinheiro. No retorno do day use, outro registro é feito e enviado para o setor financeiro da empresa, que enviará para o cotista a cobrança referente ao combustível utilizado.

                                            Foto: Roxy Marine/ Divulgação

                                            Ou seja, além de economizar no valor da embarcação, o cliente economiza também no pagamento de marinas, manutenções, revisões, e outros custos que envolvem ter uma embarcação própria. No caso das revisões, aliás, o custo é divido em quatro partes — mesmo que a embarcação não tenha todas as cotas vendidas.

                                            O Ventura Orca Performance by Taiga

                                            Além de dispensar o uso de combustível e garantir zero emissões de poluentes, o Ventura Orca Performance by Taiga não produz ruído ou cheiro. O modelo é alimentado por uma unidade de tração integrada com motor inversor de sexta geração da Taiga, oferecendo eficiência de até 120 kw de potência de pico (até 160 cv) e 170 nm de torque, resultando em uma velocidade máxima de 100 km/h, segundo a marca.

                                            Foto: Taiga / Divulgação

                                            A bateria, segundo a Ventura, tem autonomia para até duas horas de uso e, para carregar o jet elétrico, basta estacionar e conectar a embarcação a qualquer tomada padrão. De acordo com a empresa, o tempo de carregamento nessa modalidade leva cerca de 3 horas e meia, enquanto com um DC Fast Charging (opcional), o jet garante até 80% de bateria em menos de 40 minutos.

                                            Foto: Taiga / Divulgação

                                            Seu casco foi otimizado hidrodinamicamente, resultando em uma estrutura equilibrada e eficiente em condições variadas. Tudo isso é aliado a um baixo centro de gravidade da bateria, o que proporciona estabilidade mesmo em manobras de alta velocidade.

                                            Vem aí o Rio Boat Show 2024!

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                                            RIO BOAT SHOW 2024
                                            Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                                            Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
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                                              Novo submarino de luxo em forma de peixe promete ficar até 7 dias submerso

                                              Embarcação de interior sofisticado é capaz de ficar a 100 metros de profundidade

                                              As experiências debaixo d’água parecem estar ganhando vez no mundo náutico. Prova disso é que, recentemente, foram anunciados projetos como o de um megaiate submersível e de uma moradia para humanos no fundo do mar. Agora, a bola da vez é um submarino de luxo, que leva a forma de um peixe.

                                              Batizado de Deep Sea Dreamer, a embarcação diferentona foi pensada para casais que queiram viver uma verdadeira experiência debaixo d’água por até 7 dias, a 100 metros de profundidade e a bordo de um Melanocetus johnsonii gigante — espécie popularmente conhecida como peixe-diabo-negro.

                                              Foto: Steve Kozloff Designs / Divulgação

                                              A ideia de criar um submarino em forma de peixe — e não um qualquer, mas, sim, um assustador — foi do designer de iates americano Steve Kozloff, que tem seu escritório na Califórnia, nos Estados Unidos.

                                               

                                              Navegar a bordo de um peixe-diabo-negro, ao primeiro olhar, pode não ser lá muito chamativo, mas as comodidades do submarino podem mudar essa perspectiva. A embarcação é equipada com uma grande janela de observação, para que os visitantes possam viver a experiência de apreciar as belezas marítimas de perto, em um lounge confortável.

                                              Foto: Steve Kozloff Designs / Divulgação

                                              Seu interior luxuoso se estende pelos dois andares do barco, que correspondem a uma área de 140 m², que abrigam uma suíte máster, cabines para hóspedes, cozinha gourmet totalmente equipada e área de jantar com vista, claro, para o mar. Já na superfície, o Deep Sea Dreamer dispõe de um deque de observação de 220 m².


                                              De acordo com o jornal britânico The Sun, o Deep Sea Dreamer pode navegar debaixo d’água por até 160 km, movido a um motor elétrico silencioso, que promete não perturbar a vida marinha. Além disso, o fato de o barco poder ficar parado no fundo do mar por até 7 dias se deve às baterias que estão a bordo.

                                               

                                              Apesar de ser um submarino, a embarcação em forma de peixe pode navegar e ficar ancorada também na superfície. Os projetistas afirmam ainda que o barco é seguro e suporta qualquer condição marítima.

                                              O peixe-diabo-negro

                                              Você certamente já viu o peixe-diabo-negro na animação Procurando o Nemo, da Pixar. A espécie, que inspirou o submarino, tem como habitat natural as profundezas do oceano, nas chamadas regiões abissais — onde não há penetração de luz. Em 2014, pesquisadores americanos divulgaram o registro mais longo e detalhado do peixe-diabo negro navegando, que você confere a seguir.

                                               

                                               

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                                                Por: Redação -
                                                18/03/2024

                                                Coragem e determinação certamente são adjetivos que descrevem Cole Brauer. A bordo do veleiro monocasco Class40 First Light, a marinheira de 29 anos se tornou a primeira norte-americana a dar a volta ao mundo sozinha e sem escalas pelo mar.

                                                A aventura durou 130 dias, com partida e chegada em Corunha, cidade portuária espanhola. Foram quase 30 mil milhas percorridas — o que representa pouco mais de 48 mil quilômetros — com passagem pelos três grandes cabos do mundo: Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, Cabo Leeuwin, na Austrália, e Cabo Horn, no Chile.

                                                Foto: Instagram @lydiaatsea/ Reprodução

                                                “Finalização incrível!!!! Tão feliz!”, escreveu em publicação no Instagram. “Obrigada a todos que se juntaram a mim e tornaram esse processo possível”.

                                                 

                                                Pela rede social, Brauer compartilhou atualizações sobre a viagem e atualmente conta com mais de meio milhão de seguidores.

                                                Volta ao mundo

                                                A jornada de Breuer faz parte do Global Solo Challenge (desafio solo global, em tradução livre para o português), competição que contou com 16 participantes e da qual mais da metade teve que desistir antes de concluí-la.

                                                Foto: Instagram @colebraueroceanracing/ Reprodução

                                                A norte-americana ficou em segundo lugar, após perder para o francês Philippe Delamare, mas conquistou o posto de primeira-norte americana a alcançar o feito de dar a volta ao mundo sozinha e sem pausa.


                                                Conforme observado pela realizadora do evento, menos de 200 pessoas no planeta viveram essa experiência, sendo que o primeiro foi o marinheiro inglês Robin Knox-Johnston, em 1969. No recorte por gênero, os números são ainda menores: apenas 18 mulheres fizeram o que Breuer fez. A pioneira foi a australiana Kay Cottee, em 1988.

                                                 

                                                Nas redes sociais, a navegadora contou que sonhava em completar a volta ao mundo antes dos 30 anos de idade e, em entrevista para o Today Show, deixou um recado para as jovens que desejam seguir os passos dela: “Eu realmente quero que as mulheres entendam que isso é possível”.

                                                 

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                                                  Oceano engole cemitério em Cartagena, na Colômbia, e expõe caveiras em praia

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                                                  Por: Redação -

                                                  O aumento do nível do mar tem provocado efeitos catastróficos na cidade mais turística da Colômbia. Devido ao aquecimento global, as ondas invadiram um cemitério em Cartagena, destruindo seus túmulos e arrastando os cadáveres para a beira da praia.

                                                  Os ossos pertencem aos antigos habitantes da ilha Tierra Bomba, localizada em frente à luxuosa zona hoteleira do país, e tal a idade dos restos mortais que não há sequer informações de descendentes que possam se encarregar deles.

                                                  Em entrevista à AFP, a líder comunitária Mirla Aaron, de 53 anos, se emocionou ao listar que, além do cemitério em Cartagena, o mar “destruiu 250 casas da comunidade, o posto de saúde, píeres, e levou vários salões comunitários, infraestrutura elétrica”.

                                                   

                                                  Antes do ocorrido, os túmulos ficavam a uma distância segura do Mar do Caribe.

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                                                  Desde o início do século 21, o nível do mar em Cartagena aumenta cerca de 7,02 milímetros por ano, em um ritmo superior à média global de 2,9 milímetros, segundo estudo publicado em 2021 na revista científica Nature.

                                                   

                                                  Soma-se a isso o fato de que a cidade foi construída em um terreno com cavidades subterrâneas que colapsam e provocam seu afundamento.

                                                  “Lamentavelmente, a ilha tem sido vítima de um processo erosivo (…) que tem aumentado exponencialmente nas últimas décadas”, afirma Aaron.

                                                   

                                                  Pesquisadores da Universidade de Eafit, de Zagreb, e da Universidade Internacional de Miami apontam que, se as emissões de efeito estufa não diminuírem, o mar subirá 26 centímetros na baía até 2050 e 76 centímetros até 2100.


                                                  Segundo Marko Tosic, cientista ambiental e um dos autores da publicação, a mudança é “muito pequena, estamos falando de milímetros ao longo dos anos, mas (…) a inundação será sentida”.

                                                  Defesa contra as ondas

                                                  Para evitar situações similares a do cemitério em Cartagena, autoridades locais estão estendendo 4,5 quilômetros de quebra-mar. A ideia é amortecer o impacto das ondas – medida sem a qual 80% dos bairros estariam sob risco de inundação, de acordo com a prefeitura.

                                                   

                                                  O problema é que, conforme explicou Mauricio Giraldo, outro líder local e representante de pescadores, o escudo protege as atrações turísticas e os hotéis de luxo, mas altera a corrente marítima e afeta áreas onde vivem as populações mais vulneráveis.

                                                   

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                                                    Clive Palmer já havia causado alvoroço com o assunto 10 anos atrás; ideia é construir réplica melhorada da embarcação

                                                    Muitas embarcações tiveram finais trágicos ao longo dos anos, mas nenhuma delas ganhou um filme que gerou US$ 2,2 bilhões em arrecadações (cerca de R$ 3 bilhões à época) — como é o caso do Titanic. Além do dinheiro, essa história move ainda uma legião de fãs, que acabam de ganhar mais um motivo para sonhar: a construção de um novo Titanic.

                                                    Desde o naufrágio do navio, em 1912, qualquer novo assunto que envolva o barco ganha rapidamente os olhares, seja por novas fotos, expedições aos destroços do Titanic, objetos que resistiram ao acidente ou as incontáveis curiosidades envolvendo a lendária embarcação.

                                                     

                                                    A ideia de um Titanic 2, porém, leva tudo isso a um novo patamar, e está nas mãos de Clive Palmer — bilionário que atua no ramo da mineralogia e prospecção de recursos naturais.

                                                    Clive Palmer anunciou a retomada do projeto durante conferência Foto: Blue Star Line / Divulgação

                                                    Entre idas e vindas

                                                    A ideia de construir um novo Titanic não é nova, e partiu do próprio Palmer cerca de 10 anos atrás. De acordo com o jornal britânico The Guardian, desde que o projeto foi anunciado, contudo, o bilionário cumpriu um mandato como deputado federal, cancelou o registro, reviveu um partido político e gastou milhões de dólares.

                                                     

                                                    Ou seja: os recursos de Palmer para dar sequência ao projeto ficaram escassos. Uma nova fresta de esperança lançou luz aos fãs em 2018, quando a iniciativa foi novamente anunciada, com proposta de realização prevista para 2022 — de novo interrompida, desta vez, por conta da pandemia de Covid-19.


                                                    Porém, durante uma conferência de imprensa realizada no último dia 13, Palmer reviveu o assunto. De acordo com suas próprias palavras, uma das razões para que as pessoas acreditem nele novamente é que ele, agora, tem “mais dinheiro”.

                                                    É muito mais divertido fazer o Titanic do que ficar sentado em casa contando meu dinheiro– afirmou Palmer durante a conferência

                                                    “Tudo o que você precisa para ser feliz, descobri na minha vida, é ter alguém que te ame, um lugar para dormir à noite e o suficiente para uma boa refeição. Além disso, o resto é uma ilusão”, completou o bilionário.

                                                    Qual é a ideia para o novo Titanic

                                                    Palmer almeja construir uma réplica melhorada do RMS Titanic, com os mesmos interiores e layout de cabine do navio original — incluindo salão de baile, piscina e até o famoso banho turco.

                                                    Foto: Blue Star Line / Divulgação

                                                    O Titanic 2 teria também a mesma rota inaugural que teve o barco de 1912: de Southampton, na Inglaterra, até Nova York, nos Estados Unidos. Vale relembrar que o Titanic original teve seu naufrágio, justamente, durante esse percurso — seu primeiro e único.

                                                     

                                                    De acordo com Palmer, o valor da construção, prevista para ter início em junho de 2027, sairia entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão (de R$ 2,5 milhões a R$ 5 bilhões).

                                                     

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                                                      Por: Redação -

                                                      Em expedição marítima na Nova Zelândia, pesquisadores encontraram cerca de 100 possíveis novas espécies de animais — incluindo um similar à estrela do mar, que tem intrigado os especialistas.

                                                      A excursão ocorreu em fevereiro deste ano pelas águas de Fossa de Bounty, uma das partes mais remotas do oceano profundo, localizada na costa da Ilha Sul do país. Os pesquisadores passaram 21 dias a bordo do navio de pesquisa Tangaroa e coletaram quase 1.800 amostras de profundidades que chegaram aos 4.800 metros.

                                                      Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

                                                      “Visitamos muitos habitats diferentes e descobrimos toda uma gama de novas espécies, desde peixes a caracóis, passando por corais e pepinos-do-mar”, comentou Sadie Mills, bióloga marinha de uma das instituições responsáveis pela expedição, o Instituto Nacional de Pesquisa Hídrica e Atmosférica (NIWA).


                                                      Além da NIWA, a iniciativa contou com a realização da organização sem fins lucrativos Ocean Census e do Museu da Nova Zelândia Te Papa Tongarewa.

                                                      Por dentro das novas espécies

                                                      Mills destaca que os cientistas não sabiam quase nada sobre os habitantes de Fossa de Bounty, visto que a região é pouco explorada. Até o momento, os animais identificados incluem dezenas de moluscos, três peixes, um camarão, um cefalópode e um novo gênero de coral. Para o espanto dos pesquisadores, há ainda um ser similar à estrela do mar — mas que de igual só tem a aparência.

                                                      Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

                                                      Pensamos que poderia ser uma nova espécie de octocoral, mas também [pode pertencer a] um novo gênero– Michela Mitchell, taxonomista da Rede de Museus de Queensland.

                                                      Ainda de acordo com Michela, há a possibilidade de que a nova espécie faça parte “de um grupo totalmente fora do octocoral”, o que representaria “uma descoberta significativa para o mar profundo” e uma clara visão “da biodiversidade única do planeta”.

                                                      Foto: Ocean Census/NIWA / Divulgação

                                                      Ainda é um mistério. Nem mesmo podemos descrevê-lo. Não sabemos onde ele se encaixa na árvore [da vida] ainda, então isso será interessante– Daniel Moore, gerente de ciência da expedição da Ocean Census

                                                      A Ocean Census — que tem como objetivo identificar 100 mil espécies desconhecidas nos próximos 10 anos — destaca que há uma grande lacuna de conhecimento sobre os habitantes do maior ecossistema da Terra. Isso porquê, até os dias de hoje, apenas 24 mil espécies foram descobertas e nomeadas, sendo que a estimativa é de que haja de um a dois milhões de seres vivos no oceano.

                                                       

                                                      Ao longo das próximas três semanas, os pesquisadores classificarão e descreverão as novas espécies coletadas para que possam ser adicionadas ao quadro da biodiversidade marinha da Nova Zelândia.

                                                       

                                                      Veja abaixo o vídeo com mais detalhes sobre as novas espécies descobertas:

                                                       

                                                       

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                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                        Em 2024, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição. Para comemorar esse momento histórico, a equipe de NÁUTICA vai revisitar o passado novamente para mais uma edição da série Memória Náutica. Hoje é dia de relembrar o Rio Boat Show 2006, que se destacou por ter sete grandes veleiros entre seus 20 lançamentos de embarcações.

                                                        A 9ª edição do Rio Boat Show aconteceu durante 9 dias, de 6 a 14 de maio. Esse foi o tempo para mais de 50 mil pessoas comparecerem à Marina da Glória e conferirem de perto as mais recentes novidades do setor — que, naquele ano, foram muitas. Sobre as águas da Baía de Guanabara, o Boat Show do Rio navegou sobre as ondas do ano anterior, proporcionando aos visitantes condições especiais de pagamento.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Foi o salão dos produtos nacionais. Havia de tudo: motores, reversores e ar-condicionado– dizia a edição 214 da Revista Náutica

                                                        O que acontecia no mundo em 2006

                                                        O ano de 2006 começou animado — principalmente para os moradores do Rio de Janeiro. Por lá, 2 milhões de pessoas compareceram às festividades da virada de ano na praia de Copacabana. Ainda em terras cariocas, o carnaval daquele ano teve vitória da Unidos de Vila Isabel, quebrando um jejum de 18 anos.

                                                         

                                                        No futebol, mal sabiam os brasileiros que, após o penta em 2002, o hexa se tornaria um sonho cada vez mais distante. Apesar de ser considerada uma das equipes favoritas da competição, a Seleção Brasileira caiu para a França nas quartas, com gol de Thierry Henry. O torneio, que aconteceu na Alemanha, teve a Seleção da Itália como campeã.

                                                         

                                                        Ainda naquele ano, o astronauta Marcos Pontes tornou-se o primeiro brasileiro — e primeiro cidadão sul-americano — a ir ao espaço, ao lado do russo Pavel Vinogradov e do astronauta norte-americano Jeffrey Williams, a bordo da nave Soyuz TMA-8.

                                                        Como foi o Rio Boat Show 2006

                                                        Em um evento que se destacou por seus lançamentos, os veleiros, em especial, chamaram a atenção do público. Foram, ao todo, 7 novos modelos apresentados durante o Rio Boat Show 2006, incluindo o RO 400 — primeiro veleiro europeu para regatas e cruzeiros fabricado no Brasil, pelo estaleiro ILS Yachts.

                                                        O RO 400, primeiro veleiro europeu para regatas e cruzeiros fabricado no Brasil, esteve no evento. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Além da novidade da ILS, estaleiros como Bavaria Yachts, Hosk, Delta Yachts, Jeanneu, Beneteau e Emisul levaram ao salão o charme de seus novos barcos, com embarcações que foram dos 36 aos 56 pés.

                                                        Bavaria 39, da Bavaria Yachts. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Hosk, superveleiro de 56 pés. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        O francês Jeanneu 54. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Cyclades 43.3. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Nas lanchas, mais novidades. Tida pela Revista Náutica da época como a “mais bela” do salão, a nova Spirit Ferretti 74 se sagrou na feira como uma das lanchas nacionais mais sofisticadas do mercado. Destaque também para a Phantom 375, da Shaefer Yachts, que chamou atenção por sua distribuição inteligente dos ambientes.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Phantom 375, da Shaefer Yachts. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Nas lanchas menores, o modelo de 29 pés da Real Powerboats foi uma opção mais em conta para os visitantes, já que usava apenas um motor. Também nessa linha, o Thop Cat Fishing, de 18 pés, chamava atenção por, na realidade, aparentar ser bem maior, com um espaço interno comparado ao de uma 26 pés.

                                                        Modelo de 29 pés da Real Powerboats foi sucesso no salão. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Os trawlers, sempre presentes nos Boats Shows do Rio, foram representados naquele ano pelo Bucaneiro, do estaleiro cearense Inace. O barco, apesar de não ser o maior da feira, era muito espaçoso. “O barco é tão grande que a casa de máquinas é muito maior que as cabines dos barcos na faixa dos 30 pés”, dizia a edição 214 da Revista Náutica.

                                                        Bucaneiro, do estaleiro cearense Inace. Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Falando em tamanho, a edição de 2006 do Rio Boat Show abrigou o maior inflável do Brasil à época, com o Tecnoflex 940, da Tecnoboats. A embarcação contava com 9,4 metros de comprimento, capacidade para 12 pessoas e motorização de popa entre 200 e 300 hp.

                                                        Tecnoflex 940 era o maior inflável do Brasil em 2006. Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Atrações do Rio Boat Show 2006

                                                        Como de costume em todos os Boat Shows — não só o do Rio –, o evento levou aos visitantes muito mais do que “apenas” barcos. Entre as grandes atrações daquele ano, por exemplo, estava um carro. Era o novo Audi Q7, que só seria vendido no Brasil a partir de novembro daquele ano mas, claro, já dava o ar da graça no salão.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Foi também no Boat Show que a Petrobrás apresentou seu projeto de gasolina náutica, específica para barcos. A Embratel, por sua vez, levava aos visitantes uma novidade que, para a época, foi revolucionária: o serviço móvel marítimo, que levaria sinal de internet para navegadores a até 150 km da costa brasileira.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Você já viu um pedalinho-catamarã por aí? Se sim, saiba que uma embarcação como essa foi lançada no evento, pela Smart Pier. A novidade alcançava os 20 km/h e custava R$ 5 mil. Para os mergulhadores, outra surpresa: uma máscara que permitia convesas dentro d’água com quem estava na superfície, desenvolvida pela Fun Dive.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Como de costume, a Barracuda construiu um barco ao vivo durante os 9 dias de salão. Dessa vez, a embarcação foi nada mais, nada menos que o primeiro Transat brasileiro. Quem passou pela feira também teve a oportunidade de esbarrar pelos corredores com o velejador Lars Grael, que distribuiu autógrafos aos fãs.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Confira mais fotos da edição de 2006 do Rio Boat Show

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
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                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica
                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica

                                                        Vem aí o Rio Boat Show 2024!

                                                        Evento náutico mais charmoso do Brasil, o Rio Boat Show chega a sua 25ª edição recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. As águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recebem o evento entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Por lá, o grande público poderá ver de perto os principais lançamentos e destaques do mercado náutico com barcos na água e test-drive de embarcações.

                                                        O repertório é grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estarão reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibe destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

                                                         

                                                        O público da 25ª edição do evento terá ainda atrações diversas, como palestras, desfile de moda e o tradicional Desfile de Barcos — em que os modelos de destaque do evento navegam pela Baía de Guanabara, junto com um show de luzes, música e até mestre de cerimônia.

                                                        Anote aí!

                                                        RIO BOAT SHOW 2024
                                                        Quando: De 28 de abril a 5 de maio;
                                                        Horário: De segunda a sexta-feira, das 15h às 22h | sábado e domingo, das 13h às 22h;
                                                        Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N, Glória);
                                                        Ingressos: site oficial de vendas
                                                        Mais informações: rioboatshow.com.br.

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                          O fundo do oceano brasileiro está se tornando, silenciosamente, uma enorme lixeira. Pesquisadores do Instituo Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP) encontraram lixo entre 200 e 1.500 metros de profundidade, a cerca de 200 km de distância da costa de São Paulo e Santa Catarina.

                                                          O resultado foi publicado no Marine Pollution Bulletin e evidencia o quão grave é o problema. Afinal, o intuito inicial da pesquisa sequer era descobrir sobre a poluição nas águas. De início, a ideia seria estudar a diversidade dos peixes do mar profundo no Brasil — mas os lixos não deixaram.

                                                          Na ocasião, foram encontrados durante expedições do projeto Deep-Ocean, uma enorme quantidade de lixo coletado junto aos animais. Em vez de apenas puxá-los, a rede frequentemente vinha com embalagens de alimentos, sacolas plásticas, garrafas, latas e utensílios de pesca.

                                                           

                                                          Como era de se imaginar, vários desses resíduos são altamente prejudiciais e tóxicos ao meio-ambiente, como tintas para barcos e latas de óleo para motor. Assim, os peixes que são uma das principais opções de alimentação saudável, podem acabar trazendo contaminantes ao corpo humano — sem importar o tamanho da profundidade que ele foi pescado.

                                                          Para ter noção do tamanho do problema, foram selecionados 31 locais para a coleta de peixes — 16 a sudeste de Ilhabela (SP) e 15 próximos a Florianópolis (SC). De todas as amostras, apenas três não vieram acompanhados de lixo. Inclusive, há indícios de que parte do material está no mar há décadas.

                                                          Tinha uma embalagem de coco ralado cuja data de fabricação era de 1996. Isso não significa que o material foi jogado naquela data, mas pode ser uma estimativa– Flávia Tiemi Masumoto, oceanógrafa que liderou a pesquisa

                                                          Situação grave

                                                          Segundo o estudo, materiais plásticos foram encontrados em todos os locais pesquisados e representam mais da metade dos resíduos. Os metais ficaram em segundo lugar com 14% do total; os têxteis com 11%; vidro com 7% e tintas de embarcações com 6%.

                                                          Foto: PMI/ Divulgação

                                                          Além disso, os vidros e metais são os que mais pesam nessa equação, a frente de concreto e têxteis. Sendo assim, tamanho lixo no oceano fizeram com que os pesquisadores fizessem uma triagem e separação dos resíduos sólidos — pois vale lembrar que a premissa era estudar peixes.

                                                          Para mim, que estava na graduação, foi bem chocante– Marcelo Roberto Souto de Melo, supervisor da pesquisa

                                                          Foto: Marine Pollution Bulletin/ Divulgação
                                                          Foto: Marine Pollution Bulletin/ Divulgação

                                                          De acordo com o estudo, a situação é ainda mais grave em São Paulo, se comparado com Santa Catarina. Isso provavelmente ocorre pela maior quantidade de pessoas que vivem nas costas paulistas e pelo maior volume de navios cargueiros que trafegam no maior porto da América Latina, o Porto de Santos.

                                                          A procura de uma saída

                                                          Seja com o lixo acumulado na superfície ou até mesmo no fundo do mar, os peixes estão encurralados por poluição. Afinal, eles passam grande parte do tempo nas profundidades, mas sobem à superfície em busca de comida — e nem sempre conseguem.

                                                          Foto: Praia Central, Balneário Camboriú, Santa Catarina.

                                                          Assim, os animais consomem os lixos no oceano que têm as origens mais diversas, como descartes diretos e transportes como correntes marítimas. Entre as maiores preocupações estão as tintas de embarcações, pois contêm substâncias tóxicas aos seres que habitam nos mares.

                                                           

                                                          Outro impacto é na presença de microplásticos no oceano, que podem resultar do processo de fragmentação de pedaços maiores de plásticos e serem ingeridos pelos organismos. Ou seja, não é difícil que os peixes consumidos comercialmente estejam com esse material no corpo.

                                                           

                                                          Nem mesmo a lei que proíbe a descarga de substâncias nocivas ou perigosas no mar brasileiro, criada em 2000, é capaz de frear a poluição descontrolada. Sendo assim, tem uma saída para limpar o lixo do oceano brasileiro? Segundo Marcelo Roberto Souto de Melo, sim.

                                                           

                                                          Ele defende a criação de uma política de fiscalização das empresas que operam no mar, em busca de treinamento para conscientização das equipes a bordo. Mas se a esperança é fazer um mutirão para limpar todo o lixo do oceano, o supervisor da pesquisa não se empolga.

                                                          Recolher esse lixo não é viável tanto do ponto de vista econômico quanto logístico– Marcelo Roberto Souto de Melo

                                                          O descobridor de descobertas

                                                          O navio de pesquisa da USP Alpha Crucis foi responsável por mais um avanço científico no país. Inaugurado em 30 de maio de 2012, a principal pesquisa oceanográfica do Brasil leva o nome da estrela mais brilhante da constelação do Cruzeiro do Sul.

                                                          Foto: Francisco Vicentin/USP Imagens/Divulgação

                                                          Com 209 pés (64 metros de comprimento) e 11 metros de largura, o navio opera com tripulação de 19 pessoas e 21 pesquisadores, além de ter capacidade para deslocar 972 toneladas. E, obviamente, conta com instrumentos de pesquisa e navegação de ponta.

                                                          Foto: Instagram @core.iousp/Reprodução

                                                          Sua autonomia de até 70 dias — segundo a USP — permite viagens transoceânicas. Além disso, o navio de concepção moderna e equipamentos tecnológicos conta com dois motores e um sistema responsável por manter a embarcação parada em alto-mar, que colabora com estudos mais precisos sobre o ambiente marinho.

                                                           

                                                          Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Sempre a bordo de motos aquáticas, a sua paixão, em 30 anos ele realizou 40 expedições marítimas e estabeleceu 14 recordes mundiais. Em 2002, por exemplo, cruzou o Oceano Atlântico em 17 dias, 1 hora e 11 minutos, a bordo de um Sea-Doo bimotor. Nenhuma aventura foi tão desafiadora, porém, quanto a atual: uma volta ao mundo completa, em solitário, sobre um jet. E que jet!

                                                             

                                                            “Meu pequeno barco (não gosto do termo “jet”) é um Sea-Doo, montado em Querétaro, no México, com muitas modificações. Tem, por exemplo, dois tanques de combustível adicionais, que permitem atingir um alcance de até 300 milhas náuticas”, conta o explorador, que batizou a moto aquática de Numancia, nome em homenagem a uma pequena cidade ibérica que não se rendeu ao Império Romano, 23 séculos atrás.

                                                             

                                                            Só isso? Não. “Pintei o casco com tinta do fabricante norueguês Jotun, para garantir a estanqueidade da fibra de vidro, e instalei o sistema AIS. Além disso, meu barquinho de 11 pés tem luzes de navegação, para poder navegar à noite (o que faço com muita frequência), dois rádios de comunicação, duas bússolas e dois GPS, entre outros componentes extras”, acrescenta Álvaro.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            O objetivo da expedição é celebrar os 500 anos da primeira circum-navegação marítima — iniciada em 1519 por Fernão de Magalhães e concluída em 1522, por Juan Sebastián Elcano. “Vamos comemorar fazendo a mesma viagem ao redor do mundo”, explica ele.

                                                             

                                                            Ao mesmo tempo, o piloto espanhol pretende sensibilizar para o problema dos resíduos plásticos nos mares e oceanos. “Devemos nos ajudar mutuamente para resolver os problemas globais que afligem o mundo”, defende Álvaro, que é ativista ambiental, acadêmico da Real Academia do Mar e criador do movimento Guardiões do Mar.

                                                             

                                                            Apesar de ser uma homenagem à circum-navegação de Magalhães e Elcano — e ter sido iniciada no dia 19 de agosto de 2019, o mesmo dia em que o navegador português soltou as amarras em 1519 — , a rota seguida por ele não será a mesma de 500 anos atrás.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Dividida em 18 etapas (cinco já concluídas), a volta ao mundo de jet só tem algumas etapas coincidentes. “Quero mostrar que, 500 anos depois, existem dois canais que encurtam distâncias”, justifica-se Álvaro, referindo-se aos canais do Panamá e o de Suez.

                                                             

                                                            Tal qual seus heróis do século 16, Álvaro foi de Sevilha até Sanlúcar de Barrameda, na região da Andaluzia, navegando pelo Rio Guadalquivir. Então, ganhou o Oceano Atlântico. Antes de apontar a proa para o Caribe, porém, ele decidiu circular por algumas cidades e regiões da Espanha, de Portugal e da França.

                                                             

                                                            Começando por Huelva, foi para Lisboa, Porto, Galícia, Astúrias, Santander e Getaria, no País Basco, onde nasceu o navegador Juan Sebastian de Elcano, que em 1522 completou a circum-navegação iniciada por Fernão de Magalhães três anos antes — o espanhol assumiu a expedição após a morte do português, em 1521, e desembarcou em Sevilha com apenas um dos cinco navios que iniciaram a viagem (o Victoria) e 18 marinheiros da tripulação original, de 234 homens.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Em Bayonne, na França, Álvaro transportou o jet por terra até Mônaco. Já no Mediterrâneo, seguiu no sentido de Gibraltar, na costa sul espanhola, com escalas em Marselha, Barcelona, Valência, Alicante, Granada, Málaga e Marbella. Em resumo, viajou quase 3.000 milhas antes de cruzar o segundo maior oceano em extensão, entre Gibraltar e a ilha caribenha de Guadalupe.

                                                             

                                                            Na travessia do Atlântico, um trecho de 3.700 milhas vencido em 15 dias, o Numancia teve pela primeira e única vez a companhia de um barco de apoio (o navio explorador Yersin), que abasteceu o piloto com água e comida e o pequeno barco, com combustível.

                                                             

                                                            “Eu reabastecia a cada seis horas usando um sistema que me permitia pegar a mangueira enquanto navegava a 10 nós. O reabastecimento de 60 litros demorava menos de dois minutos”, conta Álvaro, que pilota 100% do tempo em pé, para evitar lesões em sua espinha dorsal.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Ao contrário do que se possa imaginar, essa travessia não exigiu muito esforço ao piloto. “Foi uma etapa simples, porque as correntes e os ventos são favoráveis para quem navega de leste a oeste”, ensina o piloto espanhol, que durante toda jornada dormiu no próprio jet, a menos em alguns momentos em que que o mar agitado o obrigou a embarcar no navio de apoio.

                                                             

                                                            Mas, como foi possível tirar uma sonequinha em pleno Oceano Atlântico? “Estou muito acostumado a fazer isso, desde que comecei a navegar, em 1982. Durmo deitado, com o pequeno barco à deriva”, explica Álvaro.

                                                             

                                                            “Assim como havia acontecido em 2002, eu tinha de ficar à espera do navio-mãe, que navegava à metade da minha velocidade. Ou seja, para cada hora de navegação eu estava uma hora à frente do barco de apoio.  Então eu aproveitava esse tempo para descansar um pouco”, acrescenta.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            No Caribe, o explorador espanhol perambulou sem pressa por diversas ilhas: Montserrat, Saint Barths, Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico, República Dominicana, Haiti, Cuba e, já em território estadunidense, Key West. “Às vezes, pegava trechos de 8, 10, 12 ou 16 horas sem avistar terra”, lembra Álvaro. “E navegava também à noite, orientando-me pelas estrelas”, acrescenta.

                                                             

                                                            Seu desembarque em Miami, no dia 16 de março de 2020, coincidiu com o pior momento da epidemia de COVID-19, o que o obrigou a fazer uma longa pausa de dois anos.

                                                             

                                                            Ao retomar a jornada, em fevereiro de 2022, o Numancia contornou todo o Golfo do México até Quintana Roo, no extremo sudeste mexicano. “Foram cerca de 3.000 milhas, quase como cruzar o Atlântico novamente”, compara.


                                                            Antes, ainda na Flórida, passou por Pensacola, cidade fundada em 1559 por um antepassado seu: Don Tristán de Luna. “Os Estados Unidos nasceram com a nossa herança hispano-americana”, lembra. De Pensacola foi a Nova Orleans e dali, navegando pelo Delta do rio Mississippi, partiu para o Texas.

                                                             

                                                            Deixando o Golfo do México para trás, rumo ao Canal do Panamá, ele atracou primeiro em Belize, depois na Guatemala, em Honduras, na Nicarágua e na Costa Rica. Quase chegando no Panamá, o primeiro e (até aqui) único perrengue: “Meu pequeno barco afundou devido a um erro cometido durante a manutenção na Costa Rica. Esqueceram de instalar corretamente a tubulação de água da bomba de esgoto”, explica.

                                                             

                                                            Em decorrência do acidente, o jet sofreu graves danos mecânicos, que obrigaram Álvaro a interromper a aventura por alguns meses. Enquanto aguardava o conserto da máquina e a permissão para cruzar Canal, ele esteve no Brasil, onde visitou a redação de NÁUTICA, em São Paulo, e revelou detalhes exclusivos da viagem.

                                                            Álvaro de Marichalar visitou o escritório de NÁUTICA durante sua passagem por São Paulo. Foto: Revista Náutica

                                                            Em algumas etapas do percurso pela costa mexicana, o Numancia — que ostenta decalques dos países que visitou, o brasão de sua família e a frase “Viva a Espanha” — foi abastecido de gasolina feita a partir de detritos plásticos produzidos no México. “Isso é incrível. Estamos à procura de soluções sustentáveis, não apenas falando sobre isso, mas também implementando-as”, comemora.

                                                             

                                                            De volta ao Panamá — país com o qual tem uma ligação histórica, já que o seu antepassado, Miguel Francisco de Marichalar, era seu governador quando o pirata inglês Henry Morgan matou quase toda a população de Panamá Viejo — , ele aguarda autorização para transpor o grande canal.

                                                             

                                                            Depois da travessia, pegando o rumo norte, pretende navegar até o Alasca, com passagens por toda a América Central, México, Califórnia, Oregon, Washington e Canadá, até o Alasca. Em seguida, deixando o estado americano que tem parte do seu território dentro do Círculo Polar Ártico, cruzará pelas Ilhas Aleutas (ao sul do Estreito de Bering) até a Rússia.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Já no continente asiático, visitará as Ilhas Curilas (situadas a norte do arquipélago japonês), o Japão, o Sudeste Asiático (Coréia, China, Filipinas, Indonésia e Tailândia) e Sri Lanka. Contornará então a Península Arábica e entrará no Mar Vermelho para atravessar o Canal de Suez até o Mediterrâneo, onde continuará a jornada por Jerusalém, Líbano, Mar Negro e Atenas.

                                                             

                                                            Dali, pelo Mar Adriático, o Numancia seguirá até Veneza, na Itália. Depois, apontará a proa para Mônaco, onde a volta ao mundo no menor barco da história será completada.

                                                             

                                                            Já nas costas francesa e espanhola, Álvaro pegará o caminho de volta para Sevilha. Na 18ª e última etapa, a aventura dá lugar ao misticismo: ele navegará novamente de Sevilha a Galiza por todo Portugal, chegando a Padrón, de onde pretende caminhar até Santiago de Compostela, a cidade conhecida como ponto culminante da rota de peregrinação dos Caminhos de Santiago.

                                                            Foto: Arquivo Pessoal

                                                            Dali, novamente a bordo do Numancia, navegará pelo Golfo de Biscaia até Getaria, a cidade onde nasceu Juan Sebastian de Elcano, quando dará por encerrada uma das aventuras mais espetaculares da história da navegação — assim como fizera o navegador espanhol 500 anos atrás. No seu caso, uma experiência também inédita: a primeira volta ao mundo sobre um jet.

                                                             

                                                            Para acompanhar a viagem, acesse o site oficial da circum-navegação de Álvaro.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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